terça-feira, abril 22, 2025



Município vai celebrar com a comunidade os 51 anos da Revolução dos Cravos
Para evocar o 25 de Abril e celebrar a Liberdade, o Município de Ovar preparou um programa abrangente, com várias propostas para viver em comunidade. As Comemorações arrancam no dia 24 e prolongam-se até 30 de abril.


“À semelhança do que faz todos os anos, o Município de Ovar vai evocar esta data marcante da história de Portugal junto da população”, sublinha Domingos Silva, Presidente da Câmara Municipal de Ovar, recordando que um dos legados mais importantes da Revolução dos Cravos foi “a conquista de um poder local democrático”, que “trouxe desenvolvimentos decisivos ao concelho em diversas áreas, como a habitação, a saúde, o ambiente, a educação e a cultura”.


No dia 25 de abril, a cerimónia arranca às 9h30 com o hastear das bandeiras e guarda de honra pelas Corporações de Bombeiros Voluntários do Concelho de Ovar, na Praça da República, seguida de uma sessão Solene Comemorativa, da Assembleia Municipal de Ovar, às 10h00, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Ovar.


Durante o dia, o programa inclui uma visita à empreitada de construção de 30 fogos no Sargaçal – Válega, no âmbito da Estratégia Local de Habitação, às 12h30; a consignação da obra de valorização da defesa longitudinal aderente – Esmoriz/Cortegaça, marcada para as 15h30, na Praia de Esmoriz e a visita à empreitada de requalificação do edifício Esmoriztur, às 16h15.


O Município de Ovar integra, ainda, nestas comemorações vários momentos culturais, para serem vividos em comunidade. O primeiro é na véspera, 24 de abril, às 21h30, com a Escola de Artes e Ofícios a abrir as portas para receber o espetáculo de S. Pedro.


Já a 25 de abril, há três momentos agendados: a abertura oficial do Festival Literário “Gigantes Invisíveis”, uma parceria da autarquia com o Imaginar do Gigante, às 15h00, no Parque Ambiental do Buçaquinho;  “Dançar Abril”, uma proposta artística da Companhia Vareira que, sob direção de Miguel Cunha e coreografia de Diana Couteiro, Mara Amaral e Miguel Cunha, será apresentada na Praça da República, às 17h00; e o Concerto da Banda “Canto da Liberdade”, logo a seguir, às 19h00, no Parque Ambiental do Buçaquinho.


Dando continuidade à evocação do 25 de Abril, na agenda estão mais dois concertos imperdíveis: Márcia a 26 de abril e Sérgio Godinho que, na companhia de Os Assessores, traz “Liberdade 25”, a 30 de abril. Ambos estão marcados para o Centro de Arte de Ovar, às 21h30. https://www.ovarnews.pt/municipio-vai-celebrar-com-a-comunidade-os-51-anos-da-revolucao-dos-cravos/
Os Bombeiros Voluntários de Esmoriz vão realizar o seminário “Barrinha Rescue 25”, nos dias 10 e 11 de maio de 2025, na vila de Maceda, em Ovar.

Este seminário, dedicado à temática BREC (Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas), reunirá profissionais e especialistas da área da Proteção Civil, contando com demonstrações práticas, formações e momentos de partilha de conhecimento técnico e operacional.

O evento decorrerá, na parte da manhã no Auditório da Junta de Freguesia de Maceda, e na parte da tarde, num terreno a poente do apeadeiro da linha do norte na vila de Maceda.

A iniciativa contará com o apoio da Câmara Municipal de Ovar que cedeu o terreno com estruturas devolutas necessárias à realização desta iniciativa, bem como da Junta de Freguesia de Maceda que disponibilizou o seu auditório e de várias entidades nacionais e internacionais, destacando se Vianas, Paratech, Iron Rescue, Escola Portuguesa de Salvamento e Associação Portuguesa de Busca e Salvamento.

Mais informações e inscrições até ao dia 30 de abril: www.bvesmoriz.pt

 

  https://www.ovarnews.pt/bombeiros-voluntarios-de-esmoriz-promovem-o-seminario-barrinha-resque-2025/


Arada celebra Festas em honra de Nossa Senhora do Desterro
A Irmandade Nossa Senhora do Desterro organiza a Festa em Honra de Nossa Senhora do Desterro, em Arada.

A romaria acontece nos dias 25, 26, 27 e 28 de abril, em Arada, e oferece uma programação religiosa que atrai muitos milhares de fiéis ao santuário aradense.

Eis o programa: https://www.ovarnews.pt/arada-celebra-festas-em-honra-de-nossa-senhora-do-desterro/
A Imaginar do Gigantevolta a apresentar "Os Gigantes Invisíveis", um projeto artístico, pedagógico e cultural com direção artística de Pedro Saraiva, que se realiza no Parque Ambiental do Buçaquinho (PAB), um espaço verde no tecido urbano ddeCortegaça e Esmoriz, em Ovar.

Este local, inaugurado simbolicamente a 25 de abril de 2013, reforça a ligação entre a população local e a natureza, promovendo o lazer e a educação patrimonial. A iniciativa é, também, organizada pela Câmara Municipal de Ovar.

