segunda-feira, junho 15, 2026



Vivências em meio escolar enriquecidas com a multiculturalidade cigana - Por José Lopes
Vivências em meio escolar enriquecidas com a multiculturalidade cigana…


A partilha em ambiente escolar, na Escola EB 2º ciclo António Dias Simões (AEO), que


vivenciei profissionalmente, como assistente operacional (educação), durante três


décadas com crianças e jovens ciganas, oriundas em grande parte da comunidade


residente no bairro social da Marinha. Deu-me o privilégio de poder compreender e


observar mais de perto, a realidade social, cultural e inclusão deste povo em espaço


escolar, bem como, em ambiente familiar da etnia e na comunidade local.


Uma experiencia profissional, assumidamente enriquecida pelo exercício de cidadania,


que proporcionou, no caso concreto desta comunidade cigana, no âmbito da frequência


escolar na rede escolar abrangida pelo Agrupamento de Escolas de Ovar (AEO), um


contato de maior proximidade com vários membros de famílias ciganas, que durante


mais de meio século se consolidou, ganhando raízes em Ovar, e afirmando-se como um


núcleo alargado com os casamentos de sucessivas gerações, em que se foram


estabelecendo laços familiares, entre várias gerações, como: Cacharrero, Soares, Braga,


Montoia, Coutinho ou Monteiro.

Uma tal vivência, fundamentalmente em meio escolar, foi também, uma oportunidade


para acompanhar a evolução social e formativa de alunos ciganos e sua integração, no


caso concreto desta comunidade escolar, que vem dando bons exemplos de partilha,


solidariedade, tolerância e empenho no respeito pela diferença e inclusão, desde logo


pelo profissionalismo de docentes e não docentes, nomeadamente assistentes


operacionais, assim como a natural e exemplar relação entre os alunos, resistindo e


fazendo diluírem-se as pressões de racismo e xenofobia que vai sendo instigado por


setores da sociedade, através do ódio e intolerância para com a diferença e a


multiculturalidade, que faz dos ciganos vitimas frágeis de ataques populistas. Sinais que


felizmente não encontram espaço no seio de uma comunidade escolar e educativa, que


valoriza a liberdade e a democracia. Mesmo na ausência de políticas coerentes com uma


efetiva resposta que tenha em consideração as naturais especificidades da etnia cigana.


Falta de respostas, neste caso do ministério da educação e da ineficaz transferência de


competências para as Autarquias, que resistem a reconhecer que a inclusão é muito mais


do que o próprio significado da palavra. Acabando por se desresponsabilizar, ao deixar


aos agrupamentos de escolas, estabelecimentos de ensino, seus profissionais e


comunidade em geral, a missão de encontrarem estratégias para gerirem a estável


frequência escolar e a assiduidade possível das crianças e jovens alunos ciganos, bem


como a ligação entre a escola e as famílias. Processo fundamental para envolvimento


dos encarregados de educação dos alunos ciganos, que professores, diretores de turma, e


órgão de gestão do Agrupamento ou coordenação de estabelecimento, para além da


componente pedagógica e tarefas burocráticas, ainda se veem sobrecarregados com


trabalho de âmbito social junto das famílias ciganas. Exigências extenuantes que


resultam em grande parte, por as entidades competentes persistirem em não


reconhecerem a necessidade de valorizar e contratar técnicos de mediação


sócioculturais, que façam, com meios técnicos adequados, a ponte entre a escola e estas

famílias, como várias outras exigirão mais disponibilidade de proximidade de equipas


multidisciplinares, que não podem ficar limitadas a leis muito floridas, que na prática,


tantas vezes não funcionam por serem esvaziadas do ponto de vista orçamental para


contratação dos seus vários técnicos enumerados na lei.

