quarta-feira, abril 15, 2026
A AdRA – Águas da Região de Aveiro, S.A., lançou, a 31 de março de 2026, um concurso público para a aquisição de 'dataloggers' para monitorização de caudal e pressão na rede de distribuição de água e em grandes clientes, com um valor base de 215.000 euros.
Este investimento integra a estratégia de digitalização com propósito da AdRA, assente na aplicação de tecnologia vem reforçar a fiabilidade do serviço, a eficiência hídrica e a sustentabilidade da gestão do sistema de abastecimento de água.
Os "dataloggers" permitem recolher, de forma contínua e automática, dados sobre o comportamento da rede, disponibilizando informação técnica essencial para uma gestão preventiva, baseada em dados e planeamento, em vez de respostas reativas a falhas ou avarias.
Antecipar para servir melhor
A monitorização permanente da rede contribui para a deteção precoce de anomalias, a redução de perdas reais de água e a diminuição da necessidade de intervenções de emergência, com impacto direto na redução de interrupções não planeadas e no aumento da estabilidade do serviço.
Trata-se de um investimento tecnológico que, apesar de pouco visível no espaço público, é estruturante para a qualidade do serviço, permitindo à AdRA tomar decisões mais informadas e proteger um recurso essencial.
Inovação e Digitalização com Propósito
Com esta aposta, a AdRA consolida um modelo de gestão assente na inovação aplicada, onde a digitalização não é um fim em si mesma, mas uma ferramenta ao serviço das pessoas, do território e do ambiente: digitalização com propósito.
https://www.ovarnews.pt/adra-reforca-gestao-inteligente-da-rede-com-investimento-em-monitorizacao-avancada/


A Polícia de Segurança Pública (PSP) protagonizou, uma ação decisiva que permitiu salvar a vida de um homem em situação de perigo iminente nos passadiços de Espinho.
O alerta foi dado por um cidadão que, demonstrando elevado sentido cívico, abordou uma patrulha policial ao notar um comportamento suspeito junto ao local, indicando a presença de uma corda presa a uma estrutura.
Perante a gravidade potencial da situação, os agentes deslocaram-se de imediato ao local, onde encontraram o homem suspenso pelo pescoço, aparentemente inconsciente, numa zona com cerca de seis metros de desnível, o que dificultava o acesso.
A atuação policial foi rápida e coordenada: enquanto dois agentes desceram para um nível inferior do terreno, um terceiro procedeu ao corte da corda, permitindo retirar a vítima. De imediato, iniciaram-se manobras de reanimação, tendo o homem recuperado a respiração espontânea.
A vítima foi posteriormente colocada em posição lateral de segurança, permanecendo sob vigilância até à chegada dos meios de emergência médica, acionados através do 112.
A PSP destaca que a prontidão, o profissionalismo e o trabalho em equipa dos agentes foram fundamentais para evitar um desfecho trágico, sublinhando também a importância da colaboração dos cidadãos na prevenção de situações de risco. https://www.ovarnews.pt/intervencao-da-psp-salva-homem-nos-passadicos-de-espinho/
A associação +Pinhal fica “satisfeita” por ver que a Câmara de Ovar se tem mostrado preocupada com o aterro sanitário a 500 metros do mar, na praia de Maceda.
Filipe Cayolla afirma ainda assim que este “nem sequer tem vedação à volta”, com um poço a céu aberto e outros problemas, sem monitorização.
O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas informou que o aterro não é da sua competência competência.
A Agência Portuguesa do Ambiente disse à SIC que é da esfera de competências da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, que assegura o devido acompanhamento.
Já a CCDR diz que a responsabilidade pela manutenção e monitorização ambiental cabe às entidades gestoras responsáveis pelo tratamento de resíduos urbanos e remete quaisquer outros esclarecimentos para a autarquia de Ovar da gestão.
O presidente da câmara municipal de Ovar, Domingos Silva, nunca recebeu nenhum relatório produzido sobre o assunto e garante que “não é a Câmara de Ovar que tem a responsabilidade da gestão dos aterros na região na região centro", mas sim a Ersuc.
Contactada pela SIC, a Ersuc - Residuos Sólidos Do Centro - diz que entregou ao regulador económico e ambiental um plano de monitorização que inclui a definição de medidas preventivas, mas que não chegou a ser validado.
Garante explicar de que forma que monitoriza a zona e cumpre os requisitos legais e ambientais, assegurando a proteção da saúde pública e do ambiente.
Investigadores da Universidade de Aveiro na área de erosão acreditam que para proteger o aterro é urgente defender a costa através de uma regular reposição de areias.
"Não tem havido nenhuma ação concreta relativamente à proteção do aterro. Eu estou a exigir, no bom sentido, essa proteção, neste momento. A alertar para a situação em que, de facto, podemos estar. Não é amanhã que o mar vai lá entrar, mas pode ser daqui por 50 ou 60 anos. E temos a obrigação, hoje, de evitar que isso venha a acontecer no futuro, porque, se não, é uma herança e um passivo ambiental muito, muito forte que deixamos às gerações futuras", disse Domjngos Silva.
A praia de Maceda está inserida numa lista de medidas a levar a cabo até ao início da época balnear, elencadas no relatório, elencando as intervenções mais urgentes, no valor de 350 mil euros, entre passadiços, a reposição de areias em cinco praias, acessos ao parque de estacionamento na Maceda, apoios de praia, reconstrução de acessos, e outros equipamentos.
Na leitura da associação, ao fim de um ano de trabalho da +Pinhal, as autoridades locais “começam a perceber e a respeitar” o que têm dito, que “a gestão florestal a ser implementada nesta zona só está a contribuir para a degradação e desaparecimento da floresta”, onde, “além da questão ambiental”, há também património histórico a preservar.
O pinhal foi plantado na zona, lembram, como barreira dos ventos e do clima, mas também porque era improdutiva e que causava “doenças, por causa dos mosquitos”, servindo a plantação para controlar o ecossistema e defender as populações.
Esta floresta motivou já uma carta enviada pela associação ao diretor do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), há dois meses, e sem resposta vão “enviar uma queixa à União Europeia relativamente à destruição dos habitats”, alerta Margarida Coelho.
https://www.ovarnews.pt/associacao-pinhal-pede-mais-acao-para-proteger-aterro-de-maceda/
Filipe Cayolla afirma ainda assim que este “nem sequer tem vedação à volta”, com um poço a céu aberto e outros problemas, sem monitorização.
O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas informou que o aterro não é da sua competência competência.
A Agência Portuguesa do Ambiente disse à SIC que é da esfera de competências da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, que assegura o devido acompanhamento.
Já a CCDR diz que a responsabilidade pela manutenção e monitorização ambiental cabe às entidades gestoras responsáveis pelo tratamento de resíduos urbanos e remete quaisquer outros esclarecimentos para a autarquia de Ovar da gestão.
O presidente da câmara municipal de Ovar, Domingos Silva, nunca recebeu nenhum relatório produzido sobre o assunto e garante que “não é a Câmara de Ovar que tem a responsabilidade da gestão dos aterros na região na região centro", mas sim a Ersuc.
Contactada pela SIC, a Ersuc - Residuos Sólidos Do Centro - diz que entregou ao regulador económico e ambiental um plano de monitorização que inclui a definição de medidas preventivas, mas que não chegou a ser validado.
Garante explicar de que forma que monitoriza a zona e cumpre os requisitos legais e ambientais, assegurando a proteção da saúde pública e do ambiente.
Investigadores da Universidade de Aveiro na área de erosão acreditam que para proteger o aterro é urgente defender a costa através de uma regular reposição de areias.
"Não tem havido nenhuma ação concreta relativamente à proteção do aterro. Eu estou a exigir, no bom sentido, essa proteção, neste momento. A alertar para a situação em que, de facto, podemos estar. Não é amanhã que o mar vai lá entrar, mas pode ser daqui por 50 ou 60 anos. E temos a obrigação, hoje, de evitar que isso venha a acontecer no futuro, porque, se não, é uma herança e um passivo ambiental muito, muito forte que deixamos às gerações futuras", disse Domjngos Silva.
A praia de Maceda está inserida numa lista de medidas a levar a cabo até ao início da época balnear, elencadas no relatório, elencando as intervenções mais urgentes, no valor de 350 mil euros, entre passadiços, a reposição de areias em cinco praias, acessos ao parque de estacionamento na Maceda, apoios de praia, reconstrução de acessos, e outros equipamentos.
Na leitura da associação, ao fim de um ano de trabalho da +Pinhal, as autoridades locais “começam a perceber e a respeitar” o que têm dito, que “a gestão florestal a ser implementada nesta zona só está a contribuir para a degradação e desaparecimento da floresta”, onde, “além da questão ambiental”, há também património histórico a preservar.
O pinhal foi plantado na zona, lembram, como barreira dos ventos e do clima, mas também porque era improdutiva e que causava “doenças, por causa dos mosquitos”, servindo a plantação para controlar o ecossistema e defender as populações.
Esta floresta motivou já uma carta enviada pela associação ao diretor do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), há dois meses, e sem resposta vão “enviar uma queixa à União Europeia relativamente à destruição dos habitats”, alerta Margarida Coelho.
https://www.ovarnews.pt/associacao-pinhal-pede-mais-acao-para-proteger-aterro-de-maceda/
Três festivais, três palcos e um verão inteiro dedicado à música e à participação jovem, com artistas escolhidos pelos próprios jovens do concelho.
A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira promove, em 2026, os Festivais da Juventude, um ciclo de três eventos que decorre entre junho e setembro em Argoncilhe, Lourosa e Arrifana, com o objetivo de incentivar a participação jovem e dinamizar culturalmente o território de forma descentralizada. A iniciativa conta com a colaboração das respetivas juntas de freguesia, reforçando o trabalho de proximidade com as comunidades locais.
O arranque acontece com o XI Festival da Juventude de Argoncilhe, nos dias 5, 6 e 7 de junho, com destaque para o concerto de Julinho KSD, no dia 6, um dos nomes mais populares entre o público jovem.
Segue-se o Festival da Juventude SMF – Lourosa, nos dias 24 e 25 de julho, que leva ao palco os NAPA, no dia 24, e Dillaz, no dia 25, dois projetos de referência da música nacional contemporânea.
O ciclo encerra com o ARRIFEST – Festival da Juventude de Arrifana, nos dias 18 e 19 de setembro, destacando-se o espetáculo de 18 de setembro da IOLANDA com a participação especial da Banda Sinfónica de Jovens de Santa Maria da Feira, numa proposta que cruza diferentes linguagens musicais.
A seleção dos artistas resulta de uma auscultação aos jovens do concelho, garantindo uma programação alinhada com os seus interesses e preferências. Paralelamente, estes festivais assumem-se também como espaços privilegiados de proximidade entre o Gabinete da Juventude e os jovens de Santa Maria da Feira, estando este presente nos três momentos, promovendo o diálogo, a escuta ativa e o envolvimento direto.
Com esta iniciativa, o Município reforça o seu compromisso com políticas de juventude ativas e inclusivas, promovendo o envolvimento dos jovens na vida cultural e contribuindo para a valorização e dinamização de todo o concelho. https://www.ovarnews.pt/juventude-em-festa-leva-napa-a-lourosa/
A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira promove, em 2026, os Festivais da Juventude, um ciclo de três eventos que decorre entre junho e setembro em Argoncilhe, Lourosa e Arrifana, com o objetivo de incentivar a participação jovem e dinamizar culturalmente o território de forma descentralizada. A iniciativa conta com a colaboração das respetivas juntas de freguesia, reforçando o trabalho de proximidade com as comunidades locais.
O arranque acontece com o XI Festival da Juventude de Argoncilhe, nos dias 5, 6 e 7 de junho, com destaque para o concerto de Julinho KSD, no dia 6, um dos nomes mais populares entre o público jovem.
Segue-se o Festival da Juventude SMF – Lourosa, nos dias 24 e 25 de julho, que leva ao palco os NAPA, no dia 24, e Dillaz, no dia 25, dois projetos de referência da música nacional contemporânea.
O ciclo encerra com o ARRIFEST – Festival da Juventude de Arrifana, nos dias 18 e 19 de setembro, destacando-se o espetáculo de 18 de setembro da IOLANDA com a participação especial da Banda Sinfónica de Jovens de Santa Maria da Feira, numa proposta que cruza diferentes linguagens musicais.
A seleção dos artistas resulta de uma auscultação aos jovens do concelho, garantindo uma programação alinhada com os seus interesses e preferências. Paralelamente, estes festivais assumem-se também como espaços privilegiados de proximidade entre o Gabinete da Juventude e os jovens de Santa Maria da Feira, estando este presente nos três momentos, promovendo o diálogo, a escuta ativa e o envolvimento direto.
Com esta iniciativa, o Município reforça o seu compromisso com políticas de juventude ativas e inclusivas, promovendo o envolvimento dos jovens na vida cultural e contribuindo para a valorização e dinamização de todo o concelho. https://www.ovarnews.pt/juventude-em-festa-leva-napa-a-lourosa/


