Guida crescera envolta no mais alto manto da protecção, como era próprio das meninas do seu
tempo e da sua condição. Desde tenra idade, rodearam-na de tudo quanto havia de melhor, e os
seus dias foram preenchidos por lições ministradas pelos mais prestigiados tutores. O piano tornou-
se-lhe familiar sob os dedos delicados, a língua francesa fluiu-lhe da boca com a naturalidade dos
grandes salões europeus, e os trajes que lhe adornavam a silhueta eram sempre os mais elegantes,
feitos à medida pelos melhores alfaiates da região. Nunca lhe faltou instrução, requinte ou privilégio.
E, no entanto, faltava-lhe algo.
Na solidão daquela vastidão de salões e corredores, no esplendor das rendas e dos bordados que a
envolviam, residia uma ausência que nem a mais bela tapeçaria poderia preencher: o calor da
infância partilhada.
Era filha única. Não tinha irmãos com quem dividir risos ou travessuras. Não tinha companheiros de
jogos que corressem com ela pelos campos ou que lhe tomassem a mão numa brincadeira
despreocupada. A sua vida, ainda que dourada, estava encerrada dentro dos muros da sua própria
nobreza.
E, por vezes, o peso dessa realidade caía-lhe sobre os ombros com uma melancolia que nem ela
própria compreendia.
Certa tarde, enquanto o pai lia um volumoso tomo na biblioteca, Guida aproximou-se hesitante,
brincando com os dedos sobre a saia engomada. A voz saiu-lhe num tom entre a súplica e a
esperança:
— Paizinho, permiti que eu saia a brincar com as outras crianças? Posso juntar-me a elas, só por um
momento?
O duque, que a adorava com todo o fervor de um pai que vê na filha a mais bela das suas criações,
ergueu os olhos do livro e fitou-a com brandura, mas com firmeza.
— Margarida, minha filha, jamais te esqueças da linhagem a que pertences. És de sangue-azul, de
ascendência real, e deves rodear-te apenas de quem seja digno da tua posição.
— Mas, Paizinho… — insistiu ela, os olhos brilhando numa súplica. — Aqui não tenho ninguém. Não
tenho irmãos, não tenho companhia…
O duque fechou o livro com um gesto solene e apoiou as mãos sobre os braços da imponente
cadeira de carvalho entalhado. A sua voz, embora doce, não deixava espaço para contestações.
— Minha menina, tens tudo o que alguém poderia desejar. Vives rodeada de criadagem que cuida de
cada uma das tuas necessidades, tens terras que se estendem para além do que a vista alcança, e o
mais precioso património que uma jovem pode ter: o nome da tua família. Não sejas ingrata, minha
filha, e vê como vivem os demais.
Os Vareiros
Guida abaixou a cabeça, mordendo o lábio para conter a frustração. No fundo, sabia que o pai a
amava mais do que qualquer coisa no mundo. Mas o amor dele vinha com um preço: o preço do
dever, do nome, da honra.
E, assim, a sua infância foi-se moldando a regras e restrições, afastada das alegrias simples dos
plebeus, destinada a um futuro que já lhe estava traçado.
Mas, dentro dela, crescia um desejo que nem ela própria conseguia explicar.
Nas poucas ocasiões em que lhe era permitido sair da quinta, sempre acompanhada por uma escolta
discreta, Guida passeava pela cidade, observando com fascínio a vida que pulsava nas ruas de
Ovar.
As crianças correndo descalças pela terra batida, subindo às árvores, saltando por entre as poças de
água deixadas pela última chuva. As suas gargalhadas ecoavam no ar, livres, irreverentes,
selvagens.
- Como os invejo… — pensava, enquanto caminhava devagar, sentindo que o peso da sua
condição a separava deles como um véu invisível.
Mas se não podia brincar, podia ao menos observar.
Num desses passeios, deteve-se junto a uma banca de mercado onde se vendiam iguarias da
região. O ar estava impregnado do aroma quente do pão acabado de cozer, das broas de milho, do
açúcar caramelizado dos doces de ovos. Nunca havia provado tais coisas — em casa, a cozinha era
regida por padrões elevados, pratos finos e receitas importadas. Mas ali… ali, as pessoas comiam
com a alma.
Ela viu algo novo. Algo que nunca antes compreendia. O respeito não vinha do nome, mas do sabor.
O encantamento que os clientes expressavam ao receberem os seus doces, os olhos que brilhavam
ao provarem um pedaço de bolo… ali, entre o burburinho do mercado e os cheiros que dançavam no
ar, Guida viu, pela primeira vez, um outro tipo de grandeza.
E nesse instante, uma ideia plantou-se-lhe no espírito como uma semente a germinar.
— Tenho de criar algo assim… algo que me una a eles. Algo que não dependa do meu nome, mas
que seja apenas meu. Algo que, ao ser provado, os faça sorrir e que os ligue a mim e eu a eles.
Um doce especial.
Um doce que transcendesse os títulos e que se tornasse, por si só, uma lenda.
(Continua)
https://www.ovarnews.pt/ovos-moles-de-ovar-iii-por-edgar-branco/
sábado, fevereiro 14, 2026


Filha do samba vareiro ou não fossem os pais amantes do samba em Ovar, Renata Maia nasceu com aquele ritmo no sangue. Aos sete anos começou a desfilar na Charanguinha.
Quando foi estudar Matemática para Lisboa, Renata manteve a ligação à escola do coração e nunca faltou aos desfiles.
Mas em Lisboa, agora a trabalhar numa consultora, reforçou a ligação e criou uma escola de samba de sucesso, como contou ao canal V+.
Veja aqui! https://www.ovarnews.pt/renata-maia-ensina-o-samba-vareiro-em-lisboa/
sexta-feira, fevereiro 13, 2026


