sexta-feira, agosto 14, 2026

O mês de agosto traz uma agenda recheada de propostas culturais e de animação na região de Ovar, Murtosa, Aveiro e Espinho. Entre concertos, festivais, sunsets, atividades ao ar livre e espetáculos, há várias opções para aproveitar os próximos dias de verão.

Ovar | FURA Festival 2026


O FURA Festival regressa a Ovar com uma programação musical diversificada e vários nomes da música portuguesa.

14 de agosto


Bárbara Tinoco sobe ao palco FURA, num concerto marcado para as 22h00.

15 de agosto


É a vez de David Fonseca, também às 22h00.

16 de agosto


O festival encerra a programação destacada com Fernando Daniel, às 22h00.


Os concertos realizam-se no Palco FURA, em Ovar, integrados na programação do festival promovido pelo Município.

São Jacinto | Festival DUNAS


Entre 21 e 23 de agosto, São Jacinto recebe mais uma edição do Festival DUNAS, que combina natureza, música e desporto.

21 de agosto


O primeiro dia conta com um showcase dos GNR, além de várias atividades destinadas às famílias.

22 de agosto


O programa inclui o Aveiro Air Show, a atuação de AGIR e música com DJ Rita Mendes.

23 de agosto


A programação prossegue com Aurea, Fly-In Dunas e Afro Brothers.


Ao longo dos três dias estão ainda previstas atividades familiares, incluindo propostas como Amore Circus, Enanociclos Mediterraneus e Red Chocolate.


O festival decorre em São Jacinto e apresenta-se como uma proposta que junta natureza, música e desporto.

Espinho | Escadas da Baía


Em Espinho, as Escadas da Baía apresentam uma programação musical que se prolonga até ao final de agosto. Os eventos decorrem entre 24 de julho e 29 de agosto, entre as 18h00 e as 21h00, com diferentes artistas e DJ.

Agosto


14 de agosto

- Vítor Costa Reggae + DJ + Inuri (Percussão)

15 de agosto

- DJ Tiago Cruz + DJ Residente + Joell (Percussão)

21 de agosto

- Tutti Medeiros + DJ + Ricardo Rodrigues (Sax)

22 de agosto

- Paulino Coelho RR + DJ + Fábio (Sax)

28 de agosto

- Tanto Bate Até Que Samba + DJ

29 de agosto

- Noble + DJ Danilo DKA + Inuri (Percussão)

A programação aposta numa combinação de música ao vivo, DJ, percussão e saxofone, tendo como cenário a zona da Baía de Espinho.

Murtosa | Sol da Torreira


Na Torreira, o programa Sol da Torreira – Música, Praia, Ria, Tradição prolonga a animação de verão até ao final de agosto.

Programa de agosto


15 de agosto

- Union Salsera

22 de agosto

- Bloody Sundays

29 de agosto

- Quinta do Bill + GMB

O cartaz inclui ainda vários outros concertos realizados ao longo de julho, com nomes como Bandaneia, Grupo Sound+, Nova Tendência e Anselmo Ralph.

Murtosa | Romaria de São Paio da Torreira


A programação prolonga-se para setembro com a Romaria de São Paio da Torreira, uma das iniciativas de maior tradição na região.

5 de setembro

- Revenge of 90s

6 de setembro

- Marisa Liz

7 de setembro

- TOY

8 de setembro

- Albatroz

A romaria encerra assim a programação apresentada no cartaz, juntando música e tradição num dos momentos mais aguardados do calendário festivo da Torreira.

Quatro destinos, várias propostas


Entre Ovar, São Jacinto, Espinho e Murtosa, a agenda de verão apresenta opções para diferentes públicos. Concertos de artistas nacionais, música ao vivo, DJ sets, atividades familiares, desporto e eventos ligados à natureza e às tradições locais marcam a programação das próximas semanas.


Para quem procura aproveitar o verão na região, há propostas praticamente todos os fins de semana, com destaque para os concertos do FURA Festival, o Festival DUNAS, a programação das Escadas da Baía e as noites de música na Torreira. https://www.ovarnews.pt/barbara-tinoco-sobe-ao-palco-fura-festival/


Artur Leite expõe
Há quem encontre na arte uma forma de dar vida às histórias, às memórias e, sobretudo, aos sonhos. É esse o espírito que marca a exposição "Criações de Madeira", de Artur Leite, patente até ao final deste mês na Junta de Freguesia de Válega, onde o artesão autodidata vareiro apresenta 25 dos trabalhos que foi criando ao longo dos anos.


A relação de Artur Leite com a criação artística começou de forma simples, com desenhos feitos à régua e caneta. "Cheguei a fazer recortes e depois avancei para a madeira", conta o artesão, que encontrou neste material uma nova forma de dar expressão às suas ideias.


Entre os trabalhos apresentados estão representações de referências arquitetónicas e históricas, como o Castelo da Feira e a Torre de Belém, peças que nasceram inicialmente como projetos pessoais e que, durante anos, foram ocupando espaço na sua própria casa.


"Tenho muitos e escolhi os melhores para esta exposição", explica Artur Leite.


Colaborador da Companhia de Teatro Contacto, o artesão aproveita esta mostra para prestar também uma homenagem a Manuel Ramos Costa, que chegou a conhecer o seu trabalho e o incentivou a mostrá-lo publicamente.


A exposição representa, por isso, um passo importante para Artur Leite, que, apesar de ser conhecido por ser uma pessoa tímida, decidiu aproveitar a oportunidade para retirar os trabalhos do espaço privado e partilhá-los com a comunidade.


O resultado são 25 peças que revelam um percurso construído de forma autodidata, entre desenhos, recortes e trabalhos em madeira, e que podem ser visitadas na Junta de Freguesia de Válega até ao final de agosto.


Mais do que uma exposição, a mostra é também o resultado de anos de dedicação de alguém que encontrou na arte uma forma de transformar ideias e histórias em peças concretas — e de finalmente deixar que outros conheçam aquilo que, durante muito tempo, esteve apenas confinado aos corredores de sua casa. https://www.ovarnews.pt/artur-leite-expoe-criacoes-em-madeira-em-valega-e-homenageia-manuel-ramos-costa/


Norte-americano Leo O’Boyle está a caminho da Ovarense
O extremo/poste norte-americano, Leo O’Boyle é novidade da próxima época a vestir as cores da AD Ovarense, adianta a Basquetebol Notícias.

O jogador esteve em destaque na última época ao serviço do LWD Basket, da primeira divisão dos Países Baixos. https://www.ovarnews.pt/norte-americano-leo-oboyle-esta-a-caminho-da-ovarense/


Grupos de Carnaval contestam eventual fim da cerimónia de encerramento em Ovar
Vários grupos e escolas de Carnaval de Ovar estão a manifestar preocupação perante a possibilidade de a habitual cerimónia de encerramento e entrega das classificações, realizada na noite de terça-feira de Carnaval, vir a ser substituída pela divulgação dos resultados online.


A posição surge depois de ter sido transmitido aos grupos que a Câmara Municipal de Ovar estaria a equacionar alterações ao modelo atualmente utilizado para anunciar as classificações e entregar os prémios. Perante essa possibilidade, um grupo de participantes decidiu auscultar os restantes grupos e escolas para perceber se existe uma posição comum sobre o futuro da cerimónia.


Numa carta dirigida aos restantes intervenientes no Carnaval, os autores defendem a manutenção de um momento presencial de encerramento, considerando que a cerimónia representa muito mais do que a divulgação das classificações.


"Para nós, aquele momento representa muito mais do que saber quem ficou em primeiro, segundo ou terceiro lugar. É o encerramento do Carnaval, o culminar de meses de trabalho e um momento em que grupos e escolas estão juntos para fechar mais um ano carnavalesco", pode ler-se na missiva.


Os grupos reconhecem que a cerimónia do último Carnaval ficou marcada por manifestações de desagrado e apupos, mas consideram que esses episódios não devem conduzir simplesmente ao fim do momento presencial.


"Se existem problemas ou aspetos a melhorar, devem ser enfrentados e devem ser procuradas soluções", defendem, admitindo a possibilidade de alterar o formato, a organização ou outros aspetos da cerimónia.


Na carta, os grupos questionam ainda os restantes participantes sobre a possibilidade de defenderem, em conjunto, a manutenção de uma cerimónia presencial de encerramento e entrega das classificações, ainda que com um formato diferente.

Câmara diz que não há decisão tomada


Contactada sobre o assunto, a Câmara Municipal de Ovar, enquanto entidade organizadora do Carnaval, esclareceu que não foi tomada qualquer decisão relativamente ao modelo a adotar em 2027.


"Na reunião de balanço do Carnaval de Ovar 2026 foram colocadas à discussão várias possibilidades de melhoria para a edição de 2027, entre as quais uma eventual alteração do modelo de divulgação das classificações e de entrega de prémios", explicou o município.


A autarquia sublinha, contudo, que se trata apenas de "uma hipótese em análise", entre outras, e que o processo está a ser desenvolvido "em articulação com os grupos de Carnaval e os serviços municipais".


"Não tendo sido tomada qualquer decisão para 2027", acrescenta a Câmara, qualquer solução que venha a ser definida será "publicamente comunicada" no momento adequado.


Assim, apesar da preocupação manifestada por alguns grupos e escolas, mantém-se em aberto o modelo que será adotado para o encerramento do Carnaval de Ovar em 2027. https://www.ovarnews.pt/grupos-de-carnaval-contestam-eventual-fim-da-cerimonia-de-encerramento-em-ovar/


Carlos Pinho, o trepador de Ovar que foi Rei da Montanha por duas vezes
Numa altura em que o pelotão da Volta anda pelo Norte, recordamos mais um ciclista vareiro. O ex-ciclista  Carlos Pinho nasceu em Ovar, no dia 30 de julho de 1970. Ficou conhecido no pelotão nacional como um excelente trepador e foi duas vezes rei da montanha na Volta a Portugal. 

