Sexta-feira, Novembro 20, 2009


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Envolvamo-nos 


Envolve-te. E parece que a acção desta manhã causou engulhos lá para os lados dos Paços do Concelho. Para início não está mal.

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Quinta-feira, Novembro 19, 2009

A viabilização da Aerosoles

A estratégia da administração está bem clara, reforçar a mensagem de que a empresa é viável, em todas as notícias isso está expresso. A equipe de comunicação empresarial, montada há uns anos, ainda mostra o que vale e as boas relações que conseguiu com os meios de comunicação. Tem mérito! Está a trabalhar, talvez goste do que faz e o faça sem grande esforço.

Faço a pergunta: - Quais são os pressupostos de que a empresa é mesmo viável? O tipo de produto? A rede de retalho/franchise? A substituição de uma marca não se faz de um dia para outro. Quantos milhões serão necessários para lançar a marca ao nível de notoriedade que a Aerosoles atingiu? O consumidor compra marcas e não somente em lojas. Em locais(lojas indiferenciadas) compra-se produtos de baixo valor acrescentado. Dizem que tem garantidas vendas de um milhão de pares, volume não é sinônimo de rentabilidade. O recurso a horas extra e subcontratação também não. Como estarão a reagir as vendas na rede de retalho? As vendedoras estão motivadas e confiantes? O cliente que vai comprar um par de sapatos de uma empresa em dificuldades, decide pela compra? A GM depois que anunciou concordata as vendas caíram a pique. Porque os consumidores perderam a confiança de que as garantias dadas seriam honradas. Nos sapatos deve ser diferente. Se a estratégia for competir no preço, então a viabilidade vai ser conseguida com cortes brutais na estrutura e recurso a importação de produtos de baixo custo da Ásia. Então já estão a criar condições para negociar melhor com os trabalhadores. Uma conta interessante para apurar é ver quanto custaria indeminizar toda a estrutura com os direitos devidos. Ou seja, o potencial passivo com os trabalhadores do grupo. Esse número é muito importante que se conheça. Neste momento mais de metade já deve aceitar qualquer indeminização que lhes derem. Vai-se ver qual o potencial ganho administrativo. Exemplo: 400 pessoas, 10 anos de serviço, 800 € -> indeminização 1,5 salário por ano trabalhado (tanto quanto pagou Yasaki, Clarks, Ecco, Phillips, empresas criticadas mas honradas) 4 800 000 €. Em dinheiro vivo. Se pagarem 50% é muito ganho. E as indeminizações dos administradores passivos? Distribuição de "lucros" presumidos, encontrem-nos pelo mundo fora...

Outro ponto interessante é o posicionamento de que o estado é o maior accionista, o estado representa o interesse público. Estão a pressionar o governo, e conhecendo o histórico do Sócrates, ele não vai gostar muito que o problema passe para a esfera dele. Vai saltar fora e talvez fazer de conta que ajuda com um paliativo. Na verdade já enviou socorro várias vezes este ano e está no direito de não querer adoptar o filho dos outros. (Como dizem em Válega o Dono da Vaca é Dono da Cria). O discurso com a banca é simpático, se o governo ajudar, a banca ajuda, onde estarão essas garantias?

As palavras aos funcionários também, afinal estamos todos empenhados em viabilizar... (é uma questão de fé ou café)

Lembro-me do programa dos -ãos do Artur Duarte, Organização e Responsabilização. Os ãos eram só para baixo? Onde está a Administração? Já começaram a andar de transporte público? Acredito que a chefia directa e intermédia tem um papel fundamental na revitalização da empresa. Quando vier o dinheiro vão fazer de conta que está tudo bem, e que o problema era do estado que não ajudou a tempo? Recomendo-vos uma conversa franca e sincera com cada um. Os trabalhadores são credores, merecem a mesma atenção que a banca. Digam-lhes em que dia pagam e com que juros. E o que estão a fazer em concreto para viabilizar. Ir fazer uma manifestação na Câmara Municipal de Ovar e Castelo de Paiva!? Quem se lembrou disso? Porque não nas juntas de freguesia, na porta da casa dos administradores? Porque não fazem um autocolante dizendo "Sou credor da Investvar" ? No dia em que a sua chefia o pressionar para fazer hora extra gratuita, vai pensar muito bem no tom que vai usar.