André Kouto, natural de São Martinho da Gândara, concelho de Oliveira de Azeméis, é um artista português que se encontrou na música com apenas 7 anos. A sua identidade artística constrói-se a partir de todo o percurso que o levou até à atualidade.
Com influências Pop, o artista aposta numa estética contemporânea, onde a voz assume um papel importante na transmissão das suas emoções. Autêntico e atento ao detalhe, o artista promete marcar a nova geração da música pop portuguesa.
O seu novo single, "Retrospetiva", retrata uma realidade que aconteceu no passado entre duas pessoas e que reflete o quanto ambas não estiveram presentes na relação. O single demonstra um sentimento agridoce, dando ao ouvinte a sensação que a relação sente saudades, como também demonstra uma visão no presente e futuro, querendo avançar sem pensar no passado.
O single, produzido por Alexandre D’Carvalho - Slowbreak Music, saiu esta sexta-feira, 13 de Fevereiro e o videoclipe será divulgado no dia 14, produzido por Most Wanted Productions e distribuido por Move Music.
Link para Pré-Save do single:
https://orcd.co/andre-kouto-retrospetiva
https://youtu.be/HaK4SFTtcQc?si=VkzFpnlu25nfcWe_ https://www.ovarnews.pt/andre-kouto-disponibiliza-novo-single-retrospetiva/
O Ministério da Administração Interna (MAI) é uma das pastas mais difíceis de qualquer Governo. Junta segurança pública, fronteiras, proteção civil, incêndios e tudo o que exige resposta imediata. É um lugar de pressão constante onde qualquer falha se transforma num problema político de escala nacional. Não é um cargo apetecível, mas sim um cargo que exige alguém preparado, com "unhas" e, acima de tudo, muita coragem. E é por isso que a escolha para o MAI não pode ser um prémio de consolação ou uma experiência política. Tem de recair em quem sabe, de facto, o que está a fazer.
Telmo Correia é essa pessoa.
Além da vasta experiência parlamentar acumulada ao longo de décadas, Telmo Correia é o atual Secretário de Estado da pasta. Ele não conhece os dossiês apenas "por alto", conhece-os por dentro. Sabe o que está em curso na reestruturação das forças de segurança, conhece as “armadilhas” da proteção civil e está perfeitamente alinhado com a estratégia política definida por Luís Montenegro.
Telmo não iria para o ministério para aprender onde ficam os gabinetes, mas sim para dar continuidade a um trabalho crítico que já acompanha no terreno. É alguém respeitado pelas chefias e tem a autoridade necessária para liderar um setor que não perdoa a inexperiência.
Mas a questão aqui não é apenas técnica, é profundamente política. E é aqui que esta escolha se torna um verdadeiro teste de liderança para o Primeiro-Ministro.
Entregar o Ministério da Administração Interna ao CDS é uma decisão de coragem. Seria Luís Montenegro a demonstrar que, quando está em causa a segurança do país, a competência é o mais importante.
É evidente que uma nomeação destas vai incomodar as "tropas" do partido.
Haverá sempre quem queira o lugar de ministro como troféu pessoal e quem ache que dar uma segunda pasta de soberania ao CDS é “ceder demasiado” e que o CDS “não vale assim tanto”. Mas governar não é gerir estados de alma de aparelhos nem distribuir fatias de poder por quotas de filiação. Governar é escolher o melhor para o país, mesmo quando isso mexe com as sensibilidades dos Resumindo, o MAI tem de ser entregue a alguém que saiba o que está a fazer desde o primeiro minuto, que tenha mão firme para negociar, capacidade de liderança e autoridade política. Portugal não precisa de mais um ministro a prazo ou, com todo o respeito, magistrados ou académicos a testar teorias. Precisa de alguém que conheça o terreno, que tenha estofo político e que não trema perante a pressão. Telmo Correia reúne as condições que poucos, neste momento, podem oferecer. Se o Governo quer estabilidade e autoridade na Administração Interna, tem de ter a ousadia de escolher quem está pronto.
Rui Pires da Silva
ruipiresdasilva@sapo.pt https://www.ovarnews.pt/telmo-correia-e-a-unica-escolha-logica-por-rui-pires-da-silva/
Telmo Correia é essa pessoa.
Além da vasta experiência parlamentar acumulada ao longo de décadas, Telmo Correia é o atual Secretário de Estado da pasta. Ele não conhece os dossiês apenas "por alto", conhece-os por dentro. Sabe o que está em curso na reestruturação das forças de segurança, conhece as “armadilhas” da proteção civil e está perfeitamente alinhado com a estratégia política definida por Luís Montenegro.
Telmo não iria para o ministério para aprender onde ficam os gabinetes, mas sim para dar continuidade a um trabalho crítico que já acompanha no terreno. É alguém respeitado pelas chefias e tem a autoridade necessária para liderar um setor que não perdoa a inexperiência.
Mas a questão aqui não é apenas técnica, é profundamente política. E é aqui que esta escolha se torna um verdadeiro teste de liderança para o Primeiro-Ministro.
Entregar o Ministério da Administração Interna ao CDS é uma decisão de coragem. Seria Luís Montenegro a demonstrar que, quando está em causa a segurança do país, a competência é o mais importante.
É evidente que uma nomeação destas vai incomodar as "tropas" do partido.
Haverá sempre quem queira o lugar de ministro como troféu pessoal e quem ache que dar uma segunda pasta de soberania ao CDS é “ceder demasiado” e que o CDS “não vale assim tanto”. Mas governar não é gerir estados de alma de aparelhos nem distribuir fatias de poder por quotas de filiação. Governar é escolher o melhor para o país, mesmo quando isso mexe com as sensibilidades dos Resumindo, o MAI tem de ser entregue a alguém que saiba o que está a fazer desde o primeiro minuto, que tenha mão firme para negociar, capacidade de liderança e autoridade política. Portugal não precisa de mais um ministro a prazo ou, com todo o respeito, magistrados ou académicos a testar teorias. Precisa de alguém que conheça o terreno, que tenha estofo político e que não trema perante a pressão. Telmo Correia reúne as condições que poucos, neste momento, podem oferecer. Se o Governo quer estabilidade e autoridade na Administração Interna, tem de ter a ousadia de escolher quem está pronto.
Rui Pires da Silva
ruipiresdasilva@sapo.pt https://www.ovarnews.pt/telmo-correia-e-a-unica-escolha-logica-por-rui-pires-da-silva/


Natural de Avanca, o artista plástico João Paulo Dias tem vindo a afirmar-se no panorama criativo do distrito de Aveiro através da escultura e da pintura mural, áreas às quais se dedica no seu quotidiano. Formado em Cinema de Animação, o criativo decidiu seguir o caminho das artes visuais, criando a empresa JPD|PAINTING – Personalização de Espaços, um projecto que tem dado nova vida e cor a paredes de habitações, equipamentos desportivos, piscinas e diversos espaços públicos e privados na região.
Atualmente, João Paulo Dias encontra-se envolvido nos preparativos para o Grande Carnaval de Ovar, onde colabora com o grupo carnavalesco Pierrots, sendo responsável pela finalização de adereços e carros alegóricos, tanto ao nível da pintura como da escultura, de acordo com o tema apresentado este ano pelo grupo. O artista sublinha a "relação de parceria e amizade que mantém com os foliões, destacando a confiança depositada no seu trabalho ao longo dos anos".
A ligação de João Paulo Dias ao Carnaval de Ovar não é recente. Ao longo do seu percurso, já colaborou com vários grupos na Aldeia do Carnaval, entre os quais Pierrots, Garimpeiros, Marroquinos, Kan-Kans, Melindrosas, Charanguinha e Marados, acumulando experiência na construção e decoração de carros alegóricos e adereços cénicos que dão corpo ao desfile.
Para além da participação em Ovar, o artista é também uma figura ativa no Carnaval de Estarreja, integrando o Grupo de Carnaval de Avanca “ZsaZsa’s”, do qual é um dos fundadores. Desde 2001, o grupo tem marcado presença regular no desfile estarrejense, tendo já conquistado por sete vezes o título de campeões. Na comparação entre os dois carnavais, João Paulo Dias aponta diferenças nas condições de trabalho disponibilizadas aos grupos, referindo que, "em Estarreja, a falta de espaços adequados para a construção das estruturas dificulta a logística e reduz o fator surpresa entre participantes. Na sua perspetiva, a criação de um espaço semelhante à Aldeia do Carnaval de Ovar seria uma mais-valia para os foliões".
Mesmo quando não participa diretamente, o artista acompanha os desfiles com atenção, procurando analisar a envolvência dos participantes e as soluções criativas adotadas, nomeadamente ao nível de materiais, estruturas e mecanismos, sublinhando que todos os anos é surpreendido pela inovação apresentada pelos grupos.
Concluída a época carnavalesca, João Paulo Dias regressa aos projetos de personalização de espaços, com trabalhos já agendados para quartos de criança, escritórios, pavilhões e piscinas, mantendo uma atividade regular ao longo do ano. Os interessados em conhecer o seu trabalho ou em solicitar os seus serviços podem encontrar informação e exemplos de projetos realizados nas páginas de Facebook associadas à marca JPD|PAINTING e ao próprio artista.
https://www.ovarnews.pt/entre-pinceis-e-carros-alegoricos-o-artista-de-avanca-que-da-vida-ao-carnaval-de-ovar/


Terminou hoje o campeonato europeu da Seleção Portuguesa de Futsal do Clero na Polónia, no qual a equipa lusa obteve um brilhante trrceiro lugar.
O título de campeão foi conquistado pela equipa anfitriã, que venceu a Croácia na final.
Foi precisamente com a Polónia que Portugal teve a única derrota (2-1), nas meias finais.
A seleção nacional portuguesa do pároco de São João de Ovar, José Coelho, ficou com o Bronze, ou seja, o terceiro lugar, após vencer a Bósnia Herzegovina por 1-0.
Em suma, Portugal teve cinco vitórias e uma derrota, marcou 25 golos e sofreu 4.Foi a 18.a vez que este campeonato se realizou e no próximo ano decorrerá na Albânia.
Prevê -se que Portugal venha a ser o país organizador em 2028. https://www.ovarnews.pt/padre-jose-coelho-conquista-bronze-no-europeu-de-futsal-do-clero/


Quatro homens, dos 41 aos 71 anos, foram detidos pela PSP de Espinho, por suspeita de integrarem um esquema de tráfico de droga e de armas, com principal incidência nas zonas de Salreu, em Esterreja, e Esmoriz e Válega, já no concelho de Ovar.
A investigação já durava há cerca de um ano. Durante as diligências, a PSP apreendeu 23 armas de fogo e mil munições. Da mesma forma, a investigação apurou que um dos suspeitos, alegadamente cabecilha da rede criminosa, atuava a partir de Espinho.
No total da operação, englobando diligências anteriores, a PSP apreendeu 33 armas de fogo, duas facas de abertura automática, diversas peças de armas de fogo, 665 munições de diferentes calibres, 457munições calibre 6,35 mm, 153 munições calibre 7,65 mm, 390 munições calibre 9 mm, e cerca de cinco mil euros. Foram ainda apreendidas 6,20 gramas de LSD, 34,10 gramas de cocaína e 8,00 gramas de heroína.
Os detidos serão presentes ao Tribunal Judicial de Santa Maria da Feira, para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação. https://www.ovarnews.pt/quatro-detidos-em-por-trafico-de-armas-e-droga-em-ovar-estarreja-e-espinho/


