quarta-feira, abril 19, 2006

A contabilidade total
O «Deve e o Haver» da Liga de Honra
caso a Ovarense desista





Ovarense
Jogos em casa
Aves – 1-3 (Aves perde 3 pontos)
Barreirense – 1-0
Chaves – 2-3 (Chaves perde 3 pontos)
Estoril – 0-0 (Estoril perde 1 ponto)
Feirense – 2-0
Gondomar – 0-4 (Gondomar perde 3 pontos)
Leixões – 0-1 (Leixões perde 3 pontos)
Maia – 4-4 (Maia perde 1 ponto)
Marco – 1-3 (Marco perde 3 pontos)
Moreirense – 1-1 (Moreirense perde 1 ponto)
Olhanense – 0-3 (Olhanense perde 3 pontos)
Portimonense – 2-3 (Portimonense perde 3 pontos)
Covilhã – 1-2 (Covilhã perde 3 pontos)
Santa Clara – 1-1 (Santa Clara perde 1 ponto)
Vizela – 1-1 (Vizela perde 1 ponto)

Jogos fora
Aves – 1-1 (Aves perde 1 ponto)
Barreirense – 4-0 (Barreirense perde 3 pontos)
Beira Mar – 2-0 (Beira Mar perde 3 pontos)
Chaves – 2-1 (Chaves perde 3 pontos)
Estoril – 3-2 (Estoril perde 3 pontos)
Gondomar – 3-1 (Gondomar perde 3 pontos)
Leixões – 2-0 (Leixões perde 3 pontos)
Moreirense – 3-0 (Moreirense perde 3 pontos)
Portimonense – 1-1 (Portimonense perde 1 ponto)
Covilhã – 2-0 (Covilhã perde 3 pontos)
Santa Clara – 3-1 (Santa Clara perde 3 pontos)
Varzim – 3-1 (Varzim perde 3 pontos)
Vizela 3 – 0 (Vizela perde 3 pontos)
Feirense 2-3
Maia – 0-2
Marco – 0-2

Pontos perdidos pelos que venceram ou empataram com a Ovarense
Chaves – 6
Leixões – 6
Gondomar- 6
Covilhã – 6
Aves - 4
Estoril – 4
Moreirense – 4
Portimonense – 4
Santas Clara – 4
Vizela – 4
Marco – 3
Olhanense – 3
Beira-Mar – 3
Barreirense – 3
Maia – 1
Feirense – 0

Classificação sem a Ovarense
Beira-Mar – 59
Aves – 53
Leixões – 49
Olhanense – 45
Gondomar – 44
Santa Clara – 43
Varzim – 43
Chaves – 41
Feirense - 38
Vizela – 37
Estoril – 36
Covilhã – 34
Portimonense – 34
Moreirense – 32
Barreirense – 28
Marco – 25
Maia – 3

Beneficiados: Aves que se afasta mais dois pontos do Leixões. O Feirense é o grande beneficiado, fugindo à linha de despromoção.
Prejudicados: Leixões que se afasta da luta pela subida. Covilhã cai na zona de despromoção.

Deputados que faltaram à votação

PS:
Afonso Candal
Alberto Antunes
Alcídia Lopes
António Gameiro
António Vitorino
Armando França
Celeste Correia
Costa Amorim
Fernando Cabral
Fátima Pimenta
Hugo Nunes
Irene Veloso
Joana Lima
Joaquim Couto
Joaquim Pina Moura
Jorge Coelho
Jorge Fão
José Lamego
João Bernardo
João Soares
Luís Pita Ameixa
Lúcio Ferreira
Manuel Alegre
Manuel Maria Carrilho
Manuel Pizarro
Marcos Perestrello
Maria Cidália Faustino
Miguel Ginestal
Miguel Laranjeiro
Mota Andrade
Paula Cristina Duarte
Ramos Preto
Renato Leal
Ricardo Gonçalves
Rosalina Martins
Rui Vieira
Sónia Fertuzinhos
Telma Madaleno
Teresa Diniz
Teresa Portugal
Umberto Pacheco
Vítor Ramalho

PSD:

Deputados que faltaram à reunião plenária

Adão Silva
Ana Manso
António Almeida Henriques
Carlos Andrade Miranda
Duarte Lima
Feliciano Barreiras Duarte
Fernando Negrão
Jorge Neto
Jorge Tadeu Morgado
José Cesário
José Eduardo Martins
José Raul dos Santos
Luís Marques Mendes
Miguel Relvas
Paulo Castro Rangel
Paulo Pereira Coelho
Rosário Águas
Virgílio Almeida Costa

Deputados que faltaram à votação:

Agostinho Branquinho
António Silva Preto
Arménio Santos
Carlos Alberto Gonçalves
Carlos Poço
Correia de Jesus
Duarte Pacheco
Emídio Guerreiro
Guilherme Silva
Helena Lopes da Costa
Henrique Rocha de Freitas
Joaquim Ponte
Jorge Costa
Jorge Pereira
Jorge Varanda
José Matos Correia
José Matos Rosa
José Pedro Aguiar Branco
José Pereira da Costa
Luís Campo Ferreira
Luís Pais Antunes
Luís Rodrigues
Melchior Moreira
Miguel Almeida
Miguel Macedo
Mário Albuquerque
Nuno da Câmara Pereira
Paulo da Silva Santos
Pedro Duarte
Pedro Pinto
Ricardo Martins
Zita Seabra

CDS-PP:

Deputados que faltaram à reunião plenária

António Pires de Lima
Pedro Mota Soares

Deputados que faltaram à votação

Abel Baptista
João Rebelo
Paulo Portas
(Ler mais em «PD»)

terça-feira, abril 18, 2006

As mulheres que sorriem são vistas
como mais inteligentes e bonitas


As mulheres que sorriem são vistas pelos outros co mo mais inteligentes e bonitas, conclui um estudo científico inédito hoje divulg ado pelo Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab).
Denominado "Expressão facial: o efeito do sorriso na percepção psicológica dos estereótipos", o estudo foi elaborado a partir da análise facial de 480 por tugueses de idades compreendidas entre os 18 e os 70 anos.
Utilizando uma "Escala de Percepção do Sorriso", a investigação concluiu q ue as pessoas sorridentes são vistas pelos outros como mais alegres do que as de face neutra.
Numa avaliação por género, o estudo revela que a mulher é percepcionada co mo mais inteligente e bonita com o sorriso superior e o sorriso fechado do que q uando exibe a face neutra.
Os resultados apontam para efeito do sorriso na percepção que os homens tê m da beleza da mulher: o sorriso torna a mulher mais bonita, desde a face neutra ao sorriso mais largo.
As mulheres tendem a desvalorizar o efeito do sorriso noutras mulheres e a valorizar o do homem, embora não se tenham verificado diferenças significativas na percepção da inteligência dos homens em função da sua expressão facial.
O grupo etário dos 60-70 não faz significativa distinção na percepção dos diferentes tipos de sorriso e características psicológicas associadas, sendo ess a diferença significativa no grupo dos 18-25 anos.
O director do FEELab e autor do estudo, Freitas-Magalhães, vai participar na Conferência sobre o comportamento humano e a evolução da sociedade, que decor rerá de 7 a 11 de Junho na Universidade da Pensylvania, em Filadélfia.
No poupar é que está o ganho

segunda-feira, abril 17, 2006

Quer ter este CD?



Então, encomende-o aqui.
Apenas ovos (muitos), açúcar e farinha fazem a maior delícia vareira
O inesquecível pão-de-ló de Ovar

A receita é muito simples quando descrita por uma especialista na matéria. A questão é que os segredos não se revelam e, quando isso acontece, é necessário ter muita experiência e «dedo». É que qualquer distracção pode ser a «morte do artista» e lá se vai o «pitinho».

O «JANEIRO» quis saber como é confeccionada uma das maiores especialidades do concelho de Ovar, o seu famoso pão-de-ló, apelidado carinhosamente pelos locais de «pitinho». Para isso, nada melhor que visitar este concelho vareiro e assistir, junto de profissionais à confecção de tão saboroso quanto inesquecível doce.
Desde logo, começa-se por se baterem os ovos. Cerca de 25 por cada quilo de pão-de-ló, a maior parte só as gemas. Depois, é a vez da massa, isto é, na batedeira eléctrica (no caso de doses industriais) colocam-se os ovos e o açúcar, e batem-se durante 25 minutos, juntando-se posteriormente a farinha. Aproveita-se este pequeno intervalo para se adiantar o restante processo, nomeadamente fazendo a vincagem e dobragem do papel. Envolve-se bem a massa, nesta fase manualmente, vertendo-se para a forma já forrada com o papel. Vai ao forno, em média, cerca de uma hora e, posteriormente, é deixado a arrefecer sensivelmente meia hora. Cortam-se as extremidades do papel, coloca-se a fita e está pronto para seguir, dentro da caixa, até à mesa do cliente.
De acordo com profissionais de pastelaria ovarenses, o grande segredo — contrariamente às pizzas italianas –— não está só na massa, mas sim na cozedura, isto é, no tempo que está no forno. (Ler Mais)
Céu em Hyderabad

Céu nublado anunciando fortes chuvas na província de Sindh, no Paquistão.
(EPA/NADEEM KHAWER/Lusa)

sábado, abril 15, 2006

Certificação do famoso pão-de-ló
esbarra nos segredos de família


Adivinha-se o fim da Quaresma quando em muitas das janelas das casas vareiras surgem colados panfletos a anunciar que se aceitam encomendas do famoso pão-de-ló, a iguaria doce que há muito leva o nome de Ovar a todos os cantos do mundo. Hoje, estima-se que haja cerca de três dezenas de produtores com casa aberta ao público, pessoas dedicadas à comercialização daquele doce. No entanto, serão muitos mais os que, por esta altura do ano, se aventuram na arte secular de bem fazer o pão-de-ló de Ovar.
A fama da iguaria é tal que são muitos os que, por esse Portugal fora, juntam ovos, açúcar e farinha e procuram criar "cópias" do doce. E é exactamente por essa razão que a Câmara Municipal de Ovar se empenha, desde há já alguns anos, mas agora mais em força, em certificar o produto "Pão-de-ló de Ovar", para que mais ninguém possa usar aquela marca, de forma a que o prestígio do produto tipicamente vareiro não seja desvirtuado.(«JN»)
Rota da Luz satisfeita com turismo da Páscoa

O presidente da Região de Turismo da Rota da Luz, Pedro Silva, está satisfeito com a adesão de turistas durante as mini-férias da Páscoa. Ontem, contabilizava «dezenas de milhar de turistas, particularmente espanhóis». Em contactos feitos no dia anterior, junto de hoteleiros, recorda «uma percentagem de ocupação muitíssimo elevada» e a «percepção que os turistas ficariam mais do que um dia». Também está satisfeito com a frequência de turistas nos restaurantes e quanto à oferta de alojamento, disse ao Diário de Aveiro que «nas épocas altas, se houvesse mais, mais seria ocupado». Por isso diz que é preciso mais unidades hoteleiras, defendendo a aposta na diversidade, dirigida aos vários tipo de turistas e não dividindo-os por nacionalidades. Pedro Silva prepara um estudo a partir do «observatório regional de turismo» que recolhe dados para «traçar o perfil dos turistas».(«Diário de Aveiro»)

Praias sem fumo

As medidas anti-tabágicas decretadas um pouco por toda a Europa
estão a endurecer. Este cartaz a proibir a entrada
a fumadores foi colocado na praia de Miranda, localidade de Escala,
província de Girona (Catalunha). A câmara municipal da cidade
tomou esta medida afirmando que os cigarros poluem e sujam a praia.
(Foto: Robin Townsend/EPA/Público)

sexta-feira, abril 14, 2006


O Golgota
Deputado ovarense eleito na AR
E Armando França faltou ou não?

