quinta-feira, outubro 01, 2026



Os assobios de família que se deixaram de usar... - Por Paulo Freitas do Amaral
 

Havia mesmo assobios de família... e quem viveu a infância há algumas décadas provavelmente ainda se lembra do seu.

Quando eu era miúdo e brincava na rua, na Cruz Quebrada, em Oeiras, os meus pais tinham um assobio próprio para me chamar. Não era preciso gritar pelo meu nome, nem andar à minha procura pelas ruas. Bastava aquele som, que eu reconhecia imediatamente, mesmo no meio de outros assobios, vozes e brincadeiras. E não era apenas a minha família que tinha o seu... outros miúdos tinham também o assobio através do qual os pais os chamavam, e nós acabávamos por conhecer os assobios das famílias da rua quase tão bem como conhecíamos as próprias pessoas.

Havia até uma hora certa para os assobios... pelas oito da noite começavam a ouvir-se pela rua os chamamentos para ir jantar. Um assobio aqui, outro mais adiante, e cada criança sabia qual era o seu. Não havia telemóveis, mensagens ou localizações partilhadas... havia o assobio dos pais e a obrigação, nem sempre cumprida à primeira, de aparecer em casa.

Era assim numa Lisboa que já não existe da mesma maneira, naquela Cruz Quebrada de Oeiras onde as crianças brincavam na rua, iam sozinhas para a escola, passavam horas fora de casa e até iam para a praia sem que os pais soubessem a cada instante onde estavam. Havia uma liberdade que hoje parece quase inimaginável... e havia também uma confiança que fazia parte da vida quotidiana.

O mais curioso é que, tantos anos depois, há um lugar onde esse velho hábito continua a funcionar.

Quando estou com a minha mãe num supermercado e, entre corredores, prateleiras e pessoas, nos perdemos um do outro, por vezes ela faz aquele assobio... e eu encontro-a imediatamente. É como se, por alguns segundos, desaparecessem o supermercado, os anos que passaram e todas as formas modernas de comunicação, ficando apenas aquele som que aprendi a reconhecer quando era miúdo.

O assobio de família foi caindo em desuso à medida que mudámos a maneira de viver. Primeiro vieram os telefones, depois os telemóveis, as mensagens e agora até podemos saber a localização exacta de alguém através de uma aplicação... já quase ninguém precisa de assobiar para chamar os filhos para jantar.

Mas talvez tenhamos perdido qualquer coisa pelo caminho.

Este artigo não é acompanhado por uma fotografia... é acompanhado pelo meu assobio de família, gravado num MP3. Talvez, ao ouvi-lo, se lembre de que também existia um na sua casa... talvez ainda consiga reproduzi-lo depois de tantos anos.

E se conseguir, ensine-o aos seus filhos.

Porque um dia poderão estar no meio de uma multidão e ouvir aquele som... e reconhecer imediatamente alguém que amam.

Tal como nós reconhecíamos os nossos pais, quando ainda bastava um assobio para nos dizerem que eram oito da noite... e que estava na hora de ir jantar.

 

 

 

 

 

Paulo Freitas do Amaral, Professor, Historiador e Autor https://www.ovarnews.pt/os-assobios-de-familia-que-se-deixaram-de-usar-por-paulo-freitas-do-amaral/


Câmara da Feira assegura mais de 3 milhões de euros de apoio aos bombeiros até 2029
A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira vai assegurar mais de 3 milhões de euros de apoio às três associações humanitárias de bombeiros do concelho até 2029, reforçando de forma significativa os meios destinados à proteção e socorro das populações. Os novos protocolos de colaboração, assinados esta quarta-feira, 30 de setembro, com as Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários de Arrifana, Feira e Lourosa, mais do que duplicam o apoio anual atribuído pelo Município a cada associação, que passa de 66 600 para 157 500 euros, um aumento de cerca de 137%.


Dos apoios previstos nos novos protocolos está uma verba específica de 40 000 euros por ano para criar um Piquete de Intervenção em cada corpo de bombeiros, assegurando financiamento municipal para uma equipa de prontidão diária composta por um mínimo de quatro elementos e reforçando a capacidade de resposta operacional no território.


Os protocolos prevêem ainda 50 000 euros anuais para a atividade geral de cada associação, 17 500 euros para apoio administrativo e 50 000 euros para aquisição, renovação e manutenção de viaturas e equipamentos.


No apoio à frota e aos equipamentos, cada associação dispõe de um montante máximo de 200 000 euros durante o quadriénio, que poderá ser utilizado de forma faseada ou concentrada, de acordo com as necessidades operacionais. O Município comparticipa 80% do valor de cada aquisição, renovação ou intervenção, até ao limite global definido para 2026-2029.


No conjunto das três associações, os protocolos agora assinados representam 472 500 euros de apoio municipal por ano e 1,89 milhões de euros ao longo dos quatro anos.


“Os bombeiros são uma estrutura essencial de proteção e socorro no nosso concelho e esse papel tem de ser acompanhado por condições para responderem cada vez melhor. Este reforço não é pontual. É um compromisso para quatro anos, que dá às associações maior estabilidade para planearem, investirem nos seus meios e organizarem a sua resposta”, explica o presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria.


O autarca sublinha ainda que a Câmara Municipal “mais do que duplica o apoio regular e cria financiamento específico para reforçar a prontidão diária. Queremos garantir às corporações os meios e as condições para responder sempre que necessário”.


Aos valores previstos nos novos protocolos acresce o financiamento municipal das Equipas de Intervenção Permanente, no montante de cerca de 96 500 euros anuais por associação. Somando este financiamento aos novos protocolos, o apoio municipal ascende a 254 000 euros por ano para cada associação humanitária, ultrapassando os 3 milhões de euros no conjunto dos quatro anos.


Este valor não esgota o apoio do Município aos bombeiros. O Município assegura ainda outros apoios, conforme descrito nos protocolos celebrados, nomeadamente seguros e comparticipações em obras nas instalações das associações, financiando 50% do valor do investimento, até ao limite máximo de 500 mil euros.


A estes apoios acrescem também os benefícios sociais atribuídos diretamente aos bombeiros voluntários ao abrigo do regulamento municipal, numa política de reconhecimento e incentivo ao voluntariado que complementa o financiamento concedido às associações.


Este reforço financeiro traduz-se numa maior capacidade operacional das três corporações e reconhece o papel determinante que os bombeiros desempenham na prevenção, no socorro e na salvaguarda de pessoas e bens em todo o concelho de Santa Maria da Feira. https://www.ovarnews.pt/?p=107534


Incêndio no Vouguinha expõe falta de investimento da CP no material circulante
Um incêndio numa automotora do Vouguinha, junto a São Paio de Oleiros, no concelho de Santa Maria da Feira, ocorrido na passada segunda-feira, dia 28 de setembro, ao final da tarde, está a levantar diversas questões.

De acordo com as notícias vindas a público, o incêndio terá tido origem numa avaria no sistema de exaustão da automotora.

Os passageiros tiveram de abandonar a composição e foram depois transportados de autocarro até aos respetivos destinos. O incêndio foi apagado pelos trabalhadores da CP e pelos Bombeiros Voluntários de Espinho e uma passageira de 37 anos foi transportada, por precaução, para o Hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira.

A Linha do Vouga liga Espinho a Aveiro e atravessa os concelhos de Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha e Águeda, numa das zonas com maior densidade populacional e atividade industrial do país. É utilizada diariamente por trabalhadores e estudantes que dependem deste comboio para as suas deslocações e que, há anos, convivem com atrasos, supressões e avarias.

Este incêndio não é um episódio isolado. Segundo o jornal Público, em apenas dois meses deste ano a CP suprimiu 97 comboios na Linha do Vouga, por avarias do material circulante, falta de revisores, falta de PDA e até roubo de gasóleo. As automotoras da série 9630, que asseguram o serviço, estão no limite da sua vida útil e o Movimento Cívico pela Linha do Vouga tem alertado para o facto de as avarias constantes serem a principal causa das supressões.

Apesar disso, a aquisição de novo material circulante para a linha continua sem data. A CP tem justificado o adiamento com a falta de decisão sobre a eletrificação da linha, que está prevista no Programa Nacional de Investimentos 2030. Em março deste ano, foi assinado em Aveiro um aditamento ao contrato de compra de novas automotoras para a CP, sem que nenhuma se destine à Linha do Vouga.

O Bloco de Esquerda tem vindo a denunciar o abandono a que a Linha do Vouga tem sido votada pelos sucessivos Governos. A falta de investimento no material circulante e nos trabalhadores da CP coloca em causa a qualidade do serviço e, como este incêndio demonstra, a segurança de passageiros e trabalhadores. Numa região onde a dependência do automóvel é muito elevada, a degradação da linha afasta as pessoas do transporte público, com custos para as famílias e para o ambiente.

A CP é uma empresa pública e o Governo tem responsabilidade direta nesta matéria. Importa, por isso, saber que medidas estão a ser tomadas para garantir a segurança da circulação e a renovação do material circulante na Linha do Vouga.

Assim, o Bloco de Esquerda vai dirigir ao Governo, através do Ministério das Infraestruturas e Habitação, as seguintes perguntas:

1. Tem o Governo conhecimento desta situação?

2. Já foram apuradas as causas do incêndio? A ocorrência foi comunicada ao Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) e ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT)?

3. Quantas automotoras se encontram atualmente operacionais na Linha do Vouga e qual o seu estado de manutenção?

4. Para quando está prevista a aquisição de novo material circulante para a Linha do Vouga?

5. Que medidas vai o Governo adotar para reforçar o número de trabalhadores da CP afetos a esta linha, nomeadamente revisores, maquinistas e pessoal de manutenção?

6. Está o Governo disposto a avançar com um plano de investimento para a modernização da Linha do Vouga, com prazos e verbas definidos? https://www.ovarnews.pt/incendio-no-vouguinha-expoe-falta-de-investimento-da-cp-no-material-circulante/


Imaginarius vai integrar finalistas e recém-diplomados de escolas de circo internacionais no programa oficial
O Imaginarius, festival de artes performativas em espaço público de Santa Maria da Feira, vai integrar na sua programação oficial para 2027 propostas artísticas originais de alunos finalistas e recém-diplomados de escolas de circo que fazem parte da FEDEC, rede internacional de ensino profissional de circo. De 1 de outubro a 13 de novembro, decorre o período de candidaturas à convocatória FEDEC @ Imaginarius 2027 e os resultados serão conhecidos no início do próximo ano. A apresentação em estreia dos projetos selecionados acontece durante o festival, que terá lugar entre 20 e 22 de maio.


Esta convocatória visa selecionar até quatro projetos que serão integrados na programação oficial da próxima edição do festival Imaginarius. Os candidatos são convidados a apresentar propostas artísticas originais, concebidas para o espaço público de Santa Maria da Feira, especificamente para ambientes urbanos ao ar livre, como ruas, praças e parques do centro histórico. O objetivo é desafiar criadores emergentes a repensar a relação entre o circo, a cidade e o público.


Os artistas selecionados (solo, duo, trio ou quarteto) vão desenvolver projetos ajustados às condições, aos ritmos e às características específicas do centro histórico da cidade, sem recurso à tradicional tenda de circo.


Sobretudo para os jovens recém-diplomados, esta é uma relevante oportunidade para iniciarem as suas carreiras profissionais, explorando possibilidades artísticas, espaciais e sociais fora dos palcos convencionais.