A primeira alteração orçamental modificativa, resultante da incorporação do saldo de gerência, revela uma opção política clara e é importante que seja assumida como tal.
Dos 8 milhões de euros do saldo de gerência, cerca de 1,25 milhões foram utilizados para despesa corrente. Foi totalmente esgotada a margem do equilíbrio orçamental corrente. Traduzindo, não foi libertado um único euro de poupança corrente para investimento.
Não foi uma imposição legal. Foi uma escolha do Executivo.
Uma gestão diferente poderia ter permitido libertar mais verba para investimento. Recorde-se que quase 70% do orçamento inicial já era destinado a despesa corrente. O resultado desta opção é evidente, pois temos o Município que fica sem capacidade de gerar poupança, com um orçamento mais rígido e dependente de futuras alterações, endividamento ou fundos externos para investir.
Relativamente ao anunciado reforço de 750 mil euros para as Juntas de Freguesia (400 mil para investimento), importa esclarecer que este valor ainda não está materializado. Não são conhecidos montantes por freguesia nem critérios de distribuição. Tudo depende de contratos interadministrativos que ainda não existem. Há, por isso, anúncio político, mas não execução concreta.
Também na animação de verão surgem dúvidas: fala-se num reforço de 150 mil euros, quando em anos anteriores os valores rondaram os 400 mil euros. Chamar “reforço” a este montante é, no mínimo, discutível, a menos que os 400 mil anteriores tenham sido pré-eleitorais, o que seria ainda mais grave.
Confirma-se aquilo que já tínhamos alertado, que a margem de 1,25 milhões de euros apresentada no orçamento inicial como disponível para investimento nunca existiu verdadeiramente. Existiu apenas como número contabilístico, porque foi totalmente absorvida pela despesa corrente.
Não estamos perante uma alteração orientada para o investimento. Estamos perante uma operação significativa de absorção do saldo de gerência pela despesa corrente.
O Executivo teve margem para escolher outro caminho. Não escolheu. Preferiu consumir hoje a folga orçamental, comprometendo a capacidade de investimento do amanhã.
Anuncia-se investimento, mas aprova-se despesa corrente. Anuncia-se reforço, mas adiam-se decisões. Anuncia-se margem, mas essa margem é totalmente esgotada.
Esta opção pode ser assumida politicamente. O que não pode é ser apresentada como aquilo que não é: uma libertação de verba para investimento municipal.
O Município fica hoje mais rígido, menos preparado e com menor capacidade de investir. E essa é uma responsabilidade exclusivamente política do Executivo.
Apesar disso, reconhecemos projetos que parecem estar no bom caminho e que gostaríamos de ver concretizados e damos apenas alguns exemplos: Pavilhão Gimnodesportivo de Válega; Escola da Murteira, Casela e Castanheiros; Av. Praia de Esmoriz; Ponte do Sobral; Rua Vale Guimarães e Oliveira Lopes; Parque Ambiental do Buçaquinho e Barrinha (embora com investimento insuficiente); Pista de Atletismo de Arada
Mas persistem preocupações: Subdotação do Largo da Igreja de Maceda; Adiamento do restabelecimento 25; Desacordo com o projeto do Cineteatro; Requalificação das praias adiada; Investimento reduzido na educação; Opção tomada para a piscina municipal; Zonas de Atividades Económicas sucessivamente adiadas e sempre “em estudo”; Av. Nossa Senhora da Nazaré; Av. Raimundo Rodrigues; Falta de ação para a coesão territorial entre freguesias; Conclusão do Esmoriztur
Mais uma vez, um concelho adiado para os anos seguintes, agora sem margem, fruto da gestão e da absorção de recursos pela despesa corrente.
Por tudo isto, porque se antevê um futuro condicionado e porque já o tínhamos referido na análise do orçamento inicial, 𝐯𝐨𝐭𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐚𝐥𝐭𝐞𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐨𝐫𝐜̧𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐥 𝐦𝐨𝐝𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚.
Os Vereadores do Partido Socialista de Ovar
Emanuel Oliveira
Eva Oliveira
Rui Polónia Santos https://www.ovarnews.pt/ps-alteracao-orcamental-modificativa-e-gops-%f0%9d%90%84%f0%9d%90%a7%f0%9d%90%ad%f0%9d%90%ab%f0%9d%90%9e-%f0%9d%90%a8-%f0%9d%90%9d%f0%9d%90%a2%f0%9d%90%ac%f0%9d%90%9c%f0%9d%90%ae%f0%9d%90%ab/
quinta-feira, fevereiro 12, 2026


A Padaria na Estrada reabriu esta quinta-feira, no centro de Ovar, após regularização do licenciamento e vistoria das instalações por parte dos técnicos da Câmara Municipal. https://www.ovarnews.pt/padaria-na-estrada-reabriu-apos-vistoria/
Em 1755, quando Lisboa ainda ardia e o chão mal deixara de tremer, soldados patrulhavam ruas cobertas de escombros, removiam cadáveres e impunham ordem numa cidade devastada. Em 2026, 2 800 militares atravessam águas turvas, desobstruem estradas submersas e resgatam populações isoladas pelas cheias. Separados por quase três séculos, estes dois momentos revelam uma continuidade profunda na História de Portugal: em estados de calamidade, os militares são chamados a servir a população.
O terramoto de 1 de novembro de 1755 foi uma das maiores catástrofes da Europa moderna. Sismo, tsunami e incêndios sucessivos destruíram grande parte da capital do império português. A resposta do Estado, dirigida por Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, foi rápida e estruturada. O Exército foi mobilizado para impedir saques, garantir segurança e restabelecer a autoridade numa cidade mergulhada no caos.
A presença militar foi decisiva. Tropas patrulharam ruas, criaram cordões de segurança e asseguraram o cumprimento das medidas impostas pelo governo. Participaram na remoção de escombros e na eliminação de focos de insalubridade, transportando muitos cadáveres para o mar para evitar epidemias. A disciplina e a cadeia de comando militar tornaram-se instrumentos essenciais para evitar o colapso social.
Mas o papel dos militares não terminou na fase de emergência.
A reconstrução de Lisboa foi confiada a engenheiros militares altamente qualificados: Manuel da Maia, brigadeiro e engenheiro-mor do Reino; Eugénio dos Santos, capitão de engenheiros; e Carlos Mardel, tenente-coronel. Nenhum era coronel, embora essa designação seja por vezes repetida de forma imprecisa. Todos pertenciam ao Corpo de Engenheiros Militares, que reunia o saber técnico mais avançado da época.
Sob a sua direção nasceu a Baixa Pombalina, concebida segundo princípios de racionalidade urbana e inovação estrutural. A chamada “gaiola pombalina”, estrutura interna de madeira pensada para conferir resistência sísmica aos edifícios, tornou-se símbolo dessa modernidade construtiva.
E aqui surge um episódio particularmente revelador: segundo tradição amplamente referida na historiografia, foram utilizados militares para testar a resistência das novas estruturas. Tropas terão sido mandadas marchar ritmicamente junto ou no interior dos edifícios em construção, provocando vibrações que simulavam abalos sísmicos. Não se tratava ainda de ciência experimental nos moldes modernos, mas de um ensaio empírico pioneiro — um gesto que unia disciplina militar e inovação técnica ao serviço da segurança pública.
Quase 270 anos depois, o país enfrenta cheias severas que afetaram várias regiões. A resposta voltou a envolver as Forças Armadas. Cerca de 2 800 militares encontram-se no terreno, apoiando populações, removendo destroços, assegurando transportes, montando infraestruturas provisórias e colaborando estreitamente com a Proteção Civil e autarquias.
A diferença entre 1755 e 2026 reside nos meios tecnológicos; a continuidade está na função. Ontem como hoje, as Forças Armadas disponibilizam capacidade logística, engenharia, rapidez de mobilização e uma cadeia de comando eficaz — elementos cruciais quando as estruturas civis se veem pressionadas por acontecimentos excecionais.
Outras calamidades marcaram a nossa História — como as cheias de 1967 na região de Lisboa ou grandes incêndios florestais nas últimas décadas — e também aí os militares desempenharam papéis relevantes. Mas é na comparação entre o terramoto que redesenhou Lisboa e as cheias atuais que se percebe com maior nitidez essa linha de continuidade histórica.
Em estados de calamidade, o país não pede guerra; pede organização. Não exige força ofensiva; exige capacidade de servir. E, ao longo da nossa História, os militares portugueses têm sido chamados, repetidamente, a cumprir essa missão.
Entre o chão que tremeu em 1755 — onde soldados testavam as próprias estruturas que ajudavam a erguer — e as águas que hoje sobem, permanece uma certeza: nas horas mais difíceis, a disciplina, a engenharia e o sentido de missão continuam a ser um dos pilares da resposta nacional.
Paulo Freitas do Amaral, Professor, Historiador e Autor
https://www.ovarnews.pt/o-papel-dos-militares-em-estados-de-calamidade-na-nossa-historia/