Há quem se interrogue sobre a razão de tantas habitações de Alcácer do Sal se encontrarem tão próximas da água. À luz das preocupações contemporâneas com cheias e riscos naturais, essa proximidade pode parecer ousada. Contudo, a explicação não reside na imprudência, mas numa coerência histórica que atravessa milénios.
A presença humana naquele território remonta a mais de cinco mil anos. Desde a Idade do Bronze que comunidades se fixaram na elevação sobranceira ao estuário do Sado, atraídas pela fertilidade dos solos, pela abundância piscícola e pela facilidade de circulação proporcionada pelo rio. A água era sustento, via de comunicação e fator de segurança estratégica.
Foi, porém, na época romana que a cidade conheceu uma das suas fases de maior prosperidade. Sob o nome de Salacia Urbs Imperatoria, destacou-se pela produção e comércio do sal, recurso essencial na Antiguidade. O sal permitia conservar alimentos, nomeadamente peixe, tornando possível o seu transporte para mercados distantes. No estuário desenvolveram-se salinas e unidades de transformação piscícola que integravam a cidade nas redes comerciais do Império Romano. O rio funcionava como verdadeira estrada líquida, ligando o interior ao mar e este ao vasto mundo romano.
As escavações arqueológicas realizadas ao longo das últimas décadas têm confirmado essa relevância. No centro histórico surgiram tanques de salga praticamente intactos, mosaicos romanos, sistemas de drenagem e vestígios portuários que revelam organização económica avançada. Muitas dessas estruturas encontram-se sob edifícios posteriores, evidenciando uma ocupação contínua do mesmo espaço. As camadas sobrepõem-se, romana, islâmica, medieval e moderna, todas enraizadas na mesma relação com o estuário.
Durante o período islâmico, a cidade manteve a sua importância estratégica e económica, beneficiando da posição dominante sobre o rio. Mais tarde, já integrada no reino português, consolidou-se o padrão urbano que ainda hoje se observa, o casario descendo pela encosta até à margem, numa proximidade que reflete séculos de dependência económica da água.
Viver junto ao rio implicou sempre adaptação às marés e às cheias. Mas durante milénios os benefícios superaram largamente os riscos. O Sado foi fonte de alimento, meio de transporte, motor de comércio e elemento estruturante da identidade local. A geografia moldou a economia, a economia moldou o urbanismo, e ambos moldaram o caráter das gentes.
Alcácer do Sal não é apenas uma cidade antiga. É um exemplo raro de continuidade histórica, onde a água nunca deixou de ser o eixo da vida coletiva. Ao longo de cinco mil anos, mudaram os povos, os impérios e os regimes políticos. Permaneceu, porém, a mesma escolha fundamental, viver junto da água, porque dela sempre dependeu o futuro.
Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor https://www.ovarnews.pt/?p=100699


O Agrupamento de Escolas de Ovar alertou os encarregados de educação para a possibilidade de constrangimentos no funcionamento das escolas, na próxima sexta-feira, 17 de abril, na sequência de um pré-aviso de greve que envolve pessoal docente e não docente.
A informação consta de um aviso, datada de 14 de abril de 2026, assinada pelo diretor, na qual a direção admite que a paralisação poderá levar à "alteração do funcionamento das atividades letivas, bem como eventuais dificuldades na prestação de alguns serviços escolares", ou seja, alguns estabelecimentos de ensino ou determinadas turmas podem ficar sem aulas, por falta de recursos humanos para assegurar o normal funcionamento.
O impacto concreto da greve só poderá ser aferido no próprio dia, em função do nível de adesão dos trabalhadores. Por esse motivo, os pais e encarregados de educação são chamados a acautelar eventuais alternativas devido às eventuais alterações na rotina escolar, num dia que poderá ficar marcado por perturbações significativas em vários serviços educativos.
O aviso emitido em Ovar surge num contexto nacional de contestação laboral no setor da educação. A FENPROF divulgou, a 13 de abril, um pré-aviso de greve para o dia 17, enquadrando a paralisação na participação numa manifestação nacional contra o chamado “Pacote Laboral”. Por sua vez, os registos oficiais da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público incluem entradas para 17 de abril de 2026 relativas a greve setorial de educadores de infância e professores dos ensinos básico e secundário.
Embora a circular do Agrupamento não avance, para já, com uma lista de escolas que possam vir a encerrar, o teor do documento deixa claro que a interrupção das atividades letivas é um cenário em cima da mesa. Em particular, a eventual adesão do pessoal não docente poderá revelar-se determinante para o funcionamento das escolas, uma vez que a ausência de assistentes operacionais e de outros trabalhadores pode impedir a abertura regular dos estabelecimentos, mesmo nos casos em que existam docentes disponíveis.
A situação deverá, assim, ser acompanhada com atenção nas próximas horas pelas famílias do concelho, numa altura em que a comunidade escolar se prepara para um final de semana que poderá começar com fortes constrangimentos no ensino público.
https://www.ovarnews.pt/greve-de-17-de-abril-pode-provocar-constrangimentos-no-agrupamento-de-escolas-de-ovar/
terça-feira, abril 14, 2026


A Associação Nacional das Assembleias Municipais (ANAM) saúda a criação, por parte do Governo, de um Grupo de Trabalho para a revisão da Lei das Finanças Locais, conforme estabelecido no Despacho n.º 4749/2026, publicado ontem em Diário da República. Trata-se da primeira vez que a ANAM participa neste processo e uma oportunidade para defender a necessidade de mais recursos e instrumentos para estes órgãos deliberativos.
O objetivo do Grupo de Trabalho é o de apresentar propostas até ao final do corrente ano, incidindo, entre outras matérias, sobre os limites de endividamento das autarquias e a simplificação dos processos de reporte financeiro.
Pela primeira vez, a ANAM integra este processo, na qualidade de observador, o que representa um importante reconhecimento institucional do papel desempenhado pelas Assembleias Municipais no escrutínio, acompanhamento e fiscalização da atividade dos executivos camarários. Esta participação reforça também a necessidade de revisão de matérias essenciais, com vista a dotar estes órgãos deliberativos dos recursos e instrumentos adequados para o exercício das suas funções com maior eficácia.
O Presidente da ANAM, Fernando Santos Pereira, sublinhou a relevância deste momento, afirmando: “Este é um reconhecimento muito importante para todas as Assembleias Municipais de Portugal. É com muita honra e sentido de responsabilidade que a ANAM integra pela primeira vez um Grupo de Trabalho Legislativo, neste caso para a Revisão da Lei das Finanças Locais, onde assumimos o compromisso de dar voz aos anseios das Assembleias Municipais.”
O Presidente da ANAM fez ainda questão de deixar uma palavra de reconhecimento ao Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, destacando “a consideração e a forma atenta como se tem relacionado com a ANAM”.
A ANAM reafirma o seu compromisso em contribuir de forma construtiva para este processo legislativo, assegurando que as preocupações e necessidades das Assembleias Municipais, e do poder local, sejam devidamente consideradas.
Neste âmbito, e precisamente com o objetivo de reforçar uma participação qualificada e informada neste processo, a ANAM tem vindo a promover o ciclo de conferências “A Arquitetura do Poder Local”, através do qual tem auscultado académicos, autarcas e especialistas de todo o país. Após sessões realizadas em Lisboa e no Algarve, a próxima conferência terá lugar na Universidade de Coimbra, na próxima sexta-feira, 17 de abril, contando com a participação do Secretário de Estado da Presidência e da Imigração, Rui Armindo Freitas. https://www.ovarnews.pt/assembleias-municipais-participam-na-revisao-da-lei-das-financas-locais/
A piscina interior do Complexo Desportivo Paulo Pinto, em São João da Madeira, encontra-se temporariamente encerrada devido a parâmetros não conformes nas análises da água.
O fecho visa garantir a segurança sanitária dos utentes, com a autarquia a proceder ao tratamento da água.
No âmbito do programa de controlo sanitário aplicável à água da piscina interior do Complexo Desportivo Paulo Pinto, foi identificado um parâmetro fora dos valores de referência nas análises efetuadas.
Por esse motivo, e em cumprimento das normas aplicáveis, este equipamento encontra-se temporária e preventivamente encerrado, até nova informação.
https://www.ovarnews.pt/sao-joao-da-madeira-piscina-municipal-temporariamente-encerrada/
O fecho visa garantir a segurança sanitária dos utentes, com a autarquia a proceder ao tratamento da água.
No âmbito do programa de controlo sanitário aplicável à água da piscina interior do Complexo Desportivo Paulo Pinto, foi identificado um parâmetro fora dos valores de referência nas análises efetuadas.
Por esse motivo, e em cumprimento das normas aplicáveis, este equipamento encontra-se temporária e preventivamente encerrado, até nova informação.
https://www.ovarnews.pt/sao-joao-da-madeira-piscina-municipal-temporariamente-encerrada/


