quinta-feira, maio 22, 2008
Encontro com «Tri» marcado para sábado

Os pupilos de Manuel Povea bem tentaram nas não conseguiram trazer o título já hoje de Matosinhos. Algum azar e os árbitros impediram que a festa chegasse já hoje a Ovar, que ficou, no entanto, apenas adiada para daqui a cerca de 48 horas. E aí vamos rever estas imagens. Força!

Os pupilos de Manuel Povea bem tentaram nas não conseguiram trazer o título já hoje de Matosinhos. Algum azar e os árbitros impediram que a festa chegasse já hoje a Ovar, que ficou, no entanto, apenas adiada para daqui a cerca de 48 horas. E aí vamos rever estas imagens. Força!
quarta-feira, maio 21, 2008
Concerto no Estádio de Alvalade, em Lisboa
Madonna regressa a Portugal

A cantora norte-americana Madonna vai actuar a 28 de Setembro, em Lisboa, no Estádio de Alvalade. A data faz parte da digressão europeia Sticky & SweetTour, que tem início em Cardiff, no País de Gales, a 23 de Agosto. Será a segunda vez que a cantora actuará em Portugal, depois de o ter feito no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, em 2004.
Em 2005 apresentou uma canção na cerimónia dos Prémios MTV, que decorreu no mesmo espaço. Quase a fazer 50 anos, a cantora lançou há semanas o álbum “Hard Candy”, influenciado por sonoridades como o R&B e o hip-hop, contando com a colaboração de nomes firmados como Justin Timberlake, Kanye West ou Pharrell Williams.
O disco foi inicialmente apresentado em concertos intimistas em Nova Iorque, Paris e Londres. Agora seguem-se concertos em espaços abertos, para grandes multidões, um pouco por todo o mundo, incluindo algumas cidades onde nunca actuou, como a espanhola de Alicante, a 18 de Setembro.
Madonna regressa a Portugal