"A programação deste ano propõe um conjunto diversificado de atividades de acesso gratuito. As escolas, nomeadamente as turmas do 4.º ano do Agrupamento de Escolas de Ovar, serão mobilizadas para participar, enquanto o evento se abre também ao público em geral – crianças e famílias. As atividades incluem uma pluralidade de propostas artísticas, todas inspiradas na criação literária em sentido amplo. Entre elas, destacam-se espetáculos de teatro e marionetas, instalações no espaço público, um ciclo de oficinas, apresentações de livros e conversas com autores nacionais e guineenses. Nesta 10.ª edição, celebramos uma década de histórias, encontros e aprendizagens. Junte-se a nós para viver mais um capítulo deste projeto único!".

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA


Direção Artística: Pedro Saraiva


Serviço Educativo: Elsa Martinho


Produção Executiva: Carolina Mendes


Apoio à produção: Cátia Lopes, Teresa Fonseca e Costa e João Amorim


Direção Técnica: Hugo Martins


Vídeo Promocional: Pedro David


Fotografia de Cena e Vídeo: Mário Costa


Design: Anabela Dias


Assessor Imprensa: João Arezes


Analise de textos: Paula Ferreira


Iniciativa: Câmara Municipal de Ovar, Ovar Cultura, EIXO Aprendizagem Criativa e Imaginar do Gigante


Apoio: República Portuguesa - Cultura / Direção-Geral das Artes, Junta de Freguesia de Esmoriz, Junta de Freguesia de Cortegaça, Parque Ambiental do Buçaquinho, Cafetaria do PAB, Antena 2, Rádio Nova, Rádio AVFM, Descampado Artistas Associados, ASSITEJ International Association of Theatre for Children and Young People

LOCAIS, DATAS E HORÁRIOS


_ OVAR 25 A 30 ABRIL


PARQUE AMBIENTAL DO BUÇAQUINHO


Esmoriz/Cortegaça

BILHETEIRA


Entrada gratuita https://www.ovarnews.pt/?p=91375


ARC SV Pereira distinguida com a Bandeira da Ética
A 𝐀𝐑𝐂 𝐒.𝐕𝐢𝐜𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐏𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐚 foi distinguida com a Bandeira da Ética, um reconhecimento atribuído pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, através do Plano Nacional de Ética no Desporto.

"Este selo não é apenas um prémio, é o reflexo daquilo em que acreditamos", explica o clube, acrescentando que "foi graças a iniciativas como a doação 𝐝𝐞 𝐛𝐞𝐧𝐬 𝐞𝐬𝐬𝐞𝐧𝐜𝐢𝐚𝐢𝐬 𝐚𝐨𝐬 𝐁𝐨𝐦𝐛𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬 𝐕𝐨𝐥𝐮𝐧𝐭á𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐎𝐯𝐚𝐫, num momento em que o nosso distrito enfrentava os incêndios de 2024, que esta distinção se tornou possível".

"Porque o desporto vai muito além das quatro linhas, é assim que queremos continuar: a dar o nosso melhor dentro de campo, mas sobretudo fora dele", conclui.

Obrigado a todos os que caminham connosco. https://www.ovarnews.pt/arc-sv-pereira-distinguida-com-a-bandeira-da-etica/

segunda-feira, abril 21, 2025

A viver uma época altamente atribulada, o Boavista enfrenta agora mais uma contrariedade para a reta final do campeonato, face ao mais recente corte de eletricidade no Estádio do Bessa, esta segunda-feira, conforme avança a imprensa nacional.

jornal A Bola deu conta de que na origem do episódio insólito esteve a dívida do clube liderado por Garrido Pereira, junto do fornecedor de eletricidade, levando a SAD encabeçada por Fary Faye a encontrar rapidamente uma solução temporária para a equipa de Stuart Baxter, que arrancou a semana de trabalho em Esmoriz.

 

Toda a situação fez, naturalmente, soar os alarmes quanto à realização do encontro entre axadrezados e leões, referente à 31.ª jornada, agendado para o próximo domingo, sendo que a liquidação da dívida poderá resolver o impasse a tempo do jogo no Bessa. https://www.ovarnews.pt/boavista-treina-em-esmoriz-por-falta-de-luz-no-bessa/

domingo, abril 20, 2025



Javali avistado na Av. do Emigrante, no Furadouro
Um javali foi avistado a percorrer uma área da Avenida do Emigrante, no Furadouro, este domingo.

O momento foi capturado por um automobilista e mostra o animal confuso, de certo modo amedrontado com a passagem dos automóveis.


O Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) esclarece que “Nem todos os porcos que encontramos na cidade são javalis. Neste caso concreto, tudo aponta tratar-semde uma espécie de porco doméstico, o porco vietnamita”.


Provavelmente escapou ou terá sido libertados de alguma exploração, mas também pode ser um animal de estimação abandonado como tantos outros.

  https://www.ovarnews.pt/javali-avistado-na-av-do-emigrante-no-furadouro/
Dom Roberto Mariz, Bispo Auxiliar do Porto, visitou a Paróquia de Santa Maria de Válega – Ovar, na primeira semana de abril. À sua chegada, junto da Igreja Matriz, estavam presentes o pároco, alguns elementos do Conselho Económico, o presidente da Junta de Freguesia e um pequeno grupo de pessoas que o quiseram receber e conhecer melhor. Depois de uma visita guiada à Igreja que é conhecida pelos seus azulejos policromados e por isso muito visitada, Dom Roberto agradado sublinhou que “é importante saber de onde vimos”.