Carlos Silva, fundador e principal intérprete da companhia de teatro de marionetas Partículas Elementares, sediada em Ovar, estreou um novo espetáculo que marca o início de uma fase distinta no seu percurso artístico. Intitulada “A Travessia”, a criação assume-se como um exercício de minimalismo narrativo, sem recurso a palavras, onde a expressividade dos objetos, a manipulação e a componente sonora conduzem o público por uma experiência sensorial e simbólica.
Com mais de duas décadas de atividade, a companhia tem conciliado teatro, música e artes visuais, destacando-se por uma forte vertente pedagógica e por produções como “O Ninho”, “O Nabo Gigante” e “Mas… a Lua?!”. Entre estas, “O Ninho” revelou-se um dos projetos mais desafiantes, ao propor uma narrativa inteiramente construída através de linguagem visual, sem qualquer suporte verbal.
É precisamente essa linha estética que Carlos Silva decide aprofundar em “A Travessia”, agora integrada no seu novo projeto artístico, “Trama”. Inspirado num poema de Fernando Pessoa, o espetáculo assume-se como uma metáfora sobre as mudanças e os riscos inerentes ao percurso de vida. “Quis prestar uma homenagem às travessias que todos temos ao longo da vida. Simbolicamente, é isso”, explica o criador.
Apesar das inevitáveis comparações com “O Ninho”, cuja receção positiva eleva as expectativas, Carlos Silva afirma não se deixar condicionar. Ainda assim, reconhece que o novo espetáculo surge também como uma continuidade estética e emocional desse trabalho anterior. “Quis manter a mesma carga emocional. É uma linguagem exigente, tanto a nível técnico como narrativo, mas é a que me identifica”, refere.
Criado na sede da companhia, em Ovar, “A Travessia” nasceu sob um calendário exigente, definido pelo próprio artista, que intensificou o ritmo de trabalho nas semanas que antecederam a estreia no Festival INPróprio. No entanto, apesar de ter sido presenciado por uma sala completamente esgotada, o espetáculo está ainda em desenvolvimento. “É só o início. Vai evoluir, incorporar novos elementos e passar por várias apresentações até sentir que está completo”, sublinha.
O contacto com o público será, aliás, fundamental nesse processo. Carlos Silva admite a necessidade de testar a criação fora do seu espaço de conforto, recolhendo reações e ajustando a narrativa. Está já prevista a abertura de novas sessões ao público, numa fase mais amadurecida do espetáculo.
Paralelamente, as Partículas Elementares continuarão a apresentar os seus trabalhos anteriores, mas “A Travessia” assinala o arranque de um novo ciclo. Através do projeto “Trama”, o artista propõe-se explorar outras possibilidades dentro do universo da manipulação, podendo mesmo afastar-se das marionetas tradicionais. “Posso trabalhar apenas com objetos. Cada um tem uma carga própria e histórias inerentes. O desafio é dar-lhes vida”, explica.
Mais do que uma nova criação, “A Travessia” simboliza uma mudança de rumo. “Chega a uma altura em que temos de abandonar os caminhos que nos levam sempre ao mesmo sítio. Se não o fizermos, ficamos à margem de nós próprios”, conclui.
LV (texto e foto) https://www.ovarnews.pt/carlos-silva-estreia-a-travessia-e-inaugura-novo-ciclo-criativo/
O Pavilhão Gimnodesportivo de Arada será palco, no próximo dia 25 de abril, a partir das 10h00, do “WKO – Open Sistema Combat – Regional Norte (Interno)”, um evento que promete reunir atletas de diferentes níveis competitivos num ambiente de exigência e superação.
Este evento é organizado pela TDCU (Associação Portuguesa de Técnicas de Defesa e Combate Urbano) e reserva-se exclusivamente a atletas filiados na Systema Martial Art. O torneio foca-se na técnica, coragem e espírito de equipa.
A TDCU é uma associação ativa na região de Ovar, com participações notáveis em competições nacionais de artes marciais.
A iniciativa assume-se como um momento competitivo estruturado, orientado para o desenvolvimento desportivo dos participantes, proporcionando condições para que atletas em diferentes fases do seu percurso possam competir, evoluir e ganhar experiência.
O evento está aberto a várias faixas etárias, abrangendo desde os escalões mais jovens, muitos deles em fase inicial de competição, até atletas adultos e veteranos, promovendo uma participação alargada e intergeracional. Esta diversidade reforça o caráter inclusivo da prova, permitindo o contacto progressivo com o contexto competitivo.
Para além da vertente competitiva, o encontro pretende fomentar o convívio entre atletas, treinadores e clubes, valorizando princípios como o respeito, a disciplina e o espírito de superação.
A entrada é gratuita, sendo esperado um ambiente de forte adesão por parte do público.
Detalhes do Evento:
Data: 25 de Abril de 2026.
Organização: TDCU - Associação Portuguesa de Técnicas de Defesa e Combate Urbano.
Local: Ovar (Norte).
Tipo: Evento desportivo interno (TDCU/Systema Martial Art).
https://www.ovarnews.pt/arada-recebe-wko-open-sistema-combat-regional-norte-no-dia-25-de-abril/
Este evento é organizado pela TDCU (Associação Portuguesa de Técnicas de Defesa e Combate Urbano) e reserva-se exclusivamente a atletas filiados na Systema Martial Art. O torneio foca-se na técnica, coragem e espírito de equipa.
A TDCU é uma associação ativa na região de Ovar, com participações notáveis em competições nacionais de artes marciais.
A iniciativa assume-se como um momento competitivo estruturado, orientado para o desenvolvimento desportivo dos participantes, proporcionando condições para que atletas em diferentes fases do seu percurso possam competir, evoluir e ganhar experiência.
O evento está aberto a várias faixas etárias, abrangendo desde os escalões mais jovens, muitos deles em fase inicial de competição, até atletas adultos e veteranos, promovendo uma participação alargada e intergeracional. Esta diversidade reforça o caráter inclusivo da prova, permitindo o contacto progressivo com o contexto competitivo.
Para além da vertente competitiva, o encontro pretende fomentar o convívio entre atletas, treinadores e clubes, valorizando princípios como o respeito, a disciplina e o espírito de superação.
A entrada é gratuita, sendo esperado um ambiente de forte adesão por parte do público.
Detalhes do Evento:
Data: 25 de Abril de 2026.
Organização: TDCU - Associação Portuguesa de Técnicas de Defesa e Combate Urbano.
Local: Ovar (Norte).
Tipo: Evento desportivo interno (TDCU/Systema Martial Art).
https://www.ovarnews.pt/arada-recebe-wko-open-sistema-combat-regional-norte-no-dia-25-de-abril/


A Escola de Samba Unidos do Mato Grosso obteve o 1.º lugar na escolha do júri, seguindo-se GRES Novo Império e GRES A Rainha. Os resultados foram conhecidos anteontem à noite, após o corso carnavalesco que à tarde levou milhares à Avenida do Brasil.
Na votação dos «Grupos», o júri atribuiu ainda a 1.ª classificação à Escola Infante D. Pedro, seguindo-se Grupo Instrução e Sport (GIS) e Grupo Desportivo e Recreativo da Chã.
Também o público atribuiu o 1.º lugar à Infante D. Pedro, mas nesta votação da «Melhor Escola», o prémio foi entregue à GRES A Rainha.
Recorde-se que o Carnaval de Buarcos Figueira da Foz, uma organização da Junta de Freguesia de Buarcos, contou com o Rei Nuno Miguel e a Rainha Luciana Abreu.
Foto: CBFF https://www.ovarnews.pt/?p=101879
segunda-feira, abril 13, 2026


O vareiro radicado nos EUA esteve, hoje no programa “Praça Alegria” para entregar um cheque no valor de 30.141 dólares, ao presidente dos Bombeiros Votuntários de Ovar (BVO), João Mesquita.
"A fesra de angariação de Fundos para os Bombeiros Voluntários de Ovar foi inesquecível", recorda o valeguense.
Tudo aconteceu num piquenique organizado por Tony, na Florida, há cerca de um mês. "Com um sol radiante e mais de 425 amigos, batemos todos os recordes e angariámos esta verba".
A Fundação gerida por Tony e a sua família "agradece do fundo do coração a quem esteve presente e a quem ajudou a tornar este evento uma realidade".
O responsável dos BVO adiantou que a verba será canalizada para "a requalificação do quartel que já tem alguma idade".
Esta manhã, nos estúdios da RTP Porto também esteve Liliana Oliveira, cantora, que estará em Palm Coast, Florida, no próximo dia 17 de Maio 2026, na fundação Antonio Amaral.
https://www.ovarnews.pt/sou-burro-de-livros-mas-capaz-de-aprender-tudo-de-olho-e-tony-fez-um-imperio-dn/ https://www.ovarnews.pt/tony-amaral-contribui-para-o-quartel-dos-bombeiros-voluntarios-de-ovar/
A deputada do PSD Adriana Rodrigues manifestou-se no Parlamento contra o estabelecimento de margens máximas no preço dos combustíveis, propostas pelo partido Livre.
Intervindo no plenário, a parlamentar social democrata defendeu o “caminho” do Governo, que passa pela atuação em relação aos lucros extraordinários.
“Querem fixar margens máximas. E quando isto acontece, já sabemos como acaba: se a margem for baixa, há riscos no abastecimento; se for alta, nada muda” – atirou Adriana Rodrigues na sua intervenção quando se discutia propostas do Livre para combater a crise económica, que a deputada disse serem “de boas intenções”, mas que não funcionam, “e, não funcionando, isto não é mais do que populismo”.
Para a parlamentar aveirense, a proposta em discussão quanto aos combustíveis “trata da
mesma forma operadores com custos diferentes, beneficiando os maiores e prejudicando os mais pequenos”, pelo que, como vincou, “o Governo segue outro caminho” e, “em vez de mexer nos preços, atua sobre lucros extraordinários, propondo um imposto sobre ganhos inesperados das empresas de energia”.
“A lógica é simples: quem beneficia da crise deve ajudar quem sofre com ela, sem distorcer o
mercado” – concluiu Adriana Rodrigues, para introduzir a segunda proposta do Livre, que quer
devolver 100 por cento do IVA com base no e-Fatura. A deputada acusou o partido de não saber quanto custa, nem quem paga, classificando a proposta como não passando “no teste da realidade”.
Adriana Rodrigues vê na solução preconizada “uma dificuldade prática”, dando o exemplo de que brócolos frescos pagam 6 por cento e não entrariam, questionando se uma sopa de legumes, com 13, entraria ou não. Para a deputada, “é o mesmo objetivo, mas regras diferentes”, identificando outra dificuldade, a da execução, já que no e-Fatura surge muitas vezes apenas o valor total, ficando por distinguir o essencial do acessório.
“Isto arrisca transformar-se num novo caso de burocracia absurda, uma espécie de “Galamba a
lamber faturas”, exigindo um sistema caro e complexo para tentar fazer automaticamente aquilo que nunca se conseguiria fazer manualmente. O país não precisa de experiências. Precisa de políticas que funcionem. https://www.ovarnews.pt/psd-deputada-adriana-rodrigues-contra-margens-maximas-no-preco-dos-combustiveis/
Intervindo no plenário, a parlamentar social democrata defendeu o “caminho” do Governo, que passa pela atuação em relação aos lucros extraordinários.
“Querem fixar margens máximas. E quando isto acontece, já sabemos como acaba: se a margem for baixa, há riscos no abastecimento; se for alta, nada muda” – atirou Adriana Rodrigues na sua intervenção quando se discutia propostas do Livre para combater a crise económica, que a deputada disse serem “de boas intenções”, mas que não funcionam, “e, não funcionando, isto não é mais do que populismo”.
Para a parlamentar aveirense, a proposta em discussão quanto aos combustíveis “trata da
mesma forma operadores com custos diferentes, beneficiando os maiores e prejudicando os mais pequenos”, pelo que, como vincou, “o Governo segue outro caminho” e, “em vez de mexer nos preços, atua sobre lucros extraordinários, propondo um imposto sobre ganhos inesperados das empresas de energia”.
“A lógica é simples: quem beneficia da crise deve ajudar quem sofre com ela, sem distorcer o
mercado” – concluiu Adriana Rodrigues, para introduzir a segunda proposta do Livre, que quer
devolver 100 por cento do IVA com base no e-Fatura. A deputada acusou o partido de não saber quanto custa, nem quem paga, classificando a proposta como não passando “no teste da realidade”.
Adriana Rodrigues vê na solução preconizada “uma dificuldade prática”, dando o exemplo de que brócolos frescos pagam 6 por cento e não entrariam, questionando se uma sopa de legumes, com 13, entraria ou não. Para a deputada, “é o mesmo objetivo, mas regras diferentes”, identificando outra dificuldade, a da execução, já que no e-Fatura surge muitas vezes apenas o valor total, ficando por distinguir o essencial do acessório.
“Isto arrisca transformar-se num novo caso de burocracia absurda, uma espécie de “Galamba a
lamber faturas”, exigindo um sistema caro e complexo para tentar fazer automaticamente aquilo que nunca se conseguiria fazer manualmente. O país não precisa de experiências. Precisa de políticas que funcionem. https://www.ovarnews.pt/psd-deputada-adriana-rodrigues-contra-margens-maximas-no-preco-dos-combustiveis/


