O Hospital São Miguel, em Oliveira de Azeméis, está parcialmente encerrado devido à presença excessiva de baratas nas instalações. A situação foi detetada na segunda-feira e levou ao encerramento das áreas mais afetadas a partir do dia seguinte.
Ler artigo.
https://www.ovarnews.pt/infestacao-de-baratas-leva-ao-encerramento-parcial-de-hospital-em-oliveira-de-azemeis/
quarta-feira, agosto 12, 2026


O Grupo de Bandolins de Esmoriz, associado coletivo da Fundação INATEL, promoveu
a iniciativa "Cantar, Respirar e Recordar – Música Tradicional, Bem - Estar Respiratório
e Participação Ativa", no âmbito do projeto INATEL Longevidade+, junto do Grupo de
Ação Social de São Vicente de Pereira.
Integrada no Eixo I – Eventos de Curta Duração do projeto INATEL Longevidade+, a
iniciativa procurou promover o envelhecimento ativo e saudável através da cultura, da
saúde e bem - estar e da participação social, recorrendo à música como forma de
estimular a memória, incentivar a interação e envolver ativamente os participantes.
Desenvolvida em dois momentos, nos dias 4 e 25 de julho, a iniciativa contou com letras,
arranjos musicais e pequenos instrumentos de percussão preparados pela Orquestra
de Bandolins de Esmoriz. Na primeira sessão, os participantes foram convidados a
recor dar músicas tradicionais portuguesas, acompanhando os temas através das
letras e dos instrumentos disponibilizados e assumindo um papel ativo na experiência
musical.
Na segunda sessão, com a colaboração de elementos do Grupo Coral de Esmoriz, foram
revisitadas as músicas cantadas e ensaiadas anteriormente, num ambiente de partilha
e interação que permitiu recordar os temas trabalhados e reforçar o envolvimento dos
participantes.
Através da música tradicional e da participação ativa, "Cantar, Respirar e Recordar"
proporcionou momentos de convívio, estimulação da memória e valorização da cultura popular, contribuindo para uma vivência mais participativa e positiva do
envelhecimento.
iniciativa reforçou o compromisso conjunto da Fundação INATEL e do Grupo de Bandolins de Esmoriz na promoção de comunidades mais participativas, inclusivas e preparadas para os desafios e oportunidades associados ao aumento da longevidade.
O INATEL Longevidade +:
O INATEL Longevidade+ é um projeto promovido pela Fundação INATEL, financiado pelo
Pessoas 2030, que pretende contribuir para a promoção da longevidade ativa e saudável através da sensibilização, capacitação e envolvimento de pessoas com 55 ou
mais anos de idade, em situação de vulnerabilidade. Assente numa abordagem
integrada e multidimensional, o projeto procura valorizar o processo de envelhecimento enquanto oportunidade de desenvolvimento pessoal, participação social e reforço da qualidade de vida, prom ovendo estilos de vida mais ativos, informados e saudáveis. https://www.ovarnews.pt/musica-tradicional-promoveu-envelhecimento-ativo-e-participacao-em-ovar/
O extremo norte-americano, Devan Cambridge, de 25 anos, é reforço da Ovarense para a época 2026/27.
Com um percurso assinalável pela NCAA D1, e vindo da University of Central Florida, Cambridge cumprirá em Ovar a sua primeira temporada em solo europeu.
Muita energia, garra e altos voos: ingredientes que não faltarão em nossa casa. https://www.ovarnews.pt/devan-cambridge-e-reforco-da-ovarense-para-a-epoca-2026-27/
Com um percurso assinalável pela NCAA D1, e vindo da University of Central Florida, Cambridge cumprirá em Ovar a sua primeira temporada em solo europeu.
Muita energia, garra e altos voos: ingredientes que não faltarão em nossa casa. https://www.ovarnews.pt/devan-cambridge-e-reforco-da-ovarense-para-a-epoca-2026-27/


A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) considerou que o projeto de execução da futura linha ferroviária de alta velocidade entre Porto e Gaia está em conformidade com a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) anteriormente emitida, dando luz verde à empreitada.
A decisão, datada de segunda-feira, determina que a conformidade ambiental dos subtroços quatro e cinco (do troço Porto-Oiã), fica dependente do cumprimento dos termos e condições estabelecidos pela APA.
O troço em causa tem cerca de 21 quilómetros, começa no concelho de Ovar, já próximo de Espinho, e termina na estação de Campanhã, no Porto. A entrada em funcionamento está prevista para 2030, enquanto a ligação de alta velocidade entre Porto e Lisboa deverá ficar concluída em 2032.
A reformulação do projeto pelo consórcio construtor permitiu recuperar várias das soluções previstas no estudo prévio e aprovadas na Declaração de Impacte Ambiental (DIA).
Segundo o Jornal de Notícias, uma das principais alterações diz respeito à futura estação de Vila Nova de Gaia. A solução agora considerada ambientalmente conforme mantém a construção de uma estação subterrânea em Santo Ovídio, em articulação com o planeamento urbanístico do município.
A localização tinha sido alvo de uma proposta alternativa apresentada pelo consórcio em abril de 2025, que previa a transferência da estação para Vilar do Paraíso e alterações no traçado para permitir uma solução à superfície.
A proposta acabou por ser rejeitada pela APA em dezembro de 2025. Na altura, a agência considerou que a localização de Vilar do Paraíso ficaria numa “zona periférica” e não asseguraria a necessária “intermodalidade com outros meios de transporte público”.
Também a travessia do Douro regressa à solução prevista no estudo prévio: uma ponte rodoferroviária com dois tabuleiros. O consórcio tinha proposto a construção de duas pontes distintas, uma para a ferrovia e outra para o tráfego rodoviário. Essa alteração foi igualmente chumbada pela APA.
Na reformulação agora apresentada, mantém-se uma única ponte rodoferroviária, embora com uma solução arquitetónica diferente da inicialmente prevista. Segundo o Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), a nova solução não deverá descaracterizar a paisagem, contribuindo antes para reforçar o seu carácter atual.
A estação de Porto-Campanhã será reformulada e ampliada para permitir a integração da linha de alta velocidade, de acordo com a solução aprovada na fase de estudo prévio.
O projeto foi entretanto desenvolvido e pormenorizado em articulação com o Plano de Urbanização de Campanhã, que está a ser preparado pela Câmara do Porto, com a colaboração da Infraestruturas de Portugal.
A reformulação inclui ainda um aumento significativo do número de restabelecimentos viários, que passam de sete para 41.
A medida pretende reduzir o efeito barreira da linha e garantir a continuidade da rede viária local em função do levantamento cadastral e do projeto de expropriações.
Os túneis previstos no estudo prévio mantêm-se no projeto, assumindo particular importância devido ao atravessamento de zonas densamente urbanizadas, sobretudo em Vila Nova de Gaia.
Foram introduzidas adaptações nos túneis de Negrelos e Gaia, sobretudo devido a condicionantes geotécnicas, construtivas e operacionais identificadas durante a elaboração do projeto de execução.
Segundo a APA, estas alterações permitem assegurar a viabilidade construtiva das soluções sem comprometer o cumprimento das condições ambientais anteriormente estabelecidas.
A futura rede de alta velocidade deverá permitir ligar Porto e Lisboa em cerca de uma hora e 15 minutos em 2032, com possíveis paragens em Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria.
Está igualmente prevista uma ligação de alta velocidade entre Porto e Vigo, passando pelo aeroporto do Porto, Braga, Ponte de Lima e Valença. O percurso poderá ser realizado em cerca de 50 minutos, também a partir de 2032. https://www.ovarnews.pt/apa-da-luz-verde-ambiental-ao-primeiro-troco-da-alta-velocidade-entre-porto-e-gaia/
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alerta para a formação de muita nebulosidade na zona costeira entre o Cabo Raso e Caminha, que vai tornar "quase impossível" a observação do eclipse em várias praias do Norte e Centro do país, em especial perto do Cabo Carvoeiro, em Peniche, também nas praias de Aveiro e da Figueira da Foz.
"É uma faixa longitudinal, mas não se espera que ela penetre muito para o interior, o que significa que vai ficar confinada a uma zona quase de faixa costeira, muito próxima da praia. Ela é mais provável a norte do Cabo Carvoeiro, poderá chegar também a algumas zonas entre Aveiro e Viana do Castelo, outras zonas também ali perto da Figueira da Foz, em algumas dessas praias não se vai conseguir ver", adiantou, em declarações à TSF, a meteorologista Ângela Lourenço.
O IPMA sugere, por isso, que a população se desloque para regiões mais interiores: "Prevêem-se boas condições para a visualização do eclipse em praticamente todo o território, com exceção de uma faixa costeira do litoral, no Norte e Centro, que à hora do eclipse se prevê que esteja com nebulosidade. Essa nebulosidade poderá ser compacta e vai dificultar em muito, ou mesmo tornar impossível, a visualização do eclipse. O que nós temos estado a sugerir é que quem possa se desloque, talvez, um bocadinho mais para o interior e para zonas um pouco mais altas, para poderem ter melhores condições para visualização do eclipse".
De olhos postos no céu, mas protegidos com óculos apropriados, Portugal vai testemunhar esta quarta-feira, numa rara oportunidade, um eclipse total do Sol, embora só numa pequena zona do Parque Natural de Montesinho, em Bragança.
Nesta zona, o fenómeno, que já não sucedia em Portugal desde 1912, terá a duração aproximada de 26 segundos. Nessa altura, foi Ovar o local indicado para assistir ao fenómeno na sua plenitude.
No restante território nacional, o eclipse será parcial, variando a percentagem de ocultação do Sol entre 92% e 99% no continente e entre 74% e 77% nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira https://www.ovarnews.pt/nebulosidade-ameaca-observacao-do-eclipse-em-varias-praias-do-centro/
"É uma faixa longitudinal, mas não se espera que ela penetre muito para o interior, o que significa que vai ficar confinada a uma zona quase de faixa costeira, muito próxima da praia. Ela é mais provável a norte do Cabo Carvoeiro, poderá chegar também a algumas zonas entre Aveiro e Viana do Castelo, outras zonas também ali perto da Figueira da Foz, em algumas dessas praias não se vai conseguir ver", adiantou, em declarações à TSF, a meteorologista Ângela Lourenço.
O IPMA sugere, por isso, que a população se desloque para regiões mais interiores: "Prevêem-se boas condições para a visualização do eclipse em praticamente todo o território, com exceção de uma faixa costeira do litoral, no Norte e Centro, que à hora do eclipse se prevê que esteja com nebulosidade. Essa nebulosidade poderá ser compacta e vai dificultar em muito, ou mesmo tornar impossível, a visualização do eclipse. O que nós temos estado a sugerir é que quem possa se desloque, talvez, um bocadinho mais para o interior e para zonas um pouco mais altas, para poderem ter melhores condições para visualização do eclipse".
De olhos postos no céu, mas protegidos com óculos apropriados, Portugal vai testemunhar esta quarta-feira, numa rara oportunidade, um eclipse total do Sol, embora só numa pequena zona do Parque Natural de Montesinho, em Bragança.
Nesta zona, o fenómeno, que já não sucedia em Portugal desde 1912, terá a duração aproximada de 26 segundos. Nessa altura, foi Ovar o local indicado para assistir ao fenómeno na sua plenitude.
No restante território nacional, o eclipse será parcial, variando a percentagem de ocultação do Sol entre 92% e 99% no continente e entre 74% e 77% nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira https://www.ovarnews.pt/nebulosidade-ameaca-observacao-do-eclipse-em-varias-praias-do-centro/
terça-feira, agosto 11, 2026


