quarta-feira, novembro 11, 2009
terça-feira, novembro 10, 2009
Importa-se de repetir, sff?
"No Pavilhão Arena Dolce Vita, estiveram presentes cerca de duas dezenas de adeptos vitorianos que tiveram a oportunidade de constatar a falta de inteligência que reina naquela região do centro do país". (Aqui)
segunda-feira, novembro 09, 2009
Os intocáveis
O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.
Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação.
Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (...)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura.
Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim.
Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.
(Mário Crespo aqui)
Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação.
Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (...)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura.
Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim.
Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.
(Mário Crespo aqui)
sábado, novembro 07, 2009
sexta-feira, novembro 06, 2009
Portugueses aterrorizados pelo avistamento de um corrupto em Ovar
O país tem vivido nas últimas semanas uma apreensão digna de filme de terror depois de vários avistamentos de um corrupto em Ovar, sendo cada vez menos os organismos oficiais a negar a sua veracidade.
Os corruptos são criaturas míticas, do mesmo calibre do Monstro do Lago Ness ou do Abominável Homem das Neves, e os primeiros relatos foram tratados pelas autoridades e pela comunicação social como meros delírios provocados pelo abuso de substâncias alterantes, por doença mental ou sede de protagonismo. No entanto, essa postura alterou-se de forma radical nos últimos dias e começa a ser cada vez mais legítimo afirmar que existe mesmo um corrupto em Portugal.
A criatura ainda não foi fotografada ou filmada com clareza, mas as testemunhas descrevem-no como tendo aparência vagamente humana, vestindo roupas de marca, usando peças caras de ourivesaria e deslocando-se numa viatura de alta cilindrada. (Ler mais in «Inepcia»)
O país tem vivido nas últimas semanas uma apreensão digna de filme de terror depois de vários avistamentos de um corrupto em Ovar, sendo cada vez menos os organismos oficiais a negar a sua veracidade. Os corruptos são criaturas míticas, do mesmo calibre do Monstro do Lago Ness ou do Abominável Homem das Neves, e os primeiros relatos foram tratados pelas autoridades e pela comunicação social como meros delírios provocados pelo abuso de substâncias alterantes, por doença mental ou sede de protagonismo. No entanto, essa postura alterou-se de forma radical nos últimos dias e começa a ser cada vez mais legítimo afirmar que existe mesmo um corrupto em Portugal.
A criatura ainda não foi fotografada ou filmada com clareza, mas as testemunhas descrevem-no como tendo aparência vagamente humana, vestindo roupas de marca, usando peças caras de ourivesaria e deslocando-se numa viatura de alta cilindrada. (Ler mais in «Inepcia»)
quinta-feira, novembro 05, 2009
Campanha do «rolhinhas»
No intuito de promover hábitos de protecção ambiental e de preservação dos recursos genuínos nacionas, a Comunidade Educativa da Habitovar tem em curso um plano de angariação de rolhas de cortiça. Todas as salas têm o seu «rolhinhas», pronto a receber rolhas e outros pequeninos podutos de cortiça passíveis de serem reciclados.
Esta campanha surge de uma parceria com a Corticeira Amorim e pretende ser mais um contributo para despertar nos cidadãos novos comportamentos em defesa da promoção ambiental.
No intuito de promover hábitos de protecção ambiental e de preservação dos recursos genuínos nacionas, a Comunidade Educativa da Habitovar tem em curso um plano de angariação de rolhas de cortiça. Todas as salas têm o seu «rolhinhas», pronto a receber rolhas e outros pequeninos podutos de cortiça passíveis de serem reciclados.