A Sanjoanense conquistou a Taça Europeia feminina de hóquei em patins, ao vencer por 5-1 as espanholas do Voltregà, na final da competição disputada em São João da Madeira.
Depois de ter eliminado as alemãs do RSC Cronenberg no sábado, nas meias-finais da `final four`, a formação de São João da Madeira consumou o decisivo triunfo na prova graças aos golos de Martina Sad, por duas vezes, Sofia Reyes, Joana Teixeira e Catarina Costa, sendo que, pelo meio, Alexia Bosch reduziu para as catalãs.
Na segunda edição da segunda prova europeia feminina de clubes, a Sanjoanense conquistou o seu segundo título europeu no hóquei, depois de já ter vencido a Taça das Taças, em 1986, na modalidade masculina.
Incentivada pelos adeptos presentes no Pavilhão dos Desportos, a formação de São João da Madeira entrou dominante na partida e, logo aos sete minutos, a chilena Sofía Reyes, que apontou um 'hat-trick' na final do ano passado, ao serviço da Escola Livre, inaugurou o marcador.
O Voltregà tentou responder, mas as melhores oportunidades do primeiro tempo pertenceram à Sanjoanense, que ainda atirou uma bola à barra.
Apesar da vantagem, a equipa da casa não abrandou e, aos 31 minutos, a argentina Martina Sad, apontou dois golos num minuto, deixando as anfitriãs a vencer por 3-0.
Contudo, o emblema da Catalunha não mostrou intenções de desistir do resultado e, logo no minuto seguinte, Alexia Bosch reduziu a desvantagem.
Com o jogo mais partido, as portuguesas souberam aproveitar o espaço deixado pelas catalãs e Joana Teixeira, aos 35, e Catarina Costa, aos 40, confirmaram o primeiro troféu do hóquei feminino da Sanjoanense desde a conquista da Taça de Portugal, em 2013.
Este é o segundo troféu da história da equipa feminina de Sanjoanense, que tinha apenas uma Taça de Portugal no seu currículo, alcançada em 2012/13. https://www.ovarnews.pt/sanjoanense-conquista-liga-europa-ao-derrotar-o-voltrega-na-final/


O Conselho de Ministros designou o economista Carlos Alberto Silva presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde Entre Douro e Vouga (ULSEDV), estrutura que estava sem presidência desde fevereiro.
Carlos Alberto Silva foi presidente do então Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), que englobava os hospitais de Penafiel e Amarante antes da extensão a todo o país do modelo de ULS, entre 2016 e final de 2023.
A ULS Entre Douro e Vouga encontrava-se sem presidente desde fevereiro, mês em que o Governo nomeou José Miguel Dias Paiva e Costa para o conselho de administração da ULS São José, em Lisboa.
A nomeação de Carlos Alberto Silva foi aprovada em Conselho de Ministros, na quinta-feira, após parecer positivo da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP).Hospitais e centros de saúde
De acordo com a página na Internet da ULSEDV, completam o conselho de administração desta unidade de saúde Carlos Manuel Ferreira Carvalho (diretor clínico para a área dos cuidados de saúde hospitalares), Marisa de Fátima Lemos de Carvalho (diretora clínica para a área dos cuidados de saúde primários), Sara Cristina da Silva Pereira (enfermeira diretora) e Rita Manuela Lopes Moutinho (vogal executiva, com o pelouro financeiro).
A ULSEDV junta quatro hospitais e dezenas de centros de saúde, servindo uma população superior a 300 mil habitantes de sete concelhos (Ovar, Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis, São João da Madeira, Arouca, Vale de Cambra), incluindo habitantes de Castelo de Paiva.
Fazem parte desta ULS os hospitais de São Sebastião, no concelho de Santa Maria da Feira, o Dr. Francisco Zagalo, em Ovar, o Hospital de São João da Madeira, e o São Miguel, em Oliveira de Azeméis, todos no distrito de Aveiro.Saúde
Com bacharelato em contabilidade e administração pelo ISCAP e licenciatura em economia pela Faculdade de Economia do Porto, Carlos Alberto Silva foi também administrador delegado do Hospital Conde de S. Bento (Santo Tirso) e administrador delegado do Hospital da Trofa, bem como responsável pelo Serviço de Planeamento e Apoio à Gestão do Hospital Padre Américo, em Penafiel.
Na área da saúde também exerceu cargos no Hospital Geral de Santo António, foi vogal do conselho de administração do então Centro Hospitalar do Porto, entre outros.
https://www.ovarnews.pt/economista-carlos-alberto-silva-e-novo-presidente-da-uls-entre-douro-e-vouga/
O suspeito de violência doméstica sibre a ex-companheira ficou em prisão preventiva após ter sido ouvido, esta segunda-feira, em primeiro interrogatório judicial para aplicação da medida de coacção.
A vítima apresentou queixa contra o ex-marido por alegados comportamentos de perseguição, numa situação que está agora a ser investigada pelas autoridades.
De acordo com a denúncia, os factos terão ocorrido ao longo das últimas semanas. A vítima alega que o homem manteve contactos insistentes e não desejados, além de surgir repetidamente em locais frequentados pela ex-companheira.
https://www.ovarnews.pt/detido-em-ovar-por-suspeita-de-violencia-domestica/
A vítima apresentou queixa contra o ex-marido por alegados comportamentos de perseguição, numa situação que está agora a ser investigada pelas autoridades.
De acordo com a denúncia, os factos terão ocorrido ao longo das últimas semanas. A vítima alega que o homem manteve contactos insistentes e não desejados, além de surgir repetidamente em locais frequentados pela ex-companheira.
https://www.ovarnews.pt/detido-em-ovar-por-suspeita-de-violencia-domestica/
domingo, abril 12, 2026


Beneficiando da derrota do Paços de Brandão no Vista Alegre, a Ovarense aumentou para 15 pontos de vantagem sobre o segundo classificado.
Os vareiros receberam e venceram o Fiães, por 2-0, com golos de Morgan e Mário Correia.
No final, o público despediu-se da equipa com cânticos ,"nós só queremos Ovarense.campeã".
Na próxima semana, a Ovarense desloca-se a Lobão e basta-lhe pontuar para se sagrar campeão de elite de Aveiro.
https://www.ovarnews.pt/cheira-a-campeao-no-estadio-marques-da-silva-de-ovar/


Tudo aconteceu em Avanca. Um homem levou várias peças em ouro com o pretexto de as benzer, mas nunca mais as devolveu.
A vítima fez queixa e a investigação concluiu que o ouro estaria na área de intervenção da GNR de Joane. As diligências investigatórias levaram os militares até uma loja de compra e venda de ouro, onde recuperaram as peças subtraídas à vítima.
A GNR recuperou várias peças de ouro, avaliadas em 6.310€, resultado da burla. A vítima tinha sido enganada para entregar o ouro para “benzimento”, na zona de Esterreja, em Aveiro.
Após diligências, os objetos foram encontrados numa loja de compra e venda de ouro e devolvidos à proprietária.
A investigação prossegue para identificar os autores, com o caso a ser acompanhado pelo Tribunal Judicial de Estarreja. https://www.ovarnews.pt/entregou-ouro-para-benzer-e-ficou-sem-ele/
sábado, abril 11, 2026


A 20.ª rodada de jogos no principal escalão do basquetebol português já tem uma surpresa: a Ovarense saiu derrotada em casa na receção ao Queluz.
Os vareiros nem mereciam este resultado, mas estava escrito que seria a sya vez de provar do seu próprio veneno, pois os vareiros já conseguiram, esta época, vitórias épicas no último sopro do jogo. https://www.ovarnews.pt/queluz-vence-em-ovar-no-ultimo-segundo/


Um espectáculo com o grupo musical "Trovão", o cantor Kássio e uma sessão de fogo de artifício marcam este sábado a romaria em honra de Nossa Senhora do Desterro, em Arada.
As Festas de colocam a tónica na vertente religiosa, pelo que não há grandes nomes do panorama musical. Ponto alto são as Procissões de Domingo (11h) e de segunda-feira (10h30).
Mesmo assim, muitos milhares de visitantes são esperados este fim de semana em Arada, devotos da Nossa Senhora cuja lenda local reza que, certo dia, apareceu em cima de um rochedo onde actualmente se encontra a capela.
Essa aparição repetiu-se tantas vezes, que os habitantes decidiram venerar a imagem na Igreja Paroquial. Entretanto, no dia seguinte ao da instalação da imagem naquele templo, a imagem voltava a aparecer no primitivo local.
Diante dessa insistência, os habitantes concluíram que era vontade da Senhora ser ali venerada. Tentaram então erguer o templo com pedra extraída da pedreira, mas não houve maneira de vencer a dureza do material. Então, por milagre, a pedra apareceu toda partida, permitindo assim a construção de uma pequena ermida.
O templo remonta a 1663, conforme inscrição no seu frontispício, tendo sido reconstruído no século XX. A torre sineira data de 1906.
O nome de "desterro" pode estar ligado, segundo o padre Manuel Cunha, ou ao local onde a imagem apareceu, que seria completamente despovoado, ou ao desterro "a que, naquela altura, muitas pessoas estavam sujeitas, quer por motivos económicos, quer por motivos judiciais". https://www.ovarnews.pt/arada-romaria-em-honra-de-nossa-senhora-do-desterro-atrai-forasteiros/