Ao longo da semana percorreu os quatro cantos da paróquia visitando instituições, empresas e associações para se inteirar da realidade em que a paróquia está inserida. Vendo e ouvindo, deixava sempre uma palavra oportuna para cada ocasião. No contacto com as crianças nas escolas, no desporto, na cultura e na catequese soube sempre descer ao seu nível e suscitar interesse e alegria. Assim como com os adolescentes e jovens mostrando o seu à-vontade e boa disposição. Com os idosos e doentes ouvia as suas histórias e deixava uma mensagem de conforto e esperança. Demonstrou sempre simplicidade, bom humor e uma forma simples de interagir com todos.

Na Junta de Freguesia com representantes de 22 coletividades, quis conhecer cada uma delas e agradecer o trabalho incansável que fazem no âmbito cultural, desportivo e de solidariedade para o bem da comunidade falando da sua própria experiência em anteriores funções e por isso conhecedor de muitas das realidades aí partilhadas.

Durante a sua estadia, D. Roberto Mariz teve ainda oportunidade de visitar o Museu Escolar Oliveira Lopes, e impressionado com a dimensão do mesmo, deixou a sua mensagem no livro de visitas ilustres “Não existe presente nem futuro, sem memória. Parabéns pelo vosso trabalho”. Já no Centro de Saúde foi recebido cordialmente pelo médico delegado e depois de uma visita às instalações, tomou conhecimento da realidade e população que o mesmo serve. Aí não à lista de espera pelo médico de família!

Mais no âmbito paroquial, presidiu à eucaristia em quatro das sete capelas durante a semana; no sábado celebrou com as crianças da catequese e administrou o crisma a 35 jovens e adultos. Na missa de encerramento com toda a comunidade, animada por todos os grupos corais da paróquia, Dom Roberto Mariz agradeceu e deixou alguns desafios no espírito da sinodalidade e da esperança neste ano jubilar.


 Fonte: Voz Portucalense. Informação e fotografias: Pe. Fernando Carneiro https://www.ovarnews.pt/dom-roberto-mariz-em-visita-pastoral-a-paroquia-de-valega/


Compasso Pascal 2025 na tradição vareira
A Visita Pascal, anúncio festivo da Ressurreição do Senhor, fortemente vivida na tradição cristã das nossas comunidades paroquiais, representa um dos momentos mais esperados e festejados da celebração da Páscoa.

O compasso, constituído por um conjunto de pessoas vestidas de opa vermelha, opas brancas com a Cruz Pascal magnificamente engalanada, e a indispensável campainha, anuncia a chegada da Cruz.

"Somos enviados, porque Cristo está connosco e para que, através do nosso testemunho e anúncio, possa estar presente no meio de todos os homens e mulheres".


"Muito Obrigado a Todos os elementos do compasso pela disponibilidade e alegria manifestada. Que Cristo Ressuscitado os assista em todos os momentos da sua vida".


Obrigado a Todos quantos acolhem de coração aberto Cristo Vivo, nas suas casas no dia da visita Pascal. https://www.ovarnews.pt/compasso-pascal-2025-na-tradicao-vareira/

sábado, abril 19, 2025



Ovarense segue para as meias finais da Taça de Aveiro
A AD Ovarense SAD apurou-se para as meias-finais da Taça de Aveiro Prof. José Valente Pinho Leão.

Nos quartos de final, que se jogaram esta sexta-feira, os vareiros ganharam em São Roque (1-6).

Pelo caminho ficou o Esmoriz, derrotado em casa pelo ADC Lobão (1-2).

Nas meias-finais da Taça de Aveiro masculina de futebol, o SC Espinho vai defrontar o Libão e a AD Ovarense SAD recebe a JuveForce.

A eliminatória está agendada para o dia 1 de junho. https://www.ovarnews.pt/ovarense-segue-para-as-meias-finais-da-taca-de-aveiro/


Choque em cadeia na A1 em Estarreja
Um choque em cadeia, envolvendo uma dezena de viaturas, obrigou ao corte da A1 no sentifo Norte/Sul.

Há indicação de quatro feridos ligeiros e dois feridos graves.

Em atualização.

  https://www.ovarnews.pt/choque-em-cadeia-na-a1-em-estarreja/
A importância da gestão emocional nas empresas é um tema cada vez mais pertinente, uma vez que as organizações não são compostas apenas por processos e resultados, mas, acima de tudo, por pessoas. As emoções afetam a forma como os colaboradores interagem, comunicam e tomam decisões. Nesse sentido, a gestão emocional é essencial para promover um ambiente de trabalho saudável, melhorar o desempenho da equipa e aumentar a eficácia organizacional.

A gestão emocional também tem um impacto direto na produtividade e no desempenho individual e coletivo. Quando as pessoas sabem gerir o stress, a pressão ou a frustração, são mais focadas e eficientes, conseguindo manter-se motivadas e tomar as atitudes adequadas perante os desafios que possam surgir, sem que a ansiedade ou o medo de errar interfiram no seu desempenho.

