

Nos últimos dias muito se tem falado sobre a possibilidade de alterar a forma como termina o Carnaval de Ovar, deixando de realizar nos moldes habituais a cerimónia pública onde são conhecidos os resultados e entregues os prémios.
Já dei a minha opinião sobre isso e continuo a achar que seria um passo na direção errada.
Mas toda esta discussão acabou por me levar a pensar numa questão muito maior.
Em vez de discutirmos como tornar mais pequena e fechada a última noite do Carnaval, porque não discutimos como tornar ainda maior o próprio Carnaval de Ovar?
Talvez seja essa a discussão que verdadeiramente vale a pena fazer.
O desafio não deveria ser descobrir onde esconder a contestação.
Deveria ser construir um Carnaval tão bem organizado, tão transparente e tão extraordinário que cada vez existissem menos razões para contestar a organização.
E não escrevo isto por achar que o Carnaval de Ovar está mal.
Muito pelo contrário.
Ovar tem hoje uma estrutura sólida, grupos e Escolas de Samba que têm evoluído enormemente, milhares de participantes, um público fiel e uma festa com uma identidade que levou décadas a construir.
Há muita coisa que se faz bem.
Mas reconhecer isso não significa achar que chegámos ao destino.
Quem tem a ambição de ser uma referência deve ser precisamente quem mais se questiona sobre aquilo que ainda pode fazer melhor.
E talvez nos últimos anos nos tenhamos habituado demasiado a uma expressão: “O melhor Carnaval de Portugal.”
Gostamos de a dizer, faz parte da forma como promovemos e sentimos o nosso Carnaval.
Mas eu gostava de colocar a questão de outra maneira: O que falta fazer para que não sejamos nós a precisar de dizê-lo?
É daí que nasce esta reflexão. Não pretendo apresentar um programa eleitoral, nem tenho obviamente todas as respostas.
São ideias, algumas relativamente simples, outras mais ambiciosas.
Algumas poderiam começar a ser aplicadas praticamente amanhã. Outras exigiriam investimento, planeamento e vários anos para concretizar.
E certamente haverá quem discorde de algumas delas.
Ainda bem.
Porque também é assim que um Carnaval evolui: discutindo ideias, ouvindo quem participa, quem organiza e quem está do outro lado das grades a assistir.
Por isso, em vez de pensarmos apenas no Carnaval de 2027 ou 2028, proponho um exercício diferente.
Olhemos um pouco mais longe.
Se pudéssemos escolher, que Carnaval de Ovar gostaríamos de ter em 2030?
Eu começaria por estas dez ideias.
- Criar definitivamente a Avenida do Carnaval
A Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro é, e deve continuar a ser, a grande avenida do Carnaval de Ovar.
Mas está na altura de a infraestrutura acompanhar a dimensão que o próprio Carnaval atingiu.
O separador central restante, com árvores e outros obstáculos, condiciona a largura útil do desfile, limita as possibilidades das alegorias, dificulta a colocação de mais bancadas e prejudica a visibilidade.
Há muito que esta questão é apontada e talvez tenha chegado finalmente o momento de a resolver de forma definitiva.
O Carnaval cresceu, as alegorias evoluíram, as bancadas aumentaram e as exigências do próprio espetáculo são hoje muito diferentes das de outros tempos.
A avenida também precisa de acompanhar essa evolução.
E eu iria mais longe do que simplesmente retirar o separador.
A próxima intervenção deveria pensar a Sá Carneiro como uma avenida que serve normalmente a cidade durante o ano, mas que está estruturalmente preparada para se transformar no grande palco do Carnaval: pavimento, eletricidade, iluminação, implantação das bancadas, circulação, acessibilidade, zonas técnicas e atravessamentos.
Durante muitos anos fomos adaptando o Carnaval à avenida.
Talvez tenha chegado a altura de adaptar a avenida ao Carnaval.
- 100% bancada: “No Carnaval de Ovar, todos têm lugar”
Aqui deixo uma ambição que pode parecer ousada, mas que, olhando para a estrutura que Ovar já tem, talvez não seja assim tão difícil de alcançar: Fazer do Carnaval de Ovar o primeiro em que 100% do público pagante do Grande Corso assiste em bancada.