"Está tudo pronto para o arranque da empreitada de reabilitação do Pavilhão Gimnodesportivo de Válega e arranjo urbanístico envolvente", informa a Câmara Municipal de Ovar.
O ato de consignação foi assinado no início de abril, num investimento total de 1 360 067,99€ (um milhão trezentos e sessenta mil e sessenta e sete euros e noventa e nove cêntimos) + IVA.
A obra representa um passo significativo na melhoria das condições para a prática desportiva no concelho.
“O Município de Ovar está empenhado em garantir condições de excelência para a prática desportiva em todas as freguesias do concelho”, destaca Domingos Silva, presidente da Câmara Municipal de Ovar.
A obra visa dotar este equipamento de melhores condições nas vertentes de segurança, acessibilidades e conforto.
A intervenção prevê ainda o aumento da área de implantação do edifício, com a criação de uma área técnica para instalação de máquinas, bem como a construção de um parque de estacionamento, espaços verdes e iluminação exterior.
https://www.ovarnews.pt/tudo-a-postos-para-o-arranque-da-empreitada-de-reabilitacao-do-pavilhao-gimnodesportivo-de-valega/
A economia portuguesa permanece num regime de baixa produtividade, cuja persistência compromete a convergência com a União Europeia e limita estruturalmente a trajetória de crescimento de longo prazo. O indicador de referência, o Produto Interno Bruto por hora trabalhada, permite isolar a eficiência do fator trabalho, eliminando distorções associadas à intensidade laboral. Nesse plano, Portugal posiciona-se de forma desfavorável, registando cerca de 72% da média da União Europeia, o que o coloca entre os países menos eficientes.
Este défice não é conjuntural, mas uma fragilidade estrutural. Em 2025, apesar de um crescimento económico de 1,9%, superior à média europeia, a decomposição desse crescimento revela um padrão extensivo, ou seja, mais emprego e mais horas trabalhadas, em detrimento de ganhos de produtividade. Este fenómeno simboliza uma economia que cresce em quantidade, mas não em qualidade, perpetuando um modelo assente na intensificação do esforço laboral em vez da melhoria dos processos produtivos.
O contraste com as economias do Norte da Europa é particularmente elucidativo. Países como a Alemanha ou a Dinamarca combinam jornadas anuais mais curtas com níveis de produtividade substancialmente superiores. Este aparente paradoxo de trabalhar menos e produzir mais não constitui uma anomalia, mas sim a expressão de uma organização económica assente em capital tecnológico avançado, elevada qualificação dos recursos humanos e práticas de gestão eficientes. Pelo contrário, em Portugal, a persistência de uma cultura focada no momento atual revela uma conceção anacrónica do trabalho, onde o tempo de permanência substitui a avaliação de desempenho efetivo.
A explicação para este diferencial de produtividade assenta em múltiplos vetores interdependentes. Em primeiro lugar, o tecido empresarial português é dominado por microempresas. Esta fragmentação impede a exploração de economias de escala, limita o acesso a financiamento e restringe o investimento em investigação, desenvolvimento e digitalização. Em segundo lugar, subsiste um défice de qualificações ao nível dos trabalhadores, mas sobretudo ao nível da gestão. Os estudos sugerem que práticas de gestão menos profissionalizadas estão correlacionadas com menores níveis de eficiência organizacional.
Em terceiro lugar, a especialização produtiva do país concentra-se em setores de baixo valor acrescentado, como o turismo ou indústrias tradicionais. Embora relevantes para o emprego, estes setores apresentam limites à valorização do produto por hora trabalhada. Acresce um nível insuficiente de investimento em capital físico e digital, o que reduz a produtividade marginal do trabalho. Sem ferramentas tecnológicas adequadas, o aumento da produção depende do prolongamento do tempo de trabalho, gerando rendimentos decrescentes.
Este quadro é agravado por constrangimentos institucionais, nomeadamente a morosidade do sistema judicial, a complexidade burocrática e a instabilidade regulatória. Estes fatores aumentam os custos de contexto e desincentivam o investimento produtivo, contribuindo para um ambiente económico menos propício à inovação e à eficiência.
As implicações deste modelo são visíveis no mercado de trabalho. A baixa produtividade traduz-se em salários reduzidos, que, por sua vez, alimentam um ciclo de emigração de trabalhadores qualificados. Esta “fuga de cérebros” deteriora ainda mais o capital humano disponível, reforçando a baixa produtividade. Simultaneamente, os elevados impostos agravam a dissociação entre o custo do trabalho para as empresas e o rendimento líquido dos trabalhadores, distorcendo incentivos e limitando a competitividade.
As políticas públicas recentes, enquadradas pelo Plano de Recuperação e Resiliência, procuram inverter este padrão, promovendo a transição para uma economia intensiva em capital e conhecimento. Medidas como incentivos fiscais à valorização salarial, investimentos na digitalização e o reforço da ligação entre universidades e empresas são passos na direção correta. Contudo, a sua eficácia dependerá da capacidade de execução e da articulação com reformas estruturais mais profundas.
Neste contexto, instituições como a OCDE recomendam a simplificação do sistema fiscal, a redução de barreiras à entrada em setores protegidos, o reforço do ensino profissional e a promoção de maior flexibilidade no mercado de trabalho, como condições necessárias para desbloquear ganhos de produtividade sustentados. Acresce a necessidade de políticas que incentivem a concentração empresarial e a profissionalização da gestão, à semelhança de modelos adotados com sucesso noutros países europeus.
Concluindo, o problema da baixa produtividade não se resolve com mais horas de trabalho, mas com melhor eficiência do trabalho. Estudos demonstram que a criação de valor depende da qualidade dos fatores produtivos, da eficiência organizacional e do enquadramento institucional. Persistir num modelo baseado na intensificação do esforço laboral é economicamente insustentável. A janela de oportunidade aberta pelos fundos europeus é, por isso, decisiva porque ou o país concretiza as reformas necessárias para alterar o seu paradigma produtivo, ou arrisca-se a perpetuar um ciclo de crescimento anémico e divergência estrutural no contexto europeu.
Diogo Fernandes Sousa
Autor do Livro “Rumo da Nação: Reflexões sobre a Portugalidade”
https://www.ovarnews.pt/?p=101809


Carlos Rodrigues, diretor da fábrica de Ovar da Toyota Caetano, fala sobre um dos seus principais projetos: a eletrificação de um Land Cruiser, ao podcast “Conversas com Boa Energia”, um projeto em parceria com a Aliança para a Transição Energética.
A Toyota Caetano é, há várias décadas, umas das empresas de referência do setor automóvel nacional.
Nos anos 70, trouxe para Portugal a primeira fábrica da Toyota na Europa e, desde aí, especializou-se na produção de alguns dos seus principais modelos, do Corolla ao Land Cruiser, este último a atingir uma produção recorde de 3.033 unidades em 2025. https://www.ovarnews.pt/e-possivel-eletrificar-o-land-cruiser-que-se-produz-em-ovar/
sexta-feira, abril 10, 2026
Faz este sábado duas semanas desde que Francisco Zarrais, de 68 anos, encontrou um corpo enforcado numa zona de mata, a sul da praia do Furadouro, em Ovar, num episódio que descreve como “um choque enorme” e que continua a ter impacto na sua vida.
O antigo pescador, residente nas proximidades, conta que caminhava pela zona, como habitualmente, quando decidiu seguir por um trilho mais isolado, onde raramente passa. Foi aí que, ao levantar o olhar, se deparou com o corpo pendurado numa árvore. “Fiquei em choque, quase hipnotizado e sem reação”, recorda, ainda visivelmente abalado. “Nem é bom falar.”
Após o momento inicial, Francisco procurou ajuda e contactou a Polícia de Segurança Pública (PSP), que se deslocou ao local. Ainda assim, admite que não teve capacidade para se aproximar novamente. “Disse logo aos agentes: vou lá dizer-vos onde é, mas não chego perto. Não consigo”, relata.
O impacto emocional do sucedido levou-o a procurar apoio psicológico. “Não conseguia dormir. Mal fechava os olhos, via aquela imagem e começava a chorar”, conta, acrescentando que nunca pensou passar por uma experiência deste género.
A esposa, Germana, recorda o momento em que o viu regressar a casa, nesse dia, profundamente perturbado. “Chegou branco como a cera. Perguntei-lhe o que se passava e ele disse: ‘acabei de ver um homem enforcado’”, relata.
Francisco mantém dúvidas sobre as circunstâncias do caso e questiona o que poderá ter acontecido. Segundo descreve, o corpo não apresentava sinais de imobilização nas mãos e encontrava-se apenas parcialmente vestido. A localização, numa zona densa e isolada, levanta-lhe também questões. “Quem ali foi, conhece o local”, afirma.
O caso foi acompanhado no próprio dia pela Polícia Judiciária, responsável pela investigação, mas, segundo o testemunho, não houve até ao momento qualquer informação pública sobre desenvolvimentos.
O episódio, considerado invulgar pela população local, continua a marcar profundamente o quotidiano de Francisco Zarrais. “Nunca se viu nada assim no Furadouro”, desabafa. https://www.ovarnews.pt/foi-um-choque-enorme-ainda-hoje-mal-consigo-dormir-diz-o-pescador-que-deu-com-enforcado-no-furadouro/
O antigo pescador, residente nas proximidades, conta que caminhava pela zona, como habitualmente, quando decidiu seguir por um trilho mais isolado, onde raramente passa. Foi aí que, ao levantar o olhar, se deparou com o corpo pendurado numa árvore. “Fiquei em choque, quase hipnotizado e sem reação”, recorda, ainda visivelmente abalado. “Nem é bom falar.”
Após o momento inicial, Francisco procurou ajuda e contactou a Polícia de Segurança Pública (PSP), que se deslocou ao local. Ainda assim, admite que não teve capacidade para se aproximar novamente. “Disse logo aos agentes: vou lá dizer-vos onde é, mas não chego perto. Não consigo”, relata.
O impacto emocional do sucedido levou-o a procurar apoio psicológico. “Não conseguia dormir. Mal fechava os olhos, via aquela imagem e começava a chorar”, conta, acrescentando que nunca pensou passar por uma experiência deste género.
A esposa, Germana, recorda o momento em que o viu regressar a casa, nesse dia, profundamente perturbado. “Chegou branco como a cera. Perguntei-lhe o que se passava e ele disse: ‘acabei de ver um homem enforcado’”, relata.
Francisco mantém dúvidas sobre as circunstâncias do caso e questiona o que poderá ter acontecido. Segundo descreve, o corpo não apresentava sinais de imobilização nas mãos e encontrava-se apenas parcialmente vestido. A localização, numa zona densa e isolada, levanta-lhe também questões. “Quem ali foi, conhece o local”, afirma.
O caso foi acompanhado no próprio dia pela Polícia Judiciária, responsável pela investigação, mas, segundo o testemunho, não houve até ao momento qualquer informação pública sobre desenvolvimentos.
O episódio, considerado invulgar pela população local, continua a marcar profundamente o quotidiano de Francisco Zarrais. “Nunca se viu nada assim no Furadouro”, desabafa. https://www.ovarnews.pt/foi-um-choque-enorme-ainda-hoje-mal-consigo-dormir-diz-o-pescador-que-deu-com-enforcado-no-furadouro/


