segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Rolling Stones em Copacabana


A «Geriatric Tour» reuniu mais de milhão e meio de fãs. 600 foram parar ao Hospital, 29 foram resgatados da baía à beira do afogamento e 155 camiões da cidade recolheram 196 toneladas de lixo da praia. E o resto são cantigas.
Gripe das Aves
Pássaros achados mortos e analisados

Mais de 20 pássaros foram encontrados mortos em Portugal nos últimos dias e sujeitos a análises de despistagem da gripe das aves pelo Laboratório Nacional de Investigação Veterinária, o que, segundo fonte oficial, "é uma situação perfeitamente normal".
Segundo o porta-voz da Comissão de Acompanhamento da Gripe Aviaria, "em todo o país são encontradas com frequência aves mortas" e todas as detectadas têm sido encaminhadas para análise, tendo os resultados sido, até agora, negativos à infecção pelo vírus H5N1.
Uma gaivota e uma tarambola foram hoje encontradas mortas no areal da Praia Norte, em Viana do Castelo e, segundo fonte da Capitania, foram enviadas para análise ao Laboratório Nacional de Investigação Veterinária (LNIV).
Segundo o porta-voz da Comissão de Acompanhamento da Gripe Aviaria, criada no âmbito do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, e que integra também a Direcção-Geral da Saúde, foram encontradas mortas, e enviadas para análise, mais de 20 aves desde sexta-feira.
No LNIV, no Porto, foram analisadas duas galinhas, um ganso patola (vivo), dois patos, uma gaivota, um arau e dois pombos, encontrados em vários pontos do norte do país.
Em Lisboa, o LNIV analisou várias galinhas mortas, uma ave de rapina, um pato real, uma rola turca, um pato, uma gaivota e alguns pombos.
O porta-voz realçou ainda que foram reforçadas as acções de vigilância nas 19 zonas de risco definidas pelo Instituto de Conservação da Natureza, assim classificadas devido à grande densidade de aves migratórias, e que os "parâmetros registados estão perfeitamente normais".
De acordo com a mesma fonte, os animais têm sido encontrados pela população das diferentes zonas e diversas entidades.
Os últimos dados da Comissão de Acompanhamento da Gripe Aviaria indicam que, desde o início do ano e até 15 de Fevereiro, foram já realizadas 1.101 análises em aves silvestres para detecção do vírus H5N1.
No ano passado, o número de análises para pesquisa do vírus ascendeu a 6.291, com particular incidência no segundo semestre de 2005, durante o qual se fizeram 5.287.
No Brasil...
25 milhões de camisinhas serão
distribuídas durante o Carnaval


O Ministério da Saúde anunciou ontem que serão distribuídas 25 milhões de camisinhas masculinas durante o Carnaval deste ano. Elas foram enviadas aos Estados e podem ser obtidas gratuitamente em postos de saúde, ONGs, e nos próprios locais onde haverá festas.
O fornecimento integra a campanha de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis e à Aids, iniciada neste domingo, que deverá durar até o próximo dia 28, terça-feira de Carnaval. Ela também prevê a entrega de folhetos informativos.
Uma pesquisa divulgada no final do ano passado revelou aumento no uso de camisinha entre os brasileiros. Em 1998, apenas 47,8% das pessoas entre 16 e 19 anos usavam camisinha. Em 2005, o número subiu para 65,8%. Ele também subiu entre as pessoas de 20 a 24 anos. Em 1998, 37,7% usavam camisinha. Em 2005, eram 55,2%.
Para Mariângela Simão, diretora adjunta do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, quanto mais camisinhas forem distribuídas, maiores as chances de a população ficar longe das doenças.
"Entendemos que, na época do Carnaval, é mais comum as pessoas terem relações sexuais com parceiros eventuais. Quanto mais conseguirmos fazer a distribuição de preservativos, mais acesso as pessoas vão ter a um meio seguro de prevenção."
Foliões de Moliceiro

A festa esteve para não se concretizar, mas uma acalmia no tempo pôs a organização de acordo. “É para arrancar, é para arrancar minha gente. Toca a embarcar.” E ao fim de um ano de interregno, o Carnaval fluvial de Aveiro fez-se ontem à Ria, no Canal Central, a bordo de uma dezena de moliceiros e mercantéis, os barcos típicos da região.
Lá em cima, fazendo um esforço de equilíbrio, havia desde um grupo de bombos até aos foliões locais e duas escolas de samba convidadas. A ‘Costa de Prata’, de Ovar, e a ‘Vai Quem Quer’, de Estarreja, apesar de despertarem a especial atenção dos populares, que enchiam as margens do canal, mostraram-se pouco, o que motivou alguns comentários menos agradáveis do público, que queria ver as sambistas em acção.(«Correio da Manhã»)

domingo, fevereiro 19, 2006

Martinho, frio e chuva


Os ritmos quentes de Martinho da Vila não foram suficientes para afastar o mau tempo que se registou neste fim-de-semana. Ontem, na «tentzone», a multidão teve de aguardar largos minutos pela resolução de um problema eléctrico para poder ver e ouvir o famoso brasileiro.
À hora a que escrevemos este post, a pouca distância do início do segundo concerto de Martinho, o cenário não apresenta melhorias: Frio, chuva, vento e trovoada.
Que mal fizémos ao São Pedro? Pode saber-se?

sábado, fevereiro 18, 2006

Cidade geminada
Carnaval de João Pessoa
já tem ordem definida


A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), cidade brasileira geminada com Ovar, já definiu a ordem de apresentação das 23 agremiações que fazem parte do «Carnaval Tradição» da Capital, que acontece entre os próximos dias 26 e 28, na Avenida Duarte da Silveira, Centro. No domingo (26) e na terça-feira (28), apresentam-se as escolas de samba, os clubes de orquestras e as tribos indígenas. Já na segunda-feira (27), haverá desfiles dos grupos de Ala Ursa e Papangus da cidade.
De acordo com o presidente da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), Luís Carlos Vasconcelos, a Prefeitura vai garantir toda a estrutura física do evento e mais uma ajuda de custo para as agremiações participantes. “Nós vamos dar condições para que os grupos que formam o nosso «Carnaval Tradição» possam ter uma boa exposição de seus trabalhos. Eles vão contar com um som de excelente qualidade, arquibancadas maiores do que fornecemos no ano passado, enfim, terão uma boa estrutura para fazer suas apresentações», disse.
Luís Carlos destacou o desfile dos grupos de Ala Ursa e Papangus, que é uma novidade introduzida na programação do «Carnaval Tradição», desde o ano passado. “A cidade não tinha um espaço para esses grupos da cultura popular dos bairros, isso é uma novidade desta gestão. Convidamos a população para prestigiar o nosso ‘Carnaval Tradição’ e assistir o espetáculo das escolas, clubes e tribos indígenas, que só existem aqui”, comentou.
Blocos de bairros
Além do apoio que já oferece aos blocos que formam o Folia de Rua e o Carnaval Tradição, a Funjope também colabora com os blocos de bairro, que realizaram prévias carnavalescas e também desfilarão durante os quatro dias de carnaval. “São dezenas de blocos, que este ano contam com a presença de orquestras de frevo ou de trios elétricos para animar os foliões”, comentou.
Segundo o presidente da Federação Carnavalesca da Capital, Cardivando Cavalcante de Oliveira, as prévias foram um sucesso, reunindo a população dos bairros em torno dos ritmos que compõe os festejos do tradicional desfiles das escolas, tribos indígenas e clubes de frevo da cidade.
Ao todo aconteceram cinco prévias, nos bairros do Róger, Torre, Cristo Redentor e Mandacaru. “As prévias estão sendo um sucesso, pois estamos aproveitando para divulgar e incentivar a população para o nosso 'Carnaval Tradição'. Os moradores também estão participando das festas”, comentou, lembrando ainda que ao todo, 23 agremiações carnavalescas fazem parte do “Carnaval Tradição” de João Pessoa. São seis clubes de orquestras, sete escolas de samba e dez tribos indígenas. A programação começará sempre às 17h, com 40 minutos reservados para cada agremiação.

DESFILES DO CARNAVAL TRADIÇÃO - 2006
Domingo (26)
Clube de Orquestra Piratas do Jaguaribe - Jaguaribe Tribo indígena Tabajara - Alto do Mateus Clube de Orquestra Vinte e Cinco Bichos - Jaguaribe Tribo Indígena Ubirajara - Rangel Clube de Orquestra Bandeirantes da Torre - Torre Tribo Indígena Papo Amarelo - Cruz das Armas Escola de Samba Império do Samba - Róger Escola de Samba Malandros do Morro - Torre Escola de Samba Catedráticos do Rítmo - Róger Escola de Samba Independentes de Mandacarú - Mandacarú Escola de Samba Unidos de São Miguel - São Miguel
Segunda-feira (27) - CONCURSO DE ALA URSA
Urso Trovão - BayeuxUrso Preto - Padre Zé Urso Gavião - Róger Urso da Paz - Grotão Os dois vencedores do concurso de Mandacarú do dia 17/02/06 Os demais que se inscreverem até o dia 23/02/06

Terça-feira (28)
Tribo Indígena Tupinambás - Mandacarú Clube de Orquestra Sai da Frente Dona Emília -Rangel Tribo Indígena Pele Vermelha - Rangel Tribo Indígena Tupi Guarany - Mandacarú Clube de Orquestra São Rafael Freve & Folia - São Rafael Tribo Indígena Guanabaras - Mandacarú Tribo Indígena Xavantes - Multirão Clube Orquestras Ciganos do Esplanada - Esplanada Tribo Indígena Africanos - Cristo Escola de Samba Mirasol - 13 de Maio Escola de Samba Resplendor - São José Escola de Samba Acadêmicos de Cruz das Armas - Cruz das Armas

(foto: PBr)
Se não fosses água
que música serias?