Ovar já tem bancadas na grande maioria do percurso. Falta completar aquilo que, na prática, já é o modelo dominante da avenida.
E isso permitiria acabar progressivamente com uma realidade que considero difícil de justificar: pagar um bilhete para passar várias horas de pé e, dependendo do local onde se consegue ficar, nem sequer ter garantidas boas condições de visibilidade.
Quem chega primeiro encosta-se à frente, atrás formam-se duas, três, quatro filas e quem fica mais atrás passa muitas vezes o desfile a tentar encontrar um espaço entre cabeças para conseguir ver.
Se queremos elevar a experiência do público, podemos fazer melhor.
Nas atuais zonas de peão poderiam ser instaladas bancadas populares, de banco corrido e sem lugar marcado, com maior capacidade e um preço mais acessível.
Ao mesmo tempo, manter-se-iam as atuais bancadas com cadeira e lugar marcado para quem prefere esse conforto.
Ou seja, não estou a defender tornar o Carnaval mais caro.
Estou a defender precisamente o contrário: dar melhores condições e tentar torná-lo mais acessível.
Estarreja já oferece diferentes modalidades para assistir ao desfile, incluindo banco corrido sem lugar marcado e a preços inferiores aos praticados atualmente em Ovar.
Porque não estudar também esse caminho?
Uma bancada popular na ordem dos 8 ou 9 euros e bancadas marcadas a preços mais competitivos são valores que, naturalmente, teriam de ser estudados à luz dos custos e da capacidade.
Mas vale a pena fazer as contas.
Porque existe uma questão que não deve ser ignorada: mais lugares a um preço inferior podem significar mais público e não necessariamente menos receita.
Se as bancadas de Ovar já têm uma procura enorme e frequentemente esgotam, porque não aumentar essa capacidade?
E depois há uma realidade que às vezes esquecemos quando falamos do preço de um bilhete: as famílias não compram um bilhete.
Compram três, quatro ou cinco.
Uma diferença de 3 ou 4 euros parece pequena quando olhamos para uma entrada individual. Multiplicada por uma família inteira, já pode determinar a escolha entre Ovar e outro Carnaval.
E isso também acontece com excursões.
Não devemos aceitar que alguém possa preferir outro Carnaval não porque considera o espetáculo melhor, mas simplesmente porque consegue levar a família inteira por muito menos dinheiro.
Se Ovar acredita que tem um dos melhores produtos carnavalescos do país, então deve também procurar torná-lo acessível ao maior número possível de pessoas.
E aqui poderíamos criar algo que fosse simultaneamente uma política de bilhética, uma melhoria da experiência e até uma imagem de marca:
NO CARNAVAL DE OVAR, TODOS TÊM LUGAR.
Um lugar para se sentar, um lugar de onde consiga ver.
E um preço que permita que cada vez mais pessoas possam estar lá.
- Não precisamos apenas de luz. Precisamos de melhor luz.
Há outro aspeto que, para quem acompanha regularmente os desfiles e principalmente para quem fotografa ou filma é difícil não notar: a iluminação da avenida continua longe de acompanhar a qualidade que o espetáculo atingiu.
E aqui é importante ser justo.
Não é verdade que o desfile dependa apenas da iluminação pública existente. A organização instala geradores e vários projetores LED ao longo do percurso, nomeadamente nas zonas das bancadas.
Portanto, existe equipamento. Existe investimento. O problema está no resultado.
A iluminação é pouco uniforme, há zonas claramente mais escuras do que outras e nem sempre a orientação e distribuição da luz valorizam devidamente quem está a desfilar.
Durante os Grandes Corsos isso começa a tornar-se particularmente evidente à medida que a tarde termina e passam os últimos grupos.
Mas é no desfile noturno das Escolas de Samba que o problema mais se evidencia.
Estamos a falar de quatro escolas que passam meses a trabalhar fantasias, cores, brilhos, maquilhagem, adereços e alegorias para apresentarem tudo numa única noite.
Essa noite merece melhores condições.