Dito isto, a gestão emocional é particularmente importante para os líderes. Um líder emocionalmente inteligente tem maior eficácia na comunicação, ouve atentamente as necessidades dos seus colaboradores, resolve os conflitos de forma construtiva e, principalmente, inspira confiança e respeito. Para além disso, controla bem os seus sentimentos e, em simultâneo, consegue compreender as emoções dos outros, o que lhe permite tomar decisões mais ponderadas e humanas.

Hoje em dia, as organizações têm que procurar líderes com a capacidade de criar uma cultura organizacional que valorize o bem-estar emocional, incentivando os colaboradores a expressarem-se, colaborarem entre si e assumirem responsabilidades sem receio de qualquer julgamento.

Como todos sabemos, os conflitos são inevitáveis em qualquer ambiente de trabalho, no entanto, a forma como os conflitos são geridos é determinante para que sejam resolvidos de maneira produtiva. A empatia é uma das principais caraterísticas da inteligência emocional, e, já agora, essencial na mediação de conflitos.

As empresas que investem em práticas de gestão emocional têm colaboradores mais satisfeitos e motivados, o que influencia diretamente a retenção de talentos que, nos dias de hoje, é um desafio importante para qualquer organização. Os profissionais que se sintam valorizados e motivados, são mais fiéis à missão e visão das empresas e tendem a permanecer nas organizações a longo prazo.

Num mercado cada vez mais dinâmico e desafiador, a gestão emocional não é apenas uma vantagem competitiva, mas uma necessidade. A capacidade de gerir as próprias emoções e as dos outros, influencia diretamente a produtividade, o desempenho, a satisfação e a saúde organizacional de qualquer empresa.

Acreditem que vale a pena investir em programas de inteligência emocional e criar uma cultura que valorize o equilíbrio emocional de todos, pois são passos essenciais para que as empresas possam prosperar e alcançar os seus objetivos de forma mais eficaz e sustentável.

Fernando Camelo de Almeida

(Docente Universitário)

  https://www.ovarnews.pt/a-importancia-da-gestao-emocional-no-contexto-empresarial-por-fernando-almeida/

sexta-feira, abril 18, 2025

Hugo Correia tem 33 anos, é natural de Ovar e reside em Marselha, França.

Depois da passagem por emblemas nacionais, de onde se destaca o Sporting de Braga, é atualmente responsável pelo departamento de prevenção de lesões e reatletização na academia de um clube histórico francês, o Olympique de Marseille.


Porque escolheu a área do Desporto para a sua formação? Quando percebeu que era esse o caminho a seguir? 


Quando era atleta na A. A. Avanca, clube próximo da minha cidade natal, recordo-me de ver o preparador físico trabalhar com a equipa sénior. Lembro-me perfeitamente de pensar “era uma profissão que eu me veria a desempenhar“. O teste de orientação profissional que realizei com a psicóloga da escola apontava, indubitavelmente, para o Desporto como área de maior interesse e, portanto, a tomada de decisão foi fácil e natural.


É atualmente o responsável pelo departamento de prevenção de lesões e reatletização de atletas na academia do Olympique de Marseille. Quer falar-nos sobre a sua função. Que tipo de ação tem o seu departamento?

As principais funções do departamento, que tenho a honra de liderar, 1) realização das diversas avaliações ao longo do ano, nomeadamente de força, de salto, sprint linear, sprint curvo e mudança de direção; 2) trabalho de força preventivo individualizado, complementar ao trabalho de força, potência e técnica de corrida que todos fazem. Resumidamente, défices de força relativizada (ao peso corporal do atleta e braço de momento da força aplicada), assimetrias bilaterais e assimetrias agonista-antagonista exageradas são alertas para que atuemos de forma regular no sentido de trabalhar sobre a debilidade de cada indivíduo; 3) reatletização (reathletization) de sujeitos com lesão. Por outras palavras, sobrecargar de forma progressiva e ótima os tecidos lesados, assim como também desenvolver as componentes atléticas capazes de permitir que o atleta volte à competição (se possível) na sua melhor versão.

Quais são os maiores desafios que enfrenta um departamento que se dedica à prevenção de lesões e recuperação de atletas?

Os atletas jovens de elite são ativos do clube e, quando bem trabalhados, podem dar um incremento significativo ao rendimento desportivo, assim como podem trazer dividendos financeiros importantes. Para isso, devem ser cuidados. Mas sabemos que tudo o que queiramos aplicar, em termos de carga, de forma aguda, pode ser causador de fadiga adicional, o que poderá comprometer componentes essenciais do treino (nomeadamente das competências técnico-táticas). Por outro lado, sabemos que alguns treinadores, por acreditarem que apenas a componente técnico-tática é suficiente para a preparação do jogador, procuram colocar imensos entraves a práticas eficazes, que têm um largo corpo de evidências quanto à sua aplicação. Em conclusão, creio que o maior desafio ao nível da prevenção de lesões será a capacidade de ter aceitação e conseguir aplicar, sobretudo, um trabalho de força significativo, capaz de criar adaptações (ao invés de realizar simples e pequenas sessões de “ativação”, em que a carga, muitas vezes, é insuficiente para criar adaptações). Já ao nível da reatletização, creio que os maiores desafios são os de passar a informação de forma constante entre os diferentes elementos (atleta, staff médico, staff técnico, nutricionista, etc.) e também ter um conhecimento significativo sobre a área médica (conhecer os diferentes tipos de lesões musculares, articulares, mecanismos de lesão, fases de progressão, etc.).


