terça-feira, fevereiro 14, 2006

A pinta do Puto


Aconteceu durante o jogo que opôs o Chelsea ao Liverpool. No túnel de acesso aos balneários, o «puto-maravilha» estende a mão a Gerrard, só um dos melhores do jogadores do mundo. E faz-lhe isto... Notável.

Diz sondagem norte-americana
Maioria dos solteiros está feliz em sê-lo

A maioria dos solteiros norte-americanos está feliz nessa situação e não se interessa em procurar uma alma gémea, segundo uma nova sondagem que contrasta com o êxito crescente do Dia dos Namorados.
Nos Estados Unidos, 43 por cento dos adultos afirmam ser solteiros, ou seja 83 milhões, mas apenas 16 por cento deles procuram parceiro amoroso, indica a sondagem realizada pelo Pew Internet and American Life Project.
Mais de metade dos solteiros norte-americanos (55 por cento) afirma não estar à procura de uma alma gémea, uma atitude que é mais pronunciada entre as mulheres, os divorciados ou os viúvos.
Mais surpreendente é que 51 por cento dos solteiros jovens, com idades entre os 19 e os 29, dizem não estar à procura de um "idílio" amoroso.
Mesmo entre os que se declaram "activos" no plano amoroso, 36 por cento admite não ter tido encontros amorosos nos últimos três meses, 13 por cento teve um, 22 por cento entre duas e quatro aventuras, e um quarto teve cinco ou mais.
Quanto ao melhor local para procurar parceiros, 38 por cento dos indivíduos em casal disseram ter encontrado o seu par no meio profissional ou escolar.
Um em cada três conheceu parceiro por intermédio da família ou de amigos e 13 por cento numa discoteca, um bar ou um café, e apenas 3 por cento dos casais felizes se encontraram através da Internet.
O estudo, enquadrado numa investigação mais ampla sobre os encontros pela Internet, foi realizado em finais de 2005.
«Equador» arrecada prémio em Itália

Um dos livros preferidos do pessoal do «NdO», "Equador", de Miguel Sousa Tavares, conquistou em Itália o prémio literário "Grinzane Cavour 2006", anunciou hoje a editora, Cavallo di Ferro.
O prémio, instituído em 1982, é considerado um dos quatro mais importantes em Itália, a par dos prémios Strega, Campiello e Viareggio, e o mais prestigiado para a literatura estrangeira publicada no país, afirma a editora em comunicado.
A escolha dos vencedores é decidida por um duplo sistema: a selecção feita pelos críticos (escritores, jornalistas culturais e críticos literários) e o voto popular, constituído por leitores entre os estudantes de italiano de várias instituições nacionais e estrangeiras (Berlim, Bruxelas, Paris, Moscovo, Praga, Estocolmo, Tóquio, Cairo, Buenos Aires e Salamanca).
A editora indica que a atribuição do prémio confirma "a excelente recepção da crítica e do público italiano à obra do escritor português", lançada em Outubro pela Cavallo di Ferro.
O nome de Miguel Sousa Tavares figura agora ao lado de outros escritores agraciados com o Grinzane Cavour, reconhecidos a nível mundial e que em alguns casos receberam posteriormente o prémio Nobel.
Entre os vencedores do prémio italiano em edições anteriores estão Julien Green (1991), Gunter Grass (1992), Czeslaw Milosz (1993), Carlos Fuentes (1994), Bohumil Hrabal (1995), Kenzaburo Oe (1996), Yves Bonnefoy (1997), Jean Starobinski (1998), V.S Naipul (1999), Manuel Vasquez Montalban (2000), Doris Lessing e Toni Morisson (2001), J.M Coetzee (2003), Mário Vargas Llosa (2004) e Anita Desai (2005).

