domingo, setembro 20, 2026



Ovarense eliminada da Taça de Portugal pelo Marialvas
O Marialvas venceu, esta tarde, a Ovarense por 1-0, no Estádio Marques da Silva, em Ovar, com um golo de Zé Félix aos 15′.

Com este resultado, que corresponde à primeira derrota da época, a Ovarense foi eliminada da Taça de Portugal. https://www.ovarnews.pt/ovarense-eliminada-da-taca-de-portugal-pelo-marialvas/


Cristina Ferreira rende-se a Cortegaça e Maceda: “Queria esta zona perto de casa”
A apresentadora passou o sábado pelo litoral de Ovar, acompanhada pelo namorado, João Monteiro, e partilhou nas redes sociais a descoberta de alguns dos lugares que fazem parte da vida do tenista.

Cristina Ferreira passou este sábado, 19 de setembro, pelo concelho de Ovar e ficou rendida às paisagens de Cortegaça e Maceda.

A apresentadora da TVI viajou para o Norte na companhia do namorado, o treinador de ténis João Monteiro, que lhe mostrou alguns dos locais que fazem parte da sua vida. Nas redes sociais, Cristina Ferreira partilhou fotografias e vídeos do passeio e não escondeu o entusiasmo com a região.

“O dia de hoje foi mesmo bom. Adorei Cortegaça, Maceda, o pinhal inacreditável e a água nem estava tão fria assim. Queria esta zona perto de casa”, escreveu a apresentadora no Instagram.

Cristina Ferreira destacou ainda a forma como João Monteiro lhe tem dado a conhecer diferentes locais do país.

“O João leva-me aos sítios que fazem parte da sua vida e eu surpreendo-me cada vez mais com a beleza do país”, acrescentou.

O passeio pelo litoral de Ovar fez parte de um roteiro mais amplo pelo Norte. Depois de Cortegaça e Maceda, o casal seguiu para Leça da Palmeira, onde jantou na Casa de Chá da Boa Nova, restaurante do chef Rui Paula. Cristina Ferreira descreveu o espaço como “o restaurante mais bonito do país” e elogiou a experiência gastronómica.

Mas o roteiro poderá não ficar por aqui. Na mesma publicação, a apresentadora revelou que já sabe que há festa em Espinho e que gostaria também de conhecer Esmoriz, Arouca e Amarante.

“E já sei que há festa em Espinho. E que devia ir à Esmoriz, e Arouca, e Amarante. Hei de ir”, escreveu.

A passagem de Cristina Ferreira por Cortegaça e Maceda acabou assim por levar as paisagens do litoral vareiro para as redes sociais da conhecida apresentadora, que se mostrou particularmente surpreendida com a beleza natural da região. https://www.ovarnews.pt/cristina-ferreira-rende-se-a-cortegaca-e-maceda-queria-esta-zona-perto-de-casa/


Viagem Medieval antecipa há 15 anos a lei da inclusão
A Viagem Medieval em Terra de Santa Maria atribuiu, na edição de 2026, 1.684 acessos gratuitos a acompanhantes de Pessoas com Deficiência ou Mobilidade Reduzida (PDMR), dando continuidade a uma prática implementada há 15 anos, através do projeto Viagem Acessível. A medida antecede a entrada em vigor, em março deste ano, do Decreto-Lei n.º 65/2026, que passou a estabelecer o direito a bilhete gratuito para acompanhante de pessoa com deficiência em equipamentos culturais abrangidos pelo diploma.


A gratuitidade para acompanhantes de pessoas com deficiência não é uma novidade na Viagem Medieval. Há 15 anos, o evento desenvolve o projeto Viagem Acessível, procurando eliminar barreiras à participação e garantir que a experiência cultural pode ser usufruída por públicos com diferentes necessidades.


Na edição de 2026, foram atribuídos 1.684 acessos gratuitos a acompanhantes de PDMR: 359 através de bilhete diário, 1.027 através de pulseira e 298 através de Pulseira Real. Somando os acessos destinados às próprias pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, foram contabilizados 3.642 acessos para PDMR e respetivos acompanhantes.


Os números registados este ano surgem no mesmo período em que entrou em vigor o Decreto-Lei n.º 65/2026, de 5 de março, que criou o bilhete gratuito para um acompanhante de pessoa com deficiência. A medida tinha sido anunciada pelo Governo como uma forma de reforçar a inclusão no acesso à Cultura.


O presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria, sublinha que “promover a acessibilidade é garantir que ninguém fica de fora e que todas as pessoas têm condições para usufruir plenamente do evento. É esse o compromisso que temos assumido, procurando eliminar barreiras e tornar esta experiência cultural cada vez mais inclusiva. A legislação vem agora consagrar um princípio que a Viagem Medieval já assumia na prática: a Cultura deve estar verdadeiramente ao alcance de todos”, afirma.


Esse compromisso vai além da entrada no recinto. Em 2026, o projeto Viagem Acessível incluiu visitas com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, visitas orientadas para pessoas com mobilidade reduzida e visitas para pessoas cegas, com apoio de audiodescritor. No total, estas iniciativas envolveram 225 participantes.