Esta campanha surge de uma parceria com a Corticeira Amorim e pretende ser mais um contributo para despertar nos cidadãos novos comportamentos em defesa da promoção ambiental.
terça-feira, novembro 03, 2009
Petição Pública da Ovarense
Na sequência da trágica morte do atleta Kevin Widemond, de 23 anos, vítima de Morte Súbita durante um jogo de basquetebol, a Associação Desportiva Ovarense, Basquetebol Sad, em conjunto com os jogadores da LPB realizaram uma Petição Pública com vista a tornar obrigatória a presença de Desfibrilhadores Automáticos Externos em vários locais, nomeadamente Escolas, Recintos e Eventos Desportivos, Centros Comerciais, Aeroportos, etc.
Podem ler e se concordarem subscrever em:
http://www.peticaopublica.com/?pi=salvevid
«Salvar Vida através do Acesso Público a Desfibrilhadores Automáticos Externos (DAE)»
Na sequência da trágica morte do atleta Kevin Widemond, de 23 anos, vítima de Morte Súbita durante um jogo de basquetebol, a Associação Desportiva Ovarense, Basquetebol Sad, em conjunto com os jogadores da LPB realizaram uma Petição Pública com vista a tornar obrigatória a presença de Desfibrilhadores Automáticos Externos em vários locais, nomeadamente Escolas, Recintos e Eventos Desportivos, Centros Comerciais, Aeroportos, etc.
Podem ler e se concordarem subscrever em:
http://www.peticaopublica.com/?pi=salvevid
«Salvar Vida através do Acesso Público a Desfibrilhadores Automáticos Externos (DAE)»
Trail-O em Ovar
Trail-O : Orientação particularmente vocacionada para deficientes motores, deslocando-se em cadeira de rodas
Data: 8 de Novembro de 2009 (domingo)
Hora de início: 11h00
Duração prevista: 1 hora
Inscrição: Gratuita (feita no local)
Local de concentração: Praça da República (frente ao edifício dos Paços do Concelho)
Como chegar: A29, sair em Ovar Norte, a partir daqui o percurso está sinalizado.
Percurso: Urbano, no centro da cidade de Ovar, com uma distância aproximada de 1000 metros e composto por 11 pontos de controlo. Perfeitamente adequado para cadeiras de rodas de qualquer tipo, sem desníveis significativos e levando em conta as acessibilidades. Particularmente interessante do ponto de vista natural e paisagístico, desenrolando-se ao longo de praças e jardins.
Facilidades: A organização disponibiliza voluntários para acompanhamento dos participantes, auxiliando na locomoção se necessário e na travessia de ruas e passeios. Todos os participantes terão igualmente acompanhamento de monitores que explicarão os princípios do Trail-O, as suas regras básicas e objectivos.
Direcção Técnica: Clube Ori-Estarreja.
Trail-O : Orientação particularmente vocacionada para deficientes motores, deslocando-se em cadeira de rodas
Data: 8 de Novembro de 2009 (domingo)
Hora de início: 11h00
Duração prevista: 1 hora
Inscrição: Gratuita (feita no local)
Local de concentração: Praça da República (frente ao edifício dos Paços do Concelho)
Como chegar: A29, sair em Ovar Norte, a partir daqui o percurso está sinalizado.
Percurso: Urbano, no centro da cidade de Ovar, com uma distância aproximada de 1000 metros e composto por 11 pontos de controlo. Perfeitamente adequado para cadeiras de rodas de qualquer tipo, sem desníveis significativos e levando em conta as acessibilidades. Particularmente interessante do ponto de vista natural e paisagístico, desenrolando-se ao longo de praças e jardins.Facilidades: A organização disponibiliza voluntários para acompanhamento dos participantes, auxiliando na locomoção se necessário e na travessia de ruas e passeios. Todos os participantes terão igualmente acompanhamento de monitores que explicarão os princípios do Trail-O, as suas regras básicas e objectivos.