Eugénio de Andrade

sexta-feira, fevereiro 17, 2006


Programa
Carnaval na Praça das Galinhas
Banco de Portugal
Economia portuguesa melhora em Janeiro

A economia portuguesa voltou a dar sinais de melhoria em Janeiro, segundo o indicador coincidente hoje divulgado pelo Banco de Portugal no relatório dos indicadores de conjuntura.
De acordo com os dados, o indicador coincidente mensal da actividade económica, que informa sobre as tendências subjacentes à evolução da economia portuguesa e que vale pelo seu carácter qualitativo, subiu 0,2 por cento em Janeiro em relação a igual mês de 2005, depois de ter estagnado em Dezembro e de ter caído 0,1 por cento.
O Banco de Portugal diz, por isso, que os dados sugerem que a actividade económica "voltou a apresentar uma ligeira melhoria".
O indicador coincidente de actividade sintetiza informação relativa ao Produto Interno Bruto (PIB), ao volume de vendas no comércio a retalho, às vendas de veículos comerciais pesados, às vendas de cimento, ao índice de produção da indústria transformadora, a situação financeira das famílias, as novas ofertas de emprego e ao enquadramento externo.
O relatório do Banco de Portugal hoje divulgado refere também que os dados apontam para a continuação da recuperação do consumo privado, a qual já tinha sido iniciada final do ano passado.
O indicador coincidente do consumo privado subiu 1,3 por cento em Janeiro, apesar do indicador de confiança dos consumidores se ter mantido negativo.
Ao nível do investimento, os sinais não são muito animadores:
houve queda da venda de veículos ligeiros comerciais e descida das vendas de cimento, numa altura em que a confiança no sector da construção se deteriorou.
Olha ela!

quinta-feira, fevereiro 16, 2006


(in DN, de 14 de Fevereiro)

Liberdade de Imprensa

Lições

1. Utilizar sempre usb pens para guardar todas as informações relevantes.
2. Recorrer mais frequentemente ao gravador de cd/dvd's
3. Formatar regularmente o disco rígido.
4. Telefonar usando skype ou voipbuster.
5. Não escrever em sites/blogs registados em domínios portugueses.

...tiradas daqui.
Casa do jornalista Jorge Van Kriken também foi alvo de buscas
PJ efectua buscas no "24 Horas" por causa do "envelope 9"

A Polícia Judiciária realizou hoje buscas na redacção do jornal "24 Horas", numa diligência aparentemente relacionada com as notícias publicadas pelo diário sobre os registos de chamadas telefónicas de várias figuras de Estado, apensas ao processo Casa Pia.
Um juiz de instrução, um procurador do Departamento de Investigação e Acção Penal e investigadores da Polícia Judiciária entraram hoje de manhã na redacção do jornal, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, onde dedicaram particular atenção ao computador de um dos jornalistas autores das referidas.
Em simultâneo, em Portalegre, as autoridades efectuaram uma busca à casa do jornalista "free-lance" Jorge Van Krieken, outro dos autores da notícia que originou a instauração de um inquérito pela Procuradoria-Geral da República.
O caso dos registos telefónicos de várias figuras de Estado inseridos no envelope número 9 do processo de abusos sexuais de menores da Casa Pia foi denunciado há um mês pelo jornal "24 Horas".
Na altura, o procurador-geral, José Souto Moura, anunciou a abertura de um inquérito com carácter de urgência para apurar como tinham ido parar ao processo os registos telefónicos, mas até agora não foram divulgadas conclusões.


Comentário:

É típico. Quando alguma coisa corre mal neste país, são os jornalistas que pagam as favas. Agora é a justiça que procura na redacção do «24 Horas» a solução para os problemas que não consegue solucionar dentro da sua própria casa.
A acusação ao abrigo da qual os magistrados entraram nas instalações de um órgão de comunicação social livre de um país democrático, é digna de um país terceiromundista da América Latina. Não venham falar que os muçulmanos são fundamentalistas. Isto o que é?
Meus amigos, os jornalistas são o último bastião da democracia e da liberdade de expressão deste país. Quando os jornalistas forem finalmente calados perante a complacência de toda uma população que não sabe que também lhe estão a mexer nos seus próprios Direitos, Liberdades e Garantias, aí ficarão todos saciados. Aí, os portugueses vão acordar, mas já pode ser tarde demais.
Alcione em Espinho, Porto e Lisboa

A cantora e trompetista brasileira, Alcione, regressa a Portugal para três concertos em Espinho, Porto e Lisboa, de 27 de Fevereiro a 03 de Março, anunciou a organização.
Os espectáculos estão marcados para o Casino de Espinho, dia 27, e para os coliseus do Porto e Lisboa, a 01 e 03 de Março, respectivamente, refere a Portoeventos em comunicado.
Alcione vai apresentar em Portugal o seu último álbum, "Uma Nova Paixão", editado em 2005, com produção de Jorge Cardoso.
"Um cheirinho a Brasil no Carnaval", refere a organização, destacando o sucesso que Alcione tem tido com "sambas predominantemente românticos".

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Martinho da Vila: Duas noites em Ovar

Entrevista com Martinho da Vila
«Cantando a vida em tom maior»

«A avó da minha ex-mulher adorava Martinho da Vila. Dizia: “Esse cantor me faz tanto bem! Ele está sempre sorrindo”! E Martinho – como lerão nesta entrevista – realmente é assim: um sorriso nos lábios, manemolência no corpo e batuque na alma. Mantém diante de um mundo partido o alto astral. Quando armam confusão ou pagode faz a tristeza sambar no jogo do jongo. Ele sabe que na folia os esperançosos são reis. Como diz Heloneida logo abaixo, ele tem o dom da alegria. Não o júbilo oco da gargalhada incontida, mas um+a animação militante que usa o ritmo e o riso denunciando mazelas para transformá-las em bem-querer. A primeira palavra do seu primeiro grande sucesso nacional é “felicidade”, embora a música decante uma situação infeliz e injusta. Devagar, devagarinho, sem gritar palavras de ordem unida, é um militante das raças, forjando laços com os africanos, tecendo sons com os latinos. Em sua fazenda-instituto roceiros aprendem a ler e em seus discos nós, os urbanos, aprendemos a ouvir os tambores do interior. Cantando alto, cantando baixo, diz que a vida vai melhorar. Ou como o saudou Poerner ao final deste papo: “Enfim, um otimista”! Um papo onde entraram na roda Ziraldo, Arthur Poerner, Paula Sack e eu (da equipe do Caderno B) e puxando o samba a deputada e feminista Heloneida Studart e o teatrólogo e boêmio Nelsinho Rodrigues Filho. (Ricky Goodwin)

Arthur Poerner - Martinho, eu te conheci em circunstâncias interessantes. Nas rodas de samba do Teatro Opinião, em 1966, apareceu um sujeito muito simpático cantando suas músicas, todo mundo gostou dele, mas aí alguém descobriu que ele era sargento. Tinha havido o golpe há dois anos e todo mundo era bronqueado com os militares.

Martinho da Vila - Teresa Aragão promovia umas rodas de samba no Opinião chamadas A Fina Flor do Samba. Era o único ponto de samba em toda a Zona Sul. O público ali era esquerdista, comunista, pessoal do partidão. Quando descobriram que eu era sargento, ficou aquele zum-zum-zum...

Poerner - Acabou que conversando com Martinho, tivemos que reavaliar alguns de nossos conceitos sobre as Forças Armadas.

Martinho - Mas os sargentos eram considerados de esquerda dentro do Exército. De uma maneira geral, tinham sido janguistas.

Heloneida Studart - Um dos pretextos para derrubarem o Jango era que ele privilegiava muito os sargentos e os subtenentes, inclusive aumentando seu soldo, quebrando assim a hierarquia.

Martinho - O pessoal da Zona Sul desconfiava de mim porque eu era militar, e no Exército me consideravam um comunista, por causa dos amigos com quem eu andava. Quando terminei o curso de Aperfeiçoamento de Sargento, em 64, me formei como contador, mas o diploma não tinha validade fora do Exército e fui fazer Contabilidade na Cândido Mendes, um ponto da esquerda. Aí descobriram lá que eu era sargento e todo mundo se afastou de mim... porque tinha muita gente do Exército infiltrada mesmo nas universidades. Sabem o que eu fiz para resolver isso: um dia fui fardado na sala de aula. Foi um espanto! (ri)

Poerner - Ficou evidente que você não era do SNI, senão não apareceria fardado.
Dermeval Netto - Como era a música que você ouvia na zona rural fluminense, onde cresceu?

Martinho - Nasci em Duas Barras, depois de Friburgo. Era jongo, folia de reis... Duas Barras é próximo a Minas e ouvi muita música mineira de interior. Mas com quatro anos de idade vim pro Rio. Só voltei a Duas Barras depois que fiquei famoso. Todo mundo pensava que eu era baiano, por ter surgido na mesma época que Gil e Caetano, e também pelo meu jeito baiano. (ri)

Ziraldo - Manemolente... devagar, devagarinho...

Martinho - Naquela época eu falava menos ainda... Rapaz, quando revelei que tinha nascido em Duas Barras foi um acontecimento na cidade! Me convidaram para ir lá, hospedaram toda a minha família, programaram uma festa com banda de música e tudo. Me levaram para a igreja onde fui batizado, para o cartório onde fui registrado, e para a casa onde nasci, porque meus pais era colonos da terra, muito queridos pelos patrões, e quando eu estava para nascer trouxeram minha mãe para a sede da fazenda. Quando cheguei lá essa fazenda estava à venda e eu comprei! Anos depois criei lá um instituto cultural para alfabetização de adultos e o ensino de música voltada ao folclore.

Ziraldo - De onde vem essa consciência participativa? Você é um dos artistas brasileiros mais comprometidos com a questão do seu semelhante.
Martinho - Fui adquirindo isso com o tempo. Primeiro foi através do Salgueiro, que na época era uma escola de samba engajada. Quando Fernando Pamplona e companhia fizeram o enredo Zumbi dos Palmares, ninguém conhecia Zumbi no Brasil. Depois, em 69, fui convidado para ir a Angola, que ainda era colônia. Aqui não se tinha notícia do que se passava na África, era como se tudo fosse uma grande floresta onde se aprisionavam escravos.

Ziraldo - O próprio Lula agora se espantou com as cidades africanas: ''É tudo arrumadinho! As ruas são asfaltadas! Nem parece a África''.

Heloneida - Você conheceu os líderes guerrilheiros de Angola, como Agostinho Neto?

Martinho - Agostinho estava combatendo na floresta, mas conheci muitas pessoas que hoje são dirigentes do país. A gente se reunia num clube chamado Marítimo Africano para cantar e festejar. Aí, começaram a me levar nas favelas, mas os portugueses que me contrataram - que eram do lado contrário - não queriam me deixar ir. Em Angola fui tomando mais noção das coisas. Hoje, os angolanos me consideram uma pessoa que faz parte do seu processo de libertação.

Dermeval - E você se transformou numa espécie de embaixador informal de Angola no Brasil.

Martinho - Tenho esse título honorário. Como não havia embaixada aqui, sempre que vinha um dirigente ou empresário eu é que o recebia.

Ziraldo - Quantas vezes você voltou a Angola?

Martinho - Muitas vezes. Vim de lá ontem. (risos)

Ziraldo - Mas vamos voltar à sua história. Você saiu de Duas Barras e veio morar onde no Rio?

Martinho - Na Serra dos Pretos Forros, Boca do Mato. Depois de Vila Isabel, depois de Lins de Vasconcelos. O cara que vinha se aventurar no Rio arrumava emprego nas construções e ia morar nas favelas junto com seu núcleo de origem. No morro carioca onde eu morava tinha um núcleo mineiro e um núcleo nordestino e tomei contato com todas essas culturas.