E não é apenas uma questão de conforto para quem está na bancada.
É uma questão de valorização artística.
Uma fantasia pode ter um trabalho extraordinário de cor e brilho, mas precisa de luz para ser vista. Uma maquilhagem pode ter horas de trabalho, mas precisa de luz para ser apreciada. Uma alegoria pode estar carregada de pormenores, mas esses pormenores desaparecem se a iluminação não os revelar.
Há ainda outra dimensão que hoje não pode ser ignorada: a imagem que sai do Carnaval de Ovar para fora de Ovar.
Fotografias, vídeos, imprensa, televisão e redes sociais prolongam o Carnaval muito para além daqueles dias.
Uma fotografia extraordinária de uma Escola de Samba pode circular durante anos. Um vídeo pode chegar a milhares de pessoas que nunca estiveram em Ovar.
E quem fotografa atualmente o desfile noturno sabe que acaba muitas vezes condicionado a determinados locais simplesmente porque são aqueles onde existe alguma luz aproveitável. Mesmo junto às zonas destinadas à comunicação social, as condições estão longe de ser ideais.
Por isso, não acho que a solução seja simplesmente comprar mais projetores ou instalar mais potência.
Ovar precisa de um verdadeiro plano de iluminação para os seus desfiles.
Uma iluminação pensada por profissionais que percebam deste tipo de espetáculo e que olhem para todo o percurso: onde falta luz, onde existe luz a mais ou mal direcionada, onde se criam sombras e, principalmente, como garantir uma iluminação mais uniforme que valorize quem está a desfilar e permita melhores condições para fotografia e vídeo.
E depois há uma coisa que me parece essencial: testar tudo à noite antes do Carnaval, já com as bancadas e restantes estruturas montadas.
Acendem-se os projetores. Percorre-se a avenida. Fotografa-se. Filma-se. Vê-se onde está mal. E corrige-se.
Não parece nada de extraordinário. Mas provavelmente faria uma enorme diferença no resultado final.
E no percurso mais curto utilizado pelas Escolas de Samba e que nesta Visão 2030 também poderia receber a futura Noite da Passerelle eu seria ainda mais exigente.
Essa zona podia tornar-se verdadeiramente o grande palco noturno do Carnaval de Ovar, com uma iluminação preparada especificamente para valorizar aquilo que ali acontece.
Sexta-feira, Passerelle.
Sábado, Escolas de Samba.
O mesmo investimento serviria duas noites consecutivas e dois espetáculos onde a componente visual é fundamental.
Porque uma coisa é ter luz suficiente para vermos quem passa.
Outra completamente diferente é ter luz capaz de mostrar tudo aquilo que quem passa trabalhou durante meses para nos apresentar.
Não basta iluminar a avenida. É preciso iluminar o espetáculo.
- A avenida é o palco. Durante o desfile, respeite-se quem lá está.
Há situações que nos habituámos a ver no Carnaval de Ovar, mas que não devíamos continuar a considerar normais.
Uma delas é ter público a atravessar a avenida enquanto um grupo ou uma Escola de Samba está a desfilar.
E na noite das Escolas de Samba isto torna-se ainda mais evidente.
Está uma escola em plena apresentação e, pelo meio, aparecem pessoas a atravessar a avenida, algumas tranquilamente com copos na mão, como se aquilo não fosse parte de um espetáculo.
Não faz sentido.
Às vezes parece que nos esquecemos de uma coisa básica: aquilo é um espetáculo.
Se estivéssemos perante um palco, ninguém acharia normal ver pessoas estranhas à atuação atravessarem-se entre os artistas enquanto estes estão a atuar.
Na avenida deveria aplicar-se exatamente o mesmo princípio.
Durante aqueles minutos, aquele é o palco dos grupos e das escolas.
Há coreografias, representações, música, carros alegóricos, fantasias e meses de trabalho a serem apresentados e além disso, avaliados. Não faz sentido que, no meio de tudo isto, circulem pessoas que nada têm a ver com o desfile.
Quem está na avenida passou meses a preparar aquele momento, está a apresentar-se perante milhares de pessoas e merece encontrar o percurso livre para o fazer.
