quarta-feira, abril 05, 2006


«Militares também vivem dias difíceis»
Área Militar de São Jacinto
atenta a incêndios na região

Aproveitando o Dia da Unidade da Área Militar de S. Jacinto (AMSJ), que ontem assinalou 88 anos de vida, o comandante Vítor Santos chamou a atenção para as dificuldades que vivem os militares, provocadas «pela real redução dos valores orçamentais destinados à nossa vida diária e que nos obriga a alguma imaginação para as ultrapassar».Na cerimónia em que tomaram parte diversas entidades civis, militares e religiosas da região, Vítor Santos salientou as condições precárias em que se encontram alojados os militares da unidade aveirense, «dada a velhice cada vez mais acentuada de alguns equipamentos e de algumas infra-estruturas».Vítor Santos apelou à realização de obras urgentes de reparação dos hangares e da pista do aeródromo, «sob pena de tornarem totalmente irrecuperáveis». O cais de embarque também precisa de ser intervencionado, pois encontra-se em situação de grande perigosidade, assim como os sistemas de aquecimento que, «por terem sido previstos para uma realidade de serviço militar totalmente diferente da que se vive actualmente», apontou Vítor Santos, «necessitam de ser repensados dado o actual dispêndio de energia a que nos obrigam e que nos consomem uma fatia significativa do orçamento disponível».Conforme o próprio comandante avançou, este problema parece estar em vias de resolução. Sem solução à vista, parece manter-se o problema da falta de pessoal «que temos sentido para conseguir satisfazer as solicitações operacionais que nos têm sido solicitadas».Apesar das dificuldades de vária ordem, os militares da Área Militar de São Jacinto continuam a executar as suas tarefas e missões com distinção e disso fez menção o comandante Vítor Santos. Nomeadamente, apontou, «a participação do 2.º Batalhão na missão da Bósnia Herzegovina, no âmbito da EUFOR e de todos os militares que participaram nas diversas células do Estado-Maior da força e do batalhão multinacional». O responsável elogiou também a participação de um pelotão no Kosovo, integrando as forças do 3.º Bipara de Tancos, e a actual fase de preparação de duas companhias nossas para a NRF (Nato Reaction Force 6).A época e incêndios de 2005 foi igualmente de grande actividade na Área Militar de São Jacinto, de ondas saíram 298 missões de patrulhamento, num total de 20.250 quilómetros de viatura e 280 quilómetros a pé, nas regiões de Ovar e Rio Mau, e ainda nas matas da Reserva da Dunas de São Jacinto.Outra área onde a AMSJ se empenhou foi nas comemorações do 50.º aniversário dos pára-quedistas em Portugal. Entre outras acções, destaca-se a realização do 1.º Concurso de Pintura de Pintura da AMSJ dedicada ao tema «50 anos de pára-quedismo em Portugal», cujos prémios foram ontem entregues. A vencedora foi Lúcia Seabra, em segundo lugar ficou Pedro Lapa, e Francisco Toucinho classificou-se em terceiro lugar.

4 comentários:

Laranjada Ovarense disse...

Á falta de ter que fazer, eu diria "dediquem-se à pesca", mas à pintura também não me parece mal ...
(Comentário dedicado ao amigo Camões ... ;-))
Cumprimentos,

camões poeta zarolho disse...

Amigo Laranjada,
Do amigo, esperava uma reacção mais inteligente, claro que era esperada a sua "bicada" no assunto, sabedor que é, que o tema me é caro!
Mas, até percebo, é que está escrito numa língua que não "estrangeiro" onde o amigo gosta de divagar e insinuar o que não está escrito. Se, se entendesse Português, teria verificado que não lhes "falta que fazer",. faltam-lhes condições para o fazer, mas, mesmo assim fazem!
Provavelmente o concurso de pintura terá sido aberto à população civil, muito provavelmente às crianças da região... Sei que seria esperar muito da sua pessoa, que entendesse que a "tropa" existe para servir o povo!
Tente de novo!

camões poeta zarolho disse...

Poderia ter aproveitado, o meu amigo, para voltar à carga com a história do terminal de aviação civil... Pelos vistos não é só a Base de Ovar (Maceda) que tem pista. Os "empresários" interessados nessa utilização civil da pista, podem aproveitar para "investir", já que necessita de obras de conservação.
Claro que fica ao dobro da distância do centro de Ovar (em relação à Base de Ovar (Maceda), mas, com um bom sistema de transportes, ou uma ligação decente à Barra, matava dois coelhos com uma cajadada!
Até está carente de utilização por parte de aeronaves... porque não aproveita e convence o seu amigo Álvaro, para redireccionar as baterias das promessas eleitoralistas?
Ou, a treta sobre a Base de Ovar (Maceda) só serve para iludir a parolada (se é que parolos existem por cá, que acreditem que beneficiariam algo com isso!)?

camões poeta zarolho disse...

(comentários anteriores à espera de resposta do amigo Laranjada)