O ciclista vareiro, que representou algumas das principais equipas portuguesas, com destaque para os melhores anos da Sicasal - chegou a participar na Vuelta e Giro -, encostou a bicicleta aos 39 anos, mas com alguma mágoa pelo modo como foi dispensado da Barbot-Siper, a sua última equipa. Carlos Pinho, o pequeno trepador do pelotão português - foi rei da montanha na Volta a Portugal por duas vezes.


"O que me deixou mais triste foi o ‘timing' escolhido para me dizerem que não contavam comigo, uma vez que, depois de quase 9 anos ao serviço da equipa, acho que não merecia ter sido um dos últimos a ser avisado da dispensa", frisou Pinho, citado pelo site "jornalciclismo.com".


O seu Momento de Glória foi vivido na Volta de 2006. Embora a etapa tenha sido vencida pelo búlgaro Krassimir Vasilev, Carlos Pinho acumulou tempo suficiente na frente para assumir a liderança da Classificação Geral Final. Subiu ao pódio no Fundão para vestir a tão desejada camisola amarela, gerando grande entusiasmo no pelotão português.

Infelizmente. a liderança durou apenas um dia. A tirada seguinte (15 de agosto) era a 10.ª etapa, um decisivo contrarrelógio individual de 39,6 quilómetros entre Idanha-a-Nova e Castelo Branco

Sendo um trepador puro e com dificuldades conhecidas no esforço individual contra o relógio, Carlos Pinho não conseguiu defender a vantagem face aos especialistas. O espanhol David Blanco venceu esse contrarrelógio e carimbou a vitória final na Volta a Portugal de 2006.

Apesar de ter perdido a amarela na véspera do pódio final em Castelo Branco, a prestação de Carlos Pinho nessa edição superou todas as expectativas: Terminou num excelente 8.º lugar da Classificação Geral, foi o segundo melhor ciclista da equipa Barbot-Halcon na geral, ficando imediatamente atrás do seu chefe de fila, o dinamarquês Claus Michael Møller (6.º classificado).

Ao longo de 18 anos de carreira, representou várias equipas portuguesas, venceu etapas na Volta ao Algarve (1992 e 1996). Terminou a carreira no final de 2009.

 


Principais Destaques na Volta a Portugal

Prémio da Montanha: Sagrou-se o "Rei da Montanha" em duas edições consecutivas, 1993 e 1994, ao serviço da mítica equipa Sicasal-Acral.


Classificação Geral: O seu melhor resultado final absoluto ocorreu em 2006, terminando na 8.ª posição da geral pela equipa Barbot-Halcon.


Camisola Amarela: Na Volta a Portugal de 2006, chegou a vestir a camisola amarela de líder da prova após a 9.ª etapa.


Resultados em Etapas: Alcançou um 3.º lugar numa etapa em 2001 e dois 4.os lugares em etapas (2000 e 2006). https://www.ovarnews.pt/carlos-pinho-o-trepador-de-ovar-que-foi-rei-da-montanha-por-duas-vezes/


Maceda: Despiste e capotamento de camião na A29
Um pesado de mercadorias despistou-se, embateu no separador central e capotou, na A29, em Ovar.

O camião que transportava cimento ficou tombado na via, na saída da A29 em Maceda.

Em atualização. https://www.ovarnews.pt/maceda-despiste-e-capotamento-de-camiao-na-a29/

quinta-feira, agosto 13, 2026

O Cancro do Pulmão é o cancro mais frequente e com maior mortalidade a nível mundial. Em


Portugal, em 2022, 6155 pessoas receberam este diagnóstico e ocorreram, por cancro do


pulmão, 5077 óbitos.


Divide-se em dois grandes “grupos”, o cancro do pulmão de não pequenas células que inclui o


adenocarcinoma, o carcinoma epidermoide, entre outros; e o cancro do pulmão de pequenas


células.

Quais são os sinais de alarme? Como prevenir e como tratar?


Numa fase inicial pode não causar sintomas ou gerar manifestações facilmente confundidas


com outras doenças. Os principais sinais de alarme são o aparecimento ou agravamento de


tosse, infeções respiratórias repetidas, sangue na expetoração, dor ao respirar ou tossir,


rouquidão, respiração ruidosa, falta de ar, aumento da sensação de cansaço após esforços,


perda de peso inexplicada, e dor no peito ou no ombro.

Porque é que é tão importante vencer os mitos e o estigma?


Ideias falsas como:


“só aparece em fumadores”,


“tenho tosse desde há 3 meses, mas não vou fazer exames, porque não é nada, nunca fumei...”,


“se houver doença os efeitos do tratamento são piores que os da doença”,


“as mulheres não têm cancro do pulmão”,


“não tenho cancro porque na minha família não há casos de cancro”,


“e se tiver cancro, pode ser de não ter cuidado da minha saúde? É melhor não saber...”


“há um rastreio de cancro do pulmão, mas não vale a pena ir... não há tratamento”,


atrasam o diagnóstico.

Ultrapassar os mitos – o caso de Maria


Maria, de 68 anos, não fumadora, notou tosse persistente. Não tinha história familiar de cancro


do pulmão. Recorreu ao médico. O estudo revelou: adenocarcinoma do pulmão em fase


precoce e foi operada. A cirurgia realizada removeu apenas um lobo do pulmão, pelo que


continua a respirar bem. Realizou tratamentos complementares incluindo um tratamento


dirigido a uma mutação presente no tumor, a mutação de EGFR. Tem boa qualidade de vida.


A sobrevivência expectável é superior a 7 em 10 anos aos 5 anos.


Não tinha fatores de risco.

Quais são os principais fatores de risco?


O tabagismo assume-se como o principal fator de risco para cancro do pulmão, e cerca de 80%


dos diagnósticos de cancro do pulmão poderiam ser evitáveis se controlássemos o tabagismo.


Assim, a evicção tabágica e a cessação tabágica são indispensáveis.


Contudo, é importante realçar que mesmo os não fumadores podem ter cancro do pulmão.

A exposição a substâncias como o radão e os asbestos e doenças pulmonares como a fibrose


pulmonar também aumentam o risco de cancro do pulmão.

Porque é tão importante detetar a doença numa fase precoce?


O diagnóstico numa fase precoce está associado a melhores resultados de sobrevivência. Numa


fase precoce (o chamado estadio IA) a sobrevivência aos 5 anos é mais de 5 vezes superior à


verificada na doença metastizada.


O tratamento da doença será influenciado pela localização do tumor, o tipo específico do


tumor, as características do doente, numa decisão multidisciplinar e partilhada entre o médico


e o doente.

Existe um exame de rastreio de cancro do pulmão?


Vários estudos, entre os quais se destacam o NSLT (National Lung Screening Trial) e o estudo


NELSON, que avaliaram 53.454 e 15.789 pessoas, respetivamente, demonstraram que o


rastreio com TAC (tomografia computorizada) pulmonar de baixa dose diminuía em mais de


20% a mortalidade por cancro do pulmão.

Há inovação no tratamento de cancro do pulmão?


A investigação continua com o maior conhecimento da biologia molecular e os ensaios clínicos


têm alterado de forma muito significativa a abordagem dos doentes com cancro do pulmão.


As terapêuticas alvo, a imunoterapia e os conjugados anticorpo fármaco trouxeram uma


melhoria da sobrevivência, com qualidade de vida.


Neste Dia Mundial do Cancro do Pulmão: escute o seu corpo sem medo e sem culpa. Recorra ao


Médico. Não normalize sintomas e não deixe que o estigma atrase um diagnóstico que pode


mudar o rumo da doença.

Fernanda Estevinho


Assistente Hospitalar Graduada de Oncologia Médica. Unidade Local de Saúde de


Matosinhos, Hospital Pedro Hispano https://www.ovarnews.pt/cancro-do-pulmao-o-diagnostico-comeca-quando-vencemos-mitos-e-estigma-dr-a-fernanda-estevinho/


Pais queixam-se das condições de treino do CD Furadouro. Clube põe mãos à obra
Os pais dos atletas das camadas jovens do Clube Desportivo Furadouro estão descontentes com as condições de treino que o clube oferece. "As condições do balneário são insuficientes, não têm água quente e chove lá dentro". Em nota enviada ao OvarNews, alguns dizem que "os pais procuram melhores condições  e os atletas estão a ir para A Ovarense e para o Válega".

O CD Furadouro mostra-se consciente das dificuldades e tem agendadas diversas iniciativas para angariar fundos, como sucedeu no sábado, dia 6, com a organização de um convívio, "o primeiro para começarmos a angariar fundos para fazermos umas casas de banho novas e dignas para os nossos e para quem nos visita". "Esta será a primeira obra, pois consideramos ser neste momento a mais emergente , de seguida arrancamos para os balneários.

Até final de Setembro, o clube lançou também uma campanha de recuperação e angariação de novos sócios. Tal poderá ser feito na sede do Clube Desportivo do Furadouro, na Feira da Gastronomia e nas Festas do Mar do Furadouro, onde o clube também estará presente ou através dos contactos que oportunamente serão disponibizados.

Entretanto, o CD Furadouro anunciou o arranque dos treinos/captações para a próxima terça-feira, dia 18 de Agosto, pelas 18h30. https://www.ovarnews.pt/pais-queixam-se-das-condicoes-de-treino-do-cd-furadouro-clube-poe-maos-a-obra/


José de Oliveira assina pintura do cartaz do S. Paio 2026
 

A pintura que servirá de base ao cartaz da Romaria de São Paio da Torreira 2026 é da autoria do conceituado pintor murtoseiro, José de Oliveira.

"A obra espelha o espírito festivo, a grandiosidade e o colorido de uma das maiores e mais afamadas romarias nacionais, mostrando um São Paio que vem “molhar os pés” nas águas da Ria", explica a Câmara da Murtosa.

A Romaria de São Paio da Torreira 2026 decorrerá de 4 a 8 de setembro e o programa final será tornado público em breve.

