terça-feira, junho 02, 2026



Brindes com segunda vida: a aposta das PME da região
Garrafas reutilizáveis, sacos de tecido reciclado e gadgets de bambu. O que antes era


uma aposta de nicho tornou-se rapidamente uma escolha corrente nas empresas que


querem alinhar a sua imagem com os seus valores. De acordo com o mais recente


relatório da PPAI, a maior associação mundial do setor de produtos promocionais, os


artigos sustentáveis representaram 14% do total das vendas globais em 2025. A


sustentabilidade, como refere o próprio relatório, deixou de ser uma tendência para se


tornar uma oferta standard.

Na região de Ovar, esse caminho já é visível em empresas de referência como a


Corticeira Amorim, recentemente distinguida internacionalmente pelo seu


desempenho em matéria de sustentabilidade e redução de carbono. Mas esta


mudança não se limita aos grandes grupos. Também as PMEs portuguesas começam a


refletir estes valores em decisões mais quotidianas, e os brindes que escolhem para


clientes e colaboradores são o reflexo mais visível disso. Vale a pena perceber porquê.

O brinde descartável como símbolo do desperdício corporativo


Durante muito tempo, o brinde corporativo seguiu uma lógica simples: quanto mais,


melhor. Canetas que ficam nas gavetas sem nunca chegarem a ser utilizadas, sacos de


plástico descartados à saída dos eventos, blocos de notas sem uma única linha escrita.


O problema não era a intenção, era o modelo. Oferecer por oferecer, sem pensar na


utilidade, na durabilidade ou no impacto daquilo que se entrega. O resultado é


simples: toneladas de material promocional que percorrem um caminho curto até ao


lixo, levando consigo a imagem da marca que o ofereceu.

A pressão para mudar chegou de várias frentes — dos consumidores, que passaram a


valorizar marcas com práticas coerentes; dos colaboradores, cada vez mais atentos à


cultura e aos valores das empresas onde trabalham; e da regulação europeia, que


começa a exigir mais transparência nas escolhas de fornecimento.

Para as empresas que ainda seguem este modelo, o custo não é apenas ambiental. É


também reputacional.

Do descartável ao reutilizável: o que está a mudar


A mudança não passa por eliminar o brinde, passa por repensar o que se oferece. A


alternativa sustentável é um conjunto de escolhas que as empresas fazem em função


do seu público, da sua cultura e da mensagem que querem transmitir.

As garrafas térmicas personalizadas lideram a mudança. Com uso diário garantido e a


marca sempre visível, substituem de forma natural os descartáveis e acompanham o


utilizador muito além do momento em que foram oferecidas. Os sacos de algodão e


juta seguem a mesma lógica: duradouros, versáteis e com um apelo visual que os torna


uma extensão natural da identidade da marca.

Os artigos de bambu e cortiça - canetas, cadernos, acessórios de escritório e gadgets


tecnológicos - trouxeram uma nova perceção de qualidade ao universo dos brindes.


Materiais naturais, biodegradáveis e que transmitem cuidado nas escolhas, algo que o


plástico nunca conseguiu comunicar. As canetas de palha de trigo completam este


quadro como uma alternativa acessível, funcional e com um impacto ambiental


significativamente menor face ao equivalente convencional.

O que une todos estes produtos é simples: são úteis, duradouros e coerentes com os


valores que as empresas de hoje querem e precisam de comunicar. Para empresas que


procuram opções mais alinhadas com esta lógica, já existem catálogos especializados


em brindes sustentáveis onde é possível personalizar cada um destes artigos com a

identidade visual da empresa, com opções ajustadas a diferentes orçamentos e


volumes de encomenda.


Os critérios que pesam na decisão das PMEs


A decisão de apostar em brindes sustentáveis raramente nasce de uma imposição.


Nasce de uma convergência de fatores que as PMEs portuguesas conhecem bem: a


pressão dos clientes, a expectativa dos colaboradores e a necessidade de diferenciar a


marca num mercado cada vez mais competitivo.

Os critérios que mais pesam na decisão são três.

1. A utilidade em primeiro lugar: o brinde tem de fazer sentido para quem o


recebe, não apenas para quem o oferece.


2. A seguir, a personalização: a identidade visual da empresa deve estar presente


de forma cuidada, reforçando a mensagem sem a sobrepor ao produto.


3. Por último, o preço: que, contrariamente ao que muitos assumem, não é


necessariamente mais elevado no segmento sustentável. A diferença está na


forma como se calcula o retorno: não pelo custo unitário, mas pela vida útil e


pela visibilidade que o produto gera ao longo do tempo.

É precisamente neste cruzamento entre sustentabilidade, personalização e preço


acessível que reside a principal mudança de mentalidade. O brinde deixou de ser um


custo de representação para passar a ser um investimento de comunicação.

O impacto além do brinde


A escolha de um brinde sustentável comunica muito mais do que a empresa imagina.


Num momento em que 91% das maiores empresas portuguesas já publicam relatórios


de sustentabilidade, segundo o estudo da KPMG de 2024, a coerência entre os valores


declarados e as escolhas concretas do dia-a-dia tornou-se um critério de avaliação real.


Fornecedores, clientes e colaboradores prestam cada vez mais atenção a esse


alinhamento. Um brinde é um detalhe. Mas os detalhes, somados, constroem a


reputação de uma marca.

O mercado mudou. Os consumidores mudaram. As equipas mudaram. A pergunta que


vale a pena fazer antes da próxima encomenda é "quanto tempo vai durar este


brinde?" A resposta a essa pergunta diz tudo sobre o tipo de marca que a empresa


quer ser. https://www.ovarnews.pt/brindes-com-segunda-vida-a-aposta-das-pme-da-regiao/

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