

A carcaça da baleia com cerca de 20 metros de comprimento e 20 toneladas de peso destapada pelo mar foi novamente enterrada esta terça-feira, na zona costeira de Maceda. A operação envolveu técnicos do município, a Polícia Marítima e a Capitania do Porto de Aveiro, com o objetivo de permitir a decomposição natural do animal.
Os restos mortais do cetáceo deram à costa em março, numa zona de acesso difícil, junto ao sistema dunar e florestal de Maceda. Na altura, a remoção integral da carcaça revelou-se impossível, devido às dimensões do animal, às características do terreno e aos constrangimentos operacionais.
Segundo disse a Câmara Municipal de Ovar à agência Lusa, foram utilizados meios mecânicos para retirar os restos mortais, mas parte do corpo acabou por ser incorporada nos sedimentos junto à escarpa, com autorização das entidades competentes.
A autarquia esclarece que esta solução permite a decomposição natural do cetáceo e que a presença da carcaça enterrada não constitui, por si só, uma situação de poluição da praia.
Contudo, a forte agitação marítima registada este mês alterou significativamente a configuração do areal, voltando a expor parte dos restos mortais que se encontravam cobertos pela areia.
Perante esta situação, as entidades envolvidas realizaram uma nova intervenção esta terça-feira, voltando a enterrar a carcaça de acordo com as condições atuais do local e tendo em conta a evolução previsível da zona costeira.
A Câmara Municipal de Ovar garante que continuará a monitorizar o local, procurando assegurar que a decomposição do animal decorra de forma natural e sem riscos para a envolvente. https://www.ovarnews.pt/?p=107886
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