A cantora norte-americana Madonna vai actuar a 28 de Setembro, em Lisboa, no Estádio de Alvalade. A data faz parte da digressão europeia Sticky & SweetTour, que tem início em Cardiff, no País de Gales, a 23 de Agosto. Será a segunda vez que a cantora actuará em Portugal, depois de o ter feito no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, em 2004.
Em 2005 apresentou uma canção na cerimónia dos Prémios MTV, que decorreu no mesmo espaço. Quase a fazer 50 anos, a cantora lançou há semanas o álbum “Hard Candy”, influenciado por sonoridades como o R&B e o hip-hop, contando com a colaboração de nomes firmados como Justin Timberlake, Kanye West ou Pharrell Williams.
O disco foi inicialmente apresentado em concertos intimistas em Nova Iorque, Paris e Londres. Agora seguem-se concertos em espaços abertos, para grandes multidões, um pouco por todo o mundo, incluindo algumas cidades onde nunca actuou, como a espanhola de Alicante, a 18 de Setembro.
Ovarense Aerosoles a caminho do «tri»
Preço dos bilhetes para o jogo 6 oscila entre os 4 e 10 euros
O preço dos bilhetes para o sexto jogo da final dos playoffs, entre F.C. Porto Ferpinta e Ovarense Aerosoles, com início marcado para as 17h00 de amanhã, quinta-feira, oscila entre os 4 e os 10 euros, podendo os ingressos ser adquiridos nas bilheteiras do Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos a partir das 15h30 do dia do encontro.
As entradas para sócios do F.C. Porto, para detentores de Cartão Jovem e estudantes têm o preço facial de 4 euros, enquanto o acesso ao público será feito mediante a aquisição de bilhete no valor de 10 euros.
O encontro reveste-se de carácter decisivo para a equipa de Alberto Babo, que terá de vencer para forçar a realização de um sétimo jogo, então em Ovar, e adiar a atribuição do título, que vai pendendo para os vareiros que deu a volta ao resultado e se encontra a vencer por 3-2 (três vitórias contra duas), após a realização da quinta partida, ontem em Ovar.
Se a Ovarense vencer amanhã é... TRICAMPEÃ!!!!!!!!!
Preço dos bilhetes para o jogo 6 oscila entre os 4 e 10 euros
O preço dos bilhetes para o sexto jogo da final dos playoffs, entre F.C. Porto Ferpinta e Ovarense Aerosoles, com início marcado para as 17h00 de amanhã, quinta-feira, oscila entre os 4 e os 10 euros, podendo os ingressos ser adquiridos nas bilheteiras do Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos a partir das 15h30 do dia do encontro.
As entradas para sócios do F.C. Porto, para detentores de Cartão Jovem e estudantes têm o preço facial de 4 euros, enquanto o acesso ao público será feito mediante a aquisição de bilhete no valor de 10 euros.O encontro reveste-se de carácter decisivo para a equipa de Alberto Babo, que terá de vencer para forçar a realização de um sétimo jogo, então em Ovar, e adiar a atribuição do título, que vai pendendo para os vareiros que deu a volta ao resultado e se encontra a vencer por 3-2 (três vitórias contra duas), após a realização da quinta partida, ontem em Ovar.
Se a Ovarense vencer amanhã é... TRICAMPEÃ!!!!!!!!!
terça-feira, maio 20, 2008
A grande Arte Xávega
…Quando acabaram as sardinhas, acabou definitivamente a grande arte xávega.”
O universo “vareiro” ultrapassa largamente as fronteiras do nosso concelho e representa o aspecto mais relevante do contributo ovarense para a diversidade cultural portuguesa . Os “Vareiros” , varinos ou ovarinos destacam-se dos ovarenses pela sua relação íntima com o mar oceano, materializando-se essa relação na denominada Arte Xávega, arte que para muitos e por enquanto, dispensa explicações, porque ainda muito próxima do nosso tempo. A Arte Xávega, que atingiu o seu auge na denominada “Grande Arte Xávega”, era o suporte de uma indústria instituída em Ovar por um extraordinário homem chamado Pedro Mijoule, estrangeiro oriundo do sul de França. A chegada de Mijoule a Ovar foi sem sombra de dúvida um dos aspectos mais revolucionários da nossa história local, sendo a história deste homem por si só justificação suficiente para uma grande sala nos arquivos da nossa memória colectiva, estímulo e exemplo para as gerações mais novas arriscarem no espírito empreendedor, evocado recentemente num artigo deste jornal pelo Dr. Armando França.
Um dos aspectos que sempre me fascinou na Arte Xávega foi o da organização colectiva subjacente naquela enorme confusão de gente, bois, redes e paus… As vozes de comando, a articulação entre os bois e a rede, simbiose entre lavradores e pescadores, as dezenas de remadores em sintonia determinante para vencer a rebentação das ondas, e que rebentação por vezes era…
Destas tarefas perfeitamente hierarquizadas e sincronizadas dependia o sucesso da “companha” e o bem estar de todos.
È pois, neste sentido de busca exemplar na história em tempos em que a vida não era fácil se comparada com os actuais padrões de desenvolvimento, que se revela pertinente uma política museológica séria e consequente em Ovar, estruturada num amplo território temático: a relação de Ovar com a água, articulada com os territórios educativos, campo fértil de futuros desenvolvimentos. Esta óbvia observação que identifica os sistemas ecológicos “aquamórficos” como estruturantes da génese e desenvolvimento de Ovar, do sal à pesca, dos moínhos à agricultura, dos transportes ao lazer, representa inúmeras possibilidades de candidaturas a fundos da comunidade europeia. Desde o património, material e imaterial, à cultura, à regeneração urbana, á reconversão paisagística e ambiental… Portanto, devemos, como cidadãos, perguntar à autarquia o que está a ser feito neste sentido, sob pena de mais uma vez, ficarmos a contemplar as boas iniciativas dos outros, nomeadamente em alguns concelhos que com menor potencial identitário fazem muito mais.
As dinâmicas, abrangências e múltiplas competências que se têm vindo a concentrar no poder autárquico exigem da gestão autárquica uma sintonia, uma articulação e uma agilidade de sistemas operativos que muito sinceramente não observamos frequentemente. È necessária uma profunda reforma do sistema autárquico em Portugal, isto para não ficar só pelo município de Ovar. Mas como esta reforma ainda vem longe, se vier, teremos que nos refugiar nos modelos que apontam para parcerias e acções conjuntas, utilizando a agilidade e capacidade dos cidadãos, das associações, grupos e organizações na implementação de algumas estratégias de desenvolvimento, com acompanhamento e avaliação rigorosa de procedimentos, como convém em qualquer acção envolvendo meios públicos. Penso que é neste território que podem residir algumas das soluções inovadoras na gestão autárquica, libertando a pesada e complexa máquina para acções de acompanhamento e avaliação no território.
As cidades criativas, agregadoras de diversidade e inovação concentram-se nesta partilha de acções, sendo o campo das produções artísticas o mais visível e fecundo na criação de uma massa crítica livre e informada. È esta massa crítica que deve entrar no campo das decisões colectivas, o que raramente acontece pois a natureza do exercício do poder é adversa à presença de liberdade no pensamento. E, sendo real esta constatação, como podemos confiar na isenção das opções políticas? Percebe-se portanto a preocupação do Presidente da República em focalizar o seu discurso de Abril na ausência de jovens na política. É que, normalmente, são as gerações mais novas que colocam o patamar da liberdade no pensamento um pouco mais elevado… Veja-se a média etária, e as fotografias, dos protagonistas do poder no 25 de Abril.