O Moliceiro do futuro

O moliceiro do futuro vai chamar-se moliate. O nome diz quase tudo. É uma mistura de moliceiro com iate, uma combinação para o barco tradicional da ria se transformar numa embarcação confortável que permita passar horas ou dias na laguna de Aveiro. O projecto da Associação dos Amigos da Ria e do Barco Moliceiro (AARBM) , a única entidade que ainda constrói moliceiros, está para ser aprovado pelo Instituto Marítimo Portuário, contando a AARBM fabricar ainda este ano o primeiro moliate, o moliceiro cabinado. O estilista Miguel Vieira foi convidado para desenhar e decorar a embarcação, que irá custar entre 35 a 50 mil euros.
"Isto não significa o fim do moliceiro tradicional", frisa Eduardo Costa, o novo presidente da AARBM, uma instituição sediada na Murtosa. "Os nossos estaleiros vão continuar a fazer moliceiros, mas para isso é necessário que haja encomendas", lembra. O que não aconteceu o ano passado. O único estaleiro que constrói moliceiros apenas reconstruiu embarcações em 2005. "Perto de meia centena, mas nenhum novo", confirma o responsável da associação.
A Câmara de Aveiro, e também a de Ovar, têm sido os principais impulsionadores da produção de moliceiros, "mas não chega", diz Eduardo Costa. "É necessário que as restantes autarquias da região e a própria Associação de Municípios da Ria digam o que querem para o barco histórico. Temos a estrutura montada, só falta quem garanta a sustentabilidade do ex-libris", refere o presidente.
É neste quadro de marasmo que surge a ideia de avançar com o projecto de um moliceiro com cabina, à imagem de outras embarcações tradicionais europeias que se actualizaram em termos de conforto, navegando ao encontro das necessidades do mercado. "O moliceiro não tem condições para se passar muitas horas na ria, não só pelo desconforto, mas também devido à navegabilidade, daí a ideia do moliate", contextualiza Eduardo.
A cabina vai alterar a estrutura do barco. Uma empresa de Lisboa efectuou o projecto de estabilidade da nova embarcação que manterá, todavia, uma série de características tradicionais, como as cores, os desenhos, as legendas e o comprimento. O moliate medirá cerca de 15 metros, mas será mais largo. Terá quatro metros. O moliceiro tem cerca de 2,60 metros. "Ficará equipado com beliches e outras estruturas de apoio, podendo acolher até 10 pessoas", avança Eduardo Costa.
A decoração interior, bem como o design do moliate, deverá ficar a cargo do estilista Miguel Vieira, um aveirense do norte do distrito, que já fez um primeiro esboço do barco. Miguel Vieira não quer, para já, apresentar a primeira imagem, pois poderá não ser a definitiva.
O moliate poderá vir a ser feito em fibra de vidro, mas o primeiro será feito em madeira, tal como os moliceiros, e já tem destinatário(s). "Um grupo de directores vai comprar o primeiro", revela o presidente. O moliceiro cabinado custará "entre 35 e 50 mil euros", estima o director, que espera ver ainda este ano o primeiro moliate na ria de Aveiro.
A associação espera construir quatro moliates por ano, devendo, para isso, contratar mais dois mestres de carpintaria. Do estaleiro da Murtosa sairá a embarcação que "permitirá aos amantes do moliceiro gozar a ria com todo o conforto", conclui Eduardo Costa. («JN»)