 

 

  https://www.ovarnews.pt/jose-de-oliveira-assina-pintura-do-cartaz-do-s-paio-2026/


Antigamente usávamos radiografias, negativos e vidros fumados para ver eclipses
Houve um tempo em que um eclipse do Sol era acontecimento suficiente para fazer parar uma rua, juntar uma família à janela ou levar uma multidão para a praça, para o campo ou para o largo da aldeia, porque havia qualquer coisa de extraordinário em ver a Lua passar diante do Sol e transformar, ainda que por breves instantes, a luz do dia numa espécie de crepúsculo inesperado. Hoje temos óculos próprios para eclipses, transmissões em direto, aplicações que indicam ao segundo o início e o fim do fenómeno e informação científica disponível no telemóvel, mas nem sempre foi assim.

Para quem viveu os eclipses do século XX, sobretudo os mais marcantes, a preparação podia ser bastante diferente. Havia quem guardasse uma radiografia antiga, quem procurasse um negativo fotográfico já revelado ou quem improvisasse um pedaço de vidro fumado para conseguir olhar para o Sol sem ser imediatamente obrigado a desviar os olhos. Eram soluções domésticas, transmitidas entre familiares, vizinhos e amigos, que faziam parte daquela cultura de improvisação tão característica de outras épocas.

A radiografia talvez seja a imagem que melhor ficou na memória de muitas pessoas. Uma chapa de raios X, depois de revelada, apresentava uma superfície suficientemente escura para que o Sol pudesse ser observado através dela, parecendo diminuir a intensidade da luz até se tornar suportável aos olhos. Para uma geração habituada a guardar radiografias antigas em casa, aquela película que normalmente servia para mostrar ossos e diagnosticar doenças podia ganhar, por ocasião de um eclipse, uma função completamente diferente.

Os negativos fotográficos desempenhavam um papel semelhante. Antes da fotografia digital, fotografar significava utilizar película, revelar o rolo e receber em casa, ou na loja de fotografia, os negativos e as fotografias. Os negativos muito escuros eram frequentemente aproveitados como uma espécie de filtro improvisado para observar o Sol. Em muitos casos, acreditava-se que quanto mais escuro fosse o material, maior seria a proteção, e não era raro ouvir a recomendação de colocar várias camadas umas sobre as outras.

Outra solução que atravessou gerações foi o vidro fumado. A técnica era simples e, precisamente por isso, parecia convincente: aproximava-se um vidro de uma chama para que a fuligem o escurecesse e, depois de arrefecer, utilizava-se esse vidro para tentar diminuir a intensidade da luz solar. O resultado podia parecer bastante eficaz, porque o Sol deixava de ferir imediatamente os olhos, mas a aparência escura do vidro não significava que ele filtrasse adequadamente todas as radiações perigosas.

Havia ainda outras soluções caseiras que hoje nos parecem curiosas. Películas fotográficas, vidros muito escuros, filtros improvisados e até materiais que tinham sido concebidos para outras utilizações eram por vezes apresentados como possíveis formas de observar o eclipse. Em épocas diferentes circularam também recomendações relacionadas com vidros de soldador, embora a proteção dependesse da graduação adequada e não de qualquer vidro utilizado para soldadura.

O problema é que aquilo que parecia funcionar não era necessariamente seguro. A investigação e a informação médica foram tornando cada vez mais claro que a retina podia sofrer lesões graves provocadas pela observação direta do Sol, mesmo quando a luz parecia suportável. O perigo está precisamente no facto de a retina não possuir os mesmos mecanismos de dor que nos fazem retirar imediatamente a mão quando tocamos numa superfície demasiado quente. Uma pessoa podia olhar para o Sol, sentir que conseguia suportar a luminosidade e só mais tarde perceber que tinha sofrido uma lesão ocular.

Por isso, aquilo que hoje recordamos com alguma nostalgia como uma prática antiga deixou entretanto de ser recomendado. Em Portugal, por ocasião do eclipse solar de 20 de março de 2015, as recomendações divulgadas pelo Ministério da Educação eram muito claras: não se deveria observar diretamente o Sol através de óculos escuros, vidros negros fumados, películas ou negativos fotográficos e radiografias. Como alternativa segura, era indicada, entre outras possibilidades, a projeção da imagem do Sol através de um pequeno orifício num cartão, sem olhar diretamente para o astro.

A memória desses métodos, contudo, permanece interessante porque mostra também a forma como o conhecimento científico foi entrando no quotidiano. Durante muito tempo, bastava que uma coisa parecesse suficientemente escura para que fosse considerada adequada à observação de um eclipse. Hoje sabemos que a proteção não depende simplesmente de reduzir a luminosidade que os nossos olhos percebem, mas de filtrar adequadamente a radiação solar que pode atingir a retina.

O eclipse de 12 de agosto de 2026, que é visível em Portugal como eclipse parcial e alcança a totalidade numa pequena faixa do nordeste transmontano, oferece uma oportunidade particularmente curiosa para recordar esses hábitos. A RTP assinalou que o último eclipse desta dimensão observado em Portugal ocorreu em 1912 e que o próximo só voltará a ocorrer em 2144, tornando o fenómeno deste ano especialmente importante para quem se interessa pela história da observação do céu em Portugal.

É provável que, entre aqueles que hoje vão procurar os óculos certificados para observar o eclipse, ainda existam pessoas que se recordam de outros tempos, quando uma radiografia retirada de uma gaveta, um negativo guardado de uma antiga máquina fotográfica ou um pedaço de vidro escurecido podiam transformar-se, por alguns minutos, naquilo que parecia ser o equipamento científico necessário para assistir a um dos espectáculos mais extraordinários da natureza.

A diferença entre ontem e hoje não está apenas nos materiais que utilizamos, mas naquilo que aprendemos sobre eles. As radiografias, os negativos e os vidros fumados pertencem à memória de uma época em que o conhecimento científico convivia com a improvisação doméstica. Hoje sabemos que esses métodos não oferecem proteção adequada e que a observação direta das fases parciais de um eclipse exige filtros solares próprios e certificados.

Talvez seja precisamente isso que torna esta recordação tão interessante: aqueles objetos que outrora eram procurados em casa para conseguir ver o eclipse fazem hoje parte da própria história dos eclipses, não porque fossem a forma correta de observar o Sol, mas porque contam uma pequena história sobre as pessoas, sobre a ciência e sobre a maneira como uma geração inteira aprendeu a olhar para o céu com os conhecimentos que tinha à sua disposição.

E talvez daqui a muitos anos alguém se lembre dos óculos de eclipse de 2026 da mesma forma que hoje nos lembramos das velhas radiografias e dos negativos fotográficos, perguntando como era possível que, perante um acontecimento tão extraordinário, uma família inteira se juntasse à janela e começasse a procurar numa gaveta qualquer coisa suficientemente escura para conseguir ver a Lua a passar diante do Sol.

 

 

 

 

Paulo Freitas do Amaral,


Professor, Historiador e Autor https://www.ovarnews.pt/antigamente-usavamos-radiografias-negativos-e-vidros-fumados-para-ver-eclipses/


Desmontar o preconceito sobre o CBD para cultivar saúde
Durante muito tempo, falar sobre cannabis era sinónimo de tabu. O preconceito vinha antes da informação, e qualquer conversa sobre seu potencial medicinal era interrompida pelo peso de estigmas enraizados na sociedade. Enquanto isso, milhares de pessoas conviviam com dores insuportáveis, crises severas e doenças sem resposta, sem ao menos terem a chance de tentar um tratamento que poderia transformar suas vidas.

Durante décadas, a cannabis foi reduzida a um rótulo. O foco esteve apenas em seu uso recreativo, ignorando um universo de possibilidades terapêuticas para diversas patologias. Isso custou tempo e qualidade de vida para aqueles que poderiam ter encontrado no canabidiol (CBD) e em outros compostos da planta uma nova chance - mas a verdade sempre encontra um jeito de emergir.

Hoje, a ciência atua muito mais em pesquisas sobre a cannabis medicinal. Estudos mostram que a planta pode ser eficaz no tratamento de doenças como epilepsia, dores crônicas, Parkinson, ansiedade, insônia, esclerose múltipla e tantas outras condições que impactam profundamente a rotina de milhares de pessoas. Ou seja, a cannabis medicinal não é uma ameaça, é uma esperança.

O canabidiol, muito conhecido por sua sigla “CBD”, está presente na cannabis e se destaca por sua versatilidade em se tratando das propriedades benéficas à saúde humana. Dessa maneira, diversas doenças e condições podem ser tratadas com a utilização da substância, como no caso do Alzheimer, epilepsia, câncer, fibromialgia e várias outras.

Conheça o mecanismo de ação do CBD no corpo humano:

Assim que entra no organismo, a substância passa a interagir com os receptores carabinóides que se localizam nas membranas de células presentes no cérebro e em diversos outros órgãos.

Assim que esta ligação acontece, pode ocorrer tanto a estimulação, como se verifica em relação ao tetrahidrocanabinol (THC) ou o bloqueio. Desse modo, o canabidiol tem a capacidade de estabelecer ligação com os receptores, ocupando o meio de reação sem efetuar ativação. Como consequência, o CBD impede com que ocorra a estimulação de outras substâncias.

Estudos que abordam as melhores referências em CBD sinalizam que o canabidiol tem a capacidade de atuar das duas formas, conforme o receptor a que se liga. Quando sua ação é estimulante, o CBD realizou ligação com o 5-HT1A, que é o receptor da serotonina, responsável pelo humor e relacionado a quadros depressivos.

O CBD, nesse caso, efetua estímulo no receptor em questão. Este, por sua vez, por receber maior aporte de serotonina, faz com que o indivíduo apresente melhora em casos de tristeza, por exemplo. Tal conexão está relacionada aos efeitos de medicamentos como ansiolíticos, antidepressivos e até mesmo em se tratando de neuroprotetores do canabidiol.