A acessibilidade foi também integrada na programação e nas condições de visita, com três espetáculos interpretados em Língua Gestual Portuguesa, roteiro acessível para pessoas com mobilidade reduzida, planta tátil, programa em Braille e equipamentos de apoio disponíveis para empréstimo.


Com uma programação distribuída pelo centro histórico de Santa Maria da Feira, a Viagem Medieval assume a acessibilidade como uma dimensão que ultrapassa o acesso ao recinto. A orientação, a comunicação, a interpretação e a adaptação da experiência fazem parte de uma estratégia desenvolvida ao longo dos últimos 15 anos e que, em 2026, voltou a traduzir-se em medidas concretas e em milhares de acessos destinados a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e aos seus acompanhantes. https://www.ovarnews.pt/?p=107205

sábado, setembro 19, 2026

Num banco emblemático de Ponta Delgada, onde o poeta Antero de Quental pôs fim à vida, dois irmãos marginalizados aguardam um futuro que nunca chega.

Entre a memória de um homem que sonhou uma sociedade mais justa e a realidade dos excluídos de hoje, a peça "Filhos de Alguém" confronta-nos com temas como a família, o abandono, a pobreza, a dependência e a esperança.

Um retrato poético e social dos que ficam à margem, questionando o que fazer com aqueles que a sociedade deixa cair.

É o regresso do ator vareiro Rui M. Silva, neste caso, com Emanuel Arada, numa estreia, este sábado, no Teatro Micaelense, na cidade de Ponta Delgada, nos Açores.

“Filhos de Alguém” é uma peça com texto de Nuno Costa Santos e João Pedro Porto, encenação e direção artística de Miguel Damião.

 

  https://www.ovarnews.pt/filhos-de-alguem-com-rui-m-silva-estreia-no-teatro-micaelense/


Há Memórias que o Tempo Não Apaga… E a Ovarense é uma Delas! - Por António De’Ribeiro
Ao ler a notícia do regresso de Mário Elie a Ovar, vieram-me imediatamente à memória tantos momentos extraordinários de uma parte muito importante da minha vida.

Ovar foi a minha terra durante 25 anos.

Cheguei com apenas 9 anos e ali vivi toda a minha adolescência, juventude e uma boa parte da minha vida adulta, até aos 34 anos.

E quem viveu Ovar naquela época sabe bem o que significava o Basquetebol e, sobretudo, o que significava a Ovarense!

Vivi intensamente aqueles jogos.

Lembro-me perfeitamente de Mário Elie, de DJ e de tantos outros jogadores que fizeram parte de uma geração inesquecível.

Ainda hoje consigo recordar o ambiente do Pavilhão Raimundo Rodrigues: as bancadas cheias, a emoção, os gritos, a intensidade dos adeptos e aquela sensação extraordinária de que toda uma cidade jogava juntamente com a equipa.

Que jogos!


Que ambiente!


Que Ovarense!

Foram tempos de grandes vitórias, de sonhos e de enorme afirmação do basquetebol vareiro e português.

Talvez tenha vivido tudo isso ainda mais intensamente por influência do meu irmão, Álvaro Ribeiro que era Diretor Desportivo da Ovarense.

Por isso, dificilmente faltava aos grandes jogos e às grandes vitórias.

E Mário Elie tinha algo de especial.

Vestiu a camisola da Ovarense nas épocas de 1987/88 e 1988/89, ajudando o clube a conquistar uma Liga, uma Taça de Portugal e uma Supertaça.

Depois partiu para uma carreira extraordinária na NBA, onde jogou durante 11 temporadas e se sagrou três vezes campeão.

Pensar que tivemos em Ovar, diante dos nossos olhos, um jogador que depois faria parte da história do melhor basquetebol do mundo dá ainda maior dimensão àquilo que vivemos.

Por isso, saber que Mário Elie regressa agora a Ovar, décadas depois, para reencontrar aquela história, juntamente com DJ e outras figuras da Ovarense, tem para mim um significado muito especial.

Porque não é apenas um jogador que regressa.

Regressam as memórias.


Regressa a juventude.


Regressam os amigos.


Regressam os jogos inesquecíveis.


Regressam os aplausos daquele pavilhão.


Regressa um bocadinho da nossa própria história.

Ovar faz parte de mim.

E a Ovarense faz parte das minhas melhores memórias dessa Ovar que me viu crescer.

Obrigado, Ovarense, por tantos momentos inesquecíveis.

E seja muito bem-vindo de volta a Ovar, Mário Elie!

Há Campeões que conquistam títulos.

E há Campeões que ficam para sempre na nossa memória.

António De’Ribeiro https://www.ovarnews.pt/ha-memorias-que-o-tempo-nao-apaga-e-a-ovarense-e-uma-delas-por-antonio-deribeiro/


Antigas glórias visitam a mítica
No âmbito do programa do Dia dos Campeões, Mario Elie, 'DJ' Dwayne Johnson, Cordel Henry, Lee Stringfellow, Joffre Leal, acompanhados de Mário leite, Augusto Arala Chaves, Álvaro Ribeiro e Vitor Ferreira, visitaram a mítica "caixinha de fósforos" onde muitos se apaixonaram pela Ovarense.

Um lugar pequeno em tamanho mas gigante em memórias e emoções, muitas delas proporcionadas por estes gigantes que um dia envergaram a camisola da Ovarense.