O «Diário de Aveiro» tentou mas não foi possível saber, com certeza, entre os deputados eleitos pelo círculo de Aveiro, quem participou ou não nas polémicas votações que ficaram por fazer, anteontem, na Assembleia da República.
Dados seguros são alguns, entre os que votaram e não votaram. Foram eleitos pelo círculo de Aveiro, oito deputados do PS, seis do PSD e um do CDS-PP. Do PSD, Luís Montenegro, coordenador dos deputados social-democratas, disse ao Diário de Aveiro que votou, como terá acontecido com Hermínio Loureiro, Regina Bastos e José Manuel Ribeiro, uma situação que não foi possível confirmar dada a impossibilidade de contacto, durante o dia de ontem, com estes deputados além de outros. Também não foi possível obter informações na Assembleia da República uma vez que os serviços se encontravam encerrados. Ainda pelo PSD, não terão votado Marques Mendes e Jorge Tadeu, sendo, no entanto, admitido entre os que faltaram à votação que se encontravam «em trabalho político». O coordenador justifica a dificuldade em saber se os deputados votaram ou não pelo facto de irem «entrando e saindo» ou outros serem «apanhados fora da sala» na hora da votação.
O único deputado do CDS-PP, Paulo Portas, não esteve no Parlamento durante o dia, e não terá votado. Contudo, o líder da bancada parlamentar do partido, Nuno Melo, disse que as faltas registadas foram justificadas.
No PS, o coordenador dos deputados, Costa Amorim, não recebeu de forma pacífica o contacto do Diário de Aveiro considerando a abordagem deste assunto «uma hipocrisia», acrescentando que não julga «nenhum colega». Entre os que não estiveram incluem-se os que «tem “n” coisas a fazer». Questionado se votou respondeu: «estive no plenário, quanto ao resto…». Além do trabalho de deputado, Costa Amorim é candidato à presidência da Distrital do PS e «não se monta uma estrutura da Federação, brincando».
O socialista Afonso Candal não participou na votação mas esteve «o dia todo e activamente, na Assembleia da República». Lembra que a hora das votações regimentais é às 18 horas o que não aconteceu na quarta-feira. Passava das 19 horas quando se votou no Parlamento e a essa hora Afonso Candal já estava a caminho de Sever do Vouga para uma sessão de esclarecimento, marcada para as 21.30 horas, no âmbito da sua candidatura à Federação na campanha que tem Costa Amorim como adversário.
Entre os que não terá votado, da bancada socialista, encontram-se ainda João Bernardo, Pedro Nuno Santos e Rosário Carneiro, ao contrário de Rosa Albernaz e Helena Terra, mantendo-se a dúvida de Armando França.
Podem ser justificadas, segundo o Estatuto dos Deputados, os casos de doença, casamento, maternidade e paternidade, luto, missão ou trabalho parlamentar e o trabalho político ou do partido a que o deputado pertence».
As faltas injustificadas podem ter um desconto de 1/20 ou 1/10 do vencimento ou a perda do mandato se for ultrapassado o limite de faltas.

quinta-feira, abril 13, 2006

Quem não tem cão...

Tulipa deverá escolher Renato para ocupar a posição de guarda-redes frente ao Moreirense. Com Rui Correia lesionado e sem outra opção para o posto, o técnico da Ovarense vê-se na obrigação de escolher um jogador de campo sendo que, caso se encontre fisicamente apto, será sobre o médio-defensivo que recairá a escolha. "Vem de um período de inactividade e trata-se de um atleta com uma predisposição muito grande", refere Tulipa, que, embora "com cuidados", já trabalhou alguns exercícios técnicos com o jogador. Caso Renato não se encontre nas melhores condições físicas, a equipa terá apenas dez jogadores. («O Jogo»)
AR: 40 por cento dos deputados do PS e
dois terços do PSD faltaram às votações


Quarenta por cento da maioria socialista, 49 dos 121 deputados, e dois terços da bancada do PSD, 50 num total de 75, faltaram às votações da tarde de ontem no Parlamento, que não se realizaram por falta de quórum.
De acordo com o secretário da mesa da Assembleia da República Fernando Santos Pereira, deputado social-democrata, sem contar com as 13 ausências por missão ao estrangeiro, faltaram às votações 107 deputados, 50 do PSD, 49 do PS, 5 do CDS-PP, 2 do PCP e um do BE.
Não se verificou, portanto, o quórum de deliberação, que corresponde a mais de metade dos 230 deputados, o que obrigou o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, a encerrar a sessão sem que decorressem as votações agendadas.
Segundo Fernando Santos Pereira, Jaime Gama solicitou à mesa da Assembleia da República que "fizesse o levantamento dos deputados que faltaram ainda hoje e o divulgasse" e essa contabilidade esteve a ser efectuada desde o final da sessão plenária.
Assinaram o livro de presenças hoje à tarde quase todos os deputados do PS, 114 em 121, a maioria dos social-democratas, 52 em 75, 10 dos 12 deputados comunistas, 9 dos 12 do CDS-PP, 7 dos 8 parlamentares do BE e os dois deputados de "Os Verdes", disse à agência Lusa o secretário da mesa.
Contudo, no final da sessão estavam presentes apenas 66 socialistas, 21 deputados do PSD, 8 do PCP, 6 do CDS-PP, 7 do BE e dois de "Os Verdes", estando em missão parlamentar ao estrangeiro 6 socialistas, 4 social-democratas, dois deputados comunistas e um democrata-cristão.
O PSD foi assim o partido mais faltoso, com dois terços dos seus deputados ausentes nas votações que antecediam um fim-de-semana prolongado devido ao feriado de sexta-feira e à antecipação da sessão plenária desta quinta-feira para a passada terça-feira.
Na maioria socialista faltaram cerca de quarenta por cento dos deputados, bem como na bancada do CDS-PP, enquanto o PCP garantiu a presença de 75 por cento dos seus parlamentares, o BE de quase 90 por cento e "Os Verdes" foram o único grupo parlamentar sem faltas.
O deputado Fernando Santos Pereira lembrou que, "de acordo com a resolução da Assembleia da República 77/2003, os deputados serão notificados para justificar as faltas ao plenário e terão cinco dias a contar da data da notificação para o fazer".
O Estatuto dos Deputados considera "motivo justificado" para as faltas "a doença, o casamento, a maternidade e a paternidade, o luto, missão ou trabalho parlamentar e o trabalho político ou do partido a que o deputado pertence".
O mesmo Estatuto dos Deputados impõe um desconto de "1/20 ou 1/10 do vencimento por cada falta injustificada" e a perda do mandato para quem ultrapassar o limite de falta não justificadas por sessão legislativa - quatro, segundo o regimento da Assembleia da República.

quarta-feira, abril 12, 2006

Finanças
Estado vai penhorar 6.353 veículos
de contribuintes em dívida


A Segurança Social (SS) vai penhorar 6.353 veículos topo de gama pertencentes a 1.373 contribuintes que têm uma dívida total ao fisco de 59 milhões de euros, noticiou hoje o «Diário de Notícias». De acordo com o jornal, esta operação insere-se nos planos para este ano do Instituto de Gestão Financeira da SS, que consiste em aumentar o nível de cobrança de dívidas em atraso para 200 milhões de euros no final de 2006.







A SS nem deve sequer ter ouvido falar do «novo» Bugatti Veyron, que poderia significar o fim dos seus problemas...
Para os senhores da SS e para os outros que nunca ouviram falar desta maravilha sobre rodas:
É um automóvel que tem um motor 8.000 de cilindrada W16 (ou melhor: são 2 motores 4000 de cilindrada V8 que juntos formam um 8000 W16!!! Esqueçam... Não interessa nada!!!) com 1001CV às 6000RPM (Isso mesmo... MIL E UM CAVALOS!), 1250NM de binário, 4 TURBOS e caixa de 7 velocidades!!!
Vai dos 0 aos 100Km/h em 2,5 segundos (Uma Suzuki Hayabusa 1300 faz dos 0 aos 100 km/h em 2,8 segundos);
0 aos 300Km/h em 14 segundos;
A velocidade máxima é de 405Km/h... LIMITADOS ELECTRONICAMENTE!!!(Para terem uma ideia do que é andar a 405Km/h, pensem que a essa velocidade percorrem 113 metros por segundo.
Também podem ver as coisas de outra forma:
Até agora, o segundo carro mais rápido do Mundo era o famoso McLaren F1 (o primeiro era o Koenigsegg CCR - 388Km/h) que atingia a velocidade de 387Km/h.
Se colocarem o McLaren e o Bugatti lado-a-lado numa recta, é possivel deixar arrancar o primeiro até atingir os 193Km/h, só depois arranca o Bugatti e este ainda consegue chegar primeiro aos 321Km/h!!! (Custa a crer não é???)
O depósito de combustível tem a capacidade de 100 litros de gasolina mas se fosse possivel andarem sempre a fundo, apenas conduziriam 12 minutos sem abastecer!!!
Com toda essa potência, o carro literalmente queima borracha tão rápidamente que a Volkswagen precisou pedir à Michelin que criasse um novo tipo de composto para os pneus do Veyron. Os pneus são da medida 265/30R 20 na frente e 335/30R 20 atrás.
Quanto aos travões... são "granditos" pois permitem fazer dos 402Km/h aos 0 em apenas 10 segundos!!!
Quanto ao preço... Claro que não é propriamente uma pechincha mas quem tiver 1.230.000 Euros (mínimo de 300.000 Euros de sinal = 1 Lamborghini Murciélago !!!) para investir num automóvel, garanto que não ficará desiludido!!! E se tiver dívidas à SS, vai ser uma beleza!!
(Bólide e dados enviados por Mão Amiga)
«Play-Offs» começam amanhã
Heshimu quer vencer