Ziraldo - Quando você sentiu que seria capaz de fazer um samba?
Martinho - Antigamente tinha muito campo de pelada e no meu morro tinha três times bons. Eu jogava no Boca do Mato. Quando a gente ia jogar em outro lugar, ia de caminhão, com uma torcida, e eu pra animar o pessoal no caminho pegava músicas de sucesso e botava letra falando do time. O pessoal me perguntava: ''E aí, qual é a nova?'' Depois passei a criar músicas minhas para o Boca do Mato. Aí surgiu uma escola de samba lá.

Ziraldo - Martinho, por que você virou da Vila se é da Boca do Mato?

Martinho - Me chamo Martinho José Ferreira. Quando fui gravar meu primeiro disco, em 69, tinha um partido alto chamado Quem é do mar não enjoa: (canta) ''Quem quiser saber meu nome / não precisa perguntar / sou Martinho lá da Vila / partideiro devagar''. Aí puseram esse nome no disco. (ri)

Ziraldo - Esse disco é o que tem... (canta) ''Felicidade / passei no vestibular''?

Martinho - Pequeno-burguês. Foi um disco que fez o maior sucesso. A principal faixa era Casa de Bamba: (canta) ''Na minha casa todo mundo é bamba / todo mundo bebe, todo mundo samba''. Até hoje foi o disco que mais vendeu na minha carreira.

Ricky Goodwin - O interessante do sucesso do Martinho com esse disco foi ele ter emplacado inclusive no meio dos intelectuais, em plena tropicália, quando o samba estava fora das paradas de sucesso.

Poerner - Porque as músicas dele tinham um lado de protesto, como na música Tom maior. Canta um pedaço dessa música para a gente.

Martinho - ''Está pra nascer em você o que o amor gerou / ele vai nascer e há de ser sem dor / Ah, eu hei de ver você ninar e ele dormir / Hei de vê-lo andar, falar, sorrir / E enquanto quando ele crescer / Vai ter que ser homem de bem / Vou ensiná-lo a viver / onde ninguém é de ninguém / Vai ter que amar a liberdade / só vai cantar em tom maior / Vai ter a felicidade de ver um Brasil melhor''.

Dermeval - Mas o Martinho já tinha aparecido na mídia cantando um partido alto no festival da Record de 67: Menina moça.

Martinho - Eu mandei essa música só de onda, não sonhava em concorrer nos festivais, então nem acompanhei a classificação. Tiveram que me procurar, não me acharam, não apareci para cantar a música, porque os finalistas eram gravados antes em um disco. Tinha um conjunto muito bom que substituia os artistas que faltavam, O Quarteto. Mas eles não sabiam fazer a cadência do partido alto. Ficou outra música! Era uma canção simples, falando da insatisfação das pessoas, mas pegando uma menina moça que vai passear, depois quer namorar, depois quer casar, depois quer brigar, depois quer desquitar... E desquitar era uma palavra proibida na época! A música foi censurada! Ainda mais que depois de desquitar a menina moça quis amigar! Fizeram uma campanha de que eu era contra a instituição da família! (ri) Nesse mesmo festival, Alegria alegria'' foi censurada, disseram que era uma alusão ao LSD. Depois a Record conseguiu liberar apenas para constar no festival. Como foi premiada e fez muito sucesso não tiveram como segurar, mas a minha que não foi premiada continuou censurada. Só queriam músicas ufanistas! (ri novamente)

Ziraldo - Você foi o primeiro a trazer o partido alto para o consumo da classe média, né?


Martinho - Existiam umas coisas antes, como Clementina, mas era meio apadrinhado.
Ziraldo - O partido alto é uma coisa emocionante, né Martinho? Aquela roda de pessoas, todo mundo improvisando, passando os versos de um para outro.

Martinho - É legal, né, algo ligado à bebida, à comida e à música, e onde você participa mesmo, não é como um show onde as pessoas ficam assistindo.

Ziraldo - Como é seu processo de criação? Você cria primeiro a letra ou a melodia?

Martinho - Crio de muitas formas. Na maioria das vezes, um parceiro faz uma parte da música e eu completo. Tenho uma capacidade muito grande de musicar coisas.
Ziraldo - No texto que escrevi para a capa do seu segundo disco eu já estava impressionado com o seu toque pessoal. Tem música que toca e você logo diz: ''Isso é do Ataulfo Alves''. Ou: ''Isso é Paulinho da Viola''. Você também tem um estilo que marca.

Martinho - São pessoas que não tiveram formação musical, são intuitivos, criam músicas fora das escolas, sabe como é? Os maestros agora estão mais abertos para isso, mas antes diziam que as nossas músicas é que estavam erradas.

Dermeval - A partir de certo momento, o seu samba se volta para as raízes musicais brasileiras. Você fez um disco de cirandas, um disco com cantos de lavadeiras, entrou de cabeça no folclore.

Martinho - Isso começou com minhas viagens. O que a música me deu de melhor foi a possibilidade de viajar. Meus colegas nunca saíam da Boca do Mato, já eu gostava de pegar o bonde e ir para Copacabana. Depois comecei a andar pelo Estado do Rio. Com o sucesso, fui para Pernambuco, para o Norte do Brasil, para a África...
Ziraldo - Você já sonhava com seu destino?

Martinho - Nunca. Eu sonhava em mudar para a cidade. Tudo foi acontecendo por acaso. Tanto que só mandei música para festival porque os colegas insistiram muito. Quando a RCA me chamou para fazer um contrato, pensei que era para fazer alguma música para um grande cantor. Quando cheguei lá e disseram que queriam me contratar como cantor foi uma decepção. Nunca tinha pensado em ser cantor! Eu queria era fazer musicas. ''Ah, esse contrato eu não quero... Martinho, essa é a maior gravadora do Brasil no momento! Qualquer artista gostaria de ter essa proposta!'' Insisti tanto que propuseram um acordo: me dariam o estúdio para eu gravar um disco com minhas músicas e em seguida eu faria um disco de cantor. Gravamos um disco simples, sem nada de produtor, mas aí ele arrebentou e nunca gravei o disco de cantor!

Poerner - É extraordinário como você conseguiu criar um estilo totalmente diferente num país de excelentes cantores.

Martinho - Como eu não sonhava ser cantor, não me espelhava em ninguém, e tendo que me virar de repente saiu essa maneira de cantar. (ri)

Heloneida - Nós estamos aqui entrevistando o Martinho e ainda não falamos das mulheres na sua vida.

Ziraldo - Sou testemunha do sucesso que você fazia com as mulheres! Essa malemolência é sedutora... Uma vez uma mulher me falou: ''Homem tem que saber segurar numa mulher. O jeito dele botar a mão na cintura da mulher é fundamental''. Nessa noite fui numa festa e fiquei reparando como esse canalha desse Martinho pousava a mão direitinho nas mulheres! Você ganha do Vinicius, tem mais de nove casamentos, né?

Martinho - O que é isso, Ziraldo! São quatro casamentos só! Tenho oito filhos e nove netos! Minha primeira mulher foi Anália, mãe de Martinho Augusto, Analimar e Martinália. Depois morei com a Russa e tivemos Tunico e Juliana. Só de Russa foram 20 anos. Tive depois uma filha com a Rita, a porta-bandeira do Salgueiro, que se chama Maria e é pianista erudita. Com a Cleo casei no papel e temos dois filhos, Preto e Alegria.

Ziraldo - Ele chama Preto mesmo?

Martinho - Todo mundo achou estranho esse nome. Com a família da minha mulher, gaúchos de São Borja, todos brancos, até que não teve problema. Mas com a minha família, toda de pretos...

Nelsinho Rodrigues Filho - Você teve problemas na sua vida por ser negro?

Martinho - Eu transo com os problemas, os dissabores, as doenças, tudo de ruim que acontece, de uma maneira para cima. Eu deleto. Se me perguntarem se já fiz alguma cirurgia, conscientemente demoro para responder, tenho que dar uma pensadinha. Nem me lembro. Minha filosofia de vida é: se é ruim, esqueço. Artista tem mania de falar que sofreu. Já notou como todos passaram fome? Parece que pega bem. É provável que tive problemas de fome, saí da roça e fui morar na favela, não tinha água nem luz, era barracão de zinco, meu pai morreu quando eu tinha dez anos... mas eu não me lembro.

Ziraldo - Grande parte da humanidade aceita a vida com naturalidade. Nem imaginam que possa haver outra coisa.

Martinho - Não é isso, Ziraldo, o conformismo é outra coisa. Eu, quando a bola vem
no pé, jogo com ela, e vou para a frente. Sei que intelectualmente o otimista não é bem visto, mas é assim que eu sou. (ri)

Heloneida - Você tem é o dom da alegria.

Ziraldo - O compromisso dele com a alegria é tanto que botou esse nome na filha.

Martinho - Mas todos os grandes revolucionários foram otimistas! O pessimista não acredita que as coisas possam mudar. Minhas músicas enfocam os problemas mas sempre com uma esperança.

Ricky - Por falar em driblar os problemas, como é que você conseguiu ficar tanto tempo sem casar de fato?

Martinho - Eu não era casado, mas morava com Anália e meus filhos, era um marido e pai, só que eu morava também na casa da minha mãe. Não era uma relação de casamento comum. Com a Russa foi mais sério, mas nos últimos anos a gente estava se desentendendo. Levamos uns dez anos nos separando. Com a Rita, namorei, botei um apartamento para ela, tivemos uma filha, mas nunca casamos mesmo.

Ricky - Mas agora você levou uma prensa e teve que casar de papel passado!

Martinho - Porque Preta queria casar, tinha 16 anos e eu já com 48. Ficamos um tempo namorando mas ela falando o tempo todo em casar. Eu estou numa fase em que sempre estou me preparando para deixar a vida artística, só que as coisas vão acontecendo, aparece outro sucesso... Falei então que eu casaria se fosse para morar na roça, em Duas Barras. Casamos inclusive na fazenda lá. Eu sou 32 anos mais velho - vou fazer 68 anos no dia 12 de fevereiro - mas ela é mais antiga do que eu, é mais formal. É ela quem administra o Instituto Cultural Martinho da Vila.

Ziraldo - Quantos discos você tem?

Martinho - São 36. Um por ano. Dei muita sorte na vida de estar em contato com coisas como Donga e João da Baiana... Tive contato com a esquerda brasileira no período certo. Tive contato com a África no seu momento revolucionário. Assim vieram Batuque na cozinha, depois o canto das lavadeiras com Madalena...

Dermeval - Quizomba, com Vila Isabel, em 88, foi um momento importante na sua vida. Depois do Salgueiro com Zumbi dos Palmares, só Kizomba teve tamanha repercussão como carnaval de negritude.