Direcção Técnica: Clube Ori-Estarreja.
sábado, outubro 31, 2009
Uma enorme lixeira
Uma parte da elite portuguesa tem tudo a ver com o lixo de Ovar. Viciou-se no negócio. Não consegue conceber a vida para além do dinheiro e do poder, do conforto mais hedonista e da traficância de influência... (Ler mais)
sexta-feira, outubro 30, 2009
20 anos de política para ir de Vinhais a gestor bancário
Foi afirmando-se num distrito difícil para o PS, Bragança, onde nasceu há 55 anos, que Armando Vara conquistou espaço no PS. Por aí chegou a deputado. Antes da política foi funcionário da CGD na sua terra natal, Vinhais.
Aconteceu o mesmo, aliás, com José Sócrates, só que em Castelo Branco - e os dois são amigos de há muito. Vara foi eleito deputado pela primeira vez em 1985 e Sócrates, um pouco mais novo (tem 52 anos), na legislatura seguinte, 1987.
Em 1995 o PS regressa ao poder e os dois são nomeados secretários de Estado: Vara da Administração Interna (sendo Jorge Coelho o ministro) e Sócrates do Ambiente (com Elisa Ferreira a ministra). A ascensão de Guterres à liderança do PS (1992) fez-se assente em homens do aparelho como Vara e Sócrates.
A vida (política) começou a correr-lhe mal nos finais de 2000 (era ministro da Juventude e do Desporto). Soube-se aí que, na sua passagem pelo MAI, tinha criado uma fundação de direito privado, mas financiada pelo erário público, para organizar campanhas de prevenção rodoviária, a Fundação para a Prevenção e Segurança. Deixa o Governo no final desse ano, numa demissão muito pressionada por Jorge Sampaio, então PR.
Entre Sócrates e Vara há outro ponto comum no "currículo": são ambos licenciados pela Universidade Independente (Vara em Relações Internacionais, Sócrates em engenharia). E um personagem comum: o catedrático de engenharia António José Morais, actualmente acusado de corrupção por causa de um concurso para a construção de uma central de compustagem na Cova da Beira.
Morais - cuja militância no PS se iniciou na Covilhã, onde também se iniciou a carreira política do actual primeiro-ministro - foi professor de Sócrates em quatro das cinco disciplinas com que este completou engenharia. Antes tinha desempenhado cargos no MAI por escolha de Vara.
Em 2002, o agora arguido do processo "Face Oculta" deixa a política. Torna-se director na CGD. Em 2005 sobe a administrador. Em Fevereiro de 2008, quando para o BCP avança toda a equipa da CGD, torna-se vice-presidente deste banco.
Vara acusado de exercer influências
Armando Vara, ex-governante e vice-presidente do BCP, é citado como tendo exercido influências junto do ex-ministro Mário Lino para servir os interesses de um empresário. José Penedos, líder da REN e histórico do PS, também é arguido.
Durante meses, a Polícia Judiciária não largou Manuel Godinho, dono do grupo empresarial de Ovar a que está ligado a "O2 - Tratamento e Limpeza Ambientais SA." e o único dos 13 arguidos do processo "Face oculta" que se encontra detido.
Escutou-o ao telefone e em vigilâncias constatou encontros, um pouco por todo o país, em que aquele empresário tentava resolver problemas de falta de contratos, bem como um contencioso que mantinha com a Refer, relativo a um processo por suposto roubo de carris na linha do Tua, em Macedo Cavaleiros, em que a empresa pública exigia uma indemnização de 105 mil euros.
De acordo com informações recolhidas pelo JN, a investigação dá como assente que, através de contactos com Armando Vara, Fernando Lopes Barreira (empresário e fundador da Fundação para a Prevenção e Segurança Rodoviária) e Paulo Penedos (advogado e filho do presidente da REN), Manuel Godinho chegou a exercer influências com vista à demissão do presidente da Refer.
No processo, há referências em escutas a contactos de Armando Vara com o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, e a um alegado conhecimento do problema por parte do primeiro-ministro, José Sócrates. Há ainda referências à secretária de Estado Ana Paula Vitorino, relutante em destituir o presidente da Refer.