Aqui, o conjunto, então liderado por Luís Magalhães, do qual faziam parte alguns jogadores que estão na foto de hoje (Mario Elie, 'DJ' Dwayne Johnson e Mário Leite), entre outros, venceram na final o Benfica, acabando por conseguir assim o primeiro título e quebrando uma hegemonia das águias, que ganharam nove campeonatos num período de dez temporadas.

Um símbolo onde nasceu a paixão vareira pelo basquetebol e transbordou para dominar a modalidade em Portugal. https://www.ovarnews.pt/antigas-glorias-visitam-a-mitica-caixinha-de-fosforos-da-ovarense/


Estarreja: Semirreboque circulava com matrícula falsa
O Comando Territorial da GNR de Aveiro, através do Destacamento de Trânsito de Aveiro, no dia 17 de setembro de 2026, identificou um condutor de 40 anos, por falsificação de documentos, no concelho de Estarreja.

No âmbito de uma ação de uma fiscalização de trânsito a um transporte rodoviário de mercadorias, os militares da Guarda detetaram um veículo pesado de mercadorias a circular com matrículas falsas.

No decorrer da fiscalização, foi possível confirmar a irregularidade, tendo sido identificado o condutor.

Da ação resultou a apreensão da matrícula falsa e da apreensão do semirreboque.

O suspeito foi identificado e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Estarreja.

A Guarda Nacional Republicana relembra que a chapa de matrícula colocada num veículo a motor é, para efeitos penais, um documento com igual força à de um documento autêntico, pelo que a sua alteração dolosa consubstancia a prática de um crime de falsificação ou contrafação de documento. https://www.ovarnews.pt/?p=107181

sexta-feira, setembro 18, 2026



Ovarense é único clube nos nacionais só com vitórias e sem golos sofridos
O arranque de temporada não poderia estar a correr melhor para a Ovarense.

O emblema de Ovar, que lidera a Série 2 do Campeonato de Portugal, é mesmo o único clube a nível nacional só com vitórias e sem consentir qualquer tento ao adversário.

Ler artigo in Zerozero. https://www.ovarnews.pt/ovarense-e-unico-clube-nos-nacionais-so-com-vitorias-e-sem-golos-sofridos/


Proteção Civil alerta para subida da temperatura
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), prevê-se, nos próximos


dias, uma subida gradual da temperatura, especialmente da máxima, destacando-se:

Temperatura


− Subida das temperaturas máximas no litoral Norte e Centro, com valores entre 35 e 38 °C.


Humidade Relativa do Ar


− Valores inferiores a 20-30 % durante a tarde na faixa costeira ocidental e entre 30 e 40 % no


Algarve.


− Fraca recuperação noturna nas regiões Norte e Centro e Alto Alentejo


Vento


− Vento do quadrante norte, mais intenso no litoral oeste e nas terras altas do Norte e Centro.


Perigo de Incêndio Rural


− Perigo de incêndio rural Muito Elevado a Máximo no Norte, Centro, Alto Alentejo e Algarve.


Informação meteorológica em www.ipma.pt

EFEITOS EXPECTÁVEIS


Agravamento do perigo de incêndio, com condições favoráveis à ocorrência e rápida propagação


de incêndios rurais, bem como ao aumento da dificuldade das ações de supressão, em particular


nas regiões mais afetadas pelas condições meteorológicas adversas.

MEDIDAS PREVENTIVAS


A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que, de acordo com


as disposições legais em vigor:


− É PROIBIDA a realização de queimadas extensivas;

− Nos dias de perigo de incêndio Muito Elevado e Máximo É PROIBIDO fazer Queima de


Amontoados;


− Nos dias de perigo de incêndio Muito Elevado e Máximo É PROIBIDO utilizar fogo para a


confeção de alimentos em todo o espaço rural, exceto nos locais expressamente autorizados;


− Nos dias de perigo de incêndio Muito Elevado e Máximo É PROIBIDO fumigar ou desinfestar


em apiários, exceto se os fumigadores tiverem dispositivos de retenção de faúlhas;


− Nos dias de perigo de incêndio Muito Elevado e Máximo É PROIBIDO usar motorroçadoras,


corta-matos e destroçadores, devendo também ser evitado o uso de grades de discos.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recomenda a adequação dos


comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio rural, através da adoção das


necessárias medidas de prevenção e precaução, de acordo com a legislação em vigor. https://www.ovarnews.pt/protecao-civil-alerta-para-subida-da-temperatura/


Duas detenções em Ovar relacionadas com emigração ilegal
A Polícia Segurança Pública registou 20 detenções e 58 acidentes de viação no distrito de Aveiro, durante o período entre as 08h00 de 11 de setembro e as 08h00 de 18 de setembro de 2026.

Em Ovar, a PSP efetuou três detenções: uma por condução sob influência de álcool e duas relacionadas com emigração ilegal.

Já em Espinho, foram registadas cinco detenções. Duas ocorreram por condução sob influência de álcool, uma por condução sem habilitação legal, outra por desobediência, na sequência da recusa em realizar o teste quantitativo de alcoolemia, e uma quinta por um crime contra a propriedade industrial.

