segunda-feira, outubro 19, 2026

Se a modernização administrativa e a desmaterialização dos processos vieram ajudar o serviço público, por outro lado trouxeram novos desafios, e um deles tornou-se um grande problema para as autarquias: os ciberataques.

“Durante o primeiro trimestre de 2023, o número de incidentes de cibersegurança registados pelo CERT.PT decresceu 38% face ao período homólogo, passando de 754 registos em 2022 para 470 em 2023. Contudo, este valor representa uma subida de 28% relativamente ao último trimestre de 2022, no qual se registaram 366 incidentes”.

Este é um dos destaques do último relatório Riscos & Conflitos 2023, do Observatório de Cibersegurança do Centro Nacional de Cibersegurança de Portugal. Infelizmente, está é a realidade em que vivemos, vários ciberataques, como os que aconteceram mais recentemente nas Câmaras Municipais de Odemira, Oliveira do Hospital e agora Ovar.

A segurança da informação é um assunto crítico para as instituições públicas, uma vez que lidam com dados sensíveis, relacionados não apenas com os seus cidadãos e colaboradores, mas também com os serviços da própria autarquia, como dados financeiros e acessos restritos a recursos.

É necessário estar alerta e reconhecer as ameaças mais relevantes no momento, que se tornaram cada vez mais frequentes, como o ransomware, a cibersabotagem/indisponibilidade, malware de furto de credenciais, o phishing/smishing/vishing, outras formas de engenharia social e o comprometimento de contas/tentativa de login.

Para estar preparado contra essas ameaças e combater estes problemas desde a sua origem, é preciso, antes de mais, saber identificar onde estão as falhas e, assim, explorar as possíveis soluções para eliminar.

Portanto, apresentamos os erros mais comuns no campo da cibersegurança nas autarquias, explorando as razões por trás dessas falhas e destacando as melhores práticas para proteger os dados municipais.


ERROS


1. Falta de consciencialização

Um dos erros mais comuns nas autarquias. Muitas vezes, os colaboradores não são sensibilizados, ou até mesmo treinados adequadamente, para reconhecer ameaças cibernéticas ou adotar práticas seguras. Isso pode resultar em ações negligentes, como clicar em links suspeitos ou abrir anexos de e-mails maliciosos, que podem levar a violações de segurança.

2. Fraca gestão de senhas

Senhas fracas ou reutilizadas em diversos sistemas em simultâneo são um perigo. Uma autenticação fraca pode abrir as portas para ataques incapacitantes, dando acesso não autorizado a sistemas e informações confidenciais. É crucial incentivar práticas de gestão de senhas seguras, como a utilização de senhas complexas, alteração regular das mesmas e ainda o uso de soluções de autenticação multifatorial.

3. Falta de atualizações de software

Não manter os softwares atualizados é um erro que pode deixar as autarquias vulneráveis a ataques. As atualizações geralmente contêm correções de segurança importantes que abordam vulnerabilidades conhecidas. Ao negligenciar a aplicação dessas atualizações, as autarquias estão a deixar abertas as portas para ataques que exploram falhas já detetadas.

4. Falta de backup e recuperação de dados

A falta de backups regulares e de um plano de recuperação de dados é um erro grave que pode ter consequências devastadoras. Um ataque cibernético pode resultar na perda ou criptografia de dados essenciais, prejudicando a capacidade das autarquias de fornecer serviços aos cidadãos. Ter um sistema de backup robusto e testado regularmente é essencial para proteger os dados municipais e garantir a continuidade dos serviços em caso de incidente.


ACERTOS


1. Consciencialização e formação em segurança cibernética

Independentemente dos departamentos. Isto inclui a sensibilização sobre as ameaças mais comuns, as práticas seguras de navegação na Internet, uma gestão eficaz de senhas e reconhecimento de ataques de phishing. Ao capacitar os colaboradores com conhecimentos adequados, é possível reduzir significativamente o risco de violações de segurança.

2. Implementação de políticas de segurança

Desenvolver e implementar políticas de segurança cibernética abrangentes é uma ótima forma de defesa. Elas podem abordar questões desde a gestão de senhas em dois fatores e o uso correto de dispositivos móveis, até ao acesso a dados confidenciais, o uso de VPNs e às responsabilidades dos funcionários em relação à segurança da instituição. Ao estabelecer diretrizes claras e exigir a conformidade, é possível promover uma cultura de segurança eficiente e eficaz.

3. Monitorização e deteção de ameaças

A implementação de soluções de monitorização e deteção de ameaças é essencial para identificar e responder rapidamente a ataques cibernéticos, evitando grandes consequências. Ao utilizar as ferramentas adequadas, as autarquias podem monitorizar atividades suspeitas nos seus sistemas, detetar tentativas de intrusão e responder prontamente a incidentes de segurança.

4. Parcerias com especialistas em cibersegurança

As autarquias podem beneficiar-se ao estabelecer parcerias com especialistas em cibersegurança. Essas empresas possuem conhecimentos especializados para identificar vulnerabilidades, avaliar riscos e implementar medidas de segurança adequadas. Ao contar com a experiência desses profissionais, as autarquias podem fortalecer a sua postura de segurança cibernética de forma eficaz.

 

A cibersegurança é uma preocupação essencial para as instituições públicas, dado o volume de dados confidenciais que gerem. https://www.ovarnews.pt/alerta-portais-das-camaras-municipais-continuam-vulneraveis-a-ataques-informaticos/

domingo, outubro 18, 2026

 

Um jogador do Centro Cultural e Recreativo de Válega (CCR Válega), com idade entre os 17 e os 19 anos, terá agredido o árbitro João Carapinha com um murro, durante o encontro frente ao Oliveira do Bairro SC, disputado no sábado, para o Campeonato de Honra de Sub-19 da Associação de Futebol de Aveiro.

