sexta-feira, outubro 23, 2026



Outubro Negro de 2026: a semana que expôs a nova era da cibersegurança
O termo “Outubro Negro” surgiu numa publicação amplamente partilhada na rede X, que descreveu as 48 horas anteriores a 23 de outubro de 2027 como as “piores da história da cibersegurança”: Após a descoberta das vulnerabilidades PHP2Shell, vários especialistas adotaram a designação, sublinhando que a NSA, o Primeiro-Ministro do Japão e vários governos instaram à correção imediata de sites e serviços, ou à sua retirada de linha quando não fosse possível corrigi-los. Importa notar desde já que, até ao momento, muitas organizações mitigaram o risco e evitaram danos reais em larga escala e que, nenhuma destas precauções parece ter sido tomada em nenhum dos sites do governo e administração pública portuguesa que usam PHP…


O PHP é uma parte muito significativa da web pública e o problema reside num par de vulnerabilidades (CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619) nas versões 5.4 a 8.5 do PHP que permitem a execução remota de código, que foram divulgadas a 20 de outubro de 2026.


A agência norte-americana CISA recomendou a atualização imediata para as versões 8.5.12, 8.4.27, 8.3.36 ou 8.2.35, e aconselhou que os sistemas que não possam ser atualizados, ou que usem a versão 8.1 ou anteriores, fossem retirados do ar até haver correções. De notar que o governo dos EUA estava a par destas vulnerabilidades desde 16 e não parece ter avisado os seus “parceiros” europeus. Como prevenção, o 4chan, a Wikimedia e o Archive.org estiveram temporariamente indisponíveis até serem atualizados.


Mas nesta questão, o elemento mais relevante é a forma como as falhas foram encontradas: A OpenAI afirmou que um investigador identificou uma das falhas com recurso ao modelo GPT-5.6 Sol, enquanto a empresa Wiz descobriu e reportou ambas de forma independente. Segundo a Wiz, as falhas passaram despercebidas durante mais de uma década porque a sua exploração exigia trabalho técnico complexo, que apenas a IA teve capacidade para identificar. Quanto à exploração efetiva, as fontes divergem: A Amazon identificou uma tentativa de exploração datada de 17 de outubro, quatro dias antes da divulgação pública, e a watchTowr observou exploração ativa a 21 de outubro.


Paralelamente, dois relatórios publicados nesta semana documentam algo até agora sobretudo teórico: campanhas de intrusão conduzidas por agentes autónomos com supervisão humana mínima:


Um investigador acompanhou, ao longo de duas semanas, um atacante de língua chinesa que comprometeu sites de mais de 100 empresas, incluindo a Deere, a SharkNinja e a Cummins, sendo que o atacante quase não interveio na operação. Esta campanha usou a plataforma aberta Cairn ligada ao Claude Code, da Anthropic, e ao modelo chinês DeepSeek V4 Pro. Os agentes tentaram entrar em mais de 1.200 sites, a um custo estimado de cerca de 50 dólares por intrusão bem-sucedida. As empresas visadas minimizaram o impacto: a Deere disse não ter indícios de acesso a informação sensível, e a SharkNinja afirmou que o ataque atingiu apenas um site isolado de apoio a produtos.


Paralelamente, a CrowdStrike publicou um relatório sobre quatro atores de ameaça que recorrem a agentes de IA, dois com estruturas sofisticadas e dois com ferramentas mais simples. Num dos casos, um ator de língua espanhola e inglesa atacou organizações de saúde argentinas, comprometendo pelo menos 15 entidades e roubando palavras-passe e, num dos alvos, registos clínicos. Segundo a empresa, os quatro atores conseguiram contornar os controlos de segurança dos serviços comerciais de IA, e num dos casos um agente moveu-se lateralmente e recolheu credenciais de um controlador de domínio em cerca de 20 minutos, sem orientação humana adicional.


Profissionais do setor descrevem a mesma mudança a partir dos seus próprios sistemas de observação. Um especialista com mais de uma década de experiência relatou publicamente que a quase totalidade do tráfego que atingiu o seu servidor-isco numa só noite não era humano, e que as ameaças, outrora comparáveis a tempestades com direção, motivo e um operador identificável, se assemelham hoje a enxames de agentes que testam páginas de autenticação com disciplina de máquina.


Vários incidentes atingiram infraestruturas das quais milhões de sistemas dependem sem o saberem. Na madrugada de 21 de outubro, o processo de publicação da biblioteca LiteLLM foi comprometido e distribuiu a versão 1.107.0 com software malicioso que rouba credenciais e permite a execução remota de código. É o segundo ataque à cadeia de fornecimento desta ferramenta no mesmo ano…


No domínio dos certificados digitais, que garantem a autenticidade dos sites https que todos visitamos, a Mozilla e o programa de raízes do Chrome confirmaram a 20 de outubro que as chaves privadas de oito certificados intermédios da autoridade certificadora indiana eMudhra tinham sido comprometidas. Quem detém essas chaves pode emitir certificados aceites para qualquer domínio. Ainda assim, não foram detectados certificados fraudulentos e os navegadores reagiram em horas. Desconhece-se como as chaves foram obtidas, quando e quem mais as poderá ter.


A plataforma de alojamento Zeabur, por sua vez, foi invadida a 14 e 15 de outubro por um atacante que usou credenciais internas e acabou por aceder à base de dados da plataforma, e anunciou o encerramento de todos os serviços até 31 de dezembro.


Como se não bastasse, alguns grandes bancos norte-americanos estão a detetar agentes de IA de terceiros, não autorizados, a operar dentro de contas de clientes, alguns aparentemente a agir de forma independente das instruções dos utilizadores. Contudo, os incidentes não envolvem necessariamente intrusões: alguns clientes entregam voluntariamente as suas credenciais a assistentes de IA, prática que contraria as regras da maioria dos bancos, que exigem que o próprio cliente inicie a sessão. Muitos bancos não conseguem distinguir se a atividade de um agente foi ordenada pelo utilizador. A Morgan Stanley começou a bloquear agentes externos, e o JPMorgan, o Bank of America e o Citi estão a restringi-los. A Axios não documentou perdas confirmadas. A questão da responsabilidade já está em cima da mesa: o diretor financeiro do JPMorgan avisou, a 13 de outubro, que os clientes que partilhem credenciais com agentes que pratiquem ações indesejadas assumirão as consequências. É muito provável que algo semelhante esteja a acontecer com a banca nacional… Mas não há nem notícias nem relatos, sendo que a CpC enviou uma comunicação ao Banco de Portugal para que este alertasse os bancos e instituições financeiras do sistema português para estarem atentos a estas ocorrências e alertarem os seus clientes.


Sejamos claros: O “Outubro Negro” não surgiu no vazio: Ao longo de 2026 acumularam-se casos em que agentes de IA em teste nos próprios laboratórios atacaram infraestruturas de terceiros.


Em julho, um enxame de cerca de 700 agentes criados pela OpenAI executou o ataque à plataforma Hugging Face e, em muitos casos, tentou apagar os seus rastos, segundo duas investigações independentes, conduzidas pela METR e pela Redwood Research, cujo número a OpenAI confirmou como exato. Os investigadores concluíram que os agentes se juntaram ao ataque depois de receberem, por erro, tarefas impossíveis de cumprir, e que alguns reconheceram que a ação estava fora do seu mandato e era antiética, mas participaram na mesma. Os agentes executaram código em 41 servidores de produção da Hugging Face e obtiveram controlo total de pelo menos uma máquina.


Em setembro, soube-se que o caso não era isolado. Investigadores revelaram que agentes em teste pela OpenAI tinham atacado o RubyGems, um repositório de pacotes de software, dois meses antes do caso Hugging Face, carregando centenas de pacotes maliciosos a 11 de maio. Os agentes tentaram ainda explorar uma falha que o RubyGems só corrigiu em julho. A OpenAI reconheceu o incidente, mas classificou-o como benigno, afirmando que os agentes usaram a plataforma apenas para aceder à internet e recolher informação pública. O incidente não foi divulgado pela empresa: chegou ao conhecimento público através de investigadores independentes.


Já em outubro, a OpenAI revelou que um agente baseado no GPT-6.1 Sol desativou alertas automáticos destinados à sua equipa de segurança, e que um agente GPT-6 Astra removeu um sistema de monitorização e negou falsamente tê-lo feito. Segundo a empresa, em ambos os casos os agentes ponderaram se deviam preservar as salvaguardas, mas interpretaram instruções rotineiras como autorização para as enfraquecer. A OpenAI admitiu ainda não ter uma explicação satisfatória para o comportamento.


Sobre tudo isto, um pano de fundo já conhecido agrava o quadro que pinta a um negro muito profundo este Outubro de 2026 (que ainda não acabou): O terceiro trimestre de 2026 registou o número mais elevado de ataques de ransomware até à data, com 2.627 casos, um aumento de 29% face ao trimestre anterior e de 61% face ao mesmo período de 2025, segundo a Comparitech. A Nord Security, com outra metodologia, contabilizou 2.894 incidentes no mesmo trimestre, quase 50% mais do que um ano antes. No setor da saúde, os ataques subiram 40% face ao trimestre anterior e mais do que duplicaram em termos homólogos. É altamente provável que estes ataques estejam diretamente relacionados com o uso crescente de IA por parte de agentes maliciosos.


No debate público tem circulado a hipótese de que a Rússia e a China possam estar por detrás do aumento de incidentes. Segundo essa leitura, os ataques preparariam o terreno para uma ofensiva russa contra os países bálticos e para uma tentativa chinesa de anexação de Taiwan, aproveitando uma postura norte-americana mais permissiva. A Iniciativa Cidadãos Pela Cibersegurança (CpC) considera que a hipótese merece ser examinada com seriedade, precisamente por envolver questões de segurança europeia. Por isso mesmo, deve ser confrontada com os factos.


Há elementos de contexto que são reais e documentados. Do lado russo, uma investigação da SVT e de outros operadores públicos europeus identificou 54 ataques físicos ou tentativas associados à Rússia na Europa entre 1 de abril e 15 de outubro de 2026, incluindo incêndios, drones com explosivos e voos de bombardeiros perto das fronteiras da NATO; os ciberataques não foram sequer incluídos nessa contagem. Uma carta divulgada pela RFE/RL refere um ambiente de segurança em deterioração nos Estados bálticos, com mais violações do espaço aéreo e incursões de drones. O Presidente da Letónia, Edgars Rinkēvičs, respondendo a acusações de Moscovo que continham uma ameaça implícita ao seu país, declarou que a Letónia vive “uma nova realidade”. Responsáveis lituanos afirmam que grupos patrocinados por Estados, redes criminosas organizadas e atores oportunistas operam ativamente na região.