Mas a preocupação principal de Godinho era angariar negócios para as suas empresas. E para tal terá tido um grande apoio de Armando Vara, que lhe apresentou um alto quadro ligado à EDP Imobiliária e abriu portas a outro influente elemento na Galp. Efectivamente, o dono da "O2" teve relações comerciais com estas empresas, através de concursos e consultas públicas, além de importantes negócios com a REN, alegadamente obtidos sob influência de Paulo Penedos, filho de José Penedos - o presidente daquela empresa de capitais públicos, constituído arguido após o regresso de uma viagem a Madrid.
Acreditam os investigadores que Vara terá efectuado supostos favores a Manuel Godinho a troco de uma contrapartida de 10 mil euros em notas. Pelo menos, um tal pedido é descrito como tendo acontecido à mesa de um almoço no restaurante "Mercado do Peixe", em Lisboa, a 23 de Maio passado. Dois dias depois, esta verba terá sido entregue ao antigo ministro do PS no seu gabinete nas instalações do Millennium-bcp, em Lisboa. Seguiu-se uma reunião, na EDP, com um dos contactos angariados por Armando Vara, na EDP. Findo o encontro, o agora administrador do Millennium ter-se-á manifestado agradado com o seu bom resultado.
Entre Vara e Godinho ocorreram mais almoços no "Mercado do Peixe", mas também em Ovar, na casa do empresário, e em Vinhais, terra do antigo ministro. Todos os encontros foram seguidos pela PJ. Neste contexto, o Ministério Público dá como assente que Godinho contactou Vara e Lopes Barreira precisamente para usar a influência, real ou suposta, junto de políticos e empresas públicas sempre para servir os seus interesses.
"Afirmo que estou inocente", diz Armando Vara
Armando Vara, vice-presidente do Millennium-bcp e um dos 13 arguidos da operação "Face Oculta", garante estar inocente. "Fui ontem [quarta-feira] notificado ter sido constituído arguido em processo já tornado público [...]. Afirmo que estou inocente, pelo que aguardo com o maior interesse as provas que as autoridades venham a exibir relativas ao meu envolvimento no processo, o que por certo será efectuado em sede própria", lê-se numa nota interna enviada aos colaboradores do banco. "Esclareço ainda que estou absolutamente convicto de que as actuações que desenvolvi, enquanto titular de cargos públicos e gestor de empresas, se pautaram por rigorosos critérios de ética quer na conduta pessoal quer na conduta profissional, pelo que, estou seguro que a investigação em curso confirmará que as suspeitas levantadas carecem de qualquer fundamento", sublinha. O BCP mantém confiança no administrador.
(Fonte: Jornal de Notícias e Diário de Notícias)
Foi afirmando-se num distrito difícil para o PS, Bragança, onde nasceu há 55 anos, que Armando Vara conquistou espaço no PS. Por aí chegou a deputado. Antes da política foi funcionário da CGD na sua terra natal, Vinhais.
Aconteceu o mesmo, aliás, com José Sócrates, só que em Castelo Branco - e os dois são amigos de há muito. Vara foi eleito deputado pela primeira vez em 1985 e Sócrates, um pouco mais novo (tem 52 anos), na legislatura seguinte, 1987.
Em 1995 o PS regressa ao poder e os dois são nomeados secretários de Estado: Vara da Administração Interna (sendo Jorge Coelho o ministro) e Sócrates do Ambiente (com Elisa Ferreira a ministra). A ascensão de Guterres à liderança do PS (1992) fez-se assente em homens do aparelho como Vara e Sócrates.
A vida (política) começou a correr-lhe mal nos finais de 2000 (era ministro da Juventude e do Desporto). Soube-se aí que, na sua passagem pelo MAI, tinha criado uma fundação de direito privado, mas financiada pelo erário público, para organizar campanhas de prevenção rodoviária, a Fundação para a Prevenção e Segurança. Deixa o Governo no final desse ano, numa demissão muito pressionada por Jorge Sampaio, então PR.Entre Sócrates e Vara há outro ponto comum no "currículo": são ambos licenciados pela Universidade Independente (Vara em Relações Internacionais, Sócrates em engenharia). E um personagem comum: o catedrático de engenharia António José Morais, actualmente acusado de corrupção por causa de um concurso para a construção de uma central de compustagem na Cova da Beira.