E quem está nas bancadas também pagou para assistir ao espetáculo, não para ver pessoas a atravessarem-se à frente de quem desfila.
Isto não significa impedir o público de circular de um lado para o outro.
Significa simplesmente organizar essa circulação.
Criem-se corredores próprios junto às bancadas e definam-se pontos específicos de atravessamento da avenida, devidamente controlados.
Entre dois grupos, quando houver condições, deixa-se atravessar.
Quando um grupo se aproxima, fecha-se a passagem.
E volta a abrir-se assim que passar.
Não estamos a inventar nada de extraordinário.
É uma questão de organização e, sobretudo, de tratar a avenida durante aqueles momentos como aquilo que realmente é: o palco do Carnaval de Ovar.
E aqui podemos olhar para Estarreja, onde existe uma separação mais eficaz entre a circulação do público e o espaço do desfile.
Se funciona, não vejo qualquer problema em olhar para aquilo que fazem bem e adaptar a solução à realidade de Ovar.
Porque isto não é apenas uma questão de imagem.
É também respeito por quem desfila, respeito por quem pagou para assistir e segurança para todos.
A regra deveria ser muito simples: Há espaço e momento para o público atravessar. Mas quando chega o Carnaval, a avenida pertence a quem está a desfilar.
-
O relógio deve organizar o desfile, não mandar no Carnaval
Organizar um desfile com esta dimensão, com dezenas de grupos, carros alegóricos e milhares de participantes, obriga naturalmente a ter regras e tempos.
Os checkpoints ao longo do percurso têm uma função importante: ajudam a manter o desfile organizado, evitam grandes distâncias entre grupos e permitem que o espetáculo mantenha um ritmo constante.
O problema não são os checkpoints.
O problema começa quando a preocupação em chegar ao próximo ponto dentro do tempo previsto se torna mais importante do que aquilo que acontece pelo caminho.
Se um grupo perde alguns minutos numa parte do percurso, sabe que terá de os recuperar mais à frente.
E então acelera.
Depois de tantos anos a desfilar desta forma, esta preocupação com o cronómetro já está de tal maneira presente que acaba inevitavelmente por influenciar a própria forma como os grupos pensam e preparam as suas apresentações.
E é aqui que, na minha opinião, estamos a perder alguma coisa.
O Carnaval de Ovar sempre teve uma característica que o tornava especial: a brincadeira entre os grupos e o público.
Não era apenas passar pela avenida para mostrar uma fantasia e um carro.
Havia verdadeira interação com quem estava a assistir.
Parava-se, brincava-se, metia-se o público na própria representação e criavam-se momentos que muitas vezes eram completamente imprevisíveis.
Tenho saudades, por exemplo, dos Vampiros, dos seus grandes carros e da forma como tantas vezes aproveitavam aquilo que levavam para a avenida para brincar com o público. Iam buscar pessoas, envolviam-nas nas brincadeiras e arrancavam gargalhadas a miúdos e graúdos.
E os Vampiros são apenas um exemplo.
Muitos outros grupos fizeram, e continuam a fazer, da interação com o público uma parte da identidade dos Grupos Carnavalescos de Ovar.
É precisamente essa espontaneidade que tenho receio que estejamos, aos poucos, a perder.
Porque brincar demora tempo.
Parar demora tempo.
Ir buscar alguém ao público demora tempo.
Desenvolver uma representação demora tempo.
E quando temos constantemente na cabeça que é preciso chegar ao próximo checkpoint dentro daquela janela, a tendência natural é simplificar, avançar e não arriscar perder minutos.
Aos poucos podemos estar a transformar aquilo que era também uma brincadeira com o público numa apresentação cada vez mais formatada.
E acho que devemos parar e pensar se é isso que queremos.
Não estou a defender acabar com os tempos.
Não estou a defender acabar com os checkpoints.
Muito menos estou a defender regressar a desfiles intermináveis.
Estou a defender que se encontre novamente um equilíbrio.
Talvez seja possível introduzir alguma tolerância nos checkpoints.
Talvez alguns minutos adicionais no tempo total façam diferença.