O incidente terá ocorrido após a expulsão do atleta por acumulação de cartões amarelos, tendo sido precedido de insultos dirigidos ao árbitro.

O CCR Válega já lamentou publicamente o sucedido, apresentou desculpas ao árbitro e anunciou que está a apurar os factos para avaliar eventuais medidas disciplinares.

O caso volta a colocar em evidência a problemática da violência contra os árbitros no futebol de formação, reforçando a necessidade de promover o respeito, a disciplina e a responsabilização no desporto.

  https://www.ovarnews.pt/arbitro-tera-sido-agredido-por-jogador-sub-19-do-ccr-valega/


Ataque informático deixa sistema do Município de Ovar inoperacional
O Município de Ovar foi alvo de um ataque informático durante o fim de semana, que deixou o sistema informático da autarquia inoperacional. Como consequência, vários serviços municipais vão permanecer encerrados ao público até quarta-feira, 21 de outubro, inclusive.

Em comunicado, a Câmara Municipal informa que a ocorrência já foi comunicada às entidades competentes e que foram acionados os procedimentos de resposta. Uma equipa técnica está a trabalhar na contenção do ataque, na avaliação dos impactos e na recuperação dos sistemas, com o objetivo de restabelecer o funcionamento normal dos serviços o mais rapidamente possível.

Serviços encerrados e plataformas indisponíveis

Até quarta-feira, inclusive, estarão encerrados ao público o Serviço de Atendimento, o Serviço de Urbanismo, o Ecocentro, o Serviço de Veterinária, o serviço BUPi, o Centro de Arte, os Museus e a Escola de Artes e Ofícios.

Também estarão indisponíveis os serviços online, a ECOLINHA, os endereços de correio eletrónico e os números fixos de telefone do Município.

Serviços que se mantêm em funcionamento

Apesar do incidente, continuam a funcionar o Espaço Cidadão, o Mercado Municipal, a Piscina Municipal, o Cemitério, a Biblioteca Municipal e o Espaço Empreendedor.

Mantêm-se igualmente disponíveis a plataforma SIGA, destinada aos serviços educativos, e a Linha de Atendimento de Urbanismo.

A autarquia anunciou ainda a suspensão de todos os prazos dos procedimentos administrativos em curso, garantindo que nenhum munícipe será prejudicado pelas consequências do ataque informático.

O Município de Ovar assegura que continuará a acompanhar a situação e a divulgar informações atualizadas através das suas redes sociais oficiais, enquanto decorrem os trabalhos para recuperar os sistemas afetados. https://www.ovarnews.pt/ataque-informatico-deixa-sistema-do-municipio-de-ovar-inoperacional/

sábado, outubro 17, 2026



Tomba-Gigantes: Sanjoanense eliminou o Nacional
O Nacional, da I Liga, foi eliminado este sábado pela Sanjoanense na terceira eliminatória da Taça de Portugal, perdendo por 1-0 em casa do emblema do Campeonato de Portugal, quarta divisão nacional.

No Estádio Conde Dias Garcia, Maxwell Sani marcou o golo decisivo da vitória da Sanjoanense aos 81 minutos. https://www.ovarnews.pt/tomba-gigantes-sanjoanense-eliminou-o-nacional/


Ovarense vence o Póvoa e continua invicta na Liga
A Ovarense entrou a perder, mas recuperou ainda no final do primeiro quarto (17-12) e nunca mais saiu da frente do marcador, com Jerome Palm (14pts, 6res) e Leon Ayres (17pts, 5res) como melhores marcadores, numa exibição que, de ambos os lados, valeu muito mais pelo coletivo.

 

  https://www.ovarnews.pt/ovarense-vence-o-povoa-e-continua-invicta-na-liga/


Do vinho à Eucaristia, o cálice mais antigo de Portugal - Por Paulo Freitas do Aamaral
Encomendado há cerca de mil anos, quando Portugal ainda não existia como reino independente, o Cálice de São Geraldo guarda uma história que atravessa a aristocracia medieval, a ourivesaria peninsular e a tradição cristã. O que começou por estar associado à vida de uma família poderosa acabaria ligado à celebração da Eucaristia, tornando-se uma das peças mais fascinantes do Tesouro da Sé de Braga.

Há objectos que sobrevivem ao tempo e há outros que sobrevivem também às ideias que fazemos do passado. O Cálice de São Geraldo, conservado no Tesouro-Museu da Sé de Braga, pertence a esta segunda categoria, porque basta imaginar os séculos que atravessou para percebermos que estamos perante muito mais do que uma peça antiga de ourivesaria. Antes de Portugal ser um reino independente, antes de D. Afonso Henriques entrar para a História como o primeiro rei português e antes de a actual catedral de Braga adquirir a sua forma românica, já este cálice existia, transportando consigo uma história que começaria num contexto muito diferente daquele que hoje associamos à sua função religiosa.