Para prosseguir com trabalhos de manutenção da redes de abastecimento, a AdRA vai intervir na União de Freguesias de Albergaria-a-Velha e Valmaior.
Esta intervenção obriga a uma suspensão do abastecimento de água no dia 17/08/2026 entre as 10:00h e as 14:00h, nos seguintes locais e arruamentos:
Rua da Chousa
Para consultar as intervenções no seu município, ligue 808 200 217* e escolha a opção 2, ou então aceda ao site da AdRA, onde as intervenções e ocorrências estão disponíveis e em permanente atualização: AdRA: Informações na Hora.
*Cobrado apenas o 1º minuto - custo de chamada para a rede fixa nacional
https://www.ovarnews.pt/manutencao-da-rede-de-abastecimento-no-municipio-de-albergaria-a-velha-obriga-a-suspensao-perturbacao-temporaria-do-abastecimento/


Portugal passa a dispor da primeira tecnologia Photon Counting em funcionamento no país, uma nova geração de Tomografia Computorizada, considerada a maior evolução tecnológica desta área nas últimas décadas. Ao reforçar a capacidade de diagnóstico e apoiar decisões clínicas mais precisas, esta nova tecnologia poderá ainda contribuir para reduzir a necessidade de exames complementares adicionais e de procedimentos invasivos em múltiplas áreas da Medicina.
Ao contrário da Tomografia Computorizada convencional, a tecnologia Photon Counting mede individualmente cada fotão de radiação X, em vez de integrar toda a energia recebida pelo detetor. Esta diferença tecnológica permite obter imagens anatomicamente mais detalhadas, reduzir artefactos que dificultam a interpretação dos exames e melhorar a caracterização de lesões, tecidos e estruturas anatómicas, algumas de pequena dimensão e mesmo em situações particularmente exigentes, como doentes com calcificações arteriais extensas ou stents coronários.
Para os especialistas, esta evolução representa mais do que uma melhoria da qualidade da imagem. Ao disponibilizar melhor informação desde o primeiro exame, poderá contribuir para diagnósticos mais rigorosos e, em determinados contextos clínicos, diminuir o recurso a estudos adicionais, alguns deles invasivos.
A tecnologia permite igualmente reduzir as doses de radiação e/ou de contraste em determinados protocolos clínicos, mantendo elevados níveis de qualidade diagnóstica – um benefício com particular relevância para doentes que necessitem de exames periódicos ou que apresentem maior vulnerabilidade à exposição cumulativa à radiação ou a produtos de contraste.
“Estamos perante uma evolução muito significativa no diagnóstico por imagem. Não se trata apenas de obter imagens de melhor qualidade. Conseguimos obter mais e melhor informação diagnóstica, observar estruturas anatómicas com um nível de detalhe muito superior e aumentar a confiança no diagnóstico e consequentemente na tomada de decisão”, afirma Luís Curvo Semedo, Médico Radiologista na Joaquim Chaves Saúde.
Na área cardiovascular, uma das principais vantagens está na avaliação da doença arterial coronária, sobretudo em doentes com calcificações importantes ou stents, situações em que a técnica convencional pode apresentar limitações.
“Nesta área, uma das principais mais-valias desta nova tecnologia é a redução dos artefactos provocados pelas calcificações e pelos stents, permitindo uma avaliação mais rigorosa do interior das artérias coronárias. É possível avaliar e esclarecer situações clínicas que anteriormente podiam sofrer de alguma incerteza diagnóstica ou em que os exames de Angio-TC eram mesmo não diagnósticos”, sublinha Carla Saraiva, Médica Radiologista dedicada à área da imagem cardíaca na Joaquim Chaves Saúde.
Também na área respiratória, a tecnologia poderá representar um avanço importante na caracterização de alterações pulmonares muito precoces. A elevada resolução espacial permite uma avaliação mais detalhada de pequenos nódulos pulmonares e de alterações em fase inicial, nomeadamente em contexto de rastreio ou suspeita de cancro do pulmão – uma capacidade que poderá contribuir para diagnósticos mais precoces e mais precisos nas situações em que o detalhe da imagem faz efetivamente a diferença. Também na avaliação de doenças do interstício pulmonar, esta tecnologia poderá trazer diagnósticos mais atempados ao detetar mais precocemente alterações de estruturas anatómicas muito pequenas.
Luis Lebre, diretor clínico da Joaquim Chaves Saúde, adianta que “outra das vantagens é a diminuição do risco cumulativo associado a exames repetidos, algo especialmente importante em doentes que precisam de vigilância periódica (ex: rastreio do cancro do pulmão, doença oncológica em seguimento), em crianças e jovens, mais sensíveis aos efeitos da radiação a longo prazo, e em grávidas, quando o exame é estritamente necessário, assim como a eventual diminuição do risco oncológico devido a menor dose acumulada”.
Para Luís Curvo Semedo, o impacto desta tecnologia é transversal às diferentes especialidades médicas: “mais do que uma evolução tecnológica, estamos perante uma nova capacidade de obter informação diagnóstica a partir da imagem. Isso permite caracterizar melhor diferentes patologias, apoiar decisões terapêuticas de forma mais informada e melhorar a articulação entre especialidades médicas, em benefício do doente.”
Os benefícios da tecnologia Photon Counting estendem-se a múltiplas áreas da medicina, incluindo Cardiologia, Pneumologia, Oncologia, Neurologia e Ortopedia, entre tantas outras especialidades nas quais a precisão diagnóstica assume um papel determinante.
A tecnologia encontra-se instalada na Clínica de Miraflores da Joaquim Chaves Saúde, onde passa a estar disponível o primeiro sistema NAEOTOM Alpha Prime, da Siemens Healthineers, em funcionamento em Portugal.
Para além da atividade privada e da exercida ao abrigo de acordos com diferentes seguradoras, os exames estão também acessíveis aos utentes do Serviço Nacional de Saúde, ao abrigo de uma convenção de âmbito regional que abrange todas as Unidades Locais de Saúde da região de Lisboa e Vale do Tejo, mediante requisição emitida por uma dessas unidades.
https://www.ovarnews.pt/?p=106130
O Município de Espinho assinala, no próximo dia 12 de agosto, os 130 anos da chegada do cinema ao concelho, com uma sessão especial ao ar livre na Praça Dr. José Oliveira Salvador.
A iniciativa, marcada para as 21h30, resulta de uma parceria entre a autarquia e a Fundação INATEL — Delegação do Porto, integrando o programa Cinema Fora do Sítio.
O público poderá assistir gratuitamente ao filme “Cinema Paraíso”, de Giuseppe Tornatore, distinguido com o Óscar de Melhor Filme Internacional. A obra é amplamente reconhecida como uma homenagem à sétima arte, retratando a ligação de um homem à sala de cinema da sua infância, numa pequena localidade italiana.
“A sessão pretende reunir famílias e amigos numa noite de cultura, convívio e emoção, evocando mais de um século de história do cinema em Espinho. A participação é livre e aberta a toda a comunidade”, destaca a Câmara Municipal. https://www.ovarnews.pt/?p=106127
A iniciativa, marcada para as 21h30, resulta de uma parceria entre a autarquia e a Fundação INATEL — Delegação do Porto, integrando o programa Cinema Fora do Sítio.
O público poderá assistir gratuitamente ao filme “Cinema Paraíso”, de Giuseppe Tornatore, distinguido com o Óscar de Melhor Filme Internacional. A obra é amplamente reconhecida como uma homenagem à sétima arte, retratando a ligação de um homem à sala de cinema da sua infância, numa pequena localidade italiana.
“A sessão pretende reunir famílias e amigos numa noite de cultura, convívio e emoção, evocando mais de um século de história do cinema em Espinho. A participação é livre e aberta a toda a comunidade”, destaca a Câmara Municipal. https://www.ovarnews.pt/?p=106127