Quando comecei a escrever este artigo pensava numa estratégia colectiva para trazer para Ovar alguns dos fundos comunitários, estratégia alicerçada na elaboração de projectos no âmbito da rede museológica do Concelho… por exemplo.
Helder Ventura in «Azuleante».
Um dos aspectos que sempre me fascinou na Arte Xávega foi o da organização colectiva subjacente naquela enorme confusão de gente, bois, redes e paus… As vozes de comando, a articulação entre os bois e a rede, simbiose entre lavradores e pescadores, as dezenas de remadores em sintonia determinante para vencer a rebentação das ondas, e que rebentação por vezes era…
Destas tarefas perfeitamente hierarquizadas e sincronizadas dependia o sucesso da “companha” e o bem estar de todos.
È pois, neste sentido de busca exemplar na história em tempos em que a vida não era fácil se comparada com os actuais padrões de desenvolvimento, que se revela pertinente uma política museológica séria e consequente em Ovar, estruturada num amplo território temático: a relação de Ovar com a água, articulada com os territórios educativos, campo fértil de futuros desenvolvimentos. Esta óbvia observação que identifica os sistemas ecológicos “aquamórficos” como estruturantes da génese e desenvolvimento de Ovar, do sal à pesca, dos moínhos à agricultura, dos transportes ao lazer, representa inúmeras possibilidades de candidaturas a fundos da comunidade europeia. Desde o património, material e imaterial, à cultura, à regeneração urbana, á reconversão paisagística e ambiental… Portanto, devemos, como cidadãos, perguntar à autarquia o que está a ser feito neste sentido, sob pena de mais uma vez, ficarmos a contemplar as boas iniciativas dos outros, nomeadamente em alguns concelhos que com menor potencial identitário fazem muito mais.
As dinâmicas, abrangências e múltiplas competências que se têm vindo a concentrar no poder autárquico exigem da gestão autárquica uma sintonia, uma articulação e uma agilidade de sistemas operativos que muito sinceramente não observamos frequentemente. È necessária uma profunda reforma do sistema autárquico em Portugal, isto para não ficar só pelo município de Ovar. Mas como esta reforma ainda vem longe, se vier, teremos que nos refugiar nos modelos que apontam para parcerias e acções conjuntas, utilizando a agilidade e capacidade dos cidadãos, das associações, grupos e organizações na implementação de algumas estratégias de desenvolvimento, com acompanhamento e avaliação rigorosa de procedimentos, como convém em qualquer acção envolvendo meios públicos. Penso que é neste território que podem residir algumas das soluções inovadoras na gestão autárquica, libertando a pesada e complexa máquina para acções de acompanhamento e avaliação no território.
As cidades criativas, agregadoras de diversidade e inovação concentram-se nesta partilha de acções, sendo o campo das produções artísticas o mais visível e fecundo na criação de uma massa crítica livre e informada. È esta massa crítica que deve entrar no campo das decisões colectivas, o que raramente acontece pois a natureza do exercício do poder é adversa à presença de liberdade no pensamento. E, sendo real esta constatação, como podemos confiar na isenção das opções políticas? Percebe-se portanto a preocupação do Presidente da República em focalizar o seu discurso de Abril na ausência de jovens na política. É que, normalmente, são as gerações mais novas que colocam o patamar da liberdade no pensamento um pouco mais elevado… Veja-se a média etária, e as fotografias, dos protagonistas do poder no 25 de Abril.
Quando comecei a escrever este artigo pensava numa estratégia colectiva para trazer para Ovar alguns dos fundos comunitários, estratégia alicerçada na elaboração de projectos no âmbito da rede museológica do Concelho… por exemplo.
Helder Ventura in «Azuleante».
segunda-feira, maio 19, 2008
Dia da Criança na Freguesia de Ovar (Marinha)A Junta da Freguesia de Ovar vai organizar uma festa no Dia Mundial da Criança (1 de Junho), das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00, no Pavilhão do Grupo Folclórico “OS Moliceiros”na Marinha.
Durante o dia vão funcionar ateliês de teatro, expressão plástica, folclore e marionetas e as crianças terão ainda a oportunidade de ver como funcionam algumas das viaturas dos Bombeiros Voluntários de Ovar, bem como de participar em jogos tradicionais. Esta iniciativa, com participação gratuita e aberta a todas as crianças, conta com a colaboração das seguintes Colectividades: Associação Recreativa e Cultural da Marinha, Contacto – Companhia de Teatro Água Corrente de Ovar, Bombeiros Voluntários de Ovar, Associação Amadora de Teatro de Marionetas de Ovar e “Mãos Cheias”.
domingo, maio 18, 2008
Requalificação do Cais do Puxadouro
A Ria de Aveiro é uma vasta área lagunar que constitui um dos mais belos acidentes hidrográficos da costa portuguesa, estando separada do mar por um estreito cordão arenoso.
Válega possui um esteiro da Ria de Aveiro, designado por Cais do Puxadouro, mas este encontra-se, contudo, desqualificado e subaproveitado.
Por ser um local com grandes potencialidades ao nível do turismo de Natureza e por constituir um dos locais ambientalmente mais ricos da Vila de Válega, entendemos ser uma zona a requalificar no âmbito da 1.ª Área de Intervenção Prioritária - Ambiente e Espaços Verdes.
Assim, o Projecto Vila de Válega, do concurso «Cidades Criativas» da Universidade de Aveiro, propõe a criação do Parque da Ria, uma zona de lazer envolvente ao Cais do Puxadouro. Com a intervenção nesta área, pretendemos fazer um melhor aproveitamento deste recurso natural que é a Ria de Aveiro, promovendo a sua qualificação ambiental e paisagística e, ao mesmo tempo, criar uma zona de lazer para a população.
PS.: Aqui há anos, houve uma sessão de trabalho da UNESCO no Cais do Puchadouro, mas nada foi feito até hoje.
Válega possui um esteiro da Ria de Aveiro, designado por Cais do Puxadouro, mas este encontra-se, contudo, desqualificado e subaproveitado.
Por ser um local com grandes potencialidades ao nível do turismo de Natureza e por constituir um dos locais ambientalmente mais ricos da Vila de Válega, entendemos ser uma zona a requalificar no âmbito da 1.ª Área de Intervenção Prioritária - Ambiente e Espaços Verdes.
Assim, o Projecto Vila de Válega, do concurso «Cidades Criativas» da Universidade de Aveiro, propõe a criação do Parque da Ria, uma zona de lazer envolvente ao Cais do Puxadouro. Com a intervenção nesta área, pretendemos fazer um melhor aproveitamento deste recurso natural que é a Ria de Aveiro, promovendo a sua qualificação ambiental e paisagística e, ao mesmo tempo, criar uma zona de lazer para a população.
PS.: Aqui há anos, houve uma sessão de trabalho da UNESCO no Cais do Puchadouro, mas nada foi feito até hoje.
Manuela no anedotário nacional

