Presidenciais
Ministério da Educação espera
pedido de desculpas de Louçã
O gabinete da ministra da Educação disse hoje esperar que o candidato às eleições presidenciais pelo Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, apresente "desculpas públicas pela calúnia que lançou sobre o secretário de Estado da Educação".
Num debate realizado domingo, em Ovar, no âmbito da pré- campanha para as eleições de 22 de Janeiro, Louçã acusou o Governo de "escolher a demagogia, ao publicar um relatório incompleto sobre as faltas dos professores" no passado ano lectivo, divulgando a informação na sexta-feira, dia em que se realizou uma greve e manifestação nacionais de docentes.
Na altura, o candidato apoiado pelo Bloco de Esquerda referiu ainda que "o secretário de Estado que divulga as faltas [dos professores], Valter Lemos, foi o mesmo que, enquanto vereador na Câmara de Penamacor, cessou funções por ter excedido o número de faltas injustificadas".
Em comunicado hoje divulgado, o gabinete da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, afirma que "Francisco Louçã transformou um tema político numa questão de carácter, que tratou com base num boato que se revelou falso".
"Espera-se que o candidato Francisco Louçã apresente desculpas públicas pela calúnia que lançou sobre o secretário de Estado da Educação e retome o tratamento concreto e objectivo das questões da educação em Portugal, em termos estritamente políticos", conclui o comunicado.
No domingo, Valter Lemos tinha já desmentido as afirmações do líder do Bloco de Esquerda, considerando a acusação "incrível e chocante".
"Como vereador nunca tive qualquer falta", afirmou o secretário de Estado, explicando que apenas suspendeu o mandato, tendo sido substituído pelo elemento seguinte da lista eleita.
1 comentário:
Realmente vivemos tempos anormais....
Ideias politicas à parte convenhamos que andam por aí uns meninos (do coro?!), que o que fazem é fala(dra)r, de todos os assuntos e de todas as pessoas, mentalizados (iluminados) pelas suas convicções (?), sem ter o mínimo de respeito pelo próximo ou pelas várias vertentes dos assuntos.
Os tempos da embriaguez da Revolução já deveria ter passado, é tempo de racionalizarmos este país e acertarmos a forma de evoluir, mas há muitos Peter Pan a viver na terra do NUNCA.
Portugal e os Portugueses têm de deixar de dar ouvidos a políticos cujas ideias são apenas criticar os outros, como forma de encobrirem as grandes lacunas (ou interesses), que os orientam.
Interessante é que alguns dos candidatos a Presidente desta Republica alinhem por essa bitola e se esqueçam da nobreza da posição a que concorrem. Não se pode seguir o mesmo tipo de discurso de, por exemplo, umas eleições onde é um partido politico (antro de enormes interesses cruzados), que se apresenta.
Subam o nível por favor, a ver se ainda há esperança de aparecerem concorrentes sérios, com vontade de manter o (velho) orgulho de ser Português.
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