segunda-feira, junho 08, 2026



Ovar: Passaram mil anos desde a sua primeira referência documental
As séries televisivas sobre vikings são, por estes dias, das mais vistas e destacam-se como os maiores sucessos do género, sendo o ponto de partida ideal para explorar a cultura nórdica e as suas conquista.

Os piratas normandos, ou vikings, também andaram por cá. Em abril de 1026, aportaram na costa de Ovar e raptaram Meitili e sua filha Guncina.

Pai e filha viriam a salvar-se porque Octício pagou um bom resgate: um manto de pele de lobo, uma espada, uma camisa, três lenços, uma vaca e três moios de sal, o que tudo importava 70 módios.

Em reconhecimento e compensação por este acto, Meitili doou a Octício uma parte das suas propriedades em Cabanões e Muradões, que havia herdado dos seus antepassados.

Assim, ficou assente, para memória futura, em 28 de Abril de 1026, numa carta na qual se depreende que pai e filha viviam no território que poderá corresponder hoje ao lugar do Sobral, junto ao rio Ovar.

“Este documento fez 1000 anos em abril e é um dos mais velhos pergaminhos do velho mosteiro de Pedroso”, actualmente mais conhecido por Igreja Matriz de Pedroso (freguesia do concelho de Gaia), pertencente à Ordem de S. Bento, fundado em 867.

"É um dos mais velhos pergaminhos do velho Mosteiro de São Pedro de Pedroso", comenta o historiador pardilhoense, Marco Pereira que o descobriu na Torre do Tombo.

O Mosteiro situa-se na atual freguesia de Pedroso e Seixezelo, no Município de Vila Nova de Gaia.

À vista deste antecedente, fácil será de constatar que  há precisamente mil anos, a região de Ovar já era habitada, tendo completado, em abril último o seu primeiro milénio.

Marco Pereira fez-se historiador na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, na altura em que estava a frequentar o curso de Direito naquela universidade. Tem vivido nessa dupla função de advogado e historiador, mas se pudesse dedicava-se em exclusivo à investigação histórica. Marco Pereira já tem dez livros publicados e mais uns quantos na calha. https://www.ovarnews.pt/ovar-passaram-mil-anos-desde-a-sua-primeira-referencia-documental/

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