Em nome da igualdade de oportunidades na escola, objetivo fundamental da “missão”


de uma comunidade escolar. Não pode ser “chavão” para tantas vezes justificar a


ausências de estratégias de plena integração, que se continua a observar relativamente a


grande parte dos alunos da comunidade cigana. Tardam medidas que reconheçam


realidades específicas da diversidade humana, como, queira-se ou não, é a


particularidade do povo cigano e a sua capacidade de resistência e resiliência ao longo


de vários séculos. Porque, a exemplo das fragilidades económicas e sociais de várias


outras famílias, pode-se questionar: que igualdade de oportunidades têm as crianças e


jovens ciganas? Cuja relação com a escola, com muito raras exceções, ainda é encarada


como uma obrigatoriedade que se reflete na desvalorização da escola e na resistência à


assiduidade. E muito menos é vista por tais famílias, como um direito e motor essencial


de transformação social e igualdade, contribuindo para perspetivar e despertar futuros a


nível profissional, assim como oportunidade de formação e preparação para uma


intervenção na sociedade no pleno exercício de cidadania.

A partilha de dificuldades dos diferentes profissionais da educação no seio da escola


pública, no caso do AEO mereceu ao longo destas três últimas décadas, vários


momentos de debate, nomeadamente no Conselho Geral. Resultando quase sempre em


naturais diferenças e perspetivas para lidar com o conjunto de situações, particularmente


ao nível da indisciplina, da assiduidade, do abandono escolar precoce e do consequente


aproveitamento escolar. No entanto, mesmo reconhecendo-se a necessidade de medidas


condizente com as inegáveis características próprias do modo de estar e de viver cigano,


as dificuldades persistem, obrigando cada comunidade escolar a ser imaginativa, para


gerir os conflitos mais preocupante, e trabalhar aluno a aluno, valorizando e


estimulando as suas capacidades intelectuais, para aproveitarem ao nível pedagógico,


social, cultural e cívico a oportunidade proporcionada no seio de cada comunidade


escolar, durante o seu percurso escolar, que veio passando igualmente por cursos


profissionais do tipo CEF – Cursos de Educação e Formação.

Foi pois, um extraordinário privilégio poder conviver com a comunidade cigana, ainda


quando a Escola EB 2 e 3 ciclos António Dias Simões era autónoma, até á evolução da


rede escolar, que numa primeira fase integrou agrupamento verticais (Pré e 1.º Ciclo),


dando corpo a agrupamento horizontal (Pré escolar, 1º ciclo e 2.º e 3.º ciclos),


culminando posteriormente, após muita contestação também por cá, à constituição do


mega Agrupamento que resultou no AEO em que, a Escola EB 2.º ciclo António Dias


Simões acabou “engolida” pela Escola Secundária Dr. José Macedo Fragateiro (Sede do


AEO). Uma longa caminhada na vivência profissional e cívica, que começou por


permitir o contato com jovens ciganos, numa fase inicial, só com um insignificante


número de rapazes matriculados da comunidade cigana Época em que o abandono

escolar, era não só uma preocupação inquietante junto da comunidade escolar em geral,


mas com particular incidência na comunidade cigana.

Sem significativos elementos sobre o histórico da frequência escolar de alunos ciganos


na comunidade escolar da freguesia de Ovar, uma vez que em Válega a realidade da


relação escolar com a sua comunidade cigana dava sinais de algumas experiencias


positivas para vencer as inerentes dificuldades e tradições da etnia. Aos primeiros


passos para a integração dos jovens alunos ciganos da Marinha na Escola EB António


Dias Simões, então com 2.º e 3.º ciclo. Lentamente começou-se a registar com


satisfação, a frequência das raparigas ciganas, que após o 1.º ciclo, foi necessário muito


trabalho e confianças entre as famílias e as diferentes entidades competentes e


vocacionadas para a vertente social, educacional, direitos das crianças e integração.


Trabalho decisivo, a estes ainda incipientes passos, para a matrícula e a frequência


escolar por parte das raparigas, que até vinham beneficiando de soluções alternativas à


presença física na Escola (como o projeto AGITANA). Trabalho persistente, que


permitiu ter-se chegado ao ano letivo com significativo número de alunas ciganas, assim


como jovens rapazes.