Um Guia é uma das ferramentas essenciais para todos os utilizadores da Internet que pretendam respostas à velocidade de um clique.
Aqui podes folhear as informações essenciais do que se vai passar na Capital do Carnaval em Portugal! Não falhes!
Não queremos que te falte nada! É só clicar aqui: https://shorturl.at/rry1J https://www.ovarnews.pt/guia-do-carnaval-de-ovar-2026-para-que-nao-te-falte-nada/
Atendendo à persistência do quadro climático adverso e ao especial momento que a
Região e o País atravessam - com estado de calamidade em vigor em Portugal Continental até
ao próximo dia 15 de fevereiro - e, não estando reunidas as condições de segurança para a
preparação e realização do evento “Carnaval da Ria”, a Câmara Municipal de Aveiro decidiu
cancelar a programação de carnaval prevista para o dia 14 de fevereiro, em consonância com
informação da direção artística e técnica do “Carnaval da Ria 2026”.
O “Carnaval da Ria” contava já com mais de 300 participantes diretamente envolvidos,
entre associações, músicos, artistas, equipas técnicas e membros da comunidade. Consciente
das expectativas criadas e valorizando fortemente o envolvimento da comunidade neste projeto,
a Câmara Municipal de Aveiro irá promover, em data a anunciar brevemente, uma performance
nos canais da Ria – desde o Cais da Fonte Nova até ao Rossio.
Esta performance dará continuidade ao esforço coletivo de todos os que com grande
empenho contribuíram para a construção deste evento.
A Câmara Municipal de Aveiro prosseguirá com uma política ativa de programação de
eventos ao longo de todo o ano. https://www.ovarnews.pt/aveiro-cancela-carnaval-da-ria-por-motivos-de-seguranca-novo-evento-a-anunciar-brevemente/
Região e o País atravessam - com estado de calamidade em vigor em Portugal Continental até
ao próximo dia 15 de fevereiro - e, não estando reunidas as condições de segurança para a
preparação e realização do evento “Carnaval da Ria”, a Câmara Municipal de Aveiro decidiu
cancelar a programação de carnaval prevista para o dia 14 de fevereiro, em consonância com
informação da direção artística e técnica do “Carnaval da Ria 2026”.
O “Carnaval da Ria” contava já com mais de 300 participantes diretamente envolvidos,
entre associações, músicos, artistas, equipas técnicas e membros da comunidade. Consciente
das expectativas criadas e valorizando fortemente o envolvimento da comunidade neste projeto,
a Câmara Municipal de Aveiro irá promover, em data a anunciar brevemente, uma performance
nos canais da Ria – desde o Cais da Fonte Nova até ao Rossio.
Esta performance dará continuidade ao esforço coletivo de todos os que com grande
empenho contribuíram para a construção deste evento.
A Câmara Municipal de Aveiro prosseguirá com uma política ativa de programação de
eventos ao longo de todo o ano. https://www.ovarnews.pt/aveiro-cancela-carnaval-da-ria-por-motivos-de-seguranca-novo-evento-a-anunciar-brevemente/


A chegada da Depressão Oriana com condições meteorológicas adversas e a situação anómala que o concelho tem vivido, a organização do evento – Câmara Municipal de Estarreja e Associação de Carnaval de Estarreja, ouvidas as entidades de Proteção Civil – tem vindo a proceder a alguns ajustes no programa, privilegiando sempre a segurança de participantes e público.
Depois do cancelamento da Festa de Abertura e do adiamento do Carnaval Infantil para o dia 14 de fevereiro, foi decidido manter as Marchas Luminosas e adiar o Desfile Noturno das Escolas de Samba de 13 para 14 de fevereiro.
A programação complementar no Espaço Folia, com concertos e espetáculos de entrada gratuita, mantém-se sem alterações.
O Município e a Associação de Carnaval reforçam que continuarão a acompanhar permanentemente a evolução das condições climáticas, apelando à compreensão de todos. A prioridade é garantir que o Carnaval de Estarreja decorra com segurança, qualidade e o envolvimento que caracteriza esta grande manifestação cultural da comunidade.
O programa pode sofrer alterações adicionais em função das condições meteorológicas.
https://www.ovarnews.pt/estarreja-adia-desfile-das-escolas-de-samba-para-sabado/
quarta-feira, fevereiro 11, 2026


O tabuleiro da A1 colapsou no troço entre Coimbra Sul e Coimbra Norte, encerrando a principal via do país.
A situação surgiu após o rebentamento de um dique do rio Mondego, na margem direita, precisamente por baixo do viaduto da autoestrada.
As margens do Mondego não aguentaram a pressão do seu caudal e o que se temia acabou por acontecer, com o rio a galgar a margem direita, na zona do Centro Hípico, entre a Ponte dos Casais e o viaduto da A1, com uma grande quantidade de água a invadir a margem direita do rio naquela zona. https://www.ovarnews.pt/tabuleiro-da-a1-ruiu-apos-rutura-de-dique-em-coimbra/


O Governo vai dar tolerância de ponto aos funcionários públicos na próxima terça-feira, dia de Carnaval, informou esta quarta-feira o gabinete do primeiro-ministro.
"O primeiro-ministro, Luís Montenegro, assinou o despacho que concede tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado e nos institutos públicos no dia 17 de fevereiro de 2026, terça-feira, Dia de Carnaval", refere uma nota do gabinete do chefe do Governo.
A terça-feira de Carnaval não é feriado oficial mas tem sido habitual que os executivos concedam tolerância de ponto neste dia. https://www.ovarnews.pt/governo-concede-tolerancia-de-ponto-na-terca-feira-de-carnaval-2/


O presidente da Câmara de Ovar mantém-se confiante de que os festejos de Carnaval não estarão em risco.
"Temos informacão de que o tempo melhorar a partir desta quarta-feira", referiu quando questionado sobre o assunto.
Todavia, hoje, Pimenta Machado, presidente da APA, anunciou nova tempestade a chegar ao centro de Portugal, com chuva e vento forte até terça-feira.
Foliões contactados pelo Ovarnews, que pediram anonimato, referem que "talvez não fosse má ideia adiar como se fez com as crianças. Adiar, escolher uma data no verão e ficar lá porque carnaval nesta época do ano será difícil no futuro". Outro folião atalhou: "Sou do tempo em que liderávamos, mas agora vamos ter de esperar por Estarreja porque por cá nada se decide sem eles", e todos riram. Afinal é Carnaval. https://www.ovarnews.pt/regresso-de-bom-tempo-adiado-carnaval-em-risco/


A noite foi "tranquila” em Ovar em termos de mau tempo, disse hoje de manhã, dia 11, fonte dos bombeiros locais à agência Lusa, e a Câmara abriu o recinto do Mercado Municipal para estacionamento de viaturas habitualmente parqueadas junto ao rio.
A medida foi implementada para garantir um espaço de estacionamento mais seguro aos moradores que residem junto ao rio Cáster, para evitar situações como a que terça-feira levou à inundação de carros e garagens coletivas devido ao rápido extravasar do curso de água no centro da cidade.
“O Mercado Municipal estará aberto e disponível para estacionamento gratuito. Com esta medida, a autarquia procura colmatar os problemas resultantes das cheias verificadas no centro da cidade nas últimas horas”, disse fonte da Câmara.
Com situação de calamidade decretada desde 01 de fevereiro, o Município de Ovar tem tido várias ruas cortadas temporariamente, devido a lençóis de água, estando a Comissão Municipal de Proteção Civil a fazer “um acompanhamento permanente no terreno da evolução das intempéries”. Ontem, duas famílias foram desalojadas, incluindo uma bebé de um mês.
Mesmo assim, a Câmara apela a que a população antecipe situações de risco e adote “comportamentos preventivos”, como o de evitar a circulação e o estacionamento junto ao rio, em zonas de ria e em praias com grande agitação marítima, como as do Furadouro e Maceda.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 de fevereiro para 68 concelhos, sendo Ovar um deles. https://www.ovarnews.pt/madrugada-foi-calma-mas-ovar-mantem-se-em-alerta/