Faz este sábado duas semanas desde que Francisco Zarrais, de 68 anos, encontrou um corpo enforcado numa zona de mata, a sul da praia do Furadouro, em Ovar, num episódio que descreve como “um choque enorme” e que continua a ter impacto na sua vida.
O antigo pescador, residente nas proximidades, conta que caminhava pela zona, como habitualmente, quando decidiu seguir por um trilho mais isolado, onde raramente passa. Foi aí que, ao levantar o olhar, se deparou com o corpo pendurado numa árvore. “Fiquei em choque, quase hipnotizado e sem reação”, recorda, ainda visivelmente abalado. “Nem é bom falar.”
Após o momento inicial, Francisco procurou ajuda e contactou a Polícia de Segurança Pública (PSP), que se deslocou ao local. Ainda assim, admite que não teve capacidade para se aproximar novamente. “Disse logo aos agentes: vou lá dizer-vos onde é, mas não chego perto. Não consigo”, relata.
O impacto emocional do sucedido levou-o a procurar apoio psicológico. “Não conseguia dormir. Mal fechava os olhos, via aquela imagem e começava a chorar”, conta, acrescentando que nunca pensou passar por uma experiência deste género.
A esposa, Germana, recorda o momento em que o viu regressar a casa, nesse dia, profundamente perturbado. “Chegou branco como a cera. Perguntei-lhe o que se passava e ele disse: ‘acabei de ver um homem enforcado’”, relata.
Francisco mantém dúvidas sobre as circunstâncias do caso e questiona o que poderá ter acontecido. Segundo descreve, o corpo não apresentava sinais de imobilização nas mãos e encontrava-se apenas parcialmente vestido. A localização, numa zona densa e isolada, levanta-lhe também questões. “Quem ali foi, conhece o local”, afirma.
O caso foi acompanhado no próprio dia pela Polícia Judiciária, responsável pela investigação, mas, segundo o testemunho, não houve até ao momento qualquer informação pública sobre desenvolvimentos.
O episódio, considerado invulgar pela população local, continua a marcar profundamente o quotidiano de Francisco Zarrais. “Nunca se viu nada assim no Furadouro”, desabafa. https://www.ovarnews.pt/foi-um-choque-enorme-ainda-hoje-mal-consigo-dormir-diz-o-pescador-que-deu-com-enforcado-no-furadouro/
A 7.ª edição do ALAVANCA - Festival de Teatro de Avanca arranca esta sexta-feira, dia 10, dando continuidade à sua missão de aproximar a comunidade ao teatro nas suas diferentes formas e linguagens. É através do envolvimento e do trabalho junto das populações que a transformação se dá e se prolonga uma troca aberta revestida de verdade. É uma edição eclética na sua programação e que pretende chegar a públicos socialmente diversificados, de diferentes faixas etárias e backgrounds culturais.
A abertura, marcada para as 18h30 desta sexta-feira, é na Praça Francisco Barbosa, no centro da cidade de Estarreja, com a performance “Sómente”, uma criação da companhia Teatro Só que pretende refletir sobre a solidão na população mais idosa.
No dia seguinte, sábado, o festival passa pelo palco do Cine-Teatro de Estarreja (CTE), às 21h30, com a criação “Rei Lear” da Companhia do Chapitô. Nesta versão minimalista de Rei Lear, três intérpretes dão corpo a todas as personagens, movendo-se numa ação incessante de liberdade. O meta-teatro, que expõe a relação entre ficção e realidade, revelando os seus dispositivos de construção, emerge como a chave deste jogo.
A Casa Museu Egas Moniz acolhe no domingo, às 16h, a estreia da performance “Ruas”, do ator e encenador João Amorim. “Circulamos pelas ruas de todos os dias usufruindo apenas do seu carácter utilitário. Como se a sua existência fosse plana e, além da sua extensão, não nos levasse a outro local. Ruas é a tentativa de perceber se isso é uma evidência irremediável ou consequência de uma distração.” É a partir desta reflexão que o autor criou este espetáculo, especificamente para o ALAVANCA e pensado no território de Avanca, a partir de um trabalho de pesquisa (iniciado em fevereiro) junto da população sobre a toponímia da vila. Haverá uma segunda récita no dia 19 de abril, às 10h30.
O certame prolonga-se até dia 19 de abril com mais iniciativas no CTE e nas escolas.
A direção artística e produção do ALAVANCA, Festival de Teatro de Avanca 2026 é uma iniciativa da companhia de Teatro, Kopinxas e da Associação Kompinxas, conta com o financiamento da DGARTES/República Portuguesa Cultura, tem como parceiros o Município de Estarreja, Cine-Teatro de Estarreja, Junta de Freguesia de Avanca, CIRA, Centro Paroquial de Avanca e Cineclube de Avanca.
As reservas podem ser feitas em reservas@alavancafestival.pt.
Toda a programação pode ser consultada em www.alavancafestival.pt https://www.ovarnews.pt/alavanca-festival-de-teatro-de-avanca-arranca-esta-sexta-feira/
A abertura, marcada para as 18h30 desta sexta-feira, é na Praça Francisco Barbosa, no centro da cidade de Estarreja, com a performance “Sómente”, uma criação da companhia Teatro Só que pretende refletir sobre a solidão na população mais idosa.
No dia seguinte, sábado, o festival passa pelo palco do Cine-Teatro de Estarreja (CTE), às 21h30, com a criação “Rei Lear” da Companhia do Chapitô. Nesta versão minimalista de Rei Lear, três intérpretes dão corpo a todas as personagens, movendo-se numa ação incessante de liberdade. O meta-teatro, que expõe a relação entre ficção e realidade, revelando os seus dispositivos de construção, emerge como a chave deste jogo.
A Casa Museu Egas Moniz acolhe no domingo, às 16h, a estreia da performance “Ruas”, do ator e encenador João Amorim. “Circulamos pelas ruas de todos os dias usufruindo apenas do seu carácter utilitário. Como se a sua existência fosse plana e, além da sua extensão, não nos levasse a outro local. Ruas é a tentativa de perceber se isso é uma evidência irremediável ou consequência de uma distração.” É a partir desta reflexão que o autor criou este espetáculo, especificamente para o ALAVANCA e pensado no território de Avanca, a partir de um trabalho de pesquisa (iniciado em fevereiro) junto da população sobre a toponímia da vila. Haverá uma segunda récita no dia 19 de abril, às 10h30.
O certame prolonga-se até dia 19 de abril com mais iniciativas no CTE e nas escolas.
A direção artística e produção do ALAVANCA, Festival de Teatro de Avanca 2026 é uma iniciativa da companhia de Teatro, Kopinxas e da Associação Kompinxas, conta com o financiamento da DGARTES/República Portuguesa Cultura, tem como parceiros o Município de Estarreja, Cine-Teatro de Estarreja, Junta de Freguesia de Avanca, CIRA, Centro Paroquial de Avanca e Cineclube de Avanca.
As reservas podem ser feitas em reservas@alavancafestival.pt.
Toda a programação pode ser consultada em www.alavancafestival.pt https://www.ovarnews.pt/alavanca-festival-de-teatro-de-avanca-arranca-esta-sexta-feira/
Num tempo em que quase tudo se resolve à distância de um clique, seria de esperar
que o contacto com as empresas fosse cada vez mais simples, rápido e eficaz. No
entanto, a realidade parece contrariar essa expectativa. Um estudo recente da DECO
veio expor fragilidades significativas nos sistemas de apoio ao cliente em Portugal,
levantando dúvidas sobre o verdadeiro impacto da digitalização neste domínio.
A análise incidiu sobre 24 empresas de setores tão distintos como comunicações,
energia, banca, saúde, comércio online e turismo. O objetivo era claro: perceber se os
canais digitais estão a facilitar a vida dos consumidores, sendo que, a maioria das
empresas ficou entre o “Mau” e o “Razoável”, o que não é nada animador.
Na prática, aquilo que deveria ser um avanço tem-se revelado, muitas vezes, um
obstáculo. Quando surge um problema, o consumidor é frequentemente encaminhado
para formulários online ou para chatbots — assistentes virtuais que prometem
respostas imediatas, mas que nem sempre cumprem essa promessa. Percursos
confusos, sucessões intermináveis de menus e uma limitada capacidade de
compreender situações concretas acabam por transformar um simples pedido de
ajuda num processo desgastante. Em muitos casos, estes sistemas funcionam apenas
como mecanismos de triagem. Em vez de resolverem eficazmente as questões
colocadas, remetem o utilizador para páginas de perguntas frequentes ou para novos
formulários, prolongando a resolução do problema. Mais preocupante ainda é o facto
de nem sempre ser possível apresentar uma reclamação diretamente através destes
canais.
A própria forma como o apoio é apresentado tem vindo a mudar. A designação “apoio
ao cliente” tem sido substituída por expressões como “ajuda”, “dúvidas” ou “opiniões”.
À primeira vista, pode parecer uma mera questão semântica, mas, na prática, contribui
para diluir a perceção dos direitos do consumidor e dificulta a identificação de canais
formais de contacto.
Para além disso, nem todos os consumidores são tratados da mesma forma. Quem
tem contas premium ou está registado em determinadas plataformas pode ter
respostas mais rápidas e soluções mais eficazes. Ou seja, cria-se uma diferença no
acesso ao apoio, algo que deveria ser igual para todos.
Perante este cenário, a DECO deixa um alerta importante: a digitalização, que deveria
simplificar, está a tornar o contacto com as empresas mais difícil. A Associação
defende que o acesso a um interlocutor humano, deve continuar a ser a base do apoio
ao cliente, e não uma possibilidade residual. Deve ser um direito.
O apoio ao cliente existe para resolver problemas e não para deixar os consumidores
perdidos, frustrados ou, como se costuma dizer, a “falar para o boneco”.
Conte com o apoio da DECO. Trabalhamos para si: deco@deco.pt; 21 371
02 38. É também possível agendar atendimento via skype. Siga-nos nas
páginas de Facebook, Twitter, Instagram e Linkedin. https://www.ovarnews.pt/?p=101791
que o contacto com as empresas fosse cada vez mais simples, rápido e eficaz. No
entanto, a realidade parece contrariar essa expectativa. Um estudo recente da DECO
veio expor fragilidades significativas nos sistemas de apoio ao cliente em Portugal,
levantando dúvidas sobre o verdadeiro impacto da digitalização neste domínio.
A análise incidiu sobre 24 empresas de setores tão distintos como comunicações,
energia, banca, saúde, comércio online e turismo. O objetivo era claro: perceber se os
canais digitais estão a facilitar a vida dos consumidores, sendo que, a maioria das
empresas ficou entre o “Mau” e o “Razoável”, o que não é nada animador.
Na prática, aquilo que deveria ser um avanço tem-se revelado, muitas vezes, um
obstáculo. Quando surge um problema, o consumidor é frequentemente encaminhado
para formulários online ou para chatbots — assistentes virtuais que prometem
respostas imediatas, mas que nem sempre cumprem essa promessa. Percursos
confusos, sucessões intermináveis de menus e uma limitada capacidade de
compreender situações concretas acabam por transformar um simples pedido de
ajuda num processo desgastante. Em muitos casos, estes sistemas funcionam apenas
como mecanismos de triagem. Em vez de resolverem eficazmente as questões
colocadas, remetem o utilizador para páginas de perguntas frequentes ou para novos
formulários, prolongando a resolução do problema. Mais preocupante ainda é o facto
de nem sempre ser possível apresentar uma reclamação diretamente através destes
canais.
A própria forma como o apoio é apresentado tem vindo a mudar. A designação “apoio
ao cliente” tem sido substituída por expressões como “ajuda”, “dúvidas” ou “opiniões”.
À primeira vista, pode parecer uma mera questão semântica, mas, na prática, contribui
para diluir a perceção dos direitos do consumidor e dificulta a identificação de canais
formais de contacto.
Para além disso, nem todos os consumidores são tratados da mesma forma. Quem
tem contas premium ou está registado em determinadas plataformas pode ter
respostas mais rápidas e soluções mais eficazes. Ou seja, cria-se uma diferença no
acesso ao apoio, algo que deveria ser igual para todos.
Perante este cenário, a DECO deixa um alerta importante: a digitalização, que deveria
simplificar, está a tornar o contacto com as empresas mais difícil. A Associação
defende que o acesso a um interlocutor humano, deve continuar a ser a base do apoio
ao cliente, e não uma possibilidade residual. Deve ser um direito.
O apoio ao cliente existe para resolver problemas e não para deixar os consumidores
perdidos, frustrados ou, como se costuma dizer, a “falar para o boneco”.
Conte com o apoio da DECO. Trabalhamos para si: deco@deco.pt; 21 371
02 38. É também possível agendar atendimento via skype. Siga-nos nas
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Mais de quatro anos depois do previsto, o novo Sistema de Depósito e Reembolso (SDR), designado por Volta, entra hoje oficialmente em vigor. Pelas muitas dúvidas que devem ainda existir, trazemos-lhe tudo o que precisa de saber.
No seguimento de orientações e metas ambientais impostas pela União Europeia, que têm pressionado os Estados-membros a reforçar os mecanismos de reciclagem e de recolha seletiva de resíduos, o SDR arranca finalmente, em Portugal.
Num país que consome 2,1 mil milhões de embalagens por ano e falha há décadas as metas europeias de reciclagem, o sistema pretende transformar a forma como os consumidores lidam com embalagens de bebidas de utilização única, introduzindo um modelo baseado no pagamento de um depósito reembolsável no momento da compra e na sua posterior devolução mediante entrega da embalagem num ponto de recolha autorizado.
Segundo as entidades responsáveis, esta mudança representa um passo importante para o cumprimento das metas europeias de sustentabilidade e para o aumento da taxa de recolha de embalagens em Portugal.
O que é o sistema Volta?
O sistema Volta, sobre o qual pode saber mais aqui, é o novo SDR de embalagens de bebidas introduzido em Portugal com o objetivo de aumentar a reciclagem e melhorar a recolha seletiva de resíduos.
Trata-se de uma medida de política ambiental que procura incentivar os consumidores a devolver determinadas embalagens de bebidas usadas, permitindo que estas sejam recicladas e reintroduzidas no circuito produtivo. Segundo o Governo, esta iniciativa pretende acelerar a transição para uma economia mais circular e sustentável.
Como funciona?
O sistema baseia-se num mecanismo simples: sempre que um consumidor compra uma bebida em embalagem abrangida pelo programa, paga um depósito adicional de 10 cêntimos por essa embalagem.
Esse valor não corresponde a um imposto nem a um aumento permanente do preço do produto, tratando-se, em vez disso, de um montante temporariamente pago pelo consumidor, que será devolvido após a entrega da embalagem num ponto de recolha autorizado.
Que embalagens estão abrangidas?
O sistema aplica-se a embalagens de bebidas de utilização única, nomeadamente garrafas e latas de plástico, alumínio ou aço, com capacidade até três litros.
Estes requisitos englobam muitos dos recipientes utilizados para águas, refrigerantes, sumos e outras bebidas comercializadas neste tipo de embalagem.
Contudo, apenas as embalagens devidamente integradas no sistema poderão beneficiar do mecanismo de depósito e reembolso.
Como pode recuperar os 10 cêntimos?
Para recuperar o valor pago, o consumidor deve entregar a embalagem vazia num ponto de recolha aderente ao sistema Volta.
A devolução poderá ser feita através de máquinas automáticas instaladas em supermercados ou por meio de pontos de recolha manual.
Depois da entrega, o consumidor recebe o valor correspondente, podendo esse reembolso assumir várias formas, como dinheiro, desconto em compras, crédito digital ou até doação a instituições, dependendo do ponto de recolha utilizado.
Que condições devem ser cumpridas para a embalagem ser aceite?
Para que a embalagem seja aceite no momento da devolução, esta deve:
- Apresentar o símbolo identificativo do sistema Volta;
- Manter o código de barras legível;
- Encontrar-se em condições adequadas para reconhecimento pelo sistema.
Essencialmente, a embalagem deve ser devolvida vazia, sem danos significativos e, no caso das garrafas, preferencialmente com tampa.
Verifique se a embalagem cumpre os critérios aqui.
Todas as embalagens já estão abrangidas?
Numa fase inicial, nem todas as embalagens estarão imediatamente incluídas. Durante o período de transição definido pelas autoridades, apenas as embalagens identificadas com o símbolo Volta estarão sujeitas ao depósito de 10 cêntimos e poderão ser devolvidas para reembolso.
Depois da entrega, o consumidor recebe o valor correspondente, podendo esse reembolso assumir várias formas, como dinheiro, desconto em compras, crédito digital ou até doação a instituições, dependendo do ponto de recolha utilizado.
Que condições devem ser cumpridas para a embalagem ser aceite?
Para que a embalagem seja aceite no momento da devolução, esta deve:
Apresentar o símbolo identificativo do sistema Volta;
Manter o código de barras legível;
Encontrar-se em condições adequadas para reconhecimento pelo sistema.
Essencialmente, a embalagem deve ser devolvida vazia, sem danos significativos e, no caso das garrafas, preferencialmente com tampa.
Verifique se a embalagem cumpre os critérios aqui.
Todas as embalagens já estão abrangidas?
Numa fase inicial, nem todas as embalagens
estarão imediatamente incluídas. Durante o período de transição definido pelas autoridades, apenas as embalagens identificadas com o símbolo Volta estarão sujeitas ao depósito de 10 cêntimos e poderão ser devolvidas para reembolso.
Posteriormente, a integração do sistema será alargada a todas as embalagens de bebidas de utilização única abrangidas pela medida.
Incentivo à mudança de comportamento
A implementação do sistema Volta representa uma alteração relevante na relação dos consumidores com a reciclagem, uma vez que introduz um incentivo económico direto à devolução das embalagens.
Além de reforçar a responsabilidade ambiental individual, este modelo pretende reduzir desperdícios, aumentar a valorização de materiais recicláveis e assegurar que mais embalagens sejam corretamente tratadas e reutilizadas no futuro.
Assim, o sistema procura beneficiar simultaneamente o ambiente, a economia circular e a eficiência da gestão de resíduos em Portugal.
Assim, o sistema procura beneficiar simultaneamente o ambiente, a economia circular e a eficiência da gestão de resíduos em Portugal. https://www.ovarnews.pt/volta-deposito-e-reembolso-de-embalagens-arranca-hoje-o-que-precisa-de-saber/