Vale a pena pontuar que o CBD tem a capacidade de agir de modos diferentes no corpo humano.

Confira a seguir as principais ações do canabidiol:

- Neuroprotetora: atuando tanto sobre o cérebro, quanto sobre a medula;


- Antipsicóticas: previne e trata psicoses pelo seu efeito sedativo;


- Ansiolíticas: eficiente para tratamento de algumas ansiedades;


- Anticonvulsivantes: previne crises epilépticas e convulsivas;


- Antitumorais: para tratamento de efeitos de neoplasias;


- Anti-inflamatórias: atua para combater inflamações variadas.

As doenças que são tratáveis por meio do uso do canabidiol:

Doenças dermatológicas:

A substância apresentou efetividade em se tratando de melhorar condições da pele, sobretudo no que diz respeito a distúrbios como a acne, causadas por processos inflamatórios.

Transtornos psicóticos e quadros de esquizofrenia:

O consumo de carabinoides é seguro e efetivo para tratar esquizofrenia, seja como terapia auxiliar ou principal.

Epilepsia:

Diversos estudos apontam que o CBD apresenta elevada eficácia para tratar a epilepsia.

Cancro:

Nesse caso, o CBD atua para alívio de diversos sintomas, tais como náuseas e dores, que são frequentes em pacientes em tratamento oncológico, além de ser uma potente droga anticancerígena.

Alzheimer:

Cientistas australianos desenvolveram o estudo “Evidências das propriedades terapêuticas do canabidiol (CBD) para a doença de Alzheimer”, em que apontaram múltiplos benefícios no tratamento dessa doença degenerativa.

Autismo:

Estima-se que mais de 30% dos autistas sentem melhora significativa dos efeitos da condição com o uso do CBD.

 

Os produtos com CBD em uso nos dias atuais:

Na atualidade, os derivados de cannabis se mostram bastante seguros para consumo. Marcas como a Tabu CBD disponibilizam diversos produtos, que são de elevada qualidade, mostrando-se bastante seguros. Com uma proposta de democratizar o uso responsável da erva em suas variadas formas, a empresa é retrato do modo consciente com que o assunto é tratado.

Assim sendo, a Tabu CBD acompanha com maestria o perfil responsável e libertador dos consumidores da atualidade. As pessoas estão cada vez mais interessadas na utilização da cannabis, seja por conta de seus efeitos recreativos ou medicinais.

Canabidiol: Uma substância rica em benefícios à saúde

O CBD destaca-se por conta de suas múltiplas ações em doenças dos mais variados tipos. Quando indicado por um médico, o tratamento com o CBD é seguro. É importante ressaltar, contudo, que a substância pode apresentar efeitos colaterais, como boca seca, tontura e sonolência.

Desse modo é importante que se faça o uso consciente da substância, pois em alguns casos, o CBD é contraindicado, como no caso  de grávidas, alérgicos ao canabidiol e pacientes com doenças hepáticas. https://www.ovarnews.pt/desmontar-o-preconceito-sobre-o-cbd-para-cultivar-saude/


Como se vestiram os ovarenses para ver um eclipse
Em 2026, foi Bragança o local privilegiado com uma visão a 100% de um eclipse solar, mas em 1912, foi a região de Ovar a eleita pela ciência para observar o fenómeno na sua plenitude.

Nesse dia 17 de abril de 1912, dois dias depois do naufrágio do transatlântico Titanic, o eclipse do Sol tirou os habitantes de Ovar para a rua.

As fotografias mostram-nos também como se vestiam para esta ocasião: homens de fato e chapéu, mulheres de vestidos compridos e lenços, crianças com as suas melhores roupas… e uma fanfarra a desfilar pelas ruas engalanadas.

Mais de um século depois, o eclipse voltou a ser motivo de emoção, curiosidade e festa. A roupa, essa, mudou muito.

Fonte : Centro Portugues da Fotografia


Local Ovar


Data 1912


Fonte: Arquivos Do Povo Em Portugal https://www.ovarnews.pt/como-se-vestiram-os-ovarenses-para-ver-um-eclipse/

quarta-feira, agosto 12, 2026

O Hospital São Miguel, em Oliveira de Azeméis, está parcialmente encerrado devido à presença excessiva de baratas nas instalações. A situação foi detetada na segunda-feira e levou ao encerramento das áreas mais afetadas a partir do dia seguinte.

Ler artigo. https://www.ovarnews.pt/infestacao-de-baratas-leva-ao-encerramento-parcial-de-hospital-em-oliveira-de-azemeis/


Música tradicional promoveu envelhecimento ativo e participação em Ovar
O Grupo de Bandolins de Esmoriz, associado coletivo da Fundação INATEL, promoveu


a iniciativa "Cantar, Respirar e Recordar – Música Tradicional, Bem - Estar Respiratório


e Participação Ativa", no âmbito do projeto INATEL Longevidade+, junto do Grupo de


Ação Social de São Vicente de Pereira.


Integrada no Eixo I – Eventos de Curta Duração do projeto INATEL Longevidade+, a


iniciativa procurou promover o envelhecimento ativo e saudável através da cultura, da


saúde e bem - estar e da participação social, recorrendo à música como forma de


estimular a memória, incentivar a interação e envolver ativamente os participantes.

Desenvolvida em dois momentos, nos dias 4 e 25 de julho, a iniciativa contou com letras,


arranjos musicais e pequenos instrumentos de percussão preparados pela Orquestra


de Bandolins de Esmoriz. Na primeira sessão, os participantes foram convidados a


recor dar músicas tradicionais portuguesas, acompanhando os temas através das


letras e dos instrumentos disponibilizados e assumindo um papel ativo na experiência


musical.

Na segunda sessão, com a colaboração de elementos do Grupo Coral de Esmoriz, foram


revisitadas as músicas cantadas e ensaiadas anteriormente, num ambiente de partilha


e interação que permitiu recordar os temas trabalhados e reforçar o envolvimento dos


participantes.

Através da música tradicional e da participação ativa, "Cantar, Respirar e Recordar"


proporcionou momentos de convívio, estimulação da memória e valorização da cultura popular, contribuindo para uma vivência mais participativa e positiva do


envelhecimento.


iniciativa reforçou o compromisso conjunto da Fundação INATEL e do Grupo de Bandolins de Esmoriz na promoção de comunidades mais participativas, inclusivas e preparadas para os desafios e oportunidades associados ao aumento da longevidade.

O INATEL Longevidade +:


O INATEL Longevidade+ é um projeto promovido pela Fundação INATEL, financiado pelo


Pessoas 2030, que pretende contribuir para a promoção da longevidade ativa e saudável através da sensibilização, capacitação e envolvimento de pessoas com 55 ou


mais anos de idade, em situação de vulnerabilidade. Assente numa abordagem


integrada e multidimensional, o projeto procura valorizar o processo de envelhecimento enquanto oportunidade de desenvolvimento pessoal, participação social e reforço da qualidade de vida, prom ovendo estilos de vida mais ativos, informados e saudáveis. https://www.ovarnews.pt/musica-tradicional-promoveu-envelhecimento-ativo-e-participacao-em-ovar/
O extremo norte-americano, Devan Cambridge, de 25 anos, é reforço da Ovarense para a época 2026/27.

Com um percurso assinalável pela NCAA D1, e vindo da University of Central Florida, Cambridge cumprirá em Ovar a sua primeira temporada em solo europeu.

Muita energia, garra e altos voos: ingredientes que não faltarão em nossa casa. https://www.ovarnews.pt/devan-cambridge-e-reforco-da-ovarense-para-a-epoca-2026-27/


APA dá luz verde ambiental ao primeiro troço da alta velocidade entre Porto e Gaia
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) considerou que o projeto de execução da futura linha ferroviária de alta velocidade entre Porto e Gaia está em conformidade com a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) anteriormente emitida, dando luz verde à empreitada.

A decisão, datada de segunda-feira, determina que a conformidade ambiental dos subtroços quatro e cinco (do troço Porto-Oiã), fica dependente do cumprimento dos termos e condições estabelecidos pela APA.

O troço em causa tem cerca de 21 quilómetros, começa no concelho de Ovar, já próximo de Espinho, e termina na estação de Campanhã, no Porto. A entrada em funcionamento está prevista para 2030, enquanto a ligação de alta velocidade entre Porto e Lisboa deverá ficar concluída em 2032.

A reformulação do projeto pelo consórcio construtor permitiu recuperar várias das soluções previstas no estudo prévio e aprovadas na Declaração de Impacte Ambiental (DIA).

Segundo o Jornal de Notícias, uma das principais alterações diz respeito à futura estação de Vila Nova de Gaia. A solução agora considerada ambientalmente conforme mantém a construção de uma estação subterrânea em Santo Ovídio, em articulação com o planeamento urbanístico do município.

A localização tinha sido alvo de uma proposta alternativa apresentada pelo consórcio em abril de 2025, que previa a transferência da estação para Vilar do Paraíso e alterações no traçado para permitir uma solução à superfície.

A proposta acabou por ser rejeitada pela APA em dezembro de 2025. Na altura, a agência considerou que a localização de Vilar do Paraíso ficaria numa “zona periférica” e não asseguraria a necessária “intermodalidade com outros meios de transporte público”.

Também a travessia do Douro regressa à solução prevista no estudo prévio: uma ponte rodoferroviária com dois tabuleiros. O consórcio tinha proposto a construção de duas pontes distintas, uma para a ferrovia e outra para o tráfego rodoviário. Essa alteração foi igualmente chumbada pela APA.

Na reformulação agora apresentada, mantém-se uma única ponte rodoferroviária, embora com uma solução arquitetónica diferente da inicialmente prevista. Segundo o Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), a nova solução não deverá descaracterizar a paisagem, contribuindo antes para reforçar o seu carácter atual.

A estação de Porto-Campanhã será reformulada e ampliada para permitir a integração da linha de alta velocidade, de acordo com a solução aprovada na fase de estudo prévio.