Tal como Estarreja e Famalicão, Ovar e a CP – Comboios de Portugal renovaram a parceria que volta a garantir descontos especiais para o Carnaval. Assim, entre os dias 15 e 17 de fevereiro, os foliões podem viajar até Ovar com um bilhete de ida e volta por apenas 3€.
“Com esta importante parceria, a autarquia pretende proporcionar aos foliões uma experiência mais confortável e segura, reforçando simultaneamente o compromisso com a sustentabilidade que é uma das prioridades do evento”, destaca Domingos Silva, Presidente da Câmara Municipal de Ovar, valorizando a continuidade desta colaboração de longa data. “Esta renovação comprova o prestígio e a credibilidade do Carnaval de Ovar e evidencia a responsabilidade da CP com os territórios”.
A promoção é válida para os Comboios Urbanos do Porto e aplica-se exclusivamente a compras antecipadas, efetuadas entre os dias 2 e 14 de fevereiro, nas bilheteiras da CP.
Para além dos preços promocionais, prevê-se ainda que, nestes dias, seja reforçado o número de comboios e de lugares.
A Estação de Ovar localiza-se perto do centro da cidade e dos locais onde se realizam os espetáculos previstos no programa do Carnaval de Ovar.
Consulte os horários aqui: https://www.cp.pt/info/w/carnival https://www.ovarnews.pt/folioes-tem-desconto-na-cp-para-vir-ao-carnaval-de-ovar/
terça-feira, fevereiro 10, 2026


Os Bombeiros Voluntários de Esmoriz foram chamados a resgatar uma família de Maceda, no concelho de Ovar, incluindo um bebé de três anos.
Segundo adianta a CMtv, o nível da água da denominada Vala de Maceda, começou a subir por volta de madrugada, chegando até meio da casa e apanhando a família de surpresa.
Os Bombeiros tiveram de usar um bote para chegar à casa mas, felizmente, que todos foram salvos, incluindo um bebé de três anos. A família foi realojada, já que a água deixou a casa destas pessoas inabitável. https://www.ovarnews.pt/maceda-bombeiros-salvaram-bebe-de-tres-anos-das-aguas/


A circulação está suspensa na Linha do Norte, entre Estarreja e Cacia, devido ao mau tempo, com impacto na infraestrutura por causa das inundações.
O centro de Estarreja tem estado praticamente isolada com a subida do nível dobrio Antuã.
SALREU - ESTARREJA - EN109 cortada entre a Ponte de Antuã e a Rotunda do Hospital. ALTERNATIVA: Seguir pela A29 ou A1 de Salreu para Avanca, depois em Avanca pela variante entre a rotunda da Auto-Estrada e Pardilhó, alcançando Estarreja pelo interior do Parque Industrial ou pela Estrada da Gândara (Pardilhó-Estarreja).
AVANCA - ESTARREJA - EN109 cortada entre Avanca e Estarreja. Também cortada a estrada em Beduído, próximo da capela de Santa Bárbara (rio da Bica), pelo que é inviável o desvio por Santo Amaro. ALTERNATIVA: Em Avanca, pela variante entre a rotunda da Auto-Estrada e Pardilhó, alcançando Estarreja pelo interior do Parque Industrial ou pela Estrada da Gândara (Pardilhó-Estarreja).
AVANCA - PARDILHÓ. Estrada Avanca - Pardilhó cortada nos Moínhos do Carvalhal (entrada de Pardilhó). ALTERNATIVA: Seguir pela variante entre a rotunda da Auto-Estrada e Pardilhó. https://www.ovarnews.pt/estarreja-isolada-devido-a-subida-das-aguas-do-rio-antua/


Depois de uma "noite sem dormir, a pensar nos workshops, especialmente planeados para os mais pequenos que estavam entusiasmados e nos seniores que nos esperavam com tanto carinho", Paulo Costa, da Padaria na Estrada, faz o ponto da situação: "Reunimos logo de manhã na Câmara de Ovar e há bons sinais de que este problema administrativo pode ser resolvido. Mas, como não depende só de nós, temos de aguardar".Uma coisa é certa para o responsável: "O que depende de nós é isto: não vamos desistir. Vamos voltar, vamos reagendar, e vamos fazer acontecer — ainda melhor — porque vocês merecem". https://www.ovarnews.pt/padaria-na-estrada-reuniu-com-a-camara-e-diz-que-tem-bons-sinais-de-solucao/
O caudal do rio Cáster, no centro da cidade de Ovar, está a subir continuamente desde a madrugada desta terça-feira.
As águas correm turvas com alguma violência, alagando as margens, nomeadamente, o Parque Urbano.
Estas são imagens recolhidas hoje que fazem lembrar as grandes cheias em Ovar, ocorridas em março de 2001, que paralisaram o centro da cidade, inundaram comércios e causaram uma vítima mortal devido ao transbordo do rio Cáster.
Eventos de pluviosidade intensa, como em 2014 e janeiro de 2025, provocaram inundações repetidas, com destaque para a zona industrial, o Largo da Poça e o Furadouro.
Aquele foi o evento mais severo de que a população se recorda, quando as águas do rio Cáster, carregadas de lama, submergiram o centro histórico, destruíram viaturas na rua Elias Garcia e causaram estragos significativos no comércio local.
A Proteção Civil e os Bombeiros de Ovar estão no terreno, mas é importante seguir os conselhos e os avisos de precaução emanados pelas autoridades. https://www.ovarnews.pt/rio-caster-galga-margens-e-ameaca-centro-de-ovar/
As águas correm turvas com alguma violência, alagando as margens, nomeadamente, o Parque Urbano.
Estas são imagens recolhidas hoje que fazem lembrar as grandes cheias em Ovar, ocorridas em março de 2001, que paralisaram o centro da cidade, inundaram comércios e causaram uma vítima mortal devido ao transbordo do rio Cáster.
Eventos de pluviosidade intensa, como em 2014 e janeiro de 2025, provocaram inundações repetidas, com destaque para a zona industrial, o Largo da Poça e o Furadouro.
Aquele foi o evento mais severo de que a população se recorda, quando as águas do rio Cáster, carregadas de lama, submergiram o centro histórico, destruíram viaturas na rua Elias Garcia e causaram estragos significativos no comércio local.
A Proteção Civil e os Bombeiros de Ovar estão no terreno, mas é importante seguir os conselhos e os avisos de precaução emanados pelas autoridades. https://www.ovarnews.pt/rio-caster-galga-margens-e-ameaca-centro-de-ovar/


“Lidar com inaladores implica uma aprendizagem que, acima de tudo, exige manuseio, exige capacidade de identificação do erro e saber ensinar”
Em todo o caso, Eurico Silva deixa claro que “lidar com inaladores implica uma aprendizagem que, acima de tudo, exige manuseio, exige capacidade de identificação do erro e saber ensinar”. No seu entender, “entramos em níveis de aprendizagem que não é viável conseguir atingir na faculdade ou numa simples palestra”.
Ler artigo in "Just News" https://www.ovarnews.pt/nos-ultimos-40-anos-os-inaladores-ficaram-mais-simples-contudo-a-taxa-de-erros-continua-elevada/
segunda-feira, fevereiro 09, 2026