Martinho - Quando a Vila Isabel foi para o primeiro grupo, o presidente me chamou para reforçar a escola. Kizomba eu fiz o enredo. O samba é de Luis Carlos da Vila. Oito sambas-enredos meus já foram para a avenida. Hoje sou presidente de honra da Vila Isabel, o que costuma criar choques com o presidente administrativo, por isso dei uma afastada. Também não faço mais samba-enredo, hoje é outra fórmula, tem grupos de dez fazendo sambas, o mesmo compositor faz para cinco ou seis escolas.

Poerner - Que nem jogador de futebol beijando tudo quanto é camisa.

Martinho - Neste carnaval o novo presidente, o carnavalesco e o diretor de carnaval chegaram: ''Martinho, queriamos uma idéia sua para enredo''. ''Agora não, antes eu fazia os enredos porque a escola estava numa situação difícil''. ''Mas podemos fazer enredo sobre esse seu disco novo, Brasil latinidade, é um momento bom para isso''. ''Tá, mas eu não quero ser autor'' Fizeram então o enredo Sou louco por ti América e voltaram pedindo para eu fazer o samba-enredo. ''Já disse que eu não ia fazer''. ''Mas você podia fazer então um samba, não para concorrer, mas que servisse como base para a escolha''. Peguei Luís Carlos e fizemos o samba, com uma melodia dolente, sem ser esse oba-oba que rola agora. Aí vieram: ''Martinho, podemos botar o samba na quadra''? ''Olha, eu não vou defender o samba, não gosto dessa forma de disputa''. ''Deixa com a gente!'' Mas aí acabou que cortaram o samba. Quando viram que não iam usar o samba que me pediram deviam pelo menos ter me avisado! É que nem eu encomendar um desenho a você, Ziraldo, não usar e nem falar nada! Agora parei mesmo com eles...

Poerner - Como você entrou na literatura?

Martinho - Também foi por acaso. A Editora Global criou a série de livros juvenis Quem canta conta e chamaram artistas como Rita Lee, João Bosco e eu. Fiz Vamos brincar de política?, onde crianças numa fazenda, sem os pais, tinham que se organizar. Depois, em 88, escrevi um livro sobre o Kizomba, para que aquilo ficasse registrado. Quem fez a pesquisa comigo foi a jornalista Dulce Alves. Aí peguei o gosto e escrevi quatro livros de ficção. Quando gravei um disco chamado Lusofonia com músicas e artistas dos 18 países lusófonos, descobri que os brasileiros não sabem quase nada sobre esses países. Quais as diferenças entre Cabo Verde e Açores? Escrevi um livro sobre isso e para não ser só uma coisa didática criei o romance de um jornalista que viaja por esses países.
Ziraldo - Você escreveu um livro sobre a sua mãe, né? Também, depois de ter custado
tanto a sair da barra da saia dela!

Dermeval - Você falou muito na espontaneidade, disse que é intuitivo, não pensa nas coisas que faz, mas seus últimos projetos são muito ligados a movimentos culturais. Lusofonia veio num momento de discussão da língua portuguesa, com a atenção voltada aos países africanos. Latinidade vem num momento de valorização da América Latina.

Martinho - Meus discos dos últimos tempos realmente são pensados como projetos. Tem uma proposta. Pesquiso para fazer discos como aquele com a cultura de Pernambuco, ou aqueles baseados no folclore. Dos meus 36 discos, só uns dez tem samba mesmo.

Ricky - Qual é o projeto em que está pensando agora?

Martinho - Latinidade foi voltado para os países com idiomas de origem latina, incluindo o português, o espanhol, o francês, o italiano, até o romeno. Agora quero fazer um disco mais da América do Sul. Quero fazer um disco para os povos vizinhos.
Dermeval - São projetos sobre os quais você detém o controle. Como é que um músico brasileiro tem tanta independência para fazer esses trabalhos?
Martinho - As pessoas fazem as coisas pensando em si, na sua carreira individual, eu faço porque tenho que fazer. Meu primeiro disco aconteceu por acaso, eu nem sabia como era gravar um disco. No segundo disco eu já quis botar orquestra, ter arranjos, e quando este não vendeu tanto, a gravadora me cobrou uma volta ao cavaquinho e violão. Falei então que eu ia parar e voltar para o quartel. ''Não! Seu disco ainda é o mais vendido da companha!'' Ah... percebi então que se eu fosse firme ninguém se meteria no meu trabalho. (ri) Vim assim até hoje. Numa determinada fase saí da gravadora e passei a fazer meus discos com o Mazzola, que tem seu próprio selo.

Poerner - Com tanta coisa que você faz, ainda pode ser considerado um boêmio?

Martinho - Não sou mais. O boêmio não é quem bebe, é aquele cara que vive os bares. É um profissional. (ri)

Nelsinho - Tenho um colega em Portugal que o figueiredo dele bateu pino, ele deixou de beber, mas continuou a ser boêmio. Toma água tônica com limão, mas ainda é o último a sair dos bares. Com a vantagem de poder levar todo mundo em casa.

Martinho - Mas hoje estou mais sossegado... não acho tanta graça. Estou devagar... devagarinho... (ri novamente)

Poerner - Para terminar, fale do Brasil de hoje.

Martinho - O Brasil está vivendo uma de suas melhore fases.

Poerner - Enfim, um otimista!

Martinho - Os problemas de corrupção que estão aí à mostra sempre existiram e não vinham à baila. Não estou dizendo que tenha sido alguma ação do governo atual que tenha levado a isso. Foi o momento. Me lembro quando qualquer pessoa que tivesse alguma projeção não ia em cana. Há uma evolução. Em termos internacionais o Brasil está com força. A política externa brasileira é a melhor de todos os tempos.

Dermeval - E em termos culturais?

Martinho - Poderia ser bem melhor. Gilberto Gil é um bom político e é ótimo para o governo porque é carismático e abre portas. Gil é quase um relações-públicas do governo Lula. Acho legal ele estar lá, nunca tivemos um negro ministro, nem artista ministro, e isso já é alguma coisa. Tem horas em que não podemos bater de frente para não atrapalhar futuros avanços.

Ricky - Você não esteve no Ano do Brasil na França, né?

Martinho - Não, e fiz um disco cantando em francês, o Conexão Brasil-França, mostrando a influência francesa na formação brasileira. Minhas músicas chegam na França. Quando Madeleine Peyroux veio ao Brasil fez questão de ver meu show no Canecão. Aliás, ela teve uma atitude legal: onde ela vai se apresentar, deixa um percentual do cachê para uma instituição social, e quando soube do meu instituto doou US$ 6 mil. (ri) Beleza!

(Enviado por JB online)

terça-feira, fevereiro 14, 2006

A pinta do Puto


Aconteceu durante o jogo que opôs o Chelsea ao Liverpool. No túnel de acesso aos balneários, o «puto-maravilha» estende a mão a Gerrard, só um dos melhores do jogadores do mundo. E faz-lhe isto... Notável.

Diz sondagem norte-americana
Maioria dos solteiros está feliz em sê-lo

A maioria dos solteiros norte-americanos está feliz nessa situação e não se interessa em procurar uma alma gémea, segundo uma nova sondagem que contrasta com o êxito crescente do Dia dos Namorados.
Nos Estados Unidos, 43 por cento dos adultos afirmam ser solteiros, ou seja 83 milhões, mas apenas 16 por cento deles procuram parceiro amoroso, indica a sondagem realizada pelo Pew Internet and American Life Project.
Mais de metade dos solteiros norte-americanos (55 por cento) afirma não estar à procura de uma alma gémea, uma atitude que é mais pronunciada entre as mulheres, os divorciados ou os viúvos.
Mais surpreendente é que 51 por cento dos solteiros jovens, com idades entre os 19 e os 29, dizem não estar à procura de um "idílio" amoroso.
Mesmo entre os que se declaram "activos" no plano amoroso, 36 por cento admite não ter tido encontros amorosos nos últimos três meses, 13 por cento teve um, 22 por cento entre duas e quatro aventuras, e um quarto teve cinco ou mais.
Quanto ao melhor local para procurar parceiros, 38 por cento dos indivíduos em casal disseram ter encontrado o seu par no meio profissional ou escolar.
Um em cada três conheceu parceiro por intermédio da família ou de amigos e 13 por cento numa discoteca, um bar ou um café, e apenas 3 por cento dos casais felizes se encontraram através da Internet.
O estudo, enquadrado numa investigação mais ampla sobre os encontros pela Internet, foi realizado em finais de 2005.
«Equador» arrecada prémio em Itália

Um dos livros preferidos do pessoal do «NdO», "Equador", de Miguel Sousa Tavares, conquistou em Itália o prémio literário "Grinzane Cavour 2006", anunciou hoje a editora, Cavallo di Ferro.
O prémio, instituído em 1982, é considerado um dos quatro mais importantes em Itália, a par dos prémios Strega, Campiello e Viareggio, e o mais prestigiado para a literatura estrangeira publicada no país, afirma a editora em comunicado.
A escolha dos vencedores é decidida por um duplo sistema: a selecção feita pelos críticos (escritores, jornalistas culturais e críticos literários) e o voto popular, constituído por leitores entre os estudantes de italiano de várias instituições nacionais e estrangeiras (Berlim, Bruxelas, Paris, Moscovo, Praga, Estocolmo, Tóquio, Cairo, Buenos Aires e Salamanca).
A editora indica que a atribuição do prémio confirma "a excelente recepção da crítica e do público italiano à obra do escritor português", lançada em Outubro pela Cavallo di Ferro.
O nome de Miguel Sousa Tavares figura agora ao lado de outros escritores agraciados com o Grinzane Cavour, reconhecidos a nível mundial e que em alguns casos receberam posteriormente o prémio Nobel.
Entre os vencedores do prémio italiano em edições anteriores estão Julien Green (1991), Gunter Grass (1992), Czeslaw Milosz (1993), Carlos Fuentes (1994), Bohumil Hrabal (1995), Kenzaburo Oe (1996), Yves Bonnefoy (1997), Jean Starobinski (1998), V.S Naipul (1999), Manuel Vasquez Montalban (2000), Doris Lessing e Toni Morisson (2001), J.M Coetzee (2003), Mário Vargas Llosa (2004) e Anita Desai (2005).