Morais - cuja militância no PS se iniciou na Covilhã, onde também se iniciou a carreira política do actual primeiro-ministro - foi professor de Sócrates em quatro das cinco disciplinas com que este completou engenharia. Antes tinha desempenhado cargos no MAI por escolha de Vara.
Em 2002, o agora arguido do processo "Face Oculta" deixa a política. Torna-se director na CGD. Em 2005 sobe a administrador. Em Fevereiro de 2008, quando para o BCP avança toda a equipa da CGD, torna-se vice-presidente deste banco.
Vara acusado de exercer influências
Armando Vara, ex-governante e vice-presidente do BCP, é citado como tendo exercido influências junto do ex-ministro Mário Lino para servir os interesses de um empresário. José Penedos, líder da REN e histórico do PS, também é arguido.
Durante meses, a Polícia Judiciária não largou Manuel Godinho, dono do grupo empresarial de Ovar a que está ligado a "O2 - Tratamento e Limpeza Ambientais SA." e o único dos 13 arguidos do processo "Face oculta" que se encontra detido.
Escutou-o ao telefone e em vigilâncias constatou encontros, um pouco por todo o país, em que aquele empresário tentava resolver problemas de falta de contratos, bem como um contencioso que mantinha com a Refer, relativo a um processo por suposto roubo de carris na linha do Tua, em Macedo Cavaleiros, em que a empresa pública exigia uma indemnização de 105 mil euros.
De acordo com informações recolhidas pelo JN, a investigação dá como assente que, através de contactos com Armando Vara, Fernando Lopes Barreira (empresário e fundador da Fundação para a Prevenção e Segurança Rodoviária) e Paulo Penedos (advogado e filho do presidente da REN), Manuel Godinho chegou a exercer influências com vista à demissão do presidente da Refer.
No processo, há referências em escutas a contactos de Armando Vara com o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, e a um alegado conhecimento do problema por parte do primeiro-ministro, José Sócrates. Há ainda referências à secretária de Estado Ana Paula Vitorino, relutante em destituir o presidente da Refer.
Mas a preocupação principal de Godinho era angariar negócios para as suas empresas. E para tal terá tido um grande apoio de Armando Vara, que lhe apresentou um alto quadro ligado à EDP Imobiliária e abriu portas a outro influente elemento na Galp. Efectivamente, o dono da "O2" teve relações comerciais com estas empresas, através de concursos e consultas públicas, além de importantes negócios com a REN, alegadamente obtidos sob influência de Paulo Penedos, filho de José Penedos - o presidente daquela empresa de capitais públicos, constituído arguido após o regresso de uma viagem a Madrid.
Acreditam os investigadores que Vara terá efectuado supostos favores a Manuel Godinho a troco de uma contrapartida de 10 mil euros em notas. Pelo menos, um tal pedido é descrito como tendo acontecido à mesa de um almoço no restaurante "Mercado do Peixe", em Lisboa, a 23 de Maio passado. Dois dias depois, esta verba terá sido entregue ao antigo ministro do PS no seu gabinete nas instalações do Millennium-bcp, em Lisboa. Seguiu-se uma reunião, na EDP, com um dos contactos angariados por Armando Vara, na EDP. Findo o encontro, o agora administrador do Millennium ter-se-á manifestado agradado com o seu bom resultado.
Entre Vara e Godinho ocorreram mais almoços no "Mercado do Peixe", mas também em Ovar, na casa do empresário, e em Vinhais, terra do antigo ministro. Todos os encontros foram seguidos pela PJ. Neste contexto, o Ministério Público dá como assente que Godinho contactou Vara e Lopes Barreira precisamente para usar a influência, real ou suposta, junto de políticos e empresas públicas sempre para servir os seus interesses.