A Padaria na Estrada, instalada numa loja temporária, no centro da cidade por ocasião do Carnaval, foi esta segunda-feira, encerrada por ordem da Câmara Municipal. Em causa está "uma questão de licenciamento do edifício", segundo adiantou o responsável pelo negócio.
"Recebemos esta decisão com surpresa e preocupação, porque sempre trabalhámos com dedicação, transparência e respeito pela comunidade, criando valor local e servindo diariamente os nossos clientes com profissionalismo", lamenta o comerciante.
Mesmo assim, garante estar já a "desenvolver todos os esforços para resolver esta situação com a maior urgência possível, para que possamos retomar o atendimento em Ovar o mais rapidamente possível".
"Acreditamos que este processo poderia ter sido conduzido de forma mais dialogante e proporcional e consideramos que existiam alternativas menos prejudiciais para a atividade, para a equipa e para os nossos clientes, sem necessidade do aparato que foi utilizado".
Seja como for, promete que que "amanhã, estaremos bem cedo, na Câmara Municipal de Ovar, para expor a situação e apelar ao bom senso, à razoabilidade e ao direito de trabalhar de quem procura cumprir e corrigir o que for necessário". https://www.ovarnews.pt/padaria-na-estrada-encerrada-pela-autarquia-por-falta-de-licenciamento/


Rodrigo Oliveira Patrício esteve em grande plano no XI Troféu das Fogaceiras, ao bater três recordes nacionais S14, nas provas de 100m Costas (1:14.86), 200m Costas (2:37.61) e 400m Estilos (5:27.16).
A HMC Sports, em Santa Maria da Feira, foi palco do XI Troféu das Fogaceiras, uma das mais relevantes competições do calendário nacional de Natação Adaptada e o evento ficou marcado por um elevado nível competitivo, ambiente de grande inclusão e, pela queda de vários Recordes Nacionais e Recordes Europeus.
https://www.ovarnews.pt/rodrigo-patricio-bate-tres-recordes-nacionais/
A Polícia de Segurança Pública (PSP) lança a operação “Polícia Sempre Presente – Carnaval em Segurança 2026”, que decorrerá entre os dias 09 a 18 de fevereiro em todo o território nacional, com o objetivo de aumentar a visibilidade policial e prevenir ilícitos criminais durante o período carnavalesco.
Este reforço da presença policial focar-se-á no policiamento de proximidade para promover o sentimento de segurança dos cidadãos e fortalecer a confiança na instituição. A operação assenta em seis pilares fundamentais: visibilidade e proatividade policial, segurança rodoviária, proximidade, fiscalização de estabelecimentos, segurança na posse e utilização de artigos de pirotecnia e segurança em espetáculos de grande lotação, relevância social ou comunitária.
A PSP mostrará especial atenção às deslocações dos cidadãos para os eventos e ao andamento dos festejos, garantindo que todos usufruam da época com segurança e tranquilidade. Entre os principais desfiles que a PSP acompanhará, devido à elevada concentração populacional, destacam-se as cidades de Funchal, Ovar, Torres Vedras, Caldas da Rainha, Braga, Tomar e Guarda.
https://www.ovarnews.pt/psp-reforca-presenca-e-seguranca-nas-celebracoes-de-carnaval/
Este reforço da presença policial focar-se-á no policiamento de proximidade para promover o sentimento de segurança dos cidadãos e fortalecer a confiança na instituição. A operação assenta em seis pilares fundamentais: visibilidade e proatividade policial, segurança rodoviária, proximidade, fiscalização de estabelecimentos, segurança na posse e utilização de artigos de pirotecnia e segurança em espetáculos de grande lotação, relevância social ou comunitária.
A PSP mostrará especial atenção às deslocações dos cidadãos para os eventos e ao andamento dos festejos, garantindo que todos usufruam da época com segurança e tranquilidade. Entre os principais desfiles que a PSP acompanhará, devido à elevada concentração populacional, destacam-se as cidades de Funchal, Ovar, Torres Vedras, Caldas da Rainha, Braga, Tomar e Guarda.
https://www.ovarnews.pt/psp-reforca-presenca-e-seguranca-nas-celebracoes-de-carnaval/
O Município de Espinho marcou presença na sessão de apresentação da XVII edição dos Fins de Semana Gastronómicos, que decorreu no passado dia 4 de fevereiro, no Solar de Vila Meã, em Barcelos. O evento, promovido pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal em colaboração com o Município de Barcelos, reuniu dezenas de concelhos da região para dar o mote a um ciclo que celebra a identidade culinária do Norte.
Espinho fez-se representar pelo vereador André Guimarães, levando até ao certame algumas das iguarias mais emblemáticas da cidade. Durante a sessão de degustação, foram promovidos pratos que definem o património gastronómico local, com destaque para a caldeirada de peixe, o camarão de Espinho e a tradicional petinga.
A iniciativa dos Fins de Semana Gastronómicos, que em 2026 envolve 69 municípios e centenas de restaurantes, pretende criar uma ligação emocional entre os visitantes e os destinos através das receitas tradicionais e dos vinhos da região.
🗓️ No concelho de Espinho, o fim de semana dedicado a esta iniciativa decorrerá nos dias 22, 23 e 24 de maio. A par da oferta gastronómica nos restaurantes aderentes, o Município prepara um programa de animação focado nas tradições locais. https://www.ovarnews.pt/fins-de-semana-gastronomicos-2026-espinho-promove-sabores-do-mar/
Espinho fez-se representar pelo vereador André Guimarães, levando até ao certame algumas das iguarias mais emblemáticas da cidade. Durante a sessão de degustação, foram promovidos pratos que definem o património gastronómico local, com destaque para a caldeirada de peixe, o camarão de Espinho e a tradicional petinga.
A iniciativa dos Fins de Semana Gastronómicos, que em 2026 envolve 69 municípios e centenas de restaurantes, pretende criar uma ligação emocional entre os visitantes e os destinos através das receitas tradicionais e dos vinhos da região.
🗓️ No concelho de Espinho, o fim de semana dedicado a esta iniciativa decorrerá nos dias 22, 23 e 24 de maio. A par da oferta gastronómica nos restaurantes aderentes, o Município prepara um programa de animação focado nas tradições locais. https://www.ovarnews.pt/fins-de-semana-gastronomicos-2026-espinho-promove-sabores-do-mar/