Há uma mudança silenciosa a acontecer na educação portuguesa que merece muito mais atenção do que aquela que tem recebido, porque, sem alterar necessariamente a idade em que uma criança entra na escola ou o momento em que começa formalmente a aprender a ler, está a modificar a forma como olhamos para os anos que antecedem o primeiro ciclo e, sobretudo, para aquilo que pode e deve acontecer durante o pré-escolar.
Durante muito tempo, pareceu existir uma fronteira bastante clara: antes dos seis anos estava a infância, depois dos seis começava a escola e, com ela, a aprendizagem formal da leitura e da escrita. A criança podia ouvir histórias, brincar com livros, desenhar, cantar e desenvolver a linguagem, mas tudo isso era frequentemente encarado como uma preparação quase informal para aquilo que realmente começaria no primeiro ano de escolaridade. Hoje, porém, a própria política educativa portuguesa começa a olhar para essa preparação de outra forma, reconhecendo que a aprendizagem da leitura não começa necessariamente quando a criança aprende as primeiras letras, mas muito antes, através de um conjunto de competências linguísticas e de experiências com a linguagem escrita que se vão acumulando durante os primeiros anos de vida.
É aqui que surge o conceito de literacia emergente, que pode parecer uma expressão técnica destinada apenas a educadores e investigadores, mas que traduz uma ideia bastante simples: uma criança começa a construir as bases da leitura antes de conseguir ler formalmente. O contacto com os livros, a audição de histórias, o desenvolvimento do vocabulário, a capacidade de reconhecer sons, brincar com rimas, compreender que aquilo que se diz pode ser representado através da escrita e perceber progressivamente que as letras possuem uma relação com os sons da linguagem constituem experiências que não acontecem de repente no dia em que a criança entra no primeiro ano.
Em Portugal, esta mudança já encontra expressão concreta em programas e orientações recentes. O Plano Nacional de Leitura 2027 apoia o PROL, Programa de Literacia Emergente, que trabalha com crianças até aos seis anos, enquanto a Rede de Bibliotecas Escolares tem vindo igualmente a promover a literacia emergente e a defender o contacto precoce e continuado com livros, histórias, letras, sons e diferentes formas de linguagem escrita. A questão deixa, portanto, de ser apenas uma opinião de determinado professor ou de determinado pai mais preocupado com a educação dos filhos e passa a integrar uma visão institucional sobre aquilo que deve ser feito antes da aprendizagem formal da leitura.
Mas há aqui uma distinção que importa fazer, porque falar em aprender a ler antes dos seis anos pode facilmente ser interpretado como uma defesa da escolarização cada vez mais precoce das crianças, e não é disso que se trata. Não defendo que uma criança de quatro anos deva passar a manhã sentada diante de fichas de leitura, nem que os jardins de infância devam transformar-se em pequenas escolas primárias onde se antecipam conteúdos apenas para que os alunos cheguem ao primeiro ano aparentemente mais adiantados do que os outros.
O que está em causa é bastante diferente e, na minha opinião, muito mais importante: perceber que brincar também pode ser aprender e que uma criança pode desenvolver competências fundamentais para a leitura sem que ninguém lhe esteja a dar uma aula formal de leitura.
Quando uma criança de quatro ou cinco anos ouve diariamente uma história, aprende palavras novas, tenta contar aquilo que ouviu, reconhece o seu nome escrito, percebe que determinada palavra começa pelo mesmo som de outra, brinca com rimas ou começa a distinguir letras que vê repetidamente, não está simplesmente a passar o tempo enquanto espera pela escola. Está a construir ferramentas que serão posteriormente utilizadas na aprendizagem da leitura e da escrita.
Esta realidade obriga-nos também a olhar de outra maneira para aquilo que acontece dentro das famílias, porque a preparação para a leitura não depende exclusivamente da escola e começa muito antes de uma criança se sentar pela primeira vez numa carteira. Uma casa onde existem livros, onde os adultos conversam com as crianças, onde se lê uma história antes de dormir, onde se explicam palavras desconhecidas e onde existe liberdade para perguntar e descobrir é também um espaço de aprendizagem, ainda que ninguém esteja a utilizar manuais escolares ou a dar uma aula.
E esta questão torna-se particularmente importante quando pensamos nas desigualdades educativas, porque nem todas as crianças chegam ao primeiro ano com a mesma relação com a linguagem. Há crianças que cresceram rodeadas de livros, que ouviram histórias desde pequenas, que tiveram adultos disponíveis para conversar e explicar palavras e que chegam à escola já familiarizadas com aquilo que significa abrir um livro e acompanhar uma narrativa; outras chegam exactamente à mesma sala de aula tendo tido muito menos contacto com esse universo, não por falta de capacidade, mas porque tiveram oportunidades diferentes.
É por isso que a discussão sobre a literacia antes dos seis anos não deveria ser apresentada como uma competição entre crianças, em que uns pais procuram que os filhos leiam aos quatro anos e outros defendem que nenhuma letra deveria ser apresentada antes da escola. A questão verdadeiramente importante é garantir que todas as crianças tenham acesso às experiências que lhes permitem chegar ao primeiro ano mais preparadas para aprender, independentemente da família onde nasceram ou dos recursos económicos e culturais existentes em casa.
Talvez seja também aqui que Portugal tenha uma oportunidade para repensar algumas das suas prioridades educativas.
Temos discutido durante anos os resultados dos alunos na leitura, a falta de hábitos de leitura, as dificuldades de compreensão dos textos e a necessidade de melhorar o ensino do Português, mas muitas vezes concentramos a discussão no momento em que o problema já se tornou evidente, quando a criança está no primeiro ciclo ou mesmo vários anos depois. Talvez seja necessário começar a olhar para trás e perguntar o que aconteceu antes de essa criança chegar à escola, que contacto teve com livros, que vocabulário desenvolveu, quanto ouviu falar, quantas histórias ouviu e que relação construiu com a linguagem.
A verdade é que uma criança não chega ao primeiro ano como uma folha em branco à espera de receber a primeira aula de leitura. Chega com uma história linguística que pode ser extraordinariamente rica ou, pelo contrário, bastante limitada, e essa diferença pode ter consequências no modo como irá enfrentar aquilo que para o professor será uma aprendizagem nova, mas que para algumas crianças representa apenas a continuação de um universo que já conhecem.
Por isso, talvez devêssemos deixar de discutir apenas a idade em que uma criança deve aprender formalmente a ler e começar a discutir a idade em que deve começar a ter as melhores condições para aprender a ler.
São coisas diferentes.
Ensinar formalmente demasiado cedo pode ser um erro, sobretudo se significar transformar a infância numa sucessão de exercícios e obrigações; começar demasiado tarde a proporcionar experiências de linguagem e de contacto com os livros também pode ser um erro, sobretudo quando sabemos que os primeiros anos são fundamentais para o desenvolvimento linguístico e para a construção de hábitos que acompanharão a criança durante toda a sua vida escolar.
A solução não estará, portanto, em transformar uma criança de quatro anos num aluno do primeiro ano, mas em garantir que uma criança de quatro anos tenha aquilo de que precisa para chegar ao primeiro ano preparada para ser aluna.
É esta, talvez, a verdadeira novidade que começa a ganhar força em Portugal: não antecipar a escola, mas antecipar a atenção que damos à aprendizagem.
E quando se fala em aprender a ler antes dos seis anos, talvez seja precisamente isso que devamos entender.
Não significa que todas as crianças devam saber ler aos quatro ou cinco anos, nem que os jardins de infância tenham de abandonar o brincar para começar a ensinar conteúdos escolares de forma acelerada. Significa reconhecer que a leitura não nasce no primeiro dia do primeiro ano, que as palavras que uma criança ouviu durante os anos anteriores contam, que os livros que teve à sua disposição contam, que as histórias que lhe leram contam, que o vocabulário que adquiriu conta e que tudo aquilo que foi construindo antes de saber ler terá influência na forma como irá aprender a fazê-lo.
Portugal parece finalmente estar a olhar para esta realidade com maior atenção.
A questão que agora devemos colocar é se teremos coragem para levar essa mudança até às suas últimas consequências, garantindo que a literacia emergente deixa de ser apenas uma expressão utilizada em documentos e programas educativos e passa a fazer parte da cultura de todas as famílias, de todas as creches, de todos os jardins de infância e, sobretudo, daquilo que entendemos ser a primeira grande preparação de uma criança para o conhecimento.
Porque talvez a aprendizagem da leitura não comece quando a criança consegue ler a primeira palavra.
Talvez comece muito antes, no momento em que alguém lhe abre um livro e lhe mostra que, dentro daquelas páginas, existem palavras capazes de contar uma história.
Paulo Freitas do Amaral, Professor e Autor https://www.ovarnews.pt/aprender-a-ler-antes-dos-6-anos-por-paulo-freitas-do-amaral/


