

O Convento de São Francisco, em Coimbra, inaugurou sexta-feira, 21 de agosto, a exposição “PLEXO”, dos vareiros Inês Tartaruga Água e Xavier Paes, uma proposta artística que explora a vibração, a escuta e a relação entre som, movimento e matéria.
Inserida no programa do festival “Dar a Ouvir”, a exposição aborda temas como os corpos ressonantes, os movimentos celestes, o magnetismo e uma ideia de “música lenta”, convidando o público a uma experiência marcada pela observação e pela escuta atenta.
A circularidade assume um papel central em “PLEXO”. As diferentes peças estão diretamente relacionadas com movimentos concêntricos, seja através de címbalos vibratórios que giram e produzem som por fricção, seja através das coreografias desenhadas pelo movimento de piões e gravadas em chapas de cobre.
A exposição resulta do trabalho de dois artistas plásticos cuja prática se desenvolve na intersecção entre performance, som e imagem. Inês Tartaruga Água e Xavier Paes interessam-se por práticas colaborativas e participativas em espaço público, explorando a improvisação, o ativismo e o multi-instrumentalismo, com uma abordagem marcada por princípios DIY e pela regeneração.
Ao longo do seu percurso, os dois artistas apresentaram trabalhos em espaços como o MIT – Massachusetts Institute of Technology, Cafe Oto, Villa Arson, STUK Arts Center, Galeria Municipal do Porto, Galeria Zé dos Bois, Centro Botín e NUB Project Space.
O programa de “PLEXO” será complementado por duas apresentações em formato de performance. Nos dias 5 e 6 de setembro, serão apresentadas, respetivamente, “OPUS II” e “Variações para Piões nº 1”, encerrando o programa da exposição com duas propostas sonoras.
“PLEXO” integra o festival “Dar a Ouvir” e conta com o apoio da DGARTES – Direção-Geral das Artes, sendo organizada pelo JACC – Jazz ao Centro Clube e pela Câmara Municipal de Coimbra.
--foto Vera Marmelo https://www.ovarnews.pt/plexo-leva-vibracao-som-e-movimento-ao-convento-de-sao-francisco-em-coimbra/
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