Mudar de casa não precisa virar um épico de caos. Com algumas escolhas inteligentes, você corta stress, economiza tempo e evita perdas. Pense neste guia como um copiloto prático - simples, direto e testado.
Planeie como quem viaja leve
Comece pelo roteiro da sua mudança e defina datas, responsáveis e limites de volume.
Quando o plano estiver no papel, inclua soluções de apoio - uma opção como storage Lisbon pode manter caixas e móveis seguros enquanto você organiza tudo. Assim você reduz urgências, ganha espaço para respirar e evita decisões apressadas.
Destralhe com coragem
Antes de comprar caixas, escolha o que realmente merece ir com você. Um conselho popular da MovingPlace lembra que cada item que fica para trás representa menos para embalar, transportar e se preocupar - menos peso e mais tranquilidade. Doe, venda ou recicle com uma regra simples: se não usou no último ano, há grande chance de não sentir falta.
Rotule como um profissional
Rotular direito é metade do caminho para desembalar sem dor de cabeça. Um guia prático da Mod24 sugere escrever a identificação em vários lados de cada caixa para manter a visibilidade ao empilhar, o que acelera a triagem e reduz erros. Combine cor por cômodo e um número por caixa para rastrear o conteúdo com precisão.
Orçamento que não surpreende
Dinheiro é um estressor comum em mudanças - por isso calcule cedo. Um levantamento recente da Anytime Estimate apontou que, em 2024, famílias gastaram em média cerca de $2.050 com a mudança, valor que varia com distância, volume e serviços extras. Use esse número como referência e crie uma margem de 10 a 15 por cento para imprevistos.
Embalagem inteligente
Embalagem não é só fita e papel - é estratégia. Proteja o que é frágil, padronize tamanhos e pense no fluxo de desembalar quando chegar. Abaixo vai uma lista rápida para acertar no essencial.
Checklist rápida
● Separe um kit do primeiro dia com roupas, higiene, remédios e cabos.
● Use caixas médias para itens pesados e grandes para itens leves.
● Reforce fundos com fita em H e teste antes de levantar.
● Envolva copos e pratos verticalmente, com papel amassado preenchendo espaços.
● Fotografe ligações de eletrônicos para remontar sem mistério.
● Reserve rolos extras de fita, estilete e marcador - sempre falta um.
Móveis e grandes volumes sem sustos
Desmonte o que puder ainda na casa antiga e guarde parafusos em saquinhos rotulados.
Proteja cantos com papelão e mantenha portas e gavetas travadas com filme plástico. Se houver elevador ou corredor estreito, meça antes e planeie o caminho de entrada - evita retrabalho e danos.
Dia da mudança sem drama
Durma bem, hidrate e comece cedo - energia é um ativo. Tenha uma cópia impressa do inventário e outra no celular, além de etiquetas extras para ajustes de última hora. Combine sinais simples com quem ajuda, como códigos de cor por cômodo, para desembarcar sem gritos.
Chegada e primeiros 7 dias
Posicione móveis grandes primeiro para criar a base dos ambientes. Desembarque por zonas: cozinha e banheiro ganham prioridade, depois quarto e área de trabalho. Reserve um período diário curto para caixas restantes - progresso constante vence maratonas cansativas.
Segurança e serenidade durante a transição
Em mudanças longas ou reformas, manter parte dos pertences fora de casa pode ser o que garante a ordem. Com menos caixas no caminho, você limpa, pinta e monta com mais foco.
Isso protege a sua energia mental; cada pequena decisão fica mais fácil quando o espaço respira.
Tecnologia a seu favor
Use apps de listas e lembretes para centralizar tarefas e prazos - nada de notas perdidas em papéis soltos. Crie um álbum compartilhado com fotos das caixas e dos móveis, o que ajuda toda a equipa a localizar rápido e resolver dúvidas sem telefonemas.
Mudança sustentável sem complicar
Aproveite caixas de segunda mão em bom estado e materiais de enchimento reaproveitados - jornal, toalhas e lençóis funcionam bem. Separe o que não vai levar e destine corretamente para doação ou reciclagem, reduzindo custos e a pegada ambiental ao mesmo tempo.
Organização que dura
Depois de instalar o essencial, use etiquetas reaproveitáveis em armários e prateleiras. Caixa transparente para itens que você usa pouco ajuda a ver sem abrir. Uma regra simples de manutenção - entrou algo novo, algo antigo sai - mantém a casa enxuta por muito tempo.
https://www.ovarnews.pt/mudar-de-casa-sem-enlouquecer-dicas-que-voce-vai-agradecer/
O mau tempo abrandou no fim de semana, mas vai regressar em força nesta semana de 9 a 15 de fevereiro. É o "Nils", que promete elevar o risco de cheias severas, com especial preocupação nas bacias hidrográficas do Douro, Vouga e Mondego, regiões onde se prevê maior intensidade de chuva,
A precipitação, desta vez mais presente no Norte e Centro de Portugal continental, devido a uma massa de ar com características tropicais, promete elevar para laranja o aviso do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Viana do Castelo, Vila Real, Braga, Porto, Aveiro e Viseu estarão sob aviso laranja esta terça-feira, enquanto que o resto do território Norte e Centro ficará sob aviso amarelo, de acordo com o site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O deslocamento do anticiclone dos Açores mais para norte vai permitir que Portugal não seja tão afetado por ondulações frontais e massas de ar com elevados conteúdos em água. Além da precipitação, o mar deverá apresentar-se muito agitado. Na terça-feira, dia 10, são esperadas ondas entre quatro e cinco metros na Costa Ocidental, podendo aumentar ainda mais na quarta-feira, situação que deverá motivar novos avisos por parte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Catorze pessoas, inclusive um bombeiro que ajudava nas operações de resgate, morreram nas últimas duas semanas devido às tempestades que assolaram o país. Muitas ficaram ainda feridas ou perderam as suas casas e negócios. Ao todo, são milhões e milhões de euros em prejuízos. https://www.ovarnews.pt/depois-da-marta-quem-se-segue-o-nils-e-traz-uma-semana-de-chuva/
A precipitação, desta vez mais presente no Norte e Centro de Portugal continental, devido a uma massa de ar com características tropicais, promete elevar para laranja o aviso do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Viana do Castelo, Vila Real, Braga, Porto, Aveiro e Viseu estarão sob aviso laranja esta terça-feira, enquanto que o resto do território Norte e Centro ficará sob aviso amarelo, de acordo com o site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O deslocamento do anticiclone dos Açores mais para norte vai permitir que Portugal não seja tão afetado por ondulações frontais e massas de ar com elevados conteúdos em água. Além da precipitação, o mar deverá apresentar-se muito agitado. Na terça-feira, dia 10, são esperadas ondas entre quatro e cinco metros na Costa Ocidental, podendo aumentar ainda mais na quarta-feira, situação que deverá motivar novos avisos por parte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Catorze pessoas, inclusive um bombeiro que ajudava nas operações de resgate, morreram nas últimas duas semanas devido às tempestades que assolaram o país. Muitas ficaram ainda feridas ou perderam as suas casas e negócios. Ao todo, são milhões e milhões de euros em prejuízos. https://www.ovarnews.pt/depois-da-marta-quem-se-segue-o-nils-e-traz-uma-semana-de-chuva/
domingo, fevereiro 08, 2026
António José Seguro foi eleito Presidente da República na segunda volta realizada este domingo, vencendo no concelho de Aveiro com 71,54% (20.564 votos).
André Ventura recebeu 8.179 votos (28,46%).
No distrito de Aveiro, apenas Espinho e São João da Madeira deram mais votos a António José Seguro.
Em, o novo Presidente venceubem todaa as freguesias. https://www.ovarnews.pt/presidenciais-seguro-obtem-resultado-expressivo-em-ovar/
André Ventura recebeu 8.179 votos (28,46%).
No distrito de Aveiro, apenas Espinho e São João da Madeira deram mais votos a António José Seguro.
Em, o novo Presidente venceubem todaa as freguesias. https://www.ovarnews.pt/presidenciais-seguro-obtem-resultado-expressivo-em-ovar/