Certo dia, Manuela Moura Guedes chega à TVI na sua mota de 1.100 cc, acabadinha de comprar. «Ena...», toda a equipa a rodeia para admirar a maquina.
Às 21h30, acaba o serviço e todos ficam a observar a Manuela ir-se embora naquele fenómeno com duas rodas e motor.
No dia seguinte, a Manuela chega a TVI a pé, com um braço ao peito, ligadura na cabeça, gesso na perna e toda partida.
Os colegas, admirados, perguntam: «Xi... Nelita, tu estás toda partida, como é que fizeste isso, pá?»
E a boa da Manelita explica: «Ontem quando saí daqui na minha máquina, meti a 1ª, fui até aos 40, meti a 2ª, fui até aos 60, meti a 3ª, fui até aos 100, quando eu ia meter a 4ª, o lábio de cima começou a tremer com o vento e tapou-me os olhos...»

Certo dia, Manuela Moura Guedes chega à TVI na sua mota de 1.100 cc, acabadinha de comprar. «Ena...», toda a equipa a rodeia para admirar a maquina.
Às 21h30, acaba o serviço e todos ficam a observar a Manuela ir-se embora naquele fenómeno com duas rodas e motor.
No dia seguinte, a Manuela chega a TVI a pé, com um braço ao peito, ligadura na cabeça, gesso na perna e toda partida.
Os colegas, admirados, perguntam: «Xi... Nelita, tu estás toda partida, como é que fizeste isso, pá?»
E a boa da Manelita explica: «Ontem quando saí daqui na minha máquina, meti a 1ª, fui até aos 40, meti a 2ª, fui até aos 60, meti a 3ª, fui até aos 100, quando eu ia meter a 4ª, o lábio de cima começou a tremer com o vento e tapou-me os olhos...»
sábado, maio 17, 2008
«Varina» no Imaginarius

Depois de “A Donzela”, que em 2007 decorou a torre de menagem do Castelo da Feira, a artista Joana Vasconcelos tornou a conceber para o Imaginarius uma colcha de renda de grandes dimensões, que, na edição deste ano, vai ficar exposta na Ponte D. Luís, no Porto, em princípio entre os dias 15 e 17 de Maio, se as condições climatéricas assim o permitirem.
A instalação em causa intitula-se “Varina” e é inspirada na ideia de procissão, tendo por base uma colcha monumental com cerca de 35 metros por 15, toda concebida em crochet e elaborada artesanalmente pela população feminina do município de Santa Maria da Feira, convocada para o efeito através de diversas colectividades. Segundo a organização do Imaginarius, terão sido quase 1000 as mulheres envolvidas no projecto.
Para Joana Vasconcelos, “Varina” é “uma homenagem às mulheres do povo e cria uma dinâmica de intercâmbio com a paisagem envolvente, redefinindo e estimulando as tradicionais relações entre a arte e o tecido social, em clara comunhão com o espectro paisagístico - arquitectónico e natural – envolvente”.
Para acentuar a ideia de percurso e afirmar a vocação metropolitana do Imaginarius, a colcha será transportada por mulheres da Feira numa embarcação que, através do Rio Douro, fará a ligação entre Gaia e a Ponte D. Luís, no Porto. Aí, a “Varina” será suspensa do tabuleiro superior da ponte, exibindo-se como um signo tradicionalmente feminino mas apresentando-se transfigurada “pela monumentalidade da escala”, insinuando que é possível “a realização plena de uma eventual individualidade através da subversão, em favor do sujeito, dos normativos sociais impostos”.
A “Varina” do Porto tem, em Santa Maria da Feira, a companhia d’”A Donzela” que, também de 15 a 17 de Maio, estará exposta no Castelo, cumprindo novamente o ritual de, em dias de festa, estender à varanda a melhor colcha da família. Constituída por diversas toalhas brancas e redondas suportadas por uma estrutura de cabos de aço, essa é também uma instalação de Joana Vasconcelos, que a criou para a edição de 2007 do Imaginarius, com o contributo de centenas de mulheres do concelho e inúmeras crianças das escolas do 1.º Ciclo. O trabalho envolveu dois meses de dedicação e resultou em 16 colchas com diâmetros entre o metro e vinte, e o metro e sessenta, todas unidas entre si para formarem uma peça final que foi ainda decorada com a orla de 80 franjas preparada pelos alunos das EB1.

Depois de “A Donzela”, que em 2007 decorou a torre de menagem do Castelo da Feira, a artista Joana Vasconcelos tornou a conceber para o Imaginarius uma colcha de renda de grandes dimensões, que, na edição deste ano, vai ficar exposta na Ponte D. Luís, no Porto, em princípio entre os dias 15 e 17 de Maio, se as condições climatéricas assim o permitirem.
A instalação em causa intitula-se “Varina” e é inspirada na ideia de procissão, tendo por base uma colcha monumental com cerca de 35 metros por 15, toda concebida em crochet e elaborada artesanalmente pela população feminina do município de Santa Maria da Feira, convocada para o efeito através de diversas colectividades. Segundo a organização do Imaginarius, terão sido quase 1000 as mulheres envolvidas no projecto.
Para Joana Vasconcelos, “Varina” é “uma homenagem às mulheres do povo e cria uma dinâmica de intercâmbio com a paisagem envolvente, redefinindo e estimulando as tradicionais relações entre a arte e o tecido social, em clara comunhão com o espectro paisagístico - arquitectónico e natural – envolvente”.
Para acentuar a ideia de percurso e afirmar a vocação metropolitana do Imaginarius, a colcha será transportada por mulheres da Feira numa embarcação que, através do Rio Douro, fará a ligação entre Gaia e a Ponte D. Luís, no Porto. Aí, a “Varina” será suspensa do tabuleiro superior da ponte, exibindo-se como um signo tradicionalmente feminino mas apresentando-se transfigurada “pela monumentalidade da escala”, insinuando que é possível “a realização plena de uma eventual individualidade através da subversão, em favor do sujeito, dos normativos sociais impostos”.
A “Varina” do Porto tem, em Santa Maria da Feira, a companhia d’”A Donzela” que, também de 15 a 17 de Maio, estará exposta no Castelo, cumprindo novamente o ritual de, em dias de festa, estender à varanda a melhor colcha da família. Constituída por diversas toalhas brancas e redondas suportadas por uma estrutura de cabos de aço, essa é também uma instalação de Joana Vasconcelos, que a criou para a edição de 2007 do Imaginarius, com o contributo de centenas de mulheres do concelho e inúmeras crianças das escolas do 1.º Ciclo. O trabalho envolveu dois meses de dedicação e resultou em 16 colchas com diâmetros entre o metro e vinte, e o metro e sessenta, todas unidas entre si para formarem uma peça final que foi ainda decorada com a orla de 80 franjas preparada pelos alunos das EB1.
sexta-feira, maio 16, 2008
«Slimjim» em Tertúlia
À conquista da América
Discografia Duran Duran - 8
'Rio' (álbum), 1982