No período anterior à sua chegada a Marselha passou vários anos na academia do Sporting Clube de Braga, o chamado quarto grande do futebol português. Que principais diferenças encontrou entre as academias dos dois países?


De forma geral, em termos de cultura, nós, portugueses, somos abertos ao mundo e buscamos aprender tudo o que podemos. Não é por acaso que trabalhamos em todo o mundo e nos adaptamos bem a línguas diferentes. Já em França, creio que há uma cultura mais fechada para o que vem de fora (algo que foi várias vezes confirmado por gente que conheci por cá). Ao nível do treino, creio que, em Portugal, temos uma visão de ensino que parte do jogo como referência, em que a compreensão do jogo é elevada desde cedo, sendo que, por vezes, chega a ser exagerada, trabalhando com jovens como se fossem mini-adultos, o que, por vezes, anula componentes importantes, como o treino da técnica individual (que forçosamente depende do empenhamento motor dentro de cada tarefa) ou o trabalho de literacia motora em idades jovens, fundamental e tão ignorado hoje em dia, apesar das evidências atuais em relação aos seus benefícios. Em França, sinto que o ensino é tendencialmente mais repartido no que diz respeito às diferentes dimensões de treino. Felizmente, no contexto onde trabalho, houve uma mudança de paradigma, que faz com que o treino das equipas com quem trabalho tenha uma junção interessante do treino do jogo com a evolução individual de cada atleta. Em relação à minha área direta de intervenção, diria que os atletas têm, talvez, maior predisposição para o trabalho físico e que, aqui, fruto da cultura de futebol do país, há uma incidência extremamente superior de contusões (em treino e jogo), assim como de entorses de tornozelo por mecanismo de contacto.


Do tempo de estudante na FADEUP - Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, há alguma história que o tenha marcado e que possa partilhar connosco?


Uma das histórias mais marcantes durante esse período foi o falecimento da pessoa mais importante da minha vida, a minha mãe. Havia terminado o primeiro ano de mestrado e estava a preparar o design da dissertação que ia fazer. A 23 de dezembro, perdi a minha mãe, fruto de um cancro do pâncreas detetado cerca de um ano e meio antes. No dia do funeral, tinha tanta coisa para contar sobre ela perante os presentes e não tive coragem para o fazer. Foi o golpe mais duro de sempre e eu fiquei cerca de duas semanas deitado, apenas. Não tinha forças nem vontade de mais nada. Levantava-me para comer, beber e pouco mais… fiquei completamente abalado. Após esse tempo de introspecção, imaginei que ela não iria gostar que eu abandonasse o mestrado e o meu trajeto. Foi então que encontrei o motivo para sair do poço em que me encontrava: estabeleci como objetivo pessoal terminar o mestrado, convidar algumas das pessoas mais próximas, tirar nota máxima na tese e, no final, passar um vídeo em sua memória, que pudesse transmitir o que eu queria transmitir no dia do seu funeral e que não tive coragem para o fazer. Com o apoio do Professor Paulo Colaço, assim o fiz e consegui atingir esse objetivo. Desde então, sei que o meu sucesso é acompanhado por ela e tudo o que farei será dela também.


Qual é a sua maior realização?

Ter chegado ao nível competitivo que ambicionava e ter feito a homenagem à minha mãe, tal como a idealizei.

Como ocupa os tempos livres?

Gosto bastante do Excel, de tropeçar em números e brincar com eles. No fundo, parte do meu trabalho é conhecer os atletas, e olhar os dados sobre diferentes perspectivas ajuda-me bastante a tirar ilações que aguçam a minha curiosidade. Gosto também de ir à praia, conhecer novos lugares, culturas e línguas.

O que espera do futuro?

Continuar a fazer o que gosto, ser valorizado, ter um bom grupo de trabalho, continuar a evoluir e a sentir a mesma sede de conhecimento, não ser escravo do trabalho para continuar a aproveitar a vida, ter uma família estável e, claro, ser pai um dia. https://www.ovarnews.pt/hugo-correia-o-meu-sucesso-e-dedicado-a-minha-mae/

quinta-feira, abril 17, 2025

Há quem diga que o Pão de Ló de Ovar foi criado pelas freiras de um Convento nas imediações de Ovar, por volta de 1781, para dar conta dos ovos em excesso da instituição. As freiras teriam desenvolvido a receita do Pão de Ló como um presente para a rainha Dona Maria I, que visitou o convento durante uma viagem a Aveiro. A rainha teria ficado tão impressionada com o doce que pediu a receita, que acabou se espalhar por todo o país.

Em Ovar, no entanto, ficou o segredo da receita na posse de algumas famílias que subsiste até hoje.

Hoje em dia, o Pão de Ló de Ovar é considerado uma iguaria portuguesa e é apreciado em todo o país e até no estrangeiro.

A Páscoa é a festa do ano por excelência para acolher a iguaria vareira.

Atenta, a Chocolicor, uma empresa das Caldas da Rainha com experiência na produção de licores tipicamente portugueses — decidiu ir mais longe e transformar o doce ovarense num licor de textura cremosa, que cheira e sabe a pão de ló de Ovar.

