dois terços do PSD faltaram às votações
Quarenta por cento da maioria socialista, 49 dos 121 deputados, e dois terços da bancada do PSD, 50 num total de 75, faltaram às votações da tarde de ontem no Parlamento, que não se realizaram por falta de quórum.De acordo com o secretário da mesa da Assembleia da República Fernando Santos Pereira, deputado social-democrata, sem contar com as 13 ausências por missão ao estrangeiro, faltaram às votações 107 deputados, 50 do PSD, 49 do PS, 5 do CDS-PP, 2 do PCP e um do BE.
Não se verificou, portanto, o quórum de deliberação, que corresponde a mais de metade dos 230 deputados, o que obrigou o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, a encerrar a sessão sem que decorressem as votações agendadas.
Segundo Fernando Santos Pereira, Jaime Gama solicitou à mesa da Assembleia da República que "fizesse o levantamento dos deputados que faltaram ainda hoje e o divulgasse" e essa contabilidade esteve a ser efectuada desde o final da sessão plenária.
Assinaram o livro de presenças hoje à tarde quase todos os deputados do PS, 114 em 121, a maioria dos social-democratas, 52 em 75, 10 dos 12 deputados comunistas, 9 dos 12 do CDS-PP, 7 dos 8 parlamentares do BE e os dois deputados de "Os Verdes", disse à agência Lusa o secretário da mesa.
Contudo, no final da sessão estavam presentes apenas 66 socialistas, 21 deputados do PSD, 8 do PCP, 6 do CDS-PP, 7 do BE e dois de "Os Verdes", estando em missão parlamentar ao estrangeiro 6 socialistas, 4 social-democratas, dois deputados comunistas e um democrata-cristão.
O PSD foi assim o partido mais faltoso, com dois terços dos seus deputados ausentes nas votações que antecediam um fim-de-semana prolongado devido ao feriado de sexta-feira e à antecipação da sessão plenária desta quinta-feira para a passada terça-feira.
Na maioria socialista faltaram cerca de quarenta por cento dos deputados, bem como na bancada do CDS-PP, enquanto o PCP garantiu a presença de 75 por cento dos seus parlamentares, o BE de quase 90 por cento e "Os Verdes" foram o único grupo parlamentar sem faltas.
O deputado Fernando Santos Pereira lembrou que, "de acordo com a resolução da Assembleia da República 77/2003, os deputados serão notificados para justificar as faltas ao plenário e terão cinco dias a contar da data da notificação para o fazer".
O Estatuto dos Deputados considera "motivo justificado" para as faltas "a doença, o casamento, a maternidade e a paternidade, o luto, missão ou trabalho parlamentar e o trabalho político ou do partido a que o deputado pertence".
O mesmo Estatuto dos Deputados impõe um desconto de "1/20 ou 1/10 do vencimento por cada falta injustificada" e a perda do mandato para quem ultrapassar o limite de falta não justificadas por sessão legislativa - quatro, segundo o regimento da Assembleia da República.
4 comentários:
E eu votei nesta cambada!!
Cambada de más-línguas invejosos e não respeitadores da nossa "classe política", dos digníssimos mandatários e representantes do nosso povo!
Os senhores não faltaram!Já veio a público um iluminado esclarecer este povo burro: “Sei por exemplo que alguns deputados do PS estavam ao serviço da Assembleia da República no exterior”.
Ouviram falar de uma tempestade invulgar (na nossa latitude) que atingiu um determinado país recentemente? Parece que atingiu Portugal, já estou a sentir a areia nos olhos!
Laranjada???
Está aí alguém?
Estou à espera meu amigo, agora é a sua vez de defender as suas "damas". Diga qualquer coisa em defesa dos ilustres, responsáveis e dignos políticos do nosso país, convença-me que a "classe" política não são um bando de parasitas inúteis, que não se estão "a cagar" (como disse outro ilustre político cá da praça) para a Assembleia da República, para o País e para os Portugueses...
Diga qualquer coisa!
Não diga que sou "intragável" ou que não "fala" mais comigo, não seria original.
"Estatuto dos Deputados os motivos aceites para justificação de faltas, que são "a doença, o casamento, a maternidade e a paternidade, o luto, missão ou trabalho parlamentar e o trabalho político ou do partido a que o deputado pertence". Apesar desses motivos, é garantido, logo à partida, que "a palavra do deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais".
http://jn.sapo.pt/2006/04/14/nacional/basta_palavra_deputados_para_justifi.html
Logo, se todos estes insuspeitos cavalheiros afirmarem que estiveram a fazer "trabalho político ou do partido", é porque estiveram mesmo! Mais dogmático que isto, só mesmo a Religião.
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