No caso das raparigas ciganas, o trabalho desenvolvido e ainda a desenvolver, para a


sua escolarização e combate ao abandono escolar precoce, enfrenta ainda


extraordinários desafios a que é preciso dar resposta, considerando os constrangimentos


das famílias, associados à transição para a adolescência. Desafios específicos devido


igualmente a barreiras culturais e de género, que incluem a tradição do casamento, uma


das tradições mais preservadas, mas também mais questionadas pela sociedade no caso


dos eventuais casamentos de menores de idade, razão principal de abandono escolar das


raparigas, que curiosamente mais demonstram gosto pela escola. Contradições que


exigem projetos educativos e medição sociocultural, recorrendo mesmo a bolsas de


estudo, que procurem combater a exclusão e assim promover a igualdade de


oportunidades.

É mesmo assim gratificante, assistir a processos de evolução escolar, como a cada vez


mais natural transição de jovens alunos ciganos (rapazes e raparigas), do 2.º para o 3.º


ciclo. Percurso da EB 2.º ciclo António Dias Simões para a Secundária, que durante


alguns anos letivos não teve sequencia, tal o repetido insucesso e abandono escolar, que


fazia com que, no caso destes alunos, se arrastassem no 2.º ciclo, depois de alguma


naturalidade na frequência do 1.º ciclo, resultando no prolongar e agudizar das


dificuldades para motivar alunos que se sentiam deslocados nas turmas. Dando origem a


posturas de resistência às aulas, e consequentemente fatores de indisciplina, que tantas


vezes encontravam nos assistentes operacionais o ombro amigo para desabafarem os


seus sentimentos, como o casamento, e os seus sonhos, que curiosamente passavam


muito pela música tradicional cigana que dominava as pesquizas nos seus telemóveis,


desvalorizando de certa forma as aprendizagens escolares ou as matérias curriculares


dos manuais escolares.

Muitos nomes de alunos ciganos, alguns de cariz bíblico, marcaram a comunidade


escolar, tanto pela irreverencia, como pela educação, pacatez, serenidade, e cada vez


mais, com exemplos de empenho escolar, comparativamente com a realidade de duas ou


três décadas atrás. Evolução certamente motivada por duro e persistente trabalho


pedagógico dos profissionais do ensino, com recurso a estímulos para acreditarem nas


suas capacidades, bem como através da valorização dos esforços demonstrados, e


resultado final do apoio escolar que não encontrarão eventualmente na generalidade das


suas família, tanto por meras questões de tradição da etnia, como pelas fragilidades nas


condições de vida e fundamentalmente habitacional, ainda que tenham vindo a serem


dadas algumas pontuais respostas a este nível, mantendo-se no entanto o essencial do


limiar de pobreza em muitas das famílias ciganas. Realidade social que acaba por recair,


sobretudo sobre as mulheres no que toca à formação escolar. Uma realidade


sociocultural, no caso concreto das raparigas ciganas, que, nesta vivência escolar, vêm


demonstrando alguma transformação sobre o papel ativo e interventivo da mulher, que


se reflete nas raparigas que estão a fazer o seu percurso escolar nestes tempos de algum


retrocesso civilizacional.

Nesta abordagem sobre a relação com a comunidade cigana em meio escolar, vêm à


memória inevitáveis momentos de gestão difícil de conflitos, que não foram suficientes


para apagar a riqueza multicultural que proporcionou e proporciona a esta comunidade


escolar, em que se baseia este trabalho. Ficaram também memórias, como a tarefa de


fotografar alguns alunos ciganos para o cartão de estudante. Ou muitos outros


momentos e atividades escolares em que foi possível envolver estes jovens alunos, a


exemplo do desporto escolar, em que raramente participam, mas segundo os registos


fotográficos aqui partilhados, houve pelo menos um ou outro ano letivo, em que os


professores da disciplina de educação física levaram alguns alunos ciganos (rapazes) ao


Corta Mato na fase de Escola. Uma participação que dificilmente se repetiu até aos dias


atuais, postura de resistência à prática desportiva que merecerá atenção e exigirá


estratégias de sensibilização e motivação dos jovens alunos ciganos (rapazes e


raparigas), para a importância a diferentes níveis da participação no desporto escolar e


nas várias modalidades também em clubes na comunidade local. Ainda que se registem


alguns bons exemplos, fundamentalmente no caso do futebol.