O Imaginarius assegura as condições de acolhimento e o apoio financeiro necessários para a apresentação dos projetos selecionados, integrando-os num contexto de produção profissional e de elevada visibilidade artística e internacional, fundamentais para a difusão e circulação do seu trabalho.


Antes da apresentação dos projetos, integrados no programa oficial do Imaginarius, artistas selecionados farão ensaios presenciais no espaço público de Santa Maria da Feira. Vão ainda orientar uma oficina aberta à comunidade e serão convidados a participar na programação PRO do festival, destinada a profissionais do setor das artes performativas.


Mais informação e candidaturas em www.imaginarius.pt https://www.ovarnews.pt/imaginarius-vai-integrar-finalistas-e-recem-diplomados-de-escolas-de-circo-internacionais-no-programa-oficial/


SV Pereira arranca empate em Águeda
Em jogo a contar para a quarta jornada do campeonato Sabseg, no Estádio Municipal de Águeda, o S. Vicente Pereira confirmou o bom arranque na competição ao empatar a um golo com o Recreio local.

Os vicentinos entraram melhor e chegaram cedo à vantagem. Aos sete minutos, um cruzamento proveniente do lado direito encontrou Ruela sem marcação e o jogador do S. Vicente Pereira cabeceou sem dar qualquer hipótese a Bruno Pereira.

O empate surgiria, na sequência de um canto, aos 67 minuto, Romeu apareceu com determinação e cabeceou para o fundo da baliza, estabelecendo o 1-1.

Resultados e classificação. https://www.ovarnews.pt/?p=107522


SEMA assinala 30 anos de atividade ao serviço das empresas de cinco concelhos
A SEMA – Associação Empresarial dos concelhos de Estarreja, Murtosa, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga e Ovar assinalou 30 anos de atividade com um jantar comemorativo que reuniu, no dia 25 de setembro, associados, colaboradores, parceiros e representantes institucionais.


A associação completou o trigésimo aniversário a 30 de abril de 2026, três décadas depois da sua fundação, em 1996, então com a designação de ACEM – Associação Comercial de Estarreja e Murtosa.


Ao longo deste percurso, a SEMA afirma ter mantido como missão a defesa dos interesses e das aspirações dos seus associados, procurando responder aos desafios do tecido empresarial dos cinco concelhos que integram a sua área de intervenção.

Espírito associativo perante os desafios económicos


Num contexto que a direção considera particularmente exigente para as atividades económicas, a SEMA sublinha a importância do movimento associativo e da união de esforços entre empresas e instituições.


A associação defende que a cooperação regional constitui uma ferramenta para encontrar iniciativas e soluções conjuntas capazes de responder aos períodos de maior adversidade.

Uma noite de reconhecimento


O jantar comemorativo ficou também marcado pelo reconhecimento dirigido aos associados pelo contributo dado ao longo das três décadas de atividade, bem como às instituições públicas e privadas que têm apoiado o trabalho desenvolvido pela SEMA.


A iniciativa contou com a presença de representantes de entidades regionais e nacionais, presidentes de Câmara e outras personalidades institucionais. Foram ainda destacados os representantes de associações empresariais, diretores fundadores e atuais dirigentes, parceiros da comunicação social e restantes convidados.


A SEMA fez igualmente questão de reconhecer publicamente o trabalho dos seus órgãos sociais e, em particular, dos colaboradores, apontados como fundamentais para o funcionamento diário da instituição.

Três décadas a projetar o futuro


Para a direção da SEMA, os 30 anos representam uma história construída por pessoas, dedicação e projetos concretizados, mas também uma oportunidade para perspetivar os próximos anos.


Assumindo-se como uma estrutura de cooperação regional, a associação pretende continuar a reforçar a proximidade aos seus associados e a capacidade de resposta perante os desafios que se colocam ao tecido empresarial.


“Mais do que celebrar uma data, estes 30 anos representam uma história viva feita de pessoas, dedicação e sonhos concretizados”, sublinha Maribel Marques, presidente da direção da SEMA.


A associação pretende agora prosseguir o trabalho desenvolvido desde 1996, segundo Pedro Marques,


presidente da Assembleia Geral da SEMA, "com o objetivo de construir uma instituição “cada vez mais forte, próxima e preparada” para os desafios futuros. https://www.ovarnews.pt/?p=107518

quarta-feira, setembro 30, 2026

No âmbito das comemorações do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, importa lembrar que estes cuidados não se destinam apenas às pessoas com doença oncológica. São uma resposta essencial para todas as pessoas que vivem com doenças crónicas, progressivas e avançadas, incluindo a doença hepática, contribuindo para o alívio do sofrimento e para a melhoria da qualidade de vida.


A doença hepática avançada, particularmente a cirrose descompensada e a insuficiência hepática terminal, pode transformar profundamente a vida de uma pessoa e da sua família. Caracteriza-se por uma evolução imprevisível, marcada por episódios recorrentes de descompensação, internamentos frequentes e uma elevada carga sintomática, como cansaço intenso, dor, náuseas, falta de apetite, prurido, inchaço abdominal (ascite), alterações da memória e da atenção (encefalopatia hepática) e sofrimento psicológico. Tratam-se de sintomas comuns que comprometem significativamente a qualidade de vida da pessoa e da sua família. É neste contexto que os cuidados paliativos assumem um papel essencial.


Apesar destas necessidades, a referenciação para cuidados paliativos continua a ocorrer tardiamente ou, em muitos casos, não acontece. A dificuldade em prever a evolução da doença hepática e a persistência da ideia de que os cuidados paliativos apenas são indicados quando deixam de existir opções terapêuticas contribuem para este atraso. Mas, ao contrário do que muitas vezes se pensa, os cuidados paliativos não significam desistir. São cuidados especializados que procuram melhorar a qualidade de vida das pessoas com doenças graves, ajudando a aliviar o sofrimento físico, emocional, social e espiritual. Os cuidados paliativos podem e devem ser integrados precocemente, em simultâneo com os tratamentos dirigidos à doença, promovendo um acompanhamento centrado na pessoa e nas suas necessidades.


A referenciação deve basear-se nas necessidades da pessoa e não apenas no prognóstico. A integração precoce dos cuidados paliativos permite uma abordagem multidimensional das necessidades do doente e família. Para além do controlo eficaz dos sintomas, facilita a comunicação sobre a evolução da doença, promove a tomada de decisões partilhada e o planeamento antecipado de cuidados e oferece apoio à família ao longo de todo o percurso da doença. Esta intervenção está associada a uma melhor qualidade de vida, maior satisfação dos doentes e cuidadores e, frequentemente, a uma redução de internamentos evitáveis e de intervenções desproporcionadas.


Referenciar para cuidados paliativos não significa deixar de tratar a doença hepática. Pelo contrário, significa complementar os cuidados prestados pelas equipas de Hepatologia e Cuidados de Saúde Primários, assegurando uma resposta integrada às necessidades da pessoa. Os cuidados paliativos incluem uma equipa multidisciplinar que pode envolver médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas, assistentes espirituais ou outros profissionais. Todos trabalham em conjunto para que a pessoa seja cuidada como um todo. Mesmo nos doentes candidatos a transplante hepático, os cuidados paliativos podem coexistir com estratégias terapêuticas potencialmente curativas, contribuindo para um melhor controlo sintomático e para um acompanhamento mais humanizado. Cuidar não é apenas tratar a doença. É também escutar, explicar, aliviar e acompanhar.


Assinalar o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos é também reforçar uma mensagem essencial: o acesso aos cuidados paliativos deve depender das necessidades da pessoa e não do diagnóstico, prognóstico ou da proximidade do fim de vida. Na doença hepática, reconhecer atempadamente essas necessidades e referenciar precocemente constitui um passo decisivo para garantir cuidados mais humanizados, personalizados e centrados na qualidade de vida. O acompanhamento atempado e integrado pode fazer a diferença – não apenas no tempo de vida, mas, sobretudo, na forma como esse tempo é vivido.


Hugo Oliveira, assistente hospitalar de Medicina Interna com competência em Medicina Paliativa, médico no Serviço de Cuidados Paliativos da Unidade Local de Saúde de Matosinhos - Hospital Pedro Hispano, professor auxiliar na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e membro da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) https://www.ovarnews.pt/?p=107499


Jovem de 15 anos suspeito de destruir parte do arquivo de clínica em Ovar
Um jovem de 15 anos terá entrado, ao início da noite, numa clínica médica situada na Rua Dr. João Semana, em Ovar, onde terá provocado danos em várias áreas do espaço e destruído parte do arquivo clínico.


De acordo com a informação recolhida pelo OvarNews, o jovem entrou nas instalações cerca das 19h30. À entrada terá provocado alguns estragos na zona do café e, aproveitando um momento de distração dos funcionários, terá descido para a zona dos consultórios.


Já no gabinete de psicologia, terá revirado o espaço e rasgado diversos documentos, provocando danos significativos no arquivo físico da clínica.


A situação foi descoberta quando o osteopata chegou às instalações, tendo de imediato contactado a PSP.


Sofia Oliveira, uma das proprietárias da clínica, confirmou ao OvarNews que “grande parte do arquivo físico ficou destruído”. De qualquer maneira, o arquivo digital ficou salvaguardado.


A responsável acrescenta que o mesmo jovem estará relacionado com outros episódios semelhantes ocorridos em estabelecimentos comerciais de Ovar, apelando a que os comerciantes e responsáveis por espaços estejam atentos.


A ocorrência foi comunicada às autoridades, que terão sido chamadas ao local. https://www.ovarnews.pt/jovem-de-15-anos-suspeito-de-destruir-parte-do-arquivo-de-clinica-em-ovar/


Trompetista João Pedro Dias apresenta ‘Vácuo’ em Ovar
João Pedro Pinho Dias, trompetista nascido em Ovar, em 1998, esteve "Sozinho em Casa" no Museu Júlio Dinis, mas levou o trompete para lhe fazer companhia e navegar por novas possibilidades, criando paisagens sonoras em constante transformação.

Uma experiência imersiva entre o som, o silêncio, a respiração e o espaço, à imagem do seu último álbum "Vácuo" que também visitou.

João Dias iniciou os seus estudos musicais, aos sete anos, no trombone, tendo-o trocado, mais tarde, pelo trompete na banda filarmónica de Loureiro, em Oliveira de Azeméis, na classe dos professores Hernâni Petiz e Anabela Matos.Com 14 anos, concluiu o ensino básico de música no Conservatório de Música da Jobra, também sob orientação do professor Hernâni Petiz, e, nessa mesma instituição, frequentou o curso profissional de Instrumentista de Jazz, que terminou em 2016. Aqui, foi selecionado para representar a escola na Festa do Jazz de São Luiz, onde arrecadou a menção honrosa de melhor instrumentista e, posteriormente, realizou um concerto com o contrabaixista Carlos Barretto.Após o fim do curso profissional, prosseguiu os estudos na ESMAE, tendo-se licenciado, também, na classe dos professores Hugo Alves e Ricardo Formosa, no curso de Instrumentista de Jazz. Assim, teve oportunidade de frequentar alguns workshops e de vivenciar semanas intensivas de trabalho fora da ESMAE, tais como uma participação no Guimarães Jazz.Durante os seus estudos, trabalhou com músicos renomados na área, como Jeff Lederer, Matt Ulery, Seamus Blake, Jeffery Davis, Peter Evans, Susana Santos Silva, entre outros.Atualmente, leciona trompete na Escola de Jazz do Convívio, reside no Porto e é músico freelancer.