O Moliceiro do futuro

O moliceiro do futuro vai chamar-se moliate. O nome diz quase tudo. É uma mistura de moliceiro com iate, uma combinação para o barco tradicional da ria se transformar numa embarcação confortável que permita passar horas ou dias na laguna de Aveiro. O projecto da Associação dos Amigos da Ria e do Barco Moliceiro (AARBM) , a única entidade que ainda constrói moliceiros, está para ser aprovado pelo Instituto Marítimo Portuário, contando a AARBM fabricar ainda este ano o primeiro moliate, o moliceiro cabinado. O estilista Miguel Vieira foi convidado para desenhar e decorar a embarcação, que irá custar entre 35 a 50 mil euros.
"Isto não significa o fim do moliceiro tradicional", frisa Eduardo Costa, o novo presidente da AARBM, uma instituição sediada na Murtosa. "Os nossos estaleiros vão continuar a fazer moliceiros, mas para isso é necessário que haja encomendas", lembra. O que não aconteceu o ano passado. O único estaleiro que constrói moliceiros apenas reconstruiu embarcações em 2005. "Perto de meia centena, mas nenhum novo", confirma o responsável da associação.
A Câmara de Aveiro, e também a de Ovar, têm sido os principais impulsionadores da produção de moliceiros, "mas não chega", diz Eduardo Costa. "É necessário que as restantes autarquias da região e a própria Associação de Municípios da Ria digam o que querem para o barco histórico. Temos a estrutura montada, só falta quem garanta a sustentabilidade do ex-libris", refere o presidente.
É neste quadro de marasmo que surge a ideia de avançar com o projecto de um moliceiro com cabina, à imagem de outras embarcações tradicionais europeias que se actualizaram em termos de conforto, navegando ao encontro das necessidades do mercado. "O moliceiro não tem condições para se passar muitas horas na ria, não só pelo desconforto, mas também devido à navegabilidade, daí a ideia do moliate", contextualiza Eduardo.
A cabina vai alterar a estrutura do barco. Uma empresa de Lisboa efectuou o projecto de estabilidade da nova embarcação que manterá, todavia, uma série de características tradicionais, como as cores, os desenhos, as legendas e o comprimento. O moliate medirá cerca de 15 metros, mas será mais largo. Terá quatro metros. O moliceiro tem cerca de 2,60 metros. "Ficará equipado com beliches e outras estruturas de apoio, podendo acolher até 10 pessoas", avança Eduardo Costa.
A decoração interior, bem como o design do moliate, deverá ficar a cargo do estilista Miguel Vieira, um aveirense do norte do distrito, que já fez um primeiro esboço do barco. Miguel Vieira não quer, para já, apresentar a primeira imagem, pois poderá não ser a definitiva.
O moliate poderá vir a ser feito em fibra de vidro, mas o primeiro será feito em madeira, tal como os moliceiros, e já tem destinatário(s). "Um grupo de directores vai comprar o primeiro", revela o presidente. O moliceiro cabinado custará "entre 35 e 50 mil euros", estima o director, que espera ver ainda este ano o primeiro moliate na ria de Aveiro.
A associação espera construir quatro moliates por ano, devendo, para isso, contratar mais dois mestres de carpintaria. Do estaleiro da Murtosa sairá a embarcação que "permitirá aos amantes do moliceiro gozar a ria com todo o conforto", conclui Eduardo Costa. («JN»)

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Ovar na BTL 2006

Que vergonha...melhor dizendo, que decepção. Para ser sincero, não tenho palavras para descrever o que vi, de tão mau que era.
Na verdade, não esperava que o Stand da «Rota da Luz», onde a região de Ovar está inserida, que esteve presente na edição da BTL'06 (Bolsa de Turismo de Lisboa), estivesse tão mal. Acho que foi o pior dos últimos anos. Antes de relatar o que vi a todos aqueles que não tiveram a oportunidade de se deslocarem até Lisboa para assistirem a esta Feira relacionada com o sector do Turismo e Hotelaria, gostaria de lançar algumas questões ao Sr. Presidente da Camara Municipal de Ovar, que apoiou o actual Presidente da Rota da Luz nas últimas eleições.
- Sr. Presidente, não acha que deveríamos ter outro reconhecimento neste organismo, uma vez que o senhor apoiou o candidato que ganhou a presidência?
- Não acha que devemos deixar, em algumas ocasiões, a cor do partido de lado, e apoiar as pessoas da nossa região para que, de uma vez por todas, Ovar seja reconhecido e valorizado pelo rico património cultural e artístico que possui, dando-se a conhecer através deste veículo?
- Já reflectiu que o Turismo poderá ser a tábua de salvação da região de Ovar, uma vez que a indústria está a desaparecer, e não existem investidores que queiram fixar-se por cá ?
Pois é, caros leitores. Todos os anos participo na BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa), como Profissional do ramo e fico «revoltado» e triste, porque a nossa região não é divulgada como deveria de ser. Este ano, como disse no inicio deste artigo, foi o pior Stand de todos os tempos: imagens antigas, sem animação, espaço pequeno sem visibilidade alguma (muito escondido) e o que é mais crasso, não existiam brochuras turísticas da cidade de Ovar ou da região de Ovar. A única existente era a do Hotel «Meia Lua».
Pergunto a quem de direito, se vale a pena continuar a sustentar organismos que apenas se preocupam com o seu próprio umbigo? Não acham que deveríamos copiar os bons exemplos, como são os casos de Santa Maria da Feira, e este ano, a agradável surpresa que constituiu o caso de Ílhavo, que desde já felicito pela inovação e pelo bom gosto, e que teve em conta as mais valias da região (casas tipicas da Costa Nova, o Farol da Barra, etc, etc...)
Ovar tem três excelentes cartazes turísticos; Carnaval, Sol e Praia e a Semana Santa (Procissões), que mais uma vez não foram dados a conhecer aos milhares de visitantes que por ali apareceram. Noutros Stands, exsitia animação (escolas de samba a desfilar pelos pavilhões), dava-se a conhecer a gastronomia, as festividades e tradições locais, e «nós» a ver os outros a crescerem, a desenvolverem-se e a cativarem a atenção dos milhares de visitantes que por ali passavam. Tive a oportunidade de conversar com três responsáveis hoteleiros da região, que também estavam na Feira, e todos foram unânimes em dizer que nada se faz, nada se incentiva, que miséria...
Permita-me que faça aqui e agora um pequeno comentário discordante das palavras proferidas por V. Exa. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Ovar, aquando do debate aberto com os restantes candidatos para as autárquicas, que a BTL não era interessante nem um veiculo de captação de turistas...
Contrariamente ao que o Sr. afirmou, a BTL é a feira mais importante no ramo do turismo e da hotelaria em Portugal e uma das mais importantes da Europa. Poderia ser, sem dúvida, uma forma de promover a nossa região, onde se fazem excelentes contactos com operadores turísticos estrangeiros e nacionais, para que estes coloquem Ovar na sua programação.
Chega, de uma vez por todas, de estarmos inseridos num organismo que não nos favorece em nada e nem promove o que de facto a região de Ovar é na verdade, e o que poderá ser caso as entidades que estão à frente da nossa cidade e região se mentalizem que a solução dos problemas principais é a aposta no Turismo e nos recursos naturais e culturais que possuímos.
Para terminar, deixo aqui um apelo. Desvinculem-se da Rota da Luz, criem uma Sociedade de Turismo (com gestão privada, como se de uma PME se tratasse) e tenho a certeza absoluta que Ovar será reconhecida, a nivel nacional e internacional, entrando no caminho certo para o AMANHÃ. Temos que estar no pelotão da frente e não continuar a ser meros espectadores a ver a corrida a passar...

Leitor devidamente identificado
Centenário do nascimento de Agostinho da Silva
Celebrações nacionais arrancam hoje

As comemorações do centenário do nascimento de Agostinho da Silva, pensador que continua controverso e enigmático, arrancam hoj e no Centro Cultural de Belém com o patrocínio da Ministra da Cultura, Isabel Pi res de Lima.
As celebrações incluem colóquios, exposições, publicação de livros a ed ição de um selo comemorativo, a abertura da cátedra "Agostinho da Silva" na Univ ersidade de Brasília e o baptismo de um avião da TAP com o seu nome.
As iniciativas resultam de uma parceria dos governos de Portugal e do B rasil (onde o escritor esteve exilado) e a Associação Agostinho da Silva e inclu em a projecção do documentário "Agostinho da Silva:um Pensamento Vivo" e a inaug uração da mostra "Agostinho da Silva:Pensamento e Acção" em cidades portuguesas e estrangeiras.
A efeméride revela que o pensador e pedagogo continua uma figura contro versa e enigmática, mesmo para os que com ele privaram.
Reconhecendo que a sua personalidade sempre o intrigou, o ensaísta Edua rdo Lourenço afirmou que "não era parecido com ninguém, excepto com ele próprio" e lamentou que a sua obra ainda esteja "pouco estudada".
Por seu lado, o escritor Fernando Dacosta afirmou à Lusa que se vive "u m tempo anti-Agostinho da Silva", pois "a sua filosofia e utopia" não têm eco ju nto dos governantes, apesar de Agostinho ter sido uma figura de "grande lucidez" .
Quanto a Nuno Nabais, professor de Filosofia em Lisboa, assegurou que " não existe um `pensamento Agostinho da Silva'" e disse acreditar que o pensador "estaria a rir-se, ao ver-se objecto de comemorações oficiais".
O escritor Baptista-Bastos, por seu lado, declarou à Lusa que Agostinho da Silva - "um grande museu clássico com um perfume de modernidade" - represent a "uma grande dose de utopia, de quimera e de esperança nas infinitas possibilid ades do Homem".
O filósofo e pedagogo Agostinho da Silva nasceu no Porto a 13 de Fevere iro de 1906, esteve preso no Aljube devido a polémicas com o Estado Novo e a Igr eja e optou por se exilar no Brasil, onde co-fundou as universidades federais de Paraíba e Santa Catarina e a Universidade de Brasília.
Quando morreu, em Lisboa, a 03 de Abril de 1994, Agostinho da Silva dei xou uma obra vastíssima que inclui textos pedagógicos, ensaios filosóficos, nove las, artigos, poemas, estudos sobre História e cultura e as suas reflexões sobre a religião.
Esperança

Para VER e reflectir.
Consegue ler?

UM D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0 N4
4R314.
3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35,
P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0 3575V4M QU453 4C484ND0, V310 UM4 0ND4 3
D357RU1U 7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4. 4CH31 QU3,
D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0, 45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0, M45 C0RR3R4M
P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4, R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4 C0N57RU1R
0U7R0 C4573L0.
C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40: G4574M05
MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3 M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4
0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R.
M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4
53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R!! S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3
C4R1NH0.
0 R3570 3 F3170 D3 4R314.
Dear, oh dear...