A edição limitada estará disponível apenas até ao final de abril.

A marca sugere que sirva o licor fresco, num copo alto e, posteriormente, adicione gelo e gelado de nata ou baunilha. A bebida, com um teor alcoólico de 15 por cento, está à venda em garrafas de 500 mililitros (20€) na página oficial da empresa, que no verão já tinha lançado um licor com sabor a bola de Berlim.

  https://www.ovarnews.pt/um-pao-de-lo-de-ovar-que-se-bebe-em-forma-de-licor/
Desde fevereiro de 2022 e com a escalada da inflação, a DECO PROteste tomou a iniciativa de realizar uma análise semanal dos preços de um cabaz constituído por 63 Produtos Alimentares Essenciais.

O cabaz inclui Carne, Congelados, Frutas e Legumes, Laticínios, Mercearia e Peixe, sendo considerados, entre outros, produtos como Peru, Frango, Carapau, Pescada, Cebola, Batata, Cenoura, Banana, Maçã, Laranja, Arroz, Esparguete, Açúcar, Fiambre, Leite, Queijo, Manteiga, entre muitos outros.

Como é habitual, os valores do cabaz são comunicados aos meios de comunicação social neste formato.

Em anexo segue o Excel com outros pormenores.


Resumo dos valores:

- Entre o dia 09/04 e o dia 16/04 existe uma diferença de -1,29 € quando comparado o mesmo cabaz nos 2 dias (-0,54 %).                                     


- Entre o dia 01/01 e o dia 16/04 existe uma diferença de 0,7 € quando comparado o mesmo cabaz nos 2 dias (0,3 %).                                         


- Entre o dia 17/04/24 e o dia 16/04/25 existe uma diferença de -0,03 € quando comparado o mesmo cabaz nos 2 dias (-0,01 %).                           


- Entre o dia 05/01/22 e o dia 16/04/25 existe uma diferença de 49,17 € quando comparado o mesmo cabaz nos 2 dias (26,19 %).                           


- As simulações de preços também podem ser feitas aqui: https://www.deco.proteste.pt/familia-consumo/supermercado/simule-e-poupe/supermercados-online-qual-vende-mais-barato                               

Top de produtos com maior variação:


Os produtos com maior variação de preços face à semana anterior, desde o início do ano e face ao período homólogo foram os seguintes:

- Cabaz essencial de 63 produtos custa esta semana 236,87 euros


- Douradinhos de peixe e carne de novilho são os produtos que registaram um maior aumento


- Desde o início da análise realizada pela Deco Proteste, a 5 de janeiro de 2022, alguns produtos alimentares relacionados com a comemoração da Páscoa subiram consideravelmente: a carne de novilho aumentou 123%; os ovos 79%; o azeite 52% e a farinha para bolos 46%  https://www.ovarnews.pt/preco-do-cabaz-alimentar-desce-129-euros-desde-a-semana-passada/


Mãe desesperada pede ajuda para encontrar o filho
Angela Pinto está desesperada, sem notícias do filho que deixou de atender o telemóvel e saíu esta manhã sem dizer para onde ia. "Fui atrás dele mas já não o consegui apanhar", conra a nãe, lavada em lágrimas.


Leandro Pinto, 25 anos, tem estado com a mãe desde que terminou um relacionamento que mantinha em Santa Maria da Feira.


Anteontem, a mãe diz que chegou a tempo de evitar uma tragédia quando Leandro tentou o suicídio na barragem de Crestuma, no Douro.


Ontem, levou-o ao médico para tratar um quadro de depressão, mas esta quinta-feira, ele saiu de carro e não voltou a ser visto.


A mãe lançou o alerta após o jovem enviar uma mensagem de despedida.


A mãe do jovem, proprietária do restaurante Tradição Vareira, em Ovar, já informou as autoridades e apela a quem vir o Leandro Pinto para entrar em contacto através do seu número de telemóvel 968 534 929. https://www.ovarnews.pt/mae-desesperada-pede-ajuda-para-encontrar-o-filho/


Recebia e agora paguei IRS - Por Diogo Sousa
Todos os anos, por esta altura, o tema do IRS domina as conversas: uns celebram os reembolsos, outros lamentam ter de pagar ao estado. Este ano, muitos contribuintes ficaram surpreendidos ao verem devoluções mais reduzidas ou, em alguns casos, por terem mesmo de pagar.

A explicação para estas alterações está naquilo que acontece antes da entrega da declaração de IRS: as retenções na fonte. Este termo, técnico, refere-se ao facto de, ao longo do ano, o estado cobrar antecipadamente uma parte do imposto sobre o nosso rendimento. Ou seja, aquilo que pagamos mensalmente através da retenção na fonte é, na prática, um adiantamento do IRS final. Quando entregamos a declaração anual, o sistema calcula quanto deveríamos ter pago no total e, se tivermos pago a mais, o estado devolve a diferença; se tivermos pago a menos, temos de acertar contas.