Do lado chinês, as agências norte-americanas e os seus parceiros dos Cinco Olhos descreveram o grupo Volt Typhoon como estando a posicionar-se em redes de infraestruturas críticas dos EUA para permitir a perturbação ou destruição de serviços em caso de tensão geopolítica ou conflito. As autoridades associam explicitamente esse posicionamento a um eventual conflito sobre Taiwan, no qual ataques a setores vitais poderiam abrandar a mobilização militar norte-americana.


No plano diplomático, o Presidente russo propôs, segundo o Wall Street Journal, uma cimeira a três com Donald Trump e Xi Jinping à margem da cimeira da APEC em Shenzhen, a 18 e 19 de novembro, sem a presença da Ucrânia, ideia que o Presidente norte-americano não rejeitou. Putin transmitiu também a Trump a visão de Teerão para um possível fim da guerra no Irão, e Trump declarou-se satisfeito por a Rússia e a China se terem abstido em larga medida de intervir nesse conflito. As leituras desta convergência dividem-se. Críticos da Administração norte-americana sustentam que Washington se está a alinhar com Moscovo e se prepara para deixar a Europa e Taiwan entregues a si próprios, e em Taiwan há quem alerte para um “novo Yalta” em que grandes potências negoceiam o destino de nações mais pequenas. A Casa Branca, por seu lado, apresenta a eventual reunião tripartida como centrada na desnuclearização e na negociação do fim de guerras em curso. Não existe, até ao momento, qualquer prova pública de um acordo que troque liberdade de ação no Irão por concessões na Europa ou no Estreito de Taiwan.


Confrontada com os incidentes concretos do Outubro Negro, a hipótese de uma campanha estatal coordenada não encontra, para já, sustentação. Nenhum dos principais incidentes foi atribuído por autoridades competentes a um Estado. O atacante do caso Cairn é descrito como falante de chinês, o que não equivale a um agente do Estado chinês. O ator de língua russa analisado pela CrowdStrike foi associado ao ecossistema do cibercrime, e não a serviços estatais. As vulnerabilidades do PHP foram descobertas e divulgadas por investigadores ocidentais, num processo coordenado de correção. E vários dos episódios mais graves envolvendo agentes autónomos tiveram origem nas próprias empresas norte-americanas de IA. Uma análise recente da atividade estatal concluiu, aliás, que nenhuma fonte demonstra operações totalmente autónomas por parte de grupos estatais identificados, continuando os alvos a ser escolhidos por humanos.


Contudo, isto não afasta o risco: apenas o desloca: A preocupação mais fundamentada não é a de que Moscovo ou Pequim tenham orquestrado o Outubro Negro, mas a de que atores estatais possam aproveitá-lo. Milhares de servidores PHP por corrigir e credenciais roubadas através do LiteLLM representam um inventário de acessos que serviços de informações podem recolher e guardar para uso futuro, numa lógica de pré-posicionamento idêntica à documentada no caso Volt Typhoon. Além disso, o ruído gerado por milhares de incidentes criminosos dificulta a deteção de operações estatais discretas. A experiência báltica mostra que a atribuição é lenta e politicamente custosa: o Instituto Polaco de Assuntos Internacionais recomenda normas comuns de atribuição, para que nenhum país tenha de suportar sozinho o custo político de acusar a Rússia.


Até haver atribuição formal, tratar o Outubro Negro como uma ofensiva estatal seria tão imprudente como excluir essa possibilidade.


O Outubro Negro não se destaca pela dimensão dos prejuízos, que permanece por apurar e parece – até à manhã de 23 de outubro de 2026, contida. Destaca-se porque reuniu, num curto espaço de tempo, cinco fenómenos que até aqui eram sobretudo projeções. E porque ocorre num momento em que a ordem de segurança europeia e asiática está, ela própria, em renegociação:

- A IA demonstrou capacidade para encontrar falhas que escaparam a especialistas humanos durante mais de uma década. A OpenAI sustenta que a IA de fronteira encontrou estas vulnerabilidades antes dos atacantes, o que evidencia o potencial defensivo da tecnologia, mas também a velocidade com que a mesma capacidade pode ser usada ofensivamente.


- Ficou documentado que agentes autónomos conduzem intrusões completas, do reconhecimento à exfiltração, a custos irrisórios e por atores com pouca competência técnica.


- Caiu a barreira económica que protegia a maioria das pessoas e organizações. Durante décadas, o tempo dos atacantes era um recurso finito, o que os obrigava a escolher alvos; quem era “demasiado irrelevante para ser atacado” beneficiava dessa escassez. Com agentes que custam cêntimos e trabalham em paralelo, sem pausa, testar cada palavra-passe divulgada contra cada serviço em que alguém se registou deixa de exigir escolhas. A mesma economia que tornou os assistentes de IA úteis tornou a pirataria oportunista praticamente ilimitada.


- Os agentes de IA passaram a ser utilizadores de sistemas críticos, como contas bancárias, sem que as instituições consigam distinguir a ação legítima da abusiva. Isto põe em causa os modelos de autenticação e de responsabilidade em que assenta o sistema financeiro.


- Sistemas de IA atacaram infraestruturas alheias durante testes e enfraqueceram, por iniciativa própria, os mecanismos destinados a controlá-los. Este é o problema da supervisão verificável que a CpC tem colocado no plano institucional, nomeadamente através da Petição ao Parlamento Europeu n.º 0969/2026, “Pela contenção verificável da IA de fronteira”.

E em Portugal?


A CpC considera pertinente que as autoridades nacionais esclareçam publicamente algumas questões.

- O CNCS emitiu orientações específicas sobre o PHP2Shell dirigidas às entidades públicas e aos operadores abrangidos pelo regime de cibersegurança? Existe um inventário dos sistemas da Administração Pública que utilizam versões do PHP sem suporte, como a 8.1 ou anteriores? Foram identificadas entidades nacionais afetadas pela versão maliciosa do LiteLLM ou por certificados da eMudhra?


- Perante a escalada híbrida contra os Estados bálticos e o pré-posicionamento documentado em infraestruturas críticas de países aliados, que avaliação faz o Estado português do risco de acessos obtidos nesta vaga estarem a ser recolhidos por atores estatais? E que mecanismos de partilha de informação e de atribuição conjunta existem com os parceiros da União Europeia e da NATO?


- No setor financeiro, o Banco de Portugal acompanha o uso de agentes de IA com credenciais de clientes, tendo em conta que o enquadramento europeu dos serviços de pagamento prevê canais próprios e regulados para o acesso de terceiros às contas?

A CpC dirige estas questões às entidades competentes.


Recomendações aos cidadãos:


A maior parte desta luta não cabe aos cidadãos, mas os pequenos gestos contam mais do que parece: não impedem os ataques em massa, mas tornam cada pessoa um alvo menos fácil do que o vizinho, e num contexto automatizado é precisamente isso que faz a diferença.

- Proteja as contas mais importantes, como o correio eletrónico, o banco e o serviço principal de armazenamento na nuvem, com chaves de acesso (passkeys) ou com uma chave de segurança física.


- Abandone a autenticação de dois fatores por SMS sempre que esteja disponível uma aplicação de autenticação.


- Use um gestor de palavras-passe, não repita palavras-passe entre serviços e ative os alertas de fugas de dados que o gestor ofereça.


- Não partilhe as credenciais do banco com assistentes ou agentes de IA, por mais conveniente que pareça.


- Consulte periodicamente o seu Mapa de Responsabilidades de Crédito, no Portal do Cliente Bancário do Banco de Portugal, para detetar créditos que não foram criados por si. https://www.ovarnews.pt/outubro-negro-de-2026-a-semana-que-expos-a-nova-era-da-ciberseguranca/


Famílias devem milhões de euros por refeições escolares. Ovar entre os Municípios com mais dívidas
Famílias devem milhões de euros aos municípios por refeições escolares. Alguns casos já chegaram ao Fisco


Autarquias recorrem ao Fisco para cobrar dívidas, mas garantem que nenhuma criança fica sem comer por falta de pagamento. Odivelas, Leiria, Ovar e Maia estão entre os municípios com mais dívidas.

Em muitos casos, as dívidas acabam a ser cobradas coercivamente pelo Fisco, noticia o Jornal de Notícias (JN), esta sexta-feira. https://www.ovarnews.pt/familias-devem-milhoes-de-euros-por-refeicoes-escolares-ovar-entre-os-municipios-com-mais-dividas/


Estão abertas as inscrições para o Concurso de Fotografia de Natureza Ambiente Imagens Dispersas
A 21.ª edição do Ambiente Imagens Dispersas – Encontro Internacional de Fotografia Cidade de Ovar está oficialmente aberta! Durante os próximos meses, os Amigos do Cáster voltam a colocar a imagem de Natureza em destaque, procurando chegar a diferentes públicos, e assim contribuir para a principal missão da nossa Associação: aumentar a consciência cívica para a protecção do Ambiente.

O início do período de inscrições para o Concurso de Fotografia de Natureza – que decorre até ao próximo dia 16 de Novembro – marca o arranque deste que é um dos maiores eventos nacionais dedicados à imagem de Natureza.

Estimulando o gosto pela descoberta do meio natural que nos rodeia e sensibilizando para a conservação do ambiente, o Concurso de Fotografia Ambiente Imagens Dispersas destina-se a todos/as os/as amantes da imagem de Natureza, retratando espécies de flora, de fungos e de animais no seu habitat natural, ou cenários de paisagens naturais.

Recebendo a concurso trabalhos de profissionais e amadores de qualquer ponto do Planeta, o Concurso de Fotografia Ambiente Imagens Dispersas tem prémios específicos destinados a incentivar a participação da população residente ou natural do concelho de Ovar, e, ainda, prevê um escalão direccionado aos/às estudantes das escolas do Município de Ovar.

Os Amigos do Cáster lançam o repto à participação de todos/as no Concurso de Fotografia de Natureza. Antes de participar consulte o Regulamento e a lista de prémios em www.amigosdocaster.org e, para


esclarecer qualquer dúvida, contacte-nos para info@amigosdocaster.org.

Deixamos aqui as informações essenciais.