A Inglaterra corada de vergonha. Por causa disto.

domingo, fevereiro 12, 2006

Maomé/Caricaturas
Manifesto na Internet a favor
da liberdade expressão Ocidente


Um manifesto em defesa da liberdade de imprensa no Ocidente está a circular na Internet, com o objectivo de recolher assinaturas, sendo destinatários finais o ministro dos Negócios Estrangeiros português e o embaixador da Dinamarca em Portugal.
O professor universitário de Coimbra Rui Bebiano, um dos promotores do manifesto, explicou hoje que o documento representa "a recusa na cedência da liberdade de expressão nos países ocidentais", a propósito das reacções violentas dos muçulmanos à publicação de um conjunto de "cartoons" satíricos de Maomé.
O jornal dinamarquês "Jyllands-Posten" publicou a 30 de Setembro do ano transacto 12 caricaturas do profeta Maomé - incluindo uma em que é representado com um turbante em forma de bomba -, reproduzidas a 10 de Janeiro por um jornal norueguês e depois por vários "media" noutros países europeus, fazendo eclodir uma onda de violência em alguns países islâmicos, tendo como alvo principal instalações diplomáticas da Dinamarca.
"Um ódio que se assemelha a algo de irracional, inflamado nas multidões de rua, transformando-se assim na representação de uma vaga de barbárie", refere-se no manifesto, intitulado "Como uma liberdade" e que teve também como promotor o estudante universitário do Porto Tiago Barbosa Ribeiro.
"Numa democracia, as opiniões só existem na medida em que existe igualmente liberdade para as exprimir, divergir e criticar", lê- se no documento, que já recolheu cerca de mil assinaturas via correio electrónico.
"Em cada momento histórico, há um determinado universo de valores que só é dominante porque os sujeitos sociais os partilham de uma forma comum e plural. Em regimes autoritários, esse consenso é forçado por via de uma estrutura repressiva que se impõe aos cidadãos.
Na generalidade dos países islâmicos, uma religião é aliada desse aparelho coercivo", acusa-se no texto.
"Plasmando-se ao poder político" - acrescenta-se -, "as simbologias criadas por uma leitura dessa religião geram as próprias condições de reprodução do autoritarismo. Actualmente, a incapacidade de articulação de um discurso moderado no interior do Islão transforma essa realidade num cenário particularmente crítico".
Os promotores do manifesto consideram que "é absolutamente irrelevante se os 'cartoons' são ou não ofensivos, se são ou não 'despropositados", alegando que "todos os dias" surgem na imprensa "opiniões ofensivas e/ou despropositadas".
Rui Bebiano admitiu que "alguns dos 'cartoons' não são de particular bom gosto", mas realçou que "a liberdade de expressão não é discutível, é uma conquista do mundo ocidental, da qual não se pode abdicar, nem colocar em causa".
"(Ó) Ainda se justifica uma violência cega como legítima reacção à 'blasfémia'. Quem o faz, aceita regredir na capacidade de afirmar o princípio da diferença como o princípio inalienável da realização individual, seja ela minoritária ou não na sociedade em que se insere. Daí a separação formal entre Estado e igrejas nos países democráticos (Ó)", refere-se igualmente no manifesto.
Tiago Barbosa Ribeiro, que foi quem teve a ideia da iniciativa, e Rui Bebiano consideram que "os apelos de governos europeus para a 'responsabilidade' no uso da liberdade de expressão são a metáfora de um complexo de culpa em relação a algum passado histórico do Ocidente que não pode ser esquecido", vincando que "qualquer vírgula colocada na liberdade de imprensa será um silêncio a mais".
O manifesto está a ser subscrito por cidadãos e cidadãs com percursos distintos e filiações políticas muito diversas, à esquerda e à direita, com ou sem religião.
"Em comum têm a recusa na cedência de um conjunto de princípios que, no seu entender, poderão traduzir parte do património civilizacional ocidental. A começar pela liberdade de expressão, que pode e deve ser um valor universal", realçou Rui Bebiano.
Joaquim Vieira, Augusto Seabra, Pacheco Pereira, Inês Pedrosa, Saldanha Sanches, Paulo Pedroso, Mário de Carvalho, Jacinto Lucas Pires, Vasco Graça Moura, António Manuel Ribeiro, Maria Irene Ramalho, Teresa Almeida Garrett, José Manuel Pureza e Mário de Oliveira são algumas das personalidades que já subscreveram o manifesto.
O documento será entregue em princípio na próxima terça-feira ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, e ao embaixador da Dinamarca em Portugal, esperando os promotores da iniciativa que o número de subscritores ultrapasse os 1.500.

sábado, fevereiro 11, 2006

«Costa de Prata em Revista»



Já roda aqui, na «Grafonola» do «NdO», o samba enredo de 2006 da Escola de Samba Costa de Prata
Onde é que eu já vi isto?

Os Jogos Olímpicos de Inverno abriram ontem em Turim, em Itália, com uma cerimónia que culminou com o acender da pira olímpica. A cerimónia não ficou completa sem a "performance" de alpinistas que, por cima de uma orquestra, oscilaram até perfazer o símbolo da paz, juntos numa pomba desenhada com os seus corpos. (Foto: Julie Jacobson/AP/Público)

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Vamos todos apoiar o Aliança

O Aliança precisa do apoio forte e potente dos vareiros para ultrapassar o difícil oponente de amanhã. O jogo com a equipa do S. Mamede é fundamental para as aspirações dos voleibolistas de Ovar, no sentido de se manterem entre os primeiros da 2.ª Divisão Nacional.
Por isso, amanhã, às 18 horas, no Pavilhão da Esc. Sec. JD, COMPARECE e apoia a nossa equipa! Todos seremos poucos! Quem quiser pode ir fantasiado!
Heheheheheehehe

in «Blasfémias»
Fanatismo e manipulação

Acabo de chegar de uma curta deslocação de três dia a um país mulçumano. É tarde, estou cansado, mas queria deixar a quente duas ou três coisas.
1. Sinto VERGONHA, muita vergonha pelo comunicado divulgado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros sobre o caso dos cartoons. O que quer Freitas do Amaral? Ser secretário-geral da ONU, já que os portugueses não o querem para PR? O comunicado é idiota, o tom em que está escrito é indigente. E não há tacticismo geo-político que o justifique.
2. Os cartoons foram publicados em Setembro.SETEMBRO!
3. A "fúria" muçulmana estourou só agora porquê? Terá alguma coisa a ver com o facto de alguns religiosos terem andado de país em país a incendiar os ânimos? Terá alguma coisa a ver com a vitória do Hamas na Palestina? Com o endurecimento da posição do Irão, cujo presidente nega a existência do Holocausto e promete varrer Israel do mapa?
4. Os muçulmanos que incendeiam embaixadas, queimam bandeiras da Dinamarca, assassinam padres católicos viram os cartoons? Não, claro. Convém não esquecer que o editor do jornal jordano que publicou parte dos cartoons (gesto único no mundo árabe) foi primeiro despedido e depois preso. Já agora: os que condenaram Salman Rushdie à morte por causa dos Versículos Satânicos leram ao menos o livro? E será que se sentem responsáveis pelo ódio que a sua atitude causou e que acabou em pelo menos duas tentativas de assassinato de tradutores da obra, uma bem sucedida?
5. Os cartoons desrespeitam o profeta e são produto da dissolução de costumes própria do Ocidente? Então o que dizer das centenas de cartoons publicados todos os anos em jornais de lingua árabe em que os judeus são retratados de uma forma humilhante? Em que são comparados a animais (a porcos, invariavelmente). Freitas do Amaral nunca os viu? Nunca existiram? São ficção?
6. Quem é esta gente que protesta nas ruas? Será a mesma gente que as câmaras das televisões captaram a celebrar os atentados de 11 de Setembro e de 11 de Março?
7. Porque é que quando extremistas se fazem explodir num autocarro em Londres ou em Telavive estas boas almas muçulmanas não vêm para a rua protestar contra a violência? Caricaturar o profeta é um crime inominável, mas espalhar a morte e o terror não?

É tarde, estou cansado, não quero ir longe de mais. Só quero dizer que há escolher com lucidez o lado da barricada. Com lucidez e bom senso, para evitar fanatismos também deste lado.Mas a tolerância não deve ser confundida com fraqueza. O politicamente correcto não deve retirar-nos discernimento. O Ocidente não tem as mãos limpas, nem é bacteriologicamente puro. E o tempo das Cruzadas acabou. Mas há que perceber isto: o Islão (ou pelo menos os seus líderes) estão em guerra com o mundo. Com o nosso mundo. Pessoalmente, prefiro eventuais excessos de liberdade à censura e à tirania.

Rui Baptista, in «Amor-e-ócio»

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Anjos e Demónios




Um jogo de basquetebol entre diabos e anjos é uma boa ideia e a colocação de um trampolim à entrada do «garrafão» fez o resto.
Estávamos em 2003 e o grupo era o dos Zuzucas.
Numa altura em que um grupo do carnaval de Estarreja vai importar a ideia encontrada para voar para o cesto, a «Grafonola» do «NdO» toca agora um excerto da banda sonora dos Zuzucas desse ano.
Europeu de sub21 joga-se em Aveiro e Águeda
Selecções ficam pelas redondezas

O resultado do sorteio que formou grupo B a disputar nos estádios de Aveiro e Águeda juntou as selecções de Itália, Dinamarca, Ucrânia e Holanda. O acolhimento das selecções está distribuído da seguinte forma: Itália (Hotel de Ílhavo / estádio do Gafanha, a confirmar), Dinamarca (Hotel das Termas / estádio municipal de Anadia), Ucrânia (Hotel do Luso / centro de estágios do Luso), Holanda (Hotel de Estarreja / estádio do Avanca).
Dia 24 de Maio disputam-se os jogos Ucrânia-Holanda (Estádio Municipal de Águeda) e Itália-Dinamarca (Estádio Municipal de Aveiro).
A 26 de Maio jogam Dinamarca-Holanda, (Estádio Municipal de Aveiro) e Itália-Ucrânia (Estádio Municipal de Águeda).
E a 29 de Maio realizam-se os encontros Holanda-Itália (Estádio Municipal de Aveiro) e Dinamarca-Ucrânia (Estádio Municipal de Águeda).
Aveiro receberá ainda um jogo das meias finais que poderá envolver a selecção portuguesa se ficar em segundo no grupo A.
No encontro com a comunicação social hoje realizado tanto o treinador da Dinamarca como o coordenador técnico da Holanda foram unânimes em considerar as condições encontradas (alojamento e estádios) como excelentes.
Juliana Paes

Abria-se uma excepção para ela ser a Rainha do Carnaval, não abria? Mas tinha que ser após o photoshop. Por causa da cerveja...
Depeche Mode - Touring the Angel


Pavilhão Atlântico, Lisboa, 8 de Fevereiro de 2006: Não há palavras.
Mais aqui.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Egas Moniz quer Centro de Ciência Viva

Um Centro de Ciência Viva é uma ideia da Câmara de Estarreja para a casa museu Egas Moniz em Avanca, segundo um esboço de projecto já entregue ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
O presidente da Câmara José Eduardo Matos disse, em declarações à Rádio Voz da Ria, que o Centro de Ciência, é um meio de «dar mais vida àquilo que é o seu legado».
A RVRIA também se refere à intenção de João Lobo Antunes escrever uma biografia do médico Egas Moniz e a execução do Centro de Documentação, integrado no Aveiro Digital.
Opas benévolas



Por cá, só temos destas...
Afinal...