A sua história remonta aos primeiros anos do século XI, quando o território que viria a constituir Portugal fazia parte de uma realidade política marcada pela autoridade dos condes, pelas relações de vassalagem e pelas disputas entre os poderes cristãos da Península Ibérica. Foi nesse mundo que D. Mendo Gonçalves e a sua mulher, D. Toda, figuras da aristocracia condal portucalense, ficaram associados à encomenda desta peça, cuja inscrição permite conservar os seus nomes muito para além da época em que viveram. A cronologia habitualmente apresentada situa o cálice entre 1004 e 1008, embora as classificações patrimoniais também o enquadrem, de forma mais ampla, nos séculos X e XI. Estamos, portanto, perante um objecto anterior à fundação do reino português, tradicionalmente associada a 1143, e que nos permite entrar num mundo em que as estruturas políticas, sociais e culturais do futuro Portugal estavam ainda em formação.

É precisamente aqui que começa a parte mais curiosa desta história. Quando pensamos num cálice, imaginamo-lo quase sempre nas mãos de um sacerdote, contendo o vinho consagrado durante a missa, no momento em que a liturgia católica celebra a Eucaristia. Porém, nem todos os objectos que hoje associamos ao culto cristão nasceram necessariamente com essa finalidade, e a história do Cálice de São Geraldo é frequentemente apresentada como um exemplo dessa transformação. Segundo a tradição divulgada pela RTP, a peça terá sido encomendada para beber vinho às refeições, antes de ficar associada ao património religioso da Sé de Braga. A interpretação da sua utilização original deve, contudo, ser tratada com prudência, porque a história material de um objecto nem sempre permite reconstituir todos os momentos da sua vida com absoluta certeza.

A ideia permanece fascinante. Um cálice associado à mesa de uma família aristocrática medieval acabaria por integrar um universo de culto, devoção e memória religiosa, atravessando uma transformação que nos obriga a olhar para a Idade Média de outra maneira. Não devemos imaginar uma passagem necessariamente imediata entre a mesa e o altar, como se conhecêssemos todos os episódios intermédios, mas é precisamente a capacidade de sobreviver a diferentes contextos que torna esta peça tão importante. O objecto permaneceu, enquanto o mundo à sua volta mudou profundamente, e aquilo que começou por representar o prestígio de uma família adquiriu, ao longo do tempo, um significado que ultrapassou largamente a sua utilização original.

A inscrição gravada na peça merece, por isso, uma atenção especial, porque é através dela que o passado deixa de ser uma abstracção e ganha nomes concretos. D. Mendo Gonçalves e D. Toda não são apenas figuras perdidas numa genealogia medieval, mas os protagonistas de uma encomenda que chegou até nós quando milhares de outros objectos desapareceram, foram fundidos, destruídos ou simplesmente esquecidos. A prata podia ser reutilizada, as jóias podiam ser desmontadas e os tesouros podiam desaparecer em períodos de guerra ou de instabilidade, mas este cálice sobreviveu, permitindo aos historiadores estudar uma obra que nos aproxima da sociedade aristocrática do Condado Portucalense.

A própria peça constitui um testemunho da qualidade técnica e artística da ourivesaria medieval. Executada em prata dourada e decorada com motivos ornamentais e figuras de animais, apresenta características que têm sido relacionadas com a tradição moçárabe e com o ambiente cultural da Península Ibérica medieval. A palavra «moçárabe» exige algum cuidado na sua utilização, porque designa realidades históricas e culturais diversas, associadas sobretudo aos cristãos que viviam sob domínio muçulmano e às expressões artísticas ligadas a esses contextos. Não permite, por si só, determinar com absoluta segurança o local de fabrico do cálice, mas ajuda a compreender a complexidade do mundo em que a peça surgiu, num território onde as influências artísticas não respeitavam necessariamente as fronteiras religiosas e políticas.

A história peninsular foi feita de conflitos, conquistas e disputas territoriais, mas também de contactos culturais, circulação de técnicas e apropriação de formas artísticas. Por vezes, olhamos para a Idade Média através de uma sucessão de batalhas e esquecemos que, enquanto os exércitos avançavam e as fronteiras se alteravam, os artesãos continuavam a trabalhar, os mercadores transportavam mercadorias e os objectos preciosos circulavam entre diferentes comunidades. O Cálice de São Geraldo permite-nos vislumbrar essa realidade, porque a sua linguagem ornamental recorda que a cultura medieval era consideravelmente mais complexa do que uma divisão rígida entre mundos cristãos e muçulmanos poderia sugerir.

Mas por que razão ficou conhecido como Cálice de São Geraldo? O nome remete para o arcebispo de Braga que governou a arquidiocese entre 1096 e 1108 e cuja memória permanece profundamente ligada à história religiosa da cidade. A designação tradicional associa a peça ao universo patrimonial e devocional de Braga, embora não devamos confundir essa ligação com uma prova de que o próprio São Geraldo a encomendou ou de que conhecemos todos os episódios da sua utilização. A prudência histórica é especialmente importante quando lidamos com objectos que atravessaram tantos séculos, porque a tradição pode conservar memórias relevantes sem que todos os pormenores possam ser demonstrados documentalmente.

Há, no entanto, uma certeza cronológica que torna o cálice particularmente interessante. A actual Sé de Braga começou a ser construída no final do século XI, durante o episcopado de D. Pedro, e o cálice é anterior ao edifício românico que hoje conhecemos. Isto significa que a peça precede não apenas a fundação do reino português, mas também o monumento religioso com o qual acabaria por ficar associada. O visitante que hoje entra no Tesouro-Museu da Sé de Braga encontra, assim, um objecto que já tinha uma história quando as paredes da catedral começaram a erguer-se, como se uma testemunha do passado tivesse esperado pelo nascimento do edifício que viria a acolhê-la.