No conjunto do distrito, 58 acidentes rodoviários provocaram 19 feridos ligeiros. Os números representam um aumento face ao período anterior, quando tinham sido contabilizados 43 acidentes e 12 feridos ligeiros. https://www.ovarnews.pt/duas-detencoes-em-ovar-relacionadas-com-emigracao-ilegal/


Suspensão temporária do abastecimento no concelho de Águeda
Para prosseguir com trabalhos de manutenção da rede de abastecimento, a AdRA vai intervir na Freguesia de Valongo do Vouga.


Esta intervenção obriga a uma suspensão do abastecimento de água no dia 22/09/2026 entre as 08:00h e as 16:00h, nos seguintes locais e arruamentos:


Rua do Covão (entre os nºs de porta 11 ao 1) e Rua dos Bacelinhos (entre os nºs de porta 35 ao 21)


 Para consultar as intervenções no seu município, ligue 808 200 217* e escolha a opção 2, ou então aceda ao site da AdRA, onde as intervenções e ocorrências estão disponíveis e em permanente atualização: AdRA: Informações na Hora https://www.ovarnews.pt/suspensao-temporaria-do-abastecimento-no-concelho-de-agueda/

quinta-feira, setembro 17, 2026

A União Europeia vai propor proibir menores de 15 anos de usarem redes sociais sem consentimento parental e impor regras de segurança para serviços online de risco, como chatbots de IA e videojogos, numa proposta legislativa a divulgar na quinta-feira.

A Comissão Europeia prepara-se para apresentar uma proposta chamada "EU Kids Act" que limita o acesso de menores a plataformas como Instagram, TikTok e YouTube, juntamente com novos requisitos de segurança para serviços online, incluindo videojogos e “chatbot".

Menores de 15 anos ficam impedidos de criar contas em redes sociais e plataformas de partilha de vídeos sem autorização dos pais, enquanto as empresas tecnológicas ficam obrigadas a garantir que os seus serviços digitais são seguros desde a conceção, de acordo com um documento confidencial a que a Euronews teve acesso.

A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, deverá apresentar uma antevisão da proposta legislativa durante o seu discurso sobre o Estado da União no Parlamento Europeu, reunido em sessão plenária. A própria proposta de lei deverá ser publicada na quinta‑feira.

Portugal, França, Grécia, Áustria, Dinamarca, Espanha, Bélgica, Itália, Alemanha, Polónia e Países Baixos ponderam ou já avançam com legislação nacional sobre restrições às redes sociais, o que aumenta a pressão sobre Bruxelas para apresentar uma medida à escala da UE e evitar a fragmentação das regras.

Em julho, um grupo de peritos reunido pelo executivo comunitário divulgou um conjunto de recomendações para melhorar a segurança das crianças online, muitas das quais se refletem no projeto de lei em preparação.

“As empresas tecnológicas têm a responsabilidade principal de tornar os seus produtos seguros. Os pais, não os algoritmos, devem educar as crianças da Europa”, lê-se no documento.

O âmbito é mais alargado do que se previa: o diploma passa também a abranger outros serviços online considerados potencialmente nocivos para menores, nomeadamente videojogos e companheiros virtuais de IA, um passo que Espanha e os Países Baixos só solicitaram na semana passada. https://www.ovarnews.pt/ue-vai-mesmo-limitar-as-redes-sociais-a-menores-de-15-anos/


Suspensão temporária do abastecimento em São João de Ovar
Para prosseguir com trabalhos de manutenção da rede de abastecimento, a AdRA vai intervir na Freguesia de São João de Ovar.

Esta intervenção obriga a uma suspensão do abastecimento de água no dia 25/09/2026 entre as 13:30h e as 17:30h, nos seguintes locais e arruamentos:

Rua dos Melos e Cunha, Tv. Melos e Cunha, Rua das Cavadas do Salgueiral, Rua das Lavouras, Rua da Mestre Margarida, Rua do Sobral (nºs 423, 391, SN283, SN284, 327, 431, 457, 473, 485, 493, 530), Rua Eng. Tito de Noronha (nºs 67, 84, 108, 136, 156, 206, 214, 222, 256, 264, 344, 360, 460, 482, 510, 532)

Para consultar as intervenções no seu município, ligue 808 200 217* e escolha a opção 2, ou então aceda ao site da AdRA, onde as intervenções e ocorrências estão disponíveis e em permanente atualização: AdRA: Informações na Hora. https://www.ovarnews.pt/suspensao-temporaria-do-abastecimento-em-sao-joao-de-ovar/


Quando ninguém o queria, a Ovarense foi lá e salvou Mario Elie
Antes de ser tricampeão da NBA, Mario Elie era apenas um jogador à procura de uma oportunidade. Foi em Ovar, ao serviço da Ovarense, que encontrou o palco onde começou a construir uma carreira que haveria de o levar ao topo do basquetebol mundial.


Nascido em Nova Iorque, em 1963, Elie terminou o percurso universitário sem conseguir uma oportunidade numa das grandes universidades da primeira divisão do basquetebol norte-americano. Jogou no American International College, onde acabou por se destacar, mas o draft da NBA de 1985 não lhe abriu as portas que procurava. Foi escolhido apenas na sétima ronda, pelos Milwaukee Bucks, e nunca chegou a disputar qualquer jogo pela equipa.


