terça-feira, fevereiro 15, 2005

Câmara de Ovar alerta Governo
para redução de pessoal na Yazaki Saltano


A Câmara Municipal de Ovar diz estar seriamente preocupada com a anunciada redução de trabalhadores na multinacional nipónica de componentes para automóveis Yazaki Saltano. Depois de se reunir com a administração da firma, onde o cenário de despedimentos e de transferência de alguns sectores da produção foi colocado em cima da mesa, a autarquia ovarense deu conhecimento da situação ao primeiro-ministro, Santana Lopes, ao ministro da Economia, Álvaro Barreto, à Agência Portuguesa de Investimento e ao Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas.
Paralelamente, a edilidade vareira contactou a sede europeia da Yazaki Saltano, na Alemanha, para que a possibilidade de produzir materiais alternativos, como painéis solares e contadores de gás, seja analisada, como forma de substituir a anunciada extinção de determinadas secções em Ovar. Até porque a multinacional já informou que não garante a total manutenção da produção do Mercedes modelo r171 e do motor do Toyota Avensis.
"As diligências feitas vão no sentido de ver se é possível acolher a fabricação de produtos alternativos", adianta o presidente da autarquia ovarense, Manuel Oliveira. O autarca lembra que 80 por cento dos operários da Yazaki Saltano, situada em Ovar, moram no município ovarense e, por isso, a questão não pode passar ao lado da edilidade que também se reuniu com o Sindicato das Indústrias Eléctricas do Centro (SIEC), para se inteirar das preocupações da estrutura sindical.
"A câmara tem vindo a demonstrar toda a disponibilidade no sentido de manter a fábrica a laborar em Ovar", sustenta Manuel Oliveira, que recorda, no entanto, que a administração da unidade fabril informou que "há, de facto, sectores que não são sustentáveis". A manutenção dos postos de trabalho é assim a principal pretensão da Câmara de Ovar, que, neste momento, espera por uma resposta às diligências encetadas. Recorde-se que a Yazaki Saltano emprega perto de quatro mil trabalhadores, nas empresas situadas em Ovar e Serzedo, Vila Nova de Gaia.(«Público»)

3 comentários:

camões poeta zarolho disse...

Ao Sr Álvaro Santos e amigo Laranjada Ovarense,

"As diligências feitas vão no sentido de ver se é possível acolher a fabricação de produtos alternativos"

Ora aqui está uma ideia que dou de Borla, Infra-estruturas e mão de obra, e manutenção de postos de trabalho!
Em lugar da ideia ridícula de criar centros de formação e empresas de manutenção de aeronaves dentro da Base de Ovar - Maceda. Aproveitem estas que pelos vistos estão em perigo de "ficar às moscas" de certeza que o Sr Álvaro cativará os mesmos votos que queria com a anterior "ideia".

Laranjada Ovarense disse...

E o que foi que o anterior Presidente da CMO disse a uma delegação da Yazaki quando lá foram pedir uma redução na percentagem da derrama de IRC? Pois, é que para alimentar Amnésicos & companhia, o guito tem que vir de algum lado ...
Mas pelo artigo até parece que foi o Manel Bigodes que se "alembrou" dos paineis solares.
Foi pena que minhas FBI (fontes bem informadas) já me tenham contado essa há pelo menos 2 meses.
Só que sem um regime fiscal mais favoravel, não creio que "haja festa".
Pelo que a pergunta que deve ser feita é:
"Sr. Presidente, está disposto a abdicar de receitas fiscais da autarquia para manter o investimento da Yasaki por cá?"
Cumprimentos,

Anónimo disse...

isto é o k? uma mistura de gang da ribeira e de fernando rocha? com tantos " caralhos" nao percebi um cú...devia ter posto : mitras de maceda pois fazia mais sentido.

ahahaha lOL p.s_ arada