terça-feira, setembro 01, 2026



Colisão seguida de capotamento na Av. Sá Carneiro, em Ovar
Uma colisão seguida de capotamento causou ferimentos ligeiros no condutor de uma carrinha comercial, esta tarde, na Avenida Sá Carneiro, em Ovar.

O alerta foi dado, cerca das 18h30, para os bombeiros voluntários de Ovar, para uma colisão rodoviária, seguindo para o local também uma equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) da Feira.

A vítima foi levada, pelos Bombeiros de Ovar, para o hospital de Santa Maria da Feira, enquanto a PSP investigava o aparatoso acidente. https://www.ovarnews.pt/colisao-seguida-de-capotamento-na-av-sa-carneiro-em-ovar/


Mulher atropelada numa passadeira no centro de Ovar
Uma mulher ficou ferida, esta terça-feira, ao ser atropelada numa passadeira, no centro de Ovar.

O atropelamento ocorreu, cerca das 12 horas, numa passadeira da Rua Elias Garcia. A vítima, com cerca de 60 anos, sofreu vários traumatismos, tendo recebido os primeiros socorros pelos Bombeiros Voluntários de Ovar e INEM.

A mulher foi posteriormente transportada para o Hospital da Feira, onde já teve alta ao final da tarde, embora limitada na sua mobilidade. https://www.ovarnews.pt/mulher-atropelada-numa-passadeira-no-centro-de-ovar/


Festival de Samba de Estarreja vive a sua 22.ª edição
Com a presença de escolas de samba que representam os carnavais do país e com sambistas do Rio de Janeiro, Estarreja recebe espetáculos, workshops, conversas e momentos de convívio. O evento é promovido pela Associação Cultural e Recreativa Escola de Samba (ACRES) Vai Quem Quer e conta com o apoio da Câmara Municipal de Estarreja.

Um dos destaques do programa acontece na abertura do evento com uma das grandes vozes do Carnaval do Rio de Janeiro, Wander Pires, em palco numa noite especial ao lado da banda do estarrejense Nuno Bastos. O festival conta ainda, no papel de formadores, com Andressa Marinho, Maryanne Hipólito, Thays Busson e Guido Ventapane, que trazem a sua experiência do Carnaval do Rio aos workshops que decorrem ao longo do fim de semana.

Na música, sobem também ao palco “É no Pagode”, Rodriguinho e “Samba de Casa”, numa programação onde o samba se vive em todas as suas formas. O último dia fica ainda marcado por uma vertente solidária: no domingo à tarde, no concerto “Samba de Casa”, com a participação especial de Wander Pires e Guido Ventapane, será promovida a recolha de bens não perecíveis, que reverterão a favor de uma instituição local. https://www.ovarnews.pt/festival-de-samba-de-estarreja-vive-a-sua-22-a-edicao/


Festival Imaginarius atinge número sem precedentes de candidaturas internacionais: 1200 propostas de 84 países
O Imaginarius – Festival de Artes Performativas em Espaço Público recebeu 1200 candidaturas de artistas de 84 países ao abrigo da Convocatória Internacional para 2027, destinada a criadores emergentes e em fase de consolidação. Trata-se de um número sem precedentes na história das convocatórias do festival, cujo máximo até agora registado foi em 2018, com 295 propostas de 49 países.


 Espanha lidera o ranking de candidaturas à convocatória internacional para 2027, com 200 propostas apresentadas, seguindo-se o Brasil com 170 e França com 117, mas há também números expressivos vindos de Itália (67), Portugal (59), Reino Unido (45), Alemanha (48) e Argentina (32), para além da diversidade de geografias sem paralelo.


“Este crescimento não aconteceu apenas na quantidade de propostas ou na diversidade geográfica, mas também na consistência artística das candidaturas”, vinca Paulo Marcelo, vereador da Cultura da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. “Recebemos um número muito significativo de projetos com linguagens contemporâneas, propostas disruptivas com abordagens menos convencionais ao espaço público, muitas delas com um nível artístico bastante elevado”, adianta o titular da pasta da Cultura.


A aposta na qualificação do trabalho artístico e no reforço dos apoios por parte do Município de Santa Maria da Feira, e o alargamento do festival a novas redes internacionais estarão na base deste crescimento exponencial.


Através de novos mecanismos de apoio financeiro e logístico, Imaginarius reforçou o seu compromisso com a qualidade artística da programação e a melhoria das condições de acolhimento e participação dos artistas que ambicionam apresentar os seus projetos no festival de Santa Maria da Feira.


Pela primeira vez na história do Imaginarius, uma convocatória internacional estabelece um cachê por pessoa e por récita, ao qual acresce uma bolsa de deslocação por pessoa. “É uma mudança significativa, que melhora efetivamente as condições oferecidas aos artistas e, simultaneamente, contribuiu para o posicionamento do festival num contexto mais qualificado, contemporâneo e diferenciador”, sublinha Paulo Marcelo.


“Mais do que o número de candidaturas, interessa-nos a diversidade geográfica e a capacidade que o festival demonstrou ao chegar a artistas e estruturas de diferentes contextos à escala global”, reforça o vereador, sublinhando que a ativação de novas redes internacionais também contribuiu de forma determinante para esta internacionalização.


