

Garrafas reutilizáveis, sacos de tecido reciclado e gadgets de bambu. O que antes era
uma aposta de nicho tornou-se rapidamente uma escolha corrente nas empresas que
querem alinhar a sua imagem com os seus valores. De acordo com o mais recente
relatório da PPAI, a maior associação mundial do setor de produtos promocionais, os
artigos sustentáveis representaram 14% do total das vendas globais em 2025. A
sustentabilidade, como refere o próprio relatório, deixou de ser uma tendência para se
tornar uma oferta standard.
Na região de Ovar, esse caminho já é visível em empresas de referência como a
Corticeira Amorim, recentemente distinguida internacionalmente pelo seu
desempenho em matéria de sustentabilidade e redução de carbono. Mas esta
mudança não se limita aos grandes grupos. Também as PMEs portuguesas começam a
refletir estes valores em decisões mais quotidianas, e os brindes que escolhem para
clientes e colaboradores são o reflexo mais visível disso. Vale a pena perceber porquê.
O brinde descartável como símbolo do desperdício corporativo
Durante muito tempo, o brinde corporativo seguiu uma lógica simples: quanto mais,
melhor. Canetas que ficam nas gavetas sem nunca chegarem a ser utilizadas, sacos de
plástico descartados à saída dos eventos, blocos de notas sem uma única linha escrita.
O problema não era a intenção, era o modelo. Oferecer por oferecer, sem pensar na
utilidade, na durabilidade ou no impacto daquilo que se entrega. O resultado é
simples: toneladas de material promocional que percorrem um caminho curto até ao
lixo, levando consigo a imagem da marca que o ofereceu.
A pressão para mudar chegou de várias frentes — dos consumidores, que passaram a
valorizar marcas com práticas coerentes; dos colaboradores, cada vez mais atentos à
cultura e aos valores das empresas onde trabalham; e da regulação europeia, que
começa a exigir mais transparência nas escolhas de fornecimento.
Para as empresas que ainda seguem este modelo, o custo não é apenas ambiental. É
também reputacional.
Do descartável ao reutilizável: o que está a mudar
A mudança não passa por eliminar o brinde, passa por repensar o que se oferece. A
alternativa sustentável é um conjunto de escolhas que as empresas fazem em função
do seu público, da sua cultura e da mensagem que querem transmitir.
As garrafas térmicas personalizadas lideram a mudança. Com uso diário garantido e a
marca sempre visível, substituem de forma natural os descartáveis e acompanham o
utilizador muito além do momento em que foram oferecidas. Os sacos de algodão e
juta seguem a mesma lógica: duradouros, versáteis e com um apelo visual que os torna
uma extensão natural da identidade da marca.
Os artigos de bambu e cortiça - canetas, cadernos, acessórios de escritório e gadgets
tecnológicos - trouxeram uma nova perceção de qualidade ao universo dos brindes.
Materiais naturais, biodegradáveis e que transmitem cuidado nas escolhas, algo que o
plástico nunca conseguiu comunicar. As canetas de palha de trigo completam este
quadro como uma alternativa acessível, funcional e com um impacto ambiental
significativamente menor face ao equivalente convencional.
O que une todos estes produtos é simples: são úteis, duradouros e coerentes com os
valores que as empresas de hoje querem e precisam de comunicar. Para empresas que
procuram opções mais alinhadas com esta lógica, já existem catálogos especializados
em brindes sustentáveis onde é possível personalizar cada um destes artigos com a
identidade visual da empresa, com opções ajustadas a diferentes orçamentos e
volumes de encomenda.
Os critérios que pesam na decisão das PMEs
A decisão de apostar em brindes sustentáveis raramente nasce de uma imposição.
Nasce de uma convergência de fatores que as PMEs portuguesas conhecem bem: a
pressão dos clientes, a expectativa dos colaboradores e a necessidade de diferenciar a
marca num mercado cada vez mais competitivo.
Os critérios que mais pesam na decisão são três.
1. A utilidade em primeiro lugar: o brinde tem de fazer sentido para quem o
recebe, não apenas para quem o oferece.
2. A seguir, a personalização: a identidade visual da empresa deve estar presente
de forma cuidada, reforçando a mensagem sem a sobrepor ao produto.
3. Por último, o preço: que, contrariamente ao que muitos assumem, não é
necessariamente mais elevado no segmento sustentável. A diferença está na
forma como se calcula o retorno: não pelo custo unitário, mas pela vida útil e
pela visibilidade que o produto gera ao longo do tempo.
É precisamente neste cruzamento entre sustentabilidade, personalização e preço
acessível que reside a principal mudança de mentalidade. O brinde deixou de ser um
custo de representação para passar a ser um investimento de comunicação.
O impacto além do brinde
A escolha de um brinde sustentável comunica muito mais do que a empresa imagina.
Num momento em que 91% das maiores empresas portuguesas já publicam relatórios
de sustentabilidade, segundo o estudo da KPMG de 2024, a coerência entre os valores
declarados e as escolhas concretas do dia-a-dia tornou-se um critério de avaliação real.
Fornecedores, clientes e colaboradores prestam cada vez mais atenção a esse
alinhamento. Um brinde é um detalhe. Mas os detalhes, somados, constroem a
reputação de uma marca.
O mercado mudou. Os consumidores mudaram. As equipas mudaram. A pergunta que
vale a pena fazer antes da próxima encomenda é "quanto tempo vai durar este
brinde?" A resposta a essa pergunta diz tudo sobre o tipo de marca que a empresa
quer ser. https://www.ovarnews.pt/brindes-com-segunda-vida-a-aposta-das-pme-da-regiao/
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