É também por isso que importa utilizar com rigor a expressão «o cálice mais antigo de Portugal». A peça é frequentemente apresentada como um dos mais antigos exemplares de ourivesaria associados ao culto cristão conservados no território português, sendo destacada pela sua excepcional antiguidade e pela relação com a aristocracia condal portucalense. Contudo, é necessário distinguir a data de fabrico, a função original e a utilização litúrgica posterior, porque são questões diferentes e nem sempre igualmente documentadas. A sua importância histórica não depende de uma afirmação absoluta que dispense discussão: reside no facto de termos diante de nós uma obra de cerca de mil anos, ligada a personagens identificáveis e preservada num dos mais importantes centros religiosos do país.

A transformação de um objecto ao longo do tempo também nos ajuda a compreender a própria história da Eucaristia. Para os cristãos, a celebração eucarística constitui o centro da vida litúrgica, evocando a Última Ceia e a instituição do sacramento por Jesus Cristo. O cálice ocupa nela um lugar de particular significado, porque contém o vinho consagrado que, segundo a fé católica, se torna o Sangue de Cristo. Ao passar a integrar o património religioso, uma peça como esta deixa de ser vista apenas pela matéria de que é feita ou pela habilidade do artesão que a executou, adquirindo uma dimensão simbólica que a comunidade cristã reconhece e transmite às gerações seguintes.

É importante não confundir, porém, a antiguidade do cálice com a antiguidade da Eucaristia em Portugal. A celebração cristã é muito anterior à existência deste objecto e remonta às primeiras comunidades cristãs, pelo que o Cálice de São Geraldo não representa o início da Eucaristia no território. O seu valor reside antes em constituir um testemunho material extraordinariamente antigo da ourivesaria medieval associada ao universo religioso português, permitindo-nos acompanhar a história de uma peça que adquiriu, ao longo dos séculos, um significado que ultrapassa a sua origem.

A ironia histórica é irresistível. Quando este cálice foi encomendado, Portugal ainda não existia como reino independente, mas hoje é precisamente através dele que conseguimos tocar uma parte da história que antecedeu a nacionalidade. A formação de um país não acontece de um dia para o outro, nem começa necessariamente na data que os manuais escolares destacam. Antes de existir uma coroa portuguesa, já havia famílias poderosas, territórios com identidade própria, instituições religiosas e uma vida cultural que preparava o terreno para as transformações políticas futuras. O cálice recorda-nos que o passado não começa quando nasce um reino, mas muito antes, no interior de sociedades que ainda não sabem exactamente aquilo em que se irão transformar.

Talvez seja essa a razão pela qual uma peça aparentemente tão pequena consegue contar uma história tão vasta. Nela encontramos a memória de D. Mendo Gonçalves e de D. Toda, a qualidade da ourivesaria medieval, a complexidade dos contactos culturais peninsulares, a evolução dos usos religiosos e a longa história da Sé de Braga. Não sabemos todos os episódios que marcaram a vida do cálice, nem devemos preencher as lacunas documentais com certezas artificiais, mas sabemos que sobreviveu a cerca de mil anos de transformações e que continua a colocar perguntas aos historiadores.

Quando o visitante se detém diante do Cálice de São Geraldo, no Tesouro-Museu da Sé de Braga, não está apenas perante uma peça antiga de prata dourada. Está diante de um fragmento material de um mundo que desapareceu, mas que deixou marcas suficientemente fortes para chegarem até nós. Talvez tenha começado por acompanhar uma mesa aristocrática; a sua história posterior conduziu-o ao património religioso, onde adquiriu um significado que hoje associamos à tradição eucarística. Entre uma realidade e a outra existe um milénio de história, feito de mudanças políticas, práticas religiosas e memórias transmitidas de geração em geração.

Afinal, a grandeza de certos objectos não reside apenas no ouro, na prata ou na habilidade de quem os fabricou, mas também na quantidade de tempo que conseguiram atravessar e na capacidade de nos obrigarem a olhar de outra maneira para a história que julgávamos conhecer. O Cálice de São Geraldo é uma dessas peças, anterior à nacionalidade e ligado à memória religiosa de Braga, que nos recorda como a história de Portugal começou muito antes de Portugal ter um rei. E talvez seja essa a sua maior lição: antes de o país ter um nome de reino, já havia uma história a ser escrita, e algumas das suas páginas mais antigas continuam, mil anos depois, ao alcance dos nossos olhos.

 

 

 

 

 

Paulo Freitas do Amaral, Professor, HIstoriador e Autor https://www.ovarnews.pt/do-vinho-a-eucaristia-o-calice-mais-antigo-de-portugal-por-paulo-freitas-do-aamaral/
Foi oficialmente fundado o Clube S. João, uma nova associação sem fins lucrativos, com sede na Freguesia de São João de Ovar, que nasce da vontade de um grupo de ovarenses de servir, dinamizar e unir a comunidade.

O Clube S. João apresenta-se como um clube de todos e para todos, laico, apartidário e inclusivo, aberto a todos os residentes, naturais e amigos de São João de Ovar. Os seus princípios fundadores assentam na valorização da identidade local, no voluntariado, na solidariedade intergeracional, na promoção da cultura e tradições populares, no apoio ao associativismo e na dinamização social, cultural e desportiva da freguesia.

ÓRGÃOS SOCIAIS - Biénio 2026/2028*

A Direção fundadora é presidida por Maria Isabel Valente Oliveira Valente, tendo como Vice-Presidentes

Óscar Manuel dos Santos Arada, Carlos Alberto Graça Godinho e Eliana Maria Godinho Duarte.