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Ovar na BTL 2006

Que vergonha...melhor dizendo, que decepção. Para ser sincero, não tenho palavras para descrever o que vi, de tão mau que era.
Na verdade, não esperava que o Stand da «Rota da Luz», onde a região de Ovar está inserida, que esteve presente na edição da BTL'06 (Bolsa de Turismo de Lisboa), estivesse tão mal. Acho que foi o pior dos últimos anos. Antes de relatar o que vi a todos aqueles que não tiveram a oportunidade de se deslocarem até Lisboa para assistirem a esta Feira relacionada com o sector do Turismo e Hotelaria, gostaria de lançar algumas questões ao Sr. Presidente da Camara Municipal de Ovar, que apoiou o actual Presidente da Rota da Luz nas últimas eleições.
- Sr. Presidente, não acha que deveríamos ter outro reconhecimento neste organismo, uma vez que o senhor apoiou o candidato que ganhou a presidência?
- Não acha que devemos deixar, em algumas ocasiões, a cor do partido de lado, e apoiar as pessoas da nossa região para que, de uma vez por todas, Ovar seja reconhecido e valorizado pelo rico património cultural e artístico que possui, dando-se a conhecer através deste veículo?
- Já reflectiu que o Turismo poderá ser a tábua de salvação da região de Ovar, uma vez que a indústria está a desaparecer, e não existem investidores que queiram fixar-se por cá ?
Pois é, caros leitores. Todos os anos participo na BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa), como Profissional do ramo e fico «revoltado» e triste, porque a nossa região não é divulgada como deveria de ser. Este ano, como disse no inicio deste artigo, foi o pior Stand de todos os tempos: imagens antigas, sem animação, espaço pequeno sem visibilidade alguma (muito escondido) e o que é mais crasso, não existiam brochuras turísticas da cidade de Ovar ou da região de Ovar. A única existente era a do Hotel «Meia Lua».
Pergunto a quem de direito, se vale a pena continuar a sustentar organismos que apenas se preocupam com o seu próprio umbigo? Não acham que deveríamos copiar os bons exemplos, como são os casos de Santa Maria da Feira, e este ano, a agradável surpresa que constituiu o caso de Ílhavo, que desde já felicito pela inovação e pelo bom gosto, e que teve em conta as mais valias da região (casas tipicas da Costa Nova, o Farol da Barra, etc, etc...)
Ovar tem três excelentes cartazes turísticos; Carnaval, Sol e Praia e a Semana Santa (Procissões), que mais uma vez não foram dados a conhecer aos milhares de visitantes que por ali apareceram. Noutros Stands, exsitia animação (escolas de samba a desfilar pelos pavilhões), dava-se a conhecer a gastronomia, as festividades e tradições locais, e «nós» a ver os outros a crescerem, a desenvolverem-se e a cativarem a atenção dos milhares de visitantes que por ali passavam. Tive a oportunidade de conversar com três responsáveis hoteleiros da região, que também estavam na Feira, e todos foram unânimes em dizer que nada se faz, nada se incentiva, que miséria...
Permita-me que faça aqui e agora um pequeno comentário discordante das palavras proferidas por V. Exa. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Ovar, aquando do debate aberto com os restantes candidatos para as autárquicas, que a BTL não era interessante nem um veiculo de captação de turistas...
Contrariamente ao que o Sr. afirmou, a BTL é a feira mais importante no ramo do turismo e da hotelaria em Portugal e uma das mais importantes da Europa. Poderia ser, sem dúvida, uma forma de promover a nossa região, onde se fazem excelentes contactos com operadores turísticos estrangeiros e nacionais, para que estes coloquem Ovar na sua programação.
Chega, de uma vez por todas, de estarmos inseridos num organismo que não nos favorece em nada e nem promove o que de facto a região de Ovar é na verdade, e o que poderá ser caso as entidades que estão à frente da nossa cidade e região se mentalizem que a solução dos problemas principais é a aposta no Turismo e nos recursos naturais e culturais que possuímos.
Para terminar, deixo aqui um apelo. Desvinculem-se da Rota da Luz, criem uma Sociedade de Turismo (com gestão privada, como se de uma PME se tratasse) e tenho a certeza absoluta que Ovar será reconhecida, a nivel nacional e internacional, entrando no caminho certo para o AMANHÃ. Temos que estar no pelotão da frente e não continuar a ser meros espectadores a ver a corrida a passar...

Leitor devidamente identificado
Centenário do nascimento de Agostinho da Silva
Celebrações nacionais arrancam hoje

As comemorações do centenário do nascimento de Agostinho da Silva, pensador que continua controverso e enigmático, arrancam hoj e no Centro Cultural de Belém com o patrocínio da Ministra da Cultura, Isabel Pi res de Lima.
As celebrações incluem colóquios, exposições, publicação de livros a ed ição de um selo comemorativo, a abertura da cátedra "Agostinho da Silva" na Univ ersidade de Brasília e o baptismo de um avião da TAP com o seu nome.
As iniciativas resultam de uma parceria dos governos de Portugal e do B rasil (onde o escritor esteve exilado) e a Associação Agostinho da Silva e inclu em a projecção do documentário "Agostinho da Silva:um Pensamento Vivo" e a inaug uração da mostra "Agostinho da Silva:Pensamento e Acção" em cidades portuguesas e estrangeiras.
A efeméride revela que o pensador e pedagogo continua uma figura contro versa e enigmática, mesmo para os que com ele privaram.
Reconhecendo que a sua personalidade sempre o intrigou, o ensaísta Edua rdo Lourenço afirmou que "não era parecido com ninguém, excepto com ele próprio" e lamentou que a sua obra ainda esteja "pouco estudada".
Por seu lado, o escritor Fernando Dacosta afirmou à Lusa que se vive "u m tempo anti-Agostinho da Silva", pois "a sua filosofia e utopia" não têm eco ju nto dos governantes, apesar de Agostinho ter sido uma figura de "grande lucidez" .
Quanto a Nuno Nabais, professor de Filosofia em Lisboa, assegurou que " não existe um `pensamento Agostinho da Silva'" e disse acreditar que o pensador "estaria a rir-se, ao ver-se objecto de comemorações oficiais".
O escritor Baptista-Bastos, por seu lado, declarou à Lusa que Agostinho da Silva - "um grande museu clássico com um perfume de modernidade" - represent a "uma grande dose de utopia, de quimera e de esperança nas infinitas possibilid ades do Homem".
O filósofo e pedagogo Agostinho da Silva nasceu no Porto a 13 de Fevere iro de 1906, esteve preso no Aljube devido a polémicas com o Estado Novo e a Igr eja e optou por se exilar no Brasil, onde co-fundou as universidades federais de Paraíba e Santa Catarina e a Universidade de Brasília.
Quando morreu, em Lisboa, a 03 de Abril de 1994, Agostinho da Silva dei xou uma obra vastíssima que inclui textos pedagógicos, ensaios filosóficos, nove las, artigos, poemas, estudos sobre História e cultura e as suas reflexões sobre a religião.
Esperança