O projeto foi entretanto desenvolvido e pormenorizado em articulação com o Plano de Urbanização de Campanhã, que está a ser preparado pela Câmara do Porto, com a colaboração da Infraestruturas de Portugal.

A reformulação inclui ainda um aumento significativo do número de restabelecimentos viários, que passam de sete para 41.

A medida pretende reduzir o efeito barreira da linha e garantir a continuidade da rede viária local em função do levantamento cadastral e do projeto de expropriações.

Os túneis previstos no estudo prévio mantêm-se no projeto, assumindo particular importância devido ao atravessamento de zonas densamente urbanizadas, sobretudo em Vila Nova de Gaia.

Foram introduzidas adaptações nos túneis de Negrelos e Gaia, sobretudo devido a condicionantes geotécnicas, construtivas e operacionais identificadas durante a elaboração do projeto de execução.

Segundo a APA, estas alterações permitem assegurar a viabilidade construtiva das soluções sem comprometer o cumprimento das condições ambientais anteriormente estabelecidas.

A futura rede de alta velocidade deverá permitir ligar Porto e Lisboa em cerca de uma hora e 15 minutos em 2032, com possíveis paragens em Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria.

Está igualmente prevista uma ligação de alta velocidade entre Porto e Vigo, passando pelo aeroporto do Porto, Braga, Ponte de Lima e Valença. O percurso poderá ser realizado em cerca de 50 minutos, também a partir de 2032. https://www.ovarnews.pt/apa-da-luz-verde-ambiental-ao-primeiro-troco-da-alta-velocidade-entre-porto-e-gaia/
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alerta para a formação de muita nebulosidade na zona costeira entre o Cabo Raso e Caminha, que vai tornar "quase impossível" a observação do eclipse em várias praias do Norte e Centro do país, em especial perto do Cabo Carvoeiro, em Peniche, também nas praias de Aveiro e da Figueira da Foz.

"É uma faixa longitudinal, mas não se espera que ela penetre muito para o interior, o que significa que vai ficar confinada a uma zona quase de faixa costeira, muito próxima da praia. Ela é mais provável a norte do Cabo Carvoeiro, poderá chegar também a algumas zonas entre Aveiro e Viana do Castelo, outras zonas também ali perto da Figueira da Foz, em algumas dessas praias não se vai conseguir ver", adiantou, em declarações à TSF, a meteorologista Ângela Lourenço.


O IPMA sugere, por isso, que a população se desloque para regiões mais interiores: "Prevêem-se boas condições para a visualização do eclipse em praticamente todo o território, com exceção de uma faixa costeira do litoral, no Norte e Centro, que à hora do eclipse se prevê que esteja com nebulosidade. Essa nebulosidade poderá ser compacta e vai dificultar em muito, ou mesmo tornar impossível, a visualização do eclipse. O que nós temos estado a sugerir é que quem possa se desloque, talvez, um bocadinho mais para o interior e para zonas um pouco mais altas, para poderem ter melhores condições para visualização do eclipse".

De olhos postos no céu, mas protegidos com óculos apropriados, Portugal vai testemunhar esta quarta-feira, numa rara oportunidade, um eclipse total do Sol, embora só numa pequena zona do Parque Natural de Montesinho, em Bragança.

Nesta zona, o fenómeno, que já não sucedia em Portugal desde 1912, terá a duração aproximada de 26 segundos. Nessa altura, foi Ovar o local indicado para assistir ao fenómeno na sua plenitude.


No restante território nacional, o eclipse será parcial, variando a percentagem de ocultação do Sol entre 92% e 99% no continente e entre 74% e 77% nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira https://www.ovarnews.pt/nebulosidade-ameaca-observacao-do-eclipse-em-varias-praias-do-centro/

terça-feira, agosto 11, 2026



Manutenção da rede de abastecimento no Município de Albergaria-a-Velha obriga à suspensão/perturbação temporária do abastecimento
Para prosseguir com trabalhos de manutenção da redes de abastecimento, a AdRA vai intervir na União de Freguesias de Albergaria-a-Velha e Valmaior.


Esta intervenção obriga a uma suspensão do abastecimento de água no dia 17/08/2026 entre as 10:00h e as 14:00h, nos seguintes locais e arruamentos:

Rua da Chousa

Para consultar as intervenções no seu município, ligue 808 200 217* e escolha a opção 2, ou então aceda ao site da AdRA, onde as intervenções e ocorrências estão disponíveis e em permanente atualização: AdRA: Informações na Hora.

*Cobrado apenas o 1º minuto - custo de chamada para a rede fixa nacional

 

 

 

  https://www.ovarnews.pt/manutencao-da-rede-de-abastecimento-no-municipio-de-albergaria-a-velha-obriga-a-suspensao-perturbacao-temporaria-do-abastecimento/


Portugal estreia primeiro equipamento de Tomografia Computorizada com tecnologia de Contagem de Fotões (Photon Counting) que reduz até 45% da radiação e melhora a precisão do diagnóstico
Portugal passa a dispor da primeira tecnologia Photon Counting em funcionamento no país, uma nova geração de Tomografia Computorizada, considerada a maior evolução tecnológica desta área nas últimas décadas. Ao reforçar a capacidade de diagnóstico e apoiar decisões clínicas mais precisas, esta nova tecnologia poderá ainda contribuir para reduzir a necessidade de exames complementares adicionais e de procedimentos invasivos em múltiplas áreas da Medicina.

 

Ao contrário da Tomografia Computorizada convencional, a tecnologia Photon Counting mede individualmente cada fotão de radiação X, em vez de integrar toda a energia recebida pelo detetor. Esta diferença tecnológica permite obter imagens anatomicamente mais detalhadas, reduzir artefactos que dificultam a interpretação dos exames e melhorar a caracterização de lesões, tecidos e estruturas anatómicas, algumas de pequena dimensão e mesmo em situações particularmente exigentes, como doentes com calcificações arteriais extensas ou stents coronários.

 

Para os especialistas, esta evolução representa mais do que uma melhoria da qualidade da imagem. Ao disponibilizar melhor informação desde o primeiro exame, poderá contribuir para diagnósticos mais rigorosos e, em determinados contextos clínicos, diminuir o recurso a estudos adicionais, alguns deles invasivos.

 

A tecnologia permite igualmente reduzir as doses de radiação e/ou de contraste em determinados protocolos clínicos, mantendo elevados níveis de qualidade diagnóstica – um benefício com particular relevância para doentes que necessitem de exames periódicos ou que apresentem maior vulnerabilidade à exposição cumulativa à radiação ou a produtos de contraste.

 

“Estamos perante uma evolução muito significativa no diagnóstico por imagem. Não se trata apenas de obter imagens de melhor qualidade. Conseguimos obter mais e melhor informação diagnóstica, observar estruturas anatómicas com um nível de detalhe muito superior e aumentar a confiança no diagnóstico e consequentemente na tomada de decisão”, afirma Luís Curvo Semedo, Médico Radiologista na Joaquim Chaves Saúde.

 

Na área cardiovascular, uma das principais vantagens está na avaliação da doença arterial coronária, sobretudo em doentes com calcificações importantes ou stents, situações em que a técnica convencional pode apresentar limitações.

 

“Nesta área, uma das principais mais-valias desta nova tecnologia é a redução dos artefactos provocados pelas calcificações e pelos stents, permitindo uma avaliação mais rigorosa do interior das artérias coronárias. É possível avaliar e esclarecer situações clínicas que anteriormente podiam sofrer de alguma incerteza diagnóstica ou em que os exames de Angio-TC eram mesmo não diagnósticos”, sublinha Carla Saraiva, Médica Radiologista dedicada à área da imagem cardíaca na Joaquim Chaves Saúde.

 

Também na área respiratória, a tecnologia poderá representar um avanço importante na caracterização de alterações pulmonares muito precoces. A elevada resolução espacial permite uma avaliação mais detalhada de pequenos nódulos pulmonares e de alterações em fase inicial, nomeadamente em contexto de rastreio ou suspeita de cancro do pulmão – uma capacidade que poderá contribuir para diagnósticos mais precoces e mais precisos nas situações em que o detalhe da imagem faz efetivamente a diferença. Também na avaliação de doenças do interstício pulmonar, esta tecnologia poderá trazer diagnósticos mais atempados ao detetar mais precocemente alterações de estruturas anatómicas muito pequenas.

 

Luis Lebre, diretor clínico da Joaquim Chaves Saúde, adianta que “outra das vantagens é a diminuição do risco cumulativo associado a exames repetidos, algo especialmente importante em doentes que precisam de vigilância periódica (ex: rastreio do cancro do pulmão, doença oncológica em seguimento), em crianças e jovens, mais sensíveis aos efeitos da radiação a longo prazo, e em grávidas, quando o exame é estritamente necessário, assim como a eventual diminuição do risco oncológico devido a menor dose acumulada”.

 

Para Luís Curvo Semedo, o impacto desta tecnologia é transversal às diferentes especialidades médicas: “mais do que uma evolução tecnológica, estamos perante uma nova capacidade de obter informação diagnóstica a partir da imagem. Isso permite caracterizar melhor diferentes patologias, apoiar decisões terapêuticas de forma mais informada e melhorar a articulação entre especialidades médicas, em benefício do doente.”

 

Os benefícios da tecnologia Photon Counting estendem-se a múltiplas áreas da medicina, incluindo Cardiologia, Pneumologia, Oncologia, Neurologia e Ortopedia, entre tantas outras especialidades nas quais a precisão diagnóstica assume um papel determinante.

 

A tecnologia encontra-se instalada na Clínica de Miraflores da Joaquim Chaves Saúde, onde passa a estar disponível o primeiro sistema NAEOTOM Alpha Prime, da Siemens Healthineers, em funcionamento em Portugal.

