domingo, março 08, 2026



Se ganhasse, Dinis Mota não iria ao Eurofestival
Os Bandidos do Cante venceram o Festival da Canção, mas em segundo lugar ficou o tema “Jurei”, do aveirense Dinis Mota que, se ganhasse, não participaria no Festival da Eurovisão. O jovem era um dos 12 concorrentes que já tinham anunciado o boicote ao evento devido à presença de Israel.

O músico diz que "nunca poderia estar do lado do agressor”. Dinis Mota explica não ter assinado a declaração conjunta com os restantes músicos, uma vez que “acredita que a música pode ser pensada como um instrumento ativo de paz, diálogo e ação” e, por isso, “necessitou de tempo para uma tomada de posição”.

Em alternativa, sugere que Portugal se junte aos outros países que já decidiram não participar na Eurovisão, bem como “a todos os que queiram fazer parte do movimento”, para organizar um festival alternativo na Áustria, mesmo local onde se realiza a Eurovisão. A ideia seria que o evento tomasse a forma de um “concerto solidário” e que os lucros revertessem para ajuda humanitária ao povo palestiniano.

Dinis Mota, 23 anos, é um músico e produtor emergente natural de Aveiro, que vive entre ritmos e texturas e um criador para quem o som é também lugar. Multi-instrumentista, move-se pela arte com uma assinatura muito própria, misturando o orgânico e o digital com uma sensibilidade rara e um instinto sempre em afinação.

Apaixonado pela criação desde cedo, começou a produzir em 2019, lançando instrumentais no SoundCloud e YouTube. Em 2023, editou o seu primeiro EP, TRIAGEM. No ano seguinte, estreou-se ao vivo com um concerto no Teatro Aveirense.

A sua linguagem musical vive do contraste e da fusão: o groove quente do R&B, a vibração dançante do AfroSwing, ecos de Bossa Nova, Rock e Blues, e novas dimensões entre o Hip-Hop e o Trap. Em 2026, prepara-se para uma nova etapa com o lançamento do seu primeiro álbum, um testemunho da sua visão criativa singular e da vontade de habitar mundos novos através da música.

Este ano serão 35 os países a competir na Eurovisão, após desistências de Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia, devido à participação de Israel no concurso, e regressos à competição da Bulgária, da Roménia e da Moldávia, ao fim de três, dois e um ano de ausência, respetivamente.

Os boicotes devem-se aos ataques militares de Israel no território palestiniano da Faixa de Gaza, nos dois últimos anos, que mataram pelo menos 72 mil pessoas e foram classificados como genocídio por uma comissão internacional independente de investigação da Organização das Nações Unidas.

https://youtu.be/HYolFqyAIrs?is=0Ltndx1b56jbeNZZ https://www.ovarnews.pt/se-ganhasse-dinis-mota-nao-iria-ao-eurofestival/

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