O impacto global do álbum de estreia, Duran Duran, lançado no Verão de 1981, foi em tudo ultrapassado pelo ainda mais visível e transversal sucesso do seu segundo LP, Rio, editado em Maio de 1982, hoje recordado como um ícone da pop da década de 80. Gravado na Primavera de 1982 nos Air Studios, em Londres, o disco seguiu um caminho distinto do inicialmente sugerido pelo single My Own Way, lançado alguns meses antes. A canção, de resto, acabaria regravada, destacando os diálogos entre baixo e bateria, definindo uma postura pop dançável que caracterizaria alguns dos temas fundamentais do disco, cedendo todavia espaço à trégua no Lado B, sobretudo na recta final do alinhamento que revelaria um clássico popular (Save a Prayer) e um verdadeiro hino de culto entre fãs (The Chauffeur). Claramente inspirado pelo optimismo e cor que descobriram na América em 1981, o álbum celebrou essa descoberta, inclusivamente adoptando por nome uma marca imediatamente reconhecível da geografia americana: o Rio (de Janeiro), apesar da total invisibilidade do Brasil e cultura brasileira em quaisquer outros momentos do disco. Apoiado por telediscos sofisticados e “tropicais”, rodados entre o Sri Lanka e Antigua, o álbum foi um dos primeiros êxitos globais da idade do vídeo. Para o mercado norte-americano, a Capitol apostou na caracterização do grupo como uma banda de dança, tendo lançado, ainda em 1982, uma versão remisturada do álbum por David Kershenbaum, na qual há versões significativamente diferentes de My Own Way, Lonely In Your Nightmare, Hold Back The Rain e Hungry Like The Wolf. Esta versão nunca teve reedição em CD.
Nunca editado como single, o tema Lonely In Your Nightmare, que representa uma das mais claras incursões dos Duran Duran pelas heranças dos Roxy Music, teve contudo direito a teledisco. Realizado por Russel Mulcahy, cruza imagens rodadas em Londres com outras, captadas na odisseia tropical de 1982, entre o Sri Lanka e Antígua. O teledisco foi incluído no alinhamento do vídeo-álbum Duran Duran, editado em 1983.
'Rio' (álbum), 1982

O impacto global do álbum de estreia, Duran Duran, lançado no Verão de 1981, foi em tudo ultrapassado pelo ainda mais visível e transversal sucesso do seu segundo LP, Rio, editado em Maio de 1982, hoje recordado como um ícone da pop da década de 80. Gravado na Primavera de 1982 nos Air Studios, em Londres, o disco seguiu um caminho distinto do inicialmente sugerido pelo single My Own Way, lançado alguns meses antes. A canção, de resto, acabaria regravada, destacando os diálogos entre baixo e bateria, definindo uma postura pop dançável que caracterizaria alguns dos temas fundamentais do disco, cedendo todavia espaço à trégua no Lado B, sobretudo na recta final do alinhamento que revelaria um clássico popular (Save a Prayer) e um verdadeiro hino de culto entre fãs (The Chauffeur). Claramente inspirado pelo optimismo e cor que descobriram na América em 1981, o álbum celebrou essa descoberta, inclusivamente adoptando por nome uma marca imediatamente reconhecível da geografia americana: o Rio (de Janeiro), apesar da total invisibilidade do Brasil e cultura brasileira em quaisquer outros momentos do disco. Apoiado por telediscos sofisticados e “tropicais”, rodados entre o Sri Lanka e Antigua, o álbum foi um dos primeiros êxitos globais da idade do vídeo. Para o mercado norte-americano, a Capitol apostou na caracterização do grupo como uma banda de dança, tendo lançado, ainda em 1982, uma versão remisturada do álbum por David Kershenbaum, na qual há versões significativamente diferentes de My Own Way, Lonely In Your Nightmare, Hold Back The Rain e Hungry Like The Wolf. Esta versão nunca teve reedição em CD.
Nunca editado como single, o tema Lonely In Your Nightmare, que representa uma das mais claras incursões dos Duran Duran pelas heranças dos Roxy Music, teve contudo direito a teledisco. Realizado por Russel Mulcahy, cruza imagens rodadas em Londres com outras, captadas na odisseia tropical de 1982, entre o Sri Lanka e Antígua. O teledisco foi incluído no alinhamento do vídeo-álbum Duran Duran, editado em 1983.
quinta-feira, maio 15, 2008
Feira em Esmoriz

Foi o primeiro evento do género em Esmoriz, conjugando velharias com artesanato urbano. O público em geral aderiu satisfatoriamente, apesar de se notar que ainda não estão muito habituados a este tipo de evento, mas como diz o ditado, «o hábito faz o monge». Venham mais iniciativas do género, parece dizer a «Guapa».
quarta-feira, maio 14, 2008
«Imaginarius» abre com Spencer Tunick

O fotógrafo americano Spencer Tunick inaugura esta quarta-feira, dia 14 de Maio, pelas 15h00, na Biblioteca Municipal de SM da Feira, uma exposição de fotografia e vídeo, no âmbito do Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua.
“Spencer Tunick Exhibition” mostra as imagens da instalação que Tunick realizou em Santa Maria da Feira em 2003, na terceira edição do Imaginarius.
A exposição vai estar patente até 8 de Junho e tem entrada livre.