A Secretária é Cláudia Sofia Silva Leite Mirandae a Tesoureira é Isabel Maria Silva Marrafa, completando a equipa um conjunto de 20 dirigentes entre Direção, Conselho Fiscal e Mesa da Assembleia Geral.

ATIVIDADES E PRIMEIRO GRANDE EVENTO

O Clube S. João vai desenvolver ao longo do ano atividades de cariz cultural, social, formativo e recreativo, sempre em articulação com a Paróquia, a Junta de Freguesia, as coletividades e o comércio local.

O arranque acontece já neste Natal com a 1ª Edição do evento de Natal e Reis - LÚMEN, a decorrer no *Jardim Lopes Fidalgo, em São João de Ovar, de 28 de novembro a 6 de janeiro.

Sob o mote *"COLOCA UMA ESTRELA NA TUA JANELA - Vamos andar por aí • Vamos bater à sua porta"*, o evento pretende levar a magia do Natal à freguesia, com Mercadinho de Natal iluminações, animação, música, cortejos cantares de Reis e envolvimento das famílias, escolas e associações.

É o primeiro sinal do que queremos ser: um clube presente, próximo e que vai ao encontro das pessoas.

"Faltava em São João de Ovar um clube que fosse verdadeiramente de toda a freguesia e de toda a paróquia. Um espaço comum, sem divisões, onde todos caibam. O Clube S. João nasce para preencher essa falta. Somos de cá, estamos cá e é por cá que queremos fazer mais e melhor".

O Clube S. João está oficialmente constituído e de portas abertas a todos os que queiram ser sócios. https://www.ovarnews.pt/nasce-o-clube-sao-joao-um-novo-clube-para-toda-a-freguesia-e-paroquia/

sexta-feira, outubro 16, 2026



CINANIMA celebra 50 anos com 17 dias de cinema, memória e criação
Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho regressa de 6 a 22 de novembro com competições, homenagens, exposições, cine-concertos, masterclasses, residência artística e iniciativas em escolas, universidades e bairros sociais.

Sob o mote “O Sonho Comanda a Vida”, inspirado no poema de António Gedeão, a 50.ª edição do CINANIMA propõe 17 dias de programação, que cruzam a celebração do seu legado com a descoberta de novos talentos e linguagens do cinema de animação.

Com mais de 2400 filmes submetidos de 110 países diferentes, o Festival apresenta uma seleção diversificada nas diferentes competições nacionais e internacionais. Entre as novidades destaca-se a estreia do Prémio Pequeno Golfinho, uma competição composta por 38 filmes dirigidos ao público infantojuvenil, cujos prémios serão atribuídos por um júri de crianças e adolescentes.

A programação comemorativa inclui a curadoria “50 anos do CINANIMA - Um Legado”, homenagens a João Machado e Henrique Alves Costa, retrospetivas, cine-concertos e encontros com profissionais da animação. A formação e a criação artística estarão também em destaque, com masterclasses, oficinas e uma residência artística que reunirá alunos de 11 escolas secundárias e que culminará na realização de três curtas-metragens de animação.

Para além das salas de cinema, o CINANIMA reforça a ligação à comunidade através do ANIMAVAM e alarga a sua presença a diferentes territórios com os programas CINANIMA nas Universidades, CINANIMA Vai às Escolas e As Escolas Vêm ao CINANIMA.

Entre a memória e a inovação, a edição comemorativa reafirma o compromisso do CINANIMA com a promoção do cinema de animação, a formação de públicos e a criação artística.

Consulte a programação completa, aqui. https://www.ovarnews.pt/cinanima-celebra-50-anos-com-17-dias-de-cinema-memoria-e-criacao/


CINANIMA celebra 50 anos com 17 dias de cinema, memória e criação
Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho regressa de 6 a 22 de novembro com competições, homenagens, exposições, cine-concertos, masterclasses, residência artística e iniciativas em escolas, universidades e bairros sociais.

Sob o mote “O Sonho Comanda a Vida”, inspirado no poema de António Gedeão, a 50.ª edição do CINANIMA propõe 17 dias de programação, que cruzam a celebração do seu legado com a descoberta de novos talentos e linguagens do cinema de animação.

Com mais de 2400 filmes submetidos de 110 países diferentes, o Festival apresenta uma seleção diversificada nas diferentes competições nacionais e internacionais. Entre as novidades destaca-se a estreia do Prémio Pequeno Golfinho, uma competição composta por 38 filmes dirigidos ao público infantojuvenil, cujos prémios serão atribuídos por um júri de crianças e adolescentes.

A programação comemorativa inclui a curadoria “50 anos do CINANIMA - Um Legado”, homenagens a João Machado e Henrique Alves Costa, retrospetivas, cine-concertos e encontros com profissionais da animação. A formação e a criação artística estarão também em destaque, com masterclasses, oficinas e uma residência artística que reunirá alunos de 11 escolas secundárias e que culminará na realização de três curtas-metragens de animação.

Para além das salas de cinema, o CINANIMA reforça a ligação à comunidade através do ANIMAVAM e alarga a sua presença a diferentes territórios com os programas CINANIMA nas Universidades, CINANIMA Vai às Escolas e As Escolas Vêm ao CINANIMA.

Entre a memória e a inovação, a edição comemorativa reafirma o compromisso do CINANIMA com a promoção do cinema de animação, a formação de públicos e a criação artística.