Ora, nos últimos anos, os sucessivos governos decidiram reduzir as taxas de retenção na fonte, com o objetivo de aumentar o rendimento mensal disponível das famílias, ou seja, permitir que as pessoas tivessem um pouco mais de dinheiro disponível todos os meses. Esta foi uma resposta à inflação e ao aumento do custo de vida. A consequência direta foi que se pagou menos IRS ao longo do ano e, por isso, há agora menos para devolver. Para alguns contribuintes, habituados a reembolsos mais elevados, esta mudança foi uma surpresa. Para outros, significou mesmo que passaram a ter de pagar ao estado.

É essencial compreender que o reembolso do IRS não é uma oferta nem um prémio dado pelo estado. Trata-se apenas da devolução de um valor que o contribuinte pagou a mais durante o ano. Da mesma forma, se não houve adiantamentos suficientes, devido a uma taxa de retenção mais baixa ou a rendimentos adicionais sem retenção, o valor em falta é cobrado na liquidação anual. Em termos simples: o IRS funciona como um acerto de contas.

Importa também referir que quem recebe o salário mínimo nacional não tem retenção na fonte. Nestes casos, como não há imposto cobrado antecipadamente, também não há lugar a reembolso. Regra geral, esses contribuintes não têm de pagar nem de receber. A situação só muda se tiverem outros rendimentos relevantes ou despesas dedutíveis muito significativas.

Esta realidade evidencia a importância da literacia financeira. Muitas vezes, a perceção de justiça ou injustiça no sistema fiscal resulta de um desconhecimento do seu funcionamento. A redução nos reembolsos não significa que os contribuintes estejam a ser prejudicados, apenas tiveram acesso ao seu dinheiro mais cedo, mês após mês, em vez de o "emprestarem" ao estado à espera de um reembolso.

Assim, perante este novo paradigma de retenções mais ajustadas, o primário é planear com consciência e compreender que o montante que entra mensalmente na conta bancária pode já não incluir uma margem para reembolso no ano seguinte. Por isso, é prudente reservar algum espaço para um eventual pagamento, sobretudo no caso de rendimentos variáveis ou superiores à média.

Compreender o funcionamento do IRS ajuda a fazer uma boa gestão do orçamento familiar e evitar surpresas quando chega a altura de acertar contas com o estado.

Diogo Fernandes Sousa

Escritor do Livro “Rumo da Nação: Reflexões sobre a Portugalidade”

Professor do Instituto Politécnico Jean Piaget do Norte

 

  https://www.ovarnews.pt/recebia-e-agora-paguei-irs-por-diogo-sousa/

quarta-feira, abril 16, 2025



Julgamento do caso da grávida da Murtosa será à porta fechada
O Tribunal de Aveiro decidiu que o julgamento da morte de Mónica Silva será à porta fechada.

“A juíza titular do processo determinou a exclusão da publicidade da audiência de julgamento e demais atos processuais”, lê-se no comunicado do tribunal a que o OvarNews teve acesso.

“Sendo previsível que o julgamento da causa, decerto, exigirá a discussão da vida íntima de Mónica Silva e de terceiros, sobressaindo, assim, o dever de protecção da dignidade pessoal daquela, face aos demais intervenientes envolvidos, nomeadamente, os seus filhos e impondo-se, igualmente, garantir que a prova seja produzida sem constrangimentos e unicamente com o desígnio do apuramento da verdade dos factos, protegendo as testemunhas da discussão pública e mediática por forma a garantir a espontaneidade dos depoimentos”, justifica o tribunal.

No comunicado, o tribunal informa, no entanto, que “serão regularmente emitidas notas informativas sobre o decurso das várias sessões, com as informações que o tribunal entenda que se justifique serem prestadas”. https://www.ovarnews.pt/julgamento-do-caso-da-gravida-da-murtosa-sera-a-porta-fechada/
 

No atual contexto político, marcado por desafios demográficos, sociais e tecnológicos, é fundamental analisar as propostas eleitorais em função da sua relevância concreta na resposta a problemas estruturais do país. Sem assumir qualquer posicionamento partidário ou intenção de voto, importa destacar um conjunto de medidas inscritas num programa eleitoral que, pela sua natureza e potencial impacto, merecem valorização.

Desde logo, a universalização do ensino pré-escolar constitui uma medida de especial relevância. Existe um consenso científico alargado sobre os benefícios da frequência da educação pré-escolar no desenvolvimento de competências cognitivas, socioemocionais e comunicacionais das crianças. Estudos evidenciam que os alunos que frequentam este nível de ensino apresentam, em média, melhores desempenhos académicos futuros, maior capacidade de autorregulação emocional e padrões de socialização mais sólidos. A universalização da educação pré-escolar contribui, assim, para a mitigação das desigualdades à partida, sendo um instrumento central na promoção da equidade educativa e social desde os primeiros anos de vida.

Outra medida que se destaca é a criação de benefícios fiscais para empresas que adotem práticas efetivas de apoio à parentalidade. A atribuição de incentivos a entidades que promovam a instalação de creches nos locais de trabalho, que contratem mulheres grávidas ou pais/mães com filhos até aos três anos, que implementem horários flexíveis ou outras estratégias que facilitem a conciliação entre vida profissional e familiar, configura uma resposta relevante ao declínio demográfico que Portugal atravessa. Num país cuja taxa de fecundidade se encontra entre as mais baixas da União Europeia e onde o envelhecimento da população coloca crescente pressão sobre os sistemas de proteção social, estas medidas devem ser encaradas como investimentos estratégicos de longo prazo, essenciais à sustentabilidade demográfica e económica do país.