A carreira profissional começou, por isso, bem longe da NBA. Elie jogou na Irlanda, pelo Killester, onde foi campeão e eleito jogador do ano da liga. Passou depois pelos Miami Tropics, nos Estados Unidos, e pelo Unión de Santa Fé, na Argentina.


Mas os olheiros de Ovar radicados na América estavam atentos e, no final de 1987, Ellie chegou a Portugal. E chegou a Ovar.


A Ovarense apostou naquele norte-americano ainda desconhecido do grande público e encontrou nele muito mais do que um jogador capaz de marcar pontos. Elie distinguia-se pela capacidade defensiva, pelos ressaltos, pelas recuperações de bola e pela intensidade com que disputava cada lance. No ataque, acrescentava qualidade no lançamento de média distância e capacidade de penetração.


Ao lado de jogadores como Mário Leite, Rui Leitão, Vítor Ferreira e Rui Chumbo, e formando uma dupla norte-americana com DJ, Mario Elie foi uma das peças fundamentais de uma equipa que fez história.


Na temporada de 1987/88, a Ovarense conquistou pela primeira vez o Campeonato Nacional. Elie ajudou ainda o clube a vencer a Supertaça em 1988 e a primeira Taça de Portugal da sua história, em 1989.


Foi em Ovar que começou, verdadeiramente, a mudar o rumo da sua carreira.


Depois de deixar a Ovarense, Elie regressou aos Estados Unidos para jogar na CBA. A partir daí, a história ganhou uma dimensão que poucos poderiam antecipar quando chegou a Ovar: acabaria por chegar à NBA e conquistar três campeonatos, dois pelos Houston Rockets e outro pelos San Antonio Spurs.


Anos mais tarde, o próprio percurso de Elie seria recordado como exemplo de um jogador que chegou à Europa sem estatuto de estrela e acabou por construir uma carreira de enorme sucesso. Em Ovar, encontrou uma equipa que acreditou nele quando ainda estava longe de ser o nome que viria a tornar-se.


A Ovarense não contratou uma estrela da NBA. A Ovarense ajudou a criar uma.


Elie regressa a Ovar como um verdadeiro herói local e um dos grandes responsáveis pela conquista do primeiro Campeonato Nacional, na época 1987/88,na Festa dos Campeões marcada para o próximo dia 19, na Arena de Ovar. https://www.ovarnews.pt/quando-ninguem-o-queria-a-ovarense-foi-la-e-salvou-mario-elie/
A Unidade Local de Saúde de Entre o Douro e Vouga (ULS EDV) adjudicou a aquisição e instalação de um sistema robótico destinado à realização de Cirurgia Minimamente Invasiva (CMI) no Hospital de Santa Maria da Feira. O contrato tem um valor de 2,463 milhões de euros.


O valor contratual supera o preço base definido no concurso público, fixado em 2,126 milhões de euros. O procedimento lançado pela ULS EDV prevê não apenas o fornecimento do equipamento, mas também a sua instalação e a adaptação do espaço onde irá funcionar.


A nova plataforma robótica será utilizada em procedimentos minimamente invasivos nas áreas de Cirurgia Geral, Ginecologia e Urologia. O sistema inclui uma consola cirúrgica, um mínimo de quatro braços robóticos, uma torre de visualização e um simulador.


A Cirurgia Minimamente Invasiva permite realizar intervenções através de incisões de menor dimensão do que as utilizadas na cirurgia convencional. A introdução da cirurgia robótica enquadra-se num programa de modernização tecnológica da ULS EDV, que prevê a utilização de sistemas robóticos em diferentes áreas clínicas.


Além do fornecimento do equipamento, a empresa adjudicatária ficará responsável pela elaboração do projeto de adaptação do espaço destinado à instalação do sistema robótico, no bloco operatório do Hospital de Santa Maria da Feira.


A aquisição surge no âmbito do investimento na modernização tecnológica do Serviço Nacional de Saúde e pretende reforçar a capacidade da ULS EDV na realização de procedimentos cirúrgicos diferenciados. https://www.ovarnews.pt/?p=107145
Um pré-aviso de greve parcial, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte, poderá provocar perturbações no serviço regular da BusWay até 31 de dezembro.

A paralisação abrange as duas primeiras e as quatro últimas horas de serviço de cada trabalhador.

Previstos estão serviços mínimos nas linhas que asseguram o transporte de estudantes entre as localidades de residência e os respetivos estabelecimentos de ensino, nos períodos entre as 07h e as 09h e entre as 17h e as 19h00.

Entretanto, a rede BusWay em Ovar já retomou os horários de Período Escolar o que representa um reforço generalizado da oferta de transporte. Consulte todos os percursos e horários disponíveis em: https://busway-cira.pt/horarios/ovar/ https://www.ovarnews.pt/pre-aviso-de-greve-na-busway-pode-perturbar-transportes-ate-ao-final-do-ano/


Época balnear prolongada até 20 de setembro
O Município de Ovar vai prolongar a época balnear até 20 de setembro, tendo em conta as condições meteorológicas previstas para o próximo fim de semana.

