segunda-feira, abril 13, 2026

A deputada do PSD Adriana Rodrigues manifestou-se no Parlamento contra o estabelecimento de margens máximas no preço dos combustíveis, propostas pelo partido Livre.


Intervindo no plenário, a parlamentar social democrata defendeu o “caminho” do Governo, que passa pela atuação em relação aos lucros extraordinários.

“Querem fixar margens máximas. E quando isto acontece, já sabemos como acaba: se a margem for baixa, há riscos no abastecimento; se for alta, nada muda” – atirou Adriana Rodrigues na sua intervenção quando se discutia propostas do Livre para combater a crise económica, que a deputada disse serem “de boas intenções”, mas que não funcionam, “e, não funcionando, isto não é mais do que populismo”.

Para a parlamentar aveirense, a proposta em discussão quanto aos combustíveis “trata da


mesma forma operadores com custos diferentes, beneficiando os maiores e prejudicando os mais pequenos”, pelo que, como vincou, “o Governo segue outro caminho” e, “em vez de mexer nos preços, atua sobre lucros extraordinários, propondo um imposto sobre ganhos inesperados das empresas de energia”.

“A lógica é simples: quem beneficia da crise deve ajudar quem sofre com ela, sem distorcer o


mercado” – concluiu Adriana Rodrigues, para introduzir a segunda proposta do Livre, que quer


devolver 100 por cento do IVA com base no e-Fatura. A deputada acusou o partido de não saber quanto custa, nem quem paga, classificando a proposta como não passando “no teste da realidade”.

Adriana Rodrigues vê na solução preconizada “uma dificuldade prática”, dando o exemplo de que brócolos frescos pagam 6 por cento e não entrariam, questionando se uma sopa de legumes, com 13, entraria ou não. Para a deputada, “é o mesmo objetivo, mas regras diferentes”, identificando outra dificuldade, a da execução, já que no e-Fatura surge muitas vezes apenas o valor total, ficando por distinguir o essencial do acessório.

“Isto arrisca transformar-se num novo caso de burocracia absurda, uma espécie de “Galamba a


lamber faturas”, exigindo um sistema caro e complexo para tentar fazer automaticamente aquilo que nunca se conseguiria fazer manualmente. O país não precisa de experiências. Precisa de políticas que funcionem. https://www.ovarnews.pt/psd-deputada-adriana-rodrigues-contra-margens-maximas-no-preco-dos-combustiveis/

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