Colaborou com a Orquestra de Jazz de Estarreja, onde teve a oportunidade de trabalhar com Salvador Sobral, Paula Morelenbaum, Janita e Vitorino Salomé, com a Orquestra de Jazz do Porto, com a North Camels Large Ensemble, na gravação de dois álbuns do Eixo do Jazz, com João Paulo Esteves da Silva, e com Mário Laginha, Stray e Pedro Ricardo, no SONO, PAIRA, 32.56 e com a Orquestra de Jazz de Matosinhos.Lidera o projeto MATÉRIA, com o qual lançou um álbum, e leciona, desde 2019, na Escola Valentim de Carvalho. https://www.ovarnews.pt/trompetista-joao-pedro-dias-apresenta-vacuo-em-ovar/


Suspensão temporária do abastecimento no Município de Ílhavo
Para prosseguir com trabalhos de ampliação da rede de abastecimento, a AdRA vai intervir na Freguesia de S. Salvador.


Esta intervenção obriga a uma suspensão do abastecimento de água no dia 03/10/2026 entre as 14:00h e as 19:00h, nos seguintes locais e arruamentos:


Av.ª Dr. Rocha Madaíl e Travessa Alexandre Conceição


 Para consultar as intervenções no seu município, ligue 808 200 217* e escolha a opção 2, ou então aceda ao site da AdRA, onde as intervenções e ocorrências estão disponíveis e em permanente atualização: AdRA: Informações na Hora https://www.ovarnews.pt/suspensao-temporaria-do-abastecimento-no-municipio-de-ilhavo-4/


O Miolo veio para ficar e já há datas para a segunda edição
O Miolo – Festival da Literatura e do Pensamento terminou com casa cheia e com o lançamento das datas da segunda edição (24, 25 e 26 de setembro de 2027), dando resposta a uma das perguntas mais frequentes entre os participantes nas salas e corredores da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, que acolheu o evento entre 25 e 27 de setembro.


A forma imediata como o nome, a imagem gráfica e o programa do festival entraram nas conversas diárias de vários públicos, interessados em diferentes áreas do conhecimento, veio confirmar que há espaço e tempo para este novo evento, que passa a integrar o extenso e consolidado cartaz cultural de Santa Maria da Feira.


O festival apresentou-se com identidade e deixou a sua marca logo na primeira edição, recuperando e dando continuidade ao historial do território nas áreas da literatura e do pensamento contemporâneo, agora alargado a novas áreas do conhecimento, nomeadamente ciência, artes e investigação.


Durante os três dias do festival, passaram pela Biblioteca Municipal escritores consagrados e emergentes, jornalistas nacionais e internacionais, designers e ilustradores, professores e bibliotecários, artistas de várias áreas, leitores da biblioteca e demais interessados em debater, questionar e pensar o mundo contemporâneo.


Desde o momento de lançamento do festival, o Miolo revelou-se um evento de consensos, cuja qualidade dos oradores e a pertinência das temáticas propostas foram reconhecidas e elogiadas pelos diferentes públicos, sobretudo pela diversidade de áreas de interesse.


Também os convidados desta primeira edição demonstraram estima pelo evento e pela política cultural do Município de Santa Maria da Feira, partilhando testemunhos de reconhecimento e congratulação no livro de honra da Biblioteca Municipal.


Recorde-se que, na sua primeira edição, o Miolo trouxe a Santa Maria da Feira a urbanista e promotora cultural norueguesa Anne Beate Hovind; a escritora espanhola Clara Usón; o designer e ilustrador espanhol Isidro Ferrer; o advogado e ex-governante Adolfo Mesquita Nunes; os escritores Gonçalo M. Tavares, Joana Bértholo e Dulce Maria Cardoso; o filósofo francês Gilles Lipovetsky; o filósofo português Nuno Venturinha; o físico e ensaísta Carlos Fiolhais; e os músicos Patrícia Relvas e Roberto Afonso, do projeto Lavoisier, acompanhados por Maria Giulia Pinheiro e Filipe Homem Fonseca.


A exposição de Isidro Ferrer, autor da imagem gráfica e identidade visual do festival, continua patente na galeria da Biblioteca Municipal até 15 de novembro e tem entrada livre. “Vestígios de uma forma de pensar” reúne cerca de 240 obras originais do artista, nomeadamente cartazes, objetos de inspiração e páginas dos seus cadernos de esboços.


Entre os objetos em exposição, encontra-se o despertador de pedra que deu vida à imagem gráfica do Miolo, criado de forma artesanal por Isidro Ferrer. Um relógio que, ao invés de medir as horas, suspende o tempo, convidando desacelerar o ritmo dos dias, a parar para pensar. https://www.ovarnews.pt/o-miolo-veio-para-ficar-e-ja-ha-datas-para-a-segunda-edicao/


Por é que os telemóveis dobráveis são tão populares hoje em dia?
Os telemóveis dobráveis deixaram de ser simples demonstrações tecnológicas para se tornarem dispositivos que muitas pessoas utilizam no dia a dia. As principais marcas promovem-nos intensamente em campanhas publicitárias, lojas e plataformas digitais, contribuindo para aumentar a atenção dos consumidores.


A curiosidade também cresce através de criadores de conteúdos que testam e avaliam estes equipamentos no YouTube, TikTok e blogues. Muitos utilizadores procuram ecrãs maiores sem terem de transportar um tablet, e os telemóveis dobráveis respondem a essa necessidade de uma forma diferente.


Os primeiros modelos eram vistos como frágeis e demasiado caros, mas as gerações mais recentes apresentam maior robustez e acabamentos mais refinados. O software também evoluiu, permitindo aproveitar melhor os formatos de ecrã pouco convencionais.


À medida que os equipamentos melhoram e os preços se tornam mais acessíveis, os telemóveis dobráveis começam a parecer menos experimentais e mais uma possível evolução natural dos smartphones.

Melhor durabilidade e tecnologia de ecrã


Os primeiros telemóveis dobráveis suscitavam preocupações devido às dobradiças frágeis e aos ecrãs de plástico mais suscetíveis a danos. Modelos mais recentes, como o HONOR Magic V6, procuram responder a estes problemas com dobradiças mais robustas, concebidas para resistir ao desgaste e a sucessivos ciclos de abertura e fecho.


Algumas marcas recorrem também a camadas de vidro ultrafino e a revestimentos de proteção mais resistentes, tornando os ecrãs menos vulneráveis a riscos e mais fáceis de limpar.


A resistência à água passou igualmente a estar presente em vários modelos topo de gama, aumentando a confiança dos utilizadores na utilização quotidiana.


Os vincos continuam a ser uma característica dos ecrãs dobráveis, mas os equipamentos mais recentes procuram reduzir a sua visibilidade e o impacto na utilização do ecrã. Painéis mais brilhantes, taxas de atualização elevadas e melhor reprodução de cores contribuem ainda para uma experiência mais próxima da dos smartphones premium convencionais.


Estas melhorias ajudam a posicionar os dobráveis como equipamentos para utilização diária, em vez de produtos experimentais que exigem cuidados excessivos.

Desempenho mais rápido e maior autonomia


Os telemóveis dobráveis modernos utilizam, em muitos casos, os mesmos processadores de topo presentes nos melhores smartphones convencionais.


O aumento de desempenho permite abrir aplicações rapidamente, utilizar várias aplicações em simultâneo e executar tarefas mais exigentes, como a edição de vídeo.


Os fabricantes têm também otimizado o software para trabalhar com ecrãs divididos e janelas flutuantes, tornando a multitarefa mais eficiente.


A autonomia melhorou à medida que os processadores se tornaram mais eficientes e as baterias evoluíram. Alguns modelos utilizam sistemas de bateria dupla, distribuindo a capacidade pelos dois lados do equipamento.


O carregamento rápido permite recuperar autonomia em pouco tempo, enquanto uma melhor gestão térmica ajuda a manter o desempenho durante períodos prolongados de utilização, nomeadamente em jogos ou streaming.

Ecrãs maiores melhoram a experiência de utilização


Multitarefa mais fácil para o trabalho e para o dia a dia


O ecrã interno de maiores dimensões, semelhante ao de um tablet, torna a multitarefa uma das principais vantagens dos telemóveis dobráveis.


Os utilizadores podem abrir duas ou três aplicações em simultâneo, colocando, por exemplo, o correio eletrónico, as mensagens e o navegador lado a lado.


Esta configuração pode ser útil para profissionais que precisam de consultar documentos enquanto fazem anotações ou participam numa videochamada enquanto consultam o calendário.


Muitos fabricantes disponibilizam ainda funções de arrastar e largar, permitindo transferir textos, imagens ou ficheiros entre aplicações.


Os dobráveis podem também facilitar tarefas quotidianas como compras online, operações bancárias ou planeamento de viagens, graças à maior quantidade de informação visível no ecrã.


Alguns modelos permitem ainda utilizar o equipamento num modo semelhante ao de um computador quando ligado a um monitor, transformando o telemóvel numa espécie de estação de trabalho portátil.

Jogos, streaming e entretenimento


Os ecrãs maiores podem proporcionar uma experiência mais envolvente em jogos e conteúdos multimédia.


Nos jogos, uma área de visualização mais ampla permite apresentar mapas, menus e controlos com maior dimensão. Taxas de atualização elevadas e uma resposta rápida ao toque contribuem também para uma utilização mais fluida.


No streaming, filmes e séries beneficiam do ecrã interno de maiores dimensões, sobretudo quando a proporção do ecrã se adapta ao formato do conteúdo.


Muitos utilizadores podem ainda manter o equipamento parcialmente dobrado, numa posição semelhante à de um computador portátil, para assistir a vídeos sem utilizar as mãos ou participar em videochamadas.


A leitura de banda desenhada, a navegação nas redes sociais e a edição de fotografias são outras utilizações que podem beneficiar do espaço adicional de ecrã.

Os telemóveis dobráveis estão a tornar-se mais acessíveis


Os preços estão a baixar lentamente


Os primeiros telemóveis dobráveis chegaram ao mercado com preços muito elevados, devido aos materiais utilizados, à complexidade das dobradiças e à produção ainda limitada.


Ao longo das várias gerações, os fabricantes foram aperfeiçoando os equipamentos e os processos de produção, contribuindo para reduzir os custos.


A concorrência entre marcas também tem levado à apresentação de equipamentos com diferentes níveis de preço. Alguns fabricantes lançaram versões mais acessíveis, com especificações mais simples, mas mantendo a possibilidade de dobrar o ecrã.


Esta tendência pode permitir que mais consumidores experimentem este formato sem terem de optar pelos modelos topo de gama.


Os descontos também surgem com maior frequência durante campanhas promocionais, lançamentos de novos equipamentos e períodos de renovação de gamas.


Embora os dobráveis continuem, em muitos casos, a ser mais caros do que os smartphones tradicionais, a diferença de preço tem vindo a diminuir.

Promoções das operadoras e programas de retoma impulsionam as vendas


As operadoras móveis e os retalhistas desempenham igualmente um papel importante na divulgação e comercialização dos telemóveis dobráveis.