Consulte a programação completa, aqui. https://www.ovarnews.pt/cinanima-celebra-50-anos-com-17-dias-de-cinema-memoria-e-criacao/
Uma influenciadora digital de 26 anos, residente em Portimão, foi detida pela Polícia Judiciária (PJ) do Porto, suspeita de ter planeado o rapto de um seguidor de Espinho para recuperar 3500 euros que considerava serem-lhe devidos. Um segundo suspeito, de 28 anos, residente em Santa Maria da Feira, também foi detido.


Segundo o Jornal de Notícias, que cita informações da PJ, a mulher conheceu a vítima através das redes sociais. Os dois terão combinado uma viagem à Grécia, com as despesas divididas, tendo o homem tratado das reservas e do pagamento. No entanto, na sequência de um desentendimento, a suspeita exigiu a devolução dos 3500 euros, o que não terá sido possível porque a tarifa da viagem não era reembolsável.

Convencida de que tinha sido burlada, a influenciadora terá pedido ajuda a outro seguidor, também produtor de conteúdos digitais, para atrair o homem a um encontro e pressioná-lo a devolver o dinheiro.

Os factos terão ocorrido a 17 de julho, quando o suspeito de 28 anos se deslocou a Espinho e encontrou a vítima acompanhada por um amigo. Munido de uma arma de fogo, terá obrigado ambos a entrar numa viatura, circulando durante cerca de uma hora por várias ruas de Vila Nova de Gaia, enquanto exigia a restituição do dinheiro.

O plano foi interrompido quando uma viatura policial se aproximou. O suspeito colocou-se em fuga, e as vítimas apresentaram queixa às autoridades.

A investigação conduzida pela Polícia Judiciária permitiu identificar e localizar os dois suspeitos, detidos em Portimão e Santa Maria da Feira.

Ambos foram conduzidos ao Tribunal de Instrução Criminal para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação. https://www.ovarnews.pt/influencer-detida-por-suspeita-de-encomendar-rapto-de-seguidor-de-espinho/


CCR Maceda Voleibol apresenta equipas para a nova época desportiva
O Centro Cultural e Recreativo de Maceda (CCR Maceda) prepara-se para dar início à época desportiva 2026/2027 com a apresentação oficial das suas equipas, nos dias 17 e 18 de outubro, em Maceda, no concelho de Ovar.


O programa arranca no sábado, dia 17 de outubro, às 16h00, com a apresentação das equipas no Blue Bar Maceda.

No domingo, dia 18, a partir das 10h00, o Pavilhão Gimnodesportivo de Maceda recebe os jogos de apresentação de todas as equipas do clube, num momento que permitirá dar a conhecer os atletas que vão representar o CCR Maceda ao longo da nova temporada.

A iniciativa assinala o arranque de mais uma época desportiva e pretende reunir atletas, treinadores, famílias e comunidade em torno do projeto do clube, que continua a apostar na formação desportiva, no desenvolvimento dos jovens e na promoção do voleibol no concelho de Ovar. https://www.ovarnews.pt/?p=107971


Estarreja vai ter Programa de Captura, Esterilização e Devolução (CED) de Gatos
Está a decorrer o período de consulta pública, pelo prazo de 30 dias úteis, do Projeto de Regulamento do Programa de Captura, Esterilização e Devolução (CED) de Gatos do Município de Estarreja.

O projeto de regulamento estabelece os procedimentos para a autorização e manutenção de colónias de gatos errantes no concelho e enquadra a implementação do Programa CED, que assenta na captura, esterilização e devolução dos animais ao local de origem.

O documento prevê ainda o reconhecimento de munícipes voluntários e de associações zoófilas legalmente constituídas como cuidadores das colónias, definindo as regras aplicáveis ao exercício desta atividade.

O documento pode ser consultado presencialmente no Serviço de Atendimento ao Munícipe de Estarreja, todos os dias úteis, entre as 9h00 e as 16h00, na página da internet do Município e no portal PARTICIPA.

Durante o período de consulta pública, que decorre até 23 de novembro, os interessados poderão apresentar sugestões, observações ou contributos através do endereço de correio eletrónico geral@cm-estarreja.pt ou diretamente no portal PARTICIPA.

Mais informações em:


https://www.cm-estarreja.pt/noticias/10805 https://www.ovarnews.pt/estarreja-vai-ter-programa-de-captura-esterilizacao-e-devolucao-ced-de-gatos/


Dia Mundial da Alimentação: DECO apresenta estudo sobre comportamento dos consumidores
O estudo “O Novo Consumidor do Retalho”, realizado pela Behavioral Insights


Unit da Católica Lisbon School of Business & Economics, com o apoio da


DECO e do Mercadona, analisa os hábitos de compra dos consumidores em


Portugal, identificando os critérios que orientam as suas decisões, as


estratégias utilizadas para gerir o orçamento e a forma como respondem às


práticas comerciais das grandes superfícies.

Os resultados do inquérito aplicado a 2.000 consumidores adultos mostram que


as grandes superfícies ocupam um lugar central nas compras alimentares: 93%


dos consumidores fazem mais de metade das suas compras alimentares


nestes estabelecimentos comerciais. Ainda assim, recorrem também a


outros tipos de comércio, sobretudo para a compra de produtos frescos.

O planeamento é outro traço marcante do comportamento dos consumidores.


82% planeiam regularmente as suas compras, recorrendo a diferentes


estratégias para otimizar a despesa, como a utilização de promoções, a


comparação de preços, a escolha de marcas próprias e o corte de produtos


não essenciais.