A Ovarense venceu, este sábado, o S. Roque, por 5-2, e beneficiou da derrota, em casa, do SC Espinho, para alargar a distância do segundo lugar para cinco pontos.
Marcaram Gonçalo Semedo (2), Mário Correia (2) e André Claro.
Resultados e classificações. https://www.ovarnews.pt/ovarense-aplica-chapa-cinco-ao-s-roque/
Nos últimos dias e especialmente ontem ouvimos repetidamente as autoridades fazerem avisos muito claros para que as pessoas evitem sair de casa. O próprio comandante nacional da Proteção Civil foi taxativo ao alertar para riscos reais para a população. Falou de inundações rápidas, quedas de árvores, estradas cortadas e vento capaz de projetar objetos. Não foram avisos ligeiros. Foram alertas sérios e fundamentados.
Acontece que amanhã é dia da segunda volta das eleições presidenciais e espera- se que milhões de pessoas saiam de casa para votar. Sim, milhões, porque nenhum candidato quer uma abstenção elevada. Mas que ela vai ser alta, disso não tenho a menor dúvida.
É aqui que começa a legitimidade da questão. Ficaria a democracia ferida se as eleições fossem adiadas uma semana?
Eu sei que a lei não permite adiar eleições nacionais a não ser em situações muito específicas. Mas perante um cenário destes não faz sentido perguntar se adiar uma semana colocaria a democracia em causa? A democracia não é tão frágil que não aguente sete dias de espera. O que a fragiliza é ignorar a realidade e colocar as pessoas em risco quando existe uma alternativa simples.
Em condições normais é habitual vermos na televisão filas de pessoas à espera para votar. Isso é o normal da democracia. Mas alguém no seu perfeito juízo acredita que grande parte dos portugueses vai sair de casa com o tempo neste estado? Se com bom tempo a abstenção já é o que é, imaginem agora.
Claro que não pode haver democracia à escolha do freguês dependendo do tempo.
Mas aqui não estamos a falar de uma chuvada. Estamos a falar de alertas oficiais para permanecer em casa. Não se pode ter a Proteção Civil a dizer às pessoas para se protegerem e logo a seguir esperar que milhões saiam à rua para votar como se nada fosse.
Há outro cenário que ninguém quer imaginar mas que é perfeitamente possível.
Um dos receios de António José Seguro é que a abstenção seja tão alta que prejudique a legitimidade democrática. E ele tem razão. Uma abstenção recorde é mau para a democracia.
Agora imaginem que a abstenção dispara para lá dos 70% e que Ventura vence a segunda volta. O filme é fácil de prever. Teríamos debates especiais em todas as televisões com comentadores em estado de choque e editoriais inflamados. As esquerdas iam logo exigir que a segunda volta fosse repetida porque a democracia ficou ferida ou porque o presidente eleito não tem legitimidade. Vocês sabem perfeitamente como seria o coro. E sim, estes dois cenários podem acontecer.
Podem mesmo. Depois não vai faltar quem tente arranjar um culpado conveniente. Só não vale mais uma vez pôr as culpas em Passos Coelho.
E aqui por muito que custe admitir o Ventura tocou num ponto real. O problema é que o estilo populista dele faz com que a mensagem se perca no ruído. E também é verdade que tudo o que ele diz é imediatamente atacado pela esquerda e pela
comunicação social. Se a mesma ideia tivesse sido lançada pelo Seguro ou por alguém da chamada esquerda caviar provavelmente seria apresentada como uma medida sensata e responsável. Mas como veio de quem veio foi logo descartada.
Convém dizer isto sem rodeios. Esta discussão sobre o adiamento só não existe porque foi o Ventura a levantá-la. Tenho a certeza de que se tivesse sido outro político não haveria metade do alarido. Da mesma forma que raramente se ouve um comentador admitir que ele ganhou um debate também ninguém vai arriscar dizer que desta vez ele tinha razão. Seria quase um escândalo nacional. Mas sejamos sérios. Concordar com alguém numa ideia concreta não transforma ninguém em apoiante desse partido. É apenas reconhecer um facto.
Para concluir, não estou a defender ninguém. Estou apenas a dizer que num país onde as autoridades pedem às pessoas para não saírem de casa talvez fosse razoável discutir se faz sentido obrigar milhões de eleitores a irem votar nestas condições, uma vez que, para mim, a democracia não se fragiliza por esperar sete dias. Fragiliza-se quando se recusa sequer discutir soluções por causa de quem as propõe.
Rui Pires da Silva (ruipiresdasilva@sapo.pt) https://www.ovarnews.pt/ficaria-a-democracia-ferida-se-as-eleicoes-fossem-adiadas-uma-semana-por-rui-pires-da-silva/
Acontece que amanhã é dia da segunda volta das eleições presidenciais e espera- se que milhões de pessoas saiam de casa para votar. Sim, milhões, porque nenhum candidato quer uma abstenção elevada. Mas que ela vai ser alta, disso não tenho a menor dúvida.
É aqui que começa a legitimidade da questão. Ficaria a democracia ferida se as eleições fossem adiadas uma semana?
Eu sei que a lei não permite adiar eleições nacionais a não ser em situações muito específicas. Mas perante um cenário destes não faz sentido perguntar se adiar uma semana colocaria a democracia em causa? A democracia não é tão frágil que não aguente sete dias de espera. O que a fragiliza é ignorar a realidade e colocar as pessoas em risco quando existe uma alternativa simples.
Em condições normais é habitual vermos na televisão filas de pessoas à espera para votar. Isso é o normal da democracia. Mas alguém no seu perfeito juízo acredita que grande parte dos portugueses vai sair de casa com o tempo neste estado? Se com bom tempo a abstenção já é o que é, imaginem agora.
Claro que não pode haver democracia à escolha do freguês dependendo do tempo.
Mas aqui não estamos a falar de uma chuvada. Estamos a falar de alertas oficiais para permanecer em casa. Não se pode ter a Proteção Civil a dizer às pessoas para se protegerem e logo a seguir esperar que milhões saiam à rua para votar como se nada fosse.
Há outro cenário que ninguém quer imaginar mas que é perfeitamente possível.
Um dos receios de António José Seguro é que a abstenção seja tão alta que prejudique a legitimidade democrática. E ele tem razão. Uma abstenção recorde é mau para a democracia.
Agora imaginem que a abstenção dispara para lá dos 70% e que Ventura vence a segunda volta. O filme é fácil de prever. Teríamos debates especiais em todas as televisões com comentadores em estado de choque e editoriais inflamados. As esquerdas iam logo exigir que a segunda volta fosse repetida porque a democracia ficou ferida ou porque o presidente eleito não tem legitimidade. Vocês sabem perfeitamente como seria o coro. E sim, estes dois cenários podem acontecer.
Podem mesmo. Depois não vai faltar quem tente arranjar um culpado conveniente. Só não vale mais uma vez pôr as culpas em Passos Coelho.
E aqui por muito que custe admitir o Ventura tocou num ponto real. O problema é que o estilo populista dele faz com que a mensagem se perca no ruído. E também é verdade que tudo o que ele diz é imediatamente atacado pela esquerda e pela
comunicação social. Se a mesma ideia tivesse sido lançada pelo Seguro ou por alguém da chamada esquerda caviar provavelmente seria apresentada como uma medida sensata e responsável. Mas como veio de quem veio foi logo descartada.
Convém dizer isto sem rodeios. Esta discussão sobre o adiamento só não existe porque foi o Ventura a levantá-la. Tenho a certeza de que se tivesse sido outro político não haveria metade do alarido. Da mesma forma que raramente se ouve um comentador admitir que ele ganhou um debate também ninguém vai arriscar dizer que desta vez ele tinha razão. Seria quase um escândalo nacional. Mas sejamos sérios. Concordar com alguém numa ideia concreta não transforma ninguém em apoiante desse partido. É apenas reconhecer um facto.
Para concluir, não estou a defender ninguém. Estou apenas a dizer que num país onde as autoridades pedem às pessoas para não saírem de casa talvez fosse razoável discutir se faz sentido obrigar milhões de eleitores a irem votar nestas condições, uma vez que, para mim, a democracia não se fragiliza por esperar sete dias. Fragiliza-se quando se recusa sequer discutir soluções por causa de quem as propõe.
Rui Pires da Silva (ruipiresdasilva@sapo.pt) https://www.ovarnews.pt/ficaria-a-democracia-ferida-se-as-eleicoes-fossem-adiadas-uma-semana-por-rui-pires-da-silva/
sábado, fevereiro 07, 2026


Devido às condições meteorológicas adversas e ao aumento do caudal das linhas de água, várias vias na área do Comando Territorial de Aveiro da GNR encontram-se interditas ou condicionadas por motivos de inundação, desmoronamentos e abatimento do piso.
Águeda
🚧 Rua da Pateira, Fermentelos — inundação
🚧 Estrada do Campo, Espinhel — inundação
🚧 Estrada do Campo, Recardães — inundação
Albergaria-a-Velha
🚧 EM577, Alquerubim — inundação
🚧 EN 230-2, Angeja — inundação
🚧 M553, Ribeira de Fráguas — abatimento do piso da estrada
🚧 M556, Albergaria — desmoronamento
Arrancada
🚧 Rua do Campo, Segadães — inundação
🚧 Estrada Real, Lamas do Vouga — inundação
🚧 Rua do Covão, Aguieira, Valongo do Vouga — desmoronamento
🚧 Rua Ponte da Barca, Serém — inundação
🚧 EM 577, Fontinha — inundação
Anadia
🚧 Rua São Simão, São Lourenço do Bairro — inundação
Sangalhos
🚧 Rua da ETAR, Avelãs de Caminho — inundação
Avanca
🚧 Rua do Mourão — inundação
Estarreja
🚧 Rua da Estação, Canelas — inundação
🚧 Rua do Vale, Fermelã — inundação
🚧 Rua General Artur Beirão, Canelas — inundação
🚧 Estrada paralela à linha férrea, junto à BIORIA, Canelas — inundação
🚧 Rua do Feiro, Salreu — inundação
Murtosa
🚧 Rua Arcebispo Cangranor, Bunheiro — inundação
🚧 Travessa Arrais Francisco Faustino, Torreira — inundação
🚧 Rua Caminho das Remolhas, Bunheiro — inundação
🚧 Travessa Béstida, Bunheiro — inundação
🚧 Marginal Padre António Pinheiro, Bunheiro — inundação
🚧 Rua do Emigrante, Veiros — inundação
Aveiro
🚧 Rua Direita, Requeixo — inundação
🚧 Rua da Pateira, Requeixo — inundação
Cacia
🚧 Rua Marquês de Pombal, Cacia — inundação
Esmoriz / Maceda
🚧 Avenida da Praia, Esmoriz — desmoronamento
🚧 Rua de Baixo, Maceda — inundação
Ílhavo
🚧 Rua do Sul, Gafanha da Aquém — inundação
⚠️ Vias condicionadas
🚧 IC2 Km 239 – Sentido Norte/Sul – Lamas do Vouga — desmoronamento
🚧 Rua do Cemitério, Troviscal (Bustos) — desmoronamento
🚧 Rua da Floresta, Esmoriz — ventos fortes
🚧 Avenida da Nato, Maceda — ventos fortes
🚧 Rua da Estrada Nova, Maceda — ventos fortes
🚧 Rua do Buçaquinho, Esmoriz — ventos fortes https://www.ovarnews.pt/99645-2/
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