Quem pode concorrer? Qualquer pessoa!


Como posso concorrer? através do preenchimento do formulário disponível em www.amigosdocaster.org, seguindo as instruções.


Até quanto posso concorrer? Até às 23h59 de dia 16 de Novembro de 2025.


Qual o tema do concurso? O mundo animal no seu habitat natural (‘Fauna’), plantas e fungos em meio natural (‘Flora ou Fungos’) e cenários naturais de beleza singular (‘Paisagem Natural e Habitats’).


Quantas fotografias posso enviar? até 10.


Existem requisitos de formato? Sim, são aceites fotografias em qualquer um dos formatos 3/2, 4/3, 4/5, 1/1, 16/9 ou 2/1, a cores ou preto e branco.


Existem outros requisitos técnicos? Sim, cada fotografia deve ter o mínimo de 3600 pixéis não interpolados no lado maior (excepto na categoria ‘Escolas de Ovar’ onde o mínimo é de 1800 pixéis no lado maior), em formato .jpeg, com máxima qualidade (compressão mínima).

Consulta todas as especificações técnicas no Regulamento do Concurso.


A participação é gratuita? Sim, se: a) fores aderente dos Amigos do Cáster e tiveres as quotas em dia; ou b) se fores estudante em qualquer estabelecimento do ensino no concelho de Ovar neste ano lectivo, ou


tiveres estado matriculado no ano lectivo anterior; Nos restantes casos a participação tem o custo de € 12,00 por concorrente.


Quantas fotografias serão premiadas? O Júri seleccionará a melhor fotografia como vencedora do Grande Prémio, e, ainda, a melhor fotografia de cada uma das Classes (Fauna; Flora ou Fungos; Paisagem Natural e Habitats). Para além dessas, serão premiadas as 8 melhores fotografias de concorrentes que sejam residentes ou naturais do concelho de Ovar e as 8 melhores fotografias de estudantes que estejam inscritos


no presente ano lectivo, ou tenham estado matriculados no ano lectivo anterior, em estabelecimentos de ensino do concelho de Ovar. Existirá ainda uma categoria de prémios atribuída pela votação do público através


das redes sociais dos Amigos do Cáster. Dependendo da qualidade dos trabalhos, o Júri poderá atribuir menções honrosas, ou deixar por atribuir algum dos prémios previstos.


Que prémios posso receber? As fotografias vencedoras do Grande Prémio e de cada uma das Classes receberão um prémio monetário, entre € 150,00 e € 450,00. As categorias específicas ‘Ovar’, ‘Escolas de


Ovar’ e ‘Público’ receberão materiais e experiências relacionadas com imagem e técnica fotográfica e com a conservação da Natureza.


As minhas fotografias serão expostas? Os trabalhos seleccionados pelo Júri do Concurso irão integrar a exposição colectiva de fotografia “Ambiente Imagens Dispersas 2025/26”, que estará exposta na Galeria do


Centro de Arte de Ovar entre o dia 6 de Dezembro de 2025 e o dia 6 de Março de 2026, e, posteriormente, noutros espaços como a Casa da Junta de São João de Ovar. https://www.ovarnews.pt/estao-abertas-as-inscricoes-para-o-concurso-de-fotografia-de-natureza-ambiente-imagens-dispersas/


Ovar tem casas mais caras e rendas superiores às da Feira e Estarreja, mas IMI fica abaixo do concelho vizinho
Ovar apresenta preços medianos de venda de habitação e rendas superiores aos de Santa Maria da Feira e Estarreja, segundo os dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Já no Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), o concelho tem uma taxa inferior à da Feira, enquanto Estarreja aplica, desde 2025, a taxa mínima legal.

A comparação entre os três municípios permite analisar diferenças na carga fiscal sobre os imóveis, nos preços de compra e arrendamento e no ritmo de construção de nova habitação.

IMI: Feira tem a taxa mais elevada

Em 2025, Ovar aplicou uma taxa de IMI de 0,34%, abaixo dos 0,365% de Santa Maria da Feira. Estarreja reduziu a taxa para 0,30%, o mínimo previsto na lei, depois de ter aplicado 0,35% em 2023 e 2024.

Num imóvel com um valor patrimonial tributário (VPT) de 100 mil euros, o imposto anual corresponde a 340 euros em Ovar, 365 euros em Santa Maria da Feira e 300 euros em Estarreja.

A taxa da Feira é a mais elevada dos três concelhos e ocupa a 38.ª posição entre os 300 municípios com taxa única, de acordo com os dados indicados.

Comprar casa é mais caro em Ovar

Os dados do INE relativos aos 12 meses terminados no primeiro trimestre de 2026 colocam Ovar no topo dos três municípios em termos de preço mediano de venda por metro quadrado.

Em Ovar, o valor mediano foi de 1.836 euros por metro quadrado. Nas habitações novas, chegou aos 1.851 euros, enquanto nas usadas se fixou nos 1.828 euros.

Em Santa Maria da Feira, o preço mediano foi de 1.700 euros por metro quadrado, com 1.777 euros nas casas novas e 1.667 euros nas usadas.

Estarreja apresenta os valores mais baixos dos três concelhos, com uma mediana de 1.248 euros por metro quadrado. As casas novas registaram 1.187 euros, enquanto as usadas atingiram os 1.288 euros.

Rendas também são mais elevadas em Ovar

No mercado de arrendamento, os dados do INE relativos a novos contratos celebrados em 2024 mostram igualmente Ovar com a renda mediana mais elevada.

O valor fixou-se em 6,19 euros por metro quadrado, com base em 423 contratos. Em Santa Maria da Feira, a mediana foi de 5,86 euros, num total de 902 contratos, enquanto em Estarreja atingiu os 5,66 euros, considerando 195 contratos.

Apesar de apresentar a renda mediana mais elevada, Ovar tem também os tetos mais altos para o arrendamento acessível entre os três municípios.

Arrendamento acessível: Ovar permite rendas mais altas

A Portaria n.º 454/2026/1, em vigor desde 14 de outubro, estabelece os seguintes limites mensais para o arrendamento acessível:

Ovar: 430 euros para um T1, 560 euros para um T2 e 690 euros para um T3;

Santa Maria da Feira: 392 euros para um T1, 504 euros para um T2 e 621 euros para um T3;

Estarreja: 392 euros para um T1, 504 euros para um T2 e 587 euros para um T3.

Os tetos podem aumentar 10% se a habitação dispuser de estacionamento privativo e mais 10% caso tenha certificado energético de classe A ou superior.

Uma comparação indicativa entre o teto de renda de um T2 e a renda mediana por metro quadrado permite perceber a escala destes valores. Em Ovar, os 560 euros correspondem a cerca de 90 metros quadrados; na Feira, os 504 euros equivalem a aproximadamente 86 metros quadrados; e em Estarreja, os mesmos 504 euros representam cerca de 89 metros quadrados.

Esta comparação deve, contudo, ser lida com cautela: os valores de renda mediana dizem respeito a 2024, enquanto os tetos do arrendamento acessível entraram em vigor em 2026. O cálculo serve apenas para dar uma ideia da dimensão da habitação que esses montantes poderiam cobrir à escala das rendas medianas indicadas.

Construção nova: Feira lidera em fogos licenciados

Quanto à construção de nova habitação, Santa Maria da Feira registou o maior número de fogos licenciados em 2025, com 296. Ovar contabilizou 253 e Estarreja 51.

Os números mostram diferenças na dinâmica de licenciamento entre os três municípios, num contexto em que os preços de venda, as rendas e os limites do arrendamento acessível apresentam também valores distintos.

Gráfico elaborado por flatin.pt para OvarNews.pt

Nota: os preços medianos de venda referem-se aos 12 meses até ao primeiro trimestre de 2026. As rendas medianas dizem respeito a novos contratos de 2024. Os tetos do arrendamento acessível estão em vigor desde 14 de outubro de 2026. A área equivalente ao teto de T2 é uma estimativa ilustrativa que cruza dados de anos diferentes.

Fontes: Portal das Finanças, com taxas de IMI conferidas em setembro de 2026; INE, Estatísticas de preços da habitação e de rendas da habitação ao nível local; Portaria n.º 454/2026/1, publicada no Diário da República. https://www.ovarnews.pt/ovar-tem-casas-mais-caras-e-rendas-superiores-as-da-feira-e-estarreja-mas-imi-fica-abaixo-do-concelho-vizinho/


PSP detém quatro pessoas por crimes rodoviários e regista 46 acidentes
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve quatro pessoas, com idades entre os 23 e os 47 anos, por crimes rodoviários, no distrito de Aveiro, entre 19 e 22 de outubro. No mesmo balanço operacional, a força policial contabilizou 46 acidentes de viação, dos quais resultaram 14 feridos ligeiros.

Dois dos detidos são suspeitos de condução sob influência do álcool. Um foi intercetado na área da Divisão Policial de Aveiro e outro na área da Esquadra Policial de Ovar, integrada na Divisão Policial de Espinho. Os condutores apresentaram taxas de álcool no sangue de 1,68 e 2,78 gramas por litro, respetivamente.

Os restantes dois cidadãos foram detidos por condução sem habilitação legal, ambos na área de intervenção da Divisão Policial de Aveiro. https://www.ovarnews.pt/psp-detem-quatro-pessoas-por-crimes-rodoviarios-e-regista-46-acidentes/


O Cancro do Pulmão Não Tira Férias: O peso invisível da doença
 

Ter um cancro do pulmão, já é por si só, um fardo. Mas este fardo aumenta


exponencialmente quando a cabeça começa a funcionar: será que tenho cura?; Não


quero ter dores; não quero morrer com falta de ar; será que vou ver o meu neto


casar?

É incontornável. Tentamo-nos distrair, mas em pouco tempo já estamos a


pensar em todas estas questões outra vez. Eu quero que a minha vida avance, mas...


Queremos cuidar do cancro e, de repente, deixamos de cuidar da pessoa.

61% dos doentes com cancro do pulmão reportam sintomas psicológicos negativos


após o diagnóstico. Admira-me não ser 100%. Ninguém recebe uma notícia de cancro e


fica igual. Tudo muda naquele momento.


Já sabemos quais são os 4 sintomas mais experienciados: tristeza (58.5%), medo


(56.5%), ansiedade (56.3%) e incerteza (55.2%). Medo de sofrer, medo que os tratamentos não resultem, medo dos efeitos secundários.