PS: Onde está o WallY? Que é como quem diz: Há aqui vareiros, conseguem encontrá-los?

O fotógrafo americano Spencer Tunick inaugura esta quarta-feira, dia 14 de Maio, pelas 15h00, na Biblioteca Municipal de SM da Feira, uma exposição de fotografia e vídeo, no âmbito do Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua.
“Spencer Tunick Exhibition” mostra as imagens da instalação que Tunick realizou em Santa Maria da Feira em 2003, na terceira edição do Imaginarius.
A exposição vai estar patente até 8 de Junho e tem entrada livre.


PS: Onde está o WallY? Que é como quem diz: Há aqui vareiros, conseguem encontrá-los?
E se Sócrates violou a lei do Tabaco?

O que é que acontece? Os constitucionalistas Jorge Miranda e o insuspeito Vital Moreira não têm dúvidas: o primeiro-ministro, José Sócrates, violou a Lei do Tabaco, ao fumar no avião fretado à TAP que o transportou de Lisboa para Caracas. Representantes de todos os partidos da oposição condenaram, também, a atitude de Sócrates. (Ler notícia no «Público»)

O que é que acontece? Os constitucionalistas Jorge Miranda e o insuspeito Vital Moreira não têm dúvidas: o primeiro-ministro, José Sócrates, violou a Lei do Tabaco, ao fumar no avião fretado à TAP que o transportou de Lisboa para Caracas. Representantes de todos os partidos da oposição condenaram, também, a atitude de Sócrates. (Ler notícia no «Público»)
terça-feira, maio 13, 2008
Adeus, Bruno
«Costa» favorita

Não é por nada, mas a nossa «Costa de Prata» tem sérias possibilidades de se sagrar campeã do samba em Portugal. No meio disto tudo, tenho pena que seja em Estarreja que se encontrem este tipo de iniciativas tendentes a rentabilizar o carnaval durante o resto do ano.
Há que convir que esta coisa do I troféu de Samba tem pernas para andar...
domingo, maio 11, 2008
Barrinha de Esmoriz-Lagoa de Paramos,
com a cidade de Esmoriz ao fundo
Magnífica foto de oportunidade e da envergadura da recente intervenção levada a cabo no troço final da trilha de acesso à margem leste e norte da Barrinha de Esmoriz-Lagoa de Paramos.
Eis o que nos diz o «Ondas 3»: «A trilha foi desbravada e alargada para mais do dobro. Quem terá autorizado tal intervenção? Quem a terá executado? Quais os objectivos? Vem tudo isto a propósito da atribuição, este ano, de bandeiras azuis a 193 praias. Fiquei a saber que a de Esmoriz, em Ovar, perdeu a sua. Aliás só quem fingia andar distraído é que dizia entender a razão da atribuição de uma bandeira azul àquela praia que aguenta com a poluição que sai da Barrinha de Esmoriz-Lagoa de Paramos. Esta decisão acaba por desmascarar o que há anos as forças vivaças de Esmoriz lograram fazer: tapar a saída da barrinha, no Verão, para tentar impedir a descida da poluição para a sua praia de modo a não prejudicar negócios como este. A autarquia vareira não estará, no entanto, isolada em termos de responsabilidades. Espinho, a sua vizinha a norte, nada tem feito para ajudar a contrariar a degradação ambiental de parte do seu território a sul, que é a Lagoa de Paramos. Sta Maria da Feira, a sua vizinha a leste, só recentemente parece ter iniciado um projecto de saneamento há muito esperado. E é precisamente daqui que provém a maior parte da poluição que assola este ecossistema».
com a cidade de Esmoriz ao fundo
Eis o que nos diz o «Ondas 3»: «A trilha foi desbravada e alargada para mais do dobro. Quem terá autorizado tal intervenção? Quem a terá executado? Quais os objectivos? Vem tudo isto a propósito da atribuição, este ano, de bandeiras azuis a 193 praias. Fiquei a saber que a de Esmoriz, em Ovar, perdeu a sua. Aliás só quem fingia andar distraído é que dizia entender a razão da atribuição de uma bandeira azul àquela praia que aguenta com a poluição que sai da Barrinha de Esmoriz-Lagoa de Paramos. Esta decisão acaba por desmascarar o que há anos as forças vivaças de Esmoriz lograram fazer: tapar a saída da barrinha, no Verão, para tentar impedir a descida da poluição para a sua praia de modo a não prejudicar negócios como este. A autarquia vareira não estará, no entanto, isolada em termos de responsabilidades. Espinho, a sua vizinha a norte, nada tem feito para ajudar a contrariar a degradação ambiental de parte do seu território a sul, que é a Lagoa de Paramos. Sta Maria da Feira, a sua vizinha a leste, só recentemente parece ter iniciado um projecto de saneamento há muito esperado. E é precisamente daqui que provém a maior parte da poluição que assola este ecossistema».
sábado, maio 10, 2008
sexta-feira, maio 09, 2008
quinta-feira, maio 08, 2008
quarta-feira, maio 07, 2008
A minha alma está parva

Não é curso profissional, nem licenciatura, é mestrado! O doutoramento virá a seguir. Este país está cada vez melhor... Na cauda da Europa, mas com todo o requinte. Mais nada!
Conferir aqui.