O Município de Ovar volta a implementar o Programa de Oferta de Livros Escolares, garantindo a oferta gratuita dos livros de fichas a todos os alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico da rede pública do concelho.
A iniciativa representa um importante apoio às famílias no arranque do novo ano letivo, contribuindo para aliviar os encargos com a educação e assegurando que todos os alunos dispõem dos recursos pedagógicos necessários para uma aprendizagem de qualidade.
No âmbito deste programa, o Município disponibilizará os livros de fichas de Língua Portuguesa, Matemática, Estudo do Meio e Inglês (para os alunos do 3.º e 4.º anos), complementando a medida do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, que assegura a oferta dos manuais escolares.
Para beneficiar deste apoio, cada aluno receberá um código de oferta, enviado por SMS ao respetivo encarregado de educação. Esse código deverá ser apresentado numa das papelarias aderentes ao programa, que procederão à sua validação através da Plataforma SIGA.
O envio das mensagens será efetuado de forma faseada durante o mês de agosto.
Está previsto que os encarregados de educação dos alunos do Agrupamento de Escolas de Esmoriz-Ovar Norte recebam o código no dia 11 de agosto, seguindo-se, no dia 12 de agosto, os alunos dos Agrupamentos de Escolas de Ovar e de Ovar Sul. https://www.ovarnews.pt/ovar-mantem-oferta-de-livros-de-fichas-aos-alunos-do-1-o-ciclo/


No próximo dia 12 de agosto, a Volta a Portugal começa a sua sexta etapa em Santa Maria da Feira. E, antes de a estrada voltar a ser palco de esforço, coragem e superação, há uma história que merece ser contada.
Uma história que tem nome, rosto e muitas páginas escritas a pedalar: Joaquim Andrade.
Nascido a 14 de junho de 1945, Joaquim Andrade foi um dos grandes nomes do ciclismo português. Joaquim Pereira de Andrade começou por correr na Ovarense, equipa que posteriormente ao ser extinta o levou a representar o Sangalhos.
Em 1969, vestiu de glória a camisola amarela e tornou-se vencedor da Volta a Portugal, uma conquista que o inscreveu para sempre na memória da modalidade.
Mas a sua história não se resume a uma vitória.
Foram 12 triunfos em etapas da Volta a Portugal, duas coroas de Rei da Montanha, a vitória na Volta ao Algarve, três títulos de Campeão Nacional de Perseguição Individual e dois de Campeão Nacional de Rampa. E houve ainda vitórias além-fronteiras, em França e Angola, numa carreira que o levou a vestir as cores de clubes e equipas em Portugal, Bélgica e França.
Joaquim Andrade pertence a uma geração que fez da bicicleta muito mais do que um meio de chegar primeiro. Fez dela uma forma de vida. Uma escola de resistência. Uma maneira de conquistar a estrada, subida após subida, quilómetro após quilómetro.
Em 1969, conquistou a Volta. Hoje, continua a fazer parte da história da Volta.
É essa memória viva do ciclismo português que estará no dia 12, quarta-feira, no programa Há Volta, da RTP, em Santa Maria da Feira, quando a caravana da Volta a Portugal se preparar para partir.
Palmarés
venceu a Volta a Portugal + 1 etapa + geral montanha (69)
venceu a Volta ao Algarve +1 etapa (78)
1x etapa GP du Midi-Libre ('72)
12x etapas Volta a Portugal ('78, '77, '76, '74, '70, '69, '65)
1x etapa Grande Prémio Jornal de Notícias ('82)
Circuito de Palmela (68)
1º em Campeonato Nacional, Pista, Perseguição, Elite, Portugal (69,72,73)
1º no Campeonato Nacional de rampa, Elite, Portugal (69,70,72)
1º in Aveiro, Aveiro (70)
1º na etapa 3 parte Grande Prémio Casal (70)
venceu GP Fagor + 3 etapas (71)
venceu GP Nocal, Angola + 2 etapas + Classificação de pontos + geral montanha (71)
1º em Campeonato Nacional, Pista, Perseguição por Equipas, Portugal (73)
Criterium porto (72,73)
venceu GP Couto + 1 etapa (74)
venceu GP Papeis Vouga (74) https://www.ovarnews.pt/joaquim-andrade-da-ovarense-aos-pincaros-da-volta-a-portugal/
segunda-feira, agosto 10, 2026


A Câmara Municipal de Ovar informou, esta segunda-feira, que foi levantada a interdição da água balnear do Areinho, "estando novamente reunidas as condições de qualidade e segurança para a utilização da água para fins balneares".
O levantamento da interdição foi determinado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), através da Administração da Região Hidrográfica do Centro (ARH Centro), na sequência dos resultados das análises realizadas à água balnear do Areinho nos dias 20 e 27 de julho e 3 de agosto, que confirmaram o restabelecimento das condições adequadas para a prática balnear.
Estão, assim, reunidas as condições de segurança para a utilização da água balnear do Areinho, podendo a população e os visitantes voltar a usufruir deste espaço balnear.
A Câmara Municipal de Ovar garante que vai continuar a acompanhar a qualidade das águas balneares do concelho, em articulação com as entidades competentes, assegurando a monitorização necessária à proteção da saúde e segurança dos utilizadores. https://www.ovarnews.pt/repostas-as-condicoes-de-qualidade-da-agua-balnear-do-areinho/


Nasceram 75 bebés no Hospital de S. Sebastião, em Santa Maria da Feira, durante os 12 dias da Viagem Medieval: 35 Infantas e 40 Infantes da Terra de Santa Maria.
Assim, a 30.ª edição da Viagem Medieval em Terra de Santa Maria encerra com um balanço de “sucesso absoluto”, marcado pelo forte impacto na economia local, pela projeção nacional de Santa Maria da Feira, pela qualidade da programação artística, pela participação do movimento associativo, pelo envolvimento notável dos feirenses, pelo rigor financeiro e pela capacidade organizativa.
A edição comemorativa voltou a afirmar a Viagem Medieval como um dos grandes eventos culturais do país, com impacto direto no comércio, restauração e restantes atividades económicas. A presença dos principais órgãos de comunicação social nacionais reforçou igualmente a notoriedade e a visibilidade de Santa Maria da Feira.
“Foi em todas as suas dimensões um sucesso. Nos seus 30 anos, é um ato de justiça dar os parabéns à Câmara Municipal, através dos seus funcionários, à Empresa Municipal Feira Viva, também através dos seus funcionários, e à Federação das Coletividades, através das suas associações. São estas três entidades que construíram uma história de 30 anos e transformaram a Viagem Medieval numa das grandes referências europeias de recriações históricas medievais”, afirma Amadeu Albergaria, presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.
Na programação artística, destacaram-se alguns dos momentos de maior adesão e reconhecimento do público, entre os quais O Discurso do Rei e os dois espetáculos de grande formato, Honra e Destino e Afonso Henriques – O Rei Antes do Reino. De forma transversal, as áreas temáticas registaram um aumento de afluência, com vários espaços esgotados em diferentes dias.
“Tivemos uma programação muito forte, com momentos que mobilizaram milhares de pessoas e que mostram a capacidade da Viagem Medieval para renovar a experiência sem perder a sua identidade”, sublinha Paulo Sérgio Pais, diretor geral da empresa municipal Feira Viva.
O sucesso estendeu-se ao envolvimento da comunidade, com forte participação do movimento associativo, das escolas e dos voluntários, bem como à adesão dos feirenses, visível na decoração de casas e estabelecimentos com os pendões da Viagem Medieval.
Para Amadeu Albergaria, a 30.ª edição deixa uma certeza: “Santa Maria da Feira demonstrou, mais uma vez, que sabe organizar, sabe receber e sabe transformar um grande evento numa verdadeira afirmação do território”.
Também Joaquim Tavares, presidente da Federação das Coletividades de Cultura e Recreio do Concelho de Santa Maria da Feira, destaca o contributo do movimento associativo: “Esta 30.ª edição demonstrou, uma vez mais, a enorme capacidade do movimento associativo feirense para se envolver, mobilizar e contribuir para o sucesso de um evento com esta dimensão. É um orgulho para a Federação das Coletividades representar este tecido associativo e fazer parte desta história”. https://www.ovarnews.pt/nasceram-75-bebes-no-hospital-de-s-sebastiao-durante-a-viagem-medieval/


A Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM) congratula-se com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 160/2026, de 4 de agosto, que altera o Código das Expropriações e atribui às Assembleias Municipais a competência para declarar a utilidade pública das expropriações promovidas pelas Câmaras Municipais, eliminando a necessidade de validação prévia por parte do Governo. A alteração concretiza a autorização legislativa aprovada pela Assembleia da República e insere-se na estratégia de reforço da autonomia do Poder Local e de simplificação administrativa.
Para a ANAM, esta alteração legislativa constitui um marco relevante no processo de descentralização e representa um claro sinal de confiança do Estado nas autarquias locais e, em particular, nas Assembleias Municipais enquanto órgãos deliberativos democraticamente eleitos.
"O Governo manifesta, com esta decisão, uma confiança inequívoca no Poder Local, designadamente nas Assembleias Municipais, reconhecendo a sua capacidade para decidir, com responsabilidade e conhecimento do território, sobre matérias de elevado interesse público", afirma Fernando Santos Pereira, Presidente da ANAM.
Até agora, sempre que uma Câmara Municipal necessitava de promover uma expropriação para concretizar um projeto de interesse público — como a construção de uma escola, de um cemitério, de uma estrada ou de outro equipamento municipal — tinha de aguardar pela declaração de utilidade pública emitida pelo Governo, um procedimento que frequentemente implicava atrasos de vários meses ou mesmo anos.
Com a entrada em vigor do novo regime, a declaração de utilidade pública passa a ser deliberada pela Assembleia Municipal, a pedido da Câmara Municipal, permitindo uma resposta mais célere às necessidades das populações e eliminando um procedimento administrativo que a ANAM considera desajustado à realidade da administração local.
"Durante décadas, as autarquias viram projetos essenciais para as suas populações sujeitos a demorados processos de validação pela Administração Central. Não fazia sentido que municípios como Vila Flor, Odemira, Amares ou qualquer outro concelho do país tivessem de esperar meses ou anos para obter uma decisão que agora passa, justamente, a competir aos órgãos autárquicos democraticamente legitimados para a tomar", sublinha Fernando Santos Pereira.
Para o Presidente da ANAM, esta alteração traduz-se num avanço significativo ao nível da desburocratização da Administração Pública e do reforço da autonomia do Poder Local, aproximando a decisão dos territórios e dos cidadãos.
A Associação destaca ainda que esta era uma reivindicação coerente com a valorização do papel das Assembleias Municipais enquanto órgãos deliberativos, reforçando a sua intervenção em matérias estruturantes para o desenvolvimento dos municípios.
Fernando Santos Pereira recorda igualmente que esta intenção do Governo tinha sido anunciada pelo Ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, durante a conferência promovida pela ANAM, em Aveiro, saudando agora a concretização desse compromisso.
"Congratulamo-nos com esta decisão e felicitamos o Ministro Castro Almeida pela concretização de uma medida que reforça a autonomia do Poder Local, confia nos eleitos locais e permite servir melhor os cidadãos", conclui o Presidente da ANAM. https://www.ovarnews.pt/assembleias-municipais-ganham-poder-para-decidir-expropriacoes/