 

Para além da atividade privada e da exercida ao abrigo de acordos com diferentes seguradoras, os exames estão também acessíveis aos utentes do Serviço Nacional de Saúde, ao abrigo de uma convenção de âmbito regional que abrange todas as Unidades Locais de Saúde da região de Lisboa e Vale do Tejo, mediante requisição emitida por uma dessas unidades.

 

  https://www.ovarnews.pt/?p=106130
O Município de Espinho assinala, no próximo dia 12 de agosto, os 130 anos da chegada do cinema ao concelho, com uma sessão especial ao ar livre na Praça Dr. José Oliveira Salvador.

A iniciativa, marcada para as 21h30, resulta de uma parceria entre a autarquia e a Fundação INATEL — Delegação do Porto, integrando o programa Cinema Fora do Sítio.

O público poderá assistir gratuitamente ao filme “Cinema Paraíso”, de Giuseppe Tornatore, distinguido com o Óscar de Melhor Filme Internacional. A obra é amplamente reconhecida como uma homenagem à sétima arte, retratando a ligação de um homem à sala de cinema da sua infância, numa pequena localidade italiana.

“A sessão pretende reunir famílias e amigos numa noite de cultura, convívio e emoção, evocando mais de um século de história do cinema em Espinho. A participação é livre e aberta a toda a comunidade”, destaca a Câmara Municipal. https://www.ovarnews.pt/?p=106127


Aprender a ler antes dos 6 anos? - Por Paulo Freitas do Amaral
 

Há uma mudança silenciosa a acontecer na educação portuguesa que merece muito mais atenção do que aquela que tem recebido, porque, sem alterar necessariamente a idade em que uma criança entra na escola ou o momento em que começa formalmente a aprender a ler, está a modificar a forma como olhamos para os anos que antecedem o primeiro ciclo e, sobretudo, para aquilo que pode e deve acontecer durante o pré-escolar.

Durante muito tempo, pareceu existir uma fronteira bastante clara: antes dos seis anos estava a infância, depois dos seis começava a escola e, com ela, a aprendizagem formal da leitura e da escrita. A criança podia ouvir histórias, brincar com livros, desenhar, cantar e desenvolver a linguagem, mas tudo isso era frequentemente encarado como uma preparação quase informal para aquilo que realmente começaria no primeiro ano de escolaridade. Hoje, porém, a própria política educativa portuguesa começa a olhar para essa preparação de outra forma, reconhecendo que a aprendizagem da leitura não começa necessariamente quando a criança aprende as primeiras letras, mas muito antes, através de um conjunto de competências linguísticas e de experiências com a linguagem escrita que se vão acumulando durante os primeiros anos de vida.

É aqui que surge o conceito de literacia emergente, que pode parecer uma expressão técnica destinada apenas a educadores e investigadores, mas que traduz uma ideia bastante simples: uma criança começa a construir as bases da leitura antes de conseguir ler formalmente. O contacto com os livros, a audição de histórias, o desenvolvimento do vocabulário, a capacidade de reconhecer sons, brincar com rimas, compreender que aquilo que se diz pode ser representado através da escrita e perceber progressivamente que as letras possuem uma relação com os sons da linguagem constituem experiências que não acontecem de repente no dia em que a criança entra no primeiro ano.

Em Portugal, esta mudança já encontra expressão concreta em programas e orientações recentes. O Plano Nacional de Leitura 2027 apoia o PROL, Programa de Literacia Emergente, que trabalha com crianças até aos seis anos, enquanto a Rede de Bibliotecas Escolares tem vindo igualmente a promover a literacia emergente e a defender o contacto precoce e continuado com livros, histórias, letras, sons e diferentes formas de linguagem escrita. A questão deixa, portanto, de ser apenas uma opinião de determinado professor ou de determinado pai mais preocupado com a educação dos filhos e passa a integrar uma visão institucional sobre aquilo que deve ser feito antes da aprendizagem formal da leitura.

Mas há aqui uma distinção que importa fazer, porque falar em aprender a ler antes dos seis anos pode facilmente ser interpretado como uma defesa da escolarização cada vez mais precoce das crianças, e não é disso que se trata. Não defendo que uma criança de quatro anos deva passar a manhã sentada diante de fichas de leitura, nem que os jardins de infância devam transformar-se em pequenas escolas primárias onde se antecipam conteúdos apenas para que os alunos cheguem ao primeiro ano aparentemente mais adiantados do que os outros.

O que está em causa é bastante diferente e, na minha opinião, muito mais importante: perceber que brincar também pode ser aprender e que uma criança pode desenvolver competências fundamentais para a leitura sem que ninguém lhe esteja a dar uma aula formal de leitura.

Quando uma criança de quatro ou cinco anos ouve diariamente uma história, aprende palavras novas, tenta contar aquilo que ouviu, reconhece o seu nome escrito, percebe que determinada palavra começa pelo mesmo som de outra, brinca com rimas ou começa a distinguir letras que vê repetidamente, não está simplesmente a passar o tempo enquanto espera pela escola. Está a construir ferramentas que serão posteriormente utilizadas na aprendizagem da leitura e da escrita.

Esta realidade obriga-nos também a olhar de outra maneira para aquilo que acontece dentro das famílias, porque a preparação para a leitura não depende exclusivamente da escola e começa muito antes de uma criança se sentar pela primeira vez numa carteira. Uma casa onde existem livros, onde os adultos conversam com as crianças, onde se lê uma história antes de dormir, onde se explicam palavras desconhecidas e onde existe liberdade para perguntar e descobrir é também um espaço de aprendizagem, ainda que ninguém esteja a utilizar manuais escolares ou a dar uma aula.

E esta questão torna-se particularmente importante quando pensamos nas desigualdades educativas, porque nem todas as crianças chegam ao primeiro ano com a mesma relação com a linguagem. Há crianças que cresceram rodeadas de livros, que ouviram histórias desde pequenas, que tiveram adultos disponíveis para conversar e explicar palavras e que chegam à escola já familiarizadas com aquilo que significa abrir um livro e acompanhar uma narrativa; outras chegam exactamente à mesma sala de aula tendo tido muito menos contacto com esse universo, não por falta de capacidade, mas porque tiveram oportunidades diferentes.

É por isso que a discussão sobre a literacia antes dos seis anos não deveria ser apresentada como uma competição entre crianças, em que uns pais procuram que os filhos leiam aos quatro anos e outros defendem que nenhuma letra deveria ser apresentada antes da escola. A questão verdadeiramente importante é garantir que todas as crianças tenham acesso às experiências que lhes permitem chegar ao primeiro ano mais preparadas para aprender, independentemente da família onde nasceram ou dos recursos económicos e culturais existentes em casa.

Talvez seja também aqui que Portugal tenha uma oportunidade para repensar algumas das suas prioridades educativas.

Temos discutido durante anos os resultados dos alunos na leitura, a falta de hábitos de leitura, as dificuldades de compreensão dos textos e a necessidade de melhorar o ensino do Português, mas muitas vezes concentramos a discussão no momento em que o problema já se tornou evidente, quando a criança está no primeiro ciclo ou mesmo vários anos depois. Talvez seja necessário começar a olhar para trás e perguntar o que aconteceu antes de essa criança chegar à escola, que contacto teve com livros, que vocabulário desenvolveu, quanto ouviu falar, quantas histórias ouviu e que relação construiu com a linguagem.

A verdade é que uma criança não chega ao primeiro ano como uma folha em branco à espera de receber a primeira aula de leitura. Chega com uma história linguística que pode ser extraordinariamente rica ou, pelo contrário, bastante limitada, e essa diferença pode ter consequências no modo como irá enfrentar aquilo que para o professor será uma aprendizagem nova, mas que para algumas crianças representa apenas a continuação de um universo que já conhecem.

Por isso, talvez devêssemos deixar de discutir apenas a idade em que uma criança deve aprender formalmente a ler e começar a discutir a idade em que deve começar a ter as melhores condições para aprender a ler.

São coisas diferentes.

Ensinar formalmente demasiado cedo pode ser um erro, sobretudo se significar transformar a infância numa sucessão de exercícios e obrigações; começar demasiado tarde a proporcionar experiências de linguagem e de contacto com os livros também pode ser um erro, sobretudo quando sabemos que os primeiros anos são fundamentais para o desenvolvimento linguístico e para a construção de hábitos que acompanharão a criança durante toda a sua vida escolar.

A solução não estará, portanto, em transformar uma criança de quatro anos num aluno do primeiro ano, mas em garantir que uma criança de quatro anos tenha aquilo de que precisa para chegar ao primeiro ano preparada para ser aluna.

É esta, talvez, a verdadeira novidade que começa a ganhar força em Portugal: não antecipar a escola, mas antecipar a atenção que damos à aprendizagem.

E quando se fala em aprender a ler antes dos seis anos, talvez seja precisamente isso que devamos entender.

Não significa que todas as crianças devam saber ler aos quatro ou cinco anos, nem que os jardins de infância tenham de abandonar o brincar para começar a ensinar conteúdos escolares de forma acelerada. Significa reconhecer que a leitura não nasce no primeiro dia do primeiro ano, que as palavras que uma criança ouviu durante os anos anteriores contam, que os livros que teve à sua disposição contam, que as histórias que lhe leram contam, que o vocabulário que adquiriu conta e que tudo aquilo que foi construindo antes de saber ler terá influência na forma como irá aprender a fazê-lo.

Portugal parece finalmente estar a olhar para esta realidade com maior atenção.

A questão que agora devemos colocar é se teremos coragem para levar essa mudança até às suas últimas consequências, garantindo que a literacia emergente deixa de ser apenas uma expressão utilizada em documentos e programas educativos e passa a fazer parte da cultura de todas as famílias, de todas as creches, de todos os jardins de infância e, sobretudo, daquilo que entendemos ser a primeira grande preparação de uma criança para o conhecimento.

Porque talvez a aprendizagem da leitura não comece quando a criança consegue ler a primeira palavra.