As campanhas podem incluir reduções nas mensalidades, créditos na fatura ou serviços adicionais associados à aquisição de um equipamento dobrável.


Os programas de retoma permitem ainda entregar um smartphone antigo em troca de um desconto na compra de um novo equipamento.


Estas ofertas reduzem o custo inicial e podem facilitar a decisão de consumidores que ainda não estão familiarizados com esta categoria de produtos.


As operadoras também têm aumentado a presença dos dobráveis nas lojas e nas campanhas online, contribuindo para dar maior visibilidade a estes equipamentos.


A inclusão de acessórios, como capas ou auscultadores, pode tornar algumas campanhas mais apelativas.

Conclusão


Os telemóveis dobráveis estão a ganhar popularidade à medida que deixam de ser vistos apenas como uma novidade tecnológica e passam a oferecer vantagens práticas.


O hardware evoluiu, com dobradiças mais robustas, ecrãs melhorados e processadores capazes de responder às exigências do uso quotidiano. Os ecrãs de maiores dimensões favorecem a multitarefa, a produtividade e o entretenimento, aproximando num único equipamento algumas das funções tradicionalmente associadas ao telemóvel e ao tablet.


Os preços, embora continuem elevados em muitos modelos, têm vindo a baixar, enquanto as operadoras e os retalhistas recorrem a campanhas promocionais e programas de retoma para facilitar a aquisição.


Os dobráveis continuam a ter margem para evoluir, mas oferecem já uma forma diferente e mais flexível de utilizar um dispositivo móvel. Essa combinação de inovação, versatilidade e funcionalidades práticas tem contribuído para aumentar o interesse dos consumidores por esta categoria de equipamentos. https://www.ovarnews.pt/por-e-que-os-telemoveis-dobraveis-sao-tao-populares-hoje-em-dia/


PS exige recuperação do equipamento de radiologia do Hospital de Ovar avariado há dois meses
Uma reunião com o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga (ULS EDV), o vereador do Partido Socialista Emanuel Oliveira e os deputados Hugo Oliveira, Filipe Neto Brandão e Susana Correia colocaram em cima da mesa vários problemas relacionados com os cuidados de saúde no concelho de Ovar, desde o encaminhamento de utentes para outros municípios até às condições das unidades de saúde e ao futuro do Hospital Dr. Francisco Zagalo.


Entre as questões apresentadas esteve a situação dos utentes de Ovar que estão a ser encaminhados para outras unidades, nomeadamente para o Serviço de Urgência Básica (SUB) de Arouca, para a realização de exames de radiologia, incluindo radiografias em filme extra-longo.


Segundo a informação transmitida na reunião, o equipamento de radiologia existente no Hospital Dr. Francisco Zagalo encontra-se avariado há cerca de dois meses e já existe indicação para a sua reparação, com vista à retoma da atividade. "Esperamos que aconteça rapidamente e com caráter de urgência".

Centros de saúde com necessidade de intervenção


Na reunião foi também abordada a situação das Unidades de Saúde Familiar (USF) João Semana, em Ovar, Laços, em Cortegaça, e da Barrinha, em Esmoriz.


De acordo com a posição divulgada após o encontro, foi transmitido que as atuais instalações poderão não oferecer condições suficientes para responder às necessidades futuras, sendo defendida a construção de duas novas estruturas de saúde.


A questão das condições da USF João Semana e do Centro de Saúde de Ovar foi igualmente levantada, bem como a disponibilidade de medicina dentária. Neste último caso, segundo a informação transmitida pela ULS, a situação estará já a ser intervencionada através da criação de dois espaços independentes, permitindo uma utilização plena dos serviços.


Foram ainda abordadas as unidades de saúde de Maceda e Arada. A administração da ULS terá manifestado disponibilidade para encontrar novas utilizações para estes espaços, nomeadamente através de serviços complementares e equipamentos destinados a cuidados específicos.

Preocupação com o futuro do Hospital de Ovar


O futuro do Hospital Dr. Francisco Zagalo constituiu outro dos principais temas da reunião.


Segundo a força política, foi transmitido que a nova realidade regional poderá abrir possibilidades de reforço do investimento no hospital de Ovar, designadamente ao nível dos blocos operatórios, valências cirúrgicas, cirurgia de ambulatório e outras especialidades.


O Hospital Dr. Francisco Zagalo e os cuidados de saúde primários de Ovar integram a ULS Entre Douro e Vouga desde outubro de 2024. A integração foi precedida de um processo político e institucional que visou precisamente garantir a permanência das unidades de saúde de Ovar nesta ULS.


O PS considera, contudo, que o futuro da unidade hospitalar deve ser acompanhado de perto e defende que sejam dadas garantias quanto à sua continuidade e reforço enquanto resposta pública de saúde no concelho.

Urgência básica continua a ser reivindicada


Outro dos temas abordados foi a criação de uma resposta de urgência básica em Ovar.


Segundo a posição divulgada após a reunião, não terá sido encontrada ainda abertura suficiente para concretizar essa resposta, pelo que a reivindicação deverá continuar.


Os socialistas defendem que a dimensão populacional e a localização do concelho justificam uma resposta de urgência adequada às necessidades dos cidadãos.


O encontro com a administração da ULS surge, assim, com vários dossiers em aberto: a recuperação do equipamento de radiologia do Hospital Francisco Zagalo, a melhoria das condições das unidades de cuidados de saúde primários, a utilização futura dos equipamentos de Maceda e Arada, o reforço das valências hospitalares e a discussão sobre uma resposta de urgência básica em Ovar. https://www.ovarnews.pt/ps-exige-recuperacao-do-equipamento-de-radiologia-do-hospital-de-ovar-avariado-ha-dois-meses/


Tensai avança com investimento de 15,92 milhões de euros em produção inteligente e expande capacidade de mobiliário plástico
A Tensai de Portugal apresentou, esta terça-feira, os mais recentes progressos do seu "Projeto de Inovação Produtiva" e anunciou uma nova ronda de investimento em fabrico na unidade de produção de Estarreja.

O projeto está integrado nos sistemas de apoio Portugal PT2030 e COMPETE2030, com um custo total de aproximadamente 15,92 milhões de euros, dos quais cerca de 15,33 milhões correspondem a investimento elegível para financiamento, beneficiando de um apoio de cerca de 5,36 milhões de euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.


Um dos eixos centrais desta ronda de investimento é a expansão da capacidade de produção de artigos plásticos. A Tensai está a construir novas instalações industriais para ampliar a produção de mobiliário plástico e aliviar os estrangulamentos de capacidade nas atuais etapas produtivas. As novas instalações servirão o negócio Tensai Furniture, que se dedica principalmente à produção de mobiliário plástico Contract, HoReCa e de interior e exterior, dispondo atualmente a unidade de Estarreja de uma capacidade de produção de mobiliário plástico de cerca de 350 mil unidades/ano.


A atualização do sistema produtivo abrange igualmente a automação, a digitalização e os fluxos logísticos. O projeto introduzirá equipamentos de robotização em processos-chave, capacidade de impressão digital e gestão digital integrada dos processos de produção e logística, bem como a aplicação do sistema MES (Manufacturing Execution System) na fábrica, reforçando a ligação em tempo real entre o planeamento da produção, o funcionamento dos equipamentos e os dados de fabrico.


O programa de demonstração técnica do dia incluiu ainda automação e robótica, digitalização, Indústria 4.0 e soluções de aumento da eficiência produtiva.


Além do negócio de mobiliário plástico, este investimento da Tensai abrange também a expansão da capacidade de produção de equipamentos de refrigeração profissional. A empresa está a construir uma nova área de produção de equipamentos de refrigeração profissional, aumentando a capacidade deste segmento de negócio através da reorganização dos fluxos de processo e da adição de nova capacidade de fabrico.


O projeto adota uma abordagem de atualização produtiva transversal a vários negócios, integrando o processamento de plásticos, o fabrico de mobiliário e os equipamentos de refrigeração profissional no mesmo quadro de investimento em modernização industrial.


O complexo industrial da Tensai em Estarreja foi concluído em 2008, ocupa cerca de 35 mil metros quadrados e acolhe também o negócio de mobiliário plástico da Tensai Furniture. Atualmente, o segmento de mobiliário dedica-se sobretudo ao processamento de resinas termoplásticas para a produção de mobiliário Contract e HoReCa, e as novas instalações e equipamentos automatizados desta ronda irão ampliar ainda mais a capacidade de fabrico de mobiliário plástico desta unidade.


De acordo com o registo do projeto no COMPETE2030, o projeto "TENSAI COMPETE 4.0 + Eficiência Operacional + Capacidade + Inovação" foi lançado em novembro de 2022 e pretende ampliar a capacidade produtiva da empresa através da transformação de produtos, processos, organização e digitalização. https://www.ovarnews.pt/tensai-avanca-com-investimento-de-1592-milhoes-de-euros-em-producao-inteligente-e-expande-capacidade-de-mobiliario-plastico/

terça-feira, setembro 29, 2026



Vem aí chuva, granizo e fortes rajadas de vento! Saiba onde o mau tempo vai apertar
Se tinha planos ao ar livre para esta última semana de setembro, considere levar o guarda-chuva… ou até mesmo adiar. A razão? Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os próximos dias vão presentear-nos com bastante chuva, trovoada e vento.


Vale a pena referir que esta terça e quarta-feira, dia 29 e 30 respetivamente, Vila Real, Porto, Viana do Castelo, Aveiro e Braga estão sob aviso amarelo.


A chuva deverá mesmo persistir até ao final da semana. https://www.ovarnews.pt/vem-ai-chuva-granizo-e-fortes-rajadas-de-vento-saiba-onde-o-mau-tempo-vai-apertar/
O Intermarché Ovar está a crescer e a reforçar a equipa em todas as secções de Frescos.

Procuram-se pessoas responsáveis, empenhadas e com vontade de trabalhar num ambiente profissional, exigente e dinâmico.

Antes de apresentar a sua candidatura, tenha em consideração:

— Trabalhamos com elevados níveis de exigência e rigor;


— Valorizamos o compromisso, a assiduidade e a pontualidade;


— É necessária disponibilidade para trabalhar por turnos, fins de semana e feriados;


— A experiência na função ou no setor da distribuição é valorizada;


— Procuramos pessoas interessadas num projeto estável e duradouro.

"Relembramos que somos uma nova empresa em Ovar, na área da Grande Distribuição.


Privilegiamos e aplicamos uma política de Recursos Humanos baseada no trabalho digno, na valorização das pessoas e na estabilidade profissional, proporcionando formação e acompanhamento para o desenvolvimento das competências dos nossos colaboradores".

Se considera ter o perfil, a disponibilidade e o compromisso necessários, preencha o formulário de candidatura com informação completa e verdadeira.

Só serão contactados os candidatos que correspondam aos requisitos definidos.

Candidate-se até dia 4 Outubro através de: https://forms.cloud.microsoft/r/b9gNJtiK3Y


ou por mail recrutamento.superovar@gmail.com https://www.ovarnews.pt/intermarche-de-ovar-esta-a-recrutar/


O fim do jogo em sinal aberto e o que isso faz aos clubes pequenos
Quando um clube recém-promovido à Liga Portugal disputa a sua primeira temporada na


primeira divisão, o impacto televisivo costuma ser um argumento usado para justificar o


esforço da subida. Mais jogos na televisão, maior visibilidade, mais adeptos a ver o nome


do clube no ecrã. O que raramente se explicita é em que televisão — e se alguém que não


pague uma subscrição consegue ver alguma coisa.