Muito curioso o tipo de discurso do Artur Duarte, com forte apelo emocional, falando de pessoas concretas e vitórias passadas. Pelo menos alguém tem espírito de humor e frieza nisso tudo. O homem é muito bom!

Aos que estão a fazer tese de mestrado/doutoramento sobre o caso Investvar, coloquem as suas questões, o circo já começou!

No final alguém vai pagar O PATO.
(Recebido via e-mail)

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Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Ovarvídeo OvarNoites 2009 


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Terça-feira, Novembro 17, 2009

«Os Pijaminhas»

Pois é, no intuito de ajudar o IPO do Porto, o corpo docente da EB1/JI Habitovar, resolveu desafiar toda a comunidade educativa e população em geral a doar pijamas e a serem solidários com as crianças, «esses seres pequeninos e inocentes que se encontram em tratamentos oncológicos prolongados».

Esta é mais uma campanha tem o apoio da respectiva Associação de Pais.

Como colaborar: reencaminhar esta informação para os vossos amigos, familiares, professores, colegas de trabalho, enfim, toda a gente.

Mas há mais: No intuito de promover hábitos de protecção ambiental e de preservação dos recursos genuínos nacionas, a Comunidade Educativa da Habitovar tem em curso um plano de angariação de rolhas de cortiça.

Todas as salas têm o seu «rolhinhas», pronto a receber rolhas e outros pequeninos podutos de cortiça passíveis de serem reciclados.

Esta campanha surge de uma parceria com a Corticeira Amorim e pretende ser mais um contributo para despertar nos cidadãos novos comportamentos em defesa da promoção ambiental.

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Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Roteiro gastronómico do processo «Face Oculta»

De São Bernardo a Ovar (e daí à praia do Furadouro), há que apanhar a A29 e depois seguir pela estrada que leva ao pequeno aglomerado urbano à beira-mar. É aqui que mora Manuel José Godinho e é aqui que se situa o Concha, comummente afamado pelas suas sardinhas assadas e local referenciado pelo processo como tendo sido palco de um almoço que reuniu o empresário, o seu sobrinho, João Godinho, e Carlos de Vasconcellos, quadro da Refer. Foi a 23 de Abril e a refeição durou apenas 1 hora e 5 minutos, o que pode dar uma boa indicação sobre a velocidade do serviço...

No quadriculado de ruas da praia do Furadouro, não é difícil dar com o Concha, o letreiro laranja com caracteres pretos ali a um passo do mar. Pelos dias que correm, o que mais impressiona é o barulho das escavadoras que amontoam calhaus para formar pontões e reforçar as protecções da estrada marginal. Dezenas de mirones resistem ao vento e à ameaça de chuva da tarde cinzenta para apreciarem o virtuosismo dos maquinistas no encaixe destas gigantescas e irregulares peças de Lego.

(Bom, dito isto, há que reconhecer que cheguei tarde e o Concha estava fechado. Também não seria capaz de almoçar uma terceira vez... Mas deu para perceber pelo cardápio do lado de fora da porta que o forte da casa é o peixe fresco na grelha. Desculpe a fixação, ó chefe, mas também tem polvo grelhado.)

Leia esta delícia de artigo na íntegra no «Público».

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Domingo, Novembro 15, 2009


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Sábado, Novembro 14, 2009

Esta semana no Festovar 



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Sexta-feira, Novembro 13, 2009

A29 sem Portagens 

Vamos todos ler e assinar esta petição online: «A29 sem portagens»

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N713

O «NdO» não podia concordar mais com esta petição e acha que você também pode (e deve) concordar.

Subscreva a petição aqui: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N713 e - já agora -divulgue-a pelos seus contactos. Todos seremos poucos.

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Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Magusto do JI da Oliveirinha 


(Clicar para aumentar)

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Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Godinho, só para os amigos 



Última hora: O nome verdeiro do empresário vareiro de sucatas não é Manuel Godinho. O «NdO» está em condições de garantir que o seu nome, na verdade, é BiGodinho.
Mais um exclusivo...

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Terça-feira, Novembro 10, 2009

Importa-se de repetir, sff? 

"No Pavilhão Arena Dolce Vita, estiveram presentes cerca de duas dezenas de adeptos vitorianos que tiveram a oportunidade de constatar a falta de inteligência que reina naquela região do centro do país". (Aqui)

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Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Os intocáveis 

O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.

Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.

O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação.

Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (...)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura.

Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.

Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim.

Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.

(Mário Crespo aqui)

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