Depois de uma "ponte" entre Ovar e Nashville, no Tenessee, o novo projeto musical de Fernando Daniel explora as sonoridades "Country".
"Juro" já revela um pouco dessas viagens e dessas influências que também estarão bem vincadas no novo álbum que deve sair lá para o final do ano.
"Juro" está disponível em todas as plstaformas a partir desta sexta-feira. https://www.ovarnews.pt/juro-e-o-novo-single-de-fernando-daniel/
quinta-feira, abril 09, 2026


Pela primeira vez em 30 anos de percurso, a Viagem Medieval em Terra de Santa Maria aposta em dois atores nacionais de reconhecido mérito, com carreiras consolidadas no teatro, televisão e cinema, para dar vida aos protagonistas da maior de recriação histórica do país. Tiago Aldeia vestirá a pele de Afonso Henriques durante os 12 dias de evento e Custódia Gallego encarnará D. Teresa.
“A opção por atores nacionais é uma resposta natural à crescente exigência técnica e artística dos espetáculos e às elevadas expectativas dos públicos que nos visitam, que esperam sempre mais e melhor, sobretudo qualidade e diferenciação”, sublinha Amadeu Albergaria, presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, entidade que organiza o evento em parceria com a empresa municipal Feira Viva e a Federação das Coletividades de Cultura e Recreio do Concelho.
Depois de testar vários modelos de seleção dos protagonistas ao longo dos anos, seja através de casting, seja por convite direto a atores amadores e profissionais com ligação ao meio associativo local, a organização opta este ano por rostos com notoriedade nacional, assinalando desta forma uma edição especial, que celebra três décadas de projeto. “Esta é também uma oportunidade para capacitar os agentes culturais do nosso território, que terão a possibilidade de partilhar experiências com os dois atores em diferentes momentos da sua participação na Viagem Medieval”, acrescenta o autarca.
Com uma carreira consolidada na televisão, cinema e teatro, Tiago Aldeia distingue-se pela sua versatilidade. Apaixonado por História e pelo evento de Santa Maria da Feira, vai vestir a pele de Afonso Henriques. “Tive a oportunidade de visitar a Viagem Medieval e fiquei verdadeiramente fascinado. Não estava à espera de uma dimensão tão grande nem de um rigor histórico tão cuidado”, confidencia o ator, que não esconde o seu entusiasmo por “poder viver esta experiência por dentro e representar alguém que está na base da nossa identidade enquanto país.”
Premiada como melhor atriz de teatro nos Globos de Ouro de 2025, Custódia Gallego é uma das mais respeitadas e completas atrizes portuguesas. Aclamada pelo seu talento e capacidade de se reinventar, encarnará D. Teresa, mãe de Afonso Henriques, na Viagem Medieval. Aceitou o desafio por se tratar de um tipo de espetáculo que nunca fez e pela oportunidade de dar vida, num evento de grande escala, a uma mulher marcante da História de Portugal, que lutou pelos seus ideais.
Para os dois atores, esta será uma estreia na arte de representar em eventos de recriação histórica, desafio que abraçaram com grande entusiasmo e sentido de responsabilidade. Ambos terão participações diárias na programação ao longo dos 12 dias, protagonizando o espetáculo “Discurso do Rei”, todas as noites, na Praça de Armas do Castelo da Feira, entre outros momentos de animação e recriação.
Em maio, Tiago Aldeia e Custódia Gallego serão fotografados para o cartaz promocional do evento. Em julho, dias antes do arranque da Viagem Medieval, a dupla de atores instala-se em Santa Maria da Feira para ensaios no recinto e momentos de partilha com a comunidade, celebrando o regresso ao Condado Portucalense.
“Queremos exceder as expectativas dos nossos visitantes, subir mais um degrau na qualidade do evento e no reforço de competências dos agentes culturais locais”, reforça o diretor-geral da empresa municipal Feira Viva, Paulo Sérgio Pais.
A Viagem Medieval em Terra de Santa Maria realiza-se de 29 de julho a 9 de agosto, no centro histórico de Santa Maria da Feira, mantendo-se o espetáculo contemporâneo de abertura no dia 28, com entrada livre. https://www.ovarnews.pt/tiago-aldeia-e-custodia-gallego-sao-os-rostos-da-viagem-medieval/


