

O que hoje assistimos em Ovar não é política; é um exercício de equilibrismo ético que envergonha quem acredita na palavra dada.
A aprovação da proposta da CMO, (no valor de 538,100€ para uma praça de cimento) após o súbito e conveniente recuo de Lígia Pode, é o capítulo final de uma traição deliberada ao eleitorado.
1. O ELO que se quebrou foi a Confiança.
Esboçamos um projeto demos- lhe
Faz precisamente hoje 1 ano que , vendiamos o "ELO" como a visão de um futuro estruturante.
Hoje, esse elo não passou de uma algema de conveniência. Ao deixar cair a sua própria bandeira para validar a visão de Domingos Silva, Lígia Pode não está a "ceder pelo bem comum"; está a confessar que o seu projeto era, afinal, descartável.
Quando não se respeitam sequer os compromissos públicos do ante projeto elaborado pelo Arquiteto Paulo Coelho; com maquete exposta na Galeria do AGIR; diz muito da lealdade com o eleitorado.
Como pode o cidadão confiar em quem muda de convicção conforme o vento das aprovações sopra?
2. A Praça do Vazio contra o Museu do Improviso
Prometeram-nos um "Museu da Criatividade" e um "Cine-Teatro ressuscitado". O que nos entregam? Uma praça de cimento, um auditório a céu aberto que ignora a realidade climática e uma "Sala Bebé" que é o insulto final à memória do gigante que foi o Cine-Teatro de Ovar. É a substituição da substância pelo cenário, da cultura vivida pelo turismo de fachada.
3. O Coração de Ovar não está Atrofiado, está a ser Negociado
Diziam que o centro estava parado no tempo.
Pois bem, agora está à venda.
A "harmonia" anunciada entre o Mercado e a Igreja é, na verdade, a capitulação de uma alternativa política que se dizia renovadora, mas que se revelou um mero apêndice do sistema vigente.
4. A Traição ao Vareiro.
Não se enganem: este recuo é uma traição à identidade de Ovar. Usaram o nome do Carnaval e a memória do Cine-Teatro para ganhar palco, apenas para depois os servirem numa bandeja de prata aos interesses de quem sempre quis o caminho mais fácil (e mais vazio).
Ovar não precisa de "tempos de agir" se a ação for a rendição.
Esta decisão é o funeral da autonomia política de quem prometeu ser voz e acabou como eco.
O "corrente de emoções" do projeto original secou, deixando apenas o lodo de um acordo de bastidores que Ovar não merece e não esquecerá.
Resta ao Grupo Parlamentar do AGIR Ovar; resgatar a alma do seu programa eleitoral.
Não podemos esquecer que o PS; AGIR, CHEGA, M2030, mas também a CDU e BE.
Todos convergiram na defesa de um edíficio novo ou requalificado; representam mais de 17.000 votantes.
É necessário; convergirem na defesa de uma solução; que passe pela permanência de um espaço e não de uma politica de arrasamento primário.
A luta começa agora!
Plataforma Cívica de Ovar https://www.ovarnews.pt/o-carnaval-das-vaidades-sobre-as-ruinas-do-cine-teatro/
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