O concelho de Ovar recebe amanhã, terça-feira, 11 de agosto, a iniciativa “A Grandíssima”, integrada na programação da Volta a Portugal em Bicicleta.
O evento vai proporcionar a centenas de ciclistas amadores a oportunidade de sentir, por um dia, o ambiente e a emoção associados à maior prova velocipédica nacional.
A edição deste ano deverá reunir cerca de 900 participantes, que irão percorrer várias estradas do concelho de Ovar. Para além de incentivar a prática desportiva e a atividade física, a iniciativa representa também uma oportunidade para promover o território e dar a conhecer as suas potencialidades.
Devido à realização da prova e por razões de segurança, serão implementados condicionamentos de trânsito em diferentes vias do concelho, entre as 10h00 e as 12h45, de acordo com o plano de circulação definido pela organização e pelas entidades responsáveis.
O Município de Ovar está a acompanhar e a colaborar com a organização da iniciativa e com as forças de segurança, procurando reduzir os impactos dos condicionamentos na circulação rodoviária.
A população é aconselhada a planear antecipadamente as suas deslocações e, sempre que possível, optar por percursos alternativos durante o período em que decorrerá a prova.
O percurso tem início e fim na linha meta da Volta a Portugal situado no Europarque - Santa Maria da Feira. O percurso terá uma distância total de 88km, dos quais, 40km serão percorridos em andamento controlado pelo carro da organização e os 48km finais serão percorridos em "roda livre". https://www.ovarnews.pt/a-grandissima-parte-do-europarque-e-passa-por-ovar-com-cerca-de-900-ciclistas/


"Uma Vida a Pintar" é uma exposição retrospetiva dedicada à obra do pintor Fernando Azevedo, artista autodidata residente em Ovar, que reúne um conjunto representativo do percurso desenvolvido ao longo de várias décadas de criação artística.
Natural de Melgaço, onde nasceu em 1945, Fernando Azevedo vive em Ovar desde 1980. Iniciou o seu percurso na pintura aos 18 anos, atravessando uma primeira fase de experimentação entre 1963 e 1970. Em 2006 retomou a atividade artística, dedicando-se sobretudo à pintura de inspiração naïf, linguagem que continua a explorar e que já deu origem a um portefólio com mais de 500 obras a óleo.
Aos 81 anos, este artista autodidata continua a pintar com a mesma curiosidade e dedicação de sempre. No seu atelier, em Ovar, guarda centenas de pinturas. Cada uma tem um nome, uma memória, uma história ou uma razão para existir.
A mostra evidencia uma pintura marcada por uma forte componente intuitiva, onde a memória, as vivências e a expressão pessoal assumem um papel central. Paisagens, cenários urbanos e naturezas-mortas compõem um universo artístico caracterizado por cores intensas, texturas expressivas e um estilo muito próprio.
Ao longo do seu percurso, Fernando Azevedo realizou exposições individuais na Casa da Cultura de Melgaço, em 2007 e 2018, e participou igualmente em diversas exposições coletivas, entre as quais "Pintura na Religião", na Casa-Museu de Arte Sacra da Ordem Franciscana Secular de Ovar, em 2011, e a "Mostra Coletiva de Pintura dos Artistas do Concelho de Ovar", realizada no Posto de Atendimento Turístico do Furadouro, em 2014. Parte do seu trabalho foi ainda apresentado internacionalmente, nomeadamente em Montmartre, Paris.
A exposição agora patente na Confeitaria Progresso apresenta cerca de 70 dessas obras, numa exposição marcada pela cor, pela espontaneidade e pelo olhar muito próprio de quem pinta aquilo que viveu, imaginou e guardou. Uma oportunidade para o público conhecer ou revisitar o percurso de um artista que, aos 81 anos, continua a dedicar-se à pintura com entusiasmo e criatividade, afirmando-se como uma das referências da arte autodidata no concelho de Ovar.
Para mais informações, os interessados podem contactar a organização através do telefone 933 612 795.
Patente até: 29 de agostoHorário: segunda-feira a sábado, das 8h30 às 19hEntrada gratuita https://www.ovarnews.pt/fernando-azevedo-apresenta-exposicao-retrospetiva-de-uma-vida-a-pintar/


Um incêndio provocado por um curto-circuito num posto transformação de electricidade instalado no recinto da Viagem Medieval provocou um pequeno incêndio prontamente apagado pelos Bombeiros que estão no recinto.
O pior foi mesmo o apagão no recinto que acabou por marcar a última noite de um evento cujo sucesso ultrapassou as melhores expectativas.
O apagao durou cerca de 15 minutos tendo a iluminação sido reposta após intervenção rápida dos bombeiros, E-Redes e organização.
Nas redes sociais, destaque para os comentários que lembraram que na Idade Média mão havia energia elétrica. https://www.ovarnews.pt/avaria-causa-apagao-na-ultima-noite-da-viagem-medieval/
domingo, agosto 09, 2026
A versão da Ovarense para a nova época apresentou-se, este domingo, aos seus sócios e adeptos no Estádio Marques da Silva.
Os vareiros mostraram sempre superioridade e venceram com golos de Gonçalo Costa (34'), Luís Cacheira (57') e Leandro Tigre (87').
Uma vitória tranquila no jogo de apresentação do plantel 2026/27 que deixa os adeptos a sonhar com novas conquistas. https://www.ovarnews.pt/ovarense-vence-o-maia-no-jogo-de-apresentacao/


O Sporting Clube de Esmoriz está a acompanhar os recentes acontecimentos relacionados com a definição do Campeonato SABSEG para a época 2026/2027, nomeadamente o convite da AFA ao Valonguense para substituir o Pampilhosa que apresentou a sua desistência.
A direção do clube reafirma o "compromisso na defesa dos interesses do Sporting Clube de Esmoriz, dos seus atletas e da verdade desportiva, garantindo que continuará a acompanhar o processo com a máxima atenção, responsabilidade e determinação".
O Esmoriz, recorde-se, foi relegado para a 1.ª divisão distrital de Aveiro de futebol, e espreita a possibilidade de vir a manter-se no Campeonato de Elite. Neste âmbito, o clube encontra-se a solicitar os devidos esclarecimentos formais junto das entidades competentes, "procurando assegurar que todas as decisões relativas à composição da competição sejam tomadas de forma clara, justa e devidamente fundamentada".
O Sporting Clube de Esmoriz entende que "o mérito alcançado, o trabalho desenvolvido ao longo da última temporada e o direito a competir no escalão correspondente devem ser devidamente salvaguardados. Por esse motivo, a Direção não deixará de intervir sempre que considere que os interesses do clube possam estar em causa".
O clube promete continuar a acompanhar a situação de forma próxima e responsável, comprometendo-se a prestar aos seus sócios e adeptos todas as informações relevantes logo que existam novos desenvolvimentos oficiais por parte das entidades responsáveis. https://www.ovarnews.pt/sc-esmoriz-acompanha-mexidas-do-campeonato-sabseg/
sábado, agosto 08, 2026


A AD Ovarense anunciou há momentos a contratação de Leon Ayers, que deixa assim a UD Oliveirense para rumar a Ovar para a época 2026/2027.
O extremo norte-americano de 26 anos, é natural de Detroit (EUA) e chega a Ovar com experiência acumulada no basquetebol português e com a promessa de ser uma importante peça no xadrez de João Tiago Silva.
https://www.ovarnews.pt/norte-americano-leon-ayers-e-reforco-da-ovarense-basquetebol/


A Viagem Medieval em Terra de Santa Maria termina este domingo, 9 de agosto, fechando as portas do Condado Portucalense ao fim de 12 dias de animação e recriações históricas.
O segundo e último Cortejo Real – O Condado Portucalense nas Vésperas de Portugal –, agendado para as 19h00, é um dos pontos altos da programação, reunindo representantes todos os grupos que participam nesta edição comemorativa dos 30 anos do evento, para além de gente da comunidade, que integram este momento trajados à época.
Recorde-se que já o primeiro Cortejo Real desta edição, realizado no primeiro domingo do evento, 2 de agosto, atraiu milhares de visitantes ao centro histórico da cidade.
Esta adesão e a interação do público surpreenderam os atores principais, Tiago Aldeia e Custódia Gallego, que foram saudados e aplaudidos ao longo de todo o percurso, entre a Igreja da Misericórdia e o Castelo, circuito que se repete neste domingo, último dia da Viagem Medieval.
Cortejo Real – O Condado Portucalense nas Vésperas de Portugal
Data: 9 de agosto
Local: largo da Igreja da Misericórdia » Castelo
Duração: 60 minutos
Preço: gratuito
Horário: 19h00 https://www.ovarnews.pt/ultimo-dia-da-viagem-medieval-com-cortejo-real-que-atrai-multidoes/