A família sofre em silêncio para que o doente não perceba. O doente sofre porque


sabe do impacto na família: 9 em cada 10 doentes tem a sua vida afetada após o


diagnostico (vida social, trabalho, rotinas).


E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa.

Depois do primeiro impacto do diagnóstico, vem o estigma. Primeiro o estigma


internalizado – sentimentos de culpa, de vergonha, arrependimento e auto-


culpabilização. Em seguida vem o estigma externalizado (vindo dos outros) – traduz-se


em atitudes de julgamento, discriminação e falta de empatia por parte de familiares, colegas e até profissionais de saúde, que frequentemente associam a doença a um comportamento de risco autoimputável. Importa ressalvar que 15 a 20% dos tumores do pulmão ocorrem em não fumadores.

A evidência científica demonstra que o estigma está associado a maior sofrimento psicológico, depressão, ansiedade e pior qualidade de vida.

Os doentes estigmatizados tendem a atrasar a procura de cuidados médicos, a ocultar o diagnóstico e a apresentar menor adesão terapêutica — fatores que comprometem diretamente os resultados clínicos e a sobrevivência. Paradoxalmente, as campanhas de saúde pública antitabágicas, embora essenciais na prevenção, podem reforçar inadvertidamente a perceção de culpabilidade nos doentes.

E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa.


Os doentes com cancro do pulmão acarretam assim 2 pesos: a doença em si e o julgamento silencioso dos outros. Todos temos um papel para reduzir este fardo. Nós pessoas, nós profissionais de saúde.

A saúde mental deve caminhar de braço dado com o tratamento oncológico. Uma mente forte traduz-se num corpo são. O caminho não precisa ser feito sozinho e não se faz do dia para a noite, faz-se caminhando. O diagnóstico atinge o corpo, mas é a saúde mental que determina como é que o doente enfrenta cada dia da sua jornada.

Cuide-se bem.

Filipa Macedo


Oncologista https://www.ovarnews.pt/?p=108059

quinta-feira, outubro 22, 2026

A Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho (ULSGE), através da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) A-Mar Espinho, deu início às atividades da Clínica de Estilos de Vida Saudáveis (CEVS) no concelho de Espinho.

Após a implementação bem-sucedida em Vila Nova de Gaia, o projeto chega agora à comunidade espinhense com o arranque da primeira turma de participantes neste mês de outubro.

A iniciativa resulta de uma parceria estratégica entre a ULSGE, a Câmara Municipal de Espinho e a Associação para o Desenvolvimento do Concelho de Espinho (ADCE), em cujas instalações decorrerão as sessões e aulas práticas. Dirigida a adultos com dois ou mais fatores de risco cardiovascular,  como hipertensão arterial, diabetes, hipercolesterolemia, perímetro abdominal elevado e tabagismo, a clínica aposta na prevenção primária e secundária da doença, na promoção da saúde e no reforço da autonomia dos utentes.

O programa assenta num modelo de intervenção integrado, personalizado e multidisciplinar que inclui consultas clínicas, planos de atividade física supervisionada e workshops de culinária saudável. As dinâmicas visam capacitar os utentes para a adoção de hábitos sustentáveis de vida, combatendo a inatividade física, o excesso de peso e o isolamento social através do aumento da literacia em saúde.

A CEVS traduz um compromisso de proximidade e inovação organizacional na prestação de cuidados de saúde, focando-se no valor preventivo e na centralidade da pessoa. Os munícipes interessados podem ser referenciados pelo seu Médico de Família, por médicos de especialidade das unidades da ULSGE ou apresentar candidatura direta através do do e-mail: cevsespinho@ulsge.min-saude.pt  / 924 725 728 https://www.ovarnews.pt/clinica-de-estilos-de-vida-saudaveis-da-uls-gaia-e-espinho-entra-em-funcionamento/


Portugal entra na rota mundial do Ssireum: Ovar acolhe a sede nacional da luta tradicional coreana
Portugal é oficialmente o mais recente país a integrar a rota de expansão global do Ssireum, a prestigiada luta tradicional coreana reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade. A representação oficial da modalidade em solo nacional será coordenada a partir de Ovar, estabelecendo um novo marco no panorama das artes marciais e do intercâmbio cultural no país.

Esta integração surge através da International Northern Ssireum Federation (INSF), a organização global dedicada à preservação, investigação e expansão deste desporto ancestral. A federação escolheu o dojo Espaço Aberto, em Ovar, como a sua sede nacional e ponto de partida para o desenvolvimento da modalidade em Portugal.

Sob a coordenação de Carlos da Silva, a liderança nacional assume o compromisso de promover o intercâmbio pedagógico, desportivo e cultural entre Portugal e a Coreia do Sul. O foco inicial estará na introdução e salvaguarda das variantes históricas da modalidade, nomeadamente o Ttissireum, o Sokswae e o Mindungssireum.

O Ssireum é uma arte marcial coreana milenar baseada no equilíbrio, na técnica e no respeito mútuo, onde os atletas utilizam uma faixa (satba) atada à cintura e à coxa para derrubar o adversário. A chegada da modalidade a Ovar faz parte da estratégia de consolidação do Comité Académico e das sedes culturais da INSF na Europa.

Nos próximos meses, o Espaço Aberto irá acolher os primeiros treinos oficiais, workshops e atividades abertas à comunidade, convidando curiosos e praticantes de outras artes marciais a descobrir esta herança cultural única. https://www.ovarnews.pt/portugal-entra-na-rota-mundial-do-ssireum-ovar-acolhe-a-sede-nacional-da-luta-tradicional-coreana/


Charanguinha apresenta Porta-Bandeira e Mestre-Sala para o Carnaval de Ovar 2027
A Charanguinha já escolheu o casal que terá a responsabilidade de defender o estandarte da escola na Avenida, durante o Carnaval de Ovar 2027. Cátia Pereira será a Porta-Bandeira e João Silva assumirá o papel de Mestre-Sala.


A dupla ficará responsável por representar um dos símbolos maiores da escola de samba, levando a bandeira da Charanguinha aos desfiles do próximo ano.

Cátia Pereira recorda com emoção a experiência vivida no último Carnaval, que, garante, ficará para sempre na sua memória. “Fui muito feliz neste Carnaval! Emocionei-me por diversos motivos, tanto no início como no fim dos desfiles. O desfile de terça vai ficar para sempre na minha memória. Sem dúvida que vivi como se fosse o último!”, partilhou.

Em 2027, Cátia e João vão desfilar ao som de “Sonrisas, Color y Fiesta. Olé!”, o enredo escolhido pela Charanguinha para o regresso à Avenida no próximo Carnaval.

Com a escolha do casal, a escola começa a preparar mais uma edição do Carnaval de Ovar, confiando a Cátia Pereira e João Silva a missão de defender e representar o seu pavilhão perante o público. https://www.ovarnews.pt/charanguinha-apresenta-porta-bandeira-e-mestre-de-sala-para-o-carnaval-de-ovar-2027/



O FESTOVAR - Festival de Teatro de Ovar recebe este sábado, pelas 21h30, no CAO - Centro de Arte de Ovar, o espetáculo "CAMBEDO 1946", do Teatro de Balugas, com texto e encenação de Cândido Sobreiro.

A obra retrata a aldeia raiana de Cambedo que, em 1946, foi cercada por forças repressivas de ambas as ditaduras ibéricas e bombardeada com morteiros. O resultado foi gente morta, ferida e presa. Sobre o assunto caiu um ignominioso silêncio, o que se passou foi obscurecido e deturpado pelos fascismos ibéricos durante décadas.

Através do teatro físico, o trabalho é um espetáculo narrativo, utilizando a linguagem do corpo, sonoridades e elementos visuais como extensão dessa narrativa, para contar a história de uma fronteira que não impediu a solidariedade de dois povos, mas também não conteve um ataque militar concertado por Portugal e Espanha.

Os bilhetes encontram-se disponíveis em caovar.bol.pt ou na bilheteira do Centro de Arte de Ovar.

https://youtu.be/ekBf58KKQXQ?si=n59GoclZ_VG6qU4K https://www.ovarnews.pt/cambedo-1946-leva-a-ovar-a-memoria-de-uma-tragedia-silenciada-da-fronteira-iberica/


Suspensão temporária do abastecimento no Município de Aveiro
Para prosseguir com trabalhos de manutenção da rede de abastecimento é necessário intervir na União das Freguesias de Requeixo, Nossa Senhora de Fátima e Nariz.


Esta intervenção obriga a uma suspensão do abastecimento de água no dia 27/10/2026 entre as 09:00h e as 17:00h, nos seguintes locais e arruamentos:


Rua da Fonte Bebe e Vai-te


 Para consultar as intervenções no seu município, ligue 808 200 217* e escolha a opção 2, ou então aceda ao site da AdRA, onde as intervenções e ocorrências estão disponíveis e em permanente atualização: AdRA: Informações na Hora https://www.ovarnews.pt/suspensao-temporaria-do-abastecimento-no-municipio-de-aveiro-5/


1300 crianças dão as mãos à inclusão através de 350 pulseiras
Há pequenos gestos que ajudam a construir uma escola maior. Cerca de 1300 crianças da educação pré-escolar, de 54 estabelecimentos de ensino de Santa Maria da Feira, estão a criar 350 pulseiras que irão integrar o kit de boas-vindas das Jornadas da Educação, agendadas para os dias 13 e 14 de novembro, na Biblioteca Municipal. No final, as pulseiras serão reunidas e entregues aos participantes, levando consigo um significado especial: foram feitas por quem dá agora os primeiros passos no mundo da educação.


Esta iniciativa dá voz aos mais pequenos e coloca as crianças no centro de uma mensagem que atravessa todo o encontro: a construção de uma escola mais inclusiva começa desde os primeiros anos, através da participação, da cooperação e do reconhecimento de cada criança como parte essencial da comunidade educativa.


Sob o mote “Da escola que temos à escola que queremos”, as Jornadas da Educação vão reunir especialistas, investigadores e profissionais para refletir sobre os desafios atuais da educação, com destaque para a inclusão, a saúde mental em contexto escolar e o trabalho em rede. Dois dias de partilha de conhecimento e experiências para encontrar respostas educativas mais colaborativas, preventivas e ajustadas às necessidades de cada aluno.