Sucessivas gerações de jovens, que têm orgulho na sua condição cigana, estão a


encontrar novas oportunidade socias e profissionais, após diferentes percursos escolares,


em que obtiveram competências pessoais que permitem diferentes condições para a sua


integração na sociedade, incluindo diferente postura na relação com a escola agora


como encarregados de educação, em que demonstram querer proporcionar aos seus


filhos melhores condições de vida e competências entre rapazes e raparigas. Isto, apesar


de todas as dificuldades que continuam a ter de ultrapassar, tal é a realidade da


ostracização a que estão sujeitos e da normalização das correntes racistas e xenófobas


que proliferam com reforço da extrema-direita e o ressurgimento do fascismo.


Passaram também pela Escola alunos adultos ciganos no âmbito de cursos de educação


para adultos, como os Cursos de Educação de Adultos (B1 e B2), tanto diurnos como

pós laboral. Oportunidades de integração e socialização entre diferentes experiencias


dos alunos a frequentarem tais cursos, que para alem da componente pedagógica e


formativa, criaram espaços de solidariedade e partilha sobre vivencias de diferentes


gerações, que culminavam num prático exercício de cidadania, com alunos a intervirem


no período do público na Assembleia Municipal de Ovar, e numa confraternização


desportiva que desafiou adultos ciganos a jogarem basquetebol, entre outras atividades e


desafios de integração e participação nesta comunidade escolar.


O envolvimento da comunidade cigana mais próxima do AEO, chegou a merecer


espaço para suas danças e ritmos musicais em festa de final de ano letivo, assim como


pontuais eventos com elementos desta comunidade, a exemplo da “Campanha Global


para a Educação” ou “Dia Internacional do Cigano”.

História apaixonante de resistência e resiliência cigana


Em finais de 2025, já com o ano letivo 2025/26 a decorrer, surgiram as notícias sobre a


História dos portugueses ciganos como matéria a incluir nas aprendizagens essenciais


dos manuais de HGP. E o Departamento da Educação Básica do Ministério da Educação


disponibilizou mesmo o livrinho, “Histórias do Povo Cigano”, com sugestões de


atividades para o Ensino Básico. Propondo-se assim, “melhorar a eficácia da resposta


educativa aos problemas surgidos da diversidade dos conteúdos escolares e assegurar


que todos os alunos aprendam mais e de um modo mais significativo (…) ”, para,


através de contos “adaptados a crianças, contribuindo para a construção de uma escola


de qualidade, mais humana, criativa e inteligente.” E certamente mais inclusiva.


Depois de muitos anos de exclusão histórica e invisibilidade das pessoas ciganas nos


manuais escolares em Portugal, do 5.º ao 12.º ano do ensino obrigatório. Caberá às


comunidades escolares e educativas nos vários órgãos de gestão, nomeadamente nos


conselhos gerais, exigirem coerência e concretização efetiva da integração da história


cigana nas aprendizagens essenciais. Que, no caso do projeto “História & Estórias


Ciganas”, a que a Associação de Professores de Português – APP, se associou desde a


primeira hora em 2025, urgem assumir corajosamente, iniciativas que não deixem nas


malhas burocráticas o desenvolvimento de tal temática na Escola Pública. Quando a


extrema-direita está a influenciar políticas do governo para não facilitar o caminho a


percorrer, uma vez que, entre vários outros obstáculos e décadas de lutas pelo


reconhecimento da diferença, se defrontará agora com as propostas do Governo, da


direita e extrema-direita, através de um vingativo ataque aos mais pobres, que, veem ser


apagadas da nova lei da Prestação Social Única, medidas para garantir a inclusão social.