Talvez comece muito antes, no momento em que alguém lhe abre um livro e lhe mostra que, dentro daquelas páginas, existem palavras capazes de contar uma história.

Paulo Freitas do Amaral, Professor e Autor https://www.ovarnews.pt/aprender-a-ler-antes-dos-6-anos-por-paulo-freitas-do-amaral/


Ovar mantém oferta de livros de fichas aos alunos do 1.º Ciclo
O Município de Ovar volta a implementar o Programa de Oferta de Livros Escolares, garantindo a oferta gratuita dos livros de fichas a todos os alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico da rede pública do concelho.

A iniciativa representa um importante apoio às famílias no arranque do novo ano letivo, contribuindo para aliviar os encargos com a educação e assegurando que todos os alunos dispõem dos recursos pedagógicos necessários para uma aprendizagem de qualidade.

No âmbito deste programa, o Município disponibilizará os livros de fichas de Língua Portuguesa, Matemática, Estudo do Meio e Inglês (para os alunos do 3.º e 4.º anos), complementando a medida do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, que assegura a oferta dos manuais escolares.

Para beneficiar deste apoio, cada aluno receberá um código de oferta, enviado por SMS ao respetivo encarregado de educação. Esse código deverá ser apresentado numa das papelarias aderentes ao programa, que procederão à sua validação através da Plataforma SIGA.

O envio das mensagens será efetuado de forma faseada durante o mês de agosto.

Está previsto que os encarregados de educação dos alunos do Agrupamento de Escolas de Esmoriz-Ovar Norte recebam o código no dia 11 de agosto, seguindo-se, no dia 12 de agosto, os alunos dos Agrupamentos de Escolas de Ovar e de Ovar Sul. https://www.ovarnews.pt/ovar-mantem-oferta-de-livros-de-fichas-aos-alunos-do-1-o-ciclo/


Joaquim Andrade: Da Ovarense aos píncaros da Volta a Portugal
No próximo dia 12 de agosto, a Volta a Portugal começa a sua sexta etapa em Santa Maria da Feira. E, antes de a estrada voltar a ser palco de esforço, coragem e superação, há uma história que merece ser contada.

Uma história que tem nome, rosto e muitas páginas escritas a pedalar: Joaquim Andrade.

Nascido a 14 de junho de 1945, Joaquim Andrade foi um dos grandes nomes do ciclismo português. Joaquim Pereira de Andrade começou por correr na Ovarense, equipa que posteriormente ao ser extinta o levou a representar o Sangalhos.

Em 1969, vestiu de glória a camisola amarela e tornou-se vencedor da Volta a Portugal, uma conquista que o inscreveu para sempre na memória da modalidade.

Mas a sua história não se resume a uma vitória.

Foram 12 triunfos em etapas da Volta a Portugal, duas coroas de Rei da Montanha, a vitória na Volta ao Algarve, três títulos de Campeão Nacional de Perseguição Individual e dois de Campeão Nacional de Rampa. E houve ainda vitórias além-fronteiras, em França e Angola, numa carreira que o levou a vestir as cores de clubes e equipas em Portugal, Bélgica e França.

Joaquim Andrade pertence a uma geração que fez da bicicleta muito mais do que um meio de chegar primeiro. Fez dela uma forma de vida. Uma escola de resistência. Uma maneira de conquistar a estrada, subida após subida, quilómetro após quilómetro.

Em 1969, conquistou a Volta. Hoje, continua a fazer parte da história da Volta.

É essa memória viva do ciclismo português que estará no dia 12, quarta-feira, no programa Há Volta, da RTP, em Santa Maria da Feira, quando a caravana da Volta a Portugal se preparar para partir.

Palmarés

venceu a Volta a Portugal + 1 etapa + geral montanha (69)


venceu a Volta ao Algarve +1 etapa (78)


1x etapa GP du Midi-Libre ('72)


12x etapas Volta a Portugal  ('78, '77, '76, '74, '70, '69, '65)


1x etapa Grande Prémio Jornal de Notícias ('82)


Circuito de Palmela (68)


1º em Campeonato Nacional, Pista, Perseguição, Elite, Portugal (69,72,73)


1º no Campeonato Nacional de rampa, Elite, Portugal (69,70,72)


1º in Aveiro, Aveiro (70)


1º na etapa 3 parte Grande Prémio Casal (70)


venceu GP Fagor + 3 etapas (71)


venceu GP Nocal, Angola + 2 etapas + Classificação de pontos + geral montanha (71)


1º em Campeonato Nacional, Pista, Perseguição por Equipas, Portugal (73)


Criterium porto (72,73)


venceu GP Couto + 1 etapa (74)


venceu GP Papeis Vouga (74) https://www.ovarnews.pt/joaquim-andrade-da-ovarense-aos-pincaros-da-volta-a-portugal/

segunda-feira, agosto 10, 2026



Repostas as condições de qualidade da água balnear do Areinho
A Câmara Municipal de Ovar informou, esta segunda-feira, que foi levantada a interdição da água balnear do Areinho, "estando novamente reunidas as condições de qualidade e segurança para a utilização da água para fins balneares".

O levantamento da interdição foi determinado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), através da Administração da Região Hidrográfica do Centro (ARH Centro), na sequência dos resultados das análises realizadas à água balnear do Areinho nos dias 20 e 27 de julho e 3 de agosto, que confirmaram o restabelecimento das condições adequadas para a prática balnear.

Estão, assim, reunidas as condições de segurança para a utilização da água balnear do Areinho, podendo a população e os visitantes voltar a usufruir deste espaço balnear.

A Câmara Municipal de Ovar garante que vai continuar a acompanhar a qualidade das águas balneares do concelho, em articulação com as entidades competentes, assegurando a monitorização necessária à proteção da saúde e segurança dos utilizadores. https://www.ovarnews.pt/repostas-as-condicoes-de-qualidade-da-agua-balnear-do-areinho/


Nasceram 75 bebés no Hospital de S. Sebastião durante a Viagem Medieval
Nasceram 75 bebés no Hospital de S. Sebastião, em Santa Maria da Feira, durante os 12 dias da Viagem Medieval: 35 Infantas e 40 Infantes da Terra de Santa Maria.


Assim, a 30.ª edição da Viagem Medieval em Terra de Santa Maria encerra com um balanço de “sucesso absoluto”, marcado pelo forte impacto na economia local, pela projeção nacional de Santa Maria da Feira, pela qualidade da programação artística, pela participação do movimento associativo, pelo envolvimento notável dos feirenses, pelo rigor financeiro e pela capacidade organizativa.


A edição comemorativa voltou a afirmar a Viagem Medieval como um dos grandes eventos culturais do país, com impacto direto no comércio, restauração e restantes atividades económicas. A presença dos principais órgãos de comunicação social nacionais reforçou igualmente a notoriedade e a visibilidade de Santa Maria da Feira.


“Foi em todas as suas dimensões um sucesso. Nos seus 30 anos, é um ato de justiça dar os parabéns à Câmara Municipal, através dos seus funcionários, à Empresa Municipal Feira Viva, também através dos seus funcionários, e à Federação das Coletividades, através das suas associações. São estas três entidades que construíram uma história de 30 anos e transformaram a Viagem Medieval numa das grandes referências europeias de recriações históricas medievais”, afirma Amadeu Albergaria, presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.


Na programação artística, destacaram-se alguns dos momentos de maior adesão e reconhecimento do público, entre os quais O Discurso do Rei e os dois espetáculos de grande formato, Honra e Destino e Afonso Henriques – O Rei Antes do Reino. De forma transversal, as áreas temáticas registaram um aumento de afluência, com vários espaços esgotados em diferentes dias.


“Tivemos uma programação muito forte, com momentos que mobilizaram milhares de pessoas e que mostram a capacidade da Viagem Medieval para renovar a experiência sem perder a sua identidade”, sublinha Paulo Sérgio Pais, diretor geral da empresa municipal Feira Viva.


O sucesso estendeu-se ao envolvimento da comunidade, com forte participação do movimento associativo, das escolas e dos voluntários, bem como à adesão dos feirenses, visível na decoração de casas e estabelecimentos com os pendões da Viagem Medieval.


Para Amadeu Albergaria, a 30.ª edição deixa uma certeza: “Santa Maria da Feira demonstrou, mais uma vez, que sabe organizar, sabe receber e sabe transformar um grande evento numa verdadeira afirmação do território”.


Também Joaquim Tavares, presidente da Federação das Coletividades de Cultura e Recreio do Concelho de Santa Maria da Feira, destaca o contributo do movimento associativo: “Esta 30.ª edição demonstrou, uma vez mais, a enorme capacidade do movimento associativo feirense para se envolver, mobilizar e contribuir para o sucesso de um evento com esta dimensão. É um orgulho para a Federação das Coletividades representar este tecido associativo e fazer parte desta história”. https://www.ovarnews.pt/nasceram-75-bebes-no-hospital-de-s-sebastiao-durante-a-viagem-medieval/


Assembleias Municipais ganham poder para decidir expropriações
A Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM) congratula-se com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 160/2026, de 4 de agosto, que altera o Código das Expropriações e atribui às Assembleias Municipais a competência para declarar a utilidade pública das expropriações promovidas pelas Câmaras Municipais, eliminando a necessidade de validação prévia por parte do Governo. A alteração concretiza a autorização legislativa aprovada pela Assembleia da República e insere-se na estratégia de reforço da autonomia do Poder Local e de simplificação administrativa.


Para a ANAM, esta alteração legislativa constitui um marco relevante no processo de descentralização e representa um claro sinal de confiança do Estado nas autarquias locais e, em particular, nas Assembleias Municipais enquanto órgãos deliberativos democraticamente eleitos.


"O Governo manifesta, com esta decisão, uma confiança inequívoca no Poder Local, designadamente nas Assembleias Municipais, reconhecendo a sua capacidade para decidir, com responsabilidade e conhecimento do território, sobre matérias de elevado interesse público", afirma Fernando Santos Pereira, Presidente da ANAM.