Os ciclistas Filipe Tavares e Paulo Bertrand, naturais de Ovar, partiram no dia 29 de julho, às 4h00, da Sé do Porto, percorrendo os Caminhos Centrais de Santiago de Compostela em bicicletas de BTT.
Após chegarem a Santiago, iniciaram de imediato o regresso pelos Caminhos da Costa, concluindo a aventura em Ovar, no dia 30 de julho, pelas 19h36.
Todo este percurso foi realizado de forma ininterrupta, sem qualquer período de sono, "num verdadeiro teste de resistência física e mental", descrevem Filipe e Paulo.
↓No total, completaram:
• 558 km percorridos;
• 39 horas e 36 minutos de duração total;
• 29 horas e 28 minutos de tempo efetivo de pedalada;
• 7.023 metros de desnível acumulado;• Velocidade média de 19 km/h
Segundo o conhecimento dos próprios e de outros praticantes desta modalidade, trata-se de "um desafio que nunca terá sido realizado nestes moldes, ligando o Porto a Santiago de Compostela e regressando a Ovar, de forma contínua e sem dormir".
Esta é mais uma história de perseverança, superação e espírito de aventura que tão bem caracteriza as gentes vareiras. https://www.ovarnews.pt/caminho-de-santiago-tambem-se-faz-de-bicicleta-em-modo-non-stop/
sexta-feira, agosto 07, 2026
Há gestos que não custam nada e podem fazer toda a diferença. É o caso da dádiva de sangue, que este mês ganha um incentivo extra para os mais jovens. De 10 a 14 de agosto, quem tiver entre 18 e 30 anos e doar sangue pode receber uma noite de alojamento numa Pousada de Juventude.
A iniciativa resulta de uma parceria entre a MOVY e o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) e acontece pelo segundo ano consecutivo, para assinalar o Dia Internacional da Juventude, celebrado a 12 de agosto. A campanha pretende aproximar os jovens da dádiva benévola de sangue e, ao mesmo tempo, reconhecer o seu contributo para a comunidade.
Assim, todos os jovens entre os 18 e os 30 anos que façam uma dádiva durante o período da campanha terão direito, nos termos definidos pela iniciativa, a uma noite de alojamento numa Pousada de Juventude.
Depois de doarem sangue, os participantes terão acesso a um formulário através do qual poderão resgatar o voucher de alojamento.
Onde é possível doar sangue?
A campanha decorre nos postos fixos de recolha de sangue do IPST espalhados pelo país. Os locais disponíveis podem ser consultados em dador.pt. Os restantes locais de recolha serão divulgados pelo Instituto de acordo com a sua programação semanal.
O momento simbólico da campanha está marcado para 12 de agosto, às 10h30, no Posto Fixo de Coimbra do IPST. Aí, a direção da MOVY, representantes do Instituto, jovens e elementos da Plataforma J, o conselho consultivo jovem da MOVY, vão participar numa ação de dádiva de sangue. https://www.ovarnews.pt/noites-gratis-nas-pousadas-de-juventude-para-jovens-que-doem-sangue-entre-10-e-14-de-agosto/
A iniciativa resulta de uma parceria entre a MOVY e o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) e acontece pelo segundo ano consecutivo, para assinalar o Dia Internacional da Juventude, celebrado a 12 de agosto. A campanha pretende aproximar os jovens da dádiva benévola de sangue e, ao mesmo tempo, reconhecer o seu contributo para a comunidade.
Assim, todos os jovens entre os 18 e os 30 anos que façam uma dádiva durante o período da campanha terão direito, nos termos definidos pela iniciativa, a uma noite de alojamento numa Pousada de Juventude.
Depois de doarem sangue, os participantes terão acesso a um formulário através do qual poderão resgatar o voucher de alojamento.
Onde é possível doar sangue?
A campanha decorre nos postos fixos de recolha de sangue do IPST espalhados pelo país. Os locais disponíveis podem ser consultados em dador.pt. Os restantes locais de recolha serão divulgados pelo Instituto de acordo com a sua programação semanal.
O momento simbólico da campanha está marcado para 12 de agosto, às 10h30, no Posto Fixo de Coimbra do IPST. Aí, a direção da MOVY, representantes do Instituto, jovens e elementos da Plataforma J, o conselho consultivo jovem da MOVY, vão participar numa ação de dádiva de sangue. https://www.ovarnews.pt/noites-gratis-nas-pousadas-de-juventude-para-jovens-que-doem-sangue-entre-10-e-14-de-agosto/


O Movimento 2030 vem dar nota que, na última Assembleia Municipal, decorrida dia 31 de julho, questionou o executiva da Câmara Municipal de Ovar sobre a situação do Programa do 1º direito/habitação social.
Iniciou a sua intervenção, dando nota que foram entregues 106 fogos distribuídos por quatro novos complexos habitacionais municipais, no dia do Município, 25 de julho.
Ao longo dos últimos anos, o Movimento 2030 tem acompanhado atentamente a evolução do Programa 1.º Direito. Em Assembleia Municipal e através de diversos pedidos de esclarecimento enviados por correio eletrónico, questionando repetidamente o Executivo sobre o estado de execução das obras, os prazos e a concretização dos investimentos previstos. Infelizmente, as respostas foram escassas ou inexistentes.
E na Assembleia Municipal, do passado dia 31 de julho, foi a discussão e votação a terceira alteração à Estratégia Local de Habitação. Recorde-se que a primeira alteração foi aprovada em 25 de fevereiro de 2022 e a segunda em 21 de setembro de 2023.
Após a segunda alteração, a Estratégia Local de Habitação previa um total de 380 soluções habitacionais.
Da análise efetuada à terceira alteração verifica-se que, relativamente aos núcleos precários previstos no artigo 11.º, foram concluídas e entregues: 11 habitações em Cortegaça, 4 habitações em Válega, na zona do Cadaval, 13 habitações no Edifício do Seixal, 52 habitações na Avenida D. Maria, 30 habitações no Sargaçal.
No entanto, continuam por concretizar:
30 habitações no Alto de Saboga, 15 habitações na Marinha, 17 habitações em Maceda, diversas intervenções de reabilitação, nomeadamente 14 em São Cristóvão, 22 em Válega, 21 em Ovar, 15 em Cortegaça e 17 em São João de Ovar.
Relativamente aos núcleos degradados previstos no artigo 12.º, foram concluídas e entregues:
50 habitações no Furadouro, 14 habitações no Bairro do Sal.
Permanecem ainda por executar:
3 habitações em Sande, São João de Ovar, 9 soluções de realojamento, correspondentes a 2 no Alto de Saboga, 6 no Furadouro e 1 em Válega.
Com a segunda alteração ao acordo, o investimento global passou para 35.139.844 euros, dos quais 8.426.365 euros correspondem a empréstimo bonificado.
Face aos dados constantes da documentação oficial, o Movimento 2030 dirigiu um conjunto de questões ao Executivo Municipal.
1. Perda de financiamento
A Câmara Municipal de Ovar deixou efetivamente de utilizar cerca de 15 milhões de euros de financiamento inicialmente previstos?
Esta conclusão resulta da análise efetuada ao Acordo de Colaboração e à informação oficialmente divulgada pelo próprio Município.
2. Habitações previstas para Maceda
Qual é a situação das soluções habitacionais previstas para Maceda?
Na última Assembleia Municipal foi referido que estas habitações já não seriam contempladas pelo acordo atualmente em vigor. No entanto, voltam agora a surgir nesta terceira alteração, mantendo uma previsão de financiamento de apenas 75%.
Perante esta situação, pretende o Município confirmar se irá perder financiamento nesta intervenção?
3. Número de habitações executadas
Da análise realizada pelo Movimento 2030 resulta que, das 380 soluções habitacionais previstas na Estratégia Local de Habitação, apenas 174 foram efetivamente concluídas e entregues.
Confirma o Executivo estes números?
Caso contrário, quais são os dados corretos e qual o ponto de situação atualizado de cada uma das intervenções ainda por executar?
4. Diferença dos custos de construção
Na página 146 da Estratégia Local de Habitação, tabela 23, o valor mediano previsto para aquisição e reabilitação de edifícios degradados é de 883 euros por metro quadrado.
Contudo, tomando como exemplo o empreendimento da Avenida D. Maria, verifica-se um investimento de 8.013.413 euros para uma área de 4.940 m², o que representa um custo aproximado de 1.622,14 euros por metro quadrado, praticamente o dobro do valor previsto na Estratégia.
Perante esta diferença, quem suporta este acréscimo de custos?
É integralmente assumido pela Câmara Municipal ou continua a ser comparticipado pelo Programa 1.º Direito?
5. Redução das soluções habitacionais
A terceira alteração reduz o número de soluções habitacionais previstas de 380 para 243, menos 137 soluções relativamente à segunda alteração.
Que medidas pretende o Executivo implementar para compensar esta redução?
Como será garantida resposta às famílias que deixam de estar abrangidas por estas soluções?
O Movimento 2030 reconhece que a terceira alteração da Estratégia Local de Habitação poderá ser tecnicamente necessária para acomodar alterações legislativas e financeiras introduzidas no Programa 1.º Direito.
Contudo, esta alteração não representa um reforço da política municipal de habitação. Pelo contrário, evidencia uma regularização administrativa e uma reprogramação da execução, consequência dos sucessivos atrasos verificados e da reduzida concretização dos projetos inicialmente previstos.
Esta situação confirma os alertas que o Movimento 2030 tem vindo a fazer, de forma consistente, nas Assembleias Municipais ao longo dos últimos anos.
Preocupa-nos igualmente que o documento continue a apresentar um elevado número de intervenções classificadas como "a definir", "nova candidatura", "candidatura não apresentada" ou "aguarda decisão do IHRU", demonstrando que subsiste um elevado grau de incerteza relativamente à concretização de uma parte significativa das soluções habitacionais previstas.
O Movimento 2030 entende que o Município de Ovar não pode perder financiamento destinado à habitação nem desperdiçar uma oportunidade única de garantir respostas às famílias que continuam à espera de uma habitação condigna.
Continuaremos a acompanhar este processo com rigor, exigindo transparência, esclarecimentos e o cumprimento dos compromissos assumidos perante os ovarenses.
O Movimento 2030 https://www.ovarnews.pt/m2030-questiona-alegada-perda-de-15-milhoes-de-euros-de-financiamento-para-habitacao/