Na escolha dos produtos, a relação qualidade-preço assume particular


importância, sendo considerada importante ou muito importante por cerca de


94% dos inquiridos. Este estudo mostra também que as estratégias


comerciais influenciam as nossas compras. 83% dos consumidores utilizam


frequentemente ou muito frequentemente cartões ou aplicações de


fidelização. Além disso, os descontos imediatos e as ofertas por tempo


limitado são os principais motivos que levam os consumidores a comprar por


impulso, ou seja, a comprar coisas que não tinham planeado comprar.

A evolução dos hábitos de compra estende-se também aos canais digitais.


Embora a loja física continue a ser a opção preferida, o comércio online


assume um papel complementar, valorizado pela flexibilidade e conveniência.


Os consumidores identificam, contudo, preocupações relacionadas com os


custos de envio e com a correspondência entre o produto esperado e aquele


que recebem.

Os resultados permitem compreender melhor um consumidor que planeia as


compras, compara alternativas e procura equilibrar qualidade, preço e


conveniência, mas que continua exposto a estímulos promocionais e a práticas


comerciais que podem influenciar as suas decisões.

Conte com o apoio da DECO. Trabalhamos para si: deco@deco.pt; 21 371


02 38. É também possível agendar atendimento via skype. Siga-nos nas


páginas de Facebook, Twitter, Instagram e Linkedin. https://www.ovarnews.pt/dia-mundial-da-alimentacao-deco-apresenta-estudo-sobre-comportamento-dos-consumidores/


Suspensão temporária do abastecimento no Município de Aveiro
Para prosseguir com trabalhos de ampliação da rede de abastecimento é necessário intervir na União de Freguesias da Glória e Vera Cruz.


Esta intervenção obriga a uma suspensão do abastecimento de água no dia 03/11/2026 entre as 14:00h e as 19:00h, nos seguintes locais e arruamentos:


Rua Dr.º Arlindo Vicente, Largo da Estação (Estação CP e Praça de Táxis) e Av.ª Dr.º Lourenço Peixinho nº 360


 Para consultar as intervenções no seu município, ligue 808 200 217* e escolha a opção 2, ou então aceda ao site da AdRA, onde as intervenções e ocorrências estão disponíveis e em permanente atualização: AdRA: Informações na Hora https://www.ovarnews.pt/suspensao-temporaria-do-abastecimento-no-municipio-de-aveiro-4/


Inês Xará lança “Meu Bem”, uma canção para prolongar o verão
 

Depois do álbum de estreia “FÉNIX”, Inês Xará vai lançar “Meu Bem”, no dia 16 de outubro de 2026, às


12h, um novo single que abre espaço a uma faceta mais solar do seu universo musical. A cantora e


compositora de Oliveira de Azeméis aproxima a sua identidade pop de sonoridades tropicais, envolventes e


ritmadas, numa canção que celebra a presença, o afeto e a vontade de prolongar os momentos que nos


fazem felizes.

Entre a saudade de quem está longe e o desejo de um abraço sem fim, “Meu Bem” parte de uma ideia


simples: há sonhos que sabem a pouco quando não temos ao nosso lado as pessoas que mais amamos. A


expressão «sabe a pouco sonhar» torna-se o fio condutor de uma canção sobre a importância de estarmos


presentes, de partilharmos a vida e de reconhecermos nas pessoas que amamos os nossos bens mais


preciosos.


«Acho que há coisas que só fazem sentido quando pensamos em alguém. “Meu Bem” nasceu dessa vontade de estar mais perto das minhas pessoas, de viver mais a vida e de aproveitar o tempo que temos juntos. Porque, no fundo, o meu bem são as minhas pessoas. E, sem elas, até os sonhos mais bonitos parecem saber a pouco.» - Inês Xará


Com música, letra e voz da cantora natural de S. Roque, “Meu Bem” conta com produção musical, mistura e masterização de João Xará e é produzido pela FREE YOUR SOUL — Music & Audiovisual Productions. O visualizer é também da autoria da artista, reforçando a ligação entre música e audiovisual que caracteriza o seu


percurso. Desta vez, porém, a abordagem é mais espontânea e descomplicada: as imagens foram


captadas com o telemóvel ao longo do verão de 2026, sem uma produção formal, preservando a


naturalidade dos momentos e a essência da canção. Também a capa do single foi ilustrada e concebida


pela própria artista.

Depois da intensidade emocional de “FÉNIX”, “Meu Bem” revela uma nova cor na paleta musical da artista,


sem abdicar da escrita pessoal e da sensibilidade que atravessam o seu trabalho. Com o verão como pano


de fundo, a canção convida a abrandar, a aproveitar os pequenos prazeres e a guardar as memórias que,


por mais bonitas que sejam, parecem sempre saber a pouco. Porque, no final, são os encontros, os


abraços e o tempo vivido com quem amamos que dão sentido aos nossos dias.

O percurso de Inês Xará tem passado também pelos palcos, com apresentações esgotadas no Café


Concerto do TeMA, em Oliveira de Azeméis, e no Auditório da Junta de Freguesia de São Roque, onde


apresentou publicamente o álbum “FÉNIX”. A artista atuou ainda no Sons À Porta, iniciativa da Junta de


Freguesia de São João da Madeira. O seu repertório ganha vida em diferentes formatos, do dueto acústico


aos concertos com banda.

https://youtu.be/M4uTlTsqzi4?si=RMYaH1vaJ4gVfFxW https://www.ovarnews.pt/?p=107946


Feira Viva Natação Adaptada abre época com dez recordes nacionais em Coimbra
A Feira Viva Natação Adaptada iniciou a nova época desportiva com a conquista de dez recordes nacionais em piscina curta no Campeonato Regional de Natação Adaptada, realizado este domingo, em Coimbra. Alcançadas por cinco atletas, as novas marcas foram o principal destaque de uma participação que contou também com cinco estreias pela equipa fogaceira.