Talvez se possa distinguir melhor aquilo que é um atraso provocado por desorganização daquilo que é tempo utilizado pelo grupo para fazer espetáculo e interagir com o público.
E esta discussão deve ser feita principalmente com quem conhece melhor essa realidade: os próprios grupos e escolas que percorrem a avenida.
Organizar melhor o desfile foi uma evolução importante.
Só não podemos deixar que essa organização retire precisamente algumas das características que fizeram do Carnaval de Ovar aquilo que ele é.
O cronómetro é necessário.
Mas não pode tornar-se o protagonista.
Porque, se para ganharmos alguns minutos no final do desfile tivermos de perder a brincadeira pelo caminho:
talvez estejamos a ganhar minutos mas estamos a perder o Carnaval.
- Sexta-feira: porque não uma noite só para a Passerelle?
Nem todas as ideias para melhorar o Carnaval têm de nascer de alguma coisa que esteja mal.
Algumas podem nascer precisamente daquilo que cresceu e evoluiu muito.
E, para mim, os Grupos de Passerelle são um desses casos.
Quem acompanha o Carnaval de Ovar ao longo dos anos percebe facilmente a evolução que esta categoria teve.
As fantasias estão cada vez mais trabalhadas, as coreografias ganharam muita importância, os carros evoluíram e existe hoje uma preocupação muito maior com toda a apresentação.
Bailarinos de Válega, Barulhentas, Joanas do Arco da Velha, Levados do Diabo, Melindrosas e Palhacinhas atingiram um nível que, na minha opinião, já justifica perguntar:
Não estará na altura de lhes dar uma noite só para eles?
A sexta-feira podia tornar-se a Noite da Passerelle do Carnaval de Ovar.
Grande parte da infraestrutura necessária já estaria montada para o fim de semana: bancadas, iluminação, barreiras, zonas de circulação, bilheteiras e toda a envolvente do Carnaval.
E no dia seguinte aquele espaço receberia as Escolas de Samba.
Porque não aproveitar na sexta-feira o mesmo percurso mais curto, com cerca de 550 metros, e entregá-lo aos seis Grupos de Passerelle?
Mas há aqui uma condição que considero fundamental.
Não seria simplesmente pegar na apresentação do Grande Corso e fazê-la passar também na sexta-feira.
Se lhes vamos dar uma noite, então temos de lhes dar verdadeiramente uma noite para brilharem.
Mais tempo para cada grupo.
Mais liberdade para desenvolver a coreografia.
Mais espaço para representação.
Mais possibilidades de explorar a música, as fantasias e os carros alegóricos.
Sem aquela pressão permanente de ter dezenas de grupos atrás à espera de avançar.
Que cada Passerelle possa pensar a sua apresentação sabendo que, naquela noite, o público está ali especificamente para os ver.
E isso também pode ter um efeito interessante dentro dos próprios grupos.
Quando se cria um palco maior, também se lança um desafio maior.
Talvez daqui pudesse nascer uma nova evolução da categoria.
Naturalmente, isto não significaria retirar os Passerelle do Grande Corso.
Continuariam a desfilar normalmente no domingo e na terça-feira.
A sexta-feira seria algo adicional.
Mais um espetáculo.
Mais uma noite de Carnaval.
E também aqui a política de preços seria importante.
Se estamos a criar uma noite nova, acho que faria sentido começar com um preço bastante acessível, precisamente para incentivar as pessoas a experimentarem.
E poder-se-ia estudar algo que considero particularmente interessante:
Pack Passerelle + Escolas de Samba = cerca de 10 euros.
Sexta-feira, Passerelle.
Sábado, Escolas de Samba.
Duas noites consecutivas de espetáculo por um preço capaz de trazer ainda mais gente à avenida.
E há também uma lógica de aproveitamento do investimento.
Uma iluminação noturna melhor, como defendi no ponto anterior, deixaria de servir apenas a noite das Escolas de Samba. https://www.ovarnews.pt/carnaval-de-ovar-2030-em-vez-de-o-tornarmos-mais-pequeno-porque-nao-temos-coragem-de-o-tornar-ainda-maior-por-paulo-santos/
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