Negando recursos fundamentais, que só criarão mais instabilidade nas escolas, ficando


manietadas para responderem a realidade sociais identificadas e devidamente


caraterizadas, através de projetos específicos.

Com uma História ou “sem história documentada”, como é referido no livro do


investigador Manuel Carlos Silva “Sina Social Cigana – Histórias, Comunidades,


Representações e Instituições” (Edições Colibri). Mesmo recorrendo a lendas, está


escrita com apaixonante luta e resiliência ao longo de séculos, deste povo nómada que

terá chegado à Europa Central por volta do século XIII. Sendo apontada como hipótese


mais verosímil a que, “teria sido em meados do século III, decorrente da conquista do


Norte da Índia, que se registaram as primeiras migrações de grupos deste povo. Deste


modo, até cerca do ano 850 depois de Cristo, os ciganos percorreram vários países e


regiões em direção à Europa. Aqui entrando provavelmente pela Grécia e caminhando


por terras do Império Bizantino”. Iniciando uma longa caminhada de séculos marcados


por fugas, perseguições e expulsões, em que, “vagueavam pelo mundo na tentativa de


ser bem recebidos em um ou outro lado qualquer”.

Na sua persistente cruzada de paz, para viverem com suas tradições e dotes profissionais


e artísticos, refere a obra de Angus Fraser “História do Povo Cigano” (Teorema), que,


“Em Portugal não se ouve falar de Ciganos até ao princípio do século XVI, altura em


que surgem as primeiras referências em textos literários – sendo o mais antigo


provavelmente uma breve alusão a uma Grega no Cancioneiro Geral de 1516”.


Referindo a considerada mais significativa, “Farsa das Ciganas, do maior dramaturgo


português, Gil Vicente, representada na presença de D. João III, em Évora, em 1521,


que retrata bastante bem os Ciganos e capta o som ciciado que era já característico do


Espanhol e do Português falado por eles”. Mas no mesmo reinado de D. João III, (1526,


1538 e 1557), foram tomadas “medidas repressivas”, no sentido de “banir os Ciganos e


a proibi-los de entrar no reino”, no entanto, “parecem não ter tido mais eficácia do que


medidas semelhantes noutros países”. Condicionante originada pela lei que


salvaguardava da expulsão os ciganos nascidos em Portugal, por isso, “eram mandados


para as colónias de África”.

Voltando à obra “Sina Social Cigana” de Manuel Carlos Silva e colaboradores/as, “A


situação dos ciganos em Portugal, desde 1521 até ao final da monarquia em 1910, foi


marcada por constantes tentativas de erradicação total ou parcial dos ciganos nómadas,


bem como de sedentarização, as quais se mostraram quase totalmente ineficazes, pois os


ciganos nunca foram regulados, “domesticados””. Acrescentando que, “Nos sucessivos


reinados foram promulgadas inúmeras leis que tentavam impedir a entrada e ordenavam


a expulsão dos ciganos em Portugal, tendo sido feitas ameaças de morte, penas de


prisão e perseguições ao povo cigano”.

A hostilidade para com o povo cigano, “assumiu, ao longo da história, múltiplos


aspetos, desde as tentativas de desaparecimento físico até à negação da sua cultura


específica e seu então predominante modo de vida nómada (…)”. O sedentarismo


imperou, mas felizmente o orgulho e o essencial das características tradições deste


povo, prevalecem ao fim de cerca de cinco séculos em Portugal e da tragédia criminosa


nazi que se propôs também exterminar os ciganos. Memórias que voltam a relembrar


pesadelos na humanidade perante o galopar de fascismos ameaçadores das liberdades e


da democracia, que desvalorizam os Direitos Humanos. https://www.ovarnews.pt/vivencias-em-meio-escolar-enriquecidas-com-a-multiculturalidade-cigana/

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