No mesmo sentido, a proposta de proibir o uso de telemóveis até ao 6.º ano de escolaridade e de regulamentar o acesso às redes sociais até aos 12 anos demonstra sensibilidade face a uma problemática emergente: a exposição precoce de crianças ao ambiente digital. A investigação recente tem vindo a alertar para os impactos negativos do uso excessivo de dispositivos eletrónicos na infância, nomeadamente ao nível do desenvolvimento neurológico, da atenção, da linguagem, do sono e da saúde mental. A existência de legislação semelhante em países como Espanha, onde se considera a limitação do uso de smartphones com acesso à internet até aos 16 anos, reforça a pertinência de se refletir sobre medidas mais robustas nesta matéria. Assim, embora a proposta em questão identifique corretamente o problema, poderia ser ainda mais ambiciosa, adotando um modelo mais restritivo, que privilegie a utilização exclusiva de dispositivos analógicos até uma idade mais avançada.

Por fim, a continuidade da medida do IRS Jovem reduzido constitui um apoio relevante aos jovens em início de vida ativa, especialmente num contexto em que os salários médios de entrada permanecem baixos e o custo de vida, sobretudo nas grandes áreas urbanas, se revela particularmente elevado. A redução da carga fiscal sobre os rendimentos dos jovens pode funcionar como um incentivo à sua fixação em território nacional e à retenção de talento. Para além disso, contribui para o reforço da autonomia económica e para a mobilidade social ascendente, promovendo a valorização do trabalho qualificado numa fase determinante do ciclo de vida.

Em suma, independentemente da orientação política de quem as propõe, importa reconhecer que estas medidas respondem a desafios concretos e estruturais da sociedade portuguesa. A valorização da infância e da parentalidade, o combate à crise demográfica, a proteção dos jovens perante os riscos da digitalização precoce e o apoio à sua emancipação económica são pilares centrais de qualquer projeto de futuro inclusivo, sustentável e coeso.

Diogo Fernandes Sousa

Escritor do Livro “Rumo da Nação: Reflexões sobre a Portugalidade”

Professor do Instituto Politécnico Jean Piaget do Norte

 

  https://www.ovarnews.pt/reflexao-sobre-algumas-propostas-da-coligacao-psd-cds-por-diogo-sousa/


Ainda vale a pena comprar casa em Ovar?
O preço por metro quadrado em Ovar atingiu 1.602 € em 2025. Será que ainda compensa comprar? Neste artigo, analisamos o contexto atual e os fatores a considerar.

Ovar, situada entre o Porto e Aveiro, tem sido uma escolha popular para quem procura viver perto do litoral, com boas acessibilidades e um custo de vida relativamente equilibrado.

Mas, com o mercado imobiliário em constante evolução, será que ainda compensa investir numa casa nesta região?

Preços em Ovar: uma subida notável


De acordo com dados recentes do Idealista, o preço médio por metro quadrado em Ovar atingiu 1.602 € em março de 2025. Este crescimento reflete a tendência de valorização do


mercado imobiliário na região e no geral, no país inteiro.

No arrendamento a situação é semelhante e os dados mais recentes da mesma fonte apontam para um valor médio 8€ por m2 (ínicio 2025), o que está a encarecer também o arrendamento na região.

Comprar ou arrendar: depende do seu perfil


A decisão entre comprar ou arrendar depende de vários fatores pessoais:


● Estabilidade profissional e financeira: Se possui uma situação laboral estável e capacidade financeira para assumir um compromisso a longo prazo, a compra pode ser uma opção vantajosa.


● Objetivos pessoais: Se pretende residir na região por um período prolongado, comprar pode ser mais adequado. Se valoriza flexibilidade geográfica ou se ainda não tem


estabilidade na sua carreira, o arrendamento pode ser preferível.


● Mercado de arrendamento e incertezas: Com o aumento das rendas, a compra pode representar uma poupança a longo prazo. Por outro lado há toda uma conjuntura


externa (guerras, etc.) que podem também fazer variar tanto o valor do arrendamento como o valor das casas.


● Localização: Analise se prefere viver no centro de Ovar ou em zonas periféricas, onde os preços podem ser mais acessíveis.

Nesta situação, poderá ser útil fazer uma simulação do crédito à habitação, por exemplo no site do Santander e conhecer também mais detalhes, para poder depois comparar com a opção de arrendar.

A resposta à pergunta inicial - se ainda vale a pena comprar casa em Ovar - é que “depende”. E depende essencialmente da sua situação pessoal e dos seus objetivos a curto,


médio e longo prazo. Pelo menos enquanto os valores estiverem neste patamar, qualquer decisão financeira terá que ser bem avaliada.

Nota final


Este artigo constitui apenas uma reflexão sobre o contexto atual e as possibilidades existentes para quem pondera adquirir habitação em Ovar.

Não deve ser interpretado como


aconselhamento financeiro, nem substitui a consulta de profissionais especializados e a obtenção de orientação adequada junto de entidades competentes. https://www.ovarnews.pt/ainda-vale-a-pena-comprar-casa-em-ovar/