A associação +Pinhal fica “satisfeita” por ver que a Câmara de Ovar se tem mostrado preocupada com o aterro sanitário a 500 metros do mar, na praia de Maceda.
Filipe Cayolla afirma ainda assim que este “nem sequer tem vedação à volta”, com um poço a céu aberto e outros problemas, sem monitorização.
O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas informou que o aterro não é da sua competência competência.
A Agência Portuguesa do Ambiente disse à SIC que é da esfera de competências da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, que assegura o devido acompanhamento.
Já a CCDR diz que a responsabilidade pela manutenção e monitorização ambiental cabe às entidades gestoras responsáveis pelo tratamento de resíduos urbanos e remete quaisquer outros esclarecimentos para a autarquia de Ovar da gestão.
O presidente da câmara municipal de Ovar, Domingos Silva, nunca recebeu nenhum relatório produzido sobre o assunto e garante que “não é a Câmara de Ovar que tem a responsabilidade da gestão dos aterros na região na região centro", mas sim a Ersuc.
Contactada pela SIC, a Ersuc - Residuos Sólidos Do Centro - diz que entregou ao regulador económico e ambiental um plano de monitorização que inclui a definição de medidas preventivas, mas que não chegou a ser validado.
Garante explicar de que forma que monitoriza a zona e cumpre os requisitos legais e ambientais, assegurando a proteção da saúde pública e do ambiente.
Investigadores da Universidade de Aveiro na área de erosão acreditam que para proteger o aterro é urgente defender a costa através de uma regular reposição de areias.
"Não tem havido nenhuma ação concreta relativamente à proteção do aterro. Eu estou a exigir, no bom sentido, essa proteção, neste momento. A alertar para a situação em que, de facto, podemos estar. Não é amanhã que o mar vai lá entrar, mas pode ser daqui por 50 ou 60 anos. E temos a obrigação, hoje, de evitar que isso venha a acontecer no futuro, porque, se não, é uma herança e um passivo ambiental muito, muito forte que deixamos às gerações futuras", disse Domjngos Silva.
A praia de Maceda está inserida numa lista de medidas a levar a cabo até ao início da época balnear, elencadas no relatório, elencando as intervenções mais urgentes, no valor de 350 mil euros, entre passadiços, a reposição de areias em cinco praias, acessos ao parque de estacionamento na Maceda, apoios de praia, reconstrução de acessos, e outros equipamentos.
Na leitura da associação, ao fim de um ano de trabalho da +Pinhal, as autoridades locais “começam a perceber e a respeitar” o que têm dito, que “a gestão florestal a ser implementada nesta zona só está a contribuir para a degradação e desaparecimento da floresta”, onde, “além da questão ambiental”, há também património histórico a preservar.
O pinhal foi plantado na zona, lembram, como barreira dos ventos e do clima, mas também porque era improdutiva e que causava “doenças, por causa dos mosquitos”, servindo a plantação para controlar o ecossistema e defender as populações.
Esta floresta motivou já uma carta enviada pela associação ao diretor do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), há dois meses, e sem resposta vão “enviar uma queixa à União Europeia relativamente à destruição dos habitats”, alerta Margarida Coelho.
https://www.ovarnews.pt/associacao-pinhal-pede-mais-acao-para-proteger-aterro-de-maceda/
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