Na reta final da época balnear, e após as intempéries que afetaram o concelho no início do ano, o executivo destaca "a qualidade das condições asseguradas aos banhistas".

  https://www.ovarnews.pt/epoca-balnear-prolongada-ate-20-de-setembro/


Fora dos Eixos: TEDx e arte em diálogo no Centro Cultural de Milheirós de Poiares
No dia 25 de setembro, às 22h00, no Centro Cultural de Milheirós de Poiares, o Fora dos


Eixos abre as portas aos bastidores da criação com um encontro que cruza comunicação,


humor, marionetas e intervenção artística. Norberto Amaral, do TEDxPorto, Jorge Rosado,


dos Palhaços d’Opital, e Filipa Mesquita, do Teatro e Marionetas de Mandrágora, juntam-se


para uma noite de partilha e reflexão em torno de “Encontros com Marionetas – A Arte do


Invisível”. A sessão será moderada por Ana Delgado Martins, da Rádio Comercial.

Antes de existir um palco, há uma ideia. Antes de surgir uma personagem, há uma escolha. Antes


de uma palavra chegar ao público, há muitas outras que ficaram pelo caminho.

É nesse território - normalmente escondido das luzes - que se centra esta IX edição do Fora dos


Eixos. Mais do que apresentar percursos profissionais, o encontro propõe revelar as histórias,


inquietações, processos e descobertas que estão por detrás de quem cria e comunica.

A presença de Norberto Amaral acrescenta ao encontro a experiência dos palcos TEDxPorto e


Ignite e uma perspetiva centrada na comunicação e na partilha de ideias. Distinguished


Toastmaster, traz para a discussão o desafio de transformar uma mensagem numa experiência


capaz de envolver quem está do outro lado.

Jorge Rosado, fundador e diretor dos Palhaços d’Opital e embaixador TEDxPorto, levará uma


abordagem onde o humor surge como ferramenta de proximidade e de relação. O seu trabalho,


desenvolvido através da intervenção artística em contexto hospitalar, coloca no centro uma


pergunta particularmente relevante: o que pode acontecer quando a arte entra em lugares onde


não é esperada?

A essa experiência junta-se o universo das marionetas através de Filipa Mesquita, fundadora e


diretora do Teatro e Marionetas de Mandrágora. Entre objetos que ganham vida, personagens e


mundos imaginados, a sua presença permite explorar uma linguagem artística singular e a forma


como a matéria se transforma em emoção, narrativa e presença.


A conduzir este encontro estará Ana Delgado Martins, locutora e criadora de conteúdos da Rádio


Comercial, num diálogo que promete cruzar diferentes formas de comunicar, criar e chegar ao


outro.

“A Arte do Invisível” parte de uma ideia simples: aquilo que não chega a ser visto pode ser tão


determinante como aquilo que acontece diante da plateia. As hesitações, os ensaios, os silêncios,


a improvisação, o erro, a escuta e a capacidade de estabelecer uma ligação genuína fazem parte


de qualquer experiência artística, mesmo quando desaparecem no instante em que as luzes se


acendem.

Ao reunir, no mesmo espaço, TEDx, marionetas, humor, comunicação e intervenção artística, o


Fora dos Eixos cria um encontro pouco convencional entre áreas que raramente se cruzam desta


forma. Uma oportunidade para descobrir outras dimensões do espetáculo e perceber como


diferentes linguagens podem convergir numa mesma matéria: a relação humana. https://www.ovarnews.pt/fora-dos-eixos-tedx-e-arte-em-dialogo-no-centro-cultural-de-milheiros-de-poiares/


Para onde está a ir o património ferroviário português? - Por Paulo Freitas do Amaral
Há imagens que, por mais pequenas que pareçam, acabam por dizer muito sobre a forma como um país olha para a sua própria História. Nas últimas semanas, muitos portugueses viram na televisão a polémica em torno das travessas de madeira provenientes de uma linha ferroviária desmantelada que terão sido utilizadas para fabricar uma mesa e bancos numa propriedade do actual ministro da Administração Interna, Luís Neves. Segundo foi noticiado, as travessas, conhecidas no vocabulário ferroviário como sulipas, terão sido obtidas no contexto do desmantelamento de uma linha e posteriormente transportadas para Odemira, onde foram transformadas em mobiliário. O ministro afirmou ter adquirido as madeiras, enquanto a Infraestruturas de Portugal foi chamada a esclarecer as circunstâncias da operação.

Mas talvez o verdadeiro problema desta história não esteja sequer nas travessas que chegaram a uma propriedade particular. O problema maior, e muito mais profundo, é aquilo que a existência dessa notícia nos deveria obrigar a perguntar: o que acontece ao património ferroviário português quando uma linha é desmontada, uma estação é remodelada ou uma infraestrutura é substituída? Quem inventaria aquilo que desaparece? Quem fotografa, cataloga, conserva e guarda? Quem decide o que pode ser destruído, o que deve ser preservado e o que, não podendo permanecer no local, deve pelo menos ser integrado num arquivo, num museu ou numa colecção documental? E, sobretudo, quem garante que daqui a cinquenta anos um investigador poderá reconstruir a história de uma pequena estação ferroviária portuguesa que hoje está prestes a desaparecer?