O extremo norte-americano Heshimu Evans, grande figura dos últimos cinco anos do basquetebol português, está apostado em conquistar o seu terceiro título na Liga profissional, agora como líder da Ovarense.
«Não sei se somos os favoritos, mas o nosso objectivo é vencer», frisou à Agência Lusa Heshimu Evans, a grande figura da formação vareira, vencedora incontestável da fase regular do campeonato, com 16 vitórias e apenas quatro derrotas.
Campeão em 2001/2002, pela Portugal Telecom, e em 2003/2004, ao serviço do FC Porto, o jogador nova-iorquino não espera, porém, facilidades nos «play-off», a começar já pelos quartos-de-final, fase em que a Ovarense vai «medir forças» com o CAB Madeira. (Ler tudo aqui)
SJ Madeira
Vizinhos discutem «custódia»
de cão em tribunal


Quando há mais de cinco anos um pequeno rafeiro apareceu à porta de um café no Bairro da Cooperativa 11 de Outubro, em S. João da Madeira, ninguém podia imaginar que ele seria a causa da zanga entre dois vizinhos e que a sua «custódia» iria ser dirimida no Tribunal.
Com a tristeza estampada no rosto, própria de quem perdeu um «grande amigo», Felisberto Miranda recorda o dia em que o pequeno rafeiro chegou ao café e se deitou na cadeira.
Os dias foram passando e os dois foram-se afeiçoando. Como ninguém reclamava o pequeno rafeiro, a vizinha Ana Maria Almeida, sugeriu ao invisual que ficasse com ele. Felisberto Miranda e a mulher Laurinda acabaram por aceitar a sugestão e ficaram com o «Escova» que passou a fazer parte da família, com direito a foto no «passpatour» da sala e tudo. «Ele é muito inteligente, bastava eu pegar no boletim do totoloto que ele vinha logo a correr e levava-me ao quiosque para o registar», conta amargurado Felisberto Miranda.
Na rua todos se habituaram a ver o «Escova» - nome que resulta do facto do cão ser muito carinhoso – com Felisberto Miranda e a mulher. «Nem no supermercado lhe impediam a entrada», sublinha. Sempre que tinha que se ausentar, pois durante algum tempo foi um dos responsáveis regionais da ACAPO (Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal) era a vizinha, que também tinha a chave de sua casa, que tomava conta do «Escova». «Até combinávamos as férias para ele nunca ficar sozinho», reforça.
O problema surgiu quando em Abril de 2004 a mulher de Felisberto Miranda teve um problema de saúde e foi internada no hospital e teve uma convalescença de alguns meses. Nessa altura, explica o invisual, o «Escova» passou a dormir em casa de Ana Maria que também olhava por ele durante o dia enquanto ele passava o dia ao lado da esposa. «Ela ofereceu-se para isso e eu agradeci», afirma. («DA»)
O Cartaz da exposição



...dos Amigos do Cáster.
Teste do «tripeiro»



Isto de ser adepto do FC Porto ainda tem que se lhe diga. Vamos ver quem é mesmo do Porto, carago! Faça o teste, se tiver coragem!

terça-feira, abril 11, 2006

Reciclagem: "Site" na Internet para
ajudar cidadãos a encontrar ecopontos


A Sociedade Ponto Verde e o Grupo de Estudos de Ordenamento do Território (GEOTA) anunciaram hoje o lançamento de um "site" na Internet para ajudar os cidadãos a localizar e melhorar o funcionamento dos ecop ontos.
Através do site www.omeuecoponto.pt, os utilizadores dos ecopontos pode m participar, esclarecer e sugerir soluções para melhorar a recolha selectiva de lixo através destes equipamentos.
"Onde está o meu ecoponto" e "Como está o meu ecoponto" são algumas das questões que podem ser respondidas neste "site", cujos conteúdos englobam ainda informação sobre separação de embalagens, ecopontos e ecocentros, centros de tr iagem, tratamento de resíduos e reciclagem, entre outros.
"Apesar dos 25 mil ecopontos espalhados por todo o país, a localização destes depósitos de embalagens usadas nem sempre supre as necessidades das popul ações que diariamente os utilizam", reconhece a Sociedade Ponte Verde num comuni cado.
Além de funcionar como fonte de informação, o "site" visa também possib ilitar a instalação de uma rede mais densa de ecopontos, nomeadamente nas locali dades mais carenciadas.

A anúncio do ano


(Enviado por mão amiga) ... e Feliz Páscoa!

segunda-feira, abril 10, 2006

Carnaval de Estarreja deu lucro

A edição de 2006 do Carnaval de Estarreja obteve um lucro de 31 mil euros. O relatório de contas foi aprovado por unanimidade dos grupos na Assembleia Geral da ACE – Associação de Carnaval de Estarreja, realizada na última quinta feira.
A actividade mobilizou uma receita de 232.229,90 euros e uma despesa de 201.124,61 euros. Feitas as contas, o resultado é de 31.105, 29 euros positivos. “Uma gestão cuidada e apertada” foi obrigatória para se inverter a situação de acumulação do passivo, disse o presidente da direcção, Pedro Mendes.
A direcção “logrou reduzir substancialmente o passivo existente”, constatou o Conselho Fiscal que deu parecer favorável às contas apresentadas. O valor total da dívida, herdada por anteriores direcções, aos grupos e escolas de samba era de 50 mil euros quando a actual direcção assumiu funções.
Esse valor foi reduzido para 36 mil euros. Ainda assim, antes de deixarem a direcção, os responsáveis tencionam “pagar mais 50% da dívida”, adiantou Pedro Mendes.
A direcção da ACE está prestes a terminar o mandato. “Que sejam promovidas eleições pois quem vier terá a casa arrumada para poder trabalhar e que apareça uma nova direcção que ficará com um fundo de maneio para começar”, disse o tesoureiro Paulo Tavares. As eleições deverão decorrer na segunda semana de Julho.
O representante da Câmara na direcção da ACE, Abílio Silveira, elogiou a “capacidade de gestão da equipa” e lançou o repto: “recomendo que a direcção se mantenha para dar continuidade ao bom trabalho”.
Até Julho, a ACE tem pela frente dois eventos. No dia 30 de Abril, recupera-se a “Batalha das Flores”, alegres cortejos carnavalescos datados do final do século XIX e que estiveram na origem do Carnaval de Estarreja. Nesse dia, 500 crianças das escolas do concelho desfilam na Praça Francisco Barbosa numa reedição do corso infantil que teve de ser cancelado por duas vezes devido ao mau tempo. Na apresentação do espectáculo estarão duas caras bem conhecidas dos mais novos, actores da novela da TVI, Morangos com Açúcar.
No dia 1 de Julho, realiza-se o Carnaval de Verão. Este ano, retoma-se o formato de desfile nocturno na rua frontal ao Edifício dos Paços do Concelho com a presença das quatro escolas de samba e dos três primeiros classificados grupos apeados.
Como lidam os portugueses
com o estacionamento pago


domingo, abril 09, 2006

Portugueses bebem 2,8 milhões
de litros de álcool por dia


Os portugueses bebem 2,8 milhões de litros de bebidas alcoólicas por dia. O que é facto também é que alguém andou a beber a minha parte, porque em 2005, cada português com mais de 15 anos, bebeu em média 115 litros de álcool. Sinceramente, depois de andarem a dizer que havia 7,5 mulheres para cada português e eu não saber das minhas restantes 6,5, só faltava esta. Não me lembro de ter bebido isto tudo. Não me lembro? Às tantas...
Agora a sério, a cerveja é a bebida alcoólica mais consumida em Portugal, seguida do vinho e das bebidas espirituosas. Depois de já ter liderado a lista dos maiores consumidores de bebidas alcoólicas do mundo, Portugal ocupa agora o sétimo lugar, dizem os últimos dados da World Drink Trend. No entanto, há cada vez mais jovens a abusar do álcool.
À frente do vinho, dos licores e do uísque, a cerveja vence em número de litros consumidos pelos portugueses. De acordo com um documento da Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo (DGAIEC) a que o DN teve acesso, os portugueses beberam 517 milhões de litros de cerveja no último ano, menos 74 milhões do que em 2004. («DN»)
A propósito, experimentem aqui e aproveitem para reencontrar esta.
Dina Neiva e a sua Exposição nas Galerias João Abel Manta
«Pinto a mulher, porque o sou»

Desde o passado sábado e até ao próximo dia 17, está patente ao público, nas Galerias João Abel Manta, na cidade de Gouveia, a Exposição de Pintura ‘Ah Mulher!’, da autoria de Dina Neiva.
Natural de Ovar, onde nasceu a 8 de Abril de 1967, no seio de uma família ligada às artes e à escrita, Dina Neiva falou ao «Notícias de Gouveia» sobre a decisão de trocar Lisboa - onde viveu cerca de vinte anos - pelo Arcozelo, onde actualmente reside,e sobre o seu percurso artístico que conheceu diversas fases ao longo dos tempos e que se estende também à literatura.
Sócia-gerente de uma empresa de tecnologias, Dina Neiva tem na mulher o tema central da sua pintura, “pela graciosidade e encanto das suas formas, pelo seu ventre que gera vida, é um exemplo de força e de garra, transforma dores em esperança”.
Entre as Exposições realizadas, destacam-se as seguintes: Exposição colectiva de Pintura/Desenho na Cooperativa Sem Margem - 1981; Exposição de Pintura/Desenho na Casa do Povo de Ovar - 1981; Exposição de Pintura/Desenho no Casino de Espinho - 1982; Exposição Colectiva de pintura na Cooperativa Árvore - 1983; Exposição Colectiva de pintura na Cooperativa Árvore - 1984; Exposição de Pintura na Cooperativa Sem Margem - 1984; Exposição de Pintura no Diamante Club - 1985; Exposição de Pintura no Museu de Ovar - 1993.
Treze anos depois da sua última mostra, Dina Neiva volta a expor, agora em Gouveia. O NG aproveitou a oportunidade para saber mais sobre o universo pessoal e artístico desta mulher que é também mãe de quatro filhos.


Notícias de Gouveia (N.G.)
- Não sendo natural desta região e tendo vivido quase vinte anos em Lisboa, como é que se deu a sua vinda para esta região, e mais concretamente para Arcozelo da Serra?
Dina Neiva (D.N.) - O meu marido, tinha cá a sua família e todos os anos vínhamos cá de férias, várias vezes por ano. Desde o início que simpatizei com o Arcozelo e com Gouveia e tinha um velho sonho, que era o de viver perto da neve. É evidente que não foi isso que nos fez decidir vir viver para cá, mas outras condicionantes que na altura foram importantes para esta mudança. Apesar de ter ido cedo para Lisboa estudar engenharia, nunca morri de amores pela capital.
Nos últimos anos Lisboa está demasiadamente delinquente, cheia de crime e com um stress que nos faz deixar passar a vida sem dar conta que ela passa por nós. Faz ideia de quantas horas andava diariamente no trânsito? Três horas, que ao fim de um ano dá cerca de 1000 horas. São essas mesmas horas que desperdiçamos em termos de vida.
Foi este conjunto de situações que nos fez pensar em mudar de cidade para se viver. Um local mais calmo dava-nos a permissão ter mais tempo para os nossos filhos, poder dar-lhes uma educação completamente diferente, termos mais tempo para nós próprios e investirmos mais num conjunto de situações que numa grande cidade não é possível.
Um dia sentamo-nos, falamos sobre o assunto e pusemos várias hipóteses em cima da mesa, uma delas era vir para o Arcozelo da Serra, e foi essa a hipótese que acabou por vencer. E hoje cá estamos, felizes com a nossa decisão, cá já tive mais um filho, o que em Lisboa seria inconcebível, quer em termos de tempo, quer monetários, pois numa cidade grande educar quatro filhos é muito complicado.