Uma mulher de 51 anos foi detida em Santa Maria da Feira, no âmbito de uma investigação por violência doméstica contra menores levada a efeito pelo Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) de São João da Madeira do Comando Territorial de Aveiro da GNR.
No decurso da investigação, foi possível apurar que a suspeita, enquanto tutora legal, alegadamente exercia violência física e psicológica de forma continuada sobre duas crianças, de 10 e 5 anos de idade.
Na sequência de uma busca domiciliária, os militares da Guarda verificaram condições de insalubridade e falta de habitabilidade, tendo procedido à retirada das duas crianças da situação de perigo em que se encontravam.
A ação contou com a articulação da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Santa Maria da Feira, garantindo o acolhimento e a proteção dos menores.
A suspeita foi presente ao Tribunal Judicial de Santa Maria da Feira, tendo-lhe sido aplicadas medidas de coação, entre as quais a proibição de contactar com as vítimas e a proibição do exercício das responsabilidades parentais relativamente a um dos menores. https://www.ovarnews.pt/mulher-suspeita-de-violencia-sobre-criancas-de-10-e-5-anos-detida-pela-gnr/


O último eclipse total do Sol observado em Portugal aconteceu há mais de 100 anos, em 1912, quando já não havia quem acreditasse em “monstros que assaltam os astros”, e atraiu astrónomos de vários países a Ovar.
Uma brochura publicada pelo Real Observatório Astronómico de Lisboa na Real Tapada d’Ajuda em vésperas do dia 17 de abril de 1912 referia que “todas as pessoas instruídas” conheciam a "teoria” dos eclipses e que as restantes já não tinham, “pelo menos, a ideia de uma serpente monstruosa espreitando o movimento dos astros e assaltando-os na passagem”.
Segundo o folheto, “em Lisboa, o fenómeno não tem atrativos”, pois o eclipse solar total só poderia ser observado “na região da centralidade”.
“Aqueles que o acaso levar” à zona, no norte de Portugal, “talvez tenham a sorte de admirar um dos espetáculos mais emocionantes que a Natureza nos proporciona", referia a brochura, acrescentando que "a aliança do astro do dia com o astro da noite alguma coisa de sublime devia realmente produzir".
O astrónomo historiador de ciência Luís Tirapicos explica no artigo “Eclipses totais do Sol em Portugal: de 1900 a 1919” que se tratou de um eclipse híbrido, “simultaneamente total e anular ”, dependendo do ponto de observação. “O eclipse foi total na parte central da faixa percorrida pela sombra da Lua – na península Ibérica – e anular nos extremos dessa faixa”.
O cientista diz que o fenómeno foi "registado por um dos pioneiros da astrofísica em Portugal”, o astrónomo Francisco da Costa Lobo, que se deslocou a Ovar com um grupo de alunos da Universidade de Coimbra.
Um artigo da revista Occidente (1878-1915) citado no bloque Restos de Coleção indica que Costa Lobo esteve envolvido na “observação mais original ocorrida em Ovar” realizada “na estação principal portuguesa na quinta do Sr. João Bernardino, em S. Miguel” e precisa que o tenente Nogueira Ferrão, que o jornal Comércio do Porto descreve como “habilíssimo photographo-amador e que ultimamente se tem dedicado, com muito êxito, à cinematografia”, adaptou uma câmara de filmar ao telescópio da Universidade de Coimbra para “reproduzir todas as fases do eclipse”.
Assim foi “realizado aquele que é considerado o primeiro filme científico português”.
A 17 de abril de 1912, dois dias depois do naufrágio do transatlântico Titanic, estiveram em Ovar ou nas redondezas expedições da Rússia, Inglaterra e França e “as condições favoráveis, como documentou a imprensa da época, nomeadamente a Illustração Portugueza , "permitiram também a um grande número de populares a fruição do eclipse”, recorda Tirapicos.
Enquanto o blogue refere que “o interesse pela observação do fenómeno levou a CP - Companhia de Caminhos de Ferro Portugueses a organizar comboios especiais para Ovar”, um texto da revista Timeout lembra que “muitos milhares de lisboetas foram para a rua a olhar para o céu” e que muitos outros observaram o eclipse “nas varandas dos prédios e das casas (…) uns a olho nu, outros recorrendo a proteções várias para a vista”.
Uma fotografia publicada pela Illustração Portugueza mostra pessoas num passeio em Lisboa a olhar para o sol através de “vidros fumados”.
No entanto, assinala o texto do blogue, “o eclipse solar observado em 28 de maio de 1900 gerou maior entusiasmo” e “cerca de 25.000 pessoas, entre as quais os príncipes D. Luís Filipe e D. Manuel, foram a Ovar para assistir ao fenómeno”.
O astrónomo amador inglês George Chambers (1841-1915), num relato citado por Tirapicos, conta: “Em maio de 1900 fomos a Portugal ver um eclipse total do Sol, na qualidade de membros da Associação Astronómica Britânica” e descreve o interesse dos portugueses.
“Ficámos bastante surpreendidos por ver o interesse que despertava o eclipse na gente do povo português, que não supúnhamos muito estudiosa. Pois interessou-se imenso antes do fenómeno, durante ele e depois. Pode avaliar-se a animação popular pelo facto de que circularam comboios cheios de excursionistas não só de Lisboa para Ovar e Porto, viagem direta e curta, mas de Lisboa para Viseu”.
“(em Ovar) vimos os milhares e milhares de homens e mulheres do povo que nos esperavam, achámos excelente ideia o terem-nos posto à disposição a força armada para manter a ordem nas ruas e impedir que a multidão invadisse os lugares que nos eram concedidos para ali montarmos os nossos instrumentos e realizar as observações”.
No caso do eclipse de 1912, a Occidente relata também que “em Penafiel, deu-se o eclipse anular (…). Os centros do Sol e Lua coincidiram, ficando apenas visíveis os dois pontos luminosos situados um pouco acima dos extremos do diametro horisontal”.
Além do filme de Nogueira Ferrão, foram feitos a 17 de abril de 1912 alguns pequenos filmes sobre o fenómeno e, “algumas semanas depois, no dia 11 de Maio, estreava-se em Lisboa no Chiado Terrasse e no Salão Central O Eclipse do Sol em Lisboa, da produtora Lusa Film”, indica a Timeout.
A Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, que organizou numerosas iniciativas relacionadas com o eclipse do Sol da próxima quarta-feira, assinala que “o último eclipse total do Sol observado em Portugal aconteceu em 1912 e o próximo será em 2144, tornando o Eclipse de 2026 num momento imperdível para várias gerações”.
Observar o Sol completamente tapado pela Lua só será possível em Portugal numa pequena zona do Parque Natural de Montesinho, no Nordeste Transmontano, mas a alta percentagem de obscurecimento, entre 92% e 99% no território continental e 74% a 77% nas ilhas dos Açores e da Madeira, permite, segundo o astrónomo Rui Jorge Agostinho, que as pessoas experimentem “aquilo que acontece durante um eclipse deste género”.
Ou seja, sentirão “a temperatura abaixar”, referiu em declarações à agência Lusa o investigador, acrescentando que quando o sol desaparece “a temperatura média no ar responde imediatamente”.
Além disso, “porque o sol está tapado, os animais à volta respondem e acolhem-se aos locais onde costumam pernoitar ou descansar”.
Na referida zona do parque de Montesinho, no dia 12, “durante cerca de 26 segundos, o dia transforma-se em noite”, mas o fenómeno astronómico inicia-se às 18:33 e termina às 20:23, com o seu máximo previsto por volta das 19:30, indicou a agência de divulgação científica. https://www.ovarnews.pt/ultimo-eclipse-solar-total-em-portugal-em-1912-animou-populacao-e-atraiu-astronomos-estrangeiros-a-ovar/
Aos 85 anos, faleceu Alberto “Pescador”, vareiro de gema, redeiro e tocador de búzio. Filho de gente do mar (Manuel de Oliveira Pinto e de Rosa de Oliveira Ascensão), o "Ti Alberto, como era conhecido por todos, nasceu e cresceu no mar e na pesca da Xávega.
Recentemente, participou no programa de César Mourão e tem um documentário sobre a sa vida para estrear brevemente.
Foi a “retocar” a rede da Companha do “Pedro, O Pescador”, na Praia dos Marretas, que o Porto Canal o foi encontrar. Ora veja aqui. https://www.ovarnews.pt/morreu-alberto-o-pescador-tocador-de-buzio-e-figura-da-xavega-ovarense/
Recentemente, participou no programa de César Mourão e tem um documentário sobre a sa vida para estrear brevemente.
Foi a “retocar” a rede da Companha do “Pedro, O Pescador”, na Praia dos Marretas, que o Porto Canal o foi encontrar. Ora veja aqui. https://www.ovarnews.pt/morreu-alberto-o-pescador-tocador-de-buzio-e-figura-da-xavega-ovarense/
A AD Ovarense prepara para 19 de setembro um dia especial na Arena de Ovar. O clube vai promover o “Dia de Campeões”, iniciativa que pretende reunir antigas figuras que ajudaram a construir a história do basquetebol vareiro.
Um dos nomes já confirmados pelo clube é Mário Elie, que estará de regresso a Ovar várias décadas depois de ter vestido a camisola da Ovarense. O antigo jogador representou o clube nas épocas 1987/88 e 1988/89, período em que contribuiu para a conquista de uma Liga, uma Taça de Portugal e uma Supertaça.
A passagem por Ovar antecedeu a mudança para a NBA, onde Elie disputou 11 temporadas e mais de 700 jogos. Na principal liga de basquetebol do mundo, conquistou três campeonatos, construindo uma carreira de destaque no panorama internacional.
O encontro contará também com a presença de DJ, outro dos nomes associados a um dos períodos mais marcantes da história da AD Ovarense e à conquista do campeonato nacional.
O programa do “Dia de Campeões” inclui ainda basquetebol. A partir das 16h00, a AD Ovarense defrontará o CAB Madeira, na Arena de Ovar, num jogo de preparação para a nova temporada.
A iniciativa promete, assim, juntar antigos campeões, adeptos e a atual equipa da AD Ovarense num dia dedicado à memória e ao presente de um dos clubes históricos do basquetebol português. https://www.ovarnews.pt/mario-elie-regressa-a-ovar-para-reencontro-com-a-historia-da-ad-ovarense/
Um dos nomes já confirmados pelo clube é Mário Elie, que estará de regresso a Ovar várias décadas depois de ter vestido a camisola da Ovarense. O antigo jogador representou o clube nas épocas 1987/88 e 1988/89, período em que contribuiu para a conquista de uma Liga, uma Taça de Portugal e uma Supertaça.
A passagem por Ovar antecedeu a mudança para a NBA, onde Elie disputou 11 temporadas e mais de 700 jogos. Na principal liga de basquetebol do mundo, conquistou três campeonatos, construindo uma carreira de destaque no panorama internacional.
O encontro contará também com a presença de DJ, outro dos nomes associados a um dos períodos mais marcantes da história da AD Ovarense e à conquista do campeonato nacional.
O programa do “Dia de Campeões” inclui ainda basquetebol. A partir das 16h00, a AD Ovarense defrontará o CAB Madeira, na Arena de Ovar, num jogo de preparação para a nova temporada.
A iniciativa promete, assim, juntar antigos campeões, adeptos e a atual equipa da AD Ovarense num dia dedicado à memória e ao presente de um dos clubes históricos do basquetebol português. https://www.ovarnews.pt/mario-elie-regressa-a-ovar-para-reencontro-com-a-historia-da-ad-ovarense/
quinta-feira, agosto 06, 2026