Os dados recolhidos sobre as transmissões de futebol entre 9 de Agosto e 16 de Setembro


de 2026 ajudam a perceber o que essa visibilidade significa na prática. No período de 27


dias com jogos analisado — que corresponde ao arranque da Liga Portugal, antes de a


Taça de Portugal ter começado — todos os 44 jogos da primeira divisão passaram em


canais de subscrição. Foram trinta e oito na Sport TV e seis na Benfica TV, sem qualquer


presença das televisões de sinal aberto.

Para os grandes clubes com adeptos espalhados pelo país e marcas reconhecidas


internacionalmente, este modelo é desconfortável mas suportável — os seus adeptos já


estão habituados a pagar para os ver jogar. Para os clubes regionais com menor


capacidade de tração nacional e bases de adeptos mais circunscritas, as implicações são


mais profundas e menos discutidas publicamente.

O que significa não estar no sinal aberto


Estar no sinal aberto significava, durante décadas, estar acessível a qualquer pessoa com


uma televisão. Não havia filtro económico entre o adepto e o jogo. Os canais nacionais de


sinal aberto — RTP1, RTP2, SIC e TVI, entre outros — continuam hoje a chegar


gratuitamente a casa pela televisão digital terrestre, bastando o equipamento adequado; o


que mudou é que o futebol da Liga saiu deles. Um clube do Algarve ou da Madeira que


aparecia na televisão chegava a todo o país — incluindo às comunidades emigrantes, que


habitualmente sintonizavam os canais generalistas portugueses através de cabo


internacional ou satélite.

A subscrição introduziu um filtro. Não é que o jogo não exista — existe, está a ser


transmitido. Mas quem não tem Sport TV não o vê. E "não ter Sport TV" não é


necessariamente uma questão de desinteresse: pode ser uma questão de custo, de


indisponibilidade do serviço, ou simplesmente de não ter um pacote de televisão por cabo


activo.

Os dados mostram que o Farense e o Portimonense — os dois clubes algarvios nas ligas


profissionais, ambos na Liga Portugal 2 — tiveram nove jogos no período: oito na Sport TV


e um sem canal identificado na grelha. O Marítimo e o Nacional, da Madeira, tiveram sete


jogos na Liga Portugal, todos na Sport TV. O Vitória de Guimarães, com sete jogos, ficou


também integralmente nesse canal. Em nenhum dos jogos com canal identificado houve


transmissão em sinal aberto.

A visibilidade que os direitos televisivos compram — e a que não compram


Há uma diferença entre o alcance potencial de uma transmissão em sinal aberto e o


alcance real de uma transmissão em canal de subscrição. No primeiro caso, qualquer


pessoa com televisão pode ligar e ver. No segundo, só quem pagou.

Esta distinção importa especialmente para os clubes com menores recursos mediáticos. Um


clube da segunda ou terceira cidade do país tem habitualmente uma base de adeptos mais


localizada. A televisão era o mecanismo de expansão dessa base para além da região.


Com a migração para o sinal fechado, esse mecanismo perdeu eficácia — não


desapareceu, mas passou a depender de quem já está envolvido o suficiente para pagar a


subscrição.

Há um paradoxo nisto. Os clubes que mais beneficiariam de exposição televisiva gratuita —


os mais pequenos, os mais regionais, os recém-promovidos — são exactamente aqueles


que menos influência têm nas negociações colectivas dos direitos televisivos. Essas


negociações tendem a ser dominadas pelos interesses dos clubes maiores, que têm maior


poder de barganha e maior peso comercial junto dos operadores.

O papel da imprensa regional neste contexto


Para os jornais regionais que acompanham os clubes da sua área, a ausência de sinal


aberto tem uma consequência editorial concreta: o leitor comum deixou de ter acesso


gratuito ao jogo sobre o qual está a ler. A cobertura jornalística continua — os resultados, as


análises, as entrevistas existem independentemente de o jogo ter ou não passado na


televisão aberta. Em Ovar, por exemplo, é na imprensa local que se segue a AD Ovarense,


que tenta recuperar o protagonismo histórico no futebol português. Mas o contexto de


acompanhamento mudou.

Um adepto que não tenha Sport TV e que leia uma análise do jogo do Marítimo no jornal


regional está a consumir informação sobre algo que não pôde ver. Em gerações anteriores,


esse mesmo adepto teria visto o jogo na RTP ou na SIC e estaria a ler o jornal como


complemento. Hoje, o jornal pode ser o único contacto que teve com o jogo.


Esse é o ecossistema em que os meios regionais de desporto trabalham actualmente. O


novo jornal desportivo que registou estas grelhas mapeou exactamente esse padrão: onde


passam os jogos, em que canais, com que grau de acessibilidade — e os resultados


confirmam que o jornalismo regional de desporto opera hoje num contexto em que o leitor,


muitas vezes, não viu o jogo sobre o qual está a ler.

O que os dados não conseguem medir


Os dados de transmissão dizem onde o jogo passou, não quem o viu. Não há forma de


saber, a partir da grelha, quantos adeptos do Académico de Viseu — clube que teve cinco


jogos no período, quatro na Sport TV e um na Benfica TV — assistiram efectivamente às


transmissões. A cobertura existe; o impacto real é outra pergunta.


A mesma limitação aplica-se à leitura inversa: não se pode concluir que a ausência de sinal


aberto reduziu as audiências dos jogos regionais, porque as audiências não foram medidas


neste estudo. O que foi medido é a grelha — um instrumento de acesso, não de consumo.


E a grelha diz que, no período em análise, o acesso foi integralmente pago.

O que se sabe é que o acesso à Liga Portugal no início desta época foi integralmente


condicionado por subscrição paga. E que os clubes regionais, que dependem de


transmissão televisiva para chegar a adeptos fora da sua área imediata, estão a operar num


modelo que não foi desenhado a pensar neles — mas que é, por agora, o único que existe.


Perceber esse modelo é o primeiro passo para discutir se deve ser diferente. https://www.ovarnews.pt/o-fim-do-jogo-em-sinal-aberto-e-o-que-isso-faz-aos-clubes-pequenos/


Empresário natural de Ovar deixou marca no desenvolvimento de Salvaterra de Magos
Manuel Augusto da Silva Valente nasceu em Ovar, construiu uma carreira empresarial ligada ao arroz e tornou-se uma figura de referência em Salvaterra de Magos


A história de Manuel Augusto da Silva Valente, empresário nascido em Ovar, é recuperada pelo historiador José Gameiro numa crónica publicada no blogue História de Salvaterra, revelando o percurso de um homem que acabou por adotar Salvaterra de Magos como sua terra.


Nascido em Ovar, a 27 de setembro de 1920, Manuel Valente era filho de Manuel Augusto Valente, homem de negócios com ligações entre Portugal e o Brasil, e de Emília Oliveira Soares. Cresceu numa família de cinco filhos e recebeu uma educação marcada pela tradição católica.


Aos 15 anos perdeu o pai e um irmão que frequentava a universidade. O irmão mais velho, Jaime, assumiu entretanto os negócios da família, que incluíam uma fábrica de descasque de arroz em Aveiro.


Foi ao lado de Jaime que Manuel Valente iniciou uma nova etapa da sua vida. Os dois deslocaram-se para a região de Salvaterra de Magos e criaram a empresa Jaime da Silva Valente, Lda., instalando naquela vila uma unidade industrial dedicada ao descasque de arroz, aproveitando a importância da cultura do arroz nas terras entre o Tejo e o Sorraia.


Manuel ficou responsável pela nova fábrica e fixou residência em Salvaterra, onde casou com Carlota Madeira, natural de Marinhais. O casal teve duas filhas, Ana Maria e Emília Madeira Valente.

Uma empresa que cresceu para além do arroz


A atividade empresarial da família não se limitou ao descasque de arroz. Segundo a crónica, a empresa manteve a fábrica em funcionamento junto à EN 118 e, a partir da década de 1980, diversificou os negócios, entrando também na área da galvanização.


A agricultura, através de terrenos na zona do Vale Queimado, e posteriormente os loteamentos imobiliários passaram igualmente a fazer parte da atividade empresarial da família.

Ligação à comunidade


O percurso de Manuel Valente ficou também marcado pela participação na vida social de Salvaterra de Magos.


De acordo com José Gameiro, o empresário apoiou iniciativas da Igreja Paroquial, Misericórdia, associações locais e autarquia, tendo contribuído para projetos relacionados com habitação social.


Um dos terrenos da empresa, situado junto ao cemitério de Salvaterra e à antiga fábrica, foi doado à Câmara Municipal na década de 1980 para a construção de habitação social.


Manuel Valente esteve ainda ligado às Festas de Salvaterra, iniciadas em 1966, participando na organização e nas atividades equestres. Era também praticante de desportos náuticos, tendo participado na criação da Scudaria Magos, clube dedicado às provas de barcos a motor na Barragem de Magos.


A sua dimensão social é igualmente destacada através do apoio dado à instalação de um projeto religioso-adventista na zona do Vale Queimado.

Morreu em 1999


Manuel Valente morreu a 3 de dezembro de 1999. Após a sua morte, as filhas assumiram a gestão do património e da empresa Jaime Valente, procurando, segundo a crónica, manter os bens deixados pelo pai e desenvolver novas atividades, nomeadamente no setor imobiliário.


A antiga unidade fabril e os armazéns foram posteriormente arrendados, mantendo uma função económica e contribuindo para a criação de novos postos de trabalho em Salvaterra de Magos.


A história de Manuel da Silva Valente representa, assim, um percurso empresarial que começou em Ovar e Aveiro e encontrou em Salvaterra de Magos o espaço onde se consolidou, deixando uma marca não apenas na atividade económica, mas também na vida social daquela comunidade ribatejana. https://www.ovarnews.pt/empresario-natural-de-ovar-deixou-marca-no-desenvolvimento-de-salvaterra-de-magos/
A TJA vai ter em operação um camião elétrico Renault Trucks T E-Tech que será colocado à prova em diferentes tipologias de serviço. A empresa de Estarreja prossegue o seu plano de reforço da oferta elétrica para responder às necessidades dos diferentes tipos de transporte.

Ler artigo. https://www.ovarnews.pt/tja-coloca-a-prova-renault-trucks-e-tech/
Com o encerramento temporário do Cine-Teatro de Estarreja para obras de beneficiação, a 21ª edição do Festival Estarrejazz apresenta uma nova configuração, distribuindo o programa por diferentes espaços do concelho.


Nesta edição, o Festival desenha um novo roteiro que transforma vários pontos do concelho em palcos privilegiados das sonoridades do jazz, unindo artistas nacionais consagrados e o público. Uma programação assente no conceito “O jazz encontra o lugar”, que preserva a qualidade e a identidade do ESTARREJAZZ e aproxima o festival do património, da cidade, das freguesias e das pessoas.


A abertura do festival faz-se no Salão Nobre dos Paços do Concelho, no dia 7 de outubro, quarta-feira, às 21h30, com uma presença internacional: a cantora e compositora brasileira Anna Setton, que moldou a sua voz e musicalidade navegando pelas noites de jazz de São Paulo, mergulhou nos universos da bossa nova e da Música Popular Brasileira (MPB) e daí emergiu com uma música fresca, melódica e original. Acompanhada por Edu Sangirardi (teclado) e Pedro Santos (bateria), a artista traz a Estarreja temas inéditos que farão parte do seu próximo trabalho, bem como alguns grandes clássicos da música brasileira.