N.G. - Como é que a pintura surgiu na sua vida?
D.N. - Nasci no seio de uma família ligada às artes e à escrita, e desde cedo revelei interesse pelas artes pelo que ao longo da juventude fui experimentando diferentes formas de expressão artística, divididas entre a pintura, o desenho e a escrita.
Em 1980 iniciei a minha carreira artística como auto didacta, elaborando os meus primeiros trabalhos em carvão e a lápis. Mas é em 1982 que começo a frequentar o atelier do pintor e Mestre António Rosa e começo a desenvolver outras técnicas, tais como a pintura em tela, aguarela e olaria. Em 1983 apesar de continuar a frequentar o Liceu Júlio Dinis em Ovar, em paralelo frequento um curso de 3 anos de belas artes na Cooperativa Árvore no Porto. Terminado o Liceu e o curso de belas artes opto por enveredar numa carreira de engenharia e parto para Lisboa onde tive a oportunidade de contactar com gentes dos mais diversos meios artísticos. Nessa altura começo a dedicar mais tempo aos meus estudos e a escrever com alguma frequência poesia e prosa. Não tendo deixado a pintura para trás, passo a pintar esporadicamente, umas vezes por necessidade interior, outras para oferecer a amigos, dedicando-me apenas à minha carreira profissional na área da Engenharia Informática. Tal qual como faço actualmente, na maioria do meu tempo, já que sou sócia-gerente de uma empresa de informática na Guarda.
Hoje passados, 26 anos do início da minha carreira e 13 da última exposição, de há um ano para cá, voltei a pintar diariamente, como uma necessidade intransigente da alma, dando-lhe a paz interior que tanto necessito.

N.G. - Como define, ou de que forma é que caracteriza, as suas obras?
D.N. - A maioria dos pintores vê uma mesa e pinta a mesa, vai à natureza e pinta a natureza. Pinta casinhas e retratos. Eu não sei e não quero fazer isso. Eu vejo a tela em branco o tema e a partir daí começo a pintar. É verdade que como tema central, gosto especialmente de pintar a mulher, pela sua graciosidade e encanto das suas formas, pelo seu ventre que gera vida, pelo exemplo de força e de garra, da forma como transforma dores em esperança. Pinto a mulher, porque o sou, e como tal é o ser que melhor conheço mesmo sem ter que me olhar no espelho. A mulher é um ser lutador que consegue ultrapassar todas as adversidades. É esse ser que é obra da natureza e há que a enaltecer, recuperar os valores femininos, pintar sua a polaridade. É à mulher que dedico os meus textos, os meus versos, os meus seus sonhos e as minhas obras. Sim, porque a mulher é uma eterna sonhadora, romântica, feminina, que sabe muito bem o seu papel na vida, como companheira, guerreira, doce, cheirosa, harmoniosa, e também decidida, atrevida, voraz, objectiva, cheia de vida, como eu me considero.

N.G. - A vivência na Serra da estrela e em particular em Arcozelo da Serra têm influenciado a sua produção artística?
D.N. - Se eu tivesse ficado em Lisboa acho que não pintaria desta forma, por falta de tempo e pelo stress que aquela cidade emana. O estado de espírito de uma pessoa, assim como as cores que se usa num quadro, tem a ver com o lugar em que se vive, e aí sim o Arcozelo influenciou as minhas obras de uma forma muito especial. Eu pinto sempre à noite, pois é mais calmo, mais sossegado, com um pouco de musica estou no meu pequeno atelier sem algo que me possa incomodar. Na realidade este foi o lugar onde mais pintei com a alma e me senti feliz porque também tenho mais tempo para a reflexão.

N.G. - Há algum pintor que tenha como referência ou cujo trabalho admire particularmente?
D.N. - Frida Kahlo e Pablo Picasso. Frida Kahlo foi uma artista única, uma revolucionária também, mexicana, que para muitos é considerada a pintora do século. Apesar de seu pouco tempo de vida, deixou-nos obras magníficas e intrigantes. A sua vida foi marcada por grandes tragédias e isso deu-lhe o impulso para pintar as suas angústias, as suas vivências, seus medos. Para mim foi uma pintora e uma mulher fantástica.
Pablo Picasso foi para mim o mais versátil artista do século 20. Picasso, juntamente com o pintor francês Georges Braque, criou o Cubismo, uma forma de expressão artística que eu adoro. Graças ao Cubismo, a liberdade do artista estendeu-se também aos materiais, os meios tradicionais como a pintura e a escultura puderam ser substituídos por objectos colados nas telas, ou ‘montagens’ de itens construídos ou ‘achados’. Ao contrário do que muita gente pensa, Picasso nunca chegou a criar uma arte puramente abstracta. O que de facto mostra a sua versatilidade em relação aos seus contemporâneos.

N.G. - Uma última questão: que expectativas tem em relação a esta Exposição em Gouveia?
D.N. - Espero que as pessoas apreciem a minha obra seja ela de uma forma positiva ou negativa. O artista cria e o público recria a obra, espero por isso obter críticas construtivas que me façam crescer na minha carreira e me impulsionem para novas criações. Esta exposição não tem como objecto central a comercialização, mas sim mostrar as minhas motivações, as minhas emoções e impulsos interiores e a minha forma de estar perante a vida.
A paz e o ramo de oliveira

Uma freira segura um terço e um ramo de oliveira,
símbolo da paz de Cristo, durante a missa que abriu hoje a Semana Santa,
na Praça de São Pedro, Vaticano.

(Foto: Pier Paolo Cito/AP/Público)
Mozart é um Pedra



Os 250 anos do nascimento de Mozart estão, naturalmente, a levantar todas as mais diversas manifestações, desde publicações especiais a edições discográficas, de programas de música ao vivo a toda a mais incrível oferta de merchandise que se possa imaginar (em Salzburgo até há Mozarts fluorescentes, tipo santinhas)…
Por aqui evocamos a figura do grande compositor através da memória de um single que, musicalmente, nada lhe deve, mas que usou o seu nome (e a ligação directa ao seu baú de lendas e mitos levantado pelo biopic de Milos Forman, Amadeus), para se afirmar como um dos maiores êxitos pop produzidos pela Europa continental em 1985. Trata-se de «Rock Me Amadeus», do austríaco Falco, uma canção fácil, banal mesmo, acompanhada com teledisco onde o presente se cruzava com trajes e cenários do tempo de Mozart, criando um espaço de fantasia pop que conquistou o mercado pop(ularucho) da época e garantiu a Falco o maior êxito da sua carreira (quando, na verdade, o seu melhor single de sempre foi o histórico «Der Komissar», de 1981). Aqui nada mais acontece que um momento de afirmação de um europop FM de melodia simples e refrão repetido à exaustão… Este foi um claro exemplo da força da imagem, via teledisco, ao serviço da construção de um fenómeno de sucesso global. O seu sucessor, «Vienna Calling, não segurou contudo o estatuto conquistado». E, dois singles depois, o medíocre «Jeanny» só garantiu holofotes na Alemanha e Áustria, apesar do «Adão Caril» o ter promovido a toda força na Europa TV, lembram-se?

FALCO «Rock Me Amadeus» (A&M, 1985)
Lado A: Rock Me Amadeus (Bollond)
Lado B: Urban Tropical (Falco)
Produção: Bollond
Posição mais alta no Reino Unido: 1
Editado em Portugal pela PolyGram

sábado, abril 08, 2006

Irão: Estados Unidos admitem utilizar arma
atómica contra instalações nucleares


A administração de George W. Bush admite lançar bombardeamentos maciços contra o Irão, incluindo nucleares, para destruir uma instalação suspeita de fabricar armas atómicas, afirma a revista New Yorker na sua edição datada de 17 de Abril.
Segundo a revista, Bush e outros responsáveis da Casa Branca consideram o presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad como um Adolf Hitler em potencial.
"É o nome que eles utilizam", escreve o jornalista Seymour Hersh, autor do artigo, citando um antigo alto responsável dos serviços secretos norte-americanos.
Um conselheiro do Pentágono afirma por seu turno, sob anonimato, que "a Casa Branca considera que a única maneira de resolver o problema é alterar a estrutura do poder no Irão, e isso quer dizer a guerra".
O antigo responsável dos serviços de informações descreve os preparativos como "enormes", "febris" e "operacionais", precisa Seymour Hersh.
Um antigo responsável da Defesa indica que os preparativos militares são fundados na crença de que "bombardeamentos no Irão humilhariam a direcção religiosa e conduziriam a população a revoltar- se e derrubar o governo", escreve ainda o New Yorker.
Nas últimas semanas, o presidente Bush iniciou discretamente uma série de discussões sobre planos para o Irão com senadores e membros da Câmara dos Representantes.
Uma das opções encaradas compreende a possível utilização de armas nucleares tácticas de destruição de arsenais como o B61-11, com o fim de destruir a principal unidade de produção nuclear iraniana situada em Natanz, acrescenta a revista.
Mas o antigo responsável dos serviços secretos afirma que a opção nuclear provocou discórdia nos meios militares e certos oficiais já falaram em demitir-se se a opção nuclear não for excluída.
"Existe nos militares um forte sentimento de oposição à utilização de armas nucleares contra outros países", acrescenta a New Yorker, que cita um conselheiro do Pentágono.
Este conselheiro considera que um bombardeamento do Irão poderia provocar uma "reacção em cadeia" de ataques contra os interesses e os cidadãos dos Estados Unidos no mundo e poderia reforçar o Hezbollah.
"Se o fizermos, a metade sul do Iraque inflamar-se-á", disse este conselheiro à New Yorker

sexta-feira, abril 07, 2006

Viseu
Sentença de mãe acusada de agredir
professora lida sexta-feira


O Tribunal de Viseu lê sexta-feira a sentença de uma mãe acusada de ter agredido a professora da filha dentro de uma sala da escola básica do primeiro ciclo de Repeses, em Setembro de 2000.
Segundo noticiou na altura o Diário Regional de Viseu, a mãe terá agredido a professora por esta "não ter afixado nenhum dos trabalhos da filha", que frequentava o primeiro ano de escolaridade, "preferindo os dos colegas", o que teria deixado a criança "traumatizada com a escola".
Dias antes da alegada agressão - acrescenta - a mesma criança teria urinado na sala de aula porque não conseguiu chegar a tempo à casa de banho.
O jornal refere que o pai da criança foi o primeiro a pedir explicações à professora, dirigindo-lhe "algumas palavras injuriosas".
Hora e meia depois "foi a vez de aparecer a mãe na sala de aula, dirigindo vários impropérios à professora e tentando, ao mesmo tempo, agredi-la com uma cadeira, o que não conseguiu".
"A professora, ao que parece, acabou por cair do estrado e terá sido agredida várias vezes com murros e pontapés pela mãe da criança, que a pisou e puxou os cabelos", acrescenta.
O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) apoiou a professora neste processo.
O dirigente sindical Francisco Almeida disse à agência Lusa que, numa altura em que se fala tanto de violência contra os professores, caso a mãe seja punida este caso "servirá de exemplo".
"Não é legítimo agredir um qualquer cidadão, muito menos um professor no exercício das suas funções. A sentença poderá ter um efeito disciplinador", considerou.
Nos últimos tempos foram conhecidos vários casos de violência contra os professores, nomeadamente em Ovar, Lisboa e Braga.
Francisco Almeida alertou para os casos de indisciplina nas escolas, nomeadamente nas aulas de substituição, "onde colocam os alunos com professores que não conhecem, em aulas que não são as que deveriam ter, transferindo a indisciplina do recreio para dentro da sala de aulas".
"Mais do que a via judicial, estes casos de violência combatem- se com melhores condições de funcionamento das escolas, tornando-as mais interessantes para os alunos", defendeu.
E Leitão à Bairrada, não?