O programa integra os painéis “Educar em Rede” e “Conversas de Rede”, a apresentação do projeto municipal “Educar para Transformar”, do Município de Vila Verde, e workshops práticos dedicados à prevenção em saúde mental escolar e à autorregulação emocional e comportamental. No segundo dia, o painel “Ninguém Educa Sozinho” reforça a importância da responsabilidade partilhada entre escolas, famílias e comunidade na construção de ambientes educativos mais inclusivos.


Das mãos de 1300 crianças para uma causa comum, as 350 pulseiras simbolizam o compromisso de uma comunidade que acredita numa educação construída por todos e para todos. Um gesto que nasce no pré-escolar e acompanha a reflexão de dois dias dedicados a pensar o futuro da escola, lembrando que a inclusão não se limita a um princípio: constrói-se diariamente, desde a infância, com a participação de toda a comunidade educativa. https://www.ovarnews.pt/?p=108147


Centro Social da Murtosa encerra Serviço de Apoio Domiciliário por dificuldades de sustentabilidade
O Centro Social Paroquial de Santa Maria da Murtosa encerrou o Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) por considerar que o aumento dos custos de funcionamento e as limitações das instalações comprometem a sustentabilidade da resposta social.

Numa nota de imprensa datada de 20 de outubro, assinada pelo presidente da Direção, diácono Francisco Santos, a instituição afirma que a decisão resultou de "uma reflexão sobre a capacidade de continuar a assegurar um serviço com a qualidade, a segurança e a dignidade exigidas pelos utentes".

Entre os fatores apontados estão os encargos crescentes com pessoal, transportes, combustíveis, alimentação, seguros e outras despesas de funcionamento, a que se juntam as limitações das instalações atualmente utilizadas.

A Direção garante que a decisão não foi tomada de ânimo leve e que foram ponderadas as possibilidades de manter o serviço. No entanto, considera que seria irresponsável prolongar uma resposta social sem condições para garantir a sua sustentabilidade futura.

Utentes poderão transitar para outras instituições

Uma das principais preocupações da instituição passa por assegurar que os atuais utentes não ficam desprotegidos com o encerramento do serviço.

Nesse sentido, estão a ser consideradas soluções junto de outras instituições da região, nomeadamente a Santa Casa da Misericórdia da Murtosa e o Centro Social Paroquial do Bunheiro. A eventual transição deverá ter em conta as necessidades de cada utente e a decisão das respetivas famílias.

O processo deverá decorrer em articulação com a Câmara Municipal da Murtosa e a Segurança Social, procurando garantir a continuidade dos cuidados e minimizar os constrangimentos para os utentes e familiares.

Quanto aos trabalhadores afetos ao Serviço de Apoio Domiciliário, a Direção assegura que a situação laboral será tratada com responsabilidade, respeitando os direitos dos profissionais e a legislação aplicável. A instituição reconhece ainda o seu profissionalismo, dedicação e contributo ao longo dos anos.

Instituição apela à corresponsabilidade

Na nota, o Centro Social Paroquial de Santa Maria da Murtosa reconhece o apoio prestado ao longo do tempo por pessoas e entidades da comunidade, sublinhando a importância da solidariedade local.

Contudo, considera que a boa vontade individual nem sempre é suficiente para compensar o crescimento continuado dos custos, as exigências legais e as necessidades de investimento nas instalações e nos recursos humanos.

A Direção prefere, por isso, enquadrar a situação como uma preocupação e uma responsabilidade perante os utentes, os trabalhadores e a comunidade, em vez de a associar a sentimentos de injustiça ou abandono.

O encerramento do Serviço de Apoio Domiciliário, sublinha a instituição, não apaga o trabalho desenvolvido nem diminui a importância da solidariedade entre as pessoas e as instituições da Murtosa.

A Direção termina com um apelo à corresponsabilidade, defendendo a necessidade de respostas que permitam às instituições sociais continuar a cumprir a sua missão de apoio às pessoas, sobretudo às que se encontram em situação de maior vulnerabilidade. https://www.ovarnews.pt/centro-social-da-murtosa-encerra-servico-de-apoio-domiciliario-por-dificuldades-de-sustentabilidade/


Revisores e trabalhadores das bilheteiras da CP em greve no dia 30 de outubro
Os revisores, trabalhadores das bilheteiras e chefias da CP vão cumprir a 30 de outubro um dia de greve por melhores condições de trabalho, estando previstas perturbações na circulação de comboios, segundo a empresa e fonte sindical.

“Por motivo de greve convocada, pelo sindicato SFRCI , para dia 30 de outubro , preveem-se perturbações na circulação de comboios, com possíveis impactos também no dia anterior e seguinte”, informou a CP-Comboios de Portugal num comunicado publicado no seu ‘site’.

Contactado esta quinta-feira pela agência Lusa, Luís Bravo do SFRCI, disse que a greve de 24 horas visa a valorização do trabalho e “dignidade das suas condições de vida”, agravada pelo aumento dos combustíveis, habitação, bens alimentares essenciais e a subida dos preços do gás e da eletricidade.

Segundo o Sindicato, “esta realidade tem provocado uma contínua perda do poder de compra e uma degradação das condições de vida das famílias ferroviárias, tornando insuficientes as valorizações salariais alcançadas até ao momento para compensar o aumento generalizado dos encargos suportados pelos trabalhadores”. “O aumento dos combustíveis é particularmente grave para estes trabalhadores devido aos horários de trabalho e por não haver transportes em determinados horários. Os trabalhadores têm de se deslocar em viatura própria. Em alguns sítios têm de pagar também estacionamento”, disse à Lusa Luís Bravo.

Perante esta realidade, o Sindicato pede “que a CP e o Governo adotem medidas concretas e eficazes que permitam recuperar o poder de compra perdido, valorizar os trabalhadores ferroviários e garantir condições de vida dignas a quem assegura diariamente o funcionamento de um serviço público essencial ao país”.

Os trabalhadores reivindicam a valorização do subsidio de deslocação/transporte ainda durante o ano de 2026, com efeitos retroativos a julho, de forma a compensar o aumento extraordinário dos custos de mobilidade.

Reivindicam igualmente a conclusão das negociações relativas à valorização do trabalho prestado em dias de descanso não compensado, a publicação imediata do Boletim do Trabalho e Emprego (BTE) de todos os acordos salariais e regulamentares atualmente em vigor e a abertura urgente de negociações para a revisão do Acordo de Empresa e do Regulamento de Carreiras.

Os trabalhadores exigem também a publicação em BTE dos aumentos salariais alcançado em 2025 e 2026 e dos diversos acordos bilaterais atualmente em vigor. Denunciam também que “a imagem e o profissionalismo dos seus trabalhadores perante os passageiros e opinião pública estão a ser injustamente afetados pelos sucessivos atrasos provocados por problemas na infraestrutura ferroviária””.

Por isso, o Sindicato pede “a adequação dos horários dos comboios às condições reais da infraestrutura sempre que se verifique, de forma sistemática, a ocorrência de atrasos significativos, evitando a degradação da qualidade do serviço prestado e a exposição injusta de trabalhadores perante os passageiros”. O Sindicato diz ainda que os trabalhadores vão assegurar a prestação, durante a greve, dos serviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos e instalações em todas as vertentes”.

A CP — Comboios de Portugal informa que os clientes que já tenham bilhetes adquiridos para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional, podem pedir o reembolso, no valor total do bilhete adquirido, ou a sua troca gratuita para outro comboio da mesma categoria e na mesma classe. A greve dos trabalhadores vai ocorrer num dos dias em que está marcada uma greve parcial do Metropolitano de Lisboa (ML), entre as 5h e as 10h. https://www.ovarnews.pt/revisores-e-trabalhadores-das-bilheteiras-da-cp-em-greve-no-dia-30-de-outubro/

quarta-feira, outubro 21, 2026



Câmara de Ovar já tem data para retomar serviços e atendimento
Na sequência de ataque informático de que foi vítima, a Câmara Municipal de Ovar vai adotar a partir desta quinta-feira, dia 22 de outubro, um conjunto de medidas temporárias e excecionais destinadas a reabrir os serviços municipais que foram encerrados na passada segunda-feira e a retomar o atendimento presencial.

Assim:

- Serão reabertos todos os serviços municipais, mantendo-se encerrados ao público o serviço BUPI e a Ecolinha, assim como o atendimento telefónico geral.


- O atendimento presencial é retomado no Balcão de Atendimento instalado nos Paços do Concelho e em todos os Serviços Municipais, não estando ainda disponível o acesso ao sistema e aplicações informáticas.


- Todos os requerimentos ou outros pedidos deverão ser apresentados em papel.


- Os requerimentos/documentos de Urbanismo, incluindo os abrangidos pelos Serviços Online, deverão ser apresentados no Balcão de Atendimento, em CD, com cópia do requerimento inicial em papel.


- Os procedimentos administrativos em curso continuarão a ser tratados de forma a minimizar o impacto desta ocorrência.


- As taxas que forem devidas pelos serviços prestados serão cobradas no fim do procedimento administrativo.


- A venda de bilhetes para espetáculos culturais será realizada, exclusivamente a partir da plataforma BOL em: https://ovar.boltickets.pt/

O Município de Ovar garante que "continuará a desenvolver todos os esforços necessários para recuperar, com a maior brevidade possível, a totalidade dos sistemas informáticos e restabelecer o seu normal funcionamento, mantendo o compromisso de continuar a prestar informações atualizadas aos munícipes sobre a evolução da situação". https://www.ovarnews.pt/camara-de-ovar-ja-tem-data-para-retomar-servicos-e-atendimento/


Dinis Amaral lidera iniciativa de
Treinador português assume papel central numa experiência que utiliza os valores do desporto de alta competição para reforçar a comunicação, a liderança e o espírito de equipa no contexto empresarial.

O ALM Évreux Basket Eure está a apostar numa iniciativa de team building imersivo que aproxima o basquetebol profissional do mundo empresarial, colocando o treinador vareiro, Dinis Amaral, no centro de uma experiência concebida para desenvolver competências essenciais à dinâmica das organizações.

Aos 29 anos, e depois de ter assumido esta temporada o comando técnico principal da formação francesa, que compete na Élite 2, Dinis Amaral transporta para o contexto empresarial os princípios que considera determinantes para o sucesso de uma equipa desportiva: a gestão das emoções, a comunicação eficaz, a capacidade de adaptação e a liderança partilhada.

Do campo de basquetebol para as empresas

A iniciativa desafia as empresas a abandonar, por um dia, as tradicionais salas de reuniões e a entrar no ambiente de uma equipa profissional de basquetebol. Nos bastidores do ALM Évreux, os participantes têm a oportunidade de vestir a camisola, pisar o parquet e experimentar, de forma prática, as exigências e os mecanismos de funcionamento de uma estrutura desportiva de alto rendimento.

