

A ONU lançou nesta segunda-feira o relatório Enviar Dinheiro para Casa, em tradução livre. O estudo global revela que essas remessas quase dobraram em uma década, atingindo mais de 630 mil milhões de euros em todo o mundo, em 2025.
O estudo do Fundo Internacional para a Agricultura, Fida, calcula que 220 milhões de pessoas sustentam 1,1 bilhão de familiares com remessas, conectando uma em cada seis pessoas no mundo. A maior parte dos migrantes conseguiu mandar para casa entre 2.500 a 3 mil euros por ano.
Este é um esforço enorme para quem, normalmente, ganha pouco e vive com dificuldades. 75% do dinheiro enviado serve para pagar necessidades imediatas como comida, casa, água e luz.
O vareiro Pedro de Vasconcelos é o gestor do Mecanismo de Financiamento de Remessas do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola - FIDA. Em relação ao tema, ele destaca haver lições de décadas que continuam perfeitamente aplicáveis hoje.
Portugal está ancorado em corredores migratórios consolidados que ligam, por exemplo, trabalhadores portugueses à França e, ao mesmo tempo, serve de ponte para as comunidades dos países africanos de língua portuguesa e para Timor-Leste.
Barreiras e custos desiguais também marcam esse processo. Enquanto o envio de dinheiro para São Tomé e Príncipe ou para o Brasil envolve taxas médias em torno de 4% em serviços não bancários, o corredor angolano sofre com um custo médio de quase 23% por operação.
Para o FIDA, o grande desafio atual é reduzir essas tarifas, pois cada ponto percentual economizado na taxa de envio faz uma diferença significativa na renda das comunidades lusófonas. https://www.ovarnews.pt/pedro-de-vasconcelos-onu-quer-reduzir-tarifas-nao-bancarias-sobre-remessas-dos-imigrantes-2/
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