Bruno Costa e Daniel Vilar, que assumem a direção artística e estratégica do festival, destacam a elevada percentagem de propostas com linguagens contemporâneas, experimentais e disruptivas, e o peso menor das propostas mais clássicas de artes de rua, que habitualmente eram maioritárias neste tipo de convocatórias.


“Acreditamos que a clarificação da visão artística do festival teve aqui um papel importante, notando-se uma maior proximidade entre o que o Imaginarius propõe artisticamente e as propostas que efetivamente nos chegaram”, sublinham.


O regulamento da convocatória internacional prevê que a seleção dos 18 projetos estipulados esteja concluída até 15 de outubro, o que exigirá um esforço redobrado da equipa na análise rigorosa e atempada de todas as propostas apresentadas. https://www.ovarnews.pt/?p=106720


Praias de Espinho já não estão interditas a banhos
Os banhos já não estão desaconselhados em quatro praias do concelho de Espinho, de acordo com uma atualização da informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA)devido a contaminação microbiológica.

Segundo o site da APA, em causa estavam a praia da Baía, a da Seca, a da Rua 37 e a da Frente Azul, todas com águas onde foi detetada "contaminação microbiológica" na quinta-feira, por "valores elevados de enterococos intestinais e/ou E. coli". Novas análises efetuadas retiraram a interdição.

As praias do Furadouro e do Areinho também estiveram interditas, mas a proibição foi igualmente retirada.

A qualidade das águas balneares em Portugal continental agravou-se este ano, com as restrições ao banho a aumentarem 65% e as interdições a mais do que duplicarem entre maio e julho, segundo uma análise divulgada esta terça-feira pela associação ZERO.

Em comunicado, a associação ambientalista explica que a análise se baseou na comparação dos pontos de situação mensais da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e da Direção-Geral da Saúde (DGS) relativos a maio, junho e julho das épocas balneares de 2025 e 2026.

Dessa análise, a ZERO concluiu que as restrições passaram de 51 (2025) para 84 (2026), o que representou um aumento de 65%, apesar de o número de águas balneares identificadas ter diminuído de 526 para 523.

Os desaconselhamentos aumentaram de 34 para 45, enquanto as interdições decretadas pelas autoridades de saúde passaram de 17 para 39, uma subida de 129%, sendo a contaminação microbiológica a principal causa em ambos os casos, segundo indica a mesma fonte. https://www.ovarnews.pt/praias-de-espinho-ja-nao-estao-interditas-a-banhos/


ESTAU celebra 10 anos a transformar Estarreja numa galeria de arte a céu aberto
A 7.ª edição do festival ESTAU - Estarreja Arte Urbana realiza-se de 12 a 20 de setembro, com artistas nacionais e internacionais, pintura mural, música, exposições, instalações, oficinas, cinema, teatro e propostas de participação comunitária.


Estarreja volta a transformar-se num território de encontro entre a arte, as pessoas e o espaço público. Na sua 7.ª edição, marcada para 12 a 20 de setembro, o ESTAU – Estarreja Arte Urbana assinala 10 anos de atuação, celebrando uma década de criação artística que tem vindo a deixar marcas permanentes na paisagem e a afirmar o concelho como uma referência nacional no domínio da arte urbana, dando continuidade a um projeto que se apresenta hoje como um dos mais antigos do nosso país.


Ao longo de dez anos, o ESTAU construiu uma galeria a céu aberto, de visitação livre, levando a criação contemporânea para além dos espaços tradicionais da cultura e aproximando-a do quotidiano das comunidades. Foram criadas cerca de 100 peças de arte, entre murais e instalações, assinadas por 54 artistas, 36 portugueses e 18 estrangeiros, que hoje fazem parte do roteiro de arte urbana de Estarreja.


Em 2026, essa relação com o território volta a ser reforçada, com novas intervenções artísticas distribuídas pelo concelho de Estarreja, cruzando diferentes linguagens e identidade local.

10 anos, 10 intervenções


A primeira década de atuação do ESTAU é assinalada com a realização de dez intervenções - pinturas murais, instalações artísticas e projetos comunitários -, assinadas por artistas nacionais e internacionais: Theic (Uruguai), Mura (Brasil), Nuno Palhas (Portugal), Mariana Malhão (Portugal), Helen Bur (Reino Unido), Isaac Cordal (Espanha), Nuno Sarmento (Portugal), Maze (Portugal), Roc Blackblock (Espanha) e Noiserv (Portugal).


O trabalho artístico do ESTAU continua a revisitar diferentes dimensões do património local, e este ano servirão de inspiração temas como as Festas de Santo António, o arroz, a construção naval e os moliceiros ou a palavra inspirada no legado de Egas Moniz, num retrato plural de um território que o festival procura reinterpretar e projetar.

Arte, memória e identidade


Em linha com as edições anteriores, o ESTAU 2026 propõe uma programação multidisciplinar. A música terá lugar de destaque através do ciclo "Sala de Estar", com concertos de "Les A Les", Noiserv & OJE Formação e O GAJO, em diferentes espaços públicos da cidade.


