sábado, janeiro 17, 2026

 

𝐀 𝐘𝐚𝐳𝐚𝐤𝐢 𝐒𝐚𝐥𝐭𝐚𝐧𝐨 𝐚𝐧𝐮𝐧𝐜𝐢𝐨𝐮, 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐧𝐝𝐚 𝐯𝐞𝐳 𝐧𝐮𝐦 𝐜𝐮𝐫𝐭𝐨 𝐞𝐬𝐩𝐚𝐜̧𝐨 𝐝𝐞 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨, 𝐮𝐦 𝐝𝐞𝐬𝐩𝐞𝐝𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐜𝐨𝐥𝐞𝐭𝐢𝐯𝐨 𝐝𝐞 𝐠𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞 𝐝𝐢𝐦𝐞𝐧𝐬𝐚̃𝐨. 𝐄𝐦 𝟐𝟎𝟐𝟓 𝐟𝐨𝐫𝐚𝐦 𝐝𝐞𝐬𝐩𝐞𝐝𝐢𝐝𝐨𝐬 𝟑𝟎𝟒 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐚𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐞, 𝐚𝐠𝐨𝐫𝐚, 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝟏𝟔𝟑, confirmando os 𝐚𝐥𝐞𝐫𝐭𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐯𝐢𝐧𝐡𝐚𝐦 𝐬𝐞𝐧𝐝𝐨 𝐫𝐞𝐩𝐞𝐭𝐢𝐝𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐟𝐞𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐩𝐞𝐥𝐨𝐬 𝐚𝐮𝐭𝐚𝐫𝐜𝐚𝐬 𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐥𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐧𝐚𝐬 𝐮́𝐥𝐭𝐢𝐦𝐚𝐬 𝐑𝐞𝐮𝐧𝐢𝐨̃𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐂𝐚̂𝐦𝐚𝐫𝐚 𝐞 𝐧𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐀𝐬𝐬𝐞𝐦𝐛𝐥𝐞𝐢𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥. Em todas essas ocasiões, o atual executivo respondeu que não existiam quaisquer evidências de que tal cenário viesse a concretizar-se. Afinal, concretizou-se.

Trata-se de uma empresa instalada em Ovar há várias décadas, cuja atividade no setor automóvel atravessa, como é sabido, um período de instabilidade associado a profundas transformações do mercado e à pressão dos mercados emergentes. Ainda assim, é essencial afirmar que as empresas devem assumir uma responsabilidade social e comunitária efetiva. Não podem servir-se de países e de pessoas apenas enquanto as condições lhes são absolutamente favoráveis, descartando trabalhadores quando surgem dificuldades.

A economia deve ter regras claras, para que não sejam sempre os mesmos a pagar as crises: os trabalhadores. Esta realidade contraria, aliás, toda a retórica segundo a qual a legislação laboral portuguesa seria excessivamente rígida e demasiado protecionista. Como afirmou recentemente o SITE, sindicato que acompanha este momento dramático vivido pelos trabalhadores e pelas suas famílias, afinal, não é difícil despedir em Portugal.

Também as entidades públicas não podem continuar a assobiar para o lado. Quer ao nível local, nomeadamente as autarquias, quer ao nível nacional, é indispensável uma fiscalização rigorosa e sem complacências. Em particular, deve ser impedido que empresas que promovem despedimentos recorram posteriormente ao trabalho precário para substituir trabalhadores dispensados. Apesar de essa possibilidade constar das intenções do Governo no âmbito da anunciada reforma laboral, tal prática representa um profundo desrespeito pelas pessoas e pelo trabalho que prestaram.

Num contexto global, a economia tem igualmente de obedecer a regras. A deslocalização de empresas para países onde “se trabalha por um prato de arroz”, deixando para trás desemprego, pobreza e incerteza, não pode continuar sem consequências. E, como tantas vezes acontece, acaba por ser o Estado Social, que muitos pretendem fragilizar ou eliminar, a suportar os custos desta insensibilidade empresarial.