«Pimba» na Carolina



Os "tabefes" com que o presidente portista, Pinto da Costa, alegadamente terá brindado a sua ex-namorada, Carolina Salgado, fazem a primeira página desta manhã de dois dos diários nacionais de maior circulação: «Correio da Manhã» e «24 Horas».
O interesse público da notícia é evidente... Mas também desde que o «outro» deu um pontapé na «outra» durante um «reality show» de uma TV portuga e foi abertura de um determinado Telejornal, já nada surpreende assim tanto...
Leitores desiludidos
Primeira Playboy indonésia saiu hoje sem nudez

O primeiro número da versão indonésia da revista Playboy saiu hoje para as bancas sem imagens de nudez explícita, o que desiludiu os leitores e manteve a contestação dos grupos islâmicos conservadores à publicação da revista erótica.
Por 39.000 rupias (cerca de 3,30 euros) é possível comprar a revista erótica, de periodicidade mensal, mas esta aparição muito controversa apresentou-se como um balde de água fria para os numerosos leitores do maior país muçulmano do mundo.
A revista não continha as esperadas fotos "picantes", condenadas antecipadamente pelos religiosos conservadores indonésios, e apresentava mulheres pouco despidas, no máximo em 'bikini', e sem poses lascivas.
"É vergonhoso ter uma Playboy sem nudez", queixou-se um leitor à rádio 68H de Jacarta.
"É um escândalo. Não há mulheres nuas nesta revista. Penso que fomos enganados", lamentou outro ouvinte.
A capa da primeira edição indonésia da Playboy exibia temas sérios, como uma entrevista a Pramoedya Ananta Toer, o mais célebre intelectual do país, e um artigo sobre a reconciliação com Timor- Leste.
Esta linha editorial, explicada pela pressão de numerosos grupos islâmicos, não acalmou, no entanto, os radicais muçulmanos.
"Playboy é sinónimo de pornografia. O próprio nome evoca um homem que gosta de brincar com as mulheres. Quem pode garantir que eles não publicarão nudez no futuro?", declarou à AFP Muhammad Rizieq Shihab, líder da Frente dos Defensores do Islão (FPI).
Durante os últimos meses, a FPI e outras organizações muçulmanas conduziram uma campanha contra a Playboy, com o apoio tácito do presidente Susilo Bambang Yudhoyono.
Mesmo que o Islão praticado na Indonésia seja, na sua grande maioria, considerado tolerante, a imprensa indonésia - apenas recentemente emancipada - é ameaçada de censura e move-se dentro de certos limites.

quinta-feira, abril 06, 2006

Adeus seca!


Apenas 18 por cento do território nacional continuava em seca moderada no final de Março, segundo o relatório mensal de acompanhamento da situação, que prevê "estarem reunidas as condições para considerar 20 06 como um ano normal".
Face à melhoria da situação, este deverá ser o último relatório de acompanhamento transitório da situação de seca, mantendo-se em funcionamento dois gr upos de trabalho: um relativo ao funcionamento da Comissão de Gestão de Albufeir as e outro sobre a criação de um sistema de previsão e gestão de situações de se ca.
O relatório indica que os 18 por cento do território onde ainda persist e a seca se encontram em zonas onde as reservas de água estão repostas para asse gurar os principais serviços de abastecimento.
Março foi classificado como chuvoso a muito chuvoso em grande parte do território, excepto no Algarve, onde foi normal a chuvoso.
No Nordeste transmontano, "persiste alguma inquietação sobre as disponibilidades em algumas origens de água de abastecimento", apesar da evolução favor ável da maioria das albufeiras.
O documento frisa que "estão reunidas as condições para encarar a situação do abastecimento urbano aos municípios desta região com alguma segurança" desde que sejam aplicadas as acções previstas para assegurar o abastecimento às populações até que estejam concluídas soluções definitivas.
Os planos de acção dos concelhos em situação mais crítica contemplam medidas de uso eficiente da água, obras de emergência de captação e transporte de água por condutas de reforço das actuais origens, eliminação de fugas e usos indevidos.
Quanto ao armazenamento de albufeiras, as reservas de água estão genericamente acima dos valores médios para a época. Apenas a bacia hidrográfica das Ribeiras do Oeste se mantém muito abaixo da média.
Em termos de reservas de água subterrâneas, os níveis estabilizaram ou subiram, embora sejam ainda inferiores à média mensal dos anos anteriores no Ale ntejo e Barlavento Algarvio, apesar da recuperação.
Face ao estado das reservas de água subterrâneas e de superfície e às c ondições hidrometeorológicas favoráveis, "parecem estar reunidas as condições pa ra considerar o ano de 2006 um ano normal, pelo que se assume que este é o últim o relatório mensal do acompanhamento transitório da situação de seca", conclui o documento.
Este relatório contempla ainda um "Guia para a Elaboração de Planos de Contingência para Situações de Seca" destinado a entidades gestora de sistemas d e abastecimento e de regadio.
É também disponibilizado um sistema de identificação, avaliação de dado se informações sobre as principais utilizações de água nas zonas de risco de se ca.
Foram seleccionados quatro sectores de actividade económica representativa e dependente das disponibilidades de água: abastecimento urbano, agricultura , turismo (golfes e aquaparques) e produção de energia.
Foi feita uma avaliação para cada um destes sectores, segundo zonas con sideradas como de maior risco de seca - interior centro e norte e zona sul. (foto daqui)
OPERAÇÃO «POLÍCIA SEMPRE PRESENTE – PÁSCOA EM SEGURANÇA 2006»

No âmbito da Operação «Polícia Sempre Presente – Páscoa em Segurança», já difundida em Nota à Imprensa pela Direcção Nacional da PSP, o Comando de Polícia de Aveiro, na sua área de actuação (cidades de Aveiro, Espinho, Ovar, São João da Madeira e Santa Maria da Feira), e no período de 05ABR06 a 17ABR06, irá promover um reforço da sua actividade de prevenção e fiscalização, especialmente nos dias, horas e locais mais críticos.
Pretende-se, com esta iniciativa, incrementar o sentimento de segurança da comu-nidade que serve, intensificando a visibilidade e proximidade policial e o apoio ao cida-dão, nas seguintes vertentes:

• detecção e identificação/detenção de indivíduos na posse ilegal de armas, de produtos estupefacientes, artigos furtados/roubados, com mandados ju-diciais pendentes e em situação ilegal;
• patrulhamento dos principais eixos viários de acesso às cidades, locais de maior afluência de viaturas;
• acções de regularização e fiscalização de trânsito, visando especialmente os locais onde se tenham registado maior número de acidentes;
• acções de fiscalização junto das zonas comerciais e de diversão nocturna.

Para o efeito, e para além do efectivo empenhado habitualmente nestas missões, na cidade de Aveiro, haverá ainda um reforço de equipas do Corpo de intervenção, pre-vendo-se empenhar no total 450 elementos, entre Oficiais, Chefes e Agentes.

A PSP, relembra alguns conselhos:
• Não traga quantias elevadas na carteira e distribua o dinheiro por vários bolsos;
• Mantenha a carteira e outros bens junto a si;
• Transporte só os documentos que são necessários;
• Não deixe objectos à vista no interior da sua viatura;
• Evite a exibição de jóias, dinheiro e outros bens, nomeadamente telemó-veis;
• Planeie com antecedência as suas viagens de modo a não coincidirem com as horas de maior fluxo de circulação automóvel;
• Antes de viajar verifique as condições de segurança da sua viatura;
• Cumpra as normas de trânsito e evite acidentes;
• Tenha sempre em atenção “SE CONDUZIR NÃO BEBA”.
• Sempre que necessitar recorra à PSP através do número nacional de emer-gência 112.

A Polícia de Segurança Pública está ao seu serviço 24 horas por dia

quarta-feira, abril 05, 2006

Tristeza em Camp Nou



Ronald Koeman, treinador do Benfica, no final da derrota (2-0) perante o Barcelona, disse que a arbitragem do jogo foi «habilidosa» e que apesar do resultado está «orgulhoso» da equipa. O técnico do Barcelona considera que a vitória foi «merecida», apsar de não se perceber muito bem o que queria quando lançou o francês Laurent Robert em jogo.
Nesta foto, Simão Sabrosa é a imagem da desilusão, depois de falhar o golo do empate, que poderia ter garantido ao Benfica a passagem às meias-finais das Liga dos Campeões. A bola não entrou e o Barcelona acabou mesmo por dilatar ao resultado, pondo fim às aspirações «encarnadas» na prova. (Foto: Manu Fernandez/AP/Público)
AGORA SIM, O LINK CORRECTO...
Puro afecto



O Barça não marca um golo de jogo corrido há três partidas, o Benfica só não marcou fora de casa, contra o Lille. Tudo isso é certo, tudo isso se há-de esboroar quando chegar o instante em que, olhos presos aos pés que podem escrever a alegria maior, repetindo Nanni Moretti, eu der comigo gritando: «Fala, Miccoli!». E, se ele falhar, eu não garanto que, na minha afectuosa mas desmedida, brutal e irracional maneira de o empurrar para diante, de lhe dar ânimo, me não saia um grito de coceira, que não lhe chame, sei lá, «berlusconi»...

in «Sinais», de Fernando Alves, na TSF


«Militares também vivem dias difíceis»
Área Militar de São Jacinto
atenta a incêndios na região