Portugal está a investir novamente na ferrovia, e esse investimento é importante para a modernização das comunicações do país. A Infraestruturas de Portugal tem actualmente em curso e projectadas diversas intervenções de modernização da rede, desde a Linha do Sul à Linha do Norte e à Linha do Minho, enquanto os projectos de alta velocidade avançam também em diferentes fases. O problema não está, portanto, em modernizar a ferrovia. O problema começa quando a palavra modernização passa a significar que tudo aquilo que existia antes pode ser simplesmente removido, demolido, descartado ou entregue sem que tenha sido previamente feito o necessário levantamento histórico e patrimonial.

Uma estação ferroviária não é apenas um edifício onde se espera pelo comboio. Pode ser uma peça de arquitectura, um testemunho da industrialização, um marco na transformação económica de uma região, um lugar de emigração, de chegada, de despedida, de comércio, de correspondência e de encontro. Pode conter azulejos, inscrições, relógios, candeeiros, bilheteiras, bancos, placas, sinais, mobiliário, equipamentos técnicos, documentação e dezenas de outros elementos que, isoladamente, talvez pareçam insignificantes, mas que, reunidos, constituem a história material de uma comunidade. O próprio inventário do Património Cultural português reconhece essa dimensão, como acontece, por exemplo, com a Estação de São Bento, onde a descrição patrimonial inclui a gare metálica, os painéis de azulejos e outros elementos arquitectónicos, ou com a antiga estação de Santarém, hoje integrada no Museu Nacional Ferroviário, onde se conserva um conjunto significativo de edifícios, locomotivas, carruagens, equipamentos e objectos relacionados com a história dos caminhos-de-ferro.

E há ainda uma dimensão que os processos de obra tendem a esquecer: a memória local.

Tenho casa em Lavre, no Alentejo, e conheço por isso particularmente bem o significado que uma antiga estação pode ter para uma comunidade. A Estação Ferroviária de Lavre pertenceu à Linha de Vendas Novas e foi inaugurada em 15 de Janeiro de 1904, tendo servido durante mais de um século como elemento da ligação ferroviária daquela região. A documentação histórica disponível permite reconstruir a sua origem, a construção da estação e até intervenções posteriores na infraestrutura, como a ampliação das vias de resguardo aprovada em 1955. Hoje, perante a modernização da linha e as alterações previstas na infraestrutura, coloca-se uma questão que ultrapassa largamente a existência física daquele edifício: se a estação desaparecer, o que ficará de Lavre ferroviário?

Não me refiro apenas às paredes.


Deveriam ficar fotografias, plantas, mapas, bilhetes, documentos, inscrições, placas, elementos arquitectónicos, peças de equipamento, testemunhos orais, histórias dos ferroviários, relatos dos passageiros, fotografias de família, correspondência, memórias de partidas e chegadas, e tudo aquilo que permita às gerações futuras compreender que naquele lugar existiu uma estação e que essa estação desempenhou uma função concreta na vida de uma comunidade. Se a construção tiver inevitavelmente de desaparecer por razões de segurança ou de engenharia, a História não tem necessariamente de desaparecer com ela.

É precisamente aqui que deveria existir uma política nacional de inventário do património ferroviário ameaçado.

Antes de uma estação ser demolida, antes de uma plataforma ser alterada, antes de uma linha ser desmontada e antes de os seus elementos serem retirados, deveria existir um levantamento sistemático. Um levantamento arquitectónico e fotográfico, um inventário dos elementos decorativos, uma identificação dos materiais com interesse histórico, uma recolha documental e, quando se justifique, um registo arqueológico e uma recolha da memória oral das comunidades. Não é necessário conservar tudo fisicamente. É necessário, isso sim, saber exactamente o que existe antes de decidir aquilo que pode desaparecer.

Esta metodologia não seria sequer uma invenção extraordinária. O próprio sistema português de património cultural já trabalha com inventários e fichas patrimoniais detalhadas, nas quais são registadas características arquitectónicas, história, localização, bibliografia e elementos integrantes de diversos imóveis. A questão é saber se este princípio está a acompanhar, com a mesma intensidade e sistematização, as grandes obras ferroviárias que actualmente atravessam o território nacional.

Porque o património ferroviário não termina na estação monumental que aparece nos guias turísticos.


Está também naquela pequena estação alentejana construída no princípio do século XX, naquele apeadeiro perdido entre duas localidades, na casa do chefe da estação, no depósito, na ponte, na sinalização, na torre, no armazém, na plataforma, no painel de azulejos, na placa que indicava o nome da terra e até naquela peça metálica ou de madeira que durante décadas fez parte da paisagem ferroviária portuguesa. Algumas destas estruturas podem ter reduzido valor artístico isoladamente, mas possuem um enorme valor documental, social e identitário.

Aliás, a própria experiência portuguesa demonstra que aquilo que hoje parece uma estrutura secundária pode amanhã ser reconhecido como elemento fundamental da identidade de uma comunidade. É significativo que a antiga torre de sinalização de Palmela, cuja demolição chegou a ser equacionada, tenha sido preservada depois de um movimento local de defesa do imóvel e posteriormente classificada como Imóvel de Interesse Municipal. A ficha do Património Cultural sublinha precisamente a sua importância enquanto elemento de identidade local.