É, por isso, urgente que todos ajam na proteção daqueles cujo trabalho, dedicação e empenho não foram devidamente reconhecidos. 𝐀 𝐀𝐮𝐭𝐚𝐫𝐪𝐮𝐢𝐚 𝐝𝐞𝐯𝐞 𝐦𝐨𝐛𝐢𝐥𝐢𝐳𝐚𝐫 𝐭𝐨𝐝𝐨𝐬 𝐨𝐬 𝐦𝐞𝐜𝐚𝐧𝐢𝐬𝐦𝐨𝐬 𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐢𝐬 𝐚𝐨 𝐬𝐞𝐮 𝐚𝐥𝐜𝐚𝐧𝐜𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚𝐩𝐨𝐢𝐚𝐫 𝐨𝐬 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐚𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐞 𝐚𝐬 𝐬𝐮𝐚𝐬 𝐟𝐚𝐦𝐢́𝐥𝐢𝐚𝐬, 𝐞𝐦 𝐚𝐫𝐭𝐢𝐜𝐮𝐥𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐄𝐬𝐭𝐚𝐝𝐨.

𝐏𝐨𝐫 𝐟𝐢𝐦, 𝐢𝐦𝐩𝐨𝐫𝐭𝐚 𝐬𝐮𝐛𝐥𝐢𝐧𝐡𝐚𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞 𝐝𝐞𝐟𝐞𝐧𝐝𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐚 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐧𝐨𝐯𝐚𝐬 𝐳𝐨𝐧𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐚𝐜𝐨𝐥𝐡𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞𝐬𝐚𝐫𝐢𝐚𝐥, 𝐦𝐨𝐝𝐞𝐫𝐧𝐚𝐬, 𝐝𝐢𝐯𝐞𝐫𝐬𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐞 𝐜𝐚𝐩𝐚𝐳𝐞𝐬 𝐧𝐚̃𝐨 𝐬𝐨́ 𝐝𝐞 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐫 𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞𝐠𝐨, 𝐦𝐚𝐬 𝐭𝐚𝐦𝐛𝐞́𝐦 𝐝𝐞 𝐚𝐛𝐬𝐨𝐫𝐯𝐞𝐫 𝐜𝐡𝐨𝐪𝐮𝐞𝐬 𝐩𝐫𝐨𝐯𝐨𝐜𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐩𝐨𝐫 𝐝𝐞𝐬𝐩𝐞𝐝𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐞𝐬𝐭𝐞𝐬. 𝐃𝐮𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞 𝟏𝟐 𝐚𝐧𝐨𝐬, 𝐩𝐨𝐮𝐜𝐨 𝐨𝐮 𝐧𝐚𝐝𝐚 𝐟𝐨𝐢 𝐟𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐧𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐦𝐚𝐭𝐞́𝐫𝐢𝐚, 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚𝐥𝐞́𝐦 𝐝𝐨𝐬 𝐢𝐧𝐬𝐭𝐫𝐮𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐠𝐞𝐬𝐭𝐚̃𝐨 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐢𝐭𝐨𝐫𝐢𝐚𝐥. 𝐎𝐯𝐚𝐫 𝐟𝐢𝐜𝐨𝐮 𝐩𝐚𝐫𝐚𝐝𝐨 𝐚 𝐚𝐬𝐬𝐢𝐬𝐭𝐢𝐫, 𝐞 𝐚𝐬𝐬𝐢𝐦 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚.

É isto que deve estar no centro da política: a melhoria do território, a valorização da economia local e a proteção das pessoas. 𝐋𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐩𝐫𝐨𝐟𝐮𝐧𝐝𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐢𝐧𝐞́𝐫𝐜𝐢𝐚, 𝐪𝐮𝐞 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐚𝐢𝐧𝐝𝐚 𝐬𝐞 𝐫𝐞𝐜𝐮𝐬𝐚𝐦 𝐚 𝐫𝐞𝐜𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐞𝐫, 𝐦𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐞́ 𝐡𝐨𝐣𝐞 𝐝𝐞𝐦𝐚𝐬𝐢𝐚𝐝𝐨 𝐞𝐯𝐢𝐝𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐬𝐞𝐫 𝐢𝐠𝐧𝐨𝐫𝐚𝐝𝐚.

Os Vereadores eleitos pelo PS Ovar

Emanuel Oliveira , Fernando Camelo de Almeida e Eva Oliveira

 

 

 

 

 

 

  https://www.ovarnews.pt/ps-os-despedimentos-na-yazaki-saltano/

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