Para VER e reflectir.
Consegue ler?

UM D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0 N4
4R314.
3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35,
P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0 3575V4M QU453 4C484ND0, V310 UM4 0ND4 3
D357RU1U 7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4. 4CH31 QU3,
D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0, 45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0, M45 C0RR3R4M
P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4, R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4 C0N57RU1R
0U7R0 C4573L0.
C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40: G4574M05
MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3 M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4
0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R.
M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4
53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R!! S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3
C4R1NH0.
0 R3570 3 F3170 D3 4R314.
Dear, oh dear...

A Inglaterra corada de vergonha. Por causa disto.

domingo, fevereiro 12, 2006

Maomé/Caricaturas
Manifesto na Internet a favor
da liberdade expressão Ocidente


Um manifesto em defesa da liberdade de imprensa no Ocidente está a circular na Internet, com o objectivo de recolher assinaturas, sendo destinatários finais o ministro dos Negócios Estrangeiros português e o embaixador da Dinamarca em Portugal.
O professor universitário de Coimbra Rui Bebiano, um dos promotores do manifesto, explicou hoje que o documento representa "a recusa na cedência da liberdade de expressão nos países ocidentais", a propósito das reacções violentas dos muçulmanos à publicação de um conjunto de "cartoons" satíricos de Maomé.
O jornal dinamarquês "Jyllands-Posten" publicou a 30 de Setembro do ano transacto 12 caricaturas do profeta Maomé - incluindo uma em que é representado com um turbante em forma de bomba -, reproduzidas a 10 de Janeiro por um jornal norueguês e depois por vários "media" noutros países europeus, fazendo eclodir uma onda de violência em alguns países islâmicos, tendo como alvo principal instalações diplomáticas da Dinamarca.
"Um ódio que se assemelha a algo de irracional, inflamado nas multidões de rua, transformando-se assim na representação de uma vaga de barbárie", refere-se no manifesto, intitulado "Como uma liberdade" e que teve também como promotor o estudante universitário do Porto Tiago Barbosa Ribeiro.
"Numa democracia, as opiniões só existem na medida em que existe igualmente liberdade para as exprimir, divergir e criticar", lê- se no documento, que já recolheu cerca de mil assinaturas via correio electrónico.
"Em cada momento histórico, há um determinado universo de valores que só é dominante porque os sujeitos sociais os partilham de uma forma comum e plural. Em regimes autoritários, esse consenso é forçado por via de uma estrutura repressiva que se impõe aos cidadãos.
Na generalidade dos países islâmicos, uma religião é aliada desse aparelho coercivo", acusa-se no texto.
"Plasmando-se ao poder político" - acrescenta-se -, "as simbologias criadas por uma leitura dessa religião geram as próprias condições de reprodução do autoritarismo. Actualmente, a incapacidade de articulação de um discurso moderado no interior do Islão transforma essa realidade num cenário particularmente crítico".
Os promotores do manifesto consideram que "é absolutamente irrelevante se os 'cartoons' são ou não ofensivos, se são ou não 'despropositados", alegando que "todos os dias" surgem na imprensa "opiniões ofensivas e/ou despropositadas".
Rui Bebiano admitiu que "alguns dos 'cartoons' não são de particular bom gosto", mas realçou que "a liberdade de expressão não é discutível, é uma conquista do mundo ocidental, da qual não se pode abdicar, nem colocar em causa".
"(Ó) Ainda se justifica uma violência cega como legítima reacção à 'blasfémia'. Quem o faz, aceita regredir na capacidade de afirmar o princípio da diferença como o princípio inalienável da realização individual, seja ela minoritária ou não na sociedade em que se insere. Daí a separação formal entre Estado e igrejas nos países democráticos (Ó)", refere-se igualmente no manifesto.
Tiago Barbosa Ribeiro, que foi quem teve a ideia da iniciativa, e Rui Bebiano consideram que "os apelos de governos europeus para a 'responsabilidade' no uso da liberdade de expressão são a metáfora de um complexo de culpa em relação a algum passado histórico do Ocidente que não pode ser esquecido", vincando que "qualquer vírgula colocada na liberdade de imprensa será um silêncio a mais".
O manifesto está a ser subscrito por cidadãos e cidadãs com percursos distintos e filiações políticas muito diversas, à esquerda e à direita, com ou sem religião.
"Em comum têm a recusa na cedência de um conjunto de princípios que, no seu entender, poderão traduzir parte do património civilizacional ocidental. A começar pela liberdade de expressão, que pode e deve ser um valor universal", realçou Rui Bebiano.
Joaquim Vieira, Augusto Seabra, Pacheco Pereira, Inês Pedrosa, Saldanha Sanches, Paulo Pedroso, Mário de Carvalho, Jacinto Lucas Pires, Vasco Graça Moura, António Manuel Ribeiro, Maria Irene Ramalho, Teresa Almeida Garrett, José Manuel Pureza e Mário de Oliveira são algumas das personalidades que já subscreveram o manifesto.
O documento será entregue em princípio na próxima terça-feira ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, e ao embaixador da Dinamarca em Portugal, esperando os promotores da iniciativa que o número de subscritores ultrapasse os 1.500.