"Afirmo que estou inocente", diz Armando Vara
Armando Vara, vice-presidente do Millennium-bcp e um dos 13 arguidos da operação "Face Oculta", garante estar inocente. "Fui ontem [quarta-feira] notificado ter sido constituído arguido em processo já tornado público [...]. Afirmo que estou inocente, pelo que aguardo com o maior interesse as provas que as autoridades venham a exibir relativas ao meu envolvimento no processo, o que por certo será efectuado em sede própria", lê-se numa nota interna enviada aos colaboradores do banco. "Esclareço ainda que estou absolutamente convicto de que as actuações que desenvolvi, enquanto titular de cargos públicos e gestor de empresas, se pautaram por rigorosos critérios de ética quer na conduta pessoal quer na conduta profissional, pelo que, estou seguro que a investigação em curso confirmará que as suspeitas levantadas carecem de qualquer fundamento", sublinha. O BCP mantém confiança no administrador.
(Fonte: Jornal de Notícias e Diário de Notícias)
quinta-feira, outubro 29, 2009
terça-feira, outubro 27, 2009
As camas estão a arder
A música está aí para alertar contra as mudanças climáticas. Com a aproximação de mais uma cimeira dos países mais ricos do Mundo, marcada para Dezembro, em Dezembro, em Copenhaga, na Dinamarca, onde serão decididas as políticas face ao aquecimento global, um grupo de artistas juntou-se para regravar “Beds are Burning”, um sucesso da banda australiana, Midnight Oil, nos anos 1990.
O clip, lançado a 2 de Outubro, faz parte da campanha internacional pelo clima, «TicTac», e abre com uma mensagem do ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan. Depois, vêm Lily Allen, Marion Cotillard, Fergie, Duran Duran, Scorpions e outras caras conhecidas.
O curioso é que o ex-vocalista dos Midnight Oil, Peter Garrett, um conhecido activista das causas dos aborígenes, é o actual ministro do Ambiente da Austrália - país conhecido por ser grande produtor de carvão e que ainda não assinou o novo acordo global de redução dos gases que provocam o efeito estufa.
O clip, lançado a 2 de Outubro, faz parte da campanha internacional pelo clima, «TicTac», e abre com uma mensagem do ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan. Depois, vêm Lily Allen, Marion Cotillard, Fergie, Duran Duran, Scorpions e outras caras conhecidas.
O curioso é que o ex-vocalista dos Midnight Oil, Peter Garrett, um conhecido activista das causas dos aborígenes, é o actual ministro do Ambiente da Austrália - país conhecido por ser grande produtor de carvão e que ainda não assinou o novo acordo global de redução dos gases que provocam o efeito estufa.
domingo, outubro 25, 2009
Basquetebol: Ovarense Dolce Vita de luto
A Ovarense e o basquetebol português estão de luto. O norte-americano Kevin Widemond, jogador da Ovarense, morreu este domingo à tarde, durante o intervalo do jogo frente à Académica de Coimbra.
Aos colegas, clube e familiares apresentamos sentidas condolências.
A Ovarense e o basquetebol português estão de luto. O norte-americano Kevin Widemond, jogador da Ovarense, morreu este domingo à tarde, durante o intervalo do jogo frente à Académica de Coimbra.Aos colegas, clube e familiares apresentamos sentidas condolências.
sexta-feira, outubro 23, 2009
quinta-feira, outubro 22, 2009
Acesso Reservado
Uma equipa de documentaristas acede a um local reservado, revelando o seu espaço, o interior dos seus funcionários, acompanhando-os no seu trabalho.
Production/Produção: Escola das Artes UCP (Portugal 2008); Director/Realizador: Pedro Lemos, Gustavo Ribeiro; Run Time/Duração: 25m 00s; Genre/Género: Documentary
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