No dia seguinte, às 21h30, o festival muda-se para o jardim da Biblioteca Municipal. O baterista, músico e compositor João Martins apresenta "Oxímoro”. Inspirado no álbum homónimo, este espetáculo propõe uma viagem sonora onde o caos e a harmonia, o silêncio e a intensidade, o planeado e o improvisado, se entrelaçam numa dança constante. Musicalmente, Oxímoro move-se entre o jazz fusão e o experimentalismo, cruzando diferentes linguagens, do rock progressivo aos ritmos urbanos e populares.


A Praceta do Mercado recebe, no dia 9 de outubro, sexta-feira, às 21h30, o projeto NoA que com o convidado Rão Kyao, apresenta o projeto Concavexo, que nasce no jazz, passeia-se pelo rock, pela pop, pela canção portuguesa, e desagua constantemente em sítios imprevisíveis. Neste projeto assistimos a um encontro que junta a matriz cosmopolita e o groove do trio à flauta de bambu e ao saxofone de uma das figuras mais marcantes da música portuguesa.


O Hugo Santos Quintet apresenta o mais recente projeto do baterista e compositor Hugo Santos, “Out in the city, blooming in a cold world outside". Através de composições originais, o projeto traduz em música um olhar atento sobre o quotidiano, onde a cidade, o movimento e a introspeção se transformam em som.  O ensemble promete uma experiência musical imersiva e atual. Este projeto, inserido na estratégia do evento e da autarquia em apoiar os jovens valores, é resultado da parceria com a Universidade de Aveiro (UA). O Hugo Santos Quintet foi o vencedor em 2025 da 5.ª edição do Concurso Internacional de Jazz, promovido pela UA, no âmbito do festival Campus Jazz. Apresenta-se a 10 de outubro, sábado, às 17h, no átrio do Paços do Concelho.


Ainda neste dia, o festival chega também a Avanca. Às 21h30, o auditório do Centro Paroquial acolhe o Coimbra Jazz Ensemble para o espetáculo "Como Um Sonho Lindo", uma homenagem à densidade poética e política da obra de Fausto Bordalo Dias, relida através do jazz. Criador de uma linguagem estética inconfundível, Fausto inscreveu no nosso imaginário um repertório onde a História, a reflexão política e a tradição popular se entrelaçam com rara densidade poética, desafiando sucessivas gerações a escutar para além do óbvio e a redescobrir matrizes sonoras menos exploradas. A ligação a Estarreja é particularmente relevante: João Mortágua, natural do concelho, integra o ensemble como saxofonista e assume, com Luís Figueiredo, os arranjos e a direção musical do espetáculo. O projeto permite, assim, articular um legado maior da música portuguesa com criação contemporânea e com um músico profundamente ligado ao território e à história do ESTARREJAZZ.


O encerramento do certame está marcado para domingo, 11 de outubro, às 17h, no Museu Fábrica da História - Arroz com um dos momentos mais aguardados desta edição: Carlos Bica & Azul e a celebração dos trinta anos desde que Carlos Bica lançou “Azul”. O contrabaixista português volta a juntar-se ao guitarrista alemão Frank Möbus e ao baterista norte-americano Jim Black, num concerto que assinala a empatia entre estes três músicos, que continuam a criar repertório original e a ir beber aos mais variados géneros – do jazz ao rock e da pop à música tradicional. https://www.ovarnews.pt/?p=107445


Orquestra Ligeira do Exército atua no Europarque em concerto solidário nos 95 anos dos Bombeiros Voluntários de Esmoriz.
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Esmoriz assinala o seu 95.o aniversário


com um concerto solidário protagonizado pela Orquestra Ligeira do Exército, no próximo dia 21 de


novembro de 2026, pelas 21h30, no Grande Auditório do Europarque, em Santa Maria da Feira.

A iniciativa pretende celebrar quase um século de história e serviço à comunidade, reunindo música,


solidariedade e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido diariamente pelos Bombeiros


Voluntários de Esmoriz.

A participação da Orquestra Ligeira do Exército confere um caráter especial à comemoração,


proporcionando ao público uma noite de música num dos principais espaços culturais da região.


Mais do que uma celebração do 95.o aniversário da instituição, o espetáculo assume também uma


importante vertente solidária. O valor total da bilheteira reverte como donativo a favor da


Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Esmoriz, contribuindo diretamente para


apoiar a missão e a atividade desenvolvidas pela corporação.

Sob o mote “Uma noite de música para ajudar quem nos ajuda”, a Associação convida toda a


comunidade, famílias, empresas e instituições da região a associarem-se à iniciativa e a participarem


numa noite que pretende ficar marcada pela solidariedade e pelo reconhecimento daqueles que


diariamente estão ao serviço da população.

Bilhetes já disponíveis


Os bilhetes/donativo podem ser adquiridos através da plataforma BOL:


https://www.bol.pt/Comprar/Bilhetes/186022-


concerto_solidario_orquestra_ligeira_do_exercito-europarque/


Encontram-se igualmente disponíveis na Worten, FNAC, El Corte Inglés, Secretaria do Quartel dos


Bombeiros Voluntários de Esmoriz, Secretaria da Piscina B.V. Esmoriz e nos locais habituais de


venda. https://www.ovarnews.pt/orquestra-ligeira-do-exercito-atua-no-europarque-em-concerto-solidario-nos-95-anos-dos-bombeiros-voluntarios-de-esmoriz/

segunda-feira, setembro 28, 2026

Portugal já iniciou a preparação para o Campeonato do Mundo, que começa a 12 de Outubro, há duas semanas. E, entretanto, já todas as outras selecções terão começado trabalhos. Faltava a Argentina.

A preparação conjunta argentina só começou esta segunda-feira, 21 de Setembro, tendo muitos dos seus jogadores estado a trabalhar nos respectivos clubes até agora. Este fim-de-semana, foram a jogo, por exemplo, Conti Acevedo, frente ao Tojal na Taça Jesus Correia, Ezequiel Mena, frente a Maia e Juventude Pacense no Maia Hóquei Cup, ou Giuliano Giuliani e Lucas Martínez, frente ao Valdagno, para a Skate Italia Trophy.

Agora, a albiceleste faz de Espinho - "casa" de Reinaldo Garcia - o seu quartel-general.

Depois do título mundial de 2022 em San Juan - onde fará "escala" para os derradeiros testes -, a Argentina voltará a disputar o Campeonato do Mundo na América do Sul, no Paraguai, e com legítimas aspirações a erguer o troféu pela sétima vez.

A liderança tripartida de Jose Luís Paez, Reinaldo Garcia e Diego Mir elegeram 15 atletas, sendo que, no máximo, apenas 12 poderão ser inscritos para a competição em Assunção e, destes, só nove podem ser jogadores de pista. Ou seja, de 12 jogadores de pista, três serão necessariamente preteridos.

Na lista, há seis jogadores que actuarão em Portugal na próxima temporada e o benfiquista Conti, os sportinguistas Rampulla, Bridge, Navarro, Romero, e o portista Mena deverão ter, salvo gigantesca surpresa, lugar certo na convocatória final.

No Campeonato do Mundo, a Argentina integra o Grupo B com França, Angola e Chile.


Portugal - Campeonato do Mundo 2026 (pré-convocatória)


Seleccionador: Jose Luís Paez


Guarda-redes: Conti Acevedo (Benfica, POR), Bautista Acevedo (Quévert, FRA) e Juan Cruz "Cacu" Velázquez (Monza, ITA)


Jogadores de pista: Danilo Rampulla, Facundo Bridge, Facundo Navarro e Gonzalo Romero (Sporting, POR), Ezequiel Mena (Porto, POR), Franco Platero (Liceo, ESP), Giuliano Giuliani e Lucas Martinez (Bassano, ITA), Jero Garcia (Calafell, ESP), Lucas Ordoñez (Atlético Argentino), Matías Pascual (Igualada, ESP), Nico Ojeda (Barcelona, ESP) https://www.ovarnews.pt/107435-2/


Festival Inquietude convoca amantes de viagens em Outubro
A Landescape celebra, em Outubro, dez anos de existência. E para assinalar a data, a agência de


viagens culturais e de aventura realiza, entre os dias 2 e 4 de Outubro, a 1a edição do Festival


Inquietude, um ciclo de programação totalmente gratuito, que irá decorrer em três espaços


distintos da cidade de Ovar: Lugar Landescape (sede da agência), Escola de Artes e Ofícios de


Ovar e Parque Urbano de Ovar.

Além destas infraestruturas, serão igualmente ocupados outros espaços públicos com dinâmicas que, no total, representam 11 eventos diferentes.

Convocando várias dimensões culturais, como a literatura, o cinema ou as relações interculturais,


o Inquietude aposta numa oferta eclética, inclusiva e pensada para todas as faixas etárias, a partir


de uma ligação profunda com o território e identidade do concelho de Ovar.

Nesse sentido, o programa desta primeira edição resulta de um equilíbrio entre diferentes escalas: do debate de


tópicos culturais com projeção internacional, à divulgação das tradições, do património e da


diversidade geográfica do município. Nas palavras de Rafael Polónia, fundador da Landescape,


“o Inquietude é mais que um festival. É a comemoração de uma década de viagens, uma década de


equipa, uma década de ambição, uma década de projectos concretizados, uma década de olhar o


futuro e querer mais e melhor. Um mundo mais unido, sustentável e respeitado. O festival nasceu


de dentro, da nossa Inquietude.


”

Evento multidisciplinar, com entrada livre e programação para todos os gostos e para todas as


idades, acontece no fim-de-semana de 2, 3 e 4 de Outubro, em Ovar, e promete


reunir amantes de viagens e viajantes profissionais.

No dia 2 de Outubro, pelas 21h30, o Lugar Landescape acolhe a sessão inaugural do Inquietude:


a apresentação da reedição do livro “Pedalar Devagar”, com a dupla João Gonçalo Fonseca e


Valérie Fonseca. Já no dia 3 de outubro, a partir das 9h30, a proposta vai para uma bike tour


pela cidade de Ovar, na companhia do Rafael Polónia. Mais tarde, pelas 11h, e já de regresso ao


Lugar Landescape, seguem-se duas propostas: a inauguração da exposição “Hortelões Urbanos”


de Francisco Silva e um brunch a cargo do Elas’Pereira, acompanhado por um DJ Set de


músicas do mundo com André Fontes.

Pelas 15h, o Inquietude avança para o centro da cidade, onde terá início um Passeio pedestre de


interpretação dos azulejos de Ovar. O destino final será a Escola de Artes e Ofícios, onde, às


16h, arranca uma nova etapa: uma Roda de partilha de “Bloopers de viagem”, com os líderes da


agência Luísa Ferreira, Carina Silva, Diogo Tavares e Luís Godinho; pelas 17h, será exibido o


documentário “Sab Kuch Milega”, de João Amorim e Inácio Rozeira, com comentários de Rui


Pedro Lamy e João Gonçalo Fonseca.

O dia encerra com um jantar-convívio, no restaurante Castelo Chopinhos, voltado para a comunidade de viajantes da Landescape e aberto ao público em geral.