sábado, fevereiro 11, 2006

«Costa de Prata em Revista»



Já roda aqui, na «Grafonola» do «NdO», o samba enredo de 2006 da Escola de Samba Costa de Prata
Onde é que eu já vi isto?

Os Jogos Olímpicos de Inverno abriram ontem em Turim, em Itália, com uma cerimónia que culminou com o acender da pira olímpica. A cerimónia não ficou completa sem a "performance" de alpinistas que, por cima de uma orquestra, oscilaram até perfazer o símbolo da paz, juntos numa pomba desenhada com os seus corpos. (Foto: Julie Jacobson/AP/Público)

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Vamos todos apoiar o Aliança

O Aliança precisa do apoio forte e potente dos vareiros para ultrapassar o difícil oponente de amanhã. O jogo com a equipa do S. Mamede é fundamental para as aspirações dos voleibolistas de Ovar, no sentido de se manterem entre os primeiros da 2.ª Divisão Nacional.
Por isso, amanhã, às 18 horas, no Pavilhão da Esc. Sec. JD, COMPARECE e apoia a nossa equipa! Todos seremos poucos! Quem quiser pode ir fantasiado!
Heheheheheehehe

in «Blasfémias»
Fanatismo e manipulação

Acabo de chegar de uma curta deslocação de três dia a um país mulçumano. É tarde, estou cansado, mas queria deixar a quente duas ou três coisas.
1. Sinto VERGONHA, muita vergonha pelo comunicado divulgado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros sobre o caso dos cartoons. O que quer Freitas do Amaral? Ser secretário-geral da ONU, já que os portugueses não o querem para PR? O comunicado é idiota, o tom em que está escrito é indigente. E não há tacticismo geo-político que o justifique.
2. Os cartoons foram publicados em Setembro.SETEMBRO!
3. A "fúria" muçulmana estourou só agora porquê? Terá alguma coisa a ver com o facto de alguns religiosos terem andado de país em país a incendiar os ânimos? Terá alguma coisa a ver com a vitória do Hamas na Palestina? Com o endurecimento da posição do Irão, cujo presidente nega a existência do Holocausto e promete varrer Israel do mapa?
4. Os muçulmanos que incendeiam embaixadas, queimam bandeiras da Dinamarca, assassinam padres católicos viram os cartoons? Não, claro. Convém não esquecer que o editor do jornal jordano que publicou parte dos cartoons (gesto único no mundo árabe) foi primeiro despedido e depois preso. Já agora: os que condenaram Salman Rushdie à morte por causa dos Versículos Satânicos leram ao menos o livro? E será que se sentem responsáveis pelo ódio que a sua atitude causou e que acabou em pelo menos duas tentativas de assassinato de tradutores da obra, uma bem sucedida?
5. Os cartoons desrespeitam o profeta e são produto da dissolução de costumes própria do Ocidente? Então o que dizer das centenas de cartoons publicados todos os anos em jornais de lingua árabe em que os judeus são retratados de uma forma humilhante? Em que são comparados a animais (a porcos, invariavelmente). Freitas do Amaral nunca os viu? Nunca existiram? São ficção?
6. Quem é esta gente que protesta nas ruas? Será a mesma gente que as câmaras das televisões captaram a celebrar os atentados de 11 de Setembro e de 11 de Março?
7. Porque é que quando extremistas se fazem explodir num autocarro em Londres ou em Telavive estas boas almas muçulmanas não vêm para a rua protestar contra a violência? Caricaturar o profeta é um crime inominável, mas espalhar a morte e o terror não?