Aproveitando o Dia da Unidade da Área Militar de S. Jacinto (AMSJ), que ontem assinalou 88 anos de vida, o comandante Vítor Santos chamou a atenção para as dificuldades que vivem os militares, provocadas «pela real redução dos valores orçamentais destinados à nossa vida diária e que nos obriga a alguma imaginação para as ultrapassar».Na cerimónia em que tomaram parte diversas entidades civis, militares e religiosas da região, Vítor Santos salientou as condições precárias em que se encontram alojados os militares da unidade aveirense, «dada a velhice cada vez mais acentuada de alguns equipamentos e de algumas infra-estruturas».Vítor Santos apelou à realização de obras urgentes de reparação dos hangares e da pista do aeródromo, «sob pena de tornarem totalmente irrecuperáveis». O cais de embarque também precisa de ser intervencionado, pois encontra-se em situação de grande perigosidade, assim como os sistemas de aquecimento que, «por terem sido previstos para uma realidade de serviço militar totalmente diferente da que se vive actualmente», apontou Vítor Santos, «necessitam de ser repensados dado o actual dispêndio de energia a que nos obrigam e que nos consomem uma fatia significativa do orçamento disponível».Conforme o próprio comandante avançou, este problema parece estar em vias de resolução. Sem solução à vista, parece manter-se o problema da falta de pessoal «que temos sentido para conseguir satisfazer as solicitações operacionais que nos têm sido solicitadas».Apesar das dificuldades de vária ordem, os militares da Área Militar de São Jacinto continuam a executar as suas tarefas e missões com distinção e disso fez menção o comandante Vítor Santos. Nomeadamente, apontou, «a participação do 2.º Batalhão na missão da Bósnia Herzegovina, no âmbito da EUFOR e de todos os militares que participaram nas diversas células do Estado-Maior da força e do batalhão multinacional». O responsável elogiou também a participação de um pelotão no Kosovo, integrando as forças do 3.º Bipara de Tancos, e a actual fase de preparação de duas companhias nossas para a NRF (Nato Reaction Force 6).A época e incêndios de 2005 foi igualmente de grande actividade na Área Militar de São Jacinto, de ondas saíram 298 missões de patrulhamento, num total de 20.250 quilómetros de viatura e 280 quilómetros a pé, nas regiões de Ovar e Rio Mau, e ainda nas matas da Reserva da Dunas de São Jacinto.Outra área onde a AMSJ se empenhou foi nas comemorações do 50.º aniversário dos pára-quedistas em Portugal. Entre outras acções, destaca-se a realização do 1.º Concurso de Pintura de Pintura da AMSJ dedicada ao tema «50 anos de pára-quedismo em Portugal», cujos prémios foram ontem entregues. A vencedora foi Lúcia Seabra, em segundo lugar ficou Pedro Lapa, e Francisco Toucinho classificou-se em terceiro lugar.

terça-feira, abril 04, 2006

Ass. Fonográfica apresenta primeiras
28 queixas-crime de cópias ilegais


A Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) apresentou hoje na Polícia Judiciária (PJ) em Lisboa as primeiras 28 queixas-crime contra utilizadores dos serviços ilegais de partilha de ficheiros de música através da Internet, anunciou o seu director-geral, Eduardo Simões.
As queixas apresentadas foram contra desconhecidos, esclareceu o responsável, e visaram utentes que utilizam uns sites de "downloads" (descargas, cópias) Kazaa, emule, limewire, entre outros.
Caberá agora à PJ descobrir os utilizadores na medida em que estão protegidos por o anonimato, mas, como frisou Eduardo Simões, há meios para detectar os autores.
Os visados são os utilizadores de programas de troca ilegal de ficheiros de música via Internet, conhecido como "P2P" ("Peer-to-Peer").
Este tipo de programas permite que os utilizadores façam "downloads" e troquem material que se encontra protegido por direitos de autor.
Eduardo Simões realçou que a cópia ilegal de ficheiros é um crime público, pelo que qualquer um o poderá denunciar.


PS.: Nas próximas semanas, os portugueses que tenham carregado ou descarregado ilegalmente músicas na internet irão receber uma carta a convidá-los a pagar uma indemnização por desrespeito dos direitos de autor ou, em alternativa, enfrentar um processo judicial.

Esta notícia é muito grave e merece imediata investigação por parte da Procuradoria Geral da República. É preciso saber:

1. Como é que a indústria discográfica sabe quem fez/faz downloads ilegais? Teve acesso ao registros privados das comunicações electrónicas dos portugueses?

2. Como é que a indústria discográfica teve acesso à lista das moradas dos internautas portugueses?
Nada como ir à origem dos males...

segunda-feira, abril 03, 2006

Luís Quinta colabora
com «Amigos do Cáster»


O prazo de entrega das fotografias para o I Concurso de Fotografia «Ambiente, Imagens Dispersas», numa organização dos «Amigos do Cáster», expirou na passada sexta-feira, 31 de Março.
Sabe-se já que o fotógrafo Luís Quinta exibirá o seu trabalho em Ovar entre 13 de Abril e 1 de Maio, e dará o seu testemunho na palestra que inaugurará a exposição da Biblioteca Municipal de Ovar.
Luís Quinta é um nome de culto da fotografia de vida selvagem, editou trabalhos nos principais periódicos e revistas nacionais para além de muitos deles encontrarem-se no plano internacional. Traduz-se em mais de um milhar de artigos publicados.
Entre outras particularidades encontra-se o facto de os Correios de Portugal terem vindo a usar algumas imagens de Luis Quinta nas suas produções filatélicas. Sber mais sobre a iniciativa é aqui.
Futuro será ainda pior para 43% dos portugueses

Os portugueses continuam pessimistas em relação à sua situação financeira e à situação económica do País e sem grandes expectativas de que este panorama negativo possa melhorar no prazo de um ano. Ainda assim, segundo o barómetro realizado pela Marktest para o DN e para a TSF, o pessimismo dos portugueses foi menos acentuado em Março do que no mês anterior.
Colocados perante a questão de como perspectivam a sua situação económica pessoal e a do seu agregado familiar dentro de um ano, mais de 43% das respostas vão no sentido de uma deterioração e apenas menos de 20% dos inquiridos acreditam numa melhoria. Pouco menos de um terço diz que não haverá alterações. Perante a mesma questão, mas em relação à situação económica do País, mais de 45% dos inquiridos dizem acreditar que a economia portuguesa estará pior em Março de 2007 e apenas 26,5% vislumbram uma melhoria.
Tudo conjugado, as respostas dadas no barómetro revelam uma melhoria ligeira do índice de expectativa da economia portuguesa. No entanto, essa progressão não foi suficiente para que o índice entrasse em terreno positivo, mantendo-se num patamar de pessimismo moderado (entre 25 e 50 pontos). («DN»)

domingo, abril 02, 2006

Vigília por João Paulo II



Cerca de 80 mil fiéis, entre eles muitos polacos, reuniram-se esta noite na Praça de São Pedro, no Vaticano, numa vigília para lembrar o primeiro aniversário da morte de João Paulo II. Assinalando a hora exacta da morte, o Papa Bento XVI recitou uma oração em memória do seu antecessor, a partir da janela do apartamento pontifício, para onde convergiam há um ano todas as atenções.
O papa Bento XVI assegurou hoje, por seu lado, que João Paulo II, cujo primeiro aniversário da morte é assinalado hoje, "deixou uma profunda marca na história da Igreja e da humanidade".
Joseph Ratzinger fez esta afirmação durante a tradicional oração do Angelus na Praça de São Pedro, onde se reuniram dezenas de milhar de pessoas.
"No dia 02 de Abril do ano passado, o amado papa João Paulo II vivia, a estas horas, a última fase da sua peregrinação na Terra, uma peregrinação de fé, amor e esperança, que deixou uma profunda marca na história da Igreja e da humanidade", disse Joseph Ratzinger.
O actual pontífice destacou a agonia e a morte de Karol Wojtyla e recordou vários momentos dos seus últimos dias.
Realçou, especialmente, a imagem do dia de Páscoa quando distribuiu "a bênção Urbi et Orbi sem poder pronunciar qualquer palavra, com o único gesto da mão".
"Foi a bênção mais sofrida e emocionante, que deixou como um testemunho extremo da sua vontade de cumprir o Ministério até ao final. João Paulo II morreu como sempre havia vivido, animado pela enorme coragem da fé", assegurou Ratzinger.
Bento XVI, que se deteve em várias ocasiões para deixar os peregrinos aplaudir, falou também do legado do seu antecessor.
"Que nos deixou este grande Papa, que introduziu a Igreja no terceiro Milénio? questionou Bento XVI, respondendo em seguida: "A sua herança é imensa, mas a mensagem do seu larguíssimo pontificado pode resumir-se nas palavras com as quais o quis inaugurar, aqui na Praça de São Pedro, em 22 de Outubro de 1978: Abri de par em par as portas a Cristo.
Segundo a prefeitura de Roma, cerca de cem mil pessoas participaram hoje de manhã nas comemorações do aniversário da morte de João Paulo II, que terão o seu momento alto na oração, esta noite, de um rosário, que será dirigido por Bento XVI.
Também o Santuário de Fátima recordou hoje o papa João Paulo II numa eucaristia para assinalar o primeiro aniversário da morte do pontífice e destacou a entrega de Karol Wojtyla a Deus, à Igreja e à humanidade.
O santuário mariano recordou a figura do Papa, que "visivelmente sofredor, nunca abandonou a sua cruz".
Os responsáveis de Fátima também organizaram, para esta noite, um rosário dedicado a João Paulo II na capela das Aparições, sendo esperadas mais de 1.500 pessoas.
A relação era estreita entre o Santuário e João Paulo II, que considerava que a Virgem de Fátima o livrou da morte no atentado na Praça de São Pedro, em 1981.
Num raro gesto caloroso ao olhar dos católicos, oficiais e ortodoxos russos participaram hoje de manhã em Moscovo num encontro de homenagem ao Papa João Paulo II.
O encontro realizou-se na catedral católica de Moscovo no final de uma missa solene celebrada pelo arcebispo católico de Moscovo Tadeusz Kondrusiewicz.
João Paulo II sonhou, até ao fim da vida, deslocar-se à Rússia, mas este projecto acabou por não se concretizar devido à recusa da igreja ortodoxa russa que evocava os problemas entre o Vaticano e o patriarcado de Moscovo.
A Índia uniu-se hoje ao resto do mundo para recordar João Paulo II, numa cerimónia organizada pela igreja católica, que contou com a participação de fiéis de diversas confissões.
Centenas de pessoas, entre as quais líderes políticos, sociais e religiosos acorreram à concentração em Siri Fort, em Nova Deli, para prestar homenagem ao Papa falecido.
(Foto: Pier Paolo Cito/AP/Público)
Canoagem: Campeonato Regional de Fundo organizado pela NADO - Náutica Desportiva Ovarense
Resultados da prova disputada no dia 26