No regresso à competição oficial, Samuel Duarte, da classe S14, estabeleceu três recordes nacionais, ao concluir os 400 metros livres em 4:36,50, os 200 metros costas em 2:33,45 e os 200 metros estilos em 2:31,74. Também na classe S14, Rodrigo Patrício fixou um novo máximo nacional nos 100 metros costas, com o tempo de 1:13,33. Francisco Pinheiro, da classe S7, completou os 50 metros costas em 46,74 segundos, acrescentando mais um recorde ao balanço geral da equipa.


No setor feminino, Carolina Silva, da classe S3, alcançou três recordes nacionais: nos 50 metros livres, com 2:06,48, nos 100 metros livres, com 4:21,14, e nos 50 metros costas, com 2:08,53. Gabriela Guedes, da classe S5, conquistou os restantes dois máximos nacionais, ao registar 3:21,83 nos 100 metros costas e 3:26,52 nos 100 metros estilos.


A competição assinalou ainda as primeiras braçadas de Paulo Reis, Inês Lima, Inês Neto, Jéssica Noche e Ana Rita Ribeiro em representação da Feira Viva Natação Adaptada. As cinco estreias marcaram uma etapa importante na integração dos atletas na equipa e “proporcionaram uma primeira experiência competitiva que permitiu ganhar confiança e reforçar o sentimento de pertença ao grupo”, começa por destacar a treinadora Carla Cardoso.


Enquanto primeira prova da época, o Campeonato Regional traduziu-se numa “oportunidade para avaliar o trabalho desenvolvido neste início de temporada e identificar aspetos a consolidar nos próximos meses”, sublinha a treinadora, que considera o número de recordes nacionais batidos uma “boa surpresa”.


Outro dos objetivos do fim de semana era avaliar a forma física da atleta Filipa Reis, que vai representar Portugal no Campeonato do Mundo DSISO, a 30 de outubro. “Estamos muito satisfeitos com a evolução da Filipa e acreditamos que vai chegar ao Mundial em excelente forma”, aponta ainda a representante da equipa de Santa Maria da Feira.


A Feira Viva Natação Adaptada parte para esta época enquanto tricampeã nacional masculina, com títulos conquistados nas épocas 2023/2024, 2024/2025 e 2025/2026, e campeã nacional feminina na época 2025/2026. https://www.ovarnews.pt/?p=107943

quinta-feira, outubro 15, 2026



Suspensão temporária do abastecimento no Município de Aveiro 
Para prosseguir com trabalhos de ampliação da rede de abastecimento é necessário intervir na União de Freguesias da Glória e Vera Cruz.


Esta intervenção obriga a uma suspensão do abastecimento de água no dia 22/10/2026 entre as 09:00h e as 13:00h, nos seguintes locais e arruamentos:


Av.ª Dr.º Lourenço Peixinho (do lado dos números ímpares, entre o nº 101 e o nº 145)


 Para consultar as intervenções no seu município, ligue 808 200 217* e escolha a opção 2, ou então aceda ao site da AdRA, onde as intervenções e ocorrências estão disponíveis e em permanente atualização: AdRA: Informações na Hora https://www.ovarnews.pt/suspensao-temporaria-do-abastecimento-no-municipio-de-aveiro-3/


O Irmão de Santa Camarão - Por Edgar Branco
O milagre daquele dia espalhou-se pela cidade.


Falava-se de um homem que cantava o futuro, um vidente cuja voz revelava segredos escondidos no


coração.

O Café Lampião, outrora um local comum, tornou-se um ponto de peregrinação.


Todos queriam ouvir a canção de Santo Lagosta.

Todos queriam conhecer o músico que não falava... mas que cantava destinos.


E assim, a lenda cresceu.


E já começava a rivalizar com a de Santa Camarão.

Edgar Branco https://www.ovarnews.pt/o-irmao-de-santa-camarao-por-edgar-branco/


Passaram cem anos, mas Esmoriz não esquece Florbela Espanca
Esmoriz evocou a passagem da poetisa Florbela Espanca pela cidade com uma cerimónia de descerramento de uma placa comemorativa.

A sessão decorreu nos jardins da Junta de Freguesia de Esmoriz, numa iniciativa que incluiu diversas atividades para assinalar o centenário da sua passagem pela localidade esmorizense no período entre 1924 e 1926, no âmbito das comemorações que decorrem entre 2024 e 2026. https://www.ovarnews.pt/passaram-cem-anos-mas-esmoriz-nao-esquece-florbela-espanca/


Suspensão temporária do abastecimento no Município de Ílhavo
Para prosseguir com trabalhos de ampliação da rede de abastecimento é necessário intervir na Freguesia de São Salvador.

Esta intervenção obriga a uma suspensão do abastecimento de água no dia 28/10/2026 entre as 09:00h e as 13:00h, nos seguintes locais e arruamentos:

Rua Sargento João Nunes Redondo (do lado dos números pares, entre o nº 52 e o nº 98).

Para consultar as intervenções no seu município, ligue 808 200 217* e escolha a opção 2, ou então aceda ao site da AdRA, onde as intervenções e ocorrências estão disponíveis e em permanente atualização: AdRA: Informações na Hora. https://www.ovarnews.pt/suspensao-temporaria-do-abastecimento-no-municipio-de-ilhavo-5/