É tarde, estou cansado, não quero ir longe de mais. Só quero dizer que há escolher com lucidez o lado da barricada. Com lucidez e bom senso, para evitar fanatismos também deste lado.Mas a tolerância não deve ser confundida com fraqueza. O politicamente correcto não deve retirar-nos discernimento. O Ocidente não tem as mãos limpas, nem é bacteriologicamente puro. E o tempo das Cruzadas acabou. Mas há que perceber isto: o Islão (ou pelo menos os seus líderes) estão em guerra com o mundo. Com o nosso mundo. Pessoalmente, prefiro eventuais excessos de liberdade à censura e à tirania.

Rui Baptista, in «Amor-e-ócio»

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Anjos e Demónios




Um jogo de basquetebol entre diabos e anjos é uma boa ideia e a colocação de um trampolim à entrada do «garrafão» fez o resto.
Estávamos em 2003 e o grupo era o dos Zuzucas.
Numa altura em que um grupo do carnaval de Estarreja vai importar a ideia encontrada para voar para o cesto, a «Grafonola» do «NdO» toca agora um excerto da banda sonora dos Zuzucas desse ano.
Europeu de sub21 joga-se em Aveiro e Águeda
Selecções ficam pelas redondezas

O resultado do sorteio que formou grupo B a disputar nos estádios de Aveiro e Águeda juntou as selecções de Itália, Dinamarca, Ucrânia e Holanda. O acolhimento das selecções está distribuído da seguinte forma: Itália (Hotel de Ílhavo / estádio do Gafanha, a confirmar), Dinamarca (Hotel das Termas / estádio municipal de Anadia), Ucrânia (Hotel do Luso / centro de estágios do Luso), Holanda (Hotel de Estarreja / estádio do Avanca).
Dia 24 de Maio disputam-se os jogos Ucrânia-Holanda (Estádio Municipal de Águeda) e Itália-Dinamarca (Estádio Municipal de Aveiro).
A 26 de Maio jogam Dinamarca-Holanda, (Estádio Municipal de Aveiro) e Itália-Ucrânia (Estádio Municipal de Águeda).
E a 29 de Maio realizam-se os encontros Holanda-Itália (Estádio Municipal de Aveiro) e Dinamarca-Ucrânia (Estádio Municipal de Águeda).
Aveiro receberá ainda um jogo das meias finais que poderá envolver a selecção portuguesa se ficar em segundo no grupo A.
No encontro com a comunicação social hoje realizado tanto o treinador da Dinamarca como o coordenador técnico da Holanda foram unânimes em considerar as condições encontradas (alojamento e estádios) como excelentes.
Juliana Paes

Abria-se uma excepção para ela ser a Rainha do Carnaval, não abria? Mas tinha que ser após o photoshop. Por causa da cerveja...
Depeche Mode - Touring the Angel


Pavilhão Atlântico, Lisboa, 8 de Fevereiro de 2006: Não há palavras.
Mais aqui.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Egas Moniz quer Centro de Ciência Viva

Um Centro de Ciência Viva é uma ideia da Câmara de Estarreja para a casa museu Egas Moniz em Avanca, segundo um esboço de projecto já entregue ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
O presidente da Câmara José Eduardo Matos disse, em declarações à Rádio Voz da Ria, que o Centro de Ciência, é um meio de «dar mais vida àquilo que é o seu legado».
A RVRIA também se refere à intenção de João Lobo Antunes escrever uma biografia do médico Egas Moniz e a execução do Centro de Documentação, integrado no Aveiro Digital.