«Janeiro
6 - Noite de Reis: no cine - teatro de Ovar. Durante a 1ª semana de Janeiro as Trupes cantam os Reis pela cidade»

in sítio da Internet da Câmara Municipal de Ovar.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Quem se mete com ele, leva!


«Damos graças a Deus por nos ter contemplado com inimigos tão idiotas»
-Presidente do Irão, Mahmud Ahmadinejad, sobre a decisão da Agência Internacional de energia Atómica (AIEA) em enviar para a ONU o dossiê nuclear. Citado pela agência oficial iraniana Irna, no 24 Horas.


Morangos com Açúcar
no Carnaval da Figueira


A festa de Carnaval da Figueira da Foz, que integra os habituais desfiles de escolas de samba, vai decorrer nos dias 26 e 28 de Fevereiro e este ano conta Tiago Aldeia e Joana Duarte, dois dos protagonistas da série televisiva Morangos com Açúcar, nos papéis de rei e rainha da festa.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

«Galeria Maomé»
Museu Virtual Cartoon apela
às Associações Internacionais


O Museu Virtual do Cartoon está a enviar pedidos de participação às principais associações de cartoon de todo o mundo para que integrem o debate acerca dos polémicos cartoons sobre Maomé.
O repto foi feito às cerca de 30 associações espalhadas por todo o mundo, desde a China ao Irão, passando pelos principais países europeus.
O objectivo do Museu Nacional da Imprensa, proprietário daquele museu virtual, é estabelecer um debate aberto sobre a matéria em questão e obter o máximo de opiniões sobre o tema que está a dominar a agenda internacional.
Será ou não legítimo a publicação de tais desenhos? Até que ponto vai a liberdade de expressão? Como respeitar a liberdade de expressão e a imagem dos deuses? Como ultrapassar o choque de culturas perante a globalização? São alguns dos tópicos que se pretendem debater no fórum da Galeria Maomé.
Cidade abriu portas à folia e espera 100 mil visitantes
Carnaval saiu mais cedo

Ontem, mais de 20 mil pessoas, de acordo com dados da organização, encheram as ruas da cidade para assistir ao desfile da chegada do Rei D. TGV, o Rapidinho, e da Rainha Dona OTA, a Despistada. O sol e uma pequena subida de temperatura também ajudaram à festa. Antes da passagem dos monarcas, pela qual se esperou mais de duas horas, a assistência pôde apreciar cerca de uma vintena de grupos carnavalescos.
Alguns aproveitaram para testar novos fatos e ensaiar passos para os corsos de dias 26 e 28, outros saíram à rua com piadas e brejeirices.
A Gripe dos Pitos, do grupo Axu-Mal, abriu o desfile e foi, de longe, a encenação mais aplaudida pelo público. Um conjunto de galinhas e galos, dançando ao som de uma apropriada música de Quim Barreiros, entravam em histeria para gáudio de quem apreciava o espectáculo. Seguia-se a intervenção de urgência pelos especialistas em desinfecção na Mesa Especial de Recolha e Desinfecção de Aves. Não chegou a haver vidas em risco, só risos incontidos.

CARNAVAL À BORLA

Ao longo das ruas da cidade, os espectadores riram, dançaram e foram tirando fotos, sempre que aparecia uma piada mais forte ou um grupo mais bem-disposto.
“Vim de Aveiro de propósito e estou a adorar”, contou ao CM Deolinda Pinheiro. “É tão bonito como o Carnaval e tem a vantagem de ser à borla.”
Muitos pais optaram por trazer as crianças ao desfile, vestindo-as já com os fatos carnavalescos. “O tempo está bom para trazer os mais pequenos”, disse Rui Viana, segurando pela mão um casal divertido: uma bruxa e um leão. “Não sabemos se vai estar assim agradável no Entrudo.”
As piadas individuais – que têm perdido terreno nos corsos principais para as Escolas de Samba e os grupos organizados – tiveram ontem o seu espaço de honra. E como ainda se acredita, mesmo fora de época, que no Carnaval, ninguém leva a mal, os foliões aproveitaram para criticar políticos e promessas, a corrupção no mundo do futebol e também a autarquia local. O chavão é conhecido e ainda dura: “Eles falam, falam, mas não fazem nada.”

PALAVRA REAL

Após o desfile, a abertura oficial da época de Carnaval foi dada com a entrega das chaves da cidade ao monarca, que assume “os destinos da plebe vareira”.
No tradicional discurso de posse, D. TGV manifestou-se preocupado com a “doença dos pitos” e outros aspectos da actualidade nacional. “Elas andam para aí a querer casar umas com as outras. Mas é má formação gastronómica dispensar o chouriço nacional.”
Com as festividades abertas, a cidade entra agora numa espiral de eventos até ao grande dia do Entrudo, esperando conquistar a preferência de mais de 100 mil visitantes. Concertos com Martinho da Vila (dia 18), Quim Barreiros (dia 23) e Boss AC (dia 26) são alguns dos aperitivos para o cartaz do Carnaval de Ovar. («Correio da Manhã»)

domingo, fevereiro 05, 2006

«D.TGV, O Rapidinho» já reina

... e «D.Ota, a Despistada» também


O Rei sempre sorridente e bem disposto


Os foliões crónicos do «Axu-Mal» com a «Gripe do Pito»


Os Xaxas com mais uma versão da piada do «Eles falam, falam»


Banda Pirilau a brincar com a situação do futebol da Ovarense e os Vampiros com as reforma dos políticos


Alguns foliões fantasiados de palhaço


Os Pindéricus em grande, a fechar o cortejo desta tarde, no Autocarro do Amor

sábado, fevereiro 04, 2006

Desculpe lá o mau jeito,
Prof. Luís Magalhães



Esteve em Ovar e rumou depois ao Porto onde fez a vida negra à Ovarense Aerosoles sempre que podia. Agora regressou ao clube de onde nunca devia ter saído e hoje, por exemplo, numa verdadeira final antecipada, colocou-o na final da Taça da Liga em Basquetebol. Quem tem Heshimu Evans arrisca-se a ganhar. Até a final de amanhã. Até o Henrique Vieira que não sabe o que é ganhar uma final. Vamos torcer!
Temos o direito, sim senhor


E nós ainda não ouvimos o Maomé a queixar-se... Essa é que é essa!
Taça da Liga em Basquetebol
Ovarense defronta Porto
nas meias-finais


Não tinham tarefas fáceis nos quartos-de-final, mas desenvencilharam-se com mérito dos respectivos adversários. Ao FC Porto cabia a missão de defrontar o detentor do troféu, CAB Madeira, enquanto o adversário da Ovarense era o campeão nacional Queluz.
E se no primeiro jogo os «dragões» cedo se colocaram em vantagem, gerindo o marcador que no final registava o seu triunfo por um folgado 82-67, já na segunda partida de quinta-feira, a formação de Ovar só no terceiro período conseguiu ultrapassar os sintrenses no marcador, para atingir o final do encontro a vencer por 72-66.
O «capitão» dos portistas, Sérgio Silva, considera que o jogo “correu bem” à sua equipa, porque fizeram “um bom jogo colectivo”. Para além disso, os pupilos de Luís Magalhães, segundo ainda o jovem base, conseguiram “consolidar alguns aspectos ofensivos”, que permitiu ganhar sem sobressaltos.
Por seu turno, Nuno Manarte, «capitão» da Ovarense, reconhece que as coisas “não começaram de feição” para a sua equipa, mas que paulatinamente soube recuperar.
Ultrapassados os primeiros obstáculos, o jogo de hoje afigura-se novamente decisivo, para alcançar a final de amanhã.
Para Nuno Manarte, “o jogo com o FC Porto vai ser muito parecido com o de ontem [anteontem]”, pelo que as dificuldades vão surgir novamente.
Já Sérgio Silva refere que o embate com a Ovarense é “mais uma final”.
“Neste tipo de competições ou se ganha ou se vai para casa, por isso há que pensar jogo a jogo e este com a Ovarense vai ser complicado, pois é uma equipa recheada de bons jogadores”, acentua o «capitão» portista, acrescentando: “Este vai ser um jogo que quem for melhor nos detalhes vencerá. É preciso estar bem nos detalhes defensivos e ter muita concentração”.(«Norte Desportivo»)
Sortudo do Euromilhões
Prémio português por reclamar
e loja garante "sigilo"



O vencedor português do Euromilhões ainda não reclamou o prémio, no valor de mais de 61 milhões de euros, comprado numa papelaria em Odivelas, disse hoje à Lusa a gerente do estabelecimento, que garante total sigilo ao apostador.
O maior primeiro prémio de sempre do Euromilhões (mais de 183 milhões de euros) saiu a um apostador em Portugal e dois em França, cabendo a cada vencedor 61.191.026 euros.
Em declarações à Lusa, Isabel Justino, gerente da papelaria Justino e Filhos, Lda., no Centro Comercial Horizonte, em Odivelas, disse não ter "qualquer informação" sobre a identidade do vencedor, desconhecendo se se trata de um apostador único ou de uma sociedade.
A responsável apelou ao vencedor para que se dirija à loja, garantindo que não irá identificá-lo.
"Gostaria que a pessoa se dirigisse à loja, com a promessa de que não o vou identificar. Ninguém vai perceber quem é o vencedor, e ele só será identificado se quiser", afirmou Isabel Justino, adiantando que a papelaria vai manter-se aberta até às 21:00.
A gerente adiantou ter recebido um telefonema da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa esta manhã, "entre as 09:30 e as 10:00", a dar conta que o bilhete vencedor tinha sido adquirido na sua loja, uma informação que deixou Isabel Justino "incrédula".
"Nem imagina a figura triste que fiz. Devo ter-me ajoelhado no chão. Fiquei tão incrédula", descreveu, considerando que "é uma boa publicidade para a loja".
Isabel Justino adiantou que a notícia se espalhou rapidamente em Odivelas, verificando "muita afluência" à loja durante toda a manhã.
"A loja tem estado sempre cheia. Já vieram pessoas de bairros afastados", atraídas pela curiosidade de saber quem é o novo milionário português.
O segundo maior prémio atribuído em Portugal valeu 43,7 milhões a dois apostadores em sociedade, em Novembro de 2004.
Opiniões/Caricaturas/Maomé
Vaticano: Liberdade expressão não legitima ofensas religiosas

O Vaticano afirmou hoje que a liberdade de expressão não legitima ofensas a convicções religiosas, referindo-se à polémica provocada pela publicação de caricaturas de Maomé.
"A coabitação dos homens exige um clima de respeito mútuo para favorecer a paz entre os homens e as nações", disse o porta-voz do Vaticano, Joaquin Navarro-Valls, comentando pela primeira vez o assunto.
O direito à liberdade de expressão não compreende "o direito de ferir os sentimentos religiosos dos crentes", acrescentou em comunicado hoje divulgado.
As caricaturas Maomé