Até agora, sempre que uma Câmara Municipal necessitava de promover uma expropriação para concretizar um projeto de interesse público — como a construção de uma escola, de um cemitério, de uma estrada ou de outro equipamento municipal — tinha de aguardar pela declaração de utilidade pública emitida pelo Governo, um procedimento que frequentemente implicava atrasos de vários meses ou mesmo anos.


Com a entrada em vigor do novo regime, a declaração de utilidade pública passa a ser deliberada pela Assembleia Municipal, a pedido da Câmara Municipal, permitindo uma resposta mais célere às necessidades das populações e eliminando um procedimento administrativo que a ANAM considera desajustado à realidade da administração local.


"Durante décadas, as autarquias viram projetos essenciais para as suas populações sujeitos a demorados processos de validação pela Administração Central. Não fazia sentido que municípios como Vila Flor, Odemira, Amares ou qualquer outro concelho do país tivessem de esperar meses ou anos para obter uma decisão que agora passa, justamente, a competir aos órgãos autárquicos democraticamente legitimados para a tomar", sublinha Fernando Santos Pereira.


Para o Presidente da ANAM, esta alteração traduz-se num avanço significativo ao nível da desburocratização da Administração Pública e do reforço da autonomia do Poder Local, aproximando a decisão dos territórios e dos cidadãos.


A Associação destaca ainda que esta era uma reivindicação coerente com a valorização do papel das Assembleias Municipais enquanto órgãos deliberativos, reforçando a sua intervenção em matérias estruturantes para o desenvolvimento dos municípios.


Fernando Santos Pereira recorda igualmente que esta intenção do Governo tinha sido anunciada pelo Ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, durante a conferência promovida pela ANAM, em Aveiro, saudando agora a concretização desse compromisso.


"Congratulamo-nos com esta decisão e felicitamos o Ministro Castro Almeida pela concretização de uma medida que reforça a autonomia do Poder Local, confia nos eleitos locais e permite servir melhor os cidadãos", conclui o Presidente da ANAM. https://www.ovarnews.pt/assembleias-municipais-ganham-poder-para-decidir-expropriacoes/


“A Grandíssima” parte do Europarque e passa por Ovar com cerca de 900 ciclistas
O concelho de Ovar recebe amanhã, terça-feira, 11 de agosto, a iniciativa “A Grandíssima”, integrada na programação da Volta a Portugal em Bicicleta.

O evento vai proporcionar a centenas de ciclistas amadores a oportunidade de sentir, por um dia, o ambiente e a emoção associados à maior prova velocipédica nacional.

A edição deste ano deverá reunir cerca de 900 participantes, que irão percorrer várias estradas do concelho de Ovar. Para além de incentivar a prática desportiva e a atividade física, a iniciativa representa também uma oportunidade para promover o território e dar a conhecer as suas potencialidades.

Devido à realização da prova e por razões de segurança, serão implementados condicionamentos de trânsito em diferentes vias do concelho, entre as 10h00 e as 12h45, de acordo com o plano de circulação definido pela organização e pelas entidades responsáveis.

O Município de Ovar está a acompanhar e a colaborar com a organização da iniciativa e com as forças de segurança, procurando reduzir os impactos dos condicionamentos na circulação rodoviária.

A população é aconselhada a planear antecipadamente as suas deslocações e, sempre que possível, optar por percursos alternativos durante o período em que decorrerá a prova.

O percurso tem início e fim na linha meta da Volta a Portugal situado no Europarque - Santa Maria da Feira. O percurso terá uma distância total de 88km, dos quais, 40km serão percorridos em andamento controlado pelo carro da organização e os 48km finais serão percorridos em "roda livre". https://www.ovarnews.pt/a-grandissima-parte-do-europarque-e-passa-por-ovar-com-cerca-de-900-ciclistas/


Fernando Azevedo apresenta exposição retrospetiva de
 

"Uma Vida a Pintar" é uma exposição retrospetiva dedicada à obra do pintor Fernando Azevedo, artista autodidata residente em Ovar, que reúne um conjunto representativo do percurso desenvolvido ao longo de várias décadas de criação artística.

Natural de Melgaço, onde nasceu em 1945, Fernando Azevedo vive em Ovar desde 1980. Iniciou o seu percurso na pintura aos 18 anos, atravessando uma primeira fase de experimentação entre 1963 e 1970. Em 2006 retomou a atividade artística, dedicando-se sobretudo à pintura de inspiração naïf, linguagem que continua a explorar e que já deu origem a um portefólio com mais de 500 obras a óleo.

Aos 81 anos, este artista autodidata continua a pintar com a mesma curiosidade e dedicação de sempre. No seu atelier, em Ovar, guarda centenas de pinturas. Cada uma tem um nome, uma memória, uma história ou uma razão para existir.

A mostra evidencia uma pintura marcada por uma forte componente intuitiva, onde a memória, as vivências e a expressão pessoal assumem um papel central. Paisagens, cenários urbanos e naturezas-mortas compõem um universo artístico caracterizado por cores intensas, texturas expressivas e um estilo muito próprio.

Ao longo do seu percurso, Fernando Azevedo realizou exposições individuais na Casa da Cultura de Melgaço, em 2007 e 2018, e participou igualmente em diversas exposições coletivas, entre as quais "Pintura na Religião", na Casa-Museu de Arte Sacra da Ordem Franciscana Secular de Ovar, em 2011, e a "Mostra Coletiva de Pintura dos Artistas do Concelho de Ovar", realizada no Posto de Atendimento Turístico do Furadouro, em 2014. Parte do seu trabalho foi ainda apresentado internacionalmente, nomeadamente em Montmartre, Paris.

A exposição agora patente na Confeitaria Progresso apresenta cerca de 70 dessas obras, numa exposição marcada pela cor, pela espontaneidade e pelo olhar muito próprio de quem pinta aquilo que viveu, imaginou e guardou. Uma oportunidade para o público conhecer ou revisitar o percurso de um artista que, aos 81 anos, continua a dedicar-se à pintura com entusiasmo e criatividade, afirmando-se como uma das referências da arte autodidata no concelho de Ovar.

Para mais informações, os interessados podem contactar a organização através do telefone 933 612 795.

Patente até: 29 de agostoHorário: segunda-feira a sábado, das 8h30 às 19hEntrada gratuita https://www.ovarnews.pt/fernando-azevedo-apresenta-exposicao-retrospetiva-de-uma-vida-a-pintar/


Avaria causa apagão na última noite da Viagem Medieval
Um incêndio provocado por um curto-circuito num posto transformação de electricidade instalado no recinto da Viagem Medieval provocou um pequeno incêndio prontamente apagado pelos Bombeiros que estão no recinto.

O pior foi mesmo o apagão no recinto que acabou por marcar a última noite de um evento cujo sucesso ultrapassou as melhores expectativas.

O apagao durou cerca de 15 minutos tendo a iluminação sido reposta após intervenção rápida dos bombeiros, E-Redes e organização.

Nas redes sociais, destaque para os comentários que lembraram que na Idade Média mão havia energia elétrica. https://www.ovarnews.pt/avaria-causa-apagao-na-ultima-noite-da-viagem-medieval/

domingo, agosto 09, 2026

 

A versão da Ovarense para a nova época apresentou-se, este domingo, aos seus sócios e adeptos no Estádio Marques da Silva.

Os vareiros mostraram sempre superioridade e venceram com golos de Gonçalo Costa (34'), Luís Cacheira (57') e Leandro Tigre (87').

Uma vitória tranquila no jogo de apresentação do plantel 2026/27 que deixa os adeptos a sonhar com novas conquistas. https://www.ovarnews.pt/ovarense-vence-o-maia-no-jogo-de-apresentacao/


SC Esmoriz acompanha
O Sporting Clube de Esmoriz está a acompanhar os recentes acontecimentos relacionados com a definição do Campeonato SABSEG para a época 2026/2027, nomeadamente o convite da AFA ao Valonguense para substituir o Pampilhosa que apresentou a sua desistência.

A direção do clube reafirma o "compromisso na defesa dos interesses do Sporting Clube de Esmoriz, dos seus atletas e da verdade desportiva, garantindo que continuará a acompanhar o processo com a máxima atenção, responsabilidade e determinação".

O Esmoriz, recorde-se, foi relegado para a 1.ª divisão distrital de Aveiro de futebol, e espreita a possibilidade de vir a manter-se no Campeonato de Elite. Neste âmbito, o clube encontra-se a solicitar os devidos esclarecimentos formais junto das entidades competentes, "procurando assegurar que todas as decisões relativas à composição da competição sejam tomadas de forma clara, justa e devidamente fundamentada".

O Sporting Clube de Esmoriz entende que "o mérito alcançado, o trabalho desenvolvido ao longo da última temporada e o direito a competir no escalão correspondente devem ser devidamente salvaguardados. Por esse motivo, a Direção não deixará de intervir sempre que considere que os interesses do clube possam estar em causa".

O clube promete continuar a acompanhar a situação de forma próxima e responsável, comprometendo-se a prestar aos seus sócios e adeptos todas as informações relevantes logo que existam novos desenvolvimentos oficiais por parte das entidades responsáveis. https://www.ovarnews.pt/sc-esmoriz-acompanha-mexidas-do-campeonato-sabseg/

sábado, agosto 08, 2026



Norte-americano Leon Ayers é reforço da Ovarense Basquetebol
A AD Ovarense anunciou há momentos a contratação de Leon Ayers, que deixa assim a UD Oliveirense para rumar a Ovar para a época 2026/2027.

O extremo norte-americano de 26 anos, é natural de Detroit (EUA) e chega a Ovar com experiência acumulada no basquetebol português e com a promessa de ser uma importante peça no xadrez de João Tiago Silva.

  https://www.ovarnews.pt/norte-americano-leon-ayers-e-reforco-da-ovarense-basquetebol/