segunda-feira, maio 30, 2022

DECO considera apoio extraordinário de 60€ insuficiente
O cabaz de 60€, pago em abril às famílias beneficiárias de tarifa social de

electricidade, foi alargado a todos os agregados com prestações sociais

mínimas. O pagamento foi feito a 27 de maio. Porém, a DECO defende

alterações a esta medida.

A Associação reconhece a importância da medida que reviu o apoio

extraordinário às famílias mais vulneráveis face ao aumento dos preços de

bens alimentares, mas considera que esta fica aquém das expectativas das

famílias. Os portugueses que, ainda se encontram a recuperar dos efeitos da

pandemia, têm sido confrontados com vários aumentos, nomeadamente na

energia, nos combustíveis e agora nos bens alimentares de primeira

necessidade.

Assim, e embora a DECO saliente a importância da manutenção deste apoio

no mês de maio, bem como o seu alargamento a outras famílias, defende que

no contexto actual é necessário ir mais além. As previsões não apontam para

um aliviar imediato dos preços e a incerteza da duração desta medida

pressiona os consumidores a procurar alternativas para a sustentabilidade

financeira do agregado familiar, alternativas essas que poderão prejudicar a

sua capacidade económica.

Assim, a DECO reivindica:

- uma prorrogação deste apoio enquanto se mantiver a situação de

aumento de preços e, pelo menos, até final do ano de 2022;

-  uma maior abrangência deste apoio, designadamente para as

famílias que tiveram uma quebra de rendimentos superior a 20% face

aos rendimentos do mês anterior ou do período homólogo do ano

anterior e também para as famílias numerosas, cujo agregado familiar

seja composto por 5 ou mais pessoas;

- um ajuste mensal do valor de 60€, estabelecido face às previsões

de inflação, como o preço de um cabaz de bens essenciais.

Consideramos que este montante é claramente insuficiente perante

os valores que uma família gasta em média nas suas compras mensais,

sobretudo neste cenário de aumento de preço.

A DECO apresentou estas preocupações junto do Governo e Grupos

Parlamentares, defendendo a adoção de medidas que garantam a proteção

dos interesses económicos dos consumidores e mitiguem o previsível impacto

generalizado do aumento dos preços dos bens alimentares. A associação

continuará a acompanhar a situação, ciente que os rendimentos das famílias

sofrerão a curto prazo um forte abalo.

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