segunda-feira, dezembro 26, 2005

Eleições para a «Rota da Luz»
Câmara já tinha sentido
de voto delineado


A candidatura do ovarense Álvaro Santos à presidência da Região de Turismo da «Rota da Luz» (RTRL) gerou alguma curiosidade no que respeita ao sentido de voto da Câmara Municipal de Ovar. Das palavras do presidente da autarquia, o socialista Manuel de Oliveira, depreende-se que não foi Álvaro Santos a merecer essa confiança.
«O nosso voto já estava decidido muito antes do vereador Álvaro Santos entrar na corrida», justifica o autarca, sublinhando ainda, em declarações ao Diário de Aveiro, que só aceitaria alterá-lo se se reunissem uma série de pressupostos.
Desde logo, se surgisse uma «lista de consenso, liderada ou integrada por ele», apontou Manuel de Oliveira. Em segundo lugar, na perspectiva do presidente do Município, o lugar de presidente da RTRL, «é de natureza institucional e não partidária, pelo que entendemos que seria adequado que o engenheiro Álvaro Santos tivesse manifestado intenção de suspender o mandato de vereador na Câmara Municipal», como aconteceu com o vereador aveirense, Pedro Silva, que terá recebido o apoio da câmara vareira.
Por último, o chefe do executivo acusa o social-democrata de «falta de coerência», recordando que, «num debate para as eleições autárquicas, ele defendeu a saída da RTRL, caso vencesse as eleições». «Não se compreende que agora a quisesse liderar», critica, justificando que, assim, «não houve razões para alterarmos a nossa posição».
Álvaro Santos defende-se, recordando o referido debate: «Eu não disse isso, o que dei foi o exemplo de Santa Maria da Feira, em termos de promoção turística e animação sócio-cultural, que não necessita da RTRL para ser uma das melhores do distrito».
Para o vereador e líder da Comissão Política Concelhia do PSD, «fica claro que o PS privilegiou os interesses partidários», lamentando a opção «em detrimento do apoio a um seu conterrâneo, que até é colega do executivo».
O social-democrata revela ainda perplexidade com o facto da «posição da autarquia já estar há muito tomada», porque, segundo diz, «quando contactei o senhor presidente para saber da disponibilidade para me apoiar, respondeu-me que essa era uma questão que estava em aberto».
A Comissão Política Concelhia do PSD, através do outro vereador da oposição, Acácio Coelho, anunciou que vai pedir esclarecimentos na próxima reunião do executivo, «porque temos a convicção de que essa era uma matéria que deveria ter sido alvo de deliberação camarária».(«DA»)

2 comentários:

Laranjada Ovarense disse...

Bela merda de políticos que temos em Ovar.
De um lado e do outro!
Cumprimentos,

Laranjada Ovarense disse...

E já agora, fazendo umas contitas, tendo em conta que o Mestre Santinho teve 9 votos, teremos a seguinte distribuição provável de votantes:

Águeda - PS
Albergaria-a-Velha - PSD
Arouca - PS
Aveiro - PSD/PS?
Estarreja - PSD
Ílhavo - PSD
Murtosa - PSD
Oliveira de Azeméis - PSD
Oliveira do Bairro - PSD
Ovar - PS
São João da Madeira - PSD
Sever do Vouga - PS
Vagos - PSD
Vale de Cambra - PSD

Administração do Porto de Aveiro - PS
Ministério da Economia - PS
Delegação Regional do Desporto - PS
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro - PS
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte - PS

Universidade de Aveiro - ?
Capitania do Porto de Aveiro - ?
Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria e Restauração - ?
Federação Portuguesa de Folclore - ?
Parques de campismo - ?
Rent a car - ?
Restauração - ?
Agências de viagem - ?

Ou seja, para além do "voto cativo" dos representantes do poder autárquico, o "nosso" candidato não conseguiu mais nenhum voto dos representantes da chamada sociedade cívil, o que dá uma ideia da "qualidade" da sua candidatura.

Se o Manel Bigodes fosse homem de números atirava com isto, em vez de se estar a "borrar" com desculpas esfarrapadas, dignas de um carreirista tipo Alfacinha de Estufa!

Mas é por estas e por outras que esta terra há-de ficar sem polícia, sem Yazaki, sem nada que valha a pena.

Quando chega a hora da verdade as pessoas não se falam e usam o nome da terra como arma de arremesso, ao contrário do que fazem os nossos vizinhos aqui bem perto.

Mas depois não se queixem ...

Cumprimentos,