A criação artística participativa assume igualmente um papel central nesta edição. Entre as propostas está "Chão Comum", projeto de mediação e cocriação que transforma resíduos plásticos em matéria de expressão artística, reinterpretando a tradição da tecelagem e envolvendo a CERCIESTA.


O programa recupera também saberes e elementos identitários do território, através de oficinas como "Bordado com Plantas", com a artista aveirense Sara Ratola, e "Esteiras de Bunho", com Maria Aldina Costa, proporcionando o contacto direto com técnicas tradicionais e com o património local.


A celebração dos 10 anos do ESTAU estende-se às exposições e à memória do próprio festival. A Casa Municipal da Cultura recebe a exposição “10 anos d’ESTAU”, com inauguração marcada para 12 de setembro, às 17h00.


No mesmo espaço estará patente “Noiserv nas tuas mãos”, enquanto a Praça Francisco Barbosa recebe “Casa do Marinheiro”, de Bárbara R.. O programa integra ainda a exposição “Raízes Vivas – Arte para Regenerar o Território”, na Estação Viva, em Canelas, resultado de um processo de criação artística participativa envolvendo diferentes comunidades e entidades locais, e “Ciclo do Arroz”, ilustração de Anabela da Silva Ferreira, no Museu Fábrica da História – Arroz.


No teatro, destaque para “Um Tesouro na Palma da Tua Mão”, uma criação em miniatura que recupera memórias ligadas ao arroz e à antiga “Hidro-Eléctrica” de Estarreja.


Os 10 anos do ESTAU serão também assinalados numa conversa, no dia 16 de setembro, reunindo artistas, curadoria e Município para revisitar o percurso do festival e refletir sobre o papel da arte urbana na transformação do território.


A programação convida ainda a percorrer o roteiro de arte urbana através de visitas guiadas, em autocarro pelas freguesias ou a pé pelo centro da cidade.


Pode consultar aqui o programa desta edição aqui: https://www.cm-estarreja.pt/estau https://www.ovarnews.pt/?p=106715
A Defesa e Proteção dos Campos Agrícolas na Frente Lagunar de Ovar da Intrusão Salina é uma das intervenções previstas pela Ria Viva ainda este, avaliada em meio milhão de Euros.

O projeto contempla um conjunto de ações integradas que visam a defesa de pessoas e bens, a valorização ecológica e a requalificação paisagística do território, através da recuperação e criação de sistemas de proteção das margens lagunares em zonas com danos significativos e/ou em zonas ameaçadas pela subida do nível médio das águas, recorrendo sempre que necessário à transferência de sedimentos das áreas envolventes (se compatíveis) e ao revestimento dos taludes em enrocamento, sempre que as condições locais o revelem necessário, ou outros materiais, dando preferência a técnicas de engenharia natural.

Esta ação enquadra-se numa intervenção de gestão e prevenção do risco de cheias e inundações, visando a redução do risco de inundação da Rua Pedro Homem de Melo. Para o efeito, prevê-se a elevação da cota da referida via, no troço compreendido entre a ponte e a Tijosa, atendendo às recorrentes dificuldades de circulação em contexto de inundação.

Importa salientar que esta estrada constitui a única via de acesso ao lugar da Tijosa, pelo que a sua submersão determina a total interrupção da acessibilidade à localidade em situação de cheia. https://www.ovarnews.pt/ria-viva-avanca-com-defesa-e-protecao-dos-campos-agricolas-na-frente-lagunar-de-ovar-da-intrusao-salina/


Filme
O filme "Filhos do Vosso Amor", do realizador vareiro Rui Pedro Lamy, foi selecionado para o RAM Film Festival, em Rovereto, Itália, que decorre entre 7 e 11 de outubro de 2026.

Filmado na Branda da Aveleira, na região de Melgaço, este documentário é uma ode às tradições de Melgaço e às ligações das pessoas à terra, pelo que esta tem de árduo, de ritualístico e também de generoso.

Este trabalho de Rui Pedro Lamy sedimenta a identidade de um povo afecto a uma região montanhosa e fronteiriça através de imagens e testemunhos que mantêm viva a memória de épocas passadas, em que a economia de subsistência ditava o ganha-pão e estimulava a entreajuda.

Para o realizador, esta é "mais uma oportunidade para afirmar a importância do registo, da preservação e da divulgação da nossa memória e das nossas tradições. O saber só permanece vivo se continuar a ser contado".

Rui Pedro Lamy gostaria que "os festivais de cinema nacionais que dizem exibir documentários, e as entidades culturais que apoiam a “cultura”, não se perdessem na seleção das suas escolhas, lembrando-se que o documentário também é isto, é feito do registo de tradições antes que elas desapareçam e da partilha de estilos de vida que podem desaparecer para sempre, se não lhes dermos a devida atenção e o devido apoio para que se mantenham ativos no tempo".

"O documentário é feito do tempo que as pessoas nos dão das suas vidas para que as possamos filmar, e para que possamos eternizar as suas histórias, para sempre", conclui. https://www.ovarnews.pt/?p=106705