Não é curso profissional, nem licenciatura, é mestrado! O doutoramento virá a seguir. Este país está cada vez melhor... Na cauda da Europa, mas com todo o requinte. Mais nada!
Conferir aqui.
O Bob Geldof é que tem razão
O assalto de que o rapper 50 Cento foi alvo em pleno concerto, em Luanda (ver vídeo), só vem dar razão ao que disse Bob Geldof ontem em Lisboa.
O mentor da Band Aid disse que Angola é um país "gerido por criminosos". As palavras do músico e activista, que se deslocou a Portugal para participar numa conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, organizada pelo Banco Espírito Santo (BES) e o jornal "Expresso", provocaram polémica e levaram mesmo o banco liderado por Ricardo Salgado a demarcar-se das afirmações de Bob Geldof, considerando-as "injuriosas", seguindo-se depois o "repúdio" da Embaixada de Angola em comunicado oficial ao princípio da noite.
O assalto de que o rapper 50 Cento foi alvo em pleno concerto, em Luanda (ver vídeo), só vem dar razão ao que disse Bob Geldof ontem em Lisboa.
O mentor da Band Aid disse que Angola é um país "gerido por criminosos". As palavras do músico e activista, que se deslocou a Portugal para participar numa conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, organizada pelo Banco Espírito Santo (BES) e o jornal "Expresso", provocaram polémica e levaram mesmo o banco liderado por Ricardo Salgado a demarcar-se das afirmações de Bob Geldof, considerando-as "injuriosas", seguindo-se depois o "repúdio" da Embaixada de Angola em comunicado oficial ao princípio da noite.
terça-feira, maio 06, 2008
O clássico que nasceu numa tarde
Discografia: Duran Duran - 7
«Hungry Like the Wolf»

Editado em Maio de 1982, Hungry Like The Wolf foi o definitivo cartão de visita para os Duran Duran no mercado norte-americano e, consequentemente, a peça-chave para o início de uma etapa de popularidade global que lhes deu sucessivos êxitos de primeiro plano até meados de 1985. O êxito do single deveu muito à aposta nele feita pela MTV que, recentemente inaugurada, encontrou no luxuriante teledisco que acompanhava a canção, um dos seus primeiros sucessos (o teledisco é o 15º mais rodado da história da estação televisiva). Uma das mais populares canções dos Duran Duran, Hungry Like The Wolf nasceu, na verdade, de uma experiência com nova tecnologia, numa tarde da Primavera de 1982, no estúdio da cave da sede londrina da EMI. Ao manipular uma caixa de ritmos Roland 808, um sequenciador e um teclado Roland Jupiter 8, o grupo acabou por criar uma base à qual rapidamente acrescentaram uma linha de guitarra herdeira de Marc Bolan, baixo e bateria. A letra, escrita por Simon Le Bon, inspirada no conto do Capuchinho Vermelho, foi escrita ao fim da tarde. E, num dia, a canção estava pronta, sendo depois regravada, nos Air Studios, com o produtor Colin Thurston. A popularidade do single justificou as inúmeras versões dele já gravadas ou apresentadas em concerto, por nomes que vão das Hole e Incubus aos Gnarls Barkley. No lado B do single foi incluída a primeira gravação ao vivo da discografia dos Duran Duran: Careless Memories, captada em Dezembro de 1981 num concerto no Hammersmith Odeon, em Londres. O single foi o segundo top 5 dos Duran Duran no Reino Unido e, apesar de ignorado na sua primeira edição americana, ao ser relançado em Dezembro de 1982 atingiu o top 3 nos EUA.
O teledisco de Hungry Like The Wolf é um dos mais representativos da videografia do grupo e um dos mais recordados da pop de 80. Foi o primeiro de três telediscos filmados no Sri Lanka, na Primavera de 1982, com Russel Mulcahy na realização. Pensado à imagem dos ambientes de Os Salteadores da Arca Pedida, de Steven Spielberg, usa os elementos do grupo numa breve narrativa de acção entre a selva, um rio, um mercado ao ar livre e as ruas de uma cidade. Nick Rhodes tem presença fugaz no teledisco, uma vez que ficou em Londres a terminar as misturas do álbum Rio, tendo-se juntado aos quatro outros elementos do grupo já na recta final das filmagens.
Discografia: Duran Duran - 7
«Hungry Like the Wolf»

Editado em Maio de 1982, Hungry Like The Wolf foi o definitivo cartão de visita para os Duran Duran no mercado norte-americano e, consequentemente, a peça-chave para o início de uma etapa de popularidade global que lhes deu sucessivos êxitos de primeiro plano até meados de 1985. O êxito do single deveu muito à aposta nele feita pela MTV que, recentemente inaugurada, encontrou no luxuriante teledisco que acompanhava a canção, um dos seus primeiros sucessos (o teledisco é o 15º mais rodado da história da estação televisiva). Uma das mais populares canções dos Duran Duran, Hungry Like The Wolf nasceu, na verdade, de uma experiência com nova tecnologia, numa tarde da Primavera de 1982, no estúdio da cave da sede londrina da EMI. Ao manipular uma caixa de ritmos Roland 808, um sequenciador e um teclado Roland Jupiter 8, o grupo acabou por criar uma base à qual rapidamente acrescentaram uma linha de guitarra herdeira de Marc Bolan, baixo e bateria. A letra, escrita por Simon Le Bon, inspirada no conto do Capuchinho Vermelho, foi escrita ao fim da tarde. E, num dia, a canção estava pronta, sendo depois regravada, nos Air Studios, com o produtor Colin Thurston. A popularidade do single justificou as inúmeras versões dele já gravadas ou apresentadas em concerto, por nomes que vão das Hole e Incubus aos Gnarls Barkley. No lado B do single foi incluída a primeira gravação ao vivo da discografia dos Duran Duran: Careless Memories, captada em Dezembro de 1981 num concerto no Hammersmith Odeon, em Londres. O single foi o segundo top 5 dos Duran Duran no Reino Unido e, apesar de ignorado na sua primeira edição americana, ao ser relançado em Dezembro de 1982 atingiu o top 3 nos EUA.
O teledisco de Hungry Like The Wolf é um dos mais representativos da videografia do grupo e um dos mais recordados da pop de 80. Foi o primeiro de três telediscos filmados no Sri Lanka, na Primavera de 1982, com Russel Mulcahy na realização. Pensado à imagem dos ambientes de Os Salteadores da Arca Pedida, de Steven Spielberg, usa os elementos do grupo numa breve narrativa de acção entre a selva, um rio, um mercado ao ar livre e as ruas de uma cidade. Nick Rhodes tem presença fugaz no teledisco, uma vez que ficou em Londres a terminar as misturas do álbum Rio, tendo-se juntado aos quatro outros elementos do grupo já na recta final das filmagens.
sábado, maio 03, 2008
MÃE
Conjunto Oliveira Muge