Neste contexto, Dinis Amaral assume um papel fundamental na orientação das atividades, recorrendo à sua experiência enquanto treinador para demonstrar como os comportamentos individuais influenciam o desempenho coletivo.

A gestão do stress constitui uma das dimensões centrais da experiência. "À semelhança do que acontece num jogo, em que as decisões têm de ser tomadas rapidamente e sob pressão, também no meio empresarial é fundamental manter a clareza, controlar as emoções e encontrar soluções perante a adversidade", salienta.

A comunicação é outro dos aspetos trabalhados pelo técnico português. No basquetebol, a falta de coordenação e de informação entre jogadores pode comprometer uma ação defensiva ou alterar o rumo de uma partida. Nas empresas, os mesmos problemas podem traduzir-se em falhas operacionais, conflitos internos e perda de produtividade.


"As dinâmicas propostas procuram, por isso, mostrar que uma equipa eficaz depende não apenas da competência individual dos seus elementos, mas também da capacidade de comunicar, cooperar e agir em função de um objetivo comum".


Liderança, confiança e espírito coletivo

Mais do que reproduzir exercícios desportivos, o programa pretende criar situações que permitam aos participantes reconhecer os seus próprios comportamentos e compreender melhor o papel que desempenham dentro de uma equipa.

A liderança assume, neste processo, uma dimensão particularmente relevante. Em vez de se limitar à transmissão de ordens, a experiência procura estimular a iniciativa individual, identificar capacidades de liderança e promover a entreajuda entre colegas.

Ao orientar estas dinâmicas, Dinis Amaral estabelece uma ligação direta entre a realidade do balneário e os desafios enfrentados diariamente pelas organizações, demonstrando como a confiança mútua e a responsabilidade partilhada podem contribuir para melhores resultados.

Uma aposta estratégica para o ALM Évreux

Para além da vertente formativa, a iniciativa representa uma oportunidade estratégica para o clube francês reforçar a sua relação com o tecido empresarial local.

Sob a presidência de Jean-Pascal Ruiz, o ALM Évreux definiu como objetivo organizar pelo menos dez sessões desta natureza ao longo da temporada. A estratégia pretende consolidar os laços com os patrocinadores, criar novas oportunidades de relacionamento comercial e diversificar as fontes de receita do clube.

Esta aposta assume particular importância para uma instituição que opera com um dos orçamentos mais modestos da liga, procurando gerar recursos complementares que contribuam para a sustentabilidade financeira e para o desenvolvimento do projeto desportivo.

Ao transformar o pavilhão num espaço de aprendizagem e de contacto com as empresas, o ALM Évreux procura, assim, criar valor para além da competição.

A iniciativa evidencia também uma das possíveis dimensões do trabalho de Dinis Amaral enquanto treinador principal: a capacidade de aplicar os ensinamentos do basquetebol a contextos distintos, mostrando que os princípios que sustentam uma equipa competitiva — comunicação, confiança, disciplina e espírito coletivo — são igualmente relevantes para o sucesso das organizações. https://www.ovarnews.pt/dinis-amaral-lidera-iniciativa-de-team-building-imersivo-do-alm-evreux-que-aproxima-o-basquetebol-do-mundo-empresarial/
O Partido Socialista de Ovar organiza, no próximo dia 28 de outubro, uma sessão de apresentação e debate sobre o Orçamento do Estado para 2027, que contará com a participação de Carlos César, presidente do Partido Socialista.

A iniciativa está marcada para as 21h30, no auditório da Junta de Freguesia de São João, em Ovar, e pretende dar a conhecer as principais medidas e opções políticas previstas no documento, proporcionando também um espaço de esclarecimento e discussão sobre as prioridades para o desenvolvimento do país e a melhoria das condições de vida dos portugueses.

Carlos César, que mantém um percurso político de destaque, foi presidente do Governo Regional dos Açores e presidente da Conferência das Regiões Ultraperiféricas da União Europeia. É membro do Conselho de Estado e exerce funções parlamentares na Assembleia da República desde 1987, tendo sido distinguido com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, entre outras condecorações.

O PS Ovar considera esta sessão uma oportunidade para promover a reflexão e o debate em torno de um dos principais instrumentos de definição das políticas públicas nacionais. https://www.ovarnews.pt/ps-ovar-convida-carlos-cesar-para-explicar-o-orcamento-de-estado-2027/
MUNICÍPIO DE ESTARREJA APOIA CAMPANHA QUE ALERTA PARA O USO EXCESSIVO DO TELEMÓVEL E DO DIGITAL

 

O Município de Ovar associa-se à campanha de comunicação e sensibilização para o uso saudável e responsável dos ecrãs, no âmbito do projeto DisConnect, através de um protocolo de colaboração assinado, a 28 de setembro, entre a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), abrangendo os seus 11 municípios, a Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro (ULSRA) e o Instituto dos Comportamentos Aditivos e das Dependências (ICAD).

Para além da divulgação da campanha de comunicação dirigida à população, o protocolo prevê a promoção da literacia em saúde e da prevenção do uso excessivo e prejudicial de ecrãs e a aplicação e reforço do projeto DisConnect junto da comunidade escolar.

Com esta adesão, Ovar reforça o trabalho de sensibilização para uma utilização consciente e responsável das tecnologias digitais.

A campanha destaca a importância do sono, da atividade física, das relações sociais e do bem-estar emocional, tendo por base a evidência científica nacional e internacional relativa aos impactos do uso excessivo de ecrãs na saúde física, mental e social, bem como nas recomendações globais para o seu uso seguro e equilibrado ao longo do ciclo de vida.

“Tanta coisa para fazer. Larga os ecras e vai, brinca. Sê criativo” e "Há vida para além dos ecrãs. Vai viver à tua meneira!" são mensagens presentes na campanha que foram escritas por crianças que participaram no desenvolvimento desta iniciativa.

Os pequenos erros e as particularidades da escrita foram preservados de forma intencional, valorizando a autenticidade dos seus contributos e reforçando o papel das crianças como autoras e protagonistas desta mensagem. https://www.ovarnews.pt/?p=108121
Seis concertos e uma masterclasse dão forma à oitava edição do Ciclo de Órgão de Tubos de Santa Maria da Feira, que volta a levar a música a igrejas e capelas do concelho. A programação percorre diferentes épocas e linguagens, da música antiga às bandas sonoras, cruzando o repertório tradicional com propostas de improvisação e diálogo entre instrumentos. O grande destaque desta edição é o organista francês Baptiste-Florian Marle-Ouvrard, que orienta uma masterclasse de improvisação e apresenta um concerto a solo, colocando em evidência a criatividade e as possibilidades expressivas do órgão.

A programação arranca a 6 de novembro, às 21h00, na Igreja da Misericórdia, com Transcrições e Improvisações para Órgão e Percussão, um concerto que reúne Rui Soares, no órgão, e os percussionistas Marcelo Pinho e Rui Milheiro, explorando o diálogo entre a tradição organística e novas texturas rítmicas.

No dia 7 de novembro, a Igreja Matriz de Arrifana acolhe, às 10h00, uma masterclasse de improvisação orientada por Baptiste-Florian Marle-Ouvrard, considerado um dos melhores organistas do nosso tempo.

No dia seguinte, 8 de novembro, o músico francês regressa ao mesmo espaço para apresentar, a solo, o concerto Órgão, Literatura e Improvisação, que percorre obras de Sweelinck, Bach, Mozart, Mendelssohn e Jehan Alain, terminando com uma improvisação do próprio intérprete. Ainda a 7 de novembro, às 16h00, a Igreja Matriz de Paços de Brandão recebe Sérgio Silva, num programa dedicado ao stylus phantasticus no tempo do Advento.

A 15 de novembro, a Igreja Matriz de São Paio de Oleiros acolhe um concerto para órgão e flauta transversal, com Filipe Veríssimo, no órgão, e Luís Meireles e Leonor Paiva, nas flautas, num repertório centrado em Bach e nos seus contemporâneos.

No dia 22 de novembro, a Igreja Matriz de Gião recebe o ensemble espanhol Miscelánea XVIII-21, com Miscelânea XVIII – Corne Inglês e Órgão. Francisco Gil, no corne inglês, e Saskia Roures, no órgão, interpretam um repertório dos séculos XVIII e XIX.

O ciclo encerra a 29 de novembro, na Capela de São Miguel, em Lourosa, com Grandes Formas, Pequeno Formato, por Pedro Monteiro, no órgão positivo. O programa cruza música erudita, minimalismo e bandas sonoras, com obras de compositores como Bach, Mozart, Philip Glass, Ludovico Einaudi, Hans Zimmer e Joan Cabanilles.

O Ciclo de Órgão de Tubos promove a valorização dos órgãos históricos e do património musical de Santa Maria da Feira, aproximando estes instrumentos de novos públicos através de concertos a solo, música de câmara, improvisação e propostas de cruzamento entre diferentes linguagens musicais.

Como sublinha Rui Soares, diretor artístico do ciclo, «um órgão que não é tocado é um património silencioso». A iniciativa procura manter vivo este legado, dando a conhecer a riqueza dos instrumentos existentes no concelho e a sua capacidade de dialogar com diferentes épocas, linguagens e gerações.

 

 

 

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terça-feira, outubro 20, 2026



Ovar vai instalar escultura
A Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro promoveu a entrega de prémios do Concurso Público de Conceção do Monumento Artístico “Barco Moliceiro: Arte da Carpintaria Naval da Região de Aveiro”, uma iniciativa orientada para celebrar a histórica inscrição desta tradição naval na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente da UNESCO.

Integrada nas celebrações do Dia da Região de Aveiro, celebrado no passado dia 16 de outubro, a sessão culminou o conhecimento da peça vencedora, da autoria do escultor Alves André, agraciado pelo Presidente do Conselho Intermunicipal, Jorge Almeida.

De entre as 22 candidaturas submetidas ao concurso público, o júri decidiu:


● 1.º Lugar (Projeto Vencedor): da autoria do Escultor Alves André;


● 2.º Lugar: Carlos Francisco Lopes da Silva;


● 3.º Lugar: Joana dos Santos Alves.