Tempo: Ondulação e vento forte
Participantes: 26 Atletas e 6 Clubes




Dia 26 15:00 Regata 1 K1 Infantil Masculino 5.000 m
Class Placa N.Fed Nome Clube Tempo Pontos ClsCp Observações
1 .º 7 13412 Fábio Cunha 21 NDOvarense 0:14:34 106 1 º Campeão Regional
2 .º 1 30093 Pedro Lemos 60 SCAveiro 0:18:10 102 2 º
3 .º 4 30091 Rúben Ferreira 3 GCÁgueda 0:19:17 99 3 º
4 .º 2 30103 Henrique Baptista 21 NDOvarense 0:21:07 97 4 º
9 13166 Ricardo Cosme 130 CFCoimbra Faltou


Dia 26 15:00 Regata 2 K1 Cadete Masculino 5.000 m
Class Placa N.Fed Nome Clube Tempo Pontos ClsCp Observações
1 .º 17 11636 André Coelho 3 GCÁgueda 0:12:59 106 1 º Campeão Regional
2 .º 18 13411 Ismael Duarte 21 NDOvarense 0:14:05 102 2 º
3 .º 13 13417 João Santos 21 NDOvarense 0:14:53 99 3 º
4. º 19 30104 Telmo Silva 21 NDOvarense 0:17:01 97 4 º
12 30090 Carlos Lemos 3 GCÁgueda Faltou


Dia 26 15:00 Regata 3 K1 Infantil Feminino 5.000 m
Class Placa N.Fed Nome Clube Tempo Pontos ClsCp Observações
21 13167 Ana Cosme 130 CFCoimbra Faltou


Dia 26 15:00 Regata 4 K1 Sénior Feminino 5.000 m
Class Placa N.Fed Nome Clube Tempo Pontos ClsCp Observações
27 12042 Natividade Ferreira 130 CFCoimbra Faltou
28 30095 Lisandra Morais 60 SCAveiro Faltou


Dia 26 15:00 Regata 5 C1 Sénior Masculino 5.000 m
Class Placa N.Fed Nome Clube Tempo Pontos ClsCp Observações
1.º 37 6615 Paulo Arede 3 GCÁgueda 0:39:34 106 1 º Campeão Regional
2. º 30 10535 Francisco Oliveira 21 NDOvarense 0:41:06 102 2 º
29 4770 Jorge Silva 3 GCÁgueda Faltou
38 4857 Luís Pereira 21 NDOvarense Faltou


Dia 26 15:45 Regata 6 K1 Júnior Masculino 5.000 m
Class Placa N.Fed Nome Clube Tempo Pontos ClsCp Observações
1.º 51 13488 André Santos 130 CFCoimbra 0:32:52 106 1 º Campeão Regional
2. º 49 30105 Micael Ferreira 200 CNAÍlhavo 0:42:03 102 2 º
46 13158 Fernando Silva 130 CFCoimbra -20 Não Concluiu
41 10143 Daniel Conceição 3 GCÁgueda Faltou
52 13244 Hugo Duarte 130 CFCoimbra Faltou


Dia 26 15:45 Regata 7 K1 Sénior Masculino 5.000 m
Class Placa N.Fed Nome Clube Tempo Pontos ClsCp Observações
1. º 62 4177 Dércio Teixeira 130 CFCoimbra 0:31:52 106 1 º Campeão Regional
2. º 61 4387 André Pereira 308 ANTorreira 0:32:55 102 2 º
3. º 65 11839 João Mansilha 60 SCAveiro 0:33:05 99 3 º
4. º 79 13413 Rui Andrade 21 NDOvarense 0:35:36 97 4 º
5. º 67 13432 Fernando Gonçalves 60 SCAveiro 0:36:32 0 5 º
6. º 81 13418 Alexandre Peralta 21 NDOvarense 0:37:15 0 6 º
7. º 58 13983 José Costa 308 ANTorreira 0:37:25 0 7 º
8. º 63 30100 Pedro Reis 130 CFCoimbra 0:38:24 -20 8 º
9. º 57 4255 Luís Oliveira 60 SCAveiro 0:39:58 -20 9 º
10. º 55 13992 Manuel Cunha 21 NDOvarense 0:43:10 -20 10 º
11 . º 73 14138 Pedro Adrêgo 60 SCAveiro 0:43:58 -20 11 º
78 13991 Paulo Silva 3 GCÁgueda 0 Desistiu (500 m)
64 7558 Joaquim Silva 60 SCAveiro Faltou
66 14139 Paulo Sousa 60 SCAveiro Faltou
68 30092 João Monteiro 3 GCÁgueda Faltou
72 13536 Rui Dias 308 ANTorreira Faltou
75 9507 Frederico Domingues 130 CFCoimbra Faltou
76 12459 Vítor Assunção 130 CFCoimbra Faltou
77 11612 José Eufrásio 130 CFCoimbra Faltou
80 3488 António Santos 60 SCAveiro Faltou
83 11197 Manuel Vilaça 130 CFCoimbra Faltou
85 2675 Paulo Rodrigues 308 ANTorreira Faltou

sábado, abril 01, 2006

Homens sem chapéu



Quando falamos da actual geração canadiana, muitas vezes lançamos olhares no passado musical daquele país, ora para evocar as figuras quase míticas de Leonard Cohen ou Neil Young, ou para tossir ao lembrar nomes como os de Bryan Adams ou Celine Dion, que em tempos eram dados como os grandes embaixadores musicais da nação, com resposta a rigor na canção «Blame Canada», da banda sonora do primeiro filme «South Park».
A verdade é que parece esquecida a existência de uma cena «new wave» canadiana, que ali gestou uma geração de acontecimentos pop contemporâneos de nomes como os OMD, Yazoo ou Human League (estes na sua fase popular). E os mais reconhecidos (e interessantes) dos nomes nascidos da geração «new wave» canadiana foram os Men Without Hats, projecto formado em 1980 pelos irmãos Ivan e Stefan Doroschuck, que viveu mutante alinhamento de músicos e uma história de triunfos e fracassos ao longo da década de 80.
Depois de um primeiro disco, numa pequena independente local em 1980, foram descobertos pela Stiff Records, que os passou a representar para distribuição mundial e logo os desafiou a gravar, respondendo o grupo com o álbum The Rhythm Of Youth, do qual extraíram, entre 1983, uma série de singles entre os quais «I Got The Message», «Living In China», «Antartica» e, claro, «The Safety Dance», um dos maiores sucessos da pop electrónica de 1982. Centrada numa sequência espartana de poucas notas e uma evidente insistência na sua repetição, a canção nasceu em formato carnudo, mas acabou despida quase à sua essência melódica e rítmica numa remistura que correu mundo e lhes deu um inesperado terceiro lugar na tabela de singles dos EUA (feito que, nem de longe, alguma vez mais repetiram). O sucesso menor dos demais singles acima citados e os triunfos mais evidentes de «Pop Goes The World», de 1987, impede-nos de os retratarmos como one «hit wonders». Mas poucos feitos deles o mundo conhece além deste viciante «The Safety Dance».

Men Without Hats - “The Safety Dance” (Statik, 1982)
Lado A: The Safety Dance (Ivan)
Lado B: Security (Ivan)
Produção: Marc Durand
Posição mais alta no Reino Unido: 5 - Nos EUA: 3

O Homem, o barco e as redes


Quadro de Helena Lobato
Na sede da Costa de Prata
Pagode da Primavera

Hoje há pagode da Primavera com o grupo de pagode da «Costa de Prata», na sede da escola de samba campeã 2006 do Carnaval ovarense. Tudo acontece a partir das 23h59 horas.
O convite está feito. Não faltes, pois a «Costa» conta com a tua presença.
Uma óptima opção para este fim-de-semana, com diversão a rodos. Imprescindível levar alegria que a «Costa de Prata» promete retribuir com a habitual simpatia.

sexta-feira, março 31, 2006

Certificação do Pão-de-ló
divide fabricantes de Ovar


A certificação do pão-de-ló de Ovar, bolo húmido e fofo, que terá nascido em 1700 num convento que existia nas imediações da cidade, é um objectivo que mora há já algum tempo nos paços do concelho. Depois de algumas diligências sem resultados práticos, a câmara janta esta noite com a maioria das cerca de três dezenas de fabricantes do doce emblemático e exclusivo, confeccionado com ovos, açúcar e farinha de trigo.
A vereadora da Cultura, Conceição Vasconcelos, explica qual a intenção do encontro: "A certificação é importante para que haja a valorização e diferenciação do produto. Para que não ande todo o mundo a fazer o pão-de-ló sem respeitar as regras". A Câmara de Ovar pretende, desta forma, iniciar o processo. Nesse sentido, falou com entendidos na matéria, ou seja, a Associação Produtora de Ovos-Moles de Aveiro (APOMA) e que hoje estará presente no encontro para dar o seu testemunho, para saber o que fazer.
Conceição Vasconcelos acredita que grande parte dos produtores do pão-de-ló está sensibilizada para o assunto. "Ninguém revelará segredo nenhum. Será feito um caderno de especificações do produto e os fabricantes terão de obedecer a determinados critérios", refere.

"Não quero vender em grandes superfícies"

Luís Duarte é o mais antigo fabricante do pão-de-ló de Ovar. A receita anda na família desde 1800. "Tenho a patente registada, clientes específicos e não quero vender em grandes superfícies", garante. A certificação do doce que patenteou em 1950 não faz parte dos seus planos. E há uma razão para isso, com documentos à mistura. O produtor recorda que, há sensivelmente 10 anos, pediu a certificação do doce vareiro ao ministério respectivo. "Disseram-me para retirar o pedido e enumeraram os inconvenientes", lembra. Foi o que fez. O principal inconveniente apontado, e que até hoje Luís Duarte tem em consideração, foi de que a receita tinha de ser dada com todos os pormenores e, desta forma, os ingredientes e a própria confecção se tornariam públicos na Europa. "Dessa forma, a União Europeia podia fazer o pão-de-ló de Ovar", concretiza.
O fabricante defende que o doce típico deve ser vendido apenas na cidade de Ovar. "Se quiser comer leitão, com as suas características, vou à Bairrada", compara. Luís Duarte tem sérias dúvidas de que a certificação possa travar a proliferação de cópias do doce típico de Ovar em vários locais, como nas lojas de conveniência dos postos de abastecimento de combustível. "Publicita-se a venda do pão-de-ló nas janelas e portas, de produtos fabricados em garagens", lamenta. "A minha posição será esta até que me demonstrem o contrário", confessa.
Diferente é a posição de Alda Almeida, que fabrica pão-de-ló há seis anos e está a favor da certificação. "Traz vantagens a quem vende e principalmente a quem compra". Na sua opinião, é essencial "garantir a qualidade do produto": "Certificada a receita, temos de a respeitar", acrescenta. A fabricante desconfia do pão-de-ló que é vendido em confeitarias do Porto e tem dúvidas sobre o doce que encontra nas prateleiras dos hipermercados. Nesse sentido, a certificação tem as suas vantagens. Põe um travão "às pessoas que vendem e não pagam os seus impostos e ajuda os comerciantes de porta aberta".