«Mãe» foi um grande - porventura, o maior -, sucesso do Conjunto Oliveira Muge, constituído no início dos anos 60, oriundo do Orfeão de Ovar.
Em 1962, partiu para terras do Índico, tendo, nessa viagem, tomado o nome de Conjunto de Ovar. Uma vez em Moçambique, emergiu a denominação «Oliveira Muge».
Embora já tivesse tido antes actuações na Televisão em Portugal, foi em Moçambique (e países vizinhos) que o conjunto se notabilizou, atingindo tal fama que, em 1964, lhe foi concedido, pela imprensa moçambicana, o Primeiro Prémio entre os melhores do ano, o que contribuiu para que o Conjunto percorresse aquele país de lés-a-lés, actuando ainda na TV Rodésia, onde se lhe escancararam as portas do sucesso, no Quénia, onde efectuou uma digressão de um mês, com actuações na TV e no New Stanley Hotel, o melhor de Nairobi, e na África do Sul, onde os seus singles gozaram de grande popularidade, colocando-se entre os tops dos 10 mais vendidos - os famosos Top Ten. Só não assinaram contratos para digressões em Londres e Los Angeles porque não quiseram enveredar pelo profissionalismo.
No Carnaval de Ovar de 1969, o conjunto veio à sua Ovar, sendo passada continuamente na rádio nacional o tema «Mãe», mas também o «Gorongoza».
Em dia com os novos ritmos, este «conjunto de categoria internacional», no dizer do Diário de Moçambique, da edição de 21.03.63, viria a parar a actividade na passagem de ano de 70/71.
Posteriormente, a 3 de Julho de 76, reapareceu, actuando durante vários anos, no Café Progresso, do Furadouro, não faltando no seu vasto repertório, os ritmos africanos de Moçambique e não só.
O Conjunto, na sua fase de ouro, era constituído pelos irmãos António (já falecido) e José Muge (ambos de Ovar), pelos irmãos Alexandre e José Violante (de Cinfães do Douro) e por António Policarpo Costa.
Aproveitamos o Dia da Mãe para recordar este grupo vareiro e o tema que dedicamos às mamãs - uma raridade nos tempos que correm, e pode ser aqui ouvido.



«Mãe» foi um grande - porventura, o maior -, sucesso do Conjunto Oliveira Muge, constituído no início dos anos 60, oriundo do Orfeão de Ovar.
Em 1962, partiu para terras do Índico, tendo, nessa viagem, tomado o nome de Conjunto de Ovar. Uma vez em Moçambique, emergiu a denominação «Oliveira Muge».
Embora já tivesse tido antes actuações na Televisão em Portugal, foi em Moçambique (e países vizinhos) que o conjunto se notabilizou, atingindo tal fama que, em 1964, lhe foi concedido, pela imprensa moçambicana, o Primeiro Prémio entre os melhores do ano, o que contribuiu para que o Conjunto percorresse aquele país de lés-a-lés, actuando ainda na TV Rodésia, onde se lhe escancararam as portas do sucesso, no Quénia, onde efectuou uma digressão de um mês, com actuações na TV e no New Stanley Hotel, o melhor de Nairobi, e na África do Sul, onde os seus singles gozaram de grande popularidade, colocando-se entre os tops dos 10 mais vendidos - os famosos Top Ten. Só não assinaram contratos para digressões em Londres e Los Angeles porque não quiseram enveredar pelo profissionalismo.
No Carnaval de Ovar de 1969, o conjunto veio à sua Ovar, sendo passada continuamente na rádio nacional o tema «Mãe», mas também o «Gorongoza».
Em dia com os novos ritmos, este «conjunto de categoria internacional», no dizer do Diário de Moçambique, da edição de 21.03.63, viria a parar a actividade na passagem de ano de 70/71.
Posteriormente, a 3 de Julho de 76, reapareceu, actuando durante vários anos, no Café Progresso, do Furadouro, não faltando no seu vasto repertório, os ritmos africanos de Moçambique e não só.
O Conjunto, na sua fase de ouro, era constituído pelos irmãos António (já falecido) e José Muge (ambos de Ovar), pelos irmãos Alexandre e José Violante (de Cinfães do Douro) e por António Policarpo Costa.
Aproveitamos o Dia da Mãe para recordar este grupo vareiro e o tema que dedicamos às mamãs - uma raridade nos tempos que correm, e pode ser aqui ouvido.


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