O dia 4 de Outubro, último do Festival Inquietude, concentra-se no Parque Urbano de Ovar, onde


terá lugar um conjunto de dinâmicas inclusivas e pensadas para toda a família: a par da iniciativa


ad continuum “A Magia das Pequenas Coisas”, de João Mendes, às 15h, Tanya Ruivo dirige “A Hora do Conto”, uma sessão direcionada a crianças com mais de 4 anos; pelas 16h, Pedro Ivo


Carvalho, editor da revista Volta ao Mundo, junta-se aos líderes de viagem Miguel Neves e


Rafael Polónia para a mesa redonda “Expedições Landescape”; e pelas 17h, o Festival


Inquietude encerra com o concerto “Emoções - Canções para Gigantões”, de Ivo Pinho.

Todas as iniciativas são de entrada livre, algumas delas sujeitas a inscrição prévia para controlo


de lotação dos espaços aderentes. A programação completa, por sua vez, pode ser consultada


no site da Landescape.

  https://www.ovarnews.pt/festival-inquietude-convoca-amantes-de-viagens-em-outubro/


Exército deixa mensagem de condolências pela morte de militar
O Exército publicou uma mensagem de condolências nas redes sociais. "É com profundo pesar que o Exército Português comunica o falecimento do primeiro-cabo Márcio Daniel Mendes Castanheira, de 24 anos, que partiu de forma prematura e inesperada. Neste momento de luto para a Família Exército, os nossos pensamentos estão com os seus familiares, camaradas e amigos, a quem apresentamos as mais sentidas condolências. Descansa em paz, camarada!", diz o texto.


A vítima do acidente ocorrido na freguesia de Lobão, este sábado, é Márcio Daniel Mendes Castanheira, de 24 anos, primeiro-cabo colocado no Regimento de Transmissões do Porto que não resistiu aos ferimentos. https://www.ovarnews.pt/exercito-deixa-mensagem-de-condolencias-pela-morte-de-militar/
A Vigararia de Espinho-Ovar foi a primeira a receber os encontros vicariais de formação e informação sinodal que decorrem até ao mês de dezembro em toda a diocese do Porto.

Sentar, escutar, deixar que a palavra do outro encontre espaço. Em Cortegaça, foi assim que cerca de 130 pessoas começaram a experimentar aquilo de que o Sínodo Diocesano quer ser feito: encontro, escuta e discernimento em comunidade. Foi a primeira edição dos encontros vicariais “Sintonizar o Sínodo” que vão decorrer até ao mês de dezembro em toda a diocese do Porto. Ler artigo.

  https://www.ovarnews.pt/sintonizar-o-sinodo-encontros-vicariais-arrancam-em-cortegaca/

domingo, setembro 27, 2026



Um morto e cinco feridos em colisâo entre três carros
Uma pessoa morreu e outras cinco ficaram feridas na sequência de uma colisão entre três viaturas ligeiras de passageiros, esta tarde, em Lobão, no concelho de Santa Maria da Feira.


O acidente ocorreu na Rua do Comércio, tendo o alerta sido dado às 15h12.


De acordo com as informações disponíveis, há quatro feridos leves e um outro ferido, estando ainda em curso as operações de socorro. Não foi, até ao momento, divulgada a identidade ou o sexo da vítima mortal.


No local encontram-se ambulâncias dos bombeiros de Arrifana, Santa Maria da Feira e Lourosa, além de dois meios da Cruz Vermelha de Sanguedo e da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Santa Maria da Feira. https://www.ovarnews.pt/um-morto-e-cinco-feridos-em-colisao-entre-tres-carros/
Vladimir Putin garante que a Rússia "não se está a preparar para qualquer tipo de combate com a Europa".

"Muita gente na Europa diz esperar uma agressão da Federação Russa e é por isso que têm de se preparar para combates, para uma guerra com a Rússia", disse Putin, garantindo, porém, que não é essa a realidade.

"Gostaria de salientar mais uma vez que não nos estamos a preparar para qualquer tipo de combate com a Europa", sublinhou, classificando os alertas como um "exagero deliberado da situação e uma provocação".

Garantias do presidente russo, numa declaração à margem do Fórum Internacional da Cultura em São Petersburgo, depois de ter sido avançado que a CIA, agência de inteligência norte-americana, tinha avisado vários países europeus sobre eventuais ataques russos.

Também Volodymyr Zelensky acusou, na quarta-feira, Putin de pretender ampliar a guerra para outros países europeus, incluindo territórios da NATO, no seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). https://www.ovarnews.pt/putin-garante-que-nao-pretende-atacar-paises-da-europa/
Um despiste ocorrido cerca das 00h00 deste domingo, na Rua Elias Garcia, em Ovar, causou vários prejuízos na via pública.

Vários pilaretes foram destruídos e ainda houve derrame de líquidos da viatura acidentada na via, o que obrigou a intervenção de limpeza e remoção.

No local estiveram a PSP, Bombeiros Voluntários de Ovar e a Proteção Civil da Câmara Municipal de Ovar.

Não há feridos a registar . https://www.ovarnews.pt/acidente-destroi-pilaretes-no-centro-de-ovar/


Homem colhido mortalmente por comboio na Linha do Norte
Uma pessoa morreu este sábado, 26 de setembro, depois de ter sido colhido por um comboio na Linha do Norte, em Santa Marinha, Vila Nova de Gaia.

O alerta foi recebido pelas autoridades às 14h54, tendo sido mobilizados para o local os Bombeiros de Coimbrões, uma equipa da VMER de Gaia e elementos da PSP. A operação envolveu 12 operacionais e seis viaturas.


A vítima não resistiu aos ferimentos e o óbito foi confirmado no local. O corpo foi posteriormente encaminhado para o Instituto de Medicina Legal do Porto, onde será submetido a autópsia.


As causas do atropelamento ferroviário são desconhecidas. As autoridades estão a investigar.


Na sequência do atropelamento, a circulação ferroviária na Linha do Norte esteve temporariamente interrompida, tendo sido entretanto retomada. https://www.ovarnews.pt/homem-colhido-mortalmente-por-comboio-na-linha-do-norte/

sábado, setembro 26, 2026



Águias vencem a Ovarense na apresentação após prolongamento
Na Arena de Ovar, a equipa masculina de basquetebol do Benfica venceu a Ovarense, por 102-107, após prolongamento, na tarde deste sábado, 26 de setembro.

Num encontro integrado na preparação para a nova época e que serviu de apresentação da formação de Ovar aos seus adeptos, colocada perante diferentes cenários competitivos e responderam na hora da decisão.

Com ligeira vantagem no final do 1.º quarto (27-29), a equipa encarnada acentuou a diferença no período seguinte, com um parcial de 15-23, chegando ao intervalo na frente por 42-52.

A Ovarense reagiu no regresso dos balneários. O 24-15 no 3.º quarto reduziu a margem benfiquista à expressão mínima (66-67) e lançou um último período equilibrado. No 4.º quarto, os vareiros anularam a desvantagem e o 92-92 no final do tempo regulamentar levou a decisão para prolongamento.

Na hora da verdade, as águias superiorizaram-se por 10-15 nos cinco minutos adicionais e selaram o triunfo por 102-107, em mais uma etapa importante do trabalho de preparação da equipa da Ovarense para 2026/27.

Jogo particular | 26/09/2026

Ovarense-Benfica


102-107 (ap)


Arena de Ovar

Cinco inicial da Ovarense: Leon Ayers, Miguel Monteiro, Rodrigo Soeiro, Jonathan Silva e Leo O'Boyle

SuplentesAntonio Woods, Tomás Pinto, Isaquiel Vuaka, Santiago Silva, Jordan Wood, Vicente Manarte, Nuno Morais, Jerome Palm, Rúben Sona e Devan Cambridge

Cinco inicial do Benfica

Okechukwu Okeke, Geno Crandall, Luís Silva, Luke Barrett e Brandon Slater

Suplentes

Eduardo Francisco, Aaron Broussard, Luther Muhammad, Aleksander Dziewa, Daniel Relvão, Sérgio Sousa e Tiago Filipe

Treinador do Benfica

Ainars Bagatskis

1.º quarto


2.º quarto


3.º quarto


4.º quarto


Prolongamento

27-29


42-52


66-67


92-92


102-107 https://www.ovarnews.pt/aguias-vencem-a-ovarense-na-apresentacao-apos-prolongamento/
Resultados de 2025 refletem a implementação nacional de uma estratégia de Desenvolvimento Sustentável centrada nos clientes, colaboradores e territórios.

Economia circular, eficiência energética e operacional, mobilidade sustentável e apoio às comunidades estão entre as áreas de atuação em Portugal.

​


O Grupo Mosqueteiros continua a reforçar a sua estratégia de sustentabilidade em Portugal, através da implementação de medidas que promovem uma operação mais eficiente, responsável e alinhada com os desafios atuais. Da logística aos pontos de venda, o Grupo tem vindo a acelerar a transição energética, a otimizar recursos e a reduzir o impacte ambiental da sua atividade.

Com presença nacional através das insígnias Intermarché, Bricomarché e Roady, o Grupo tem apostado numa estratégia transversal que envolve toda a cadeia de valor, desde as quatro bases logísticas, Albufeira, Alcanena, Cantanhede e Paços de Ferreira, até à rede de lojas espalhada pelo país.

“Para o Grupo Mosqueteiros, a sustentabilidade não é um compromisso paralelo à atividade: faz parte da forma como gerimos o negócio diariamente. Trabalhamos para reduzir o nosso impacte ambiental, mas também para apoiar as comunidades onde estamos presentes, desenvolver relações responsáveis com os nossos parceiros e garantir que o nosso crescimento gera valor para todos. Estes resultados demonstram que estamos no caminho certo e reforçam a nossa ambição de continuar a gerar valor de forma responsável”, afirma Paulo Mendes, Presidente do Grupo Mosqueteiros.

A estratégia de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) do Grupo está organizada em sete combates: economia circular, transição alimentar, transição energética, clima, evolução do trabalho, comerciantes responsáveis e digitalização responsável, e assenta em três pilares centrados nos clientes, colaboradores e territórios.

Economia circular e eficiência operacional com resultados concretos


Em 2025, o Grupo Mosqueteiros valorizou 86% dos resíduos gerados nas suas bases logísticas em Portugal, o equivalente a mais de 1.700 toneladas. A economia circular é um dos sete combates definidos pelo Grupo e contempla a redução, recolha, valorização e reutilização de resíduos.

Nas bases logísticas, registou-se ainda uma redução de 34% no consumo de consumíveis, como papel e filme extensível. Na operação logística, a otimização do espaço das viaturas utilizadas na entrega de mercadorias permitiu reduzir em 3,1% os quilómetros percorridos por suporte transportado.

Energia renovável ganha peso na operação nacional


A transição energética e o clima são também duas das áreas prioritárias definidas pelo Grupo, abrangendo temas como a redução do consumo de energia, a descarbonização, a água e a biodiversidade.

Em Portugal, 28% da energia consumida nas plataformas de distribuição tem já origem no sistema de produção fotovoltaico próprio do Grupo. A capacidade instalada está também a ser reforçada nas bases logísticas de Paços de Ferreira (+533 kWp) e Alcanena (+766 kWp).