É esta consciência que falta muitas vezes quando se olha para uma obra pública apenas através do calendário da empreitada.

Uma obra ferroviária tem um princípio, um prazo e um orçamento. O património tem séculos e, quando desaparece, não há orçamento que o reconstrua exactamente como era. Uma estação pode ser demolida numa manhã; a investigação histórica necessária para perceber o que ali existia pode exigir anos. Um painel de azulejos pode ser retirado em poucas horas; a sua autoria, proveniência, cronologia e contexto podem exigir meses de investigação. Um arquivo pode ser dividido por diferentes entidades e depósitos; uma geração inteira pode morrer sem que alguém tenha recolhido os seus testemunhos.

Por isso, quando se fala de património ferroviário, não se deve pensar apenas em monumentos classificados. Deve pensar-se numa paisagem histórica ferroviária, constituída por edifícios, objectos, documentos, técnicas, memórias e comunidades.

E é justamente por isso que a responsabilidade não pode ser exclusivamente deixada às empresas que executam as obras, aos proprietários dos imóveis ou às entidades locais que, muitas vezes, têm de reagir perante decisões já tomadas. A modernização da ferrovia deve ser acompanhada por uma política patrimonial previamente definida, com responsabilidades claras entre a Infraestruturas de Portugal, o Património Cultural, I.P., o Ministério das Infraestruturas e Habitação, o Ministério da Cultura, os municípios e, quando necessário, os arquivos, museus e universidades.

Não se trata de impedir a modernização. Trata-se de modernizar com memória.

Portugal já perdeu demasiados testemunhos materiais da sua História por se ter entendido, em diferentes épocas, que eram velhos, inúteis ou substituíveis. O historiador sabe que quase nunca são as grandes personagens que explicam sozinhas a História de um território. São também os lugares, os objectos e as pequenas estruturas através das quais milhares de pessoas viveram. Uma estação ferroviária de uma aldeia pode não interessar ao turista que passa de automóvel pela estrada nacional, mas pode ser absolutamente essencial para compreender como aquela aldeia se relacionou com o país durante mais de cem anos.

É por isso que o caso das travessas ferroviárias, independentemente das questões administrativas ou jurídicas que lhe possam estar associadas e que competirá às entidades competentes esclarecer, deveria servir para abrir uma discussão muito maior. O que está a acontecer ao património que acompanha as linhas ferroviárias portuguesas?

Onde estão os inventários? Onde estão os levantamentos fotográficos? Onde estão os catálogos das estações ameaçadas? Quem está a recolher os azulejos? Quem guarda as placas? Quem conserva os documentos? Quem regista as histórias dos antigos ferroviários? Quem determina o destino dos objectos retirados das linhas? E quem garante que aquilo que hoje é considerado material sem utilidade não será amanhã uma peça fundamental para a compreensão da História da ferrovia portuguesa?

Ministro da Cultura, Ministro das Infraestruturas e Habitação: talvez seja altura de fazer esta pergunta antes que seja tarde demais.


Modernizem as linhas, construam novas estações, eliminem os estrangulamentos, aumentem a velocidade dos comboios e preparem Portugal para uma nova era ferroviária. Mas façam-no sabendo que estão a intervir sobre uma rede que também é um enorme arquivo histórico a céu aberto.

E, quando uma estação como a de Lavre tiver de desaparecer, se essa for efectivamente a solução determinada pelos projectos e pelas exigências técnicas, não deixem que desapareça também a sua memória.


Fotografem-na. Desenhem-na. Cataloguem-na. Estudem-na. Recolham os seus elementos. Guardem os seus documentos. Ouçam quem lá trabalhou e quem por lá passou. Salvem os azulejos, as placas, as peças e os objectos que possam ser preservados. Registem arqueologicamente aquilo que a obra inevitavelmente irá destruir.

Porque os carris podem ser substituídos, as travessas podem ser retiradas e uma estação pode ser demolida, mas uma vez perdida a memória material de uma comunidade, nem a próxima geração nem o melhor dos historiadores poderão reconstruí-la integralmente.

A ferrovia portuguesa está a entrar numa nova época.

Que não entre nela deixando para trás, sem inventário e sem testemunho, a História daquela que lhe deu origem.

Paulo Freitas do Amaral


Professor, Historiador e Autor https://www.ovarnews.pt/para-onde-esta-a-ir-o-patrimonio-ferroviario-portugues-por-paulo-freitas-do-amaral/


Trabalhos preparatórios da linha de Alta Velocidade Porto-Oiã arrancam este mês
Os trabalhos preparatórios para a construção do troço da Linha de Alta Velocidade (LAV) Porto-Oiã vão arrancar no final deste mês, informou esta terça-feira fonte da AVAN, concessionária responsável pela construção e manutenção do troço.

«Ao nível dos trabalhos no terreno, a perspetiva é que tenhamos aqui o arranque no final deste mês, dos primeiros trabalhos preparatórios, das primeiras mobilizações, e começaremos precisamente por sul, pela zona de Aveiro, com algumas frentes de trabalho», disse Álvaro Fonseca, diretor de operações da AVAN.

Ler artigo Lusa via JN https://www.ovarnews.pt/?p=107128