Com o objectivo de sensibilizar os mais jovens para a protecção da Natureza os Amigos do Cáster têm, anualmente, desde 2014, levado estudantes das escolas do concelho a visitar as exposições de fotografia do Ambiente Imagens Dispersas – Encontro Internacional de Fotografia de Natureza Cidade de Ovar, iniciativa que continua a afirmar a fotografia como ferramenta de sensibilização para a protecção da Natureza.
Este ano não foi excepção, e cerca de 300 crianças e jovens participaram, entre os meses de Fevereiro e Março, nas Oficinas de Educação Visual e Ambiental.
A actividade envolveu sete turmas do 3.º ciclo da Escola Secundária Júlio Dinis e três turmas do 1.º ciclo da Escola Básica dos Combatentes, proporcionando aos estudantes a oportunidade de visitar as exposições patentes na Galeria do Centro de Arte de Ovar.
Orientadas por voluntários/as dos Amigos do Cáster, as sessões tiveram como ponto de partida a observação da Exposição Colectiva que apresenta os melhores trabalhos submetidos ao Concurso de Fotografia «Ambiente Imagens Dispersas 2025/26», e da Exposição de Fotografia «Silentes», centrada na árvore e na floresta, da autoria de David Guimarães.
A partir das imagens expostas, "abordámos temas como a importância da biodiversidade, a protecção das espécies, o impacto da actividade humana nos ecossistemas e a necessidade de adopção de comportamentos mais sustentáveis". A fotografia revelou-se um meio privilegiado para despertar a curiosidade e promover uma maior ligação dos jovens ao meio natural.
Envolvendo todos os anos várias centenas de crianças e jovens, estas Oficinas de Educação Visual e Ambiental têm despertado muito interesse junto da comunidade escolar de Ovar, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e informados.
Para o sucesso da iniciativa, os Amigos do Cáster agradecem "o inestimável contributo dos/as professores/as que associaram as suas turmas a esta iniciativa".
https://www.ovarnews.pt/exposicoes-dos-amigos-do-caster-motivam-o-gosto-pela-fotografia-de-natureza-nos-estudantes-de-ovar/


O Orfeão de Loureiro, em Oliveira de Azeméis, anuncia um concerto único com a participação especial do Manuel Freire, cantor de intervenção ligado a Ovar e famoso compositor e interprete do tema "Pedra Filosofal", um poema de António Gedeão.
O convite é simples: "No dia 1 de Maio, junte-se a nós para uma noite de música, emoção e mensagens que tocam o coração e a consciência".
Os bilhetes estarão à venda na sede junta local, Café São João e Supermercado Bastos. https://www.ovarnews.pt/manuel-freire-canta-abril-em-loureiro/


Para celebrar o Dia Nacional dos Moinhos (7 de abril), o Município de Estarreja propõe dias de descoberta de alguns dos exemplares existentes no concelho, nos dias 11 e 12 de abril. As visitas são gratuitas.
Há muito por descobrir, sentir e viver, quando se fala de património cultural. Os moinhos representam um percurso de tradições e memórias deixadas pelos nossos antepassados que, com recurso aos moinhos e azenhas, moíam o grão e utilizavam a farinha para fazer o pão.
Durante dois dias, os visitantes terão acesso a exposições, a demonstrações de moagens e à feitura de broas, de jogos tradicionais e, claro, à degustação de broas. E poderão ainda visitar os diversos moinhos.
Um programa de fim de semana para juntar a família e amigos, com o (bom) pretexto de descobrir e conhecer o inestimável valor do património molinológico do território a todos os residentes e visitantes.
MOINHOS ABERTOS:
Canelas:
MOINHO DA PASSAGEM
11 e 12 de abril: 10h ~ 13h / 14h ~ 17h
Pardilhó:
MOINHO DA MÁSIA
11 de abril: 08h ~ 13h / 14h ~ 19h
12 de abril 08h ~ 13h
Avanca:
MOINHO DE MEIAS
MOINHO DA ZANGARINHEIRA
MOINHO DA ARCÃ
MOINHO DO CALHAU
MOINHO DA QUINTA DO RIO
11 e 12 de abril: 10h ~ 12h / 14h ~ 17h
Gabinete de Comunicação, Relações Públicas e Protocolo
CÂMARA MUNICIPAL DE ESTARREJA
Praça Francisco Barbosa - 3864-001 Estarreja
Tel. (+351) 234 840 612 | Tlm. 927 176 106 | Web www.cm-estarreja.pt
Antes de imprimir este e-mail pense bem se é necessário fazê-lo. Before printing this e-mail think if it is necessary.
https://www.ovarnews.pt/o-dia-nacional-dos-moinhos-convida-o-a-explorar-os-moinhos-de-estarreja/


A aradense Mafalda Andrade, em representação da Seleção de Futsal de Aveiro de Sub-17, destacou-se no Torneio Interassociações (TIA) Sub17 Futsal Feminino, realizado em Viana do Castelo, contribuindo para o primeiro lugar do grupo.
O TIA contou com a presença de 22 associações distritais de futebol do nosso país numa organização da AFVC, em conjunto pela FPF e com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo.
Ao longo destes quatro dias foram realizadas formações para as atletas e staff técnico, momentos de partilha e lazer com Grupo Folclórico de Viana do Castelo, visita ao museu do traje entre outras atividades com muito convívio e espírito vianense.
Momentos de partilha e aprendizagem que contribuem para o crescimento das jovens atletas, dentro e fora das quatro linhas.
Está de parabéns a Mafalda Andrade, restante equipa e técnicos, assim como a Associação de Futebol de Aveiro. https://www.ovarnews.pt/?p=101736


A Confraria Gastronómica do Concelho de Ovar organiza, no próximo dia 10 de Abril, a 1.ª edição do Jantar Solidário — Confrades e sociedade civil unidos pela mesma causa, uma iniciativa que pretende afirmar o compromisso da instituição com a responsabilidade social e a mobilização comunitária. O evento está marcado para as 20h, no Restaurante Tertúlia d’Eventos, em Coimbra.
Organizado em parceria com a Confraria Gastronómica do Frango do Campo, a Confraria da Enogastronomia e das Febras de Mangualde, a Confraria do arroz Doce e a Confraria da Alheira de Mirandela, o jantar junta confrades, parceiros e cidadãos em torno de uma causa solidária, com parte da receita a reverter para a Rede de Emergência Alimentar do Banco Alimentar Contra a Fome.
De acordo com a organização, o jantar tem o custo de 40 euros por participante, sendo que 20 euros de cada inscrição serão entregues àquela estrutura de apoio social. A iniciativa conta ainda com a parceria da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, do Arroz Sete Irmãs, do Restaurante Rei dos Leitões, do Devaneio Padaria Artesanal e do Pudim da TV.
Mais do que uma refeição, o evento é apresentado como "um momento de partilha, sensibilização e intervenção cívica, procurando reunir a sociedade civil em torno de um objetivo comum: apoiar respostas de emergência alimentar e reforçar o valor da entreajuda".
A Confraria Gastronómica do Concelho de Ovar sublinha que este jantar solidário quer afirmar-se como "um espaço de encontro entre tradição gastronómica e responsabilidade social, abrindo caminho a futuras ações com o mesmo propósito".
As inscrições continuam abertas e existem ainda algumas vagas disponíveis. A organização apela à participação de cidadãos, entidades e parceiros, lembrando que a reserva é indispensável, uma vez que a lotação é limitada. As inscrições podem ser efetuadas online, através dos canais oficiais do evento nas redes sociais, nomeadamente na página de Facebook e por QR code divulgado pela organização. https://www.ovarnews.pt/confraria-gastronomica-do-concelho-de-ovar-promove-jantar-solidario/
quarta-feira, abril 08, 2026


No seu quarto, na humildade da sua casa, Artur prepara-se com o cuidado de um ritual íntimo.
Escolheu a indumentária perfeita para este ano: vai de cowboy ao Carnaval. Calças bem alinhadas, botas trabalhadas — semelhantes às dos verdadeiros — camisa de flanela e um colete a compor o conjunto.
Agora, já de chapéu na cabeça, dá os últimos retoques.
Os Vareiros
Frente ao espelho, observa-se. Está pronto. O corpo aprumado, a roupa composta… mas o rosto continua a parecer-lhe escondido.
— Estás impecável, Artur — diz para si, em voz baixa, quase como quem precisa ouvir a confirmação vinda de outro.
— Este ano vais divertir-te ainda mais. Finalmente chegou… a Noite Mágica.
Artur adora esta noite. É, sem dúvida, o seu momento favorito do ano. O Carnaval oferece-lhe a liberdade rara de poder ser outro — ou de ser, por fim, ele mesmo, sem medo.
Por breves horas, o mundo permite-lhe existir fora das regras. E é isso que mais deseja.
Lá fora, o ruído cresce. As vozes, a música, os passos — tudo anuncia o início da folia. Artur escuta e sorri. A festa chama por ele.
Mas antes de sair, olha-se uma última vez ao espelho. O reflexo devolve-lhe um homem
mascarado… por dentro e por fora.
— Estás pronto. — sussurra.
— Respira fundo — repte.
A noite vai começar.
Edgar Branco https://www.ovarnews.pt/a-noite-magica-ii-por-edgar-branco/
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