A defesa da liberdade de expressão não é uma questão exclusiva dos jornalistas. Diz respeito a todos. A grande diferença é que nós podemos brincar e pensar que Ele não leva a mal.
Há mais caricaturas para ver aqui.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

«ON»line

«OvarNews» disponível.
A oração do momento

Piada de Carnaval no banco dos réus

O Tribunal da Relação de Coimbra deu provimento ao recurso do presidente da Câmara de Mortágua, Afonso Abrantes, e decidiu pronunciar, por dois crimes de difamação qualificada, o indivíduo que usou o seu nome numa brincadeira de Carnaval.Afonso Abrantes confirmou, ontem, o acórdão que anula uma anterior decisão do Tribunal Judicial de Viseu (que decidiu arquivar o processo), e que marca o julgamento para 26 de Junho próximo, no Tribunal Judicial de Santa Comba Dão.Os factos recuam a 2004, por altura do corso carnavalesco, quando o arguido, Ricardo Silva, exibiu pelas ruas da vila um boneco de gesso com a caricatura do autarca socialista. Numa placa, ao lado do boneco, podia ler-se a expressão "Empreendimentos SET-NARBA", palavra esta que constitui um anagrama do apelido do edil. O passeio do boneco pelas ruas de Mortágua foi acompanhado - conforme o JN noticiou na altura dos acontecimentos - pela gravação, escutada a partir de uma aparelhagem sonora, da canção "Os vampiros", de Zeca Afonso, e de declarações que o autarca considerou injuriosas e atentatórias do seu bom nome e da sua família. Ontem, ao JN, Afonso Abrantes afirmou confiar na Justiça. («JN»)
Festas «Joaninas»

As «Joanas do Arco-da-Velha», um grupo formado exclusivamente por senhoras, convidam os foliões a participar numa noite de folia na sua sede de trabalho. A festa decorre amanhã, lá para as 22 horas, abrilhantada pelos ritmos brasileiros do «Bananinha». Que caso não saibam é um artista que costuma a estar num conceituado bar/restaurante da vila de Cortegaça.
Os números do Euromilhões


O jogo não é uma ciência exacta, mas a estatística não deixa de ser um auxiliar útil para todos aqueles que procuram ganhar os 183 milhões de euros que estão hoje em jogo no Eurmilhões - um prémio recorde.
Dos 50 números que constituem a grelha de apostas do milionário jogo, dez têm maiores probabilidades de serem extraídos logo a noite. Pelo menos até à semana passada, o 1, 3, 6, 11, 12, 15, 19, 21, 37 e 50 foram os algarismos mais sorteados.
Vendo a coisa ao contrário, se apostar no 5, 16, 17, 18, 20, 22, 30, 33, 45 e 46, a estatística diz que têm poucas hipóteses de enriquecer, pois estes números são os que apareceram menos vezes na chave correcta.
Charanguinha
O bom sabor dos velhos tempos

A maré é mesmo de festa e a Escola de Samba Charanguinha também entra na dança. A ideia é reviver os velhos tempos em que muito do carnaval acontecia nos bailes de carnaval que decorriam, nomeadamente, na Assembleia, o antigo Restaurante Progresso, na praia do Furadouro.
De olho na tradição que se vai extinguindo, a Charanguinha vai levar a efeito na sua sede, uma noite de baile à moda antiga vareira amanhã, Sábado, dia 4 de Fevereiro, a partir das 22h30 Horas. A animação da noite estará a cargo da Banda In-Versão.
«God bless you!


Ao citar textos islâmicos, judaicos e cristãos, Bono desafiou ontem o presidente dos EUA, George Bush, a destinar 1% do seu orçamento governamental para os pobres de todo o mundo. Bush preferiu enaltecer o trabalho do líder dos U2, sem comentar as suas propostas. «Deus te abençoe, Bono!», disse.
Premiados do Ovarvideo 2005 em digressão

No âmbito do Ovarvídeo 2005, estão programadas exibições da Mostra de Premiados do certame em várias zonas do país. A saber: lojas FNAC/Norte e Lisboa, Associação Zoom/Barcelos, Cine-clube Espalha-Fitas/Abrantes, Teatro Académico Gil Vicente/Coimbra, Instituto Multimédia/Porto -, todas com com datas ainda por definir.
A digressão do «Programa Premiados Ovarvídeo 2005» iniciou-se no passado dia 28 de Janeiro, no Café Teatro, no Cine-Teatro Caracas, em Oliveira de Azeméis.
Com esta sessão pretendeu-se iniciar uma colaboração com o Café Teatro, cuja gerência aposta em manter uma programação regular de cinema e vídeo.
Logo após a realização da 10ª edição do Ovarvídeo, uma selecção de trabalhos das 9ª e 10ª edições do festival esteve presente no Videoevento, em Turim. Em Portugal, foram ainda exibidos dois programas distintos, seleccionados de entre os vídeos concorrentes à última edição do Ovarvídeo: um na Casa da Animação e outro no espaço Maus Hábitos, ambos no Porto, nos dias 27 de Novembro e 14 de Dezembro, respectivamente.
O Ovarvídeo é um evento da responsabilidade da Câmara Municipal de Ovar, através da sua Divisão da Cultura, Biblioteca e Património Histórico e realiza-se nesta cidade há 10 anos.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Juventude Vareira: 20 anos – No Reino da Verde e Rosa

A Escola de Samba Juventude Vareira - a rodar actualmente na «Grafonola» do «NdO», promove, no próximo sábado, dia 4, uma noite de pagode com o Grupo Samba Lé-lé. A escola vai aproveitar a ocasião para estrear o seu novo samba enredo para 2006.
Para que a possam cantarolar, aqui ficam as letras.

A turma da verde apronta
Minha escola desponta
Ovar encantando assim Bis
Quer festejar nesta história
É só você juntar-se a mim

Era uma vez...

Era uma vez e o sonho de criança
Fez a gente acreditar
Era uma vez...
Com espectáculo e magia
Se prepare p’ra sonhar
Contos de fadas, rainhas e reis
Sambas que o povo não pode calar
Um marinheiro mexendo com a gente
É Carnaval em Ovar
Sereia menina, dança a passista
A Escola criada por um sonhador
Veio de França com sua beleza
3 mosqueteiros e uma princesa
Por quem prestou grande amor


Pego no sonho, de crer justiça
Canto em versos como um artista Bis
A bateria de rei, foi além
Como um príncipe encantado, índio, soldado também

É no meio do povo, que a minha bandeira
Brilha e roda sem parar
Histórias criadas com artes de todas as partes
Cantei sem parar. . .
O samba não tem fronteira
Abrindo a barreira
P’ra imaginação...
Vou sambando apagando as velas
De rosa p’ra noite mais bela
20 anos de fascinação...

Adaptação da letra:Júlia Borges
Música: Imperatriz 2005
Vital Moreira a propósito
do casamento de casal lésbico


«Na minha opinião, a melhor interpretação da Constituição é a de que ela não reconhece o casamento de pessoas do mesmo sexo, mas também não proíbe a lei de o reconhecer, ao abrigo da norma constitucional que permite a criação ou extensão de direitos por via legislativa. [...] A questão do casamento de pessoas do mesmo sexo deve ser decidida pelos deputados e não pelos juízes do Palácio Ratton, por muito que os primeiros gostassem de devolver a questão para os segundos».(«Causa nossa»)

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Se conduzir não veja pornografia

As autoridades policiais de Nashville detectaram um carro aos «zigue-zagues» numa auto-estrada e mandaram-no parar. A condução errática e aparentemente distraída alertou os polícias que acabaram por perceber que o homem, ao mesmo tempo que conduzia, via uma revista pornográfica.
David Kennedy, de 33 anos, acabou por ser acusado de condução perigosa, após uma condutora ter apresentado queixa. Deborah Dotson dirigiu-se a uma esquadra e afirmou que o seu carro quase tinha saído da estrada, por diversas vezes, devido a um veículo que conduzia aos «zigue-zagues».
Após a denúncia, a polícia ficou alerta e detectou o referido veículo. Depois de mandarem parar o condutor, perceberam que no banco do lado havia um monte de revistas pornográficas.
David Kennedy irá agora responder em tribunal e a sessão ficou marcada para dia 22 de Fevereiro.
Passatempo
Qual é a música qual é ela?

Um rebuçado para quem acertar no samba de enredo que se ouve na «Grafonola» do «NdO» e, já agora, a que escola de samba pertence.
D. TGV, O Rapidinho
hoje no IPO do Porto


O Rei do Carnaval de Ovar, sua Alteza Real, «D. TGV, O Rapidinho», anda na rua em périplo por diversas instituições de saúde, ensino e de solidariedade social da região. O Gabinete de Sua Alteza Real informa que o monarca folião está de visita, esta tarde, ao Internamento da Pediatria do Instituto Português de Oncologia, do Porto.
«Vou devidamente fantasiado, de coroa e tudo e faço-me acompanhar da minha viola, e tal como fiz na escola, vou também executar alguns truques de magia», adiantou ele ao «OvarNews». «Espero que o meu bom humor e boa disposição ajudem a diminuir o sofrimento destas crianças», disse, acrescentando que «vai ser emocionante, porque gosto muito de crianças».
Música
Sigue Sigue Sputnik regressam ao Porto

O grupo britânico Sigue Sigue Sputnik regressa ao Porto na noite de 25 para 26 de Fevereiro para actuar na festa de Carnaval da discoteca Act, anunciou hoje a Scoremusic, organizadora do concerto.
Os Sigue Sigue Sputnik, banda de rock electrónico fundada nos anos 1980, já actuaram no Porto no Festival Blue Spot, em Dezembro de 2003, tendo regressado a Portugal em Julho de 2005, para um concerto no Festival da Juventude, em Santa Maria de Lamas.
Além das suas vestimentas punk futurista, o grupo ficou conhecido pelo single "Love Missile F1-11" e por um relativo sucesso dos seus dois primeiros álbuns, "Flaunt It" (1986) e "Dress For Excess" (1988).
No álbum de estreia, os Sigue Sigue Sputnik, nome de um gang de rua russo, "venderam o espaço entre as faixas para publicidade, um feito até então inédito", destaca a Scoremusic.
"Quanto a concertos, garantem que anteciparam o aparato da Zoo TV Tour dos U2, em vários anos, recorrendo a televisão por satélite, vídeo e inúmeros ecrãs", acrescenta a promotora.
Os Sigue Sigue Sputnik, que nos últimos seis meses têm tido apenas espectáculos esporádicos em Itália, Espanha e Portugal, dizem que fazem música para o ano 2050, numa "mutação electrónica de Elvis Presley, Iggy Pop, Ziggy Stardust e T-Rex".
Com 10 álbuns editados, o grupo prepara-se para lançar em Fevereiro o máxi-single "Into The Unknown", que poderá ser descarregado gratuitamente da Internet.