"As cópias não são bem digeridas"

Paulo Paciência entende que é importante garantir as características e a genuinidade do pão-de-ló de Ovar. "É importante garantir a qualidade do produto e não deixar fugir as características que tão bom nome lhe deram", defende o fabricante, que comercializa o pão-de-ló há oito anos. E se o processo avançar, o produtor acredita que o doce não será visto "com tanta facilidade" fora de Ovar. "As cópias não são bem digeridas. Há gente que fica com uma má impressão e, se calhar, nunca chegou a provar o verdadeiro pão-de-ló", aponta. («Público»)

quinta-feira, março 30, 2006

Conclusões da reunião do MPCO com Grupos de Carnaval

Na reunião realizada no passado dia 24 de Março de 2006 pelas 21h30 na sede do grupo de Passerelle “As Palhacinhas”, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
Definição do método a utilizar para a escolha dos representantes dos Grupos e Escolas, no Conselho de Administração, no Conselho Consultivo e no Conselho Fiscal, conforme prevêem os novos Estatutos.

Outros assuntos que se julguem de interesse para o Carnaval de Ovar.

Estiveram presentes os seguintes Grupos e Escolas:
Bailarinos, Barulhentas, Catitas, Condores, Costa de Prata, Garimpeiros, Hippies, Joanas do Arco-da-velha, Levados do Diabo, Marados, Palhacinhas, Pierrots, Pinguins, Preto no Branco, Xaxas e Zuzucas.

Apesar de todos os Grupos terem sido devidamente convocados através de Carta, faltaram a esta reunião os seguintes Grupos e Escolas:
Charanguinha, Juventude Vareira, Kan-Kans, Melindrosas, Marroquinos, Vampiros, Pindéricus, Não Precisa, Carrucas e Axu-Mal.

Após o MPCO ter aguardado cerca de 30 minutos à hora inicialmente prevista, deu inicio à reunião, tendo sido feita a apresentação do tema e ter-se aberto o debate e discussão onde foram alertadas e discutidas todas as questões, julgadas pertinentes, inclusive o facto de existir um lamento colectivo, por nem todos os Grupos e Escolas estarem a participar neste momento de decisões tão importantes para todos e para o futuro do nosso Carnaval.

Assim no final da discussão decidiu-se por unanimidade o seguinte:

Escolha dos oito elementos para o Conselho Consultivo:

Esta escolha será efectuada por eleição parcelar da seguinte forma representativa:
2 Elementos eleitos pelas Escolas
2 Elementos eleitos pelos Grupos de Passerelle
4 Elementos eleitos pelos Grupos Carnavalescos

Assim cada Grupo e Escola, contacta as pessoas que julguem com o perfil adequado para estas funções, e após aceitação destas, apresenta no máximo 2 NOMES, acompanhado de uma foto e pequena apresentação curricular, ao MPCO no dia 10 de Abril, 2.ª Feira, pelas 21h30, na sede das Palhacinhas.

O MPCO, até ao dia 13 de Abril, faz chegar a todos os Grupos e Escolas as listas e boletins de votos, para que estes procedam à votação.
Grupos Carnavalescos – 5 pessoas
Grupos Passerelle – 3 pessoas
Escolas Samba – 3 pessoas

No dia 26 de Abril, entre as 21h e as 22h30, os representantes de cada Grupo e Escola, depositam o voto do seu Grupo/Escola na Urna de voto. Posteriormente serão contabilizados os votos e serão eleitas, parcialmente, as pessoas com maior número de votos, ou seja, 2 pelas Escolas, 2 pelos Grupos de Passarele e 4 pelos Grupos Carnavalescos. Em caso de empate o desempate será decidido parcelarmente, pelos delegados dos Grupos/Escolas presentes, face ao curriculum e apetências das pessoas em causa.
Ficou também decidido que os Grupos, Preto no Branco e Axu-mal, não nomeassem pessoas nem votassem para este órgão pelo facto de serem participantes extra classificação e porque não se enquadram em nenhuma das categorias existentes.


Escolha dos 2 elementos para o Conselho de Administração:

Esta Escolha será efectuada por eleição unificada.
Por se tratar de cargos de grande responsabilidade, julgou-se ser utópico a apresentação de vários nomes pelos grupos e Escolas, pois ninguém acredita que existam tantas pessoas disponíveis, e com competências para o desempenho destas funções. Assim cada Grupo / Escola, e caso pretenda, indicará apenas um nome, também comunicado ao MPCO no dia 10 de Abril, 2.ª Feira, pelas 21h30, na sede das Palhacinhas.
O MPCO, disponibilizou-se para ajudar os Grupos e Escolas, que pretendam, na abordagem e correspondente convite a efectuar às pessoas para pertencerem a este órgão.

O MPCO, até ao dia 13 de Abril, faz chegar a todos os Grupos e Escolas, (incluindo nesta indicação e votação os Preto no Branco e os Axu-Mal), as listas e boletins de votos, para que cada Grupo e Escola votem em 2 pessoas.

No dia 26 de Abril, entre as 21h e as 22h30, os representantes de cada Grupo e Escola, depositam o voto do seu Grupo / Escola na Urna de voto. Posteriormente serão contabilizados os votos e serão eleitas, as 2 pessoas com maior número de votos. Em caso de empate o desempate será decidido, pelos delegados dos Grupos e Escolas presentes, face ao curriculum e apetências das pessoas em causa.


Escolha do elemento para o Conselho Fiscal:

Face á recente Escolha, por unanimidade, do elemento representante dos Grupos/Escolas para este órgão da actual FCO, (Fernando Camelo dos Catitas) foi decidido por unanimidade, após aceitação do mesmo, a reeleição do mesmo pra a futura orgânica da Fundação.
_________________
MPCO - Movimento Pró-Carnaval de Ovar
(Com a devida vénia, daqui)
Rhodes e Taylor criam antologia 'late 70's'

Nick Rhodes e John Taylor prepararam uma compilação, a editar depois de amanhã, que tenta recordar o espírito pioneiro original de finais de 70 e inícios de 80, quando os Duran Duran surgiram e ambos, para ganhar alguns trocos, trabalhavam como DJ no Rum Runner, em Birmingham. Segundo Nick Rhodes, a compilação vai apresentar canções de artistas que o influenciaram, sobretudo, como músico. O disco chamar-se-á «Only After Dark» (título de um tema de Mick Ronson, de que os Human League gravaram uma versão em Travelogue) e será editado em conjunto com uma segunda edição do livro de fotografias de Paul Edmond, Duran Duran Unseen – 1978-1982, que recorda o grupo nesses primeiros dias, assim como o ambiente das noites por onde aflorava o movimento neo-romântico.

O alinhamento completo de Only After Dark inclui:
The Human League “Being Boiled”
Yellow Magic Orchestra “Computer Game”
David Bowie “Always Crashing In The Same Car”
Psychedelic Furs “Sister Europe”
Simple Minds “Changeling”
Mick Ronson “Only After Dark”
John Foxx “Underpass”
The Normal “Warm Leatherette”
Bryan Ferry “In Crowd”
Brian Eno “The Tree Wheel”
Tubeway Army “Are Friends Electric?”
Kraftwerk “The Robots”
Donna Summer “I Feel Love”
Wire “I Am The Fly”
Magazine “Shot By Both Sides”
Grace Jones “Private Life”
Iggy Pop “The Passenger”
Ultravox “Slow Motion”
O Segredo do «Código Da Vinci»



quarta-feira, março 29, 2006

Carlos Brás, em entrevista a «O Jogo»
"Os sócios só pensam nas contas"

A Direcção da Ovarense terá de arranjar 9.700 euros para liquidar os prémios dos seguros do plantel deste mês, caso contrário a equipa fica impedida de competir na Liga de Honra. O presidente Carlos Brás ainda não tem soluções, nem vislumbra um desfecho positivo para um clube que sobrevive com as parcas receitas de bilheteira e das quotas.

O JOGO | Que explicações deu aos jogadores e equipa técnica em relação à possibilidade de não conseguir liquidar os prémios dos seguros até sexta-feira?
CARLOS BRÁS | Contei-lhes o que se passou na Assembleia Geral do passado sábado e a situação que se gerou ante a impossibilidade de criar uma comissão de apoio à Direcção. Agora tudo ficou mais complicado, ao ponto de ponderar a hipótese de deixar a gestão corrente do clube.

P | Mas essa atitude não resolve a questão dos seguros e muito menos garante a continuidade da equipa na prova...
R | Pois... apenas prometi que iria fazer todos os esforços para resolver o problema. O plantel não se manifestou, conversando depois com o técnico Tulipa. Estou consciente que é difícil, para quem não recebe, lidar com esta situação, mas a culpa é dos sócios. Para mim a responsabilidade de ficarmos impedidos de competir será sempre deles, que não quiseram credibilizar a Direcção, negando a formação de uma Comissão Administrativa comigo e com Álvaro Teixeira. Isto porque a construtora Abrantina só avançará com o desenvolvimento do projecto imobiliário connosco.

P | Qualquer construtora deverá estar interessada neste projecto, mesmo com uma nova Direcção?...
R | Isso é verdade, mas nessa altura já será tarde, pois precisamos de dinheiro agora.

P | De que forma a tal comissão poderia dar o impulso necessário à Direcção?
R | Dar-nos-ia mais força de decisão, uma vez que estamos apenas em gestão corrente, o que nos impede de executar o projecto com a Abrantina. Só precisávamos de 15 dias para termos dinheiro para os seguros e para pagar três meses de salários em atraso. Mas os sócios preocuparam-se apenas com as contas...

P | Mas os sócios têm direito a exigir o Relatório e Contas...
R | Se Manuel Miranda, ex-presidente, considerava que 200 mil euros chegavam para manter a equipa na prova, então bastava que os sócios fizessem as contas...

P | Ninguém consegue avaliar a gestão de um clube assim, sobretudo quando também está em causa uma dívida de 6,7 milhões de euros à Caixa de Crédito Agrícola!
R | Não se trata de uma dívida, mas sim de uma conta onde eram depositados os empréstimos de particulares ao clube. E não sabemos por que razão o banco reclama esse dinheiro, quando em conta havia somente 1,89 milhões de euros.

P | Essa verba não incluirá as penalizações exigidas pelo banco em tribunal?
R | Sim, sim... Estamos já a trabalhar na contestação do processo, pois fomos notificados no dia 20. Mas continuamos a não perceber onde foram buscar tanto dinheiro, que dizem terem disponibilizado ao clube numa conta movimentada por Manuel Miranda.

P | Como conseguem fazer face às despesas correntes, se não há liquidez de caixa?
R | Através das receitas dos jogos e das quotas dos sócios. E desse valor ainda conseguimos uns bocadinhos para pagar os salários.

P | Mas não existem penhoras às receitas?
R | Existem, só que contornamos essa questão.