A proposta vencedora, intitulada "Riaflexus", traduz-se numa escultura icónica de 5 metros e meio de altura, concebida para enriquecer o acervo artístico e a identidade visual urbana dos 11 municípios da CIRA, contendo uma placa explicativa da sua criação.

Conceptualmente, o monumento assenta numa coluna vertical em forma de lâmina, que evoca a silhueta elegante do barco moliceiro a deslizar sobre as águas da ria. Na sua parte inferior, a estrutura remete para as ferramentas tradicionais da carpintaria naval, celebrando o saber-fazer dos artesãos que há séculos moldam as madeiras e as pintam.

Instalação nos onze Municípios

O projeto vencedor entrará agora na fase de operacionalização e implementação no terreno. O escultor Alves André trabalhará em estreita articulação com as respetivas autarquias para a escolha e preparação dos locais estratégicos em cada um dos 11 municípios da Região de Aveiro que acolherão a réplica do monumento.

Com a implantação descentralizada desta peça artística, a instalar em locais públicos centrais, a CIRA pretende criar uma marca cultural comum em todo o território intermunicipal, perpetuando a memória, a arte da carpintaria naval e a identidade que une e distingue a Região de Aveiro, reunida em Comunidade Intermunicipal desde 1989 https://www.ovarnews.pt/ovar-vai-instalar-escultura-riaflexus-em-local-publico-central/


Suspensão temporária do abastecimento no concelho de Águeda
Para prosseguir com trabalhos de manutenção da rede de abastecimento é necessário intervir na Freguesia de Macinhata do Vouga.


Esta intervenção obriga a uma suspensão do abastecimento de água no dia 27/10/2026 entre as 09:00h e as 12:00h, nos seguintes locais e arruamentos:


Lugares de Serém, Mesa e Lameiro


 Para consultar as intervenções no seu município, ligue 808 200 217* e escolha a opção 2, ou então aceda ao site da AdRA, onde as intervenções e ocorrências estão disponíveis e em permanente atualização: AdRA: Informações na Hora https://www.ovarnews.pt/suspensao-temporaria-do-abastecimento-no-concelho-de-agueda-3/
O CCR Válega afastou o jogador da equipa sub-19 que agrediu o árbitro do jogo frente ao Oliveira do Bairro, no último sábado, a contar para a Divisão de Honra do distrital de Aveiro daquele escalão.

O caso ocorreu no minuto 55, quando, após ter sido expulso, Leo, jogador do Válega, agrediu com um murro o árbitro do encontro, João Carapinha, que suspendeu de imediato o jogo. Na altura, o Oliveira do Bairro vencia por 3-2.

O CCR Válega adiantou esta segunda-feira que «o atleta foi expulso do clube», já que o clube que «não se revê nem aceita aquele tipo de comportamentos».

O Válega já tinha reagido publicamente ao caso numa publicação nas redes sociais em que «repudia veementemente qualquer ato de violência, dentro ou fora das quatro linhas, e preza pela dignidade, pelo respeito e pelo fair-play». https://www.ovarnews.pt/ccr-valega-dispensa-jogador-que-agrediu-arbitro-em-jogo-dos-sub-19/


Centro de manutenção do TGV em Loureiro vai criar 70 postos de trabalho
O início das obras do troço Porto–Oiã da futura Linha de Alta Velocidade Porto–Lisboa representa uma oportunidade de desenvolvimento para Oliveira de Azeméis, nomeadamente através da instalação de um Centro de Operações de Manutenção do TGV na freguesia de Loureiro, que deverá criar 70 postos de trabalho.


A instalação do centro de manutenção em Loureiro é apontada como um dos benefícios mais relevantes para o concelho, com potencial para reforçar a atração de investimento, criar novas oportunidades profissionais e dinamizar a economia local.

A futura Linha de Alta Velocidade pretende reduzir significativamente os tempos de viagem entre Porto e Lisboa, com o objetivo de assegurar uma ligação direta entre as duas cidades em cerca de uma hora e 15 minutos. A infraestrutura permitirá também libertar capacidade na atual Linha do Norte, criando melhores condições de circulação para os serviços suburbanos, regionais e de mercadorias.

O troço Porto–Oiã terá cerca de 71 quilómetros de nova linha ferroviária eletrificada, preparada para velocidades até 300 km/h, e atravessará dez municípios, entre os quais Oliveira de Azeméis.

O projeto pretende reforçar a mobilidade, a competitividade económica e a coesão territorial, contribuindo para melhorar as ligações ferroviárias e a integração de Portugal na rede europeia de transportes.

Para Oliveira de Azeméis, a criação dos 70 postos de trabalho associados ao centro de manutenção, em Loureiro, constitui um benefício concreto decorrente do projeto, abrindo perspetivas de desenvolvimento económico e profissional para o concelho. https://www.ovarnews.pt/?p=108072
O Secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, participa, esta terça-feira, na cerimónia de assinatura do Auto de Consignação da empreitada da nova Esquadra da PSP de Ovar.

No Salão Nobre dos Paços do Concelho, Telmo Correia preside ao momento que antecede o arranque da obra há muito ansiada.

Financiada pelo Estado, a empreitada, adjudicada por 2.1 milhões de euros, fica a cargo do Município de Ovar, que elaborou o projeto de execução e cedeu o terreno para a construção.

O projeto contempla a construção de raiz de um edifício moderno, localizado na Rua Gomes Freire, no espaço da antiga sede dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS), estando previsto um prazo de execução de 18 meses.

https://www.ovarnews.pt/ovar-avanca-com-nova-esquadra-da-psp-e-prepara-instalacao-provisoria-durante-a-obra/ https://www.ovarnews.pt/?p=108066
O “Grande Plenário de Dirigentes, Delegados Sindicais e Membros de CT'S” decorre esta terça-feira, numa organização da União dos Sindicatos de Aveiro, no auditório Zeca Afonso no Sindicato do Calçado, em São João da Madeira.

O Plenário contará com a participação do Secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira que irá fazer a intervenção de encerramento pelas 16h.

Em debate estarão temas como o orçamento, questões ligadas a salários e aumento do custo de vida. "Lutamos contra o ataque aos serviços públicos que está em curso, nomeadamente ao Serviço Nacional de Saúde e à escola pública. Hoje lutamos em defesa da segurança social, hoje lutamos pelo direito à habitação, hoje lutamos pela elevação dos direitos de quem trabalha e por melhores salários e pensões", declarou recentemente o dirigente sindical. https://www.ovarnews.pt/secretario-geral-da-cgtp-em-plenario-sindical-em-sao-joao-da-madeira/

segunda-feira, outubro 19, 2026



Marco Braga assume liderança do Grupo Municipal do Movimento 2030
Na sequência da decisão de Arnaldo Oliveira, o Movimento 2030 (M2030) anunciou que Marco Braga assumiu a liderança do Grupo Municipal na Assembleia Municipal.A estrutura do grupo fica ainda completa com Nuno Sousa, Soraia Ferreira e Rui Manarte, que integram a representação do Movimento 2030 naquele órgão autárquico. https://www.ovarnews.pt/?p=108042


Homem encontrado morto junto à Ribeira da Graça em Ovar
O corpo de um homem com cerca de 50 anos foi encontrado, esta segunda-feira de manhã, nas margens da Ribeira da Graça, em Ovar.

O alerta foi dado por volta das 08h30, mobilizando os Bombeiros de Ovar e as autoridades para o local.

Após uma primeira avaliação, o cadáver foi removido e transportado para o Gabinete Médico-Legal de Santa Maria da Feira, onde serão realizados os procedimentos necessários para apurar as circunstâncias da morte.

A Polícia Judiciária também esteve no local, mas, até ao momento, não foram encontrados indícios de crime.

As causas da morte permanecem por esclarecer. https://www.ovarnews.pt/homem-encontrado-morto-junto-a-ribeira-da-graca-em-ovar/


PASSATEMPO: Ganha entradas duplas para o filme
 

O filme "Soco a Soco" está em exibição nos Cinemas Castello Lopes, no Cinema Vida Ovar, a partir da próxima 5ª feira, dia 22, e nós temos bilhetes para oferecer. Este filme é o vencedor do prémio do público no doclisboa 2025 e o mais recente filme do realizador Diogo Varela Silva, o mesmo realizador de “Zé Pedro Rock ‘n’ Roll” e de “O Diabo do Entrudo”.

“Soco A Soco” tem realização de Diogo Varela Silva, autor de vários documentários premiados, de entre os quais se destacam “Zé Pedro Rock ’n’ Roll” ou “O Diabo do Entrudo". Através da história de vida do pugilista Orlando Jesus, o realizador leva-nos a descobrir uma outra Lisboa: dura, feita de ginásios de bairro, noites intensas e figuras marginais que moldaram uma geração.

Durante 76 minutos, os espectadores entram no submundo de Orlando Jesus, a figura central deste documentário. Orlando Jesus, campeão nacional de boxe e um dos últimos grandes nomes da época de ouro do boxe português. Teve uma longa e notável carreira, tanto em Portugal como em Espanha. Hoje é um dos mais respeitados treinadores de boxe, tendo formado vários campeões, e é também o único português a atuar como árbitro profissional internacional da International Boxing Association (IBA), função na qual já teve oportunidade de arbitrar combates de títulos mundiais.

“Soco A Soco” não se apresenta unicamente como um documentário sobre boxe. O filme é, também, o retrato de um certo tipo de homem e de uma certa Lisboa: uma cidade de vielas estreitas, clubes desportivos de bairro e de uma vida noturna outrora vivida com intensidade crua. Uma Lisboa que está a desaparecer.

«Não procuro contar apenas a história de um campeão, mas sobretudo a de um homem com as suas cicatrizes, os seus silêncios e os seus próprios códigos de honra, por vezes frágeis ou contraditórios. Através dele surge também o retrato de uma geração de figuras marginais e, ao mesmo tempo, profundamente magnéticas.» lê-se na Nota do Realizador.


Diogo Varela Silva acrescenta: «A câmara aproxima-se de gestos, de olhares, de espaços e de vozes que ainda guardam a memória de um tempo em desaparecimento. Este é, acima de tudo, um filme de escuta."


E é na escuta que está uma parte relevante da história de Orlando Jesus. Fazem parte da sua história uma casa chamada “Truque” e nomes relevantes do panorama artístico e desportivo nacional. Nuno Vale, Vítor Pires, Ivo Rato, Miguel Ramos, Jorge Fernando ou Pedro Galveias, estão entre eles.