A estas medidas juntam-se outras intervenções destinadas a reduzir o consumo de energia, como a instalação de iluminação LED com sensores de movimento e luminosidade e a remodelação das câmaras de refrigeração, com uma melhor compartimentação térmica e modernização dos sistemas de controlo.

O Grupo tem também vindo a sensibilizar e formar os colaboradores para as questões relacionadas com o clima, em linha com o objetivo de envolver as equipas na concretização dos compromissos assumidos nesta área.

Lojas mais eficientes e próximas das comunidades


Nos pontos de venda, a sustentabilidade continua a ganhar expressão. Atualmente, mais de 260 lojas Intermarché contam com painéis fotovoltaicos instalados, reforçando a produção e o consumo de energia renovável. A rede disponibiliza ainda cerca de 150 terminais de carregamento de veículos elétricos, distribuídos por cerca de 110 zonas, promovendo uma mobilidade mais sustentável junto das comunidades locais.

A instalação de baterias de armazenamento permite otimizar a utilização da energia produzida internamente e aumentar a cobertura do autoconsumo, que passou de 20% para cerca de 50%.

Para além da vertente ambiental, o compromisso do Grupo Mosqueteiros estende-se ao apoio às comunidades onde está presente. Em 2025, a logística e a rede de lojas contribuíram com três milhões de euros em donativos a instituições de solidariedade social. Este compromisso inclui também uma dimensão de inclusão e responsabilidade social, através de parceria com centenas de associações inseridas nas comunidades onde o Grupo está presente.

Através da combinação entre eficiência operacional, inovação energética e proximidade às comunidades, o Grupo Mosqueteiros continua a consolidar a sua abordagem à sustentabilidade e a integrar estes princípios nas diferentes dimensões da sua atividade em Portugal.

Sobre o Grupo Mosqueteiros

O Grupo Mosqueteiros é um dos maiores grupos de distribuição mundiais multi-insígnia, que opera em quatro países europeus: Portugal, França, Polónia e Bélgica. O Grupo caracteriza-se por um posicionamento único no setor de atividade, uma vez que a sua gestão global em cada país é partilhada pelo conjunto dos proprietários de cada uma das lojas (mais de três mil aderentes), que têm como principal missão a máxima proximidade com as comunidades.

Em Portugal, o Grupo Mosqueteiros está presente com três insígnias: Intermarché, supermercados especialistas em produtos frescos; Bricomarché, que integra cinco áreas (decoração, bricolage, materiais de construção, jardinagem e produtos para animais de estimação); e Roady, um centro-auto especialista na manutenção e equipamentos para automóvel. No nosso país o Grupo tem mais de 355 pontos de venda e emprega mais de 14 mil colaboradores, assumindo diariamente a responsabilidade pelos clientes, parceiros, sociedade e colaboradores, que têm no Grupo várias oportunidades de desenvolvimento. https://www.ovarnews.pt/grupo-mosqueteiros-acelera-transicao-sustentavel-em-portugal/


Aveiro não pode perder o comboio do investimento - Por Henrique Araújo
 

O distrito de Aveiro tem uma característica que não pode ser ignorada quando se discute investimento público: é um dos territórios economicamente mais relevantes do país.

É um distrito profundamente industrial, exportador, com um tecido empresarial diversificado, uma forte presença de pequenas e médias empresas, importantes zonas industriais, o Porto de Aveiro e uma posição geográfica privilegiada entre o Norte e o Centro.

Em 2023, as exportações de bens do distrito de Aveiro atingiram cerca de 9,53 mil milhões de euros.

Na Região Centro, Aveiro representa também uma parcela muito significativa das empresas distinguidas como PME Líder. Não estamos, portanto, perante um território que pede investimento apenas por necessidade: estamos perante um território que tem capacidade para gerar riqueza, emprego, exportações e valor acrescentado para o país.

É precisamente por isso que a discussão sobre as infraestruturas e o investimento público em Aveiro merece ser feita com muito mais exigência.

Um distrito com condições para liderar


Aveiro reúne condições para assumir uma posição de liderança nacional em vários setores.

A metalomecânica, a indústria automóvel, o habitat, a economia do mar, as tecnologias de informação e comunicação, a cerâmica, a indústria transformadora, a logística e diversas atividades exportadoras constituem uma base económica que não pode ser tratada como secundária.

Mas nenhuma economia consegue manter competitividade apenas com a capacidade das suas empresas.

É preciso ter boas estradas, ferrovia eficiente, transportes públicos adequados, energia, redes digitais, áreas empresariais qualificadas, habitação, formação profissional e acesso aos grandes mercados.

É aqui que entra o papel do investimento público.

Se Aveiro deve ser líder na indústria e nas exportações, também precisa de ser líder nas infraestruturas que suportam essa economia.

O problema não é apenas anunciar obras. É saber como serão pagas.


Esta questão torna-se particularmente importante quando analisamos o percurso de vários projetos estruturantes.

Um dos casos mais evidentes é o Eixo Rodoviário Aveiro–Águeda.

O projeto foi inicialmente enquadrado no PRR com cerca de 46,9 milhões de euros de financiamento não reembolsável, com uma data de conclusão inicialmente prevista para 30 de junho de 2025.

Entretanto, a solução avançou para uma obra cujo preço-base ronda os 109,3 milhões de euros.

A diferença é suficientemente grande para obrigar a uma pergunta simples:


Como será financiada a parte que deixou de estar coberta pelo enquadramento inicial?

A questão não é meramente contabilística.


Uma infraestrutura desta dimensão tem impacto na mobilidade das pessoas, na ligação entre áreas empresariais, nos custos de transporte, na competitividade das empresas e na capacidade de atração de investimento.

Se o financiamento europeu inicialmente previsto deixou de ser suficiente ou deixou de ser aplicável nos termos originais, é fundamental que os cidadãos saibam qual é a nova engenharia financeira do projeto.

E o que aconteceu aos restantes projetos?


Esta é a pergunta que deve ser colocada de forma mais abrangente.

Durante os últimos anos foram identificados para a Região de Aveiro vários investimentos estratégicos, desde acessibilidades e áreas empresariais até saúde, defesa costeira, Ria de Aveiro, ferrovia e ligação ao Porto de Aveiro.

Entre os projetos identificados pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro estavam, por exemplo, a ampliação e qualificação do Hospital de Aveiro, intervenções nas vias para a competitividade, investimentos relacionados com a Ria de Aveiro e defesa costeira e uma visão de longo prazo para a ligação ferroviária Aveiro–Viseu–Guarda–Salamanca e a valorização do Porto de Aveiro.

Nem todos estes projetos tiveram o mesmo grau de concretização ou financiamento. E é precisamente por isso que importa distinguir aquilo que foi anunciado, aquilo que foi candidatado, aquilo que foi aprovado e aquilo que efetivamente tem dinheiro assegurado.


Aveiro precisa dessa transparência.

O fim de um prazo não pode significar o fim de uma obra

O problema dos fundos europeus e do PRR trouxe uma realidade que não pode ser ignorada.

Existem projetos que, por dificuldades de execução, alterações de calendário, procedimentos administrativos ou incapacidade de cumprir os prazos dos programas, deixaram de poder ser executados integralmente através do enquadramento financeiro inicialmente previsto.

O próprio modelo de reprogramação do PRR admite que determinados investimentos possam necessitar de outras soluções financeiras, incluindo financiamento nacional ou outros fundos europeus quando sejam elegíveis.

É aqui que Aveiro tem de exigir respostas.

Quando uma obra considerada necessária para o distrito perde o financiamento inicialmente previsto, a necessidade da obra não desaparece.


A estrada continua a ser necessária.


A ferrovia continua a ser necessária.


A melhoria dos transportes continua a ser necessária.


As infraestruturas empresariais continuam a ser necessárias.


A proteção da Ria e da costa continua a ser necessária.


E as necessidades hospitalares continuam a existir.

Então a pergunta é inevitável:


Se o financiamento inicialmente previsto deixou de existir, quem vai financiar agora essas obras?

Não basta dizer que há fundos


É importante que o debate público passe dos anúncios para os números.

Para cada grande projeto que estava previsto para Aveiro, os cidadãos têm o direito de saber:


Qual era o custo inicialmente previsto?


Quanto financiamento estava inicialmente assegurado?


Qual foi o montante efetivamente contratado?


O projeto perdeu financiamento europeu?


Por que razão?


Houve reprogramação?


Para onde foram canalizados os recursos que deixaram de ser utilizados?


Qual é agora a fonte alternativa de financiamento?


Qual é o calendário atualizado?


Quem assume a responsabilidade pela execução?

Estas não são perguntas partidárias.


São perguntas de boa gestão dos recursos públicos.


Aveiro não pode ser penalizado pelo próprio sucesso

Existe ainda uma questão de fundo.


Um distrito que produz, exporta, emprega e gera riqueza para o país precisa de infraestruturas à altura da sua capacidade económica.

Não se trata de exigir que Aveiro receba mais do que os outros territórios.

Trata-se de exigir que os investimentos necessários sejam efetivamente executados e que os projetos considerados estratégicos não fiquem pelo caminho porque um determinado programa financeiro terminou ou porque um prazo administrativo não foi cumprido.

Aveiro não pode ser penalizado duas vezes: primeiro, pela perda ou alteração do financiamento inicialmente previsto; depois, pelo adiamento indefinido da obra.

Uma estratégia para Aveiro


O distrito precisa de uma estratégia de investimento que ultrapasse os ciclos políticos e os programas financeiros.


Uma estratégia que identifique claramente onde Aveiro pode liderar e concentre esforços nas infraestruturas que permitem essa liderança.


Na indústria.


Nas exportações.


Na economia do mar.


Na logística.


Na inovação.


Na tecnologia.


Na ferrovia.


No Porto de Aveiro.


Nas áreas empresariais.


Nos transportes públicos.


Na qualificação das pessoas.


Na saúde.


Na proteção da Ria e da costa.


Não basta afirmar que Aveiro é um território competitivo.


É preciso criar as condições para que continue a sê-lo daqui a 10, 20 ou 30 anos.

A pergunta que fica.

Por isso, mais do que discutir apenas novos anúncios, é tempo de fazer um levantamento completo dos investimentos previstos para o distrito de Aveiro.


Quais avançaram?


Quais foram financiados?


Quais perderam o financiamento inicialmente previsto?


Quais foram reprogramados?


Quais ficaram de fora?

E, sobretudo, como serão agora financiadas as obras que estavam contempladas para Aveiro e que continuam a ser necessárias?

Esta é uma pergunta que merece uma resposta clara do Governo, das entidades responsáveis pelos fundos europeus, da CCDR Centro, das comunidades intermunicipais e dos municípios envolvidos.


Aveiro não precisa apenas de promessas.


Precisa de calendários, financiamento e execução.


Porque um distrito que tem capacidade para ser líder nacional na indústria, nas exportações, na economia do mar, na logística e na inovação não pode aceitar que investimentos estratégicos fiquem dependentes da próxima oportunidade financeira.


Aveiro já demonstrou que sabe criar riqueza. Agora é necessário garantir que o investimento público acompanha essa capacidade.

E quando uma obra é considerada estratégica para o distrito, a pergunta não pode ser apenas “quando será feita?”.


Tem de ser também:


“Com que dinheiro será feita — e quem garante que será feita?”

Henrique Araújo https://www.ovarnews.pt/aveiro-nao-pode-perder-o-comboio-do-investimento-por-henrique-araujo/