Guilherme Peixoto, lateral-direito de 20 anos, deixou o Benfica em direção á Holanda, assinando pelo Twente em dezembro do ano passado. O jovem defesa, que na última temporada participou na conquista da Taça Revelação de Sub-23 - a primeira que o clube da Luz conquistou até ao momento -, assinou um contrato de três temporadas, com mais uma de opção, com o clube holandês.
Natural de Ovar, Guilherme Peixoto estava há sete temporadas no Benfica, clube com ao qual chegou depois de passar pela formação do Avanca e do CB Estarreja.
Guilherme Peixoto é o que podemos chamar de protótipo de um lateral moderno. Vertical, tecnicamente evoluído e com vocação ofensiva. No entanto, apesar da qualidade inegável, a integração na Eredivisie foi gradual. Durante os primeiros meses da época 2025/26, o internacional sub19 trabalhou constantemente com o plantel principal, surgindo muitas vezes no banco de suplentes, ainda que quase sem ser utilizado.
Guilherme fez a sua estreia na equipa principal do Twente no jogo da Taça contra o Raalte
Essa paciência acabaria por dar frutos. Depois de já se ter estreado pela equipa principal frente ao Raalte, na Taça dos Países Baixos, o português somou, então, os primeiros minutos na Eredivisie. Guilherme saltou do banco aos 83 minutos no duelo frente ao AZ Alkmaar. Uma das equipas mais temidas do campeonato, na 14ª jornada da competição principal do país.
Antes de aterrar no De Grolsch Veste, Guilherme Peixoto construiu uma base sólida na formação do SL Benfica, onde atuou desde os sub-13 até chegar à equipa B. Foi, então, no Caixa Futebol Campus, do Seixal, que apurou vários dos atributos que hoje fazem dele um lateral moderno.
Na sua última época pelo emblema encarnado, o jovem natural de Ovar disputou mais de 30 jogos, 25 dos quais pela formação sub-23. Pela qual assinou um golo e duas assistências. Guilherme Peixoto representou também o conjunto das águias na UEFA Youth League, disputando seis partidas na competição.
Além do trajeto nas águias, Guilherme Peixoto foi também desde muito cedo um jogador muito requisitado pelos escalões jovens da Seleção Nacional. O atleta conta, então, com 36 internacionalizações jovens, segundo os dados da FPF. No total, soma mais de 2000 minutos em campo entre os plantéis dos sub-16, sub-17, sub-18, sub-19 e sub-20.
Esta tarde, há uma oportunidade de o ver em ação no jogo a contar para a Conference League da UEFA, entre o Twente e o DAC 1904, da Eslováquia. https://www.ovarnews.pt/guilherme-peixoto-quer-levar-o-twente-a-liga-conferencia-para-ver-na-tv/


O Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, manifestou o compromisso do governo em apoiar a estratégia do Município de Estarreja para afirmar o concelho como Cidade Criativa do Cinema da UNESCO.
Palavras proferidas após ter ficado a conhecer a futura sede do Cine-Clube de Avanca, situada no centro da vila, um equipamento atualmente em construção que reforçará as condições de exibição, criação, produção e formação cinematográfica, consolidando este território como referência no setor audiovisual.
Isabel Simões Pinto recordou que esta estratégia assenta numa dinâmica construída ao longo de todo o ano e que encontra no Festival AVANCA um dos seus momentos mais emblemáticos. "Vivemos esta cultura ao longo de todo o ano e, quando chegamos a julho, sentimos este ambiente único, com o mundo a vir até Avanca. É um orgulho para mim e deve ser um orgulho para todos nós."
O presidente do Cine-Clube de Avanca, Costa Valente, recordou o percurso iniciado em 1997 e o reconhecimento internacional alcançado ao longo de quase três décadas, assente na inovação, na confiança e na criação artística.
A Rede de Cidades Criativas da UNESCO tem como objetivo favorecer a mútua cooperação internacional com e entre as cidades-membros comprometidas em investir na criatividade como motor de desenvolvimento urbano sustentável, inclusão social e cultural vibrante. https://www.ovarnews.pt/estarreja-quer-integrar-a-rede-de-cidades-criativas-da-unesco/


Foi hoje mesmo lançada uma petição pública que defende a proibição da exploração comercial de sistemas de trotinetes elétricas partilhadas em Portugal, mantendo permitida a propriedade e utilização de trotinetes elétricas individuais que cumpram os requisitos legais.
A iniciativa do nosso colaborador, Diogo Sousa, Professor Universitário e primeiro subscritor da mesma,
sustenta que o modelo de partilha atualmente existente tem provocado problemas de segurança rodoviária, acessibilidade e ocupação desordenada do espaço público. Os promotores consideram que a disponibilização massiva de trotinetes através de aplicações digitais favorece comportamentos de risco, dificulta a fiscalização e origina obstáculos nos passeios, afetando particularmente pessoas com mobilidade reduzida, cidadãos cegos ou com baixa visão, idosos, crianças e famílias com carrinhos de bebé.
A petição refere ainda que a regulamentação municipal se revelou insuficiente para resolver estes problemas, apontando exemplos recentes de municípios portugueses que suspenderam ou terminaram os serviços de trotinetes partilhadas, bem como decisões semelhantes adotadas em diversos países e cidades europeias.
Além da proibição destes sistemas de partilha, os subscritores defendem um regime nacional uniforme que assegure a remoção dos veículos existentes, a responsabilização das empresas operadoras pelos custos decorrentes disso mesmo e o reforço da fiscalização das regras de circulação aplicáveis às trotinetes elétricas.
Os promotores apelam à participação dos cidadãos na subscrição da petição:
https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT132461 https://www.ovarnews.pt/peticao-defende-o-fim-das-trotinetes-eletricas-partilhadas-em-portugal/


Para prosseguir com trabalhos de ampliação da rede de drenagem de águas residuais é necessário intervir na Freguesia da Gafanha da Boa Hora, em Vagos.
Esta intervenção obriga a uma suspensão do abastecimento de água no dia 11/08/2026 entre as 09:00h e as 12:00h, nos seguintes locais e arruamentos:
Rua Principal (entre os n.ºs 1 ao n.º 123 e dos n.ºs 2 ao n.º 122)
Para consultar as intervenções no seu município, ligue 808 200 217* e escolha a opção 2, ou então aceda ao site da AdRA, onde as intervenções e ocorrências estão disponíveis e em permanente atualização: AdRA: Informações na Hora.
*Cobrado apenas o 1º minuto - custo de chamada para a rede fixa nacional https://www.ovarnews.pt/ampliacao-da-rede-no-municipio-de-vagos-obriga-a-suspensao-temporaria-do-abastecimento-2/
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