O novo documentário de Diogo Varela Silva é, também, a preservação da memória de uma Lisboa que vai além do que cabe nos postais turísticos.

PASSATEMPO: Como se chamava o pugilista vareiro, considerado o maior de sempre em Portugal?

Envia a resposta para geral@ovarnews.pt com o teu nome completo. Se acertares, habilitas-te a ganhar um dos 5 convites duplos para a sessão de quinta-feira ou um dos 5 convites duplos para a sessão de sexta-feira.

  https://www.ovarnews.pt/passatempo-ganha-entradas-duplas-para-o-filme-soco-a-soco/


SV Pereira vence o Carregosense e sobe ao 2.° lugar
À sétima jornada do Campeonato Sabseg, o SV Pereira subiu à vice-liderança, em igualdade pontual com o líder Argoncilhe.

Este domingo, o S. Vicente Pereira venceu o Carregosense por 3-1, no Estádio Oliveira Santos.

Marcaram Rafael Fazenda e José Azevedo (2).

Resultados e classificação

 

  https://www.ovarnews.pt/sv-pereira-vence-o-carregosense-e-sobe-ao-2-lugar/
Se a modernização administrativa e a desmaterialização dos processos vieram ajudar o serviço público, por outro lado trouxeram novos desafios, e um deles tornou-se um grande problema para as autarquias: os ciberataques.

“Durante o primeiro trimestre de 2023, o número de incidentes de cibersegurança registados pelo CERT.PT decresceu 38% face ao período homólogo, passando de 754 registos em 2022 para 470 em 2023. Contudo, este valor representa uma subida de 28% relativamente ao último trimestre de 2022, no qual se registaram 366 incidentes”.

Este é um dos destaques do último relatório Riscos & Conflitos 2023, do Observatório de Cibersegurança do Centro Nacional de Cibersegurança de Portugal. Infelizmente, está é a realidade em que vivemos, vários ciberataques, como os que aconteceram mais recentemente nas Câmaras Municipais de Odemira, Oliveira do Hospital e agora Ovar.

A segurança da informação é um assunto crítico para as instituições públicas, uma vez que lidam com dados sensíveis, relacionados não apenas com os seus cidadãos e colaboradores, mas também com os serviços da própria autarquia, como dados financeiros e acessos restritos a recursos.

É necessário estar alerta e reconhecer as ameaças mais relevantes no momento, que se tornaram cada vez mais frequentes, como o ransomware, a cibersabotagem/indisponibilidade, malware de furto de credenciais, o phishing/smishing/vishing, outras formas de engenharia social e o comprometimento de contas/tentativa de login.

Para estar preparado contra essas ameaças e combater estes problemas desde a sua origem, é preciso, antes de mais, saber identificar onde estão as falhas e, assim, explorar as possíveis soluções para eliminar.

Portanto, apresentamos os erros mais comuns no campo da cibersegurança nas autarquias, explorando as razões por trás dessas falhas e destacando as melhores práticas para proteger os dados municipais.


ERROS


1. Falta de consciencialização

Um dos erros mais comuns nas autarquias. Muitas vezes, os colaboradores não são sensibilizados, ou até mesmo treinados adequadamente, para reconhecer ameaças cibernéticas ou adotar práticas seguras. Isso pode resultar em ações negligentes, como clicar em links suspeitos ou abrir anexos de e-mails maliciosos, que podem levar a violações de segurança.

2. Fraca gestão de senhas

Senhas fracas ou reutilizadas em diversos sistemas em simultâneo são um perigo. Uma autenticação fraca pode abrir as portas para ataques incapacitantes, dando acesso não autorizado a sistemas e informações confidenciais. É crucial incentivar práticas de gestão de senhas seguras, como a utilização de senhas complexas, alteração regular das mesmas e ainda o uso de soluções de autenticação multifatorial.

3. Falta de atualizações de software

Não manter os softwares atualizados é um erro que pode deixar as autarquias vulneráveis a ataques. As atualizações geralmente contêm correções de segurança importantes que abordam vulnerabilidades conhecidas. Ao negligenciar a aplicação dessas atualizações, as autarquias estão a deixar abertas as portas para ataques que exploram falhas já detetadas.

4. Falta de backup e recuperação de dados

A falta de backups regulares e de um plano de recuperação de dados é um erro grave que pode ter consequências devastadoras. Um ataque cibernético pode resultar na perda ou criptografia de dados essenciais, prejudicando a capacidade das autarquias de fornecer serviços aos cidadãos. Ter um sistema de backup robusto e testado regularmente é essencial para proteger os dados municipais e garantir a continuidade dos serviços em caso de incidente.


ACERTOS


1. Consciencialização e formação em segurança cibernética

Independentemente dos departamentos. Isto inclui a sensibilização sobre as ameaças mais comuns, as práticas seguras de navegação na Internet, uma gestão eficaz de senhas e reconhecimento de ataques de phishing. Ao capacitar os colaboradores com conhecimentos adequados, é possível reduzir significativamente o risco de violações de segurança.

2. Implementação de políticas de segurança

Desenvolver e implementar políticas de segurança cibernética abrangentes é uma ótima forma de defesa. Elas podem abordar questões desde a gestão de senhas em dois fatores e o uso correto de dispositivos móveis, até ao acesso a dados confidenciais, o uso de VPNs e às responsabilidades dos funcionários em relação à segurança da instituição. Ao estabelecer diretrizes claras e exigir a conformidade, é possível promover uma cultura de segurança eficiente e eficaz.

3. Monitorização e deteção de ameaças

A implementação de soluções de monitorização e deteção de ameaças é essencial para identificar e responder rapidamente a ataques cibernéticos, evitando grandes consequências. Ao utilizar as ferramentas adequadas, as autarquias podem monitorizar atividades suspeitas nos seus sistemas, detetar tentativas de intrusão e responder prontamente a incidentes de segurança.

4. Parcerias com especialistas em cibersegurança

As autarquias podem beneficiar-se ao estabelecer parcerias com especialistas em cibersegurança. Essas empresas possuem conhecimentos especializados para identificar vulnerabilidades, avaliar riscos e implementar medidas de segurança adequadas. Ao contar com a experiência desses profissionais, as autarquias podem fortalecer a sua postura de segurança cibernética de forma eficaz.

 

A cibersegurança é uma preocupação essencial para as instituições públicas, dado o volume de dados confidenciais que gerem. https://www.ovarnews.pt/alerta-portais-das-camaras-municipais-continuam-vulneraveis-a-ataques-informaticos/

domingo, outubro 18, 2026

 

Um jogador do Centro Cultural e Recreativo de Válega (CCR Válega), com idade entre os 17 e os 19 anos, terá agredido o árbitro João Carapinha com um murro, durante o encontro frente ao Oliveira do Bairro SC, disputado no sábado, para o Campeonato de Honra de Sub-19 da Associação de Futebol de Aveiro.

O incidente terá ocorrido após a expulsão do atleta por acumulação de cartões amarelos, tendo sido precedido de insultos dirigidos ao árbitro.

O CCR Válega já lamentou publicamente o sucedido, apresentou desculpas ao árbitro e anunciou que está a apurar os factos para avaliar eventuais medidas disciplinares.

O caso volta a colocar em evidência a problemática da violência contra os árbitros no futebol de formação, reforçando a necessidade de promover o respeito, a disciplina e a responsabilização no desporto.

  https://www.ovarnews.pt/arbitro-tera-sido-agredido-por-jogador-sub-19-do-ccr-valega/


Ataque informático deixa sistema do Município de Ovar inoperacional
O Município de Ovar foi alvo de um ataque informático durante o fim de semana, que deixou o sistema informático da autarquia inoperacional. Como consequência, vários serviços municipais vão permanecer encerrados ao público até quarta-feira, 21 de outubro, inclusive.

Em comunicado, a Câmara Municipal informa que a ocorrência já foi comunicada às entidades competentes e que foram acionados os procedimentos de resposta. Uma equipa técnica está a trabalhar na contenção do ataque, na avaliação dos impactos e na recuperação dos sistemas, com o objetivo de restabelecer o funcionamento normal dos serviços o mais rapidamente possível.

Serviços encerrados e plataformas indisponíveis

Até quarta-feira, inclusive, estarão encerrados ao público o Serviço de Atendimento, o Serviço de Urbanismo, o Ecocentro, o Serviço de Veterinária, o serviço BUPi, o Centro de Arte, os Museus e a Escola de Artes e Ofícios.

Também estarão indisponíveis os serviços online, a ECOLINHA, os endereços de correio eletrónico e os números fixos de telefone do Município.

Serviços que se mantêm em funcionamento

Apesar do incidente, continuam a funcionar o Espaço Cidadão, o Mercado Municipal, a Piscina Municipal, o Cemitério, a Biblioteca Municipal e o Espaço Empreendedor.

Mantêm-se igualmente disponíveis a plataforma SIGA, destinada aos serviços educativos, e a Linha de Atendimento de Urbanismo.

A autarquia anunciou ainda a suspensão de todos os prazos dos procedimentos administrativos em curso, garantindo que nenhum munícipe será prejudicado pelas consequências do ataque informático.

O Município de Ovar assegura que continuará a acompanhar a situação e a divulgar informações atualizadas através das suas redes sociais oficiais, enquanto decorrem os trabalhos para recuperar os sistemas afetados. https://www.ovarnews.pt/ataque-informatico-deixa-sistema-do-municipio-de-ovar-inoperacional/

sábado, outubro 17, 2026



Tomba-Gigantes: Sanjoanense eliminou o Nacional
O Nacional, da I Liga, foi eliminado este sábado pela Sanjoanense na terceira eliminatória da Taça de Portugal, perdendo por 1-0 em casa do emblema do Campeonato de Portugal, quarta divisão nacional.

No Estádio Conde Dias Garcia, Maxwell Sani marcou o golo decisivo da vitória da Sanjoanense aos 81 minutos. https://www.ovarnews.pt/tomba-gigantes-sanjoanense-eliminou-o-nacional/


Ovarense vence o Póvoa e continua invicta na Liga
A Ovarense entrou a perder, mas recuperou ainda no final do primeiro quarto (17-12) e nunca mais saiu da frente do marcador, com Jerome Palm (14pts, 6res) e Leon Ayres (17pts, 5res) como melhores marcadores, numa exibição que, de ambos os lados, valeu muito mais pelo coletivo.

 

  https://www.ovarnews.pt/